terça-feira, 16 de junho de 2020

Dois pesos e duas medidas e o urgente regresso à normalidade na Igreja

Queria em primeiro lugar, endereçar as minhas condolências à família do Senhor Cónego Luis Manuel, cujas exéquias se realizaram ontem na Sé Patriarcal de Lisboa, presididas pelo Senhor Cardeal D. Manuel Clemente.

Quero deixar claro, que não tenho nada contra que se tenha celebrado esta cerimónia, mas, não queria deixar de lamentar perante o que vi e que está registado em fotografias que retirei do video da transmissão em directo na página do Patriarcado de Lisboa.

Como se pode verificar, a Igreja está completa, sem cumprir as normas que a DGS desenhou juntamente com a Conferência Episcopal Portuguesa, para que pudéssemos regressar às missas no passado dia 30 de Maio.

Recordo ainda, que os portugueses estão impedidos pelas ditas normas, de participar em velórios e funerais dos seus familiares ou amigos em número superior a 10 pessoas, estão impedidos de celebrar casamentos e baptizados com mais de 20 pessoas, estão impedidos de participar com as restantes pessoas de cada paróquia por imposição de um distanciamento onde só cabem 2 pessoas por banco, foram impedidos de participar numa das principais procissões "Corpo de Deus" e estão igualmente impedidos, durante o verão, de celebrar as suas festas e romarias em todos o País que como todos sabem são festas de cariz cristão e por isso organizadas pelas paróquias obrigadas a cumprir as ditas normas da DGS.

Por tudo isto, e porque considero ser urgente o regresso à normalidade da vida na Igreja, faço um apelo à Conferência Episcopal Portuguesa e ao Senhor Cardeal D. Manuel Clemente, em meu nome e em nome de vários católicos com quem partilhei esta triste realidade que se vive na Igreja e na sociedade portuguesa, que se disponham a retomar a vida normal das paróquias nas missas, baptizados, casamentos, primeiras Comunhões, velórios e funerais, cumprindo aquilo que Nosso Senhor Jesus Cristo vos pediu enquanto sacerdotes,"Ide e ensinai todas as nações, baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei. Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos".

Madalena Fonseca


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segunda-feira, 15 de junho de 2020

Corpus Christi no Gabão










Instituto de Cristo Rei e Sumo Sacerdote



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99º aniversário da sétima aparição de Nossa Senhora em Fátima

Na primeira aparição em Fátima, a 13 de Maio de 1917, Nossa Senhora disse aos Pastorinhos: "Vim para vos pedir que venhais aqui seis meses seguidos, no dia e a esta mesma hora, depois vos direi quem Sou e o que quero. Depois voltarei aqui ainda uma sétima vez."

Poucos conhecem esta sétima aparição de Nossa Senhora, que aconteceu exactamente há 99 anos, no dia 15 de Junho de 1921. Francisco e Jacinta já tinham morrido, por isso Nossa Senhora aparece a Lúcia, que descreve assim a aparição nas suas memórias:

Foi o dia 15 de Junho de 1921, viste a minha luta, a indecisão e o arrependimento do sim que antes tinha dado, a incerteza do que iria encontrar, a resolução de voltar atrás. O conhecimento do que deixava, e a saudade a desgarrar-me o coração!

Esse Adeus a tudo, no desabrochar da juventude onde um belo futuro me sorria na casa da minha querida Senhora D. Assunção Avelar e outras que me ofereciam, o carinho maternal com igual afecto, deixar tudo e a casa paterna, por uma incerteza do que iria encontrar, oprimia-me o coração e fazia-me pressentir o que nem queria pensar!...

Podia lá ser? Perguntava a mim mesma. - Não, - digo a minha Mãe que não quero ir e com não aparecer amanhã em Leiria tudo está resolvido, volto depois para Lisboa, para Santarém para casa da minha querida Sr. D. Adelaide, ou para Leiria para as Senhoras Patrício, em qualquer dos sítios estou muito melhor, posso estudar e conseguir um bom futuro.

