sexta-feira, 11 de agosto de 2017

A filmagem mais antiga de um Papa

Este vídeo do Papa Leão XIII foi filmado em 1896. O som é do mesmo Papa, mas em 1903, enquanto canta a Avé Maria em latim.



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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

São Josemaria Escrivá resume o que é a Santa Missa

Toda a Trindade está presente no sacrifício do Altar. Por vontade do Pai, com a cooperação do Espírito Santo, o Filho oferece-Se em oblação redentora. Aprendamos a conhecer e a relacionar-nos com a Santíssima Trindade, Deus Uno e Trino, três pessoas divinas na unidade da sua substância, do seu amor e da sua acção eficaz e santificadora.

Logo a seguir ao lavabo, o sacerdote invoca: Recebei, ó Santíssima Trindade, esta oblação que Vos oferecemos em memória da Paixão, Ressurreição e Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo. E, no final da Santa Missa, há outra oração de inflamada reverência ao Deus Uno e Trino: Placeat tibi, Sancta Trinitas, obsequium servitutis meae... agradável Vos, seja, ó Trindade Santíssima, o obséquio da minha vassalagem: fazei que por misericórdia este Sacrifício oferecido por mim, posto que indigno aos olhos da vossa Majestade, Vos seja aceitável, e que para mim e para todos aqueles por quem o ofereci, seja um sacrifício de perdão.

A Santa Missa – insisto – é acção divina, trinitária, não humana. O sacerdote que celebra serve o desígnio divino do Senhor pondo à sua disposição o seu corpo e a sua voz. Não age, porém, em nome próprio, mas in persona et in nomine Christi, na Pessoa de Cristo e em nome de Cristo.

O amor da Trindade pelos homens faz com que, da presença de Cristo na Eucaristia, nasçam para a Igreja e para a humanidade todas as graças. Este é o sacrifício que profetizou Malaquias: desde o nascer do sol até ao poente, o meu nome é grande entre as nações, e em todo o lugar se sacrifica e se oferece ao meu nome uma oblação pura. É o Sacrifício de Cristo, oferecido ao Pai com a cooperação do Espírito Santo, oblação de valor infinito, que eterniza em nós a Redenção, que os sacrifícios da Antiga Lei não conseguiam alcançar. 

in Cristo que passa, 86


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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Missa Solene com assistência Pontifical em Rito Ambrosiano Tradicional












Congresso 'Sacra Liturgia' em Milão, 2017. Chiesa di Sant'Alessandro in Zebedia. 
Cardeal Raymond Leo Burke e Cardeal Robert Sarah.


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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

A homossexualidade não é compatível com a vocação sacerdotal - Papa Bento XVI

No livro-entrevista 'Luz do Mundo', Peter Seewald (o entrevistador) faz um comentário provocador a Bento XVI sobre a questão da atracção por pessoas do mesmo sexo: 

«Não é nenhum segredo que também entre os sacerdotes e os monges há homossexuais. Recentemente, teve grande repercussão um escândalo em torno a paixões homossexuais de sacerdotes em Roma.»

O Papa Bento XVI respondeu:

«A homossexualidade não é compatível com a vocação sacerdotal. Do contrário, o celibato não teria nenhum sentido como renúncia. Seria um grande perigo se o celibato se tornasse, por assim dizer, uma ocasião para introduzir no sacerdócio pessoas que, de qualquer modo, não gostariam de se casar, porque, em última instância, também a sua postura perante o homem e a mulher está de alguma forma modificada, desconcertada, e, em todo caso, não se encontra na direcção da criação de que falamos. 

A Congregação para a Educação Católica emitiu faz alguns anos uma disposição no sentido de que os candidatos homossexuais não podem ser sacerdotes porque a tendência distancia-os da paternidade, da realidade interior da condição de sacerdote. Por isso, a selecção dos candidatos ao sacerdócio deve ser muito cuidadosa. Tem que aplicar-se a máxima atenção para que não irrompa uma confusão semelhante, e, no final, por assim dizer, se identifique o celibato dos sacerdotes com a tendência à homossexualidade.»


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Peregrinação Summorum Pontificum 2017: 14 a 17 de Setembro em Roma

Este ano passam 10 anos do Motu Proprio Summorum Pontificum, do Papa Bento XVI, que regulou a liturgia romana tradicional, sublinhou a sua importância e explicou que ninguém pode abrogar algo que foi considerado santo na Igreja durante 1500 anos. 

Esta comemoração é mais um motivo para participar na já tradicional peregrinação 'Populus Summorum Pontificum ad Petri sedem', que todos os anos junta em Roma muitos bispos, sacerdotes e fiéis afectos ao rito tradicional.

No dia 14, das 9h às 18h, teremos uma série de conferências na Universidade Pontifício de São Tomás de Aquino (mais conhecida como Angelicum). Entre os oradores contam-se o Cardeal Robert Sarah, o Cardeal Gerhard Müller e o Arcebispo Guido Pozzo, da Ecclesia Dei. Às 18h30 Vésperas Solenes celebradas por Mons. Georg Gänswein, Prefeito da Casa Pontifícia e e secretário do Papa Bento XVI.  

No dia 15, destaque para a Via Crucis às 16h e para a Missa Solene às 19h, celebrada pelo Superior-Geral do Instituto de Cristo Rei Sumo Sacerdote, Mons. Gilles Wach.

No dia 16, a procissão solene pelas ruas de Roma, que termina na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Aí, no altar da Cátedra, será celebrada Missa Pontifical pelo Cardeal Carlo Cafarra às 11h.

