terça-feira, 15 de junho de 2021

sábado, 12 de junho de 2021

Devoção




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Ladainha ao Sagrado Coração de Jesus

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

Deus Pai dos céus, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, Filho do Pai Eterno, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, formado pelo Espirito Santo no seio da Virgem Mãe, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, de majestade infinita, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, templo santo de Deus, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, tabernáculo do Altíssimo, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, casa de Deus e porta do céu, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, receptáculo de justiça e amor, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, abismo de todas as virtudes, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, digníssimo de todo o louvor, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, rei e centro de todos os corações, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, no qual estão todos os tesouros da sabedoria e ciência, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, no qual habita toda a plenitude da divindade, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, no qual o Pai celeste põe as suas complacências, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, de cuja plenitude nós todos participamos, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, desejo das colinas eternas, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, paciente e misericordioso, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, rico para todos os que vos invocam, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, fonte de vida e santidade, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, propiciação para os nossos pecados, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, saturado de opróbios, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, atribulado por causa de nossos crimes, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, feito obediente até a morte, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, atravessado pela lança, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, fonte de toda a consolação, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, nossa vida e ressurreição, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, nossa paz e reconciliação, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, vítima dos pecadores, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, salvação dos que em vós esperam, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, esperança dos que em vós expiram, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, delícia de todos os Santos, tende piedade de nós.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.

V. — Jesus, manso e humilde de coração,
R. — Fazei o nosso coração semelhante ao vosso.

ORAÇÃO
Omnipotente e sempiterno Deus, olhai para o Coração de vosso diletíssimo Filho e para os louvores e satisfações que ele vos tributa em nome dos pecadores, e àqueles que invocam vossa misericórdia, concedei benigno o perdão, em nome do mesmo Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina juntamente com o Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.

Para concluir, a seguinte fórmula de consagração
(300 dias de indulgência. Leão XIII, Decreto de 28 de Maio de 1887)

Recebei, Senhor, minha liberdade inteira. Aceitai a memória, a inteligência e a vontade do vosso servo. Tudo o que tenho ou possuo, vós mo concedestes, e eu vo-lo restituo e entrego inteiramente à vossa vontade para que o empregueis. Dai-me só vosso amor e vossa graça, e serei bastante rico e nada mais vos solicitarei.

Doce Coração de Jesus, sede o meu amor.
(300 dias — Pio IX)

Doce Coração de Maria, sede a minha salvação.
(300 dias — Pio IX)



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sexta-feira, 11 de junho de 2021

Sagrado Coração de Jesus

Na festividade de São João Evangelista de 1673, uma menina de vinte e cinco anos, a Irmã Margarida Maria, recolhida em oração diante do Santíssimo Sacramento, teve o singular privilégio da primeira manifestação visível de Jesus, que se repetiria por outros dois anos, todas as primeiras sextas-feiras do mês.

Em 1675, durante a oitava do Corpus Domini, Jesus manifestou-se-lhe com o peito aberto e, apontando com o dedo seu coração, exclamou: 

"Eis o Coração que tanto amou os homens a ponto de nada poupar até se exaurir e se consumir para demonstrar-lhes o seu amor. E em reconhecimento não recebo senão ingratidão da maior parte deles, pelas suas irreverências e seus sacrilégios, e pelas friezas e os desprezos que têm para comigo neste sacramento de amor.
Mas aquilo que ainda é para mim mais doloroso é que são corações que me são consagrados que me tratam assim."

Santa Margarida Maria de Alacoque teve extraordinárias revelações por parte de Jesus Cristo, que a incumbiu pessoalmente de divulgar e propagar no mundo esta piedosa devoção. Jesus deixou doze grandes promessas às pessoas que, aproveitando-se da Sua Divina Misericórdia, participassem das comunhões reparadoras das primeiras sextas-feiras:

1. Dar-lhes-ei todas as graças necessárias ao seu estado de vida.
2. Estabelecerei a paz nas suas famílias.
3. Abençoarei os lares onde for exposta e honrada a imagem do Meu Sagrado Coração.
4. Hei-de consolá-los em todas as dificuldades.
5. Serei o seu refúgio durante a vida e em especial na hora da morte.
6. Derramarei bênçãos abundantes sobre todos os seus empreendimentos.
7. Os pecadores encontrarão no Meu Sagrado Coração uma fonte e um oceano sem fim de Misericórdia.
8. As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas.
9. As almas fervorosas ascenderão rapidamente a um estado de grande perfeição.
10. Darei aos sacerdotes o poder de tocarem os corações mais empedernidos.
11. Aqueles que propagarem esta devoção terão os seus nomes escritos no Meu Sagrado Coração e d’Ele nunca serão apagados.
12. Prometo-vos, no excesso de Misericórdia do Meu Coração, que o Meu Amor Todo-Poderoso concederá, a todos aqueles que comungarem na Primeira Sexta-Feira de nove meses seguidos, a graça da penitência final; não morrerão no Meu desagrado nem sem receberem os Sacramentos: o Meu Divino Coração será o seu refúgio de salvação nesse derradeiro momento.
 

Depois das revelações em França, foi de Portugal que chegou até ao Vaticano o pedido para a Consagração do mundo ao Sagrado Coração de Jesus.

A condessa alemã Maria Droste zu Vischerig, depois Irmã Maria do Divino Coração em Portugal, ofereceu-se como vítima de expiação pelo país e seu clero, que vivia uma grande desordem. Nesse tempo, as promessas de Paray-le-Monial (Santa Margarida Maria Alacoque) estavam quase esquecidas…  

Nas Suas revelações à Irmã Maria do Divino Coração Droste zu Vischering, Jesus apresentou-lhe duas grandes e prodigiosas promessas:   

Promessa de graças por intercessão da Irmã Maria do Divino Coração
"Fica sabendo, Minha filha, que da caridade do Meu Coração, quero fazer descer torrentes de graças através do teu coração para dentro do coração dos outros. É esta a razão porque hão-de dirigir-se com confiança a ti; não são as tuas qualidades, mas sou Eu mesmo a causa disso. Nunca ninguém que se encontrar contigo se afastará sem que a sua alma seja de qualquer maneira consolada, aliviada ou santificada, ou sem haver recebido alguma graça, nem até o mais endurecido pecador… dele depende aproveitar-se desta graça."  

Promessa de graças a conceder na Igreja do Sagrado Coração de Jesus  
«Há muito tempo, como sabe, desejo construir no terreno do Bom Pastor uma Igreja. Indecisa sobre a invocação da mesma, rezei e consultei muitas pessoas sem chegar a qualquer conclusão. Na primeira Sexta-feira deste mês, pedi a Nosso Senhor que me iluminasse. Depois da Sagrada Comunhão, Ele disse-me: – "Quero que a Igreja seja consagrada ao Meu Coração. Deves erigir aqui um lugar de reparação; por Minha parte, será um lugar de graças. Distribuirei copiosamente graças a todos os habitantes desta casa [o Convento], os que nela vivem, os que nela viverão, e até às pessoas das suas relações." Depois disse-me que queria esta Igreja, sobretudo, como lugar de reparação pelos sacrilégios e para obter graças para o clero.» 

Em Roma, o Grande Papa Leão XIII era já de avançada idade. O seu pontificado tinha sido glorioso, mas faltava-lhe uma última pérola para a sua coroa de glória. Diz-se que ele próprio tinha recebido a inspiração directamente do Céu, mas não se atrevia a levá-la a cabo. Por isso, o Coração de Jesus renovou o pedido, já feito no íntimo de Leão XIII, à Irmã Maria do Divino Coração: a Consagração de todo o género humano ao Sagrado Coração de Jesus.

Maria do Divino Coração, nas cartas que escreveu ao Santo Padre sobre a necessidade da Consagração do mundo ao Coração de Jesus, não deixou de pedir que Sua Santidade reavivasse no espírito dos católicos a prática das Primeiras Sextas-Feiras.

Já no Séc. VI, o Papa São Gregório Magno († 604 AD) disse: "Aprendei do Coração de Deus e nas próprias palavras de Deus, para poderdes aspirar ardentemente às coisas eternas."

Santa Gertrudes, a Grande (1256-1302), compôs esta Oração expressando o seu Amor: "Eu Vos saúdo, ó Sagrado Coração de Jesus, Fonte viva e vivificante de Vida Eterna, Tesouro infinito da Divindade, Fornalha Ardente do Amor de Deus…".

