sexta-feira, 7 de maio de 2021
Morreu o Padre Aulagnier, conselheiro de Mons. Lefebvre e um dos fundadores do IBP
quarta-feira, 5 de maio de 2021
Apelo contra a destruição do Matrimónio por parte da Igreja Alemã
5 de
Maio de 2021
S. Pii V PapæetConf.
1.
O caminho sinodal alemão, apresentado em 2019,
tem-se constituído, ao longo destes dois anos, um terreno fértil para a
planificação e a consequente massificação de ideias e teorias claramente
contrárias ao Magistério imutável e contínuo da Santa Igreja Católica, fundada
pelo Divino Salvador sobre a rocha firme dos Apóstolos (Mt 16, 18). Entre os
erros difundidos, constam o ataque declarado ao Sacerdócio, tanto por meio da
tentativa de abolição do celibato eclesiástico quanto pela imposição da
ordenação de mulheres, e ao Matrimónio, concretamente querendo atacar a união
indissolúvel entre um homem e uma mulher, e impondo e equiparando as uniões
sodomitas àquele amor que Nosso Senhor Jesus Cristo elevou a sacramento.
2.
A esse respeito, oCatecismo da Igreja Católicaapresenta«o pacto matrimonial, pelo qual o homem e a mulher
constituem entre si a comunhão íntima de toda a vida, ordenado pela sua índole
natural ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole»[1].
3.
Pelo contrário, o clero alemão, a
começar pela hierarquia, salvo raras excepções, afastando-se escandalosamente
do ensinamento constante da Igreja, sugere, entre outras coisas, a demolição do
Matrimónio, tendo sido convocado, para10 de Maio, um dia de “bênção” para todos
os apaixonados, incluindo, como seria de esperar, as parelhas homossexuais, em
claro desrespeito do responsumda Congregação para a Doutrina da Fé, de
22 de Fevereiro de 2021, a um dubium sobre a bênção de uniões de pessoas
do mesmo sexo. No documento vaticano, tornado público em várias línguas, lê-se
que «não é lícito conceder uma bênção a relações, ou mesmo a parcerias
estáveis, que implicam uma prática sexual fora do matrimónio (ou seja, fora da
união indissolúvel de um homem e uma mulher, aberta por si à transmissão da
vida), como é o caso das uniões entre pessoas do mesmo sexo»[2], sendo reiterado que «a
Igreja (…) não abençoa nem pode abençoar o pecado»[3]. Segundo consta, são já
mais de 2.500 os sacerdotes, diáconos e demais agentes pastorais associados a
esta iniciativa, o que demonstra uma manifesta aversão à Tradição da Igreja e
às normas por ela estipuladas.
4.
Segundo o Código de Direito
Canónico, o cisma é «a recusa da sujeição ao Sumo Pontífice ou da comunhão
com os membros da Igreja que lhe estão sujeitos»[4], incorrendo, desta forma,
em excomunhão latæsententiæ todo aquele que o promover. Tudo leva a crer
que o caminho sinodal alemão, a cada dia, tende a converter-se num passo para o
cisma e a heresia declarada.
5.
Preocupados com esta lastimável
situação, nós Pastores da Igreja Católica e fiéis leigos empenhados na defesa
da Verdade da Fé, apelamos ao Santo Padre que tome as devidas medidas para
terminar com o caminho sinodal alemão e, se necessário, aplicar as respectivas
sanções canónicas aos impulsionadores deste tremendo desvio doutrinal e de
comunhão com as Chaves de Pedro.
6. Por outro lado, convocamos, para o mesmo dia 10 de Maio, uma jornada internacional de oração e de reparação por todas as ofensas e sacrilégios cometidos pelos Pastores desviados da Igreja alemã, apelando a queseja recitada, em público ou em privado, a ladainha do Sagrado Coração de Jesus e, sempre que possível, que seja oferecidaa Santa Missa pro remissionepeccatorum e a Comunhão reparadora.