No dia 17, na igreja da Santissima Trinità dei Pellegrini, Missa solene em Rito Dominicano às 11h celebrada pelo Padre Dominique-Marie de Saint-Laumer, Prior-Geral da Fraternitade São Vicente Ferrer.

Aqui fica o site da peregrinação, para mais informações: Summorum Pontificum 2017


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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Deus só perdoará àqueles que tiverem perdoado

Deus só perdoará àqueles que tiverem perdoado - é essa a lei. Os santos não têm em si o menor vestígio de ódio ou de fel: perdoam tudo e consideram sempre que mereciam muito mais, pelas ofensas que eles próprios fizeram a Deus. Quando alguém odeia o seu próximo, Deus devolve-lhe esse ódio: é um golpe que se volta contra nós. 

Dizia eu certo dia a uma pessoa: «Mas não quer ir para o Céu? Lá vai ver esse homem!» «Oh sim», respondeu-me, «mas trataremos de estar bem longe um do outro, de não nos ver.» Não vale a pena incomodarem-se com isso, porque a porta do Céu está fechada ao ódio.

No Céu não existe rancor. Assim, os corações bons e humildes que recebem as injúrias e as calúnias com alegria ou indiferença dão início ao seu paraíso já neste mundo, e aqueles que guardam rancor são infelizes. 

A forma de afastar o demónio quando ele nos suscita pensamentos de ódio contra aqueles que nos maltratam é rezar imediatamente por eles. Desse modo, vencemos o mal com o bem. Foi assim que fizeram os santos.

São João Maria Vianney in 'Pensamentos escolhidos do Santo Cura de Ars'


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Homenagem a El-Rei D. Sebastião de Portugal

Passam hoje 439 anos da Batalha de Alcácer-Quibir, no Norte de África. Nessa batalha as tropas portuguesas, cristãs, defrontaram o muito mais numeroso exército saadiano, liderado pelo Sultão Mulei Moluco e apoiado pelos otomanos. El-Rei de Portugal, D. Sebastião, apesar das adversidades, recusou a rendição e liderou com grande coragem os seus homens durante a luta. Desapareceu durante um ataque ao inimigo e o seu corpo nunca apareceu, dando origem à lenda do regresso de D. Sebastião. Fica aqui a nossa homenagem.


(Vídeo: Rider Sousa)


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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

A fé católica e a fidelidade e coragem de confessá-la - D. Athanasius Schneider

Apresentamos o texto da homilia proferida por D. Athanasius Schneider no dia 16 de Julho, Domingo, dia de Nossa Senhora do Carmo, na igreja da Conceição Velha em Lisboa. Muito agradecemos ao Sr. D. Athanasius Schneider as suas palavras inspiradoras.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Caros irmãos e irmãs! Nesta Santa Missa queremos de modo particular expressar a nossa fé católica, renovar a nossa fidelidade à imutável fé católica, e a nossa alegria de poder crer de modo católico. A expressão mais sublime da imutável fé católica é a liturgia, tal como nos foi transmitida organicamente pelos santos Apóstolos. Deve comover-nos o facto de se poder celebrar a Missa não apenas em espírito, mas também exteriormente, como era celebrada por tantos santos durante mais de um milénio e como era celebrada nos dias dos nossos avós e pais.

Não é preciso provar que vivemos hoje num tempo em que a fé católica e apostólica, no seu significado imutável, está sob um ataque generalizado da parte dos inimigos da Igreja. Tal ataque não se manifesta, no momento, através de uma repressão física ou cruenta, mas antes por meio de uma repressão psicológica, de discriminação e marginalização daqueles que professam a verdade católica. Contudo, observamos nos nossos dias também o facto inaudito de que os que permanecem fiéis à fé católica, e a defendem, são por vezes discriminados e marginalizados inclusive na vida da Igreja. 

Isto traz-nos à mente uma situação semelhante descrita por São Basílio, quando no século IV a verdadeira fé era perseguida pelos representantes do clero conformista com a moda intelectual daquele tempo. Escrevia São Basílio: “Hoje os homens são mais inventores de sistemas falaciosos que teólogos; a sabedoria deste mundo ganha os prémios mais altos, mas renegou a glória da Cruz” (Ep. 90, 2). “O único crime que hoje é certo de receber uma punição severa é a atenta conservação das tradições dos padres. Não somos atacados por causa da riqueza, ou da glória, ou de eventuais vantagens temporais. Nós estamos no campo para combater pela nossa herança comum, pelo tesouro da fé verdadeira, transmitida pelos nossos padres” (Ep. 243,  2.4).

 Quão actuais ressoam as seguintes palavras luminosas do Papa Pio XII, proferidas quase há setenta anos: “A Igreja não mendiga favores; a ameaça e a desgraça dos poderes terrenos não a intimidam. Ela não se imiscui em questões meramente políticas ou económicas. […] Ora, é bem notório o que o Estado totalitário e anti-religioso exige e espera dela como preço para a sua tolerância ou para o seu problemático reconhecimento. Ou seja, o Estado quereria uma Igreja que se calasse, quando deveria falar; uma Igreja que debilitasse a lei de Deus, adaptando-a ao gosto dos desejos humanos, quando deveria proclamá-la e defendê-la alto e bom som; uma Igreja que se destacasse do fundamento inconcusso sobre o qual Cristo a edificou, para se deitar comodamente sobre a areia movediça da opinião do dia ou para se abandonar na corrente que passa; uma Igreja que não resistisse à opressão das consciências, e não protegesse os legítimos direitos e a justa liberdade do povo; uma Igreja que com um indecoroso servilismo permanecesse fechada entre as quatro paredes do templo, esquecendo-se do divino mandamento recebido de Cristo: 'Ide às esquinas das ruas' (Mt 22,  9); 'instruí todas as gentes (Mt  28, 19)'” (Discurso aos fiéis, 20 de fevereiro de 1949).