O Papa Leão XIII disse que a Devoção ao Sagrado Coração de Jesus era "uma forma por excelência de religiosidade (…) Esta devoção, que recomendamos a todos, será para todos proveitosa.""No Sagrado Coração está o símbolo e a imagem expressa do Amor Infinito de Jesus Cristo, que nos leva a retribuir-Lhe esse Amor."

Ainda, mais tarde, o Papa Pio XII - "A fim de que a devoção ao Sagrado Coração de Jesus produza frutos mais abundantes na família cristã e ainda em toda a humanidade, procurem os fiéis unir a ela a devoção ao Coração Imaculado da Mãe de Deus."
Leão XIII não só fez a Consagração do mundo em 11 de Junho de 1899, como ordenou antes um Tríduo durante o qual foram cantadas as Ladainhas do Coração de Jesus, doravante em pé de igualdade com as do Santíssimo Nome de Jesus. Escreveu igualmente uma Encíclica, chamada Annum Sacrum, promulgada dias antes da consagração, a 25 de maio, com o anúncio oficial da consagração:

"E uma vez que existe no Sagrado Coração um símbolo e uma imagem sensível do amor infinito de Jesus Cristo, que nos move a pagar amor com amor, é tanto mais conveniente consagrar-se ao Seu Sacratíssimo Coração - um acto que é nada mais do que uma oferta e uma ligação de si mesmo a Jesus Cristo, visto que toda a honra, amor e veneração que é dada a este divino Coração é real e verdadeiramente dada ao próprio Cristo."[1]

"Tal acto de consagração, uma vez que pode estabelecer ou esboçar mais estreitamente os laços que ligam naturalmente as nações com Deus, dá aos Estados a esperança de coisas melhores. Nestes últimos tempos, especialmente, a política tem feito de tudo para levantar uma espécie de parede entre a Igreja e a sociedade civil. Na constituição e administração dos Estados, a autoridade da sagrada e divina lei tem sido absolutamente desconsiderada, com o objectivo de fazer com que a religião não tenha parte constante na vida pública. Esta política quase tende à remoção da fé cristã do nosso meio, e, se isso fosse possível, ao banimento do próprio Deus da terra."[2]

"Daí deriva a violência dos males que, há tempo, estão implantados entre nós, e que reclamam urgentemente que busquemos a ajuda do único que tem poder para os afastar. E quem pode ser este senão Jesus Cristo, o filho unigénito de Deus? Pois "em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos." (Actos 4,12). Cumpre recorrer a Ele, que é o caminho, a verdade e a vida"[3]:

«Ó Dulcíssimo Jesus, ó Redentor do género humano, lançai um olhar sobre nós, humildemente prostrados diante do vosso Altar! Somos vossos e vossos queremos ser; e para podermos viver mais estreitamente unidos a Vós, eis que cada um de nós se consagra ao vosso Sacratíssimo Coração. Muitos, porém, já não vos conhecem; muitos, ao desprezar os vossos Mandamentos, repudiam-Vos. Ó Benigníssimo Jesus, tende piedade de uns e de outros; e atraí todos ao vosso Coração Santíssimo. 

Ó Senhor, sede o Rei não só dos fiéis que não se distanciaram de Vós, mas também destes filhos pródigos que Vos abandonaram; fazei com que estes retornem à Casa Paterna o quanto antes para não morrerem de miséria e fome. Sede o Rei de todos os que vivem no engano do erro ou que por discordarem de Vós se separaram; chamai-os ao Porto da Verdade e da Unidade da Fé para que assim, em breve, não haja mais que um só rebanho sob um só Pastor. 

Sede finalmente o Rei de todos os que estão envoltos nas superstições do paganismo e não recuseis tirá-los das trevas para traze-los à Luz do Reino de Deus. 

Obtende, ó Senhor, a integridade e liberdade segura para a vossa Igreja; dai a todo o povo a tranquilidade da ordem; fazei com que de uma extremidade à outra da Terra ressoe esta única voz: “Seja louvado este Coração do qual provém a nossa salvação! A Ele a Honra e a Glória pelos séculos! Ámen!”»     (Fórmula da Consagração de toda a humanidade ao Sagrado Coração de Jesus - Leão XIII)

Cor Iesu Sacratissimum, miserere nobis!

