sábado, 18 de setembro de 2021

Fiéis impedidos de ter Missa Tradicional em paróquia francesa

Poitou, França. A 'Association Renaissance Catholique' organizou a 29ª edição da sua Universidade de Verão. O tema foi: "O nascimento de uma nova religião, o eco-higienismo". Foram 3 dias de estudo e amizade entre católicos. Estavam presentes 150 adultos e 50 crianças.

Tendo pedido à paróquia mais próxima, Santa Clotilde, para que um dos sacerdotes do grupo pudesse celebrar a Santa Missa de Domingo esse pedido foi negado terminantemente. A justificação, dada pelo diácono permanente, foi a seguinte: "Não emprestamos a igreja para ritos dos séculos passados."

Na sua ingenuidade, para não pensar que pudesse ser maldade, crê o diácono que o Rito que durou séculos e séculos pertence exclusivamente ao passado. Um dia perceberá que também pertence ao presente e ao futuro. Faz parte do conceito de Tradição.

Quando à Missa propriamente dita, foi celebrada ao ar livre, nas ruínas de uma antiga Abadia. Louvado seja Deus!


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sexta-feira, 17 de setembro de 2021

O hino de guerra do homem casto

Castidade é força!

Godofredo de Bouillon com um golpe de espada cortava couraça e cavaleiro. Perguntaram-lhe de onde tirara tanta força. “Esta mão” — disse, levantado a direita — “nunca foi profanada pela impureza”.

Castidade é liberdade!

Enquanto latiram dentro de ti matilhas de cães, não és livre. Só a castidade lança em ferros os hábitos que aprisionavam a alma.

Castidade é alegria!

Toca para longe os remorsos e as tristes recordações de vis baixezas. Meu jovem amigo, de joelhos te imploro, nunca deixes entrar no paraíso da alegria tão asquerosa serpente — a impureza. Pois mil raminhos conduzem para fora e nenhum para dentro dele. Como é encantador o rosto de um homem casto! Recorda a inocência de criança.

Castidade é beleza!

Há muitos anos, um pintor viu certo jovem mui formoso. Pintou-o na tela. Anos mais tarde, encontra-se com um velho horrivelmente feio. Pintou-o também, colocando os dois quadros um ao lado do outro com os dizeres: “A virtude” e “O vício”. A vista do que o velho começa a chorar.

— Por que choras? — pergunta o pintor.
— Sou o mesmo nos dois quadros. Há vinte anos, representava a virtude porque era belo vivendo casto. Remorso de velho!

Em Roma, todos queriam ver o rosto de Luiz Gonzaga, o anjo da pureza.

Castidade é nobreza!

É a fonte perene dos nobres pensamentos, a chama que ateia o entusiasmo por tudo quanto é alto, grande, elevado, digno. Dá ao homem cristão a elegância cristã perante a mulher formosa ou feia, moça ou velha. Até nos pensamentos fá-lo perfeito cavalheiro. Queria o rei da Itália que Achtermann esculpisse uma estátua escarnecendo a pureza. Generosamente pagaria o trabalho.

— Nem todo dinheiro da Itália poderia levar-me a isso! — foi a nobre resposta do homem que fizera voto de virgindade.

Tens a pureza nos olhos, meu amigo? Sai pelo mundo; a ti a ciência nada poderá ensinar, mas, sim, aprenderá de ti.

Conheces esta melodia? Eu passo ao longe tocando. Ao largo da ilha em que Apolo Musageto cresce no meio dos afagos das musas, eu passo tocando estas fanfarras de guerra. Ao ouvi-la, um dia lembrou-se Apolo que era “homem”. Largou as musas e seguiu a frota para a luta. Farás o mesmo, meu caro!

A exemplo de tantos outros, deixarás a ilha onde vivem os moles e seguirás atrás dos clarins que soam alvoradas para vida. Scipião colocou no túmulo a palavra:

Maxima omnium viela voluptas.” A maior de minhas vitórias foi vencer a volúpia.

