quinta-feira, 15 de abril de 2021

Chesterton, o sexo e a família

Frances Chesterton, mulher de G.K. Chesterton
Sexo é um instinto que produz uma instituição; e é positivo e não negativo, nobre e não básico, criativo e não destrutivo, precisamente porque produz esta instituição. 

Esta instituição é a família; um pequeno estado ou associação de bem comum que tem centenas de aspectos, logo que se inicia, que não são de todo sexuais. Incluem estima, justiça, festa, decoração, instrução, camaradagem, confiança. 

Sexo é a fechadura desta casa; e as pessoas românticas e imaginativas gostam de espreitar pela fechadura. Mas a casa é muito maior do que a fechadura. Porém, há gente que gosta de ficar à volta da fechadura sem nunca entrar na casa.

G.K. Chesterton in G.K.'s Weekly, 29 January 1928


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Aniversário de D. Athanasius Schneider e uma Missa histórica



No passado dia 7 de Abril, D. Athanasius Schneider, Bispo auxiliar da Arquidiocese de Santa Maria em Astana (Cazaquistão), celebrou o seu 60º aniversário.

Nesse dia celebrou a Santa Missa em Rito Romano Tradicional na Catedral de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro na capital do Cazaquistão. Assistiu do trono Sua Excelência Tomash Peta, Arcebispo Metropolita da Arquidiocese de Santa Maria em Astana.

Foi a primeira vez, desde a reforma litúrgica, que na Ásia Central se celebrou uma Missa Tradicional, na presença do Ordinário da Diocese, como Missa paroquial normal.

Rezemos pela importante missão de D. Athanasius.


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terça-feira, 13 de abril de 2021

O Cardeal Ratzinger e as Missas privadas em Fontgombault

Em Julho de 2001, o Cardeal Ratzinger deslocou-se à Abadia Beneditina de Fontgombault para tomar parte de uma conferência internacional sobre Liturgia. O então Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé ficou tocado ao ver dezenas de monges a celebrar cada um a sua Missa privada. O episódio é descrito por Nicolas Diat no seu livro 'Le grand bonheur':

«Para grande pesar dos monges, o Prelado deixou Fontgombault na Terça-Feira de manhã por volta das sete e meia. Antes de partir, Dom Forgeot convidou-o a entrar na igreja da abadia àquela notável das Missas privadas. O Cardeal ficou absorto, quase pasmo. Pôs-se a rezar de joelhos, no chão, durante um longo tempo, no fundo da igreja. Ao sair, disse em voz baixa ao Padre Abade, que ainda se lembra precisamente da sua inflexão de voz: "Esta é a Igreja Católica!"»


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segunda-feira, 12 de abril de 2021

Toda a gente vai para o Céu? - D. Athanasius Schneider



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Profecia de Nossa Senhora em 'Tre Fontane"

Muitos dos meus filhos sacerdotes haverão de contaminar-se no espírito, internamente, e no corpo, externamente, isto é deixando os sinais externos de sacerdote. As heresias aumentarão. Os erros entrarão no coração dos filhos da Igreja. Existirão confusões espirituais e doutrinais, escândalos, lutas dentro da Igreja, internas e externas. 

Rezai e fazei penitência. Amai-vos e perdoai-vos. Esta é a verdadeira acção, luzente e plena da caridade. É a mais bela penitência. A penitência mais eficaz é o amor.

Aparição a Bruno Cornacchiola na Gruta das Três Fontes (Tre Fontane) em Roma - 12 de Abril de 1947


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sábado, 10 de abril de 2021

A deslealdade suprema para com Deus é a heresia

Alegoria do triunfo do Evangelho sobre a heresia e a serpente - Burchard Precht

A deslealdade suprema para com Deus é a heresia. É o pecado dos pecados, a coisa mais repugnante que Deus menospreza neste mundo perverso. No entanto, quão pouco compreendemos da sua odiosidade! É o poluir da verdade de Deus, que é a pior de todas as impurezas.

Ainda assim, quão levianamente a levamos! Olhamos para ela e permanecemos calmos. Tocamos-lhe e não estremecemos. Misturamo-nos com ela e não tememos. Vêmo-la tocar as coisas sagradas e não temos nenhuma sensação de sacrilégio. Respiramos o seu odor e não mostramos nenhum sinal de repugnância ou aversão. Alguns até travamos amizade com ela; e alguns até atenuamos a sua culpa.