Não importa onde se encontra o perseguidor, se fora ou dentro da Igreja, o que é necessário é a fidelidade à pureza da fé baptismal, isto é, a fidelidade à integridade da fé católica. Convém-nos a todos deixar-nos ser confortados pelo exemplo dos mártires e confessores. O que lhes dava a força de sofrer e a força da paz de alma no meio das tribulações era sobretudo a Sagrada Eucaristia. Quando lemos os testemunhos das suas vidas, encontramos para nós, hoje, o exemplo de sua fé profundíssima no mistério da Santíssima Eucaristia, do seu ardente amor e da sua requintada reverência a este mistério máximo da nossa fé, porque sabiam que a Eucaristia é o Senhor: "Dominus est". E com isso, está tudo dito. Rendamos a Jesus Eucarístico tanta honra, tanta atenção e tanto amor quanto formos capazes, ousemos tanto quanto pudermos.

Quantas vezes os perseguidores irrompiam naqueles lugares escondidos, onde se celebrava o santo sacrifício do altar, e matavam o sacerdote celebrante e todos os que assistiam à Santa Missa: homens, mulheres, idosos e crianças. E naqueles momentos acontecia uma coisa comovente e terrível: o sangue desses mártires – até mesmo crianças – corria sobre a terra e misturava-se com o preciosíssimo Sangue de Cristo sob a espécie do vinho, que os perseguidores, com fins sacrílegos, derramavam no chão. E eis que o Sacrifício de Cristo na Missa e o sacrifício da vida daqueles mártires da Eucaristia se tornavam um único sacrifício. O imenso oceano de amor sacrificial, que é o Sangue de Cristo. Embora esse imenso oceano se escondesse sob as espécies de algumas gotas de vinho, recebia em Si a pequeníssima gota de sangue dos mártires eucarísticos, unindo o sacrifício da sua vida ao Seu único sacrifício de amor.

“Sê fiel até à morte, e eu te darei a coroa da vida” (Ap 2, 10). Estas palavras do Senhor são um dever sagrado para todo o cristão. Ser fiel significa conservar a fé em toda a sua pureza, integridade e beleza, sem alterar esta fé que o Deus uno e trino infundiu na nossa alma. Somente a fé católica é a verdade, porque a Igreja Católica é a única detentora legítima da verdade sobrenatural. Antes do baptismo ouvimos esta pergunta: “O que pedes à Igreja?”. A resposta é simples e decisiva: “A Fé”. A próxima pergunta é: “O que te dá a fé?”, e a resposta é novamente muito breve e insuperável: “A vida eterna”. É somente isso que importa.

Estas palavras de São Fiel de Sigmaringen iluminam-nos e encorajam-nos: “Ó fé católica, firme, forte e bem enraizada, o teu fundamento é uma rocha segura! (cfr. Mt 7, 25). O céu e a terra passarão, mas tu não passarás. Todo o mundo desde o princípio se opôs a ti, mas tu triunfaste sobre tudo com força invencível. ‘Esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé’ (1 Jo 5, 4). Ela subjugou poderosíssimos reis ao senhorio de Cristo, levou os povos à obediência de Cristo. O que deu aos santos apóstolos e aos mártires força para suportar lutas cruéis e sofrimentos amarguíssimos senão a fé, e, acima de tudo, a fé na ressurreição? O que faz com que hoje os verdadeiros cristãos renunciem ao conforto, abandonem os prazeres, suportem dores e sustentem trabalhos? A fé viva, operante pela caridade (cfr Gal 5, 6), fá-los abandonar os bens presentes com a esperança do futuro, e com o futuro mudar o presente”. “Sê fiel até a morte, e eu te darei a coroa da vida” (Ap 2, 10). Ámen.


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terça-feira, 1 de agosto de 2017

A bênção de um sacerdote recém-ordenado aos seus pais

Na fotografia vemos um neo-sacerdote da Fraternidade de São Pedro que abençoa o Pai e a Mãe. A generosidade dos pais que entregam o seu filho para servir a Deus e às almas é uma grande fonte de graças para a sua Família e para o Mundo.


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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Pe. Vasco Pinto Magalhães, brincando com o fogo

Numa entrevista à Agência Ecclesia, o Padre Jesuíta Vasco Pinto de Magalhães fala sobre o seu mais recente livro: 'O Mal e o Demónio'. Este breve texto não é uma recensão do livro, mas antes um comentário sobre alguns pontos da referida entrevista.

Nos seus Pequenos Poemas em Prosa, Baudelaire dá voz a um pregador que diz o seguinte:

“Meus caros irmãos, não esqueçais nunca, quando escuteis glorificar o progresso das luzes, que a maior artimanha do diabo é de vos persuadir que ele não existe!”

Esta artimanha é tão bem engendrada que atingiu mesmo sacerdotes e bispos…

Vejamos algumas das citações da entrevista, colocadas lado a lado com as palavras do Catecismo, de alguns Papas e do Evangelho.