O mármore das sepulturas espera esses dizeres a respeito de todo moço cristão. Junto ao rio mandou o Senhor que Gedeão despachasse para casa os manchados. A vitória ficou reservada aos limpos.

O mesmo ordena ainda hoje o Senhor, que distribui os triunfos na vida.

Deixa vibrar em tua alma os sons de guerra desta melodia!

Padre Geraldo Pires in 'Páginas para Rapazes – Vigílias e Alvoradas' 



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quinta-feira, 16 de setembro de 2021

O regresso da Igreja das Catacumbas

Neste vídeo vemos a celebração da Missa Tradicional em casa de uma família. Decorria o ano 1982. A Missa Tradicional era proibida ainda que nunca tenha sido revogada. Os sacerdotes que a celebravam, tirando raras excepções, era perseguidos, separados das almas que lhes tinham sido confiadas e por fim suspensos.

Parte da Igreja deixa as igrejas, de onde foi expulsa, e procura abrigo em casas de família, à imagem do que tinha acontecido aos primeiros cristãos. Centenas de comunidades ocultas, em luta para manter a fé católica na sua integridade.

O que durante séculos foi considerado bom e santo era agora considerado prejudicial e nocivo às almas. Aquelas almas não percebiam como isso poderia ser possível porque ia contra o que experimentavam e também contra o que tinham testemunhado os antigos.

Com o passar dos anos a Missa Tradicional foi crescendo e regressou às igrejas. A algumas. Nos últimos 10 anos o crescimento foi impressionante, especialmente numa Igreja cada vez mais envelhecida e com menos gente, especialmente no Ocidente. Os frutos espirituais faziam-se sentir: centenas de vocações ao sacerdócio e religiosas, famílias numerosas, novas comunidades, conversões, vida de oração, etc.

Esse desenvolvimento foi abruptamente atacado há exactamente 2 meses, com a publicação do motu proprio Traditionis Custodes. Esse foi o dia que, para muitos católicos, significou o regresso às catacumbas, que podem ser relembradas neste vídeo. Aí ficarão. Mas não para sempre.


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quarta-feira, 15 de setembro de 2021

As Dores de Maria

Sicut qui thesaurizat, ita et qui honorat matrem suam
 ― «Como quem ajunta um tesouro, assim se porta o que honra sua mãe» (Eclo 3, 5).

Sumário. Por causa do imenso amor com que Jesus Cristo ama a sua querida Mãe, são-lhe muito agradáveis os que com devoção meditam nas dores de Maria Santíssima, e inúmeras são as graças que lhes comunica. Mas, infelizmente, quão poucos são os que praticam tão bela devoção! Muitos cristãos, em vez de se compadecerem das dores de Maria, lh'as renovam com seus pecados ou a sua tibieza. Irmão meu, serás tu também um destes ingratos?

Para compreender quanto agrada à Bem-Aventurada Virgem que nos lembremos das suas dores, bastaria somente saber que, no ano de 1239, apareceu a sete devotos seus (que depois foram os fundadores da Ordem dos Servos de Maria [Ordem Servita]), com um hábito negro na mão, e ordenou-lhes que, desejando fazer-lhe causa agradável, meditassem com frequência nas suas dores. Por isso, queria que, em memória delas, trouxessem daí em diante aquele hábito lúgubre. 

Jesus Cristo revelou à Bem-aventurada Verónica de Binasco que quase lhe agrada mais ver compadecida a sua Mãe do que Ele mesmo, pois que lhe disse assim: Filha, são-me caras as lágrimas derramadas pela minha Paixão; mas como Eu amo com amor imenso a minha Mãe, Me é mais cara a meditação das dores que Ela padeceu na minha morte.