PRELADOS
1. Cardeal Joseph Zen, Bispo emérito de Hong Kong
2. D. Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar deAstana, Cazaquistão
3. D. Marian Eleganti, Bispo Auxiliar emérito de Coira, Suíça
SACERDOTES
4. P. Miguel Coelho, Arquidiocese de Évora, Portugal
5. P. José Andrade, Arquidiocese de Braga, Portugal
6. P. Duarte Sousa Lara, Diocese de Lamego, Portugal
7. P. Manuel Vaz Patto, Diocese de Coimbra, Portugal
8. P. Hélder Ruivo, Diocese de Aveiro, Portugal
9. P. Armin Maria Kümin, Ordem da Santa Cruz, Portugal
10. P. Manuel de Pina Pedro, Diocese de Leiria-Fátima, Portugal
11. P. Gerald E. Murray, Arquidiocese de Nova Iorque, EUA
12. P. Tiago Ribeiro e Pinto, Diocese de Setúbal, Portugal
13. P. SamueleCecotti, Osservatorio Van ThuansullaDottrinaSocialedella Chiesa,
Diocese de Trieste, Itália
14. P. António Alexandre de Oliveira, Diocese de Campo Limpo, Brasil
15. P. Alfredo Maria Morselli, Arquidiocese de Bolonha, Itália
ADVOGADOS
16. Ives Gandra da Silva Martins, Advogado, São Paulo, Brasil
17. Miguel da Costa Carvalho Vidigal, Advogado, São Paulo, Brasil
18. Luís Filipe Esquível Freire de Andrade, Advogado,
Coimbra, Portugal
19. Carlos Vitor Santos Valiense, Advogado, Bahia, Brasil
JORNALISTAS E EDITORES
20.
Marco Tosatti, Jornalista, Roma, Itália
21. FabioScaffardi, Jornalista, Florença, Itália
22. Eugene Rosenblum, Editor-Chefe de Trailway, Rússia
23. António Carlos de Azeredo, Editor, Porto, Portugal
24. José Barbosa Soares, Conselheiro Editorial, Porto, Portugal
PROFISSIONAIS DE SAÚDE
25.
Teresa Kaufeler, Médica Psiquiatra, Österreich, Áustria
26. Joana Luísa Nigra de Castro e Sousa de Noronha, Médica,
Lisboa, Portugal
27. Nelson Machado da Silva Lima, Médico Neurocirurgião, Belém do Pará,
Brasil
28. Maria Cabral Martins, Enfermeira, Mestre em Saúde Mental e Psiquiátrica
pela Escola Superior de Enfermagem do Porto, Porto,
Portugal
29. ElzbietaAgnieszka, Enfermeira, Roma, Itália
30. Salvador Olazabal, Psicólogo, Faculdade de Psicologia e de Ciências da
Educação da Universidade do Porto, Porto, Portugal
31. Maria José Côrte-Real Freire de Andrade, Psicóloga, Coimbra, Portugal
PROFESSORESE PROFISSIONAIS
32. Armando Alexandre dos Santos, Professor Universitário, Licenciado em
História e em Filosofia, Doutor pela Universidad de Alicante, Piracicaba, Brasil
33. Michael Hesemann, Historiador e autor,Neuss, Alemanha
34. StanislawStrutynski, Presidente da Una Voce Rússia, Rússia
35. Elena Mancini, Docente, Linz, Áustria
36. Ricardo Luiz Silveira da Costa, Professor Universitário, Rio de Janeiro,
Brasil
37. Ibsen José Casas Noronha, Professor Universitário, Coimbra, Portugal
38. Pedro Affonseca, Presidente do Centro Dom Bosco e licenciado em Direito
pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de
Janeiro, Brasil
39. Álvaro Mendes, Vice-Presidente do Centro Dom Bosco e Doutorado em
Economia pela Universidade Federal de Minas Gerais, Rio
de Janeiro, Brasil
40. Bruno Mendes, Director-Geral do Centro Dom Bosco, Doutorado em
Administração pela Pontifícia Universidade Católica do
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
41. Giuseppe Sorrentino, Professor de Matemática aposentado, Avezzano, Itália
42. Eduardo Almeida, Licenciado em História pelaFaculdade
de Letras da Universidade do Porto, Porto, Portugal
43. João Augusto Lobato Rodrigues, Economista, Mestre em Desenvolvimento
Regional e Doutorando em Gestão Social, Belém do Pará, Brasil
44. Alexandra de Almeida Tété, Gestora, Licenciada em Relações
Internacionais, Porto, Portugal
45. Amadeu Fernandes, Engenheiro Mecânico, Viseu, Portugal
46. CorradoGnerre, Guia Nacional do C3S, Benevento, Itália
