domingo, 14 de julho de 2019

O Director Espiritual deve ser um Sacerdote?

"É requerido que o director espiritual seja necessariamente um sacerdote?"

Embora não se possa estabelecer uma lei absoluta e universal, normalmente diríamos que sim. É muito conveniente que o seja pelas seguintes razões:

1. Por causa da economia geral da ordem sobrenatural, que reservou para o Padre o papel de professor;

2. Por causa da conexão íntima - que por vezes até se funde - com o ofício de confessor;

3. Por causa da melhor preparação teórica e prática para dirigir almas;

4. Por causa da graça do estado sacerdotal.

5. Por causa da prática da Igreja, que proíbe estritamente a intromissão em almas por parte de não-sacerdotes.

Antonio Royo Marín O.P. in 'Teologia da perfeição cristã'


blogger

Fátima mostra que o Inferno existe - Cardeal Arinze



blogger

sábado, 13 de julho de 2019

90 anos da Aparição de Tuy e o Segredo de Fátima

No dia 13 de Junho de 1929, estando a Irmã Lúcia no noviciado das Doroteias em Tuy, apareceu-lhe Nossa Senhora para cumprir a promessa que tinha feito no Segredo de 13 de Julho de 1917: "Virei pedir a Consagração da Rússia..." 

 A Irmã Lúcia descreveu descreve deste modo essa visão:

Eu tinha pedido e obtido licença das minhas Superioras e confessor para fazer a Hora Santa das 11 à meia-noite, de quintas para sextas-feiras todas as semanas. Estando uma noite só, ajoelhei-me entre a balaustrada, no meio da capela, a rezar, prostrada, as orações do Anjo ... Sentindo-me cansada, ergui-me e continuei a rezá-las com os braços em cruz. A única luz era a da lâmpada [do altar]. 

De repente, iluminou-se toda a capela com uma luz sobrenatural, e sobre o altar apareceu uma cruz de luz que chegava até ao tecto. Em uma luz mais clara via-se, na parte superior da cruz, uma face de Homem com corpo até à cinta, sobre o peito uma pomba também de luz e, pregado na cruz, o corpo de outro Homem. 

Um pouco abaixo da cinta [de Cristo crucificado], suspenso no ar, via-se um Cálice e uma Hóstia grande, sobre a Qual caíam algumas gotas de sangue que corriam pelas faces do Crucificado e de uma ferida do peito. Escorregando pela Hóstia, essas gotas caíam dentro do Cálice. 

Sob o braço direito da cruz estava Nossa Senhora (era Nossa Senhora de Fátima, com o Seu Imaculado Coração na mão esquerda, sem espadas ou rosas, mas com uma coroa de espinhos e chamas) ... 

Sob o braço esquerdo [de cruz], umas letras grandes, como se fossem de água cristralina que corresse para cima do altar, formavam estas palavras: "Graça e Misericórdia". Compreendi que me era mostrado o mistério da Santíssima Trindade, e recebi luzes sobre este mistério que não me é permitido revelar. 

Então Nossa Senhora disse-me: "É chegado o momento em que Deus pede para o Santo Padre fazer, em união com todos os Bispos do mundo, a Consagração da Rússia ao Meu Imaculado Coração, prometendo salvá-la por este meio. São tão numerosas as almas que a justiça de Deus condena por pecados cometidos contra Mim, que venho pedir reparação. Sacrificate por esta intenção e reza."


blogger

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Vincent Lambert foi assassinado após 10 dias de agonia

Vincent Lambert, o tetraplégico francês que esteve no centro de um intenso debate sobre a eutanásia, morreu de sede esta manhã, após uma agonia induzida durante 10 dias terríveis.

À terceira foi de vez. Este terceiro "protocolo de morte" que iniciou o hospital de Reims contra o tetraplégico Vincent Lambert, contra a vontade dos seus pais e irmãos. Eles não desligaram qualquer aparelho moderno que o mantivesse artificialmente vivo. Muito simplesmente pararam de lhe dar comida e bebida. beber e comer. Vincent morreu de sede depois de 10 dias de agonia.

"Neste dia triste, rezo pelo o descanso eterno da alma de Vincent Lambert, que morreu como um mártir, vítima da loucura aterrorizante dos homens de nosso tempo", escreveu o Cardeal Robert Sarah na sua conta no Twitter. "Eu rezo especialmente pela sua família e especialmente pelos seus pais, que são tão corajosos, tão dignos. Não tenhamos medo. Deus ajuda."

Carlos Esteban in Infovaticana


blogger

quinta-feira, 11 de julho de 2019

O problema com a Arte Moderna



blogger

Não cortejar sem querer casar

O ponto mais importante consiste em depositar no coração dos adolescentes um alto ideal moral, norteado especialmente no sentido do amor, do matrimónio, e da família.


Antes de mais nada, trata-se de lhes fazer compreender que o amor não deve nunca ser separado da noção de casamento. Assim, um rapaz não deve fazer a corte a uma rapariga se não estiver na idade de se casar ou se as circunstâncias não permitem esperar uma união normal. A rapariga não deve nunca aceitar a corte dum rapaz que não tenha a intenção de com ela fundar um lar.

É preciso que os jovens se convençam de que o amor é uma potência moral e espiritual com que se não pode brincar. Por consequência, cada um dos sexos deve manter certa reserva para com o outro.

A adolescência é um longo período de formação, durante o qual cada um se empenha em formar e conquistar a sua personalidade moral ao mesmo tempo que, sem nunca se cansar, desenvolve as qualidades próprias do seu sexo.

Quando soar a hora do casamento, o amor será tanto mais rico quanto mais desenvolvida estiver a personalidade e mais numerosas forem as qualidades morais.''

Pe. Jean Viollet in 'Relações entre rapazes e raparigas' (Porto: Livraria Tavares Martins, 1948)


blogger

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Sinais de modernidade por G.K. Chesterton

De todos os sinais de modernidade que se parecem traduzir em algum tipo de decadência, nenhum é mais ameaçador e perigoso do que a exaltação de normas de conduta pequenas e secundárias, à custa das grandes e primárias, à custa dos laços eternos e da trágica moralidade humana.

Desse modo, costuma considerar-se mais injurioso acusar um homem de mau gosto do que de má ética. Hoje em dia, já não se associa a limpeza à santidade, visto que a limpeza se converteu em algo essencial, ao passo que a santidade se converteu em algo ofensivo.