Nós não amamos o suficiente a Deus para estarmos zangados para Sua glória. Não amamos o suficiente o homem para sermos caridosamente verdadeiros com as suas almas. Perdendo o tacto, o paladar, a vista e todo o sentido do sagrado, podemos habitar no meio desta praga odiosa, numa tranquilidade imperturbável, reconciliados com a sua imundisse, não sem algumas profissões orgulhosas de admiração liberal, talvez até com uma demonstração solícita de simpatias tolerantes.

Porque é que estamos tão abaixo dos velhos santos, e até dos apóstolos modernos destes tempos posteriores, na abundância das nossas conversões? Porque não possuímos a austeridade antiga. Queremos o velho espirito de Igreja, o velho génio eclesiástico. A nossa caridade falta à verdade, porque não é severa; e não persuade porque é falsa.

Falta-nos devoção à verdade como verdade, como verdade de Deus. O nosso zelo pelas almas é fraco, porque não temos zelo pela honra de Deus. Agimos como se Deus fosse elogiado pelas conversões, em vez de pelo tremer das almas resgatadas por uma extensão de misericórdia.

Dizemos ao homem metade da verdade, a metade que melhor serve a nossa própria pusilanimidade e a sua presunção; e depois perguntamo-nos porque é que tão poucos estão convertidos, e porque é que desses poucos tantos apostatam. Somos tão fracos que nos surpreendemos que as nossas meias-verdades não tiveram tanto sucesso como a verdade-toda de Deus.

Onde não há ódio à heresia, não há santidade. Um homem que podia ser um apóstolo torna-se uma pústula na Igreja pela falta dessa abominação justa.

Padre Faber, C.O. in, The Precious Blood: The Price of Our Salvation (1860)


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sexta-feira, 9 de abril de 2021

A importância dos Beneditinos - Papa Pio XII

Com efeito, enquanto nessa escura e convulsionada época da história o cultivo da terra, o amor do trabalho e da arte, o estudo das ciências e das letras, tanto religiosas como profanas, eram lançados, por uma espécie de desdém geral e sintomático, ao abandono, dos mosteiros beneditinos sai uma plêiade luminosa de agricultores, de artistas, de sábios, que nos salvaram incólumes os monumentos da velha literatura, conciliaram os velhos e os novos povos, em guerras constantes, reduzindo-os da barbárie renascente, das correrias, do saque, à moderação da moral humana e cristã, à abnegação do trabalho, à luz da verdade; reconstituíram, enfim, uma civilização enformada nos princípios do Evangelho.

Isso, porém, não é tudo. A base, a directriz, por assim dizer, suprema de toda a vida beneditina é que todo trabalho, seja ele qual for, intelectual ou manual, seja, antes de mais, para o monge, veículo que o eleve a Jesus Cristo e centelha que o inflame no seu amor perfeitíssimo. Não podem, com efeito, as coisas da terra, nem do universo, satisfazer as exigências espirituais do homem, que Deus criou para Si. […] Por essa razão, é absolutamente necessário que nada se anteponha ao amor de Cristo, que nada nos seja mais caro que o seu amor, que, numa palavra, nada absolutamente se anteponha a Cristo, que Se digna conduzir-nos à posse da vida eterna. 

A este ardentíssimo amor de Jesus Cristo é necessário que corresponda o amor do próximo, porque a todos, indistintamente, devemos o ósculo fraterno da paz e o tributo solícito do nosso arrimo. Donde, enquanto a intriga e o ódio convulsionavam e lançavam os povos nos campos de batalha e, nessa confusão cósmica dos homens e das coisas, erguiam ao alto o facho sangrento da morte, do roubo, da miséria e das lágrimas, Bento legava a seus filhos este preceito santíssimo: 

«Ponha-se particular cuidado e solicitude no recebimento dos pobres e viajantes estrangeiros, porque é na pessoa destes que principalmente se recebe a Cristo»; e «todos os hóspedes que se apresentarem no mosteiro se recebam como se fossem Cristo, porque Ele há-de dizer: fui hóspede e recebeste-me» (Mt 25, 35). 

E mais ainda: «antes de tudo, haja o maior cuidado no tratamento dos doentes, sirvam-se com tal diligência como se fossem realmente Cristo, porque Ele disse: estive doente e me viestes visitar» (v. 36).

in Encíclica «Fulgens radiatur», 21/03/1947


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A Consagração vista de cima




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quinta-feira, 8 de abril de 2021