I. Por isso, são mui grandes as graças que Jesus prometeu aos devotos das dores de Maria. Refere o Padre Pelbarto ter sido revelado a Santa Isabel que São João Evangelista, depois da Santíssima Virgem ter sido assunta ao Céu, desejava vê-la mais uma vez. Foi-lhe concedida a graça e apareceu-lhe a sua cara Mãe e, juntamente, também Jesus Cristo. Ouviu, depois, que Maria pediu ao Filho alguma graça especial para os devotos das suas dores, e que Jesus lhe prometeu para eles quatro graças especiais: 1º. Que o que invocar a divina Mãe pelos merecimentos das suas dores merecerá fazer, antes da morte, verdadeira penitência de todos os seus pecados. 2º. Que defenderá aqueles devotos nas tribulações em que se acharem, especialmente na hora da morte. 3º. Que imprimirá neles a memória da Sua Paixão, e que no Céu lhes dará, depois, o correspondente prémio. 4º. Que entregará os tais devotos nas mãos de Maria, a fim de que deles disponha à Sua vontade e lhes obtenha todas as graças que quiser. Em comprovação de tudo isto encontram-se nos livros inúmeros exemplos.

II. Se é tão agradável a Maria Santíssima que nos lembremos das suas dores, e se são tão grandes as graças que Jesus Cristo prometeu a quem pratica esta devoção, claro está que, juntamente com a devoção à Paixão do Redentor, devia ser a de todos os cristãos. Mas, infelizmente, quantos não há que em vez de honrarem a Virgem dolorosa, ainda lhe aumentam as penas, e pela sua tibieza e pelos seus pecados lhe traspassam o coração com novas espadas?

É isso que, como conta o Padre Roviglione, a divina Mãe quis ensinar a um jovem seu devoto. Tendo este caído em pecado mortal e indo na manhã seguinte visitar uma imagem da Virgem que tinha sete espadas no peito, viu não sete, mas oito espadas. Ouviu então uma voz que lhe disse que aquele seu pecado tinha acrescentado a oitava espada no coração de Maria.

Ah, minha bendita Mãe! não só uma espada, mas tantas espadas quantos têm sido os meus pecados, acrescentei ao vosso coração. Ah Senhora! não a vós, que sois inocente, mas a mim, réu de tantos delitos, se devem as penas. Mas já que Vós quisestes padecer tanto por mim, ah! Pelos Vossos merecimentos impetrai-me uma grande dor dos meus pecados, e paciência para sofrer os trabalhos desta vida, que serão sempre leves em comparação com os meus deméritos, pois que tantas vezes tenho merecido o Inferno. Impetrai-me também, ó minha Mãe, uma devoção constante e terna à Paixão de Jesus Cristo e às Vossas dores, a fim de que, depois de Vos ter acompanhado na Terra em vossas penas, mereça participar da Vossa glória no Céu. (*I 230.)

Santo Afonso Maria de Ligório in 'Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano'


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terça-feira, 14 de setembro de 2021

Ter orgulho na Exaltação da Santa Cruz

Não só não devemos nos envergonhar da morte de nosso Deus e Senhor, como temos que confiar nela com todas as nossas forças e nos gloriarmos nela por cima de tudo: pois ao tirar de nós a morte, que em nós encontrou, prometeu-nos com toda a fidelidade que nos daria em Si mesmo a vida que nós não podemos chegar a possuir por nós mesmos. 

E se aquele que não tem pecado nos amou a tal ponto que por nós, pecadores, sofreu o que tinham merecido os nossos pecados, como é que depois de nos haver justificado deixaria de nos dar o que é justo? Ele, que promete com verdade, não nos daria os prémios dos santos, se suportou, sem cometer iniquidade, o castigo que os iníquos lhe infligiram?

Confessemos, portanto, intrepidamente, irmãos, e declaremos bem às claras que Cristo foi crucificado por nós: e façamo-lo não com medo, mas com júbilo, não com vergonha, mas sim com orgulho.

O apóstolo Paulo, que se deu conta deste mistério, proclamou-o como um título de glória. E embora pudesse recordar muitos aspectos grandiosos e divinos de Cristo, não disse que se gloriava destas maravilhas – que tivesse criado o Mundo, quando, como Deus que era, achava-se junto do Pai, e que tivesse imperado sobre o Mundo, quando era homem como nós – mas sim: "Deus me livre de me gloriar a não ser na Cruz de nosso Senhor Jesus Cristo."

