quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Peregrinação Summorum Pontificum: Missa Pontifical na Basílica de São Pedro

A Missa Pontifical foi celebrada pelo Bispo de Copenhaga (Dinamarca), Mons. Czeslaw Kozon, e contou com a presença de vários Cardeais, Bispos, muitos sacerdotes e inúmeros fiéis.











Fotografias: Don Elvir Tabaković, Can.Reg.


blogger

domingo, 4 de novembro de 2018

Peregrinação Summorum Pontificum 2018: Procissão até à Basília de São Pedro

O segundo dia da peregrinação Summorum Pontificum foi marcado pela procissão pelas ruas de Roma, desde a Basílica de San Lorenzo in Damaso até à Basílica de São Pedro.










Fotografias: Don Elvir Tabaković, Can.Reg.


blogger

Asia Bibi foi absolvida

Na terça-feira passada, o Supremo Tribunal do Paquistão tornou pública a absolvição de Asia Bibi, uma mulher cristã presa em 2009 e condenada à morte por blasfémia: pelo facto de ser católica, ao beber água de um poço contaminou a água...

Durante todos estes anos, em que a execução estava sempre anunciada para daí a poucos dias, Asia Bibi foi mantida em condições de prisão terríveis, frequentemente em isolamento total, na tentativa de que abandonasse a fé católica. O marido e os cinco filhos também sofreram duramente e, por arraste, muitos católicos do país foram perseguidos e alguns foram mortos. 

Quando o Ministro Shabaz Bhatti se pronunciou a favor da libertação de Asia Bibi, um dos seus próprios guarda-costas tomou a iniciativa de o matar. Até os advogados muçulmanos que defendem Asia Bibi foram acusados de blasfémia e correram grande perigo. Naturalmente, os juízes do Supremo que a absolveram foram imediatamente ameaçados de morte. Além de muitos assassinatos isolados, houve massacres anticristãos em 2009 e em 2013 e teme-se que esta decisão do Supremo Tribunal volte a incendiar o fanatismo. A decisão estava tomada há um mês, mas o veredicto só agora foi tornado público, provavelmente por medo de reacções extremistas. 

O processo tem agora de percorrer a cadeia hierárquica até chegar ao Director da prisão, pelo que a libertação de Asia Bibi vai demorar algum tempo. Até lá, ela continua presa e praticamente incomunicável, sem mesmo poder falar com o advogado. Entretanto, a capital do país, Islamabad, está em alerta máximo. Muitas centenas de polícias guardam o Supremo Tribunal e unidades do exército tomaram posição diante de outros edifícios, em particular lugares onde os cristãos se reúnem. O partido islâmico Tehreek-e-Labbaik Pakistan organiza sucessivas manifestações de protesto contra a absolvição de Asia Bibi, com grande agressividade e exibição de força. Várias cidades do Paquistão estão paradas devido à onda de violência. Em várias delas, as autoridades desligaram as redes de telemóveis para tentar controlar a informação.

Muitos paquistaneses estão contra o fanatismo e alguns líderes muçulmanos vieram a público defender Asia. A própria sentença de absolvição cita o profeta Maomé: «Atenção! Quem for cruel e duro contra uma minoria não muçulmana, ou lhes retirar direitos, ou lhes impuser exigências superiores às suas forças, ou lhes tirar alguma coisa contra a sua vontade; eu próprio, o Profeta Maomé, o hei-de acusar no Dia do Juízo».

Desde que Asia Bibi foi presa, embora os meios de comunicação social de alguns países europeus tenham evitado divulgar o caso, a comunidade internacional manteve a pressão sobre as autoridades paquistanesas.

Nos meios cristãos de todo o mundo, milhões de pessoas rezaram o terço por esta intenção. Sobretudo o Papa Bento XVI e o Papa Francisco fizeram sentir o seu apoio a Asia Bibi e a todos os católicos perseguidos no Paquistão. No início deste ano, Francisco recebeu no Vaticano Ashiq Masih, o marido de Asia Bibi, e a filha mais velha do casal, juntamente com Rebecca, uma jovem nigeriana cristã que, depois de torturada pelo Boko Haram, deu à luz um filho de um dos sequestradores. 