Para onde o Sr. Bispo me quer levar, não sei como será, é com a condição de não voltar mais a casa, por isso não voltarei mais a ver a família, nem estes lugares benditos! Cova de Iria, Loca do Cabeço, Valinhos, Poço do Arneiro, a Igreja onde fica o meu Jesus escondido e onde tantas graças tenho recebido! O sorriso da minha primeira Comunhão! Vila Nova de Ourém onde fica a Jacinta, o cemitério onde ficam os restos mortais de meu querido Pai e Francisco! Nunca mais voltar a pisar esta terra abençoada, para ir sabe Deus para onde! Sem nem sequer poder escrever directamente à minha mãe! Impossível, não vou!

E foi entre esta multidão de pensamentos sombrios que percorri o caminho desde a Igreja de Fátima, onde de manhãzinha cedo foi para assistir à Santa Missa e comungar por despedida, até à Cova de Iria.

Aí ajoelhada e debruçada sobre a pequena grade que resguardava a terra que tinha alimentado a feliz carrasqueira onde Nossa Senhora pousou os Seus Imaculados pés, deixei as lágrimas correrem em abundância enquanto que pedia a Nossa Senhora perdão de não ser capaz de oferecer-Lhe desta vez, este sacrifício que me parecia superior as minhas forças. Recordava sim, esse mais belo dia 13 de Maio de 1917, em que tinha dado o meu “Sim” prometendo aceitar todos os sacrifícios que Deus quisesse enviar-me. E esta recordação era como que uma luz no fundo da alma, um escrúpulo que me não dava paz, e me fazia verter uma torrente de lágrimas.

Nesse momento, bem longe estava eu de pensar num novo encontro, nem no cumprimento da promessa: “Voltarei aqui, uma sétima vez”. Tinha tantos mais dignos do que eu a quem podias manifestar-Te! Mas não é aos filhos mais pequeninos e necessitados que as mães socorrem em primeiro lugar? Por certo que, desde o Céu, o Teu maternal olhar me seguia os passos e no espelho Imenso da Luz que é Deus, viste a luta daquela a quem prometeste especial proteção. “Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus.”

Assim solícita, mais uma vez desceste à terra, e foi então que senti a tua mão amiga e maternal tocar-me no ombro; levantei o olhar e vi-Te, eras Tu, a Mãe Bendita a dar-me a Mão e a indicar-me o caminho; os Teus lábios descerraram-se e o doce timbre da tua voz restituiu a luz e a paz à minha alma.

Disse Nossa Senhora:

- “Aqui estou pela sétima vez, vai, segue o caminho por onde o Senhor Bispo te quiser levar, essa é a vontade de Deus.

Repeti então o meu “Sim”, agora bem mais consciente do que, o dia 13 de Maio de 1917 e enquanto que de novo Te elevavas ao Céu, como num relance, passou-me pelo espírito toda a série de maravilhas que naquele mesmo lugar, havia apenas 4 anos, ali me tinha sido dado contemplar. Recordei a minha querida Nossa Senhora do Carmo e nesse momento senti a graça da vocação à vida religiosa e o atractivo pelo Claustro do Carmelo.

Tomei por protectora a minha querida Sóror Teresinha do Menino Jesus. Dias depois, por conselho do Sr. Bispo, tomei por norma a “Obediência” e por lema as palavras de Nossa Senhora narradas no Evangelho – “Fazei tudo o que Ele vos disser”.


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domingo, 14 de junho de 2020

Hóstia no chão em Fátima

Dia 13 de Junho, 103º aniversário da segunda aparição de Nossa Senhora em Fátima. Foi celebrada Missa na esplanada do Santuário de Fátima, com a presença de vários Bispos, como costuma acontecer nas Peregrinações Aniversárias. A comunhão foi distribuída apenas na mão, tendo sido a comunhão na boca proibida (supostamente) por causa do Covid-19.

Uma senhora aproximou-se para receber a Sagrada Comunhão, tendo sido deposta na sua mão. Veio uma rajada de vento e a Hóstia foi levada, até aterrar no chão, uns metros mais à frente. Estando do outro lado das grades, a senhora que ia comungar bem se esforçou mas não a conseguiu apanhar. A ministra extraordinária da comunhão também não A conseguiu apanhar; até que chegou um Servita que apanhou a Sagrada Hóstia e a comungou.

Resultado: a Hóstia passou por mãos de 3 pessoas diferentes, e ainda pelo chão, antes de ser comungada. Não teria sido muito mais seguro e higiénico simplesmente colocá-la na boca de quem vai comungar?