15 belas igrejas à volta do Mundo

1) Igreja de São Pedro e São Paulo – Vilna, Lituânia

2) Basílica da Virgem Maria – Cracóvia, Polónia

3) Igreja de São Francisco de Assis – Praga, República Checa

4) Basílica de Santo Estevão – Budapeste, Hungria


5) Igreja de Sant’Ana – Varsóvia, Polónia


6) Igreja do Espírito Santo – Denver, Colorado


7) Igreja de São Carlos – Viena, Austria


8) Catedral de Santo Isaac – São Petersburgo, Rússia


9) Igreja de Santo André – Inglaterra


10) Basílica de São Marcos – Veneza, Itália


11) Igreja São Francisco Xavier – Nova Iorque


12) Basílica de São Francisco, o Grande – Madrid


13) Basílica de São Paulo – Roma, Itália


14) Igreja Santo Aloísio – Glasgow, Escócia


E, claro, que não poderia faltar…

15) Basílica de São Pedro – Roma, Itália
in churchpop.com


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As Carmelitas de Alençon e a Missa Tradicional

O Carmelo de Alençon saiu do centro da cidade rumo a Cussai, a 8 km de distância, com o objectivo de redescobrir a tranquilidade peculiar à espiritualidade carmelita. Em entrevista ao L’Homme Nouveau Carmelitas explicaram os motivos dessa mudança e também da razão pela qual assumiram o Rito Romano Tradicional tanto nas Missas como no Ofício Divino.

L’Homme Nouveau: Em 2013, decidiram abraçar a Missa Tradicional. Porquê essa mudança?

Irmã Marie-Isabelle de la Miséricorde: Já em 2007, com o Motu Proprio do Papa Bento XVI, havíamos pedido para celebrar a Missa Tradicional. Descobrimos que a dimensão sacrificial da Missa era pouco expressa na Missa celebrada diante do povo, enquanto o Rito Tradicional expressa perfeitamente a doutrina católica. Sublinho que a comunidade foi unânime nessa mudança. 

O nosso Bispo, Mons. Habert, que sempre foi benevolente, não era nada contra, simplesmente pediu-nos que o fizéssemos gradualmente. Assim, começámos começámos a ter a Missa Tradicional graças aos sacerdotes da Fraternidade de São Pedro. É a eles que devemos muitas vocações. Na verdade, somos um dos únicos carmelos na Europa a ter adoptado completamente o Rito Tradicional e percebemos que muitos jovens desejam essa liturgia.

in riposte-catholique.fr


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terça-feira, 6 de abril de 2021

A abissal diferença civilizacional entre a pandemia de 1918 e a de 2019

A Irmã Lúcia narra nas suas Memórias como foi a pandemia de 1918, a pneumónica ou gripe espanhola. A leitura dessa descrição mostra-nos a diferença civilizacional que existe quando vemos a reacção do mundo à pandemia de covid-19 ou vírus chinês. Comecemos pelo excerto das Memórias:

«A epidemia (pneumónica, de 1918) atingiu quase toda a gente. A mãe e minha irmã Glória andavam de casa em casa a tratar os doentes. Um dia, o ti Marto foi avisar o meu pai de que não deixasse a mãe nem as filhas andar por casa dos doentes a tratá-los, porque era uma epidemia que contagiava e podíamos, também nós, ficar doentes.

À noite, o pai, ao chegar a casa, proibiu a mãe e as filhas de irem às casas dos doentes para tratá-los. A mãe escutou, em silêncio, tudo o que o pai disse e depois respondeu:

– Olha, tu tens razão. É mesmo assim como tu dizes. Mas, olha lá, como podemos nós deixar morrer aquela gente, sem ter(em) quem lhe(s) chegue um copo de água? O melhor seria que viesses tu comigo e vias como as pessoas estão e se nós podemos deixá-los assim abandonados. E, apontando para uma grande panela que tinha pendurada na corrente da chaminé, sobre o braseiro da lareira, disse:

– Vês esta panela? Está cheia de galinhas. Algumas nem são nossas; trouxe-as de casa dos doentes, que as nossas não chegavam para tudo. Está a ferver, para fazer caldos, e já tenho aí as panelinhas que trouxe das suas casas, para lhos levar. Se tu quisesses vir comigo, ajudavas-me a levar as cestas com as panelas dos caldos e, ao mesmo tempo, vias e resolvíamos como se há de fazer.

O pai aceitou. Encheram as panelas de caldo e lá foram os dois, cada um com duas cestas, uma em cada mão. Daí a pouco, volta o pai com um bebé num bercinho e disse para a minha irmã Glória e para mim:

– Tomai conta deste menino. Os pais estão os dois de cama, com febre, e não podem olhar por ele.
Voltou a sair e, daí a pouco, regressou com mais duas crianças que já andavam, mas ainda não podiam valer-se, e disse:

– Tomai conta de mais estas duas, que não fazem senão chorar, à volta da cama dos pais, e eles estão com febre e não podem atendê-las.