Nessa audiência, o Papa rezou por Asia Bibi e pelas mulheres que continuam prisioneiras do Boko Haram. «O testemunho de Rebecca e o de Asia Bibi representam um modelo para uma sociedade que hoje tem cada vez mais medo da dor. São duas mártires», disse Francisco. «Penso muitas vezes na vossa mãe e rezo por ela», disse o Papa à filha mais velha de Asia. Ela transmitiu-lhe o recado da mãe: «Santo Padre, a mãe pediu-me que lhe desse um beijo».

Através de vários canais, Asia Bibi conseguiu transmitir para o exterior várias outras mensagens. A principal é dizer que perdoa de todo o coração os que lhe fazem mal e pedir orações por ela, pela família, pelos cristãos perseguidos, pela Igreja e por todo o mundo.

José Maria C.S. André in Correio dos Açores, 4-XI-2018


blogger

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

O insuportável Dia de Todos-os-Santos - C.S. Lewis

Carta do Demónio-Tio ao Demónio-Sobrinho

Caro sobrinho: colocas-me diante de uma questão essencial do combate à fé cristã. De facto, há que evitar por todos os meios possíveis que os humanos tomem para si o exemplo de outros que passaram, antes deles, por esta Terra. Não há nada mais abominável que um santo que ilumina essa gentalha, ajudando-a a atravessar as dificuldades da vida. Por isso gostava de partilhar contigo quatro estratégias para destruir a imagem de todos os santos. Se as aplicares bem, terás resultados imediatos e duradouros. Aliás, basta aproveitar os exageros desses miseráveis humanos para os afastar do nosso grande Inimigo.

1ª Estratégia: OS SANTOS MILAGREIROS

Esta estratégia talvez seja das mais fáceis de aplicar uma vez que, mesmo sem a nossa ajuda, já toma proporções escabrosamente saborosas. Há humanos cuja formação cristã é tão rudimentar que tomam os santos como uma espécie de deuses aos quais devem adorar. Levam consigo dinheiro, fotografias, velas, papelinhos, depositando neles a secreta esperança de que tudo mude no dia seguinte. 

É bom acalentar essa esperança e fazer-lhes crer que podem ficar à espera de braços cruzados. É que, conforme constatam que, uma e outra vez, nada muda, acabam por ganhar uma tal frustração que, mudarão de santo em santo até à exaustão; e, se tudo correr em nosso favor, irritar-se-ão com as coisas de Deus e acabarão por se afastar definitivamente do caminho de fé. Os que me preocupam são aqueles que, fazendo exactamente os mesmos gestos, se limitam a pedir a intercessão desses santos para que Deus lhes dê a luz e a força para que ultrapassem as suas dificuldades. E o mais assustador é quando sabem que tudo depende também do próprio esforço. Esses são obstinados; muito difíceis de enganar.

2ª Estratégia: OS SANTOS PÁLIDOS

Algo que me diverte é constatar como alguns humanos representam os santos. Uns, num estilo excessivo cheio de dourados e brilhantes. Outros, no estilo muito despojado, de cabeça caída, cara pálida e olhar ausente. Uns e outros, fazendo uma muito pálida ideia do que seriam os próprios santos, como pessoas, no dia-a-dia. Quando os humanos, através das imagens, são induzidos a crer que os santos pertencem a um tempo muito antigo – ou melhor ainda, mítico - ou que, simplesmente, não parecem deste mundo, e que, se passaram por cá, foi quase por acaso, esse é um grande contributo para a nossa missão. 