O grande perigo para a nossa sociedade está em que todo o seu mecanismo se possa tornar cada vez mais fixo, à medida que o espírito se torna mais inconstante.

Os pequenos actos de um homem deveriam ser livres, flexíveis, criativos; o que deveria permanecer inalterado são os seus princípios, os seus ideais.

Mas connosco o contrário é que é a verdade: os nossos pontos de vista alteram-se constantemente, mas o nosso almoço permanece inalterado.

G. K. Chesterton in 'Tremendas trivialidades'


blogger

sábado, 6 de julho de 2019

Por Maria até Jesus

"Quem quiser o fruto tem que ir à árvore: quem quiser chegar a Jesus tem que procurar Maria, encontrar um é encontrar o outro." 

Santo Afonso Maria de Ligório


blogger

São Bartolomeu dos Mártires

Foi hoje anunciado pela Santa Sé que o Beato Bartolomeu dos Mártires será canonizado no próximo dia 10 de Novembro.

Bartolomeu Fernandes dos Mártires nasceu em Lisboa em Maio de 1514. "Mártires" recorda a igreja de Santa Maria dos Mártires, onde foi baptizado e substituiu o apelido Vale que usara em memória do avô.


Recebe o hábito dominicano a 11 de Novembro de 1528, faz o noviciado no mosteiro de Lisboa e conclui os estudos filosóficos e teológicos em 1538. Ensina nos conventos de Lisboa, “da Batalha” e Évora (1538-1557), passando a prior de Benfica, em Lisboa (1557-1558).

É apresentado pela Rainha Catarina para suceder a D. Frei Baltesar Limpo, O. Carm., arcebispo de Braga, e o papa Paulo IV confirma-o, com a Bula Gratiae divinae praemium, datada de 27 de Janeiro de 1559. É ordenado bispo a 3 de Setembro, em S. Domingos de Lisboa. Aceitou essa dignidade por obediência ao seu prior provincial, o célebre escritor frei Luis de Granada, o qual, tendo sido primeiramente designado pela rainha, a aconselhou a apresentar antes este seu confrade.

Inicia a sua actividade na vastíssima arquidiocese no dia 4 de Outubro de 1559. A sua atividade apostólica é multifacetada. Notabiliza-se pela realização de visitas pastorais; empenha-se na evangelização do povo, tendo para o efeito, preparado um catecismo ou doutrina cristã e práticas espirituais (com 15 edições).

A solicitude pela cultura e santificação do clero leva-o a instituir aulas de Teologia moral em vários locais da diocese e a escrever. Merece particular relevo o Stimulus Pastorum, distribuído aos padres dos Concílios Vaticano I e II, que já conhece a 22.ª edição. A concretização do empenho de reforma encontra-se, também, em espaços estruturais a que deu vida.

Em 1560 confia aos jesuítas os Estudos Públicos, que se transformaram no Colégio de S. Paulo. De 1561-1563 participa no Concílio de Trento, onde apresenta 268 petições como síntese das interpelações de reforma para a Igreja. Para concretizar as reformas tridentinas efectua um sínodo diocesano, em 1564, e outro provincial, em 1566. Em 1571 ou 1572 dá início à construção do seminário conciliar no Campo da Vinha.

Em 23 de Fevereiro de 1582 renuncia ao arcebispado e recolhe-se ao convento dominicano da Santa Cruz, na cidade de Viana do Castelo, nascido por seu empenho (1561) para favorecer os estudos eclesiásticos e a pregação.

Morre nesse convento a 16 de Julho de 1590, reconhecido e aclamado pelo povo como o "Arcebispo Santo", pai dos pobres e dos enfermos. O seu túmulo é venerado na antiga igreja dominicana em Viana do Castelo.

Foi declarado venerável por Gregório XVI em 23 de Março de 1845. O Papa João Paulo II reconheceu em 7 de Julho de 2001 o milagre proposto para a beatificação, celebrada a 4 de Novembro desse ano: dia litúrgico de S. Carlos Borromeu, com quem trabalhou arduamente na prossecução dos objectivos do Concilio de Trento. A Igreja evoca-o a 18 de Julho.

O Pai-nosso por Frei Bartolomeu dos Mártires

Pai. Por natureza e graça, nos comunicastes o ser, os sentidos e os movimentos naturais, bem como a essência da graça, isto é, o seu movimento, que nos faz viver.

Nosso. Porque, com a concessão liberal da vossa bondade, gerais em cada dia muitos filhos segundo o ser espiritual da graça e do amor.

Que estais nos Céus. Quer dizer, que habitais admiravelmente naqueles que são chamados a viver no Céu, isto é, que estão firmes no vosso amor, sempre movidos pela assiduidade dos desejos sublimes, como se estivessem ornados de estrelas, o mesmo é dizer, de virtudes.

Santificado seja o vosso Nome. Realize-se em mim, sem nada de terreno, o vosso nome, com a purificação de todos os afectos mundanos.

Venha a nós o vosso Reino. Reina inteiramente e sempre em mim, não só para que não haja nenhum movimento ou ato contra os vossos preceitos, mas para que todas as minhas acções sejam feitas com a aprovação da vossa providência. São Bernardo, no comentário septuagésimo terceiro ao Cântico dos Cânticos, expõe esta matéria do segundo advento, dizendo: «Oh se acabasse já este mundo e se manifestasse o vosso reino! Isto é o que ardentemente deseja a esposa, ou seja, a Igreja».

Seja feita a vossa Vontade. Nos homens da terra como nos habitantes do Céu, isto é, nos firmes, nos que sempre estão em crescimento, ornados de estrelas, como acima dissemos.

O pão nosso de cada dia. Ó Pai, se não mandardes, lá do alto, o pão do fervor e da consolação espiritual, todos os dias e a todas as horas, depressa desfaleceremos e iremos procurar pão vilíssimo de consolações exteriores. Enviai-nos, Pai benigníssimo, as migalhas daquela mesa opulentíssima, pois se com elas (quer dizer, com os atos de amor unitivo) não for alimentado todos os dias, perderei por certo, o vigor da fortaleza.

Perdoai-nos as nossas dívidas. Perdoai o castigo devido até pelos mais leves pecados. Detesto-os, odeio-os, porque fazem obscurecer o raio da vossa luz e tornam tíbio o fervor do meu amor.