E assim trouxe mais. Não me lembro quantas. No dia seguinte, vieram dizer que também em casa da tia Olímpia, estavam todos de cama com febre. Os meus pais lá foram também tratá-los. Aí, na ocasião, melhoraram todos, mas quatro ficaram sempre com algumas décimas de febre que os foram minando e, um após outro, em poucos anos, morreram quatro: o Francisco, a Jacinta, a Florinda e a Teresa.

Nesses dias, os meus pais não fizeram outra coisa mais que andar de casa em casa, a tratar dos doentes. O pai com o meu irmão Manuel tratavam também dos animais que estavam nos currais a gritar com fome, e tiravam o leite para se dar aos doentes e às crianças. (...) Foi tão grande a necessidade, que meus pais não hesitaram em deixar-me ir focar, algumas noites, em casa de uma viúva que vivia só com um filho que estava tuberculoso no último grau, para que ela pudesse descansar, sabendo que tinha ali uma criança de 11 anos, que chegasse ao filho um copo de água ou uma tigelinha de caldo, ou a chamasse, se ele precisasse de outa coisa. (...) Também advertiram o meu pai de que era temerário deixar-me ir a essa casa porque podia contagiar-me. O pai respondeu:

– Não há de Deus pagar-me com o mal o bem que eu faço por Ele!

E assim aconteceu! A confiança de meu pai não foi confundida, que tenho quase 82 anos e ainda não senti o mínimo de vestígio dessa doença!” (Memórias da Irmã Lúcia V, n.º 3, pp. 19-21)

O que vemos neste magnífico trecho? É muito simples: a Cristandade, isto é, a civilização cristã em acção exprimindo as suas virtudes: a caridade, amar o outro como a si mesmo, a heroicidade, a capacidade de sacrifício, a consciência de que estamos vivos e podemos morrer e de que morrer a fazer o bem é melhor do que viver covardemente encerrado em casa; e ainda, a confiança em Deus.

Um século volvido, temos a polícia a percorrer as estradas e altifalantes avisando: «Fique em casa»; e estamos proibidos «para nosso bem», naturalmente, de sair de casa, de ir trabalhar, de ir ajudar um vizinho, de ir ao hospital ver o nosso pai ou a nossa mãe pela última vez, ou de o ir buscar ao lar, ou de ir um funeral, etc., etc., etc..

Colocadas lado-a-lado, parecem duas civilizações diferentes. E são.

O que aconteceu, pois, entre as duas civilizações? Como chegámos a este ponto de extremo egoísmo e covardia? A resposta é simples: a Cristandade decaiu em Europa. Agora somos uma civilização sem esqueleto, sem dimensão vertical; em duas palavras: sem Deus.

Somos uma civilização que trocou as virtudes objectivas e universais, como as que enunciamos acima, por ‘valores’ subjectivos e individuais. E esta decadência civilizacional é incomparavelmente mais grave do que qualquer pandemia. Melhor dito: esta decadência civilizacional é muitíssimo mais contagiosa do que qualquer variante de covid.

Pedro Sinde in Sol


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domingo, 4 de abril de 2021

Ressuscitou, aleluia!

Cristo inocente reconciliou os pecadores com o Pai. 
A morte e a vida travaram combate estupendo: 
o autor da vida morreu mas ele vive e reina. 

Sabemos que Cristo ressuscitou, verdadeiramente, dos mortos. 
Ó Rei vencedor, tende piedade de nós. Ámen. 
Aleluia!

in Sequência de Domingo de Páscoa



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Roma: desvelar do retábulo durante o Glória na Vigília Pascal

Paróquia 'Santissima Trinità dei Pellegrini' (Fraternidade Sacerdotal de São Pedro)


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segunda-feira, 29 de março de 2021

Cardeal Sarah pede ao Papa Francisco para alterar a proibição das Missas privadas em São Pedro

«Por todas as razões aqui expostas e por outras, juntamente com um número ilimitado de baptizados (muitos dos quais não querem ou não podem exprimir o seu pensamento), peço humildemente ao Santo Padre que ordene a retirada das recentes normas emanadas do Secretariado de Estado, que carecem de justiça e de amor, não correspondem à verdade nem à lei, e não facilitam, antes põem em perigo o decoro da celebração, a devota participação na Missa e a liberdade dos Filhos de Deus.”

Com essas palavras, o Cardeal Sarah termina o seu texto sobre as novas normas que regem a celebração das Missas na Basílica de São Pedro, em Roma. O Cardeal concorda com as objeções levantadas pelos cardeais Burke, Müller e Brandüller em relação à mesma questão.