PF

Notas:

[1] Leão XIII, Carta enc. Annum Sacrum DE HOMINIBUS SACRATISSIMO CORDI IESU DEVOVENDIS, p. 8

[2] Leão XIII, Carta enc. Annum Sacrum DE HOMINIBUS SACRATISSIMO CORDI IESU DEVOVENDIS, p. 10

[3] Leão XIII, Carta enc. Annum Sacrum DE HOMINIBUS SACRATISSIMO CORDI IESU DEVOVENDIS, p. 11


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quarta-feira, 9 de junho de 2021

As aparições do Anjo de Portugal aos Pastorinhos de Fátima

Primeira Aparição

A primeira aparição do Anjo teve lugar na Loca do Cabeço, um local dos arredores de Aljustrel. Era um dia chuvoso naquela primavera de 1916. Na Loca do Cabeço havia umas pequenas grutas, que ainda hoje se podem visitar, onde os pastorinhos se abrigavam. Ao acalmar-se a tempestade, saíram da gruta e foi quando se levantou um vento forte. 

A pouca distância deles, no meio do olival, depararam-se com uma figura que tinha "A forma de um jovem de 14-15 anos, mais branco que a neve e transparente como o cristal atravessado pelos raios do sol, e muito belo", segundo palavras de Lúcia. Aproximou-se deles e disse "Não tenhais medo. Eu sou o Anjo da Paz. Rezai comigo.

Ajoelhou-se e inclinando o rosto até ao chão pediu para rezarem três vezes "Meu Deus, eu acredito, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão pelos que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam." Depois levantou-se e disse "Orai assim. Os corações de Jesus e de Maria estão atentos à voz das vossas suplicas." Dito isto o Anjo mais branco que a neve deixou as três crianças.

Durante o resto do dia as crianças sentiram-se tão bem, que nem eram capazes de comentar o sucedido entre eles. O Francisco rezou de acordo com aquilo que a sua irmã (Jacinta) e a sua prima (Lúcia) lhe disseram, na medida em que via o Anjo mas não o ouvia.

Segunda Aparição

A segunda aparição teve lugar cerca de dois meses mais tarde. O local escolhido desta vez não foi a Loca do Cabeço, mas o poço situado atrás da casa dos país da Lúcia. Era hora de sesta e tudo estava calmo, apenas as crianças brincavam nas traseiras da casa quando de súbito se depararam novamente com a imagem do Anjo que disse: "O que fazem? Rezai, Rezai muito. Os corações de Jesus e de Maria têm sobre vós desígnios de misericórdia. Oferecei constantemente ao Altíssimo orações e sacrifícios.

A Lúcia perguntou ao Anjo como se deveriam comportar. "De tudo o que puderdes, oferecei um sacrifício ao Senhor em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de suplica pela conversão dos pecadores."

Os pastorinhos ficaram com estas palavras guardadas. Começaram então a fazer sacrifícios e a rezar a oração que o Anjo lhes ensinou.

Terceira Aparição

No Outono do mesmo ano encontravam-se os pastorinhos a rezar a oração que o Anjo lhes ensinara, no local onde acontecera a primeira aparição, na Loca do Cabeço, quando de subitamente o Anjo lhes aparece novamente. Nesta aparição o Anjo se apresentou-se com um Cálice na mão esquerda e uma Hóstia na mão direita sobre o Cálice e da qual caiam pingas de sangue. 

O Anjo ajoelhou-se ao lado dos pastorinhos, deixando o Cálice e a Hóstia suspensos no ar, enquanto lhes pedia para rezarem três vezes a seguinte oração: "Santíssima Trindade Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da Terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do seu Sacratíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores."

O Anjo levantou-se, tomou com ele o Cálice e a Hóstia que tinham ficado suspensos, deu a Hóstia à Lúcia e o conteúdo do Cálice ao Francisco e à Jacinta dizendo: "Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o Vosso Deus."


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O Problema Actual das Missas e Comunhões diárias

Durante largos séculos nenhum Sacerdote era obrigado a celebrar Missa quotidianamente. Sto. Inácio de Loyola, por exemplo, celebrou a sua primeira Missa um ano depois de ser Ordenado Padre. Se não me atraiçoa a memória, S. Jerónimo, Ordenado Sacerdote, nunca chegou a celebrar o Sagrado Mistério da Santíssima Eucaristia. O bem-aventurado Raimundo de Cápua, director espiritual de Santa Catarina de Sena, passava semanas sem celebrar os augustíssimos mistérios. 