Um outro extremo com o qual me regozijo é quando eles representam os santos nos materiais e na dimensão dos brinquedos das crianças. Não há nada mais agradável que ver os humanos a acreditar em talismãs que levam na carteira ou no carro. Os que nos dão verdadeiras dores de cabeça são aqueles que param a rezar nas igrejas e sabem que aquela imagem é apenas uma representação; ou aqueles que levam uma medalhinha consigo e sabem que ela não tem poder mágicos, mas - algo muito mais insidioso – aproveitam-se dela para abrir o coração Àquele que nós queremos que eles esqueçam.

3ª Estratégia: OS SUPER SANTOS

Sempre que os humanos - com as suas projecções - idealizam os santos, isso deve deixar-nos verdadeiramente satisfeitos. Sempre que, em pinturas ou esculturas, em filmes ou biografias, exageram as qualidades humanas e espirituais dos santos e omitem todo o tipo de sombras, lutas e dificuldades que tiveram, isso dá um efeito espantoso! A ingenuidade dos humanos é tal que, ao representar os santos dessa maneira, não percebem que, em vez de embelezar e oferecer um modelo a si próprios, estão a inventar alguém que nunca existiu; e essa é a melhor forma de criar dois mundos aparentemente afastados: o dos santos e o dos humanos. 

Não é preciso um esforço imenso para que os humanos se convençam de que nada têm a ver com aquela gente. Aliás, o supra-sumo disto é quando os mantemos na ilusão de que os santos nasceram santos, ou tiveram uma conversão repentina e nunca tiveram que subir a longa escada da santidade! Isso é hilariante; e tem efeitos admiráveis. Qualquer humano fica esmagado pela frustração e pela culpa, ao pensar que é o único que se bate com aquelas tentações ou limitações; e que nunca será capaz de chegar a Deus. Pelo contrário, se condescendermos em que seja mostrada qualquer debilidade ou fragilidade que seja dos santos, é dar oportunidade a que essa gentinha humana se identifique e encontre neles alguma pista para o seu crescimento. Isso é arriscado demais: seria catastrófico para nós!

4ª Estratégia: OS SANTOS-A-EVITAR-A-TODO-O-CUSTO

Independentemente do sucesso das estratégias anteriores, vale tudo para fazer com que os humanos acreditem em santos irreais, santos que nada tenham a ver com as suas vidas. O pior que nos poderia acontecer era que eles descobrissem os santos que acordam a meio da noite - várias vezes - para acudir um filho e, de manhã, agarram em si e ainda vão trabalhar; os santos que passam o dia sentados à secretária, entregando-se a um trabalho monótono mas que sabem beneficiar tanta gente; os santos que ninguém vê, porque não têm condições físicas para sair de casa, ou do hospital, ou do lar; os santos que adormecem no autocarro, apertados e aquecidos pelo respirar de todos, em dia de chuva, e ainda oferecem o lugar; os santos que sujam as mãos no mundo da droga, da miséria ou da política, para limpar a alma da sociedade; os santos, enfim, que arriscam a vida na luta pela justiça e pelo bem comum. Todos esses são os mais ameaçadores para a nossa missão. 

Neste ponto, é impreterível que persuadamos os cristãos a continuar a declarar santos apenas a padres e religiosos, esquecendo esses outros humanos, que vivem inseridos no mundo. O pior que nos poderia acontecer era que qualquer pessoa na rua considerasse a santidade como algo que tem a ver consigo. Esperemos que isso nunca aconteça. Seria o fim da nossa espécie.

[Casa do Enxofre, no insuportável Dia de Todos Eles]

Vorazmente Teu, 
Tio Escritorpe


blogger

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Primeiro dia da Peregrinação Summorum Pontificum 2018

A peregrinação Summorum Pontificum ad Petri Sedem junta centenas de católicos e acontece todos os anos em Roma, nos dias que antecedem o Domingo de Cristo Rei. No primeiro dia desta peregrinação foi celebrada uma Missa Solene na igreja Trinità dei Pellegrini. Celebrou o Padre Charles Ike, da Fraternidade Sacerdotal de São Pedro na Nigéria.