Não nos deixeis cair em tentação. Quanto mais Vos amo, benigníssimo Senhor, mais temo separar-me de Vós, considerando a fragilidade da minha carne e a astúcia das investidas do inimigo. Não permitais, que alguma vez eu ceda às suas carícias ou ciladas, mas livrai-me das muitas inclinações para o mal, bem como das penas do Purgatório, na medida em que podem adiar a vossa dulcíssima visão.

in snpcultura.org


blogger

Mais vale nunca ser escravo dos apetites

Duas vezes trabalha o pássaro que se deixa prender ao visco, a saber: o despegar-se e limpar-se; de duas maneiras sofre quem satisfaz os seus apetites: despegar-se e, depois de desapegado, limpar-se do que se lhe pegou.

São João da Cruz 


blogger

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Cardeal Sarah fala sobre o Silêncio



blogger

10 Lemas de Ordens Religiosas

Cada ordem religiosa tenta exprimir o seu carisma próprio em poucas palavras, através de um lema. Deixamos aqui alguns dos mais conhecidos:
1) Cartuxos: “Stat crux dum volvitur orbis”
Tradução: “A Cruz permanece enquanto o Mundo dá voltas”

2) Agostinianos: “Anima una et cor unum in Deum”

Tradução: “Um só coração e uma só alma em Deus”

3) Barnabitas: “Caritas Christi urget nos”

Tradução: “O amor de Cristo obriga-nos.”

4) Jesuítas: “Ad maiorem Dei gloriam”

Tradução: “Para maior glória de Deus”

5) Dominicanos: “Laudare, Benedicere, Praedicare”

Tradução: “Louvar, bendizer e pregar”

6) Franciscanos: “Deus meus et omnia”

Tradução: “Meu Deus e meu tudo”

7) Ordem de São Paulo, Primeiro Eremita: “Solus cum Deo solo”

Tradução: “Apenas a sós com Deus”

8) Beneditinos: “Ora et labora”

Tradução: “Reza e trabalha”

9) Carmelitas: “Zelo zelatus sum pro Domino Deo exercituum”

Tradução: “Com zelo tenho sido zeloso pelo Senhor, Deus dos Exércitos”

10) Clérigos regulares menores: “Ad maiorem Dei resurgentis gloriam”

Tradução: “Para a maior glória do Deus ressuscitado”
in Churchpop


blogger

quarta-feira, 3 de julho de 2019

São Francisco de Sales sobre a necessidade da oração diária




blogger

Cientistas revoltam-se contra o catastrofismo climático

Diante da propaganda ambiental agressiva, dezenas de cientistas, muitos dos quais são geólogos, geofísicos, astrofísicos - isto é, especialistas no campo da climatologia - sentiram o dever cívico de enviar aos políticos uma petição que nega a vulgata comum, difundido por aqueles que controlam os 'media', segundo os quais a comunidade científica concordaria em atribuir ao homem a causa do aquecimento global. Na realidade, observam os signatários, a conjectura da origem antrópica do aquecimento global baseia-se em modelos matemáticos que se mostraram incapazes de reproduzir o clima do passado e não conseguiram prever o clima dos últimos vinte anos. Daí o apelo para evitar políticas ilusórias de controle do clima, que teriam apenas o efeito de impedir o aproveitamento energético por parte da Humanidade.



Ao Presidente da República
Para o Presidente do Senado
Ao Presidente da Câmara dos Deputados
Para o Presidente do Conselho

PETIÇÃO SOBRE O AQUECIMENTO GLOBAL ANTRÓPICO 

Os abaixo-assinados, cidadãos e cientistas, enviam um caloroso convite aos líderes políticos para que adoptem políticas de protecção ambiental compatíveis com o conhecimento científico. Em particular, é urgente combater a poluição onde ela ocorre, de acordo com as indicações da melhor ciência. Nesse sentido, o atraso com que a riqueza de conhecimento disponibilizada pelo mundo da pesquisa é usada para reduzir as emissões de poluentes antropogénicos amplamente presentes nos sistemas ambientais continentais e marinhos é deplorável. Mas devemos estar conscientes de que o dióxido de carbono em si não é um poluente. Pelo contrário, é indispensável para a vida em nosso planeta.

Nas últimas décadas, espalhou-se uma tese de que o aquecimento da superfície da Terra em torno de 0,9°C observado a partir de 1850 seria anómalo e causado exclusivamente por actividades humanas, em particular pela emissão de CO2 proveninente do uso de combustíveis fósseis na atmosfera.

Esta é a tese do aquecimento global antrópico promovida pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas(IPCC) das Nações Unidas, cujas consequências seriam mudanças ambientais tão severas a ponto de temer enormes danos num futuro iminente, a menos que medidas de mitigação drásticas e caras não sejam adoptadas imediatamente. A esse respeito, muitas nações do mundo aderiram a programas para reduzir as emissões de dióxido de carbono e são pressionadas, por propaganda, a adoptar programas cada vez mais exigentes, cuja implementação envolve pesados encargos para as economias de cada um dos Estados membros. Disto dependeria o controle do clima e, portanto, da "salvação" do planeta.

No entanto, a origem antrópica do aquecimento global é uma hipótese não comprovada, deduzida apenas de alguns modelos climáticos, que são programas de computador complexos, chamados Modelos de Circulação Geral. Pelo contrário, a literatura científica tem destacado cada vez mais a existência de uma variabilidade climática natural que os modelos não são capazes de reproduzir. Essa variabilidade natural explica uma parte substancial do aquecimento global observada desde 1850. A responsabilidade antrópica pelas mudanças climáticas observada no século passado é injustificadamente exagerada e as previsões catastróficas não são realistas.

O clima é o sistema mais complexo do nosso planeta, por isso precisa ser tratado com métodos adequados e consistentes com o seu nível de complexidade. Os modelos de simulação climática não reproduzem a variabilidade natural observada do clima e, em particular, não reconstroem os períodos quentes dos últimos 10000 anos. Estes foram repetidos a cada mil anos e incluem o conhecido Período Quente Medieval, o Período Romano Quente e os períodos geralmente quentes durante o Grande Holoceno. Esses períodos do passado também foram mais quentes do que o período actual, apesar de a concentração de CO2 ser menor que a actual, pois estão relacionados aos ciclos milenares da actividade solar. Esses efeitos não são reproduzidos pelos modelos.

Deve ser lembrado que o aquecimento observado desde 1900 realmente começou em 1700, ou seja, no mínimo da Pequena Idade do Gelo , o período mais frio dos últimos 10000 anos (correspondendo ao mínimo milenar da actividade solar que os astrofísicos chamam de Maunder Minimal Solar). Desde então, a actividade solar, após o seu ciclo milenar, aumentou, aquecendo a superfície da Terra.