E muitos outros exemplos se poderiam chamar aqui. Importa muito, no entanto, compreender que estes actos não sucediam, de modo nenhum, por desprezo para com os Sagrados Mistérios, mas exactamente pelo seu contrário. Isto é, a profunda consciência e consideração dos Altíssimos e Transcendentes Mistérios, era tal que não se consideravam dignos de os celebrar e, por isso mesmo, entendiam que havia uma necessária, longa e profunda preparação interior para o fazer.
 
Com S. Pio X, deu-se, não sem razão uma abertura à Comunhão Sagrada, excelente e profícua nas intenções, mas que com o tempo veio a degenerar num certo desmazelo, desleixo e por vezes indiferentismo. À medida que os confessionários se esvaziavam, proporcionalmente aumentava o número de pessoas que comungavam; de modo que, nos dias que correm não é difícil encontrar Igrejas em que todos comungam, mas ninguém se confessa.
 
Se assim sucedia com o povo por que razão não o poderia acontecer com o clero? Se o povo não tem pecados que impeçam a Sagrada Comunhão porque é que haverão-de tê-los os Padres?
 
Algumas interrogações:
 
a) É ou não possível que um Padre cometa um ou mais pecados mortais?

b) É ou não sacrilégio celebrar os Sacramentos em estado de pecado mortal?

c) É verdade ou não que ninguém se pode arrepender verdadeiramente e ter propósito de emenda sem a Graça de Deus?

d) Caso a Graça de Deus não tenha sido concedida, ou acolhida, como poderá o Padre, sem pecado de Sacrilégio, continuar a Celebrar os Sacramentos?

e) É verdade que os Sacramentos serão sempre válidos para quem os recebe.
 
d) Não obstante será lícito exigir aos Padres que continuem a celebrar os Sacramentos, não estando em estado de Graça, uma vez que o arrependimento não depende deles principalmente?
 
f) Será ou não possível que o facto de celebrarem os sacramentos, sem se terem primeiro confessado, os habituará a celebrarem independentemente do verdadeiro arrependimento?
 
g) Será possível que a confissão do pecado/s grave só possa ser absolvido pelo confessor da preferência do Padre? Ou, pelo contrário, o sacerdote que está em tal estado, suposto o arrependimento e propósito de emenda, não deverá acorrer ao primeiro Padre com que se depare?
 
h) Dado que alguns destes escândalos sacerdotais são conhecidos por um número significativo de pessoas não seria avisado pôr-lhes um cobro imediato?
 
Não terá chegado o tempo de repensar tudo isto? Uma vez que não se vê como poderá ser agradável a Deus esta bandalheira?

Padre Nuno Serras Pereira



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terça-feira, 8 de junho de 2021

Congresso Summorum Pontificum: 10-13 Junho, Guadalajara



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Dar o primeiro passo para a reconciliação com o irmão

Eis o que te proclamo, o que te asseguro, o que te digo com voz tonitruante: Que quem tem inimigos não se aproxime da Mesa Sagrada nem receba o Corpo do Senhor! Que os que se aproximam não tenham inimigos! Tens algum inimigo? Não te aproximes! Se quiseres fazê-lo, vai primeiro reconciliar-te e depois receberás o sacramento.

Não sou eu que falo assim, é o Senhor quem o diz, Ele que foi crucificado por nós; Ele, para te reconciliar com seu Pai, não recusou ser imolado nem derramar o seu sangue; e tu, para te reconciliares com o teu irmão, nem queres dizer uma palavra e tomar a iniciativa de ir procurá-lo? Escuta o que diz o Senhor a propósito dos que fazem como tu: «Se fores, portanto, apresentar uma oferta sobre o altar e ali te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti…» Ele não diz: «Espera que ele venha procurar-te ou que ele receba a visita de um dos teus amigos na qualidade de reconciliador», nem diz: «Envia-lhe alguém», mas: «Corre tu pessoalmente, vai ter com ele!» «Vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão.»

Incrível! Então se Deus não Se dá por desonrado de ver deixado de parte um dom que Lhe era destinado, havias tu de te considerar desonrado por dares o primeiro passo para te reconciliar com o teu irmão? Que desculpa tem semelhante conduta? Quando vês um dos teus membros cortado, não tentas por todos os meios juntá-lo ao resto do teu corpo? Faz também assim com os teus irmãos: logo que vejas que eles estão separados da tua amizade, vai depressa buscá-los, não esperes que eles sejam os primeiros a apresentar-se: apressa-te tu a tentar a reconciliação.