Fotografias: Don Elvir Tabaković, Can.Reg.


blogger

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Te Deum do Império Português em 1940



blogger

Queremos saber o que se passa do outro lado do Mundo mas não como está o nosso vizinho

As pessoas rústicas das aldeias falam sempre verdades ou mentiras dos vizinhos, mas a moderna cultura dos bairros abastados acredita em tudo o que vê nos jornais, desde as iniquidades do Papa, até o martírio do rei das ilhas Canibais, e no entanto, perdida na excitação de todos esses tópicos, não chega a saber o que está a acontecer na casa do lado.

G.K. Chesterton in 'O Segredo do Padre Brown'


blogger

domingo, 28 de outubro de 2018

Um Rei cujo trono é uma cruz – Papa Bento XVI

Ainda hoje, como há 2000 anos, habituados a ver os sinais da realeza no sucesso, na força, no dinheiro ou no poder, temos dificuldade em aceitar um tal rei, um rei que Se faz servo dos mais pequeninos, dos mais humildes; um rei cujo trono é uma cruz. 

E todavia – como ensinam as Escrituras – é assim que se manifesta a glória de Cristo; é na humildade da sua vida terrena que Ele encontra o poder de julgar o mundo. Para Ele, reinar é servir! E aquilo que nos pede é segui-Lo por este caminho: servir, estar atento ao clamor do pobre, do fraco, do marginalizado.

A pessoa baptizada sabe que a sua decisão de seguir Cristo pode acarretar-lhe grandes sacrifícios, às vezes até mesmo o da própria vida. Mas, como nos recordou São Paulo, Cristo venceu a morte e arrasta-nos atrás de Si na sua ressurreição; introduz-nos num mundo novo, um mundo de liberdade e felicidade. 

Ainda hoje temos muitos vínculos com o mundo velho, muitos medos que nos mantêm prisioneiros, impedindo-nos de viver livres e felizes. Deixemos que Cristo nos liberte deste mundo velho. A nossa fé n’Ele, vencedor de todos os nossos medos e misérias, faz-nos entrar num mundo novo: um mundo onde a justiça e a verdade não são objecto de burla, um mundo de liberdade interior e de paz connosco, com os outros e com Deus. Tal é o dom que Deus nos fez no nosso Baptismo. 

in Homilia de Cristo-Rei - Viagem Apostólica ao Benim (20/XI/2011)


blogger

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

A quem recorrer nestes tempos de confusão doutrinal? D. Athanasius Schneider responde



blogger

Papa Pio XI contra a educação sexual nas escolas

Mormente perigoso é portanto aquele naturalismo que, em nossos tempos, invade o campo da educação em matéria delicadíssima como é a honestidade dos costumes. Assaz difuso é o erro dos que, com pretensões perigosas e más palavras, promovem a pretendida educação sexual, julgando erradamente poderem precaver os jovens contra os perigos da sensualidade, com meios puramente naturais, tais como uma temerária iniciação e instrução preventiva, indistintamente para todos, e até publicamente, e pior ainda, expondo-os por algum tempo às ocasiões para os acostumar, como dizem, e quase fortalecer-lhes o espírito contra aqueles perigos.

Estes erram gravemente, não querendo reconhecer a natural fragilidade humana e a lei de que fala o Apóstolo: contrária à lei do espírito, e desprezando até a própria experiência dos factos, da qual consta que, nomeadamente nos jovens, as culpas contra os bons costumes são efeito, não tanto da ignorância intelectual, quanto e principalmente da fraqueza da vontade, exposta às ocasiões e não sustentada pelos meios da Graça.