Além disso, os modelos não conseguem reproduzir as oscilações climáticas conhecidas de cerca de 60 anos. Estes foram responsáveis, por exemplo, por um período de aquecimento (1850-1880) seguido por um período de resfriamento (1880-1910), um aquecimento (1910-40), um resfriamento (1940-70) e um um novo período de aquecimento (1970-2000) semelhante ao observado 60 anos antes. Os anos seguintes (2000-2019) viram o aumento não previsto pelos modelos de cerca de 0,2 ° C por década, mas uma estabilidade climática substancial que foi esporadicamente interrompida pelas rápidas oscilações naturais do oceano Pacífico equatorial, conhecido como Oscilações do sul El Nino, como o que levou ao aquecimento temporário entre 2015 e 2016.

Os 'media' também afirmam que eventos extremos, como furacões e ciclones, aumentaram de forma alarmante. Esses eventos, como muitos sistemas climáticos, foram modulados segundo o ciclo de 60 anos mencionado acima. Por exemplo, se considerarmos os dados oficiais de 1880 sobre os ciclones tropicais do Atlântico que atingem a América do Norte, eles parecem ter uma forte oscilação de 60 anos, correlacionada com a oscilação térmica do Oceano Atlântico denominada Oscilação Multidecadal Atlântica. Os picos observados por década são compatíveis entre si nos anos 1880-90, 1940-50 e 1995-2005. De 2005 a 2015, o número de ciclones diminuiu precisamente após o ciclo acima mencionado. Só no período 1880-2015, entre o número de ciclones (que oscila) e CO2 (que aumenta monotonicamente) não há correlação.

O sistema climático ainda não é suficientemente compreendido. Embora seja verdade que o CO2 é um gás de efeito estufa, de acordo com o próprio IPCC, a sensibilidade climática ao seu aumento na atmosfera ainda é extremamente incerta. Estima-se que a duplicação da concentração de CO2 atmosférico, de cerca de 300 ppm, na era pré-industrial, para 600 ppm, possa elevar a temperatura média do planeta de um mínimo de 1°C para um máximo de 5°C. Essa incerteza é enorme. De qualquer forma, muitos estudos recentes baseados em dados experimentais estimam que a sensibilidade climática ao CO2 é consideravelmente menor do que a estimada pelos modelos do IPCC.

Sendo assim, é cientificamente irrealista atribuir ao ser humano a responsabilidade pelo aquecimento observada desde o século passado até hoje. As previsões alarmistas avançadas, portanto, não são confiáveis, pois são baseadas em modelos cujos resultados contradizem os dados experimentais. Todas as evidências sugerem que esses modelos sobrestimam a contribuição antrópica e subestimam a variabilidade climática natural, especialmente aquela induzida pelo sol, a lua e as oscilações oceânicas.

Finalmente, os 'media' divulgaram a mensagem de que, com relação à causa antrópica da actual mudança climática, haveria um acordo quase unânime entre os cientistas e que, portanto, o debate científico estaria encerrado. No entanto, em primeiro lugar , devemos estar cientes de que o método científico determina que os factos, e não o número de adeptos, tornem uma conjectura numa teoria científica consolidada.

Em qualquer caso, esse alegado consenso não existe. Há uma notável variabilidade de opiniões entre especialistas - climatologistas, meteorologistas, geólogos, geofísicos, astrofísicos - muitos dos quais reconhecem uma importante contribuição natural para o aquecimento global observada desde o período pré-industrial passando pelo pós-guerra até aos dias de hoje.

Houve também petições assinadas por milhares de cientistas que expressaram discordância com a teoria do aquecimento global antrópico. Estes incluem o promovido em 2007 pelo físico F. Seitz, ex-presidente da Academia Nacional de Ciências Americana, e o promovido pelo Painel Internacional Não-Governamental sobre Mudança Climática (NIPCC), cujo relatório de 2009 conclui que "a natureza, e não a actividade do homem, governa o clima".

Em conclusão, dada a importância crucial que os combustíveis fósseis têm para a necessidade de energia da Humanidade, sugerimos que eles não se adira às políticas de redução acrítica das emissões de dióxido de carbono na atmosfera com a pretensão ilusória de governar o clima.

Roma, 17 de Junho de 2019

COMITÉ PROMOTOR

1. Uberto Crescenti , Professor Emérito de Geologia Aplicada, Universidade G. D'Annunzio, Chieti-Pescara, ex-Reitor e Presidente da Sociedade Geológica Italiana.
2. Giuliano Panza , professor de sismologia, Universidade de Trieste, académico do Lincei e da Academia Nacional de Ciências, conhecido como XL, International Award 2018 da American Geophysical Union .
3. Alberto Prestininzi , Professor de Geologia Aplicada, Universidade La Sapienza, Roma, ex- Editor Científico Chefe da revista internacional IJEGE e Director do Centro de Pesquisa de Controle e Previsão de Risco Geológico.
4. Franco Prodi , professor de física atmosférica da Universidade de Ferrara.
5. Franco Battaglia, professor de físico-química da Universidade de Modena; Movimento Galileo 2001.
6. Mario Giaccio, Professor de Tecnologia e Economia de Fontes de Energia, Universidade G. D'Annunzio, Chieti-Pescara, ex-reitor da Faculdade de Economia.
7. Enrico Miccadei, professor de Geografia Física e Geomorfologia, Universidade G. D'Annunzio, Chieti-Pescara
8. Nicola Scafetta, Professora de Física Atmosférica e Oceanografia, Universidade Federico II, Nápoles.
Signatários