Santo Agostinho in Sermão Güelferbitano 3


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sexta-feira, 10 de setembro de 2021

A cura da Razão e da Vontade para chegar à Humildade e Caridade

Primeiro, o Filho, o Verbo e a sabedoria de Deus Pai, quando vê a potência de nossa alma chamada razão deprimida pela carne, cativa do pecado, cegada pela ignorância, entregue às coisas exteriores, toma-a com clemência, ergue-a com fortaleza, instrui-a com prudência, fá-la entrar em si mesma; e, revestindo-a de seus mesmos poderes de forma prodigiosa, constitui-a juiz de si mesma. E a razão é, assim, ao mesmo tempo acusadora, testemunha e tribunal, e desempenha diante de si mesma a função da verdade.

Desta primeira conjunção entre o Verbo e a razão, nasce a humildade. Depois, o Espírito Santo digna-se a visitar a outra potência, que se diz vontade, ainda infectada pelo veneno da carne, mas ilustrada já pela razão. Purga-a o Espírito com suavidade, sela-a com seu fogo e torna-a, assim, misericordiosa.

Assim, com efeito, como uma pele se estica quando untada, a vontade, coberta pela unção celestial, estende-se por amor até aos inimigos. E desta segunda conjunção, do Espírito Santo com a vontade, nasce a caridade. Atendamos porém ainda a estas duas potências, a saber, a razão e a vontade. 

A razão é instruída pelo Verbo da verdade, enquanto a vontade o é pelo Espírito da verdade. A razão é aspergida pelo hissopo da humildade, enquanto a vontade é abrasada pelo fogo da caridade. As duas juntas são a alma perfeita, sem mácula, em razão da humildade, e sem ruga, em razão da caridade. 

Quando a vontade já não resistir à razão, e a razão já não encobrir a verdade, então o Pai se unirá a elas como a uma gloriosa esposa; e então a razão já não poderá pensar nada de si mesma, nem a vontade julgar o próximo, porque, com efeito, tal alma fustigada não encontrará consolo senão repetindo: “O Rei introduziu-me em sua câmara” [Ct 1, 4]. Tornou-se digna já de superar a escola da humildade, e aqui, ensinada pelo Filho, aprendeu a entrar em si mesma, conforme à advertência que se lhe fez: “Se não te conheces, vai e apascenta os teus cabritos” [Ct 1, 7]. 

Tornou-se digna, pois, de passar da escola da humildade ao celeiro da caridade, que é o coração dos próximos. O Espírito Santo guiou-a e introduziu-a mediante o selo do amor, e ela nutre-se de passas e robustece-se de maçãs, as quais são os bons costumes e as santas virtudes; e abre-se-lhe por fim a câmara do rei, por cujo amor languesce.

Ali, entre o grande silêncio que reina no céu por meia hora, descansa ela docemente entre os desejados abraços, e dorme; o seu coração, todavia, vigia. Ali vê coisas invisíveis, ouve coisas inefáveis que o homem nem sequer pode balbuciar e que excede toda a ciência que a noite sussurra à noite; e no entanto o dia-a-dia lhe passa sua mensagem, razão por que é lícito comunicar a sabedoria entre os sábios, e compartilhar o espiritual entre os espirituais.

São Bernardo de Claraval in 'Os graus da humildade e da soberba' 



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Glória a Deus nas Alturas




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quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Carta aos Católicos de todo o Mundo em defesa da Missa Tradicional

Quem, entre vós, se o seu filho lhe pedir pão lhe dará uma pedra? (Mt 7, 9)

Queridos irmãos e irmãs em Cristo,

Foi com imensa tristeza que soubemos da decisão do Papa Francisco de revogar o Motu Proprio Summorum Pontificum promulgado pelo Papa Bento XVI, a 7 de Julho de 2007.