47. Diogo de Campos, Tradutor, Viana do Castelo, Portugal
48. Luís Ferrand d’Almeida, Licenciado em Guia-Intérprete pelo Instituto
Superior de Novas Profissões, Viseu, Portugal
49. Maria da Graça Poças da Cruz Marcelino, Licenciada em História pela
Universidade Nova de Lisboa, Viseu, Portugal
50. Maria do Carmo Olazabal, Engenheira Biomédica, Faculdade de Engenharia
da Universidade do Porto, Porto, Portugal
51. Maria Francisca Gomes, Designer Multimédia, Faculdade de Belas-Artes da
Universidade de Lisboa, Porto, Portugal
52. Paula Andrea Caluff Rodrigues, Arquitecta, Mestre em Património
Cultural e Doutoranda em Comunicação, Linguagem e Cultura, Belém do Pará, Brasil
53. Pedro Sinde, Bibliotecário, Licenciado em Filosofia pela Faculdade de
Letras da Universidade do Porto, Mirandela, Portugal
54. Miguel Lançós de Sottomayor, Oficial de Marinha, Lisboa, Portugal
55. Lara EngeMaggione, Engenheira Agrónoma,
Lisboa, Portugal
56. Nicolau Pinto Coelho, Licenciado em Arquitectura pela Faculdade de
Arquitectura da Universidade do Porto, Porto, Portugal
57. Barbara Lambiase, Gráfica, Diplomada no sector dos Media, Munique, Alemanha
58. Giuseppina Nigro, Aposentada, Roma, Itália
59. GiovannaRuggeri, Dona de casa, Lumezzane, Itália
60. Alessandra Perfetti, Desempregada, Licenciada em Filosofia pela
UniversitàdegliStudidi Milano e licenciada em Psicologia Clínica pela
UniversitàdegliStudidi Torino, Macerata, Itália
61. Enrico Donà, pai de 4 filhos, Innsbruck, Áustria
62. Elena Martinz, mãe de 4 filhos, Innsbruck, Áustria
63. Mauro Reginato, pai de 2 filhos, Innsbruck, Áustria
64. Martina Pappagallo, mãe de 2 filhos, Innsbruck, Áustria
65. GüntherHofer, pai de 2 filhos, Innsbruck, Áustria
66. FedericaSparpaglia, mãe de 2 filhos, Innsbruck, Áustria
67. MaurizioSeghieri, pai de 2 filhos, Montecatini Terme, Pistoia, Itália
68. Irene Ibellani, mãe de 2 filhos, Montecatini Terme, Pistoia, Itália
ESTUDANTES
69. Afonso de Almeida Tété Machado, Estudante de Medicina no Instituto de
Ciências Biomédicas Abel Salazar, Porto, Portugal
70. Francisco José Ferrand d’Almeida, Estudante Universitário, Viseu,
Portugal
71. Henrique José Ferrand d’Almeida, Estudante Universitário, Viseu,
Portugal
72. Camila Caluff Rodrigues de Lima, Estudante de Direito, Belém do Pará,
Brasil
[1] Cfr. Catecismo
da Igreja Católica, n. 1601.
[2]
Congregação para a Doutrina da Fé, Responsum da Congregação para a Doutrina
da Fé a um dubium sobre a bênção de uniões de pessoas do mesmo sexo.
[3]Ibidem.
[4] Cfr. Código de Direito Canónico, cân. 751.
Os interessados em subscrever deverão enviar o nome, a profissão, a área de formação, a cidade e o país para christusvincit2021@protonmail.
terça-feira, 4 de maio de 2021
22 milhões de bebés do sexo feminino abortados na Índia
domingo, 2 de maio de 2021
sábado, 1 de maio de 2021
São José, Artesão
sexta-feira, 30 de abril de 2021
O problema da Liberdade segundo o Bispo Fulton Sheen
quinta-feira, 29 de abril de 2021
Os namorados devem viver juntos? Não é boa ideia!
quarta-feira, 28 de abril de 2021
Muita paciência para os animais e pouca para as pessoas
A Presença de Deus
A Santa Isabel da Trindade[1][2], uma carmelita, foi-lhe concedida a enorme Graça do reconhecimento interior da Presença de Deus Uno e Trino na sua alma. Vivia, por isso, quotidianamente, mergulhada no Mistério de Deus em si. Por isso, afirmava que já vivia o Céu na terra. De facto, o Céu, ultimamente, é Deus: a plena Comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Evidentemente que nestes textos telegráficos que vou enviando, não irei desenvolver esta espiritualidade, verdadeiramente infundida pelo Espírito Santo[3].