9. Antonino Zichichi, Professor Emérito de Física, Universidade de Bolonha, Fundador e Presidente do Centro Ettore Majorana de Cultura Científica em Erice.
10. Renato Angelo Ricci, professor emérito de física da Universidade de Pádua, ex-presidente da Sociedade Italiana de Física e da Sociedade Europeia de Física; 2001 Movimento Galileu 
11. Aurelio Misiti, Professor de Engenharia de Saúde Ambiental, Universidade La Sapienza de Roma, ex-reitor da Faculdade de Engenharia, ex-presidente do Conselho Superior de Obras Públicas. 
12. Antonio Brambati, Professor de Sedimentologia da Universidade de Trieste, Gerente de Projetos Paleoclima-Mare do PNRA, ex-Presidente da Comissão Nacional de Oceanografia. 
13. Cesare Barbieri, Professor Emérito de Astronomia, Universidade de Pádua. 
14. Sergio Bartalucci, Físico, Presidente da Associação de Cientistas e Tecnologia de Pesquisa Italiana. 
15. Antonio Bianchini, professor de astronomia da Universidade de Pádua. 
16. Paolo Bonifazi, ex-director do Instituto Interplanetário de Física Espacial, Instituto Nacional de Astrofísica. 
17. Francesca Bozzano, Professora de Geologia Aplicada, Universidade Sapienza de Roma, Directora do Centro de Pesquisas CERI. 
18. Marcello Buccolini, Professor de Geomorfologia da Universidade de G. D'Annunzio, Chieti-Pescara. 
19. Paolo Budetta, professor de Geologia Aplicada da Universidade de Nápoles. 
20. Monia Calista, Pesquisador em Geologia Aplicada, Universidade G. D'Annunzio, Chieti-Pescara. 
21. Giovanni Carboni, Professor de Física, Universidade Tor Vergata, Roma; Galileo Movement 2001. 
22. Franco Casali, Professor de Física, Universidade de Bolonha e Academia de Ciências de Bolonha. 
23. Giuliano Ceradelli, engenheiro e climatologista da ALDAI. 
24. Domenico Corradini, professor de Geologia Histórica da Universidade de Modena.
25. Fulvio Crisciani, Professor de Dinâmica dos Fluidos Geofísicos, Universidade de Trieste e Instituto de Ciências Marinhas, Cnr, Trieste.
26. Carlo Esposito, Professor de Sensoriamento Remoto, Universidade La Sapienza, Roma. 27. Mario Floris, Professor de Sensoriamento Remoto da Universidade de Pádua. 
28. Gianni Fochi, químico, Scuola Normale Superiore de Pisa; jornalista científico. 
29. Mario Gaeta, professor de vulcanologia da Universidade La Sapienza, Roma. 
30. Giuseppe Gambolati, membro da American Geophysica Union , professor de Métodos Numéricos da Universidade de Pádua. 
31. Rinaldo Genevois, professor de Geologia Aplicada da Universidade de Pádua. 
32. Carlo Lombardi, Professor de Usinas Nucleares do Politécnico de Milão.
33. Luigi Marino, Geólogo, Centro de Pesquisa em Previsões e Controle de Riscos Geológicos, Universidade La Sapienza, Roma.
34. Salvatore Martino, Professor de Microzonização Sísmica, Universidade La Sapienza, Roma. 
35. Paolo Mazzanti, Professor de Interferometria Satélite, Universidade La Sapienza, Roma. 
36. Adriano Mazzarella, Professor de Meteorologia e Climatologia da Universidade de Nápoles. 
37 . Carlo Merli, Professor de Tecnologias Ambientais, Universidade La Sapienza, Roma. 
38. Alberto Mirandola, Professor de Energética Aplicada e Presidente do Doutorado em Pesquisa em Energia da Universidade de Pádua. 
39. Renzo Mosetti, Professor de Oceanografia, Universidade de Trieste, ex-Director do Departamento de Oceanografia, Istituto OGS, Trieste.
40. Daniela Novembre , Pesquisadora em Mineração de Recursos Geológicos e Aplicações Mineralógicas-Petrográficas, Universidade G. D'Annunzio, Chieti-Pescara. 
41. Sergio Ortolani , Professor de Astronomia e Astrofísica, Universidade de Pádua 
42. Antonio Pasculli, Pesquisador em Geologia Aplicada, Universidade G. D'Annunzio, Chieti-Pescara. 
43. Ernesto Pedrocchi, Professor Emérito de Energia, Politécnico de Milão. 
44. Tommaso Piacentini, Professor de Geografia Física e Geomorfologia, Universidade G. D'Annunzio, Chieti-Pescara. 
45. Guido Possa , engenheiro nuclear, ex-vice-ministro Miur. 
46. Mario Luigi Rainone, Professor de Geologia Aplicada da Universidade de Chieti-Pescara. 
47. Francesca Quercia, Geóloga, Diretora de Pesquisa, Ispra. 
48. Giancarlo Ruocco, Professor de Estrutura da Matéria, Universidade La Sapienza, Roma. 
49. Sergio Rusi , Professor de Hidrogeologia, Universidade G. D'Annunzio, Chieti-Pescara. 
50. Massimo Salleolini, Professor de Hidrogeologia Aplicada e Hidrologia Ambiental, Universidade de Siena. 
51. Emanuele Scalcione, Chefe do Serviço Agrometeorológico Regional Alsia, Basilicata. 
52. Nicola Sciarra, Professora de Geologia Aplicada, Universidade G. D'Annunzio, Chieti-Pescara. 
53. Leonello Serva, Geólogo, Director de Serviços Geológicos da Itália; Galileo Movement 2001. 
54. Luigi Stedile, Geólogo, Centro de Pesquisa e Controle de Risco Geológico, Universidade La Sapienza, Roma. 
55. Giorgio Trenta, físico e médico, presidente emérito da Associação Italiana de Protecção de Radiação Médica; Movimento Galileo 2001.
56. Gianluca Valenzise, Director de pesquisa do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia, Roma. 
57. Corrado Venturini, Professor de Geologia Estrutural, Universidade de Bolonha. 
58. Franco Zavatti, Pesquisador de Astronomia, Universidade de Bolonha. 
59. Achille Balduzzi, geólogo, Agip-Eni. 
60. Claudio Borri, Professor de Ciências da Construção da Universidade de Florença, Coordenador do Doutorado Internacional em Engenharia Civil. 
61. Pino Cippitelli, Geólogo Agip-Eni. 
62. Franco Di Cesare, Executivo, Agip-Eni. 
63. Serena Doria, Pesquisador de Probabilidade e Estatística Matemática, Universidade G. D'Annunzio, Chieti-Pescara. 
64. Enzo Siviero, Professor de Ponti, Universidade de Veneza, reitor da Universidade e-Campus. 
65. Pietro Agostini , Engenheiro, Associação de Cientistas e Tecnologia para Pesquisa Italiana. 
66. Donato Barone, Engenheiro. 
67. Roberto Bonucchi, Professor. 
68. Gianfranco Brignoli, Geólogo. 
69. Alessandro Chiaudani , Ph.D. agrónomo, Universidade G. D'Annunzio, Chieti-Pescara. 
70. Antonio Clemente, Pesquisador em Planeamento Urbano, Universidade G. D'Annunzio, Chieti-Pescara. 
71. Luigi FressoiaArquiteto Urbano, Perugia. 
72. Sabino Gallo, Engenheiro nuclear. 
73. Daniela Giannessi, Primeira Pesquisadora, Ipcf-Cnr, Pisa. 
74. Roberto Grassi, engenheiro, diretor da G & G, Roma. 
75. Alberto Lagi, Engenheiro, Presidente de Restauração de Plantas Danificadas Complexas. 
76. Luciano Lepori , Pesquisador Ipcf-Cnr, Pisa. 
77. Roberto Madrigali, Metereologo. 
78. Ludovica Manusardi, Física nuclear e jornalista científica, Ugis. 
79. Maria Massullo , Tecnologista, Enea Casaccia, Roma. 
80. Enrico Matteoli, Primeiro pesquisador, Ipcf-Cnr, Pisa. 
81. Gabriella Mincione, Professora de Ciências e Técnicas de Medicina Laboratorial, Universidade G. D'Annunzio, Chieti-Pescara. 
82. Massimo Pallotta, Primeira tecnóloga do Instituto Nacional de Física Nuclear. 
83. Enzo Pennetta, Professor de Ciências Naturais e escritor científico. 
84. Franco Puglia, Engenheiro, presidente da CCC, Milão. 
85. Nunzia Radatti, Química, Sogin. 
86. Vincenzo Romanello, Engenheiro Nuclear, Centro de Pesquisa, Rez, República Checa 
87. Alberto Rota, Engenheiro, Pesquisador da Cise e Enel. 
88. Massimo Sepielli, Director de Pesquisa, Enea, Roma. 
89. Ugo Spezia , Engenheiro, Gerente de Segurança Industrial, Sogin; Galileo Movement 2001. 
90. Emilio Stefani , Professor de Fitopatologia da Universidade de Modena. 
91. Umberto Tirelli , Visitante Cientista Sénior, Istituto Tumori d'Aviano; Galileo Movement 2001. 
92. Roberto Vacca, Engenheiro e escritor científico.