Se consideradas todas as circunstâncias se torna necessária, em tempo oportuno, alguma instrução individual, acerca deste delicadíssimo assunto, deve, quem recebeu de Deus a missão educadora e a graça própria desse estado, tomar todas as precauções, conhecidíssimas da educação cristã tradicional, e suficientemente descritas pelo já citado Antoniano, quando diz: 

«Tal e tão grande é a nossa miséria e a inclinação para o mal, que muitas vezes até as coisas que se dizem para remédio dos pecados são ocasião e incitamento para o mesmo pecado. Por isso importa sumamente que um bom pai quando discorre com o filho em matéria tão lúbrica, esteja bem atento, e não desça a particularidades e aos vários modos pelos quais esta hidra infernal envenena uma tão grande parte do mundo; não seja o caso que, em vez de extinguir este fogo, o sopre ou acenda imprudentemente no coração simples e tenro da criança. Geralmente falando, enquanto perdura a infância, bastará usar daqueles remédios que juntamente com o próprio efeito, inoculam a virtude da castidade e fecham a entrada ao vício.» (Dell'educazione cristiana dei figliuoli, lib. II, c. 88).

Papa Pio XI in Carta Encíclica 'Divini Illius Magistri' - Sobre a educação cristã da juventude - 31 de Dezembro de 1929


blogger

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

A jóia de Fátima que Portugal não usa e a dívida pública a Santa Maria

Fátima, tal como o Evangelho e fazendo eco dele, é uma mensagem muito simples, muito clara, não dá margens a dúvidas e é acessível a todos. Foi entregue a 3 crianças, não letradas, mas de coração puro e atento, que foram coerentes e viveram admiravelmente tudo quanto lhes foi confiado por Aquela Senhora mais brilhante do que o Sol.

Muitos quiseram dizer que eram histórias que não passavam de uma invenção e a própria Igreja demorou 13 anos a reconhecer oficialmente as Aparições como verdadeiras. Mas Nossa Senhora tinha já prometido em 13 de Julho de 1917, com 3 meses de antecedência, um milagre, a realizar em dia e hora marcados (a 13 de Outubro desse mesmo ano, durante a aparição ao meio-dia solar), para que todos acreditassem.

Dos muitíssimos testemunhos desse milagre, entre os quais se encontram os do Dr. Almeida Garrett e do poeta Afonso Lopes Vieira, nomeio um parágrafo relatado no jornal o «Século» de então, dada a sua total independência: «Aos olhos deslumbrados daquele povo, cuja atitude nos transporta aos tempos bíblicos e que, pálido de assombro, com a cabeça descoberta, encara o azul, o sol tremeu, o sol teve nunca vistos movimentos bruscos, fora de todas as leis cósmicas, - o sol bailou, segundo a típica expressão dos camponeses.»

Em Fátima, a Virgem Maria falou de muitas coisas, todas elas relacionadas com os maiores anseios do coração humano, como Deus, a Eternidade e a Paz.

Interessante que, no meio de uma Mensagem que se apresenta riquíssima para quem a quiser conhecer (não cabendo aqui esse estudo), há uma oração que se vem a apresentar como uma jóia, quer pela insistência com que é pedida, quer pela universalidade de problemas que Deus diz, pelos lábios de Maria, que ela está escolhida para resolver: o Terço do Rosário!

Passo a palavra a Nossa Senhora (e também à Lúcia). Em 13 de Maio de 1917:

- E o Francisco (também vai para o Céu)? – perguntou Lúcia.
- Também, mas tem que rezar muitos terços. – respondeu Nossa Senhora.
- Rezem o Terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra. – disse Maria no final desta aparição.

Em 13 de Junho:

- Quero […] que rezeis o terço todos os dias. – insistiu Nossa Senhora.

Em 13 de julho:

- Quero que venham aqui no dia 13 do mês que vem, que continuem a rezar o terço todos os dias, em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz do mundo e o fim da guerra, porque só Ela lhe pode valer. – disse a Virgem Maria.
- Tenho aqui por pedido se Vossemecê melhora um aleijadinho da Moita (João Carreira). – disse Lúcia.
- Sim, melhorá-lo-ei, ou dar-lhe-ei meios de se governar. Que reze, sempre, o terço com a família. – respondeu a Aparição.
- Tenho aqui por pedido se Vossemecê melhora uma mulher do Pedrogão. – continuou a Lúcia.
- Que reze o terço. Dentro de um ano, curar-se-á. – respondeu Nossa Senhora.