E, assim, enunciarei somente breves tópicos:
a) Quem assim vive ou aprende a viver estará praticamente imune aos ataques do Maligno (suposta, é claro, a vida Sacramental habitual).
b) Um confrade Sacerdote contou-me que a partir, não da confissão sacramental, mas somente de algumas conversas espirituais entendeu que a pessoa que o consultava experimentava uma grande dificuldade em vencer-se num pecado sexual. Este Padre, com uma audácia temerária, um dia disse-lhe. Faz então isso que costumas fazer aqui à frente de mim. A pessoa sentiu-se chocada, envergonhada e incapaz do acto, como era de esperar. Pelo que o Sacerdote lhe disse, se tu só pelo facto da minha presença, ultrapassas-te a tentação e o pecado, muito mais alcançarás fazê-lo se tiveres consciência da Presença de Deus que a tudo e a todos está presente.
c) Quanta gente, talvez em especial jovens, que usa uma linguagem indecorosa e que se comporta muito inadequadamente, estando na presença de adultos ou, pelo menos de pessoas que respeitam, se comportam como pessoas muito bem-educadas? Pois, com maior razão o farão se praticarem este exercício da consciência da Presença de Cristo e da Trindade.
d) É triste que esta Espiritualidade não seja pregada e ensinada habitualmente, uma vez que se perdem muitas Graças e se evitariam muitos pecados.
À honra de Cristo. Ámen.
Padre Nuno Serras Pereira
[1] As mais belas páginas de Isabel da Trindade: http://www.carmelo.pt/index.
[2] Isabel Catez nasceu, no campo militar de Avor, perto de Bourges, França. O seu pai era capitão do exército francês. Desde muito cedo que Isabel mostrou ser uma criança turbulenta, muito viva, faladora, precoce e de temperamento colérico. A sua mãe quando fala dela nalgumas cartas chama-a «autêntico diabinho». E a sua irmã não hesita em escrever que era «um verdadeiro diabo». Chega mesmo a dizer que era tão violenta que os familiares a ameaçaram enviar para uma casa de correcção.
No entanto, a sua mãe, atenta, soube modelar a fúria de Isabel e fazer sobressair nela a ternura e docilidade. E de tal maneira a ternura ganhou terreno que o maior castigo de Isabel acontecia quando a sua mãe, à noite, se despedia dela sem lhe dar um beijo. Então, Isabel compreendia que não se tinha portado bem, e, meditando fazia exame de consciência e corrigia-se. Isabel era ainda uma criança quando a sua família se mudou para a cidade de Dijon. Aqui Isabel perdeu o pai tão querido que a morte lhe roubou. O dia da primeira comunhão, a 19 de Abril de 1891, foi «o grande dia» da vida de Isabel.
Tinha então 10 anos, pois nascera no dia 18 de Julho de 1880. Estudou piano desde os 8 anos de idade no Conservatório, vindo a tornar-se uma «excelente pianista», segundo expressão do seu professor de música. Participou em concertos organizados, e, os jornais falaram do seu grande talento ainda mal a menina Catez chegava aos pedais do piano. Entre músicas e festivais, bailes, férias e diversões foram decorrendo os anos de Isabel.
Seguindo o Caminho que é Cristo, a Irmã Isabel entrou no mistério de Deus através de Maria a quem gosta de chamar a Porta do céu. Seguindo os nossos pais e mestres~, Teresa de Jesus e, sobretudo, João da Cruz, de quem constantemente fala nos seus escritos, Isabel mergulha no mistério das Três Pessoas Divinas, nesse Oceano sem fundo que é a Santíssima Trindade e que ela se sente envolvida por dentro e por fora. Tal como S. João da Cruz se sentiu fascinado pela formosura de Deus, também Isabel da Trindade se sente atraída pela beleza de Deus. Isabel gostava de ver o sol penetrar nos claustros e recordar aquela comparação de Santa Teresa que dizia que a alma é como um cristal que reflecte a Deus. A nossa irmã deixou-nos este testemunho: «cada dia na minha vida de esposa me parece mais belo, mais luminoso, mais envolto em paz e amor».