in La Nuova Bussola Quotidiana


blogger

terça-feira, 2 de julho de 2019

Sacerdote ordenado pela Igreja Greco-Católica na Hungria

Trat Máté foi ordenado sacerdote pelo Arcebispo Kocsis Fülöp, Metropolita da Igreja Greco-Católica na Hungria. Esta Igreja sui iuris segue o Rito Bizantino.



blogger

quinta-feira, 27 de junho de 2019

A impressionante Peregrinação Paris-Chartres

Este ano fui pela primeira vez à Peregrinação Paris-Chartres. Esta peregrinação começou em 1983 com o objectivo de reunir os franceses afectos ao Rito Tradicional Romano, que tinha então sido posto de lado por grande parte dos Bispos e sacerdotes, como se pudesse ser proibido. O número de peregrinos foi aumentando e, no ano 2000, a peregrinação começa a ser organizada pela associação Notre-Dame de Chrétienté.

Normalmente a peregrinação une as duas catedrais góticas de Paris e Chartres. No entanto, devido ao incêndio que destruiu parte da Catedral de Notre Dame em Paris, a peregrinação saiu da igreja de Saint-Sulpice em Paris. O destino continuou a ser a Catedral de Chartres, que é um destino de peregrinações já desde o séc. XII. 

A peregrinação está divida em dois grupos: adultos (no qual se incluem jovens) e famílias. O primeiro grupo percorre um caminho que pode ser considerado duro: são 100 quilómetros em dois dias e meio. O segundo grupo faz um caminho mais tranquilo, percorrendo menos quilómetros. Os dois grupos vão-se encontrando: para a Santa Missa, refeições ou pernoitar no mesmo local. Estima-se que este ano, na Catedral de Chartres (dentro e fora), tenham estado cerca de 15 mil pessoas.

A organização é admirável: mais de 1000 voluntários. A logística necessária numa peregrinação com 15 mil pessoas é de loucos! Tudo tem de estar organizado até ao mais ínfimo pormenor. E nisso os franceses deram uma prova de grande capacidade. O despertar era às 5 da manhã. Levantar e arrumar as coisas porque as enormes tendas começavam logo a ser desmontadas. Comer qualquer coisa e às 6h30 começavam a andar os primeiros peregrinos.

Os peregrinos estão divididos em capítulos. Os capítulos podem representar uma língua, um país ou apenas um grupo que se organizou para que pudesse caminhar junto. Este ano houve um capítulo português pela primeira vez. Estavam presentes bastantes capítulos "estrangeiros", dos mais variados países. Mas muito mais capítulos franceses, obviamente. Os capítulos seguem-se uns aos outros, segundo a ordem estipulada pela organização. 

Esta peregrinação é um verdadeiro desapego das coisas mundanas. Além do caminho que implica esforço e sofrimento, os luxos são poucos ou inexistentes. Cada um leva a própria comida, o que dá lugar a grandes "partilhas". A organização oferece café de manha, água durante o dia e sopa à noite. Nas refeições oferece também algumas pequenas 'baguettes', pão típico francês. Os banhos são escassos. As tendas estão normalmente a abarrotar de gente. Cá fora está um frio de rachar.

Na peregrinação há centenas de sacerdotes. Quase todos fazem a peregrinação de batina. Muitos deles também com sobrepeliz e estola roxa porque vão confessando peregrinos ao longo do caminho. São milhares e milhares de confissões! Também se encontram religiosos e religiosas de inúmeras congregações religiosas tradicionais. A maioria são novas vocações.
O ambiente de oração é fantástico. A começar pelas Missas, celebradas em Rito Tradicional com toda a solenidade possível, silêncio absoluto e um coro belíssimo. Os capítulos rezam alguns terços durante o dia. Era normal ouvir Avé-Marias cantadas em latim, em francês e noutras línguas. Os capítulos tinham ainda catequeses próprias, dadas enquanto se andava porque parar é morrer!

Uma peregrinação com 15 mil pessoas é impressionante. Uma peregrinação com 15 mil pessoas na Europa descristianizada é muito impressionante. Mas uma peregrinação na Europa descristianizada com 15 mil pessoas, das quais a grande maioria são jovens, é uma visão do Céu. A média de idades no ano passado foi 21 anos. Este é, sem dúvida, o futuro da Igreja. 