Após décadas de lutas e divisões, esse Motu Proprio foi para todos os fiéis católicos uma obra de paz e reconciliação. Roma viola a palavra do Papa Bento XVI, com brutalidade e intransigência, bem longe do tão anunciado acolhimento fraterno.

A vontade manifestamente afirmada no Motu Proprio Traditionis Custodes, de 16 de Julho de 2021, é a de ver desaparecer da Igreja a celebração da Missa de São Pio V.

Esta decisão enche-nos de consternação. Como entender essa ruptura com o Missal tradicional, obra “venerável e ancestral” da “lei da fé”, que santificou tantos povos, tantos missionários e ajudou a fazer tantos santos? Que mal fazem os fiéis que simplesmente desejam rezar como os seus pais e avós o fizeram durante séculos? 

Acaso se pode hoje ignorar que a Missa Tridentina converte muitas almas, atrai grandes assembleias, jovens e fervorosas, suscita muitas vocações, deu origem a seminários, comunidades religiosas, mosteiros, e é a coluna vertebral de inúmeras escolas, obras juvenis, catequeses, retiros espirituais e peregrinações?

Muitos de vós, irmãos católicos, sacerdotes, bispos, compartilharam connosco a vossa incompreensão e a vossa profunda dor: obrigado pelos vossos numerosos testemunhos de apoio.

Favorecer a paz da Igreja para construir a unidade na caridade, mas também levar os católicos a recuperarem o legado que lhes é próprio, fazendo com que o maior número possível de pessoas possa descobrir as riquezas da tradição litúrgica, tesouro da Igreja, tais eram os objetivos perseguidos pelo Summorum Pontificum. O Papa Bento XVI vê agora a sua obra de reconciliação ser destruída ainda durante a sua vida.

Numa época impregnada de materialismo e dilacerada por divisões sociais e culturais, a paz litúrgica parece-nos uma necessidade absoluta para a preservação da fé e da vida espiritual dos católicos num mundo que está a morrer à sede. A restrição drástica da autorização para celebrar a Missa na sua forma tradicional vem reacender a desconfiança, a dúvida e as incompreensões, anunciando assim o retorno duma disputa litúrgica muito dolorosa para o povo cristão.

Aqui afirmamos solenemente, diante de Deus e dos homens: não deixaremos que ninguém prive os fiéis deste tesouro que, antes de mais, é um tesouro da Igreja. Não ficaremos quietos e inativos perante a asfixia espiritual das vocações preparada pelo Motu Proprio Traditionis Custodes para os seminários tradicionais.

Não privaremos os nossos filhos desse meio privilegiado de transmitir a fé que é a fidelidade à liturgia tradicional.

Como filhos a seu pai, pedimos ao Papa Francisco que reveja a sua decisão de revogar as principais disposições do Motu Proprio Summorum Pontificum e que restabeleça a plena liberdade de celebrar a Missa Tridentina, para a glória de Deus e o bem dos fiéis.

8 de Setembro de 2021, Festa da Natividade da Santíssima Virgem Maria

Lista de signatários:

Bernard Antony, presidente da AGRIF
Xavier Arnaud, Fórum Católico
Victor Aubert, presidente da Academia Christiana
Moh-Christophe Bilek, Nossa Senhora de Kabylia
François Billot de Lochner, presidente da Fondation de Service politique
Benjamin Blanchard, Delegado Geral da SOS Chrétiens d'Orient
Anne Brassié, jornalista e escritora
Jacques Charles-Gaffiot, historiador de arte
Thibaud Collin, professor associado de filosofia
Laurent Dandrieu, jornalista
Yves Daoudal, jornalista - diretor de blog
Marie-Pauline Deswarte, doutora em Direito
Stéphane Deswarte, doutor em Química
Cyrille Dounot, doutor em Direito, graduado em Direito Canónico
Alvino-Mario Fantini, The European Conservative
Claude Goyard, professor universitário
Max Guazzini, advogado
Michael Hageböck, Summorum Pontificum Freiburg
Maike Hickson, doutora em literatura, escritora
Robert Hickson, professor, escritor
Michel De Jaeghere, jornalista e ensaísta
Marek Jurek, ex-presidente da  Diète de Pologne
Peter Kwasnieswki, professor universitário, escritor
Philippe Lauvaux, ULB Paris Assas
Pierre de Lauzun, escritor oficial sénior
Massimo de Leonardis, presidente da International Commission of
Military History
Anne le Pape, jornalista
Christian Marquant, presidente da Paix Liturgique
Michael Matt, The Remnant
Roberto de Mattei, ex-presidente do CNR (CNRS italiano)
Jean-Pierre Maugendre, Renaissance Catholique
Philippe Maxence, editor-chefe do L'Homme Nouveau
Charles de Meyer, presidente da SOS Chrétiens d'Orient
Paweł Milcarek, Christianitas
Jean-Marie Molitor, jornalista
Martin Mosebach, escritor
Hugues Petit, doutor em Direito
Philippe Pichot-Bravard, doutor em Direito
Jean-Baptiste Pierchon, doutor em Direito
Hervé Rolland, vice-presidente da ND de Chrétienté
Reynald Secher, historiador
Jean Sévillia, jornalista, historiador, escritor
Henri Sire, escritor, compositor, pesquisador
Jeanne Smits, jornalista - diretora de blog
Jean de Tauriers, presidente da Notre Dame de Chrétienté
Guillaume de Thieulloy, editor de imprensa
Jérôme Triomphe, advogado
Philippe de Villiers, ex-ministro, escritor


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terça-feira, 7 de setembro de 2021

Os demónios são afastados pelo jejum

Pelo jejum são os demónios afastados como pela espada, porque lhe não suportam os benefícios: o que eles adoram são a folia e a embriaguez. Por isso, ao olharem o rosto do jejum, não podem tolerá-lo e fogem para bem longe, como nos ensina o Senhor nosso Deus: «estes demónios podem ser expulsos pelo jejum e pela oração» (Mc 9,28). É por isso que o jejum nos traz a vida eterna.

O jejum devolve aos que o seguem a habitação paterna donde Adão foi expulso. Foi o próprio Deus, o amigo dos homens (Sb 7,14), que confiou o homem ao jejum como a uma mãe extremosa ou a um mestre, tendo-o proibido de provar apenas duma árvore (Gn 2,17).

Tivesse o homem observado esse jejum e viveria para sempre com os anjos. Ao rejeitá-lo, causou para si a dor e a morte, a fereza dos espinhos e das silvas, e a angústia duma vida dolorosa (Gn 3,17ss.) Ora, se o jejum se revelou proveitoso no Paraíso, quanto mais o não será neste mundo para nos proporcionar a vida eterna!

São Romano, o Melodista in Hino "Adão e Eva", 1-5  


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segunda-feira, 6 de setembro de 2021

A Gravidez é uma Presença, não uma Doença

É cousa conhecida e sabida que o uso de mensagens subliminares é o melhor meio de alcançar os objectivos da propaganda – basta lembrar Goebbels. Estas mensagens de tão subtis parecem que o não são, ou seja, que não existem, e de tão repetidas tornam-se «evidências» indiscutíveis.

 

Isto é claro, por exemplo, no que diz respeito à anticoncepção ou, como hoje costuma dizer-se, contracepção. Nos dias que correm, há uma convicção generalizada de que estas substâncias e artefactos, a que se recorre para evitar a concepção, são medicamentos. Por isso o Estado os subsidia, com o dinheiro dos nossos impostos; os médicos - nos hospitais, nos centros de saúde, nas consultas da caixa, na clínica privada - receitam-nos largamente; as farmácias promovem-nos e vendem-nos; algumas consultas de «planeamento familiar» distribuem-nos gratuitamente; os meios de comunicação social publicitam-nos; os «educadores sexuais» recomendam-nos com insistência desusada... Por outro lado, quem contra ela (a anticoncepção)  bradar é tido como retrógrado, perigoso fundamentalista, hostilizador da ciência, adverso ao progresso,  inimigo da medicina.