O purpurado recorda que “a celebração individual do sacerdote continua a ser obra de Cristo e da Igreja. O Magistério não só não o proíbe, mas também o aprova, e recomenda que os sacerdotes celebrem a Santa Missa todos os dias, porque uma grande quantidade de graças flui de cada Missa para o Mundo inteiro.

O Cardeal Sarah alerta que é “um facto singular obrigar os padres a concelebrar. Os padres podem concelebrar se quiserem, mas será que a concelebração pode ser imposta? As pessoas vão dizer: se não quer concelebrar, vá para outro lugar! Mas é este o espírito acolhedor da Igreja que queremos encarnar?"

E acrescenta:

"Muitos padres vêm a Roma em peregrinação! É muito normal que eles, mesmo que não tenham um grupo de fiéis que os acompanhe, alimentem o desejo saudável e belo de poder celebrar a Missa em São Pedro, talvez no altar dedicado a um santo pelo qual têm especial devoção. Há quantos séculos a Basílica acolhe esses padres? E por que razão já não os quer receber se eles não aceitam a imposição da concelebração?"

O purpurado pergunta também: "O que farão os sacerdotes que chegam a Roma e não sabem [falar] italiano? Como conseguirão concelebrar em São Pedro, onde as concelebrações acontecem apenas em italiano?"

O Prefeito emérito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos aponta para a questão da Missa Tridentina:

«... com base nas novas normas, o que deve fazer um sacerdote que deseja legitimamente continuar a celebrar a Missa individualmente? Ele não teria escolha a não ser celebrá-la na forma extraordinária, uma vez que está impedido de celebrá-la individualmente na forma ordinária.

E também aponta que as disposições do Papa Bento XVI estão a ser violadas:

«A decisão quanto à forma extraordinária do Rito Romano também é singular, está especificado que tais celebrações serão realizadas apenas por padres "autorizados". Essa indicação, além de não respeitar as normas contidas no Motu Proprio 'Summorum Pontificum' de Bento XVI, também é ambígua: quem deve dar a autorização a esses padres?



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Mais interessa a virtude do que a reputação

As pessoas que são frágeis e sensíveis em relação à sua reputação assemelham-se às que, ao mais leve sinal de incómodo, tomam medicamentos, pois pensam que assim mantêm a sua saúde, enquanto, na prática, a deterioram. Aquelas que querendo manter tão delicadamente a sua reputação a perdem inteiramente, porque, com esta sensibilidade, se tornam bizarras, obstinadas, insuportáveis e provocam a malícia dos maledicentes.

A reputação é simplesmente como uma insígnia que dá a conhecer onde está alojada a virtude. Portanto, a virtude deve ser preferida em tudo e em toda parte. Se as pessoas dizem que és um hipócrita porque te submetes à devoção; se és tido como homem de pouca fibra porque perdoaste a injúria, não faças caso de tudo isto. 

Porque esses julgamentos são feitos por pessoas néscias e estúpidas na tentativa que a pessoa perca a sua reputação, mas nem por isso deve abandonar a virtude nem afastar-se do seu caminho, tanto mais que se deve preferir o fruto às folhas, isto é, o bem interior e espiritual a todos os bens exteriores. É preciso ser zeloso, mas não idólatra de nossa reputação; e como não se deve ofender os olhos dos bons, também não se deve querer contentar o dos malignos.

São Francisco de Sales in 'Introduction à la vie dévote' (III, cap. VII, I, 120-121)


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sábado, 27 de março de 2021

O que é a Correcção Fraterna?

CORREÇÃO FRATERNA é a admoestação feita ao próximo, privadamente e procedendo da caridade fraterna, para emenda de delito. Pode ser coativa, e pertence ao Superior e ostensiva, e pertence a todos. Ambas são de preceito, mas a segunda só quando o delinquente pode ser corrigido sem incômodo, com
esperança de emenda, e não havendo Superior. 

O Superior deve ser corrigido pelos súditos, mas secretamente, com mansidão e reverência, a não ser que, por causa do perigo da fé, deva ser feita em público. A correção deve ser feita: 

1) em segredo, ao delinquente; 
2) particularmente ao Superior, em segredo; 
3) perante testemunhas; 
4) publicamente. 

Mas esta ordem deve ser guardada somente quanto aos pecados ocultos. O que deixa de fazer a correção fraterna, por não esperar emenda ou por pensar que resulta pior, não peca. O Apóstolo São Paulo ensina como deve ser feita o correção: «Não repreendas com aspereza ao velho, mas admoesta-o como a pai; aos jovens como a irmãos; às velhas como a mães; às jovens como a irmãs, com toda a pureza. Aos pecadores repreende-os diante de todos, para que também os outros tenham medo» (Ep. I Timót. V, 1, 2, 20).