Estes católicos franceses têm vindo a preparar os seus filhos para o combate. Combate espiritual e não só. Na peregrinação havia muitos grupos de jovens com espírito verdadeiramente militante: obedientes, respeitando uma hierarquia e seguros dos valores que querem para as suas famílias e para a sociedade. Eram muitos os hinos patrióticos cantados - às vezes berrados até! - a plenos pulmões. As bandeiras e pendões eram incontáveis e do mais variado.

Na Peregrinação Paris-Chartres respira-se a fé católica e respira-se a civilização católica. Isto, como não poderia deixar de ser, no meio de uma grande alegria que é própria de quem se sabe amado por Deus e chamado a ser santo. Vale a pena experimentar aquele santo ambiente, nem que seja uma vez na vida.

João Silveira


blogger

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Combater o mal com o bem




blogger

12 curtas meditações para quem quer mudar de vida

1- “Essa palavra acertada, a 'piada' que não saiu da tua boca, o sorriso amável para quem te incomoda, aquele silêncio ante a acusação injusta, a tua conversa afável com os maçadores e com os importunos, não dar importância cada dia a um pormenor ou outro, aborrecido e impertinente, de pessoas que convivem contigo... Isto, com perseverança, é que é sólida mortificação interior.”

2 - “Não digas: essa pessoa aborrece-me. - Pensa: essa pessoa santifica-me.”

3 - “Procura mortificações que não mortifiquem os outros.”

4 - “Mortificação interior. - Não acredito na tua mortificação interior, se vejo que desprezas, que não praticas a mortificação dos sentidos.”

5 - “O mundo só admira o sacrifício com espectáculo, porque ignora o valor do sacrifício escondido e silencioso.”

6 - “Tudo o que não te leva a Deus é um estorvo. Arranca-o e atira-o para longe.”

7 - “Vence-te em cada dia desde o primeiro momento, levantando-te pontualmente a uma hora fixa, sem conceder um só minuto à preguiça. Se, com a ajuda de Deus, te venceres, muito terás adiantado para o resto do dia. Desmoraliza tanto sentir-se vencido na primeira escaramuça!” 

8 - “Não sejas frouxo, mole. - Já é tempo de repelires essa estranha compaixão que sentes por ti mesmo.” 

9 - “Acertou quem disse que a alma e o corpo são dois inimigos que não se podem separar, e dois amigos que não se podem ver.” 

10 - “Estes são os saborosos frutos da alma mortificada: compreensão e transigência para as misérias alheias; intransigência para as próprias.” 

11 - “Quantos, que se deixariam cravar numa Cruz, perante o olhar atónito de milhares de espectadores, não sabem sofrer cristãmente as alfinetadas de cada dia! - Pensa então no que será mais heróico.” 

12 - “O minuto heróico. - É a hora exacta de te levantares. Sem hesitar: um pensamento sobrenatural e... fora! - O minuto heróico: aí tens uma mortificação que fortalece a tua vontade e não debilita a tua natureza.” 

Estes 12 pontos, e muitos outros, foram escritos por S. Josemaria Escrivá no seu livro 'Caminho'


blogger

terça-feira, 25 de junho de 2019

Governo chinês nega funeral público ao Bispo Stefano Li Side

As autoridades chinesas proibiram o funeral público e o enterro num cemitério católico ao Bispo de Tianjin, D. Stefano Li Side, falecido a 8 de Junho com 92 anos de idade. Sempre fiel ao Vaticano e ao Papa, este prelado pertencia à chamada Igreja Clandestina tendo passado quase duas décadas em campos de trabalhos forçados e encontrava-se, desde 1992, em prisão domiciliária.

Agora, após o seu falecimento, a Associação Patriótica Católica, o organismo criado pelo governo chinês para o controlo da Igreja no país e à qual o Bispo de Tianjin sempre recusou pertencer, proibiu o enterro do prelado num cemitério católico e condicionou fortemente as cerimónias fúnebres.

O Padre Ricardo Teixeira, que conheceu pessoalmente D. Esteban Li Side, afirma, em declarações à Fundação AIS, que este Bispo da Igreja Clandestina “foi um gigante na fé”, e lembra que “o seu coadjutor, que ainda está vivo, está em prisão domiciliária”.

O sacerdote português, dehoniano, de 39 anos de idade, viveu durante cerca de 4 anos na República Popular da China, entre 2013 e 2017. Durante esse período, o Padre Ricardo contactou com a chamada Igreja Clandestina, fiel ao Papa, e que tem vindo a ser alvo de uma forte política repressiva por parte das autoridades comunistas.

Entre os contactos estabelecidos, o Padre Ricardo acabou por conhecer D. Esteban Li Side, falecido a 8 de Junho. “Ele estava preso, em casa”, tal como o seu coadjutor, o que transforma esta diocese num caso evidente de perseguição por parte das autoridades chinesas. “É uma diocese com os dois bispos presos”, afirma o sacerdote português que fala da comunidade católica local como um exemplo “absolutamente extraordinário” de coragem e fidelidade.

O Padre Ricardo Teixeira esteve essencialmente em Pequim durante os quatro anos de trabalho na China, mas chegou a participar em missas na diocese de Tianjin, a que pertencia o Bispo agora falecido. “Eu cheguei a celebrar – de Tianjin a Pequim são trinta minutos de comboio – lá, era relativamente fácil ir lá para celebrar.”

A vida de D. Esteban Li Side foi exemplar pelo compromisso de lealdade para com o Santo Padre e o Vaticano. Segundo a Agência Católica de Informações, D. Esteban nasceu em 3 de Outubro de 1927, em Zunhua (Hebei), no seio de uma família tradicional católica, tendo sido ordenado sacerdote a 10 de Julho de 1955 após ter estudado em diversos seminários, entre os quais o de Wen Sheng, em Pequim.

Com a instituição em 1958 da Associação Patriótica pelo governo chinês como forma de controlar a vida da Igreja Católica, o padre Li foi preso e esteve em cativeiro até Fevereiro de 1962, retomando então o serviço na Catedral de São José, em Tianjin. “Foi preso novamente em 1963 e, até 1980, cumpriu uma sentença em campos de trabalhos forçados. Em 15 de junho de 1982, foi ordenado em segredo como Bispo de Tianjin, mas não foi reconhecido pelo governo comunista. Em 1989, foi preso pela terceira vez depois de participar da Assembleia da Conferência Episcopal Chinesa que reivindicou ao regime maior liberdade religiosa. Em 1991, foi libertado e retornou à Catedral de São José em Tianjin.”