Além do mais, o chão onde esteve a Hóstia deveria ter sido purificado, de modo a que ninguém calcasse os fragmentos da partícula que ali esteve. Cada um desses é o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, e merece ser tratado com todo o respeito.

Quantos mais casos como este terão acontecido?

Mais uma vez, percebemos os problemas da comunhão na mão. O Santíssimo Sacramento deve ser protegido do melhor modo que for possível. E isso implica que deve ser deposto pelo ministro directamente na boca do fiel, evitando ser levado pelo vento e cair no chão ou até ser roubado para fins sacrílegos. Esperemos que cada vez mais católicos tenham noção disto.

João Silveira  


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sábado, 13 de junho de 2020

Relíquia de Santo António recebida como um chefe de Estado no Sri Lanka

O Padre católico é altamente respeitado no Sri Lanka, como se verifica pelo facto de nunca ter de fazer fila num departamento do Estado ou num Banco. As pessoas atendem-no assim que ele entra. Nos transportes públicos, se todos os assentos estiverem ocupados, alguém imediatamente cede seu lugar ao sacerdote.

Como Padre, percebi que o Sri Lanka (Ceilão) é um país diferente mesmo antes de cá chegar. Por exemplo, depois de embarcar no avião da companhia aérea nacional SriLankan Airlines, a tripulação tratou-me com um cuidado especial. Aos padres é muitas vezes oferecida uma bebida antes da descolagem, mesmo se estiver na classe económica; e, uma vez que a refeição esteja prestes a ser servida, um membro da tripulação trar-lhe-á a bandeja primeiro.

Na chegada ao aeroporto de Colombo não terá de fazer fila na alfândega, porque um agente irá convidá-lo para carimbar o passaporte antes de outros viajantes. Quando se sai do país, no aeroporto de Colombo, é a mesma coisa. No terminal há assentos reservados para o clero (budista e católico) e nas portas de embarque, um membro da companhia aérea convidará o sacerdote a embarcar primeiro no avião, mesmo que o seu bilhete seja para a classe económica.

A gentileza do pessoal de bordo também foi revelada em 2010, quando uma relíquia de Santo António de Lisboa chegou ao Sri Lanka. A relíquia foi trazida a bordo de uma aeronave da SriLankan Airlines. Para a ocasião, a companhia aérea escolheu dois católicos como piloto e copiloto. 

Ainda mais comovente, a relíquia não foi colocada no porão da aeronave, mas num assento da classe executiva. Quando a relíquia chegou ao aeroporto foi recebida como um chefe de Estado. Fora do aeroporto, a relíquia de Santo António foi colocada num veículo oficial escoltado para Colombo pelo exército e pela polícia.

Padre Fabrizio Loschi, missionário da Fraternidade de São Pio X no Sri Lanka in fsspx.it


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sexta-feira, 12 de junho de 2020

Sermão de Santo António aos peixes - Pe. António Vieira

Pregava Santo António em Itália na cidade de Arimino, contra os hereges, que nela eram muitos; e como erros de entendimento são difíceis de arrancar, não só não fazia fruto o santo, mas chegou o povo a se levantar contra ele e faltou pouco para que lhe não tirassem a vida. 

Que faria neste caso o ânimo generoso do grande António? Sacudiria o pó dos sapatos, como Cristo aconselha em outro lugar? Mas António com os pés descalços não podia fazer esta protestação; e uns pés a que se não pegou nada da terra não tinham que sacudir. Que faria logo? Retirar-se-ia? Calar-se-ia? Dissimularia? Daria tempo ao tempo?

Isso ensinaria porventura a prudência ou a covardia humana; mas o zelo da glória divina, que ardia naquele peito, não se rendeu a semelhantes partidos. Pois que fez? Mudou somente o púlpito e o auditório, mas não desistiu da doutrina."

in Sermão de Santo António aos peixes, Capítulo I (Vos estis sal terrae)


Pregado na cidade de São Luís do Maranhão no ano de 1654, pelo Padre António Vieira, três dias antes de embarcar ocultamente para Lisboa, à procura de remédio para salvação dos índios. 