Pe. Vasco: “O demónio não é uma entidade pessoal que entra. O demónio é uma desordem, uma força desordenadora”

Catecismo: “o Mal [na petição do Pai Nosso “mas livrai-nos do Mal”] não é uma abstracção, mas designa uma pessoa, Satanás, o Maligno, o anjo que se opõe a Deus.” (§2851)

Papa Paulo VI: O mal não é apenas uma deficiência, mas uma eficiência, um ser vivo, espiritual, pervertido e perversor. Terrível realidade. Misteriosa e pavorosa. Sai do quadro do ensino bíblico e eclesiástico quem se recusa a reconhecer a sua existência (…) ou quem a explica como uma pseudo-realidade, uma personificação conceptual e fantástica das causas desconhecidas das nossas desgraças. (Audiência Geral, 16 de Novembro de 1972)

Papa Francisco: “E pensar que nos queriam fazer crer que o diabo era um mito, uma figura, uma ideia do mal! Ao contrário, o diabo existe e nós devemos lutar contra ele. São Paulo recorda: é a palavra de Deus que no-lo diz! Mas parece que não estamos convencidos desta realidade”. (30 de Outubro de 2014)

Pe. Vasco: “Mas cada vez mais a Igreja sabe que é um problema psíquico.”

Pe. Gabriele Amorth: “Mas eu não faço exorcismo ao primeiro que passa! Antes vejo as fichas clínicas, os resultados de análises e as idas ao psiquiatra. Intervenho com as orações de libertação apenas quando a medicina não fez efeito”.

Catecismo: “O exorcismo tem por fim expulsar os demónios ou libertar do poder diabólico, e isto em virtude da autoridade espiritual que Jesus confiou à sua Igreja. Muito diferente é o caso das doenças, sobretudo psíquicas, cujo tratamento depende da ciência médica. Por isso, antes de se proceder ao exorcismo, é importante ter a certeza de que se trata duma presença diabólica e não duma doença.”

Pe. Vasco: “Os grandes exorcistas, no fundo, nunca encontraram verdadeiramente um espírito, encontraram uma espiritualidade perturbada que precisa de ser reorganizada pelo amor.” “Os exorcismos de Jesus Cristo foi curar psicopatologias.”

Evangelho: «“Mestre, eu trouxe-te o meu filho que está possesso de um espírito mudo, que, onde quer que se apodere dele, o lança por terra, e o menino espuma, range com os dentes, e fica rígido. Pedi aos Teus discípulos que o expulsassem e não puderam.”

Jesus respondeu-lhes: “Ó geração incrédula! Até quando hei-de estar convosco? Até quando vos hei-de suportar? Trazei-Mo cá”. Trouxeram-Lho. Tendo visto Jesus, imediatamente o espírito o agitou com violência e, caído por terra, revolvia-se espumando. Jesus perguntou ao pai dele: “Há quanto tempo lhe sucede isto?”. Ele respondeu: “Desde a infância. O demónio tem-no lançado muitas vezes ao fogo e à água, para o matar; porém Tu, se podes alguma coisa, ajuda-nos, tem compaixão de nós”. Jesus disse-lhe: “Se podes…! Tudo é possível a quem crê”. Imediatamente o pai do menino exclamou: “Eu creio! Auxilia a minha falta de fé”. Jesus, vendo aumentar a multidão, ameaçou o espírito imundo, dizendo-lhe: “Espírito mudo e surdo, Eu te mando, sai desse menino e não voltes a entrar nele!”. Então, dando gritos e agitando-se com violência, saiu dele, e o menino ficou como morto, tanto que muitos diziam: “Está morto”. Porém, Jesus, tomando-o pela mão, levantou-o, e ele pôs-se em pé. Depois de ter entrado em casa, os Seus discípulos perguntaram-Lhe em particular: “Porque o não pudemos nós expulsar?”. Respondeu-lhes: “Esta casta de demónios não se pode expulsar senão mediante a oração e jejum”. (Mc 9, 17-29)

Pe. Vasco: “O exorcismo não tira nada lá de dentro, o exorcismo comunica paz, equilíbrio, ordem, porque não há nada a tirar – um espírito não está dentro de outro espírito (…) O espírito não tem dentro nem fora. Portanto, é uma fantasia nossa para explicar um bocadinho essa realidade”

Evangelho, de novo: “Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai dele, e não entres mais nele.”

Evangelho, mais uma vez: “Para isto é que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo” (1Jo 3, 9)

Breve comentário

A posição do Pe. Vasco é de uma assustadora ingenuidade, de grande irresponsabilidade e com consequências devastadoras. Representa, na verdade, uma certa tendência teológica presente há muito na Igreja; assim, este artigo aproveita o pretexto desta entrevista, mas visa essa corrente ‘modernista’, que está convencida que a doutrina ‘evolui’, que passámos por uma idade das trevas na Igreja e agora vamos chegando à ‘idade das luzes’.

O Pe. Vasco, com a sua ‘hermenêutica’ muito pessoal, contradiz directamente as palavras de Cristo, a doutrina da Igreja e as palavras, reiteradas sucessivamente, do próprio Papa Francisco (bem como, naturalmente, a de todos os Papas anteriores).

Terminemos, lembrando as palavras do Papa São João Paulo II, pouco tempo antes de se tornar Papa:

“Hoje, estamos diante do maior combate a que a humanidade já assistiu. Não penso que a comunidade cristã o tenha compreendido totalmente. Hoje, estamos diante da luta final entre a Igreja e a Anti-Igreja, entre o Evangelho e o Anti-Evangelho”.