Quem corrige ou castiga deve fazê-lo com caridade, embora algumas vezes com severidade, e não para satisfazer a um movimento de ira, ou de vingança, ou de simples mau humor. Devemos aceitar a correção assim como o castigo com humildade, esperando que de algum proveito nos servirá.

Padre José Lourenço in 'Dicionário da Doutrina Católica'


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terça-feira, 23 de março de 2021

Confissão: faça chuva ou faça sol




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Basílica de São Pedro: cada vez mais um museu

Há poucos dias, para surpresa de muitos, foi publicada uma directiva (não se sabe emanada por quem) afixada na porta da sacristia da Basílica de São Pedro: estavam proibidas as Missas individuais e apenas aceites as concelebrações, em dois altares da Basílica.

Em São Pedro, das 7 às 9 da manhã, os 45 altares e 11 capelas, eram usados por sacerdotes para celebrar as suas Missas privadas, às quais, muitas vezes, se juntavam fiéis que ali estavam a visitar a Basílica ou que lá iam de propósito. Agora, todos se têm de concentrar em dois altares. 

O número de Missas rezadas na Basílica Vaticana desceu vertiginosamente. Quem já a visitou nestas manhãs estranha a falta de sacerdotes nos altares e diz que aquele espaço é, agora, muito menos uma igreja e mais um museu, que serve quase exclusivamente para visitas turísticas.

Muitos dos sacerdotes que lá iam eram os oficiais dos Dicastérios Romanos, que á celebravam a "sua" Missa antes de começarem a trabalhar nos escritórios da Cúria. Essa Missa era um dos poucos trabalhos verdadeiramente sacerdotais que tinham no seu dia-a-dia. Com esta proibição, serão cada vez mais trabalhadores de escritório e menos sacerdotes.


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segunda-feira, 22 de março de 2021

A Natureza não é nossa Mãe, é nossa Irmã

O darwinismo pode ser usado para dar suporte a duas moralidades insensatas, mas nunca poderá ser usado para dar suporte a uma única moralidade sã. O parentesco e a competição entre todas as criaturas vivas podem ser usados com motivo para sermos insanamente cruéis ou insanamente sentimentais, mas não para um amor sadio pelos animais. 

Na base evolucionista podemos ser desumanos ou absurdamente humanos, mas não podemos ser humanos. O facto de nós e o tigre sermos um só pode ser uma razão para sermos compassivos para com o tigre. Ou pode ser uma razão para sermos tão cruéis como o tigre. Podemos ensinar um tigre a imitar-nos, mas não podemos, com muito mais rapidez, imitar o tigre. No entanto, em nenhum dos casos a evolução nos dirá como tratar um tigre racionalmente, isto é, admirar-lhe as listas e evitar-lhes as garras.

Se desejamos tratar um tigre racionalmente, teremos de voltar ao jardim do Éden. Continua a vir-me à mente uma lembrança obstinada: apenas o sobrenatural tem uma visão sã da Natureza. A essência de todo o panteísmo, do evolucionismo e da moderna religião cósmica está, realmente, nesta afirmação: a Natureza é nossa mãe. Infelizmente, se olharmos a Natureza como mãe, descobriremos que ela é uma madrasta. A questão principal do Cristianismo era esta: a Natureza não é nossa mãe; a Natureza é nossa irmã. 

Podemos orgulhar-nos da sua beleza, pois temos o mesmo pai; mas ela não tem nenhuma autoridade sobre nós; temos de admirá-la, mas não imitá-la. Isto dá ao prazer tipicamente cristão, na Terra, um estranho toque de leveza que quase chega à frivolidade. A Natureza foi uma mãe severa para os adoradores de Isis e Cibele; a Natureza foi uma mãe severa para Wordsworth ou para Emerson. 

Mas a Natureza não é severa para S. Francisco de Assis ou para George Herbert. Para S. Francisco de Assis, a Natureza é uma irmã, uma irmã mais nova: pequena e que gosta de dançar, de quem rimos e a quem também amamos.

G.K. Chesterton in Ortodoxia


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sexta-feira, 19 de março de 2021

5 grandiosas verdades sobre São José

1. A figura de São José no Evangelho
Sabemos que não era uma pessoa rica; era um trabalhador como milhões de homens no mundo. Exercia o ofício fatigante e humilde que Deus escolheu também para Si quando tomou a nossa carne e viveu trinta anos como uma pessoa mais entre nós. A Sagrada Escritura diz que José era artesão.