São João Crisóstomo in Homilias ao povo de Antioquia, XX, 5 e 6 


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segunda-feira, 7 de junho de 2021

Os 12 frutos do Espírito Santo

O Espírito Santo vem às nossas almas no dia do nosso Baptismo, derramando sobre nós as três virtudes teologais: a Fé, a Esperança e a Caridade. E vem de um modo mais solene no dia em que recebemos o Sacramento do Crisma (ou Confirmação), quando recebemos a efusão do Espírito que derrama sobre nós os Seus 7 dons: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e o Temor de Deus.

O Espírito Santo, para além de derramar estas 7 grandes colunas cristãs, confere ao cristão 12 frutos, que são: Caridade, Alegria, Paz, Paciência, Benignidade, Bondade, Longanimidade, Mansidão, Fé, Modéstia, Continência e Castidade.

Definimos agora, em poucas palavras, cada um dos 12 frutos do Espírito Santo:

1. A Caridade é o amor a Deus acima de todas as coisas, e aos outros por causa de Deus. E é o maior dos dons porque não desaparece, existe para além da morte. O Céu vive no amor: "A fé e a esperança hão-de desaparecer, mas o amor jamais desaparecerá" (1 Cor 13,8).

2. A Alegria é caracterizada por aquelas emoções interiores, aquele gozo interior e satisfação espiritual profunda que o Espírito Santo derrama no coração e na alma. Não há palavras que possam descrever o gozo que provém do Espírito Santo.

3. A Paz de que falamos não tem nada a ver com os motivos ou sensações externas mas é uma paz e suavidade interior, tal como Jesus disse aos Seus apóstolos: "Deixo-vos a paz, dou-vos a Minha paz, não como o mundo a dá mas como Eu a dou" (Jo 14, 27). Jesus é a paz e a suavidade da alma.

4. A Paciência suporta as adversidades, as doenças, as contrariedades e perseguições. A paciência é o fruto essencial para que o cristão persevere na Fé. O cristão paciente dificilmente é demovido porque suporta tudo com paciência. A alma paciente é mansa e humilde, não se revolta contra o seu Deus mas tudo aceita sem se turbar porque sabe que até do mal pode vir o bem.

5. A Bondade é fazer o bem, desinteressadamente, às pessoas. A pessoa que o faz tem um bom coração, amando verdadeiramente. A resposta de alguém que ama a sério é: "Eu amo porque amo."

6. A Benignidade parte da bondade, enquanto querer, mas relaciona-se mais com o fazer.  A benignidade é a execução do bem que vai para além do que deveria, por justiça, ser feito.

7. A Longanimidade esta relacionada com grandeza da alma e com a generosidade. É um fruto sobrenatural que dispõem a alma a esperar, sem se queixar nem se deixar amargurar, mesmo nos momentos mais difíceis. É o perservar nos caminhos de Deus, mesmo nas adversidades e dificuldades.

8. A Mansidão está sempre associada à humildade e à paciência. Jesus disse: "Vinde a Mim que Sou manso e humilde de coração que Eu vos aliviarei. Vinde a Mim que o meu jugo é suave e a minha carga é leve. Vinde a Mim todos vós que estais sobrecarregados porque Eu vos aliviarei" (Mt 11, 28-30). Este é um grande convite do Sagrado Coração de Jesus a todos nós. A mansidão vai contra a ira e contra o ódio. Assim, devemos procurar ser mansos, imitando o Divino Mestre.

9. A , para além de ser o fruto do Espírito Santo é uma das virtudes teologais. A Fé é um dom muito importante, sem ela desesperamos e desanimamos ao longo da nossa caminhada, feita de altos e baixos, com muitas dificuldades. Sem a Fé, o cristão chega a certa altura, depois de muitas dificuldades desiste e começa a levantar interrogações e deixa de praticar o bem, deixa de ir à Missa e diz: "Afinal, os que não vão à Missa, têm uma vida melhor do que a minha. Então, que me adianta ir à Missa e rezar?" Leva o cristão a manter-se firme na sua caminhada mas esta Fé tem que ser conservada e protegida. A oração que aumenta e protege a Fé. 