As palavras de um sacerdote que vai ser ouvido e lido devem ser pesadas e pensadas; a sua responsabilidade é a de subir acima de si mesmo e dos seus particulares pensamentos, para transmitir fielmente a doutrina da Igreja. Aos crentes enquanto tal não lhes interessa saber as opiniões pessoais, as ‘hermenêuticas’ superficiais de um sacerdote. Aos crentes, enquanto tal, interessa-lhes ouvir a doutrina de forma corajosa e clara, sobretudo num tempo que a Irmã Lúcia recorrentemente caracterizava, justamente, como de “desorientação diabólica”.

Um interessante extratexto

O grande exorcista do Vaticano, Padre Gabriele Amorth, revela-nos que a “invocação de João Paulo II tem um efeito devastador sobre o diabo” e diz ainda que “Satanás teme muitíssimo Bento XVI; as suas missas, as suas bênçãos, as suas palavras são como poderosos exorcismos”.

Pedro Sinde in Academia.edu (23 de julho de 2017) via 'odogmadafe.wordpress.com'

Eis o vídeo da entrevista em causa: Padre Vasco Pinto de Magalhães fala do Demónio


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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Papa Francisco e a importância das Avós na transmissão da Fé

Tive a graça de crescer no seio de uma família na qual a fé era ensinada de uma forma simples e concreta, mas foi sobretudo a minha avó, a mãe do meu pai, que marcou o meu caminho de fé. Era uma mulher que nos explicava, que nos falava de Jesus, que nos ensinava o catecismo. 

Lembro-me sempre de que na Sexta-Feira Santa nos levava à noite à procissão das velas, que no fim da procissão chegava o “Cristo jacente” e que a avó nos mandava, a nós crianças, ajoelhar e dizia: “Olhem, está morto, mas amanhã ressuscita”. 

Recebi o primeiro anúncio cristão justamente desta mulher, a minha avó! Isto é lindíssimo. O primeiro anúncio em casa, com a família! E isto leva-me a pensar no amor de tantas mães e de tantas avós na transmissão da fé. São elas que transmitem a fé. Isto acontecia também nos primeiros tempos, porque São Paulo dizia a Timóteo: “Eu recordo a fé da tua mãe e da tua avó” (cfr. 2Tm, 1,5). 

Pensai nisto todas as mães que estão aqui, todas as avós. Transmitir a fé. Porque Deus nos coloca junto das pessoas que auxiliam o nosso caminho de fé. Não encontramos a fé no abstracto, não! Há sempre alguma pessoa que prega, que nos diz quem é Jesus, que nos transmite a fé, que nos dá o primeiro anúncio. E foi esta a primeira experiência de fé que tive.

Papa Francisco - Praça de São Pedro, 18 de Maio de 2013 


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terça-feira, 25 de julho de 2017

11 relíquias de Nosso Senhor Jesus Cristo

1) Fragmentos da Verdadeira Cruz
 
Há fragmentos da Verdadeira Cruz em várias igrejas espalhadas pelo mundo. Os fragmentos na foto acima estão na Fazenda Imperial, em Viena, Áustria.

2) Prego Sagrado

Este é um dos pregos usados na crucificação de Jesus. É mantido na Catedral de Bamberg, Alemanha.

3) O Santo Cálice

Acredita-se que este foi o cálice utilizado por Cristo na Última Ceia para instituir a Eucaristia. Encontra-se na catedral de Valência, Espanha.

4) Túnica de Jesus

Esta é a túnica de Cristo sobre a qual os soldados deitaram sortes durante a crucificação. É mantida na Catedral de Trier, Alemanha.

5) A lança sagrada

Esta é a lança que perfurou o peito de Cristo quando Ele estava na cruz. Está guardada no Tesouro Imperial, em Viena, Áustria.

6) Os presentes dos Reis Magos

Ouro, incenso e mirra. São mantidos no mosteiro de São Paulo, no Monte Athos, Grécia.

7) A Coroa de espinhos

Jesus usou-a durante a Sua paixão e crucificação. Está na catedral de Notre Dame, em Paris, França.

8) A Coluna da Flagelação

Jesus foi amarrado a esta coluna quando foi açoitado pelos soldados romanos. Encontra-se na Basílica de Santa Praxedes, em Roma, Itália.

9) Um frasco do preciosíssimo Sangue de Jesus

Está na Basílica do Sangue Sagrado em Bruges, Bélgica.

10) O Título da Cruz

Esta é o sinal que pendia sobre Jesus na cruz, mandado afixar por Pôncio Pilatos, dizendo "Jesus Nazareno Rei dos Judeus". Está na Basílica da Santa Cruz de Jerusalém, em Roma, Itália.
11) O Sudário de Turim ou Santo Sudário
Acredita-se que seja o tecido que cobriu o corpo de Jesus Cristo no sepulcro. É mantido na Catedral de São João Baptista em Turim, Itália.

in ChurchPOP


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quinta-feira, 20 de julho de 2017

O caso dos "abusos" no coro dirigido pelo irmão do Papa Bento XVI

Chegou aos meios de comunicação social mais uma notícia “bombástica”. Ao longo deste texto procurarei demonstrar como é que tudo foi bem montado para, mais uma vez, fazer passar a ideia (falsa) que o Papa Bento XVI esteve, de alguma maneira, relacionado com casos de pedofilia.

O advogado alemão Ulrich Weber apresentou um relatório no qual defende que 547 rapazes (não se sabe de que idades), terão sofrido agressões físicas e, alguns deles, também sexuais, entre os anos 1945 e 1992. Segundo esse advogado, escolhido pela igreja alemã como independente para conduzir esta investigação, terão existido 500 casos de agressão física e 67 de abusos sexuais. Tudo se terá passado no coro Domspatzen, em Ratisbona, e na escola que lhe estava adjunta. 