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quinta-feira, 11 de junho de 2020

Sequência da Festa do Santíssimo Corpo de Cristo



Lauda Sion Salvatórem
Lauda ducem et pastórem
In hymnis et cánticis.
Quantum potes, tantum aude:
Quia major omni laude,
Nec laudáre súfficis.
Laudis thema speciális,
Panis vivus et vitális,
Hódie propónitur.
Quem in sacræ mensa cœnæ,
Turbæ fratrum duodénæ
Datum non ambígitur.
Sit laus plena, sit sonóra,
Sit jucúnda, sit decóra
Mentis jubilátio.
Dies enim solémnis ágitur,
In qua mensæ prima recólitur
Hujus institútio.
In hac mensa novi Regis,
Novum Pascha novæ legis,
Phase vetus términat.
Vetustátem nóvitas,
Umbram fugat véritas,
Noctem lux elíminat.
Quod in cœna Christus gessit,
Faciéndum hoc expréssit
In sui memóriam.
Docti sacris institútis,
Panem, vinum, in salútis
Consecrámus hóstiam.
Dogma datur Christiánis,
Quod in carnem transit panis,
Et vinum in sánguinem.
Quod non capis, quod non vides,
Animósa firmat fides,
Præter rerum ordinem.
Sub divérsis speciébus,
Signis tantum, et non rebus,
Latent res exímiæ.
Caro cibus, sanguis potus:
Manet tamen Christus totus,
Sub utráque spécie.
A suménte non concísus,
Non confráctus, non divísus:
Integer accípitur.
Sumit unus, sumunt mille:
Quantum isti, tantum ille:
Nec sumptus consúmitur.
Sumunt boni, sumunt mali:
Sorte tamen inæquáli,
Vitæ vel intéritus.
Mors est malis, vita bonis:
Vide paris sumptiónis
Quam sit dispar éxitus.
Fracto demum Sacraménto,
Ne vacílles, sed memento,
Tantum esse sub fragménto,
Quantum toto tégitur.
Nulla rei fit scissúra:
Signi tantum fit fractúra:
Qua nec status nec statúra
Signáti minúitur.
Ecce panis Angelórum,
Factus cibus viatórum:
Vere panis fíliórum,
Non mittendus cánibus.
In figúris præsignátur,
Cum Isaac immolátur:
Agnus paschæ deputátur
Datur manna pátribus.
Bone pastor, panis vere,
Jesu, nostri miserére:
Tu nos pasce, nos tuére:
Tu nos bona fac vidére
In terra vivéntium.
Tu, qui cuncta scis et vales:
Qui nos pascis hic mortales:
Tuos ibi commensáles,
Cohærédes et sodales,
Fac sanctórum cívium.
Amen. Allelúja.
Louva, Sião, o Salvador
louva o guia e o pastor
com hinos e cantares.
Quanto possas, tanto o louva,
porque está acima de todo o louvor
e nunca o louvarás condignamente.
É-nos hoje proposto
um tema especial de louvor:
o pão vivo que dá a vida.
O pão que na mesa da sagrada ceia
foi distribuído aos doze,
como na verdade o cremos.
Ressoem pois os louvores, sonoros, cheios de amor.
seja formosa e jovial
a alegria das almas
Porque celebramos o dia solene
que nos recorda a instituição
deste banquete.
Na mesa do novo rei,
a páscoa da Nova Lei
põe fim à páscoa antiga
O rito novo rejeita o velho,
a realidade dissipa as sombras
como o dia dissipa a noite.
O que o Senhor fez na ceia
mandou-no-lo fazer
em memória Sua.
E nós instruídos pelo mandato divino
consagramos o pão e o vinho
em hóstia de salvação.
É dogma de fé para os Cristãos
que o pão se converte na carne
e o vinho no sangue do Salvador.
O que não compreendes nem vês,
diz-to a fé viva;
porque isto se opera fora das leis naturais.
Debaixo de espécies diferentes,
que são apenas sinais exteriores
ocultam-se realidades sublimes.
O pão é a carne e o vinho é o sangue;
todavia debaixo de cada uma das espécies
Cristo está totalmente.
E quem O recebe
não O parte nem divide
mas recebe-O todo inteiro.
Quer O recebam mil, quer um só,
todos recebem o mesmo,
nem recebendo-O podem consumi-Lo.
Recebem-no os bons e os maus
porém com efeitos diversos:
os bons para a vida e os maus para a morte.
Morte para os maus e vida para os bons!
Oh! Consideremos como são diferentes
os efeitos que produz o mesmo alimento.
Não vacile a tua fé
quando a hóstia é dividia;
porque o Senhor encontra-se sempre todo
debaixo do pequenino fragmento ou da hóstia inteira.
Nenhum corte pode violar a substância:
apenas os sinais do pão que vês com os olhos da carne,
foram divididos sem a menor alteração
da realidade divina que esses mesmos sinais significam.
Eis pois que o pão de que se alimentam os anjos
foi dado em viático aos homens:
pão verdadeiramente dos filhos,
que não deve dar-se aos cães.
Foi já prefigurado nos ritos e nos acontecimentos do Testamento Antigo
na imolação de Issac,
no cordeiro pascal e
no maná do deserto.
Ó bom pastor e alimento verdadeiro dos que apascentas,
ó Jesus tende piedade de nós.
Alimentai-nos e defendei-nos
e fazei que mereçamos fruir da vossa glória
na Terra dos vivos.
Vós que tudo conheceis e tudo podeis fazer,
e nos alimentais aqui, na Terra da mortalidade,
admiti-nos, Senhor, lá no Céu
à vossa mesa e dai-nos parte
na herança e na companhia dos moram na cidade santa.
Amen. Alleluia.