10. A Modéstia relaciona-se com o ser discreto. A modéstia é contra a ostentação e a exibição. A modéstia é o pudor que deve acompanhar todo o cristão pois nele habita Deus. Como tal, devemos respeitar o nosso próprio corpo, não o expondo como um mostruário. É preciso alertai aquelas pessoas que se vestem com mini-saias, decotes exagerados, roupa transparente, calças exageradamente apertadas, apresentando os contornos do corpo. Podemos usar roupas bonitas e arranjadas com o devido pudor e respeito pelo corpo.

11. A Continência permite que o homem seja equilibrado, dominando a sua sexualidade. Saber guardar-se e proteger-se. A continência é uma grande virtude. Se os homens e as mulheres de hoje possuíssem esta grande virtude, não haveria em muitos lares tanta tristeza, tanto aborrecimento porque todos saberiam manter a castidade e a pureza. A continência é o domínio de si mesmo em relação aos instintos sexuais.

12. A Castidade é um fruto que leva o homem ou a mulher a manter a pureza do corpo e, consequentemente, a pureza da alma, não se deixando manchar, caindo em pecados contra o 6º e 9º Mandamentos. O 6º diz: "Guardai castidade nas palavras e nas obras"; e o nono mandamento diz: "Guardai castidade nos pensamentos e nos desejos."

A castidade não é só protegida quando o homem ou a mulher se abstêm de actos sexuais fora do casamento mas deve ser protegida, evitando que os olhos se fixem em programas indecentes ou imorais, ou se fixem na rua em situações impróprias porque isso leva a maus pensamentos e desejos. São Paulo, referindo-se aos esposos, fala da Fidelidade dizendo que aquele que é fiel à sua mulher conserva a castidade e vice-versa. Por isso, São Paulo explica que a fidelidade passa pela castidade também no casamento.

Estes 12 frutos do Espírito Santo devem suscitar no cristão o desejo e o esforço de os conquistar. Para isso, deverá pedi-los e suplicá-los ao Espírito Santo porque quem receberá.

adaptado de Catolicismo Romano


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Irlanda: Missa em casa durante a perseguição dos ingleses aos Católicos




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domingo, 6 de junho de 2021

Corpus Christi no Seminário da FSSP em Wigratzbad










in fsspwigratzbad.blogspot.com

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77 anos do 'Dia D'

O Padre (Major) Edward J. Waters diz Missa para os soldados Aliados antes de desembarcarem na Normandia (6 de Junho de 1944)


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sábado, 5 de junho de 2021

A inquietante profecia de Pio XII sobre Fátima e o Mundo

Em 1936, pouco antes de partir para uma viagem aos Estados Unidos, o Secretário de Estado do Papa Pio XI - Cardeal Eugénio Pacelli (futuro Papa Pio XII) - disse ao Conde Enrico Pietro Galleazzi:

«Suponha, meu caro amigo, que o comunismo seja apenas o mais visível dos órgãos de subversão contra a Igreja e contra a tradição da revelação divina, então nós vamos assistir à invasão de tudo o que é espiritual, a filosofia, a ciência, o direito, o ensino, as artes, a imprensa a literatura, o teatro e a religião.

Estou obcecado pelas confidências da Virgem à pequena Lúcia de Fátima. Essa obstinação de Nossa Senhora, diante do perigo que ameaça a Igreja, é um aviso divino contra o suicídio que representaria a alteração da fé, na sua liturgia, sua teologia e sua alma. (...)

Ouço em redor de mim os inovadores que querem desmantelar a Capela Sagrada, destruir a chama universal da Igreja, rejeitar os seus ornamentos, dar-lhe remorso do seu passado histórico. Pois bem, meu caro amigo, estou convicto que a Igreja de Pedro deve assumir o seu passado ou então ela cavará a sua sepultura.

(...) um dia virá em que o mundo civilizado renegará o seu Deus, em que a Igreja duvidará como Pedro duvidou. Ela será tentada a crer que o homem se tornou Deus, que o seu Filho é apenas um símbolo, uma filosofia como tantas outras, e nas igrejas os cristãos procurarão em vão a lâmpada vermelha em que Deus os espera.»

Mons. Georges Roche e Philippe St. Germain in Pie XII devant l´Histoire (Laffont, Paris, 1972, pp. 52-53)


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sexta-feira, 4 de junho de 2021

A Moda: vaidade ou decoro?