O nome Ratzinger

O nome Ratzinger tem muita força, tal o ódio que os meios de comunicação social sempre tiveram para com o Papa Bento, que começou muito antes de ser Papa. Esta notícia consegue o feito de envolver o nome Ratzinger e “pedofilia” no mesmo texto, o que vale muitos pontos para qualquer jornalista dos nossos tempos. Mas o Papa Bento fez alguma coisa? Não. O seu nome aparece por causa do seu irmão, o Padre Georg Ratzinger, que dirigiu o coro de 1964 a 1994. Há provas que Georg Ratzinger tenha estado envolvido em qualquer abuso? Não, mas é irmão do Papa Bento por isso deve ser culpado. E o Papa Bento também é culpado da culpa que o irmão tem por ser seu irmão. Conclusão: Ratzinger é “pedófilo”! Algumas notícias apresentam a fotografia do Papa Bento, em 2006, com o coro de Ratisbona, para ficar bem claro que a culpa é dele.

O título da notícia

Na esmagadora maioria dos casos, o título apresenta o termo “abusos”, associado a um sacerdote, Georg Raztinger, ou a um Papa Joseph Ratzinger. Quando se diz que 550 crianças sofreram abusos as pessoas imaginam  imediatamente 550 crianças a serem violadas por sacerdotes, que é algo completamente escabroso. Mas na realidade a grande maioria dos actos foram de violência física e não de abusos sexuais. Mas explicar que a grande maioria dos actos foram de violência física não ajuda a cimentar a ideia de que todos os padres são pedófilos; ideia que tem sido espalhado com sucesso pelos ‘media’ e pela indústria cinematográfica. Usando a palavra “abusos” e sabendo que a grande parte das pessoas nunca vai ler o texto mas simplesmente o título, fica mais uma vez confirmado que a Igreja é uma cambada de pedófilos.

Violência física

Grande parte das 500 agressões físicas referem-se a bofetadas, ou castigo semelhante. Hoje em dia dar uma bofetada a um aluno dá direito a uma campanha difamatória nas redes sociais, ameaças físicas por parte dos familiares do estudante e talvez até dê direito a prisão. Mas entre 1945 e 1992 não era assim. As bofetadas eram bastante frequentes para os mal-comportados, tanto em casa como na escola. Não vou entrar nessa discussão, mas serve isto para explicar o contexto em que tudo terá acontecido.

Terão existido também agressões mais graves, mas não se sabe concretamente quais nem em que circunstâncias. Algumas das testemunhas falam de “clima de terror” no colégio interno, mas teríamos de ter acesso ao relatório para perceber ao que se referiam concretamente.

Abusos sexuais

A maioria dos abusos sexuais terão ocorrido nos anos 60 e 70, as décadas do “amor livre”. Muitas pessoas deixaram-se levar por essa ideia utópica de que seria bom satisfazer todos os desejos e ceder a todas as tentações, e foram cometidos actos monstruosos, especialmente no campo da moral sexual. Os sacerdotes não foram excepção. Muitos deixaram a sua condição sacerdotal para ir gozar os prazeres da carne. Alguns continuaram como sacerdotes mas aproveitaram a sua condição para abusar de menores, quase sempre rapazes adolescentes. Cada abuso destes foi um acto hediondo, uma ofensa gravíssima a Deus e uma traição a essas pessoas que em vez de terem diante de si um Pai passaram a ter um predador. 

Neste caso de Ratisbona terão existido 67 casos de abuso sexual. Todos são de uma grande gravidade, mas há actos mais graves do que outros, por exemplo um abuso com palavras é menos grave do que uma violação. No relatório talvez estejam discriminados, mas nas notícias não apareceram esses dados. 

Quem agrediu e quem abusou?

O relatório acusa 49 pessoas, das quais 40 por agressões físicas e 9 por abusos sexuais. As notícias falam de “49 membros da Igreja acusados”. A expressão “membros da Igreja” é dúbia e faz com que as pessoas pensem em sacerdotes. Mas foram acusados sacerdotes e também professores. Aliás, uma das vítimas de abusos sexuais diz que foi o professor que o obrigou a ver filmes pornográficos, e não refere qualquer sacerdote. Seria importante saber quantos dos 9 acusados de abusos sexuais eram sacerdotes e quantos leigos. É verdade que era uma instituição católica, por isso a responsabilidade é sempre da Igreja, mas não é a mesma coisa quem um abuso sexual seja feito por um sacerdote ou um leigo.  

Julgamento

Não existirá julgamento porque os crimes estão todos prescritos. As agressões e abusos tiveram lugar há largas décadas, por isso não é possível conduzir um processo em tribunal. No entanto a Igreja alemã, consciente da sua responsabilidade, patrocinou esta investigação e vai pagar voluntariamente entre 5 mil e 20 mil euros a cada uma das vítimas.

'Timing'

O momento em que este relatório se tornou público é curioso, pois foi exactamente quando todos falavam sobre a mensagem enviada pelo Papa Bento para ser lida nas exéquias do Cardeal Meisner. Nessa mensagem, o Papa Bento elogiou o Cardeal Meisner, um dos 4 Cardeais dos Dubia, dizendo: “aquilo que mais me impressionou foi que, no período final da sua vida, aprendeu a deixar-se estar e a viver cada vez mais na crença de que o Senhor não abandona a sua Igreja, mesmo quando a barca está tão inundada que quase se afunda.”