2. Uma forte personalidade
Das narrações evangélicas depreende-se a grande personalidade humana de S. José: em nenhum momento nos aparece como um homem diminuído ou assustado perante a vida; pelo contrário, sabe enfrentar-se com os problemas, superar as situações difíceis, assumir com responsabilidade e iniciativa os trabalhos que lhe são encomendados.

Não estou de acordo com a forma clássica de representar S. José como um homem velho, apesar da boa intenção de se destacar a perpétua virgindade de Maria. Eu imagino-o jovem, forte, talvez com alguns anos mais do que a Virgem, mas na pujança da vida e das forças humanas.

3. A pureza nasce do amor
Para viver a virtude da castidade não é preciso ser-se velho ou carecer de vigor. A castidade nasce do amor; a força e a alegria da juventude não constituem obstáculo para um amor limpo. Jovem era o coração e o corpo de S. José quando contraiu matrimónio com Maria, quando conheceu o mistério da sua Maternidade Divina, quando vivei junto d'Ela respeitando a integridade que Deus lhe queria oferecer ao mundo como mais um sinal da sua vinda às criaturas. Quem não for capaz de compreender um amor assim conhece muito mal o verdadeiro amor e desconhece por completo o sentido cristão da castidade.

4. Todos os dias, trabalho
José era artesão da Galileia, um homem como tantos outros. E que pode esperar da vida um habitante de uma aldeia perdida, como era Nazaré? Apenas trabalho, todos os dias, sempre com o mesmo esforço. E, no fim da jornada, uma casa pobre e pequena, para recuperar as forças e recomeçar o trabalho no dia seguinte.

Mas o nome de José significa em hebreu Deus acrescentará. Deus dá à vida santa dos que cumprem a sua vontade dimensões insuspeitadas, o que a torna importante, o que dá valor a todas as coisas, o que a torna divina. À vida humilde e santa de S. José, Deus acrescentou - se me é permitido falar assim - a vida da Virgem Maria e a de Jesus Nosso Senhor. Deus nunca se deixa vencer em generosidade. José podia fazer suas as palavras que pronunciou Santa Maria, sua Esposa: Quia fecit mihi magna qui potens est, fez em mim grandes coisas Aquele que é todo poderoso quia respexit humilitatem, porque pôs o seu olhar na minha pequenez.

5. Um homem em quem Deus confiou
José era efectivamente um homem corrente, em quem Deus confiou para realizar coisas grandes. Soube viver exactamente como o Senhor queria todos e cada um dos acontecimentos que compuseram a sua vida. Por isso, a Sagrada Escritura louva José, afirmando que era justo. 

E, na língua hebreia, justo quer dizer piedoso, servidor irrepreensível de Deus, cumpridor da vontade divina; outras vezes significa bom e caritativo para com o próximo. Numa palavra, o justo é o que ama a Deus e demonstra esse amor, cumprindo os seus mandamentos e orientando toda a sua vida para o serviço dos seus irmãos, os homens. 

S. Josemaria Escrivá in Cristo que passa, 40


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quarta-feira, 17 de março de 2021

Tomada de hábito de 6 novas Irmãs Adoradoras

Seis jovens postulantes tomaram o hábito das Irmãs Adoradoras, ligadas aos Instituto Cristo Rei e Sumo Sacerdote. A cerimónia teve lugar na sua casa de formação em Nápoles. Rezemos por mais e santas vocações religiosas.











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terça-feira, 16 de março de 2021

Bispo fechou a igreja para tentar impedir a Missa Tradicional mas não resultou



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16 de Março: o milagre de São Filipe Néri no Palazzo Massimo

Ao reler por estes dias uma biografia de S. Filipe Néri («Filipe Neri, o Sorriso de Deus», de Guilherme Sanches Ximenes, Ed. Quadrante), reparei na quase coincidência de datas de um estranho episódio, ocorrido há aproximadamente 5 séculos num dia 16 de Março.

O protagonista viveu os anos duros da Renascença, que dilaceraram a cristandade com as revoltas protestantes (de Lutero, de Zwinglio, de Calvino, de Henrique VIII, de Melanchthon) e fustigaram a Europa com guerras generalizadas, incluindo violências contra a cidade de Roma por parte de imperadores ditos católicos. Estes tempos difíceis foram também uma época de grandes santos, que sacudiram a tibieza e a corrupção da sociedade com propostas exigentes de renovação espiritual. 

Conviveram com S. Filipe Neri muitas figuras deste calibre, como Santo Inácio de Loyola, S. Pio V, S. Carlos Borromeo e são contemporâneos dele Santa Teresa de Ávila, S. João da Cruz e S. Pedro de Alcântara. Mas Filipe não foi herege nem reformador austero, foi um santo brincalhão, desconcertante, ao mesmo tempo que um grande santo.