Mesmo seguindo a moda, a virtude está no meio. Aquilo que Deus pede é recordar sempre que a moda não é, nem pode ser, a regra suprema de conduta; que acima da moda e das suas exigências existem leis mais altas e imperiosas, princípios superiores e imutáveis, que em nenhum caso podem ser sacrificados ao talante do prazer ou do capricho, e diante dos quais o ídolo da moda deve saber inclinar a sua fugaz omnipotência. 

Estes princípios foram proclamados por Deus, pela Igreja, pelos santos e pelas santas, pela razão e pela moral cristãs, assinalados limites, além dos quais não florescem lírios e rosas, nem pairam nuvens de perfume da pureza, da modéstia, do decoro e da honra feminina, mas aspira-se e domina um ar malsão de leviandade, de linguagem dúbia, de vaidade audaz, de vanglória, não menos de espírito que de traje. 

São aqueles princípios que S. Tomás mostra para ornamento feminino e recorda, quando ensina qual deve ser a ordem de nossa caridade, de nossas afeições: o bem da própria alma deve preceder o do nosso corpo, e à vantagem de nosso próprio corpo devemos preferir o bem da alma de nosso próximo. Não se vê portanto que há um limite que nenhuma idealizadora de modas pode fazer ultrapassar, a saber, aquele além do qual a moda se torna mãe de ruína para a alma própria e dos outros?

Alguns jovens dirão talvez que uma determinada forma de vestido é mais cómoda, e também mais higiénica; mas, se constitui para a saúde da alma um perigo grave e próximo, não é certamente higiénica para o espírito: tem-se o dever de renunciar. A salvação da alma fez heroínas as mártires como Inês e Cecília, em meio dos tormentos e lacerações dos seus corpos virginais.

Se por um simples prazer próprio, não se tem o direito de colocar em perigo a saúde física dos outros, não é talvez ainda menos lícito comprometer a saúde, até a própria vida de suas almas? Se, como pretendem alguns, uma moda audaz não faz sobre elas impressão alguma, que sabem da impressão que os outros vão ter? Quem lhes assegura que os outros não tenham disto um incentivo mau? 

Não se conhece o fundo da fragilidade humana, nem de que sangue de corrupção sangram as feridas deixadas na natureza humana pela culpa de Adão com a ignorância no intelecto, com a malícia na vontade, com a ânsia do prazer e a debilidade para o bem, árduo nas paixões dos sentidos a tal ponto que o homem, como cera amoldável ao mal, ‘vê o melhor e o aprova, e ao pior se apega’, por causa daquele peso que sempre, como chumbo, o arrasta para o fundo. 

Sobre isso justamente se observou que, se algumas cristãs suspeitassem as tentações e quedas que causam em outros com vestes e familiaridade a que, em suas leviandades, dão tão pouca importância, teriam pavor de suas responsabilidades. Ao que Nós não duvidamos de acrescentar: ó mães cristãs, se soubésseis que futuro de perigos e íntimos desgostos, de dúvidas e irreprimível rubor preparais para vossas filhas e filhos, com imprudência em acostumá-los a viver apenas cobertos, fazendo deles desaparecer o sentido ingénuo da modéstia, vós mesmas enrubesceríeis, e vos horrorizaríeis pela vergonha que causareis a vós mesmas e o dano que ocasionareis aos filhos que vos foram confiados pelo Céu, para que crescessem cristãmente. 

E aquilo que dizemos para as mães, repetimo-lo a não poucas senhoras crentes, e mesmo piedosas, que aceitam seguir esta ou aquela moda arrojada, e com o seu exemplo, fazem cair as últimas hesitações que retêm uma turba das suas irmãs que estão longe daquela moda, a qual poderá tornar-se para elas fonte de ruína espiritual. Até certos provocadores ornamentos permanecem triste privilégio de mulheres de reputação duvidosa e quase sinal que as faz reconhecer; não se ousará, pois, usá-lo para si; mas no dia em que aparecerem como ornamentos de pessoas superiores a qualquer suspeitas, não se duvidará mais de seguir tal corrente, corrente que arrastará talvez para dolorosas quedas.

Papa Pio XII in Discurso às Delegações de Juventude Feminina da Acção Católica - 22 de Maio de 1941


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