João Silveira


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D. Athanasius Schneider na Loca do Anjo

D. Athanasius Schneider passou um longo tempo em oração na Loca do Anjo. A Loca do Anjo, também conhecida por Loca do Cabeço, foi o local onde os Pastorinhos de Fátima tiveram a primeira e terceira aparições do Anjo. Foi nesse local que o Anjo alertou os Pastorinhos para os ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que o Santíssimo Sacramento é tratado pelos homens ingratos. 

D. Athanasius é um dos maiores defensores da comunhão de joelhos e na boca. Já escreveu vários livros nos quais demonstra que a comunhão na mão, tal como acontece hoje em dia nas nossas igrejas, nunca existiu na Igreja Católica e foi introduzida por protestantes, que não acreditam na Presença Real de Nosso Senhor na Eucaristia. A comunhão na mão diminui a reverência e aumenta exponencialmente a possibilidade de roubos de Hóstias e queda de fragmentos no chão, que são graves ofensas a Deus.



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quarta-feira, 19 de julho de 2017

Entrevista a D. Athanasius Schneider em Portugal

A vaticanista Aura Miguel, da Rádio Renascença, conduziu uma entrevista bastante completa a D. Athanasius Schneider. Vale a pena ouvir do princípio ao fim.


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terça-feira, 18 de julho de 2017

Mensagem de Bento XVI aquando do funeral do Cardeal Meisner

Apresentamos aqui a mensagem de Bento XVI, lida pelo seu secretário, o Arcebispo Georg Gänswein, aquando do funeral do Cardeal Meisner, um dos autores dos dubia.
Neste momento, em que a Igreja de Colónia e os fiéis mais distantes se despedem do Cardeal Joachim Meisner, estou junto deles no meu coração e nos meus pensamentos e tenho a satisfação de atender ao desejo do Cardeal Woelki e dirigir-lhes umas palavras de reflexão.

Quando, na quarta-feira passada, fui informado, por telefone, da morte do Cardeal Meisner, a princípio, não consegui acreditar. Tinhamos conversado no dia anterior. Pela maneira de falar, ele estava grato por agora estar a descansar, depois de ter participado, no domingo anterior (25 de junho), na beatificação do bispo Teofilius Maturlionis, em Vilnius. O seu amor pelas Igrejas vizinhas do Oriente, que sofreram perseguição sob o Comunismo, bem como a gratidão pela resistência no sofrimento durante esse tempo deixaram uma marca indelével no Cardeal. Portanto, certamente não foi por acaso que a última visita da sua vida foi a um confessor da fé.O que me tocou particularmente nas últimas conversas com o Cardeal, agora de volta à casa do Pai, foi a sua alegria natural, a sua paz interior e a tranquilidade que havia encontrado. Sabemos que foi difícil para ele, um apaixonado pastor de almas, deixar o seu cargo, e isso no preciso momento em que a Igreja tinha uma necessidade urgente de pastores que se opusessem à ditadura do zeitgeist, totalmente decididos a agir e pensar da perspectiva da fé. No entanto, aquilo que mais me impressionou foi que, no período final da sua vida, aprendeu a deixar-se estar e a viver cada vez mais na crença de que o Senhor não abandona a sua Igreja, mesmo quando a barca está tão inundada que quase se afunda.

Havia duas coisas que neste período final lhe permitiam ficar cada vez mais feliz e tranquilo:

– A primeira foi aquilo que ele muitas vezes me contava que o enchia de profunda alegria, que era experimentar, no Sacramento da Penitência, como os mais jovens, acima de tudo os jovens rapazes, passaram a experimentar a misericórdia do perdão, o dom de, em efeito, descobrir a vida que só Deus pode lhes dar.

– A segunda, que sempre o comovia e deixava feliz, foi o aumento perceptível da adoração Eucarística. Para ele esse foi o tema central das Jornadas Mundiais da Juventude em Colónia – o facto de que havia Adoração, um silêncio, em que o Senhor sozinho fala aos corações. Algumas autoridades pastorais e litúrgicas consideravam que não seria possível conseguir esse silêncio na contemplação do Senhor com um número tão grande de pessoas. Alguns também pensavam que a adoração Eucarística, como tal, tinha sido ultrapassada, porque o Senhor queria ser recebido no pão Eucarístico, em vez de ser contemplado. No entanto, o facto de que uma pessoa não pode comer desse pão apenas como duma espécie de alimento, e que “receber” o Senhor no Sacramento Eucarístico inclui todas as dimensões da nossa existência – receber tem que ser adoração, algo que entretanto tornou-se cada vez mais claro. Assim, o período de adoração Eucarística nas Jornadas Mundiais da Juventude de Colónia tornou-se um evento interior que permanece inesquecível, e não apenas ao Cardeal. Posteriormente, esse momento esteve sempre presente no seu coração e deu-lhe grandes luzes.

Quando, na sua última manhã, o cardeal Meisner não apareceu para a missa, foi encontrado morto no seu quarto. O breviário havia escorregado das suas mãos. Morreu enquanto rezava, com o rosto no Senhor, em diálogo com Deus. A arte de partir, que lhe ali foi dada, demonstrava novamente como ele viveu: com o rosto em Deus e em diálogo com Ele. Assim, podemos confiar sua alma à bondade de Deus. Senhor, agradecemos o testemunho deste Vosso servo, Joachim. Deixai-o agora interceder pela Igreja de Colónia e pelo mundo inteiro! Requiescat in pace!