Era um homem de profunda oração, mas até nisso não perdeu o humor, por vezes atrevido com o próprio Deus. Até nos milagres, S. Filipe Néri foi original.

O episódio que me chamou a atenção começou de forma dramática quando a Sra. Lavinia, mulher de Fabrizio Massimo, amigo de S. Filipe, estava para dar novamente à luz. O casal já tinha cinco filhas, mas o sexto parto ia muito mal encaminhado. Fabrizio recorreu a S. Filipe e este, depois de rezar, tranquilizou-o com toda a segurança: tudo ia correr bem, iam ter um rapaz saudável e deveriam dar-lhe o nome de Paolo. Realmente, tudo aconteceu como previsto.

Catorze anos depois, já a mãe do rapaz tinha morrido e também uma das irmãs, Paolo adoece gravemente. A doença arrasta-se por vários meses e Filipe visita-o todos os dias. Finalmente, o jovem entra em agonia. Filipe foi chamado à pressa mas, como estava a celebrar a Missa, demorou algum tempo e só chegou quando o rapaz já tinha morrido.

A cena é fácil de imaginar: o cadáver inerte sobre a cama, rodeado pelo pai, as irmãs e os vizinhos, a chorar e a prepararem o enterro.

Filipe ajoelhou-se perto da cama em oração. Rigoroso silêncio. A seguir, pegou num frasco de água benta, aspergiu o corpo e chamou com força: «Paolo! Paolo!». Paolo abriu os olhos e disse «Padre». Filipe e Paolo ficaram a conversar um quarto de hora, como se nada fosse, rodeados pelos circunstantes, boquiabertos. A certa altura, Filipe pergunta a Paolo se queria continuar vivo ou se preferia ir para junto da mãe e da irmã, no Céu. Paolo escolheu a segunda alternativa. 

No processo de canonização, o próprio pai testemunhou o acontecido: «Então, Filipe, na minha presença, deu-lhe a bênção e, impondo-lhe a mão sobre a fronte, disse-lhe –e eu o ouvi–: “Vai, sê abençoado e reza a Deus por mim”. E tendo Filipe dito estas palavras, Paolo, com o semblante sereno, sem fazer nenhum gesto, nas mãos desse bem-aventurado sacerdote, na minha presença..., voltou subitamente a morrer».

No palácio da família Massimo celebra-se todos os anos, no dia 16 de Março, data do milagre, uma Missa em recordação deste episódio.

José Maria C.S. André


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Santa Sé esclarece que não é lícito abençoar parelhas do mesmo sexo

Face à confusão que existe em algumas dioceses mais progressistas, nomeadamente na Alemanha, a Congregação para a Doutrina da Fé respondeu a um Dubium sobre a possibilidade que uma parelha de pessoas do mesmo sexo recebesse uma bênção por parte de um membro do clero. A resposta foi muito clara: Não. Jamais. Em parte alguma.

Aqui ficam alguns trechos do documento com a resposta:

"Não é lícito conceder uma bênção a relações, ou mesmo a parcerias estáveis, que implicam uma prática sexual fora do matrimônio (ou seja, fora da união indissolúvel de um homem e uma mulher, aberta por si à transmissão da vida), como é o caso das uniões entre pessoas do mesmo sexo. (...)

Já que as bênçãos sobre as pessoas possuem uma relação com os sacramentos, a bênção das uniões homossexuais não pode ser considerada lícita, enquanto constituiria de certo modo uma imitação ou uma referência de analogia à bênção nupcial, invocada sobre o homem e a mulher que se unem no sacramento do Matrimónio, dado que «não existe fundamento algum para assimilar ou estabelecer analogias, nem sequer remotas, entre as uniões homossexuais e o desígnio de Deus sobre o matrimónio e a família». (...)

A Igreja não dispõe, nem pode dispor, do poder de abençoar uniões de pessoas do mesmo sexo no sentido acima indicado.

O Sumo Pontífice Francisco, no curso de uma Audiência concedida ao abaixo assinado Secretário desta Congregação, foi informado e deu seu assentimento à publicação do mencionado Responsum ad dubium, com a Nota explicativa anexa.
 
Dado em Roma, da Sede da Congregação para a Doutrina da Fé, aos 22 de Fevereiro de 2021, Festa da Cátedra de São Pedro, Apóstolo."
 
Luis F. Card. Ladaria, S.I.
Prefeito

 

 

Giacomo Morandi

Arcebispo tit. de Cerveteri
Secretário
 


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