Em 1992, as autoridades obrigaram-no a ir viver para a aldeia de Liang Zhuang Zi, numa região montanhosa, “onde permaneceu em prisão domiciliar até à sua morte”. A agência católica de informações esclarece ainda que, desde 2007, “a maioria dos sacerdotes da Igreja oficial expressou a sua obediência a D. Li Side.”

Para o Padre Ricardo Teixeira é incompreensível a proibição do funeral público do Bispo de Tianjin, até porque “já tinha morrido, já não ia falar mal, se é que ele alguma vez falou mal” do governo ou das autoridades. “Era um homem de um amor enorme à Igreja e o amor dele pelo país – não pelo governo, mas pelo país – não era menor. E também pela cultura. Posso dizer que amava muito a Igreja e amava muito a China…”

O Padre Ricardo conheceu pessoalmente D. Stefano Li Side que tinha uma saúde debilitada especialmente após ter sofrido um AVC. No entanto, nunca falou directamente com ele sobre a amargura de viver clandestinamente o mandato episcopal.

“Ele nunca falou disso, nem eu puxei a conversa já que não devia ser um tópico muito agradável”, explicou o sacerdote português. No entanto, o Padre Ricardo sabia da sua experiência de 17 anos de prisão “em campos de concentração, campos de trabalho forçado, campos de reeducação, como agora se ouve de vez em quando falar”, mas também dos tempos em que foi “bispo passando a maior parte da sua vida encarcerado, mesmo que tenha sido em prisão domiciliária”, experiência que representou igualmente um enorme sacrifício, até pela privação de contactos com os fiéis e pela impossibilidade de acesso a cuidados médicos.

Actualmente, a Diocese de Tianjin tem cerca de 100 mil fiéis que são atendidos, assegura a agência de notícias ACI, “por 40 sacerdotes oficiais e 20 não oficiais ou subterrâneos”, pertencentes, portanto, à chamada Igreja Clandestina.

Para o padre dehoniano português, não há qualquer dúvida de que D. Stefano Li Side “foi um gigante na fé, ele e o seu coadjutor que ainda está vivo e que está em prisão domiciliária”. Trata-se de D. Melchor Shi Hongzhen, de 92 anos, que está detido em casa numa cidade montanhosa na região. “Com ele – explica o Padre Ricardo Teixeira – tem sido impossível o contacto.”



blogger

sábado, 22 de junho de 2019

140 anos de adoração eucarística ininterrupta

Em 1878 estas irmãs descobriram que eram chamadas por Deus à adoração perpétua. Comprometeram-se a ter, pelo menos, duas irmãs em oração diante da Santíssimo Sacramento durante 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano...acontecesse o que acontecesse. Decidiram passar a chamar-se Irmãs Franciscanas da Adoração Perpétua.

A adoração começou às 11 da manhã do dia 1 de Agosto de 1878...e não parou desde então.

Durante estes 140 anos já houve episódios de séria pressão para que parasse a adoração. Em 1923 um grande incêndio começou num prédio adjacente. A cidade foi inundada em 1965. Houve surtos de doenças e tempestades terríveis. Mas as irmãs continuaram sempre em adoração.

O número de vocações, infelizmente, diminuiu bastante nas últimas décadas, pelo que tiveram de procurar a ajuda da comunidade local. Agora, as irmãs e os leigos voluntários revezam-se para continuar a adoração eucarística. É muito provavelmente a oração contínua mais antiga nos Estados Unidos.

As irmãs rezem especialmente pelos doentes e pelos que sofrem. Estimam que, na última década, tenham rezado por 150000 pessoas. Quem tiver algum pedido pode fazê-lo através deste formulário: https://www.fspa.org/prayer-request.php


adaptado de churchpop.com


blogger

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Cardeal Arinze celebra Missa Tradicional no dia de Corpus Christi

O Cardeal Francis Arinze, ex-Prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramento, celebrou ontem uma Missa Pontifical na igreja de Corpus Christi, em Maiden Lane (Londres). A Missa foi celebrada em Rito Tradicional. 








blogger

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Composição, origem e destino do Ser Humano

O ser humano é composto de corpo e alma. O corpo é material, por isso corruptível. A alma é imaterial, por isso é imortal, nunca irá desaparecer. A alma é a forma do corpo, ou seja é o que faz com que a matéria que compõe o corpo daquele ser humano componha um ser humano e não seja outra coisa qualquer. 

Para tentar perceber isto melhor: uma garrafa de plástico é uma garrafa de plástico porque aquele plástico (matéria) tem a forma de uma garrafa. Aquela matéria poderia ter outra forma, de prato, por exemplo, e nesse caso seria um prato de plástico e não uma garrafa. 

Do mesmo modo, é a alma que dá forma ao corpo, que faz com a matéria que o compõe esteja unida como um corpo. De tal maneira que quando se dá a separação entre a alma e o corpo, ou seja quando a pessoa morre, o corpo se vai degradando, até que aquela matéria se transforme noutra coisa qualquer.

A alma humana, ao contrário do corpo, não é gerada na fecundação, quando se dá a união entre o gâmeta masculino e feminino. A alma é infundida por Deus após a concepção. Sendo imagem de Deus, a alma é imaterial e possui duas faculdades: inteligência e vontade. São estas características da alma humana que distinguem o ser humano de qualquer outro animal à face da Terra. 

Os animais não têm inteligência e vontade, têm instintos e, alguns, capacidade de aprendizagem por repetição. O ser humano, graças à inteligência, pode tentar compreender o mundo que o rodeia, e a si mesmo, especular, apreender conceitos e ter pensamentos abstractivos. Com a vontade consegue pode tentar perceber se um determinado objecto ou acção lhe é favorável ou desfavorável e em que medida. 

Os animais são apenas matéria, por isso quando morrem desaparecem. O ser humano é matéria (corpo) e espírito (alma), por isso nunca irão desaparecer mesmo depois da morte. O corpo fica na Terra e desaparecerá. A alma será julgada por Deus e será salva ou perdida para sempre, consoante o amor a Deus e aos outros que pautou as acções daquela pessoa até ao seu último suspiro de vida terrena. No fim dos tempos, os corpos ressuscitarão e unir-se-ão às almas, as que estão no Céu para a felicidade eterna e as que estão no Inferno para o sofrimento eterno.

João Silveira


blogger