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segunda-feira, 17 de julho de 2017

É errado usar bikini? -- Jason e Crystalina Evert explicam

Estudantes rapazes na Universidade de Princeton fizeram recentemente uns estudos sobre como o cérebro do homem reage ao ver pessoas a usar diferentes quantidades de roupas. Os sujeitos do teste foram colocados num scanner cerebral e durante uma fracção de segundo viram fotografias de mulheres em bikinis, assim como homens e mulheres vestidos de uma forma modesta.

Quando os jovens rapazes viram as mulheres seminuas, a parte do seu cérebro associada com ferramentas acendeu. Apesar de algumas das imagens serem mostradas por apenas duas décimas de segundo, as fotografias mais fáceis de lembrar foram as mulheres de biquíni cujas cabeças foram cortadas das fotos!

O objectivo da investigação, de acordo com Susan Fiske, uma professora de psicologia na Universidade de Princeton, era examinar as maneiras pelas quais as pessoas viam outras como um meio para atingir um fim. Os resultados da investigação foram apresentados no encontro anual da American Association for the Advancement of Science (Associação Americana para o Avanço da Ciência), em Chicago.

Os investigadores também descobriram que quando alguns dos homens viam mulheres seminuas, o seu córtex mediano pré-frontal era desactivado. Esta é a região do cérebro associada com a análise aos pensamentos de uma pessoa, as suas intenções e os seus sentimentos. Fiske lembrou, "é como se estivessem a reagir a estas mulheres como se não fossem totalmente humanas." Ela acrescentou, "É um estudo preliminar mas consistente com a ideia de que estão a responder a estas fotografias como se estivessem a responder a objectos em vez de pessoas."

Ela considerou esta descoberta chocante, porque "a falta de activação desta área de cognição social é verdadeiramente estranha, porque raramente acontece." Os investigadores testemunharam antes tal ausência deshumanizadora de actividade cerebral apenas uma vez, durante um estudo onde as pessoas observaram imagens de drogados e sem-abrigo.

Outro estudo feito em estudantes de licenciatura de Princeton descobriu que quando os homens vêem imagens de mulheres em biquíni associam as mulheres a verbos na primeira pessoa, tais como eu "empurro", "uso" e "agarro". Quando vêem imanges de mulheres vestidades de forma modesta, associam as imagens a verbos na terceira pessoa, tais como ela "empurra", "usa" e "agarra". Por outras palavras, as mulheres vestidas eram vistas como estando em controlo das suas próprias acções, enquanto que as mais despidas eram para ser controladas por outrem.

Apesar dos cientistas terem ficado surpreendidos com estas descobertas, não são assim tão chocantes para quem sabe as origens do bikini. O seu inventor foi um francês chamado Louis Reard, que pegou no lingerie da sua mãe para fazer negócio. Quando criou o seu fato de banho de duas peças em 1946, teve que contratar uma stripper para o apresentar, porque nenhuma modelo quis usá-lo na passadeira! Afinal de conta, que tipo de mulher quereria usar a sua roupa interior em público, só porque se tornou à prova de água? Há meio século, estas modelos francesas tinham como óbvio aquilo que surpreendeu os cientistas de Princeton.

A Dra. Alice Von Hildebrand disse uma vez que " se as raparigas conhecessem o grande mistério de lhes foi confiado, a sua pureza estaria garantida. A própria reverência que iam ter em relação aos seus corpos seria inevitavelmente ser percebida pelo outro sexo. Os homens são talentosos ao ler a linguagem corporal das mulheres e não querem arriscar ser humilhados quando a recusa é certa. Vendo a modéstia das mulheres, percebiam a deixa e, em troca, aproximavam-se do sexo feminino com reverência."

Tal como os bikinis fazem os cérebros dos homens passar por cima das intenções e pensamentos de uma mulher, a modéstia faz exactamente o contrário. Convida os homens a considerar o quanto uma mulher tem para oferecer. Se os bikinis tornam a mulher em objecto, a modéstia dá-lhes personalidade. Portanto, as mulheres que querem ser levadas a sério pelos homens deviam reconsiderar o poder da modéstia. O seu propósito não é esconder o corpo da mulher porque é mau. Antes pelo contrário! Uma mulher modesta não se está a esconder dos homens. Está a revelar-lhes a sua dignidade.

Nada na terra se assemelha à beleza da mulher. Por esta razão, tem que se fazer esta pergunta às mulheres, "Como é que vais usar a tua beleza?". O Papa João Paulo II disse que a dignidade e o equilíbrio da vida humana depende, em cada momento da história e em cada lugar, de quem o homem vai ser para a mulher e de quem a mulher vai ser para o homem. Portanto, quem é que vão ser para os homens?

Se as mulheres se tornaram objectos nas mentes de muitos homens, o que é que pode ser feito para restaurar os corações e as mentes de ambos? Se o mundo quiser ver um reaparecimento de valores, modéstia e cavalheirismo, vai precisar tanto dos homens como das mulheres para pegar no que está nos seus corações e examinar quem é que se tornaram um para o outro.

Jason & Crystalina Evert in ChastityProject.com

Nota Senza Pagare: Podem a ler a notícia sobre o artigo de Princeton em vários sites. A CNN, por exemplo, diz :"It may seem obvious that men perceive women in sexy bathing suits as objects, but now there's science to back it up."


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Missa Tradicional celebrada por D. Athanasius Schneider em Lisboa









Dia: 16/VII/2017, Domingo
Igreja: Conceição Velha.


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