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quarta-feira, 10 de junho de 2020

Patriarca de Lisboa deveria convocar o Conclave se Pio XII fosse preso pelos Nazis


Durante os terríveis meses da ocupação nazi à Cidade Eterna (Roma), durante a II Guerra Mundial, tornou-se cada vez mais provável a deportação do Papa Pio XII, para o Liechtenstein ou outro país. 

Segundo algumas fontes[1], o Papa terá convocado o Patriarca de Lisboa, Cardeal Cerejeira, ao Vaticano para lhe comunicar que - caso fosse preso - os alemães apenas teriam como prisioneiro o Cardeal Pacelli, porque o Papa tinha preparado uma carta de resignação que assinaria prontamente se estivesse para ser encarcerado pelos nazis. 

O Papa terá dito ao Cardeal Cerejeira que, se tal viesse a acontecer, o Patriarca de Lisboa deveria convocar imediatamente o Conclave, que teria lugar na capital de Portugal, para que fosse eleito um novo Sumo Pontífice.

[1] ROBERT A. GRAHAM, S.I., Voleva Hitler allontanare da Roma Pio XII?, in ID., Il Vaticano e il nazismo, Ed. Cinque Lune, Roma 1975, pp. 89-110.


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terça-feira, 9 de junho de 2020

Deus criou um Mundo perfeito

De acordo com a maioria dos filósofos Deus, ao criar o Mundo, escravizou-o. De acordo com o Cristianismo, ao criá-lo, tornou-o livre. Deus escreveu, não tanto um poema, mas antes uma peça. Uma peça que Ele planeou de modo perfeito, mas que foi deixada necessariamente à disposição de actores e produtores humanos, que a tornaram numa grande confusão.

G.K Chesterton in Ortodoxia


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segunda-feira, 8 de junho de 2020

Santuário de Fátima: "Fiel" recebe a Hóstia na mão mas não comunga

Numa das Missas celebradas na Basílica da Santíssima Trindade, no Santuário de Fátima, uma senhora recebeu a Sagrada Hóstia na mão, não comunga (não chega sequer a retirar a máscara) e levou a Hóstia consigo sem que o sacerdote fizesse alguma coisa. 

Segundo a Lei da Igreja, o fiel é obrigado a comungar à frente do sacerdote. Aqui vemos mais um exemplo prático sobre o perigo da comunhão na mão, por facilitar os sacrilégios e os roubos de Hóstias.

Cada vez é mais actual e necessária a oração que o Anjo ensinou em Fátima aos Pastorinhos:


Santíssima Trindade,
Pai, Filho e Espírito Santo,
adoro-Vos profundamente
e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo,
Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo,
presente em todos os sacrários da terra,
em reparação dos ultrajes,
sacrilégios e indiferenças
com que Ele mesmo é ofendido.
E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração
e do Coração Imaculado de Maria,
peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.


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