E assim por diante, em Agosto, Setembro e Outubro, a Senhora da Aparição insiste na oração diária do Terço… Nos Seus lábios, ele é solução para tudo: para a paz do mundo, para a salvação eterna de cada alma, para a cura ou melhoria de doentes…

Poderiam ser dadas muitas explicações de Fé, teológicas e históricas para que Deus tenha escolhido o Terço para ser revelado em Fátima com tanto poder para resolver os problemas do nosso tempo, como uma verdadeira jóia espiritual. Não cabem aqui! Mas há uma razão que Portugal não deve esquecer…

Dom Afonso Henriques, fundador deste país, fez para com Santa Maria o seguinte compromisso: «Desejando agora ter também por advogada diante de Deus a Bem-aventurada Virgem, coloco-me a mim, ao meu reino, ao meu povo e aos meus sucessores debaixo do amparo e protecção de Santa Maria» (…) «pagando-Lhe todos os anos, como feudo e vassalagem, 50 maravedis de ouro… e o Abade Dom Bernardo e os seus sucessores para sempre receberão cada ano este feudo no dia da Anunciação de Santa Maria».

Séculos mais tarde, na Restauração, D. João IV vem renovar este compromisso. Por decreto real de 25 de Março de 1646, D. João IV declarou: «… e uma vez mais eu ofereço-Lhe» (à Virgem da Imaculada Conceição) «em meu nome e em nome dos meus descendentes, sucessores, reinos, senhores e vassalos, entregando à Sua Santa Casa da Imaculada Conceição 50 cruzados de ouro todos os anos, como um sinal de tributo e vassalagem. Eu escolho esta Igreja, situada em Vila Viçosa, porque ela é a primeira na Península Ibérica chamada com o título de Imaculada Conceição.»

Onde estão os sucessores destes Reis a cumprir a promessa feita por eles de se colocarem debaixo do amparo e protecção de Santa Maria, atitude simbolizada na entrega anual dos 50 maravedis ou cruzados de ouro?! Há muito que esta promessa foi esquecida…

Por isso, Maria, que não quer que nos esqueçamos de Lhe confiar as nossas vidas, como boa e cuidadosa Mãe que é, veio lembrar-nos este compromisso de Portugal, pedindo-nos em Fátima 50 Ave-Marias diárias, com as quais Lhe entregamos o coração e Ela derrama sobre nós todo o tipo de bênçãos…

Quereremos nós, portugueses, pagar esta dívida pública a Santa Maria, contribuindo assim eficazmente para resolver pelos meios espirituais trazidos do Céu tantas ‘crises’ que se vivem em Portugal e que os meios somente humanos não conseguem, ou às vezes não querem, resolver?

Que nos tornemos a geração da confiança, com o Terço nos lábios e no coração, diariamente, para que se realize entre nós a promessa de Nossa Senhora de Fátima: «Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará»… sobre todas as injustiças e males.

REZEMOS TODOS OS DIAS O TERÇO EM REPARAÇÃO AO CORAÇÃO IMACULADO DE MARIA POR PORTUGAL

Fernanda Mendes


blogger

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Seminarista português da Fraternidade de São Pedro recebeu a batina e tonsura

Decorreu - na Catedral de Notre-Dame em Lindau - a cerimónia de tomada de batina e tonsura de 11 seminaristas do seminário da Fraternidade de São Pedro, que se encontra em Wigraztbad (Baviera). A Santa Missa foi celebrada pelo Mons. Wolfgang Haas, Arcebispo de Vaduz (Lichtenstein).

Rezemos por estes seminaristas, especialmente pelo Manuel. 















blogger