 

Ora, convém lembrar que um medicamento é uma substância a que se recorre para curar ou aliviar enfermidades. A mensagem que passa é, pois, a seguinte: a gravidez, pelo menos a «não desejada», é uma doença. «Uma doença sexualmente transmissível». Isto que é dito, implicitamente, através desta mentalidade, destes usos e costumes, é afirmado (as citações são muito abundantes) explicitamente e com todas as letras pelos ideólogos que décadas atrás começaram a promover este estado de coisas.

 

E no entanto, uma mulher saudável é naturalmente fértil. Enquanto que uma outra que não consiga ter filhos, por padecer de esterilidade ou de infertilidade, procura ansiosamente tratamento para a sua enfermidade. De onde se conclui que há muitas mulheres que tomam substâncias para adoecer o seu corpo de modo a que não possam conceber. É caso para perguntar quem é retrógrado e inimigo da medicina.

 

Porém, o mais grave é que a aceitação desta mentalidade faz com que consideremos a pessoa humana concebida, essencialmente, uma doença – como consequência lógica se falha a contracepção recorre-se ao aborto. De tão habituados que estamos a definir a gravidez a partir da mãe, esquecemo-nos de que o mais importante é reconhecê-la a partir daquilo que faz com que a mulher se torne mãe. Este «aquilo» é um «aquele» ou «aquela», isto é, alguém - um filho ou uma filha. De facto, a gravidez só secundariamente é um estado da mulher adulta, porque esse estado é consequência de uma presença. A presença de uma pessoa pequenina que está a crescer no seio de sua mãe. Isto é, a nossa presença, alguns anos, poucos ou muitos, atrás.

 

Desde o primeiro instante, ou seja, desde a concepção, quando se uniram o património genético do nosso pai e da nossa mãe, que começámos a ser, com uma identidade genética única, singular e irrepetível. Iniciámos a nossa jornada da vida sendo uma só célula, invisíveis a olho nu, incipientes, extremamente vulneráveis, desabrochando para a vida com a inocência mais absoluta que se possa imaginar, frágeis, indefesos, totalmente confiados à protecção da mãe, e fomos crescendo numa continuidade, sem dissolução, sem saltos qualitativos, sendo que a única coisa que se nos «acrescentou» foi a alimentação. Por isso a «interrupção voluntária da gravidez» é um homicídio na forma de aborto, uma morte violenta e cruel, de que não poucas vezes, a mulher, por muitas e variadas razões, na altura não se apercebe, mas que mais tarde virá a pagar caro, tornando-se também uma vítima do crime perpetrado.


Padre Nuno Serra Pereira


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domingo, 5 de setembro de 2021

Três questões retóricas sobre o Concílio Vaticano II e a Tradição

A promulgação do motu proprio Traditionis Custodes deu uma nova urgência a um antigo debate sobre a interpretação do Concílio Vaticano II. O Papa Francisco acredita que aqueles que frequentam a Missa Tradicional são propensos a rejeitar os ensinamentos do Concílio. 

Os tradicionalistas, porém, contra-argumentam sugerindo que os ensinamentos do Concílio – particularmente aqueles que retratam a reforma litúrgica – têm sido sistematicamente ignorados. Então voltamos novamente à questão se é que o “espírito do Vaticano II”, frequentemente invocado pelos Católicos liberais, se encontra verdadeiramente em sintonia com o resultado que dele se originou.

É realmente extraordinário, não é verdade, que cinquenta anos após o Concílio, não exista ainda um consenso sobre as intenções dos pais Conciliares? Desacordos relacionados com algumas nuances teológicas seriam compreensíveis, no entanto, este caso situa teólogos competentes em linhas de pensamento diametralmente opostas, ambos citando o Concílio como suporte do seu pensamento. 

Existe um precedente de disputas ferozes no rescaldo de Concílios da Igreja; basta retornar ao Concílio de Calcedónia e relembrar que as suas definições cristológicas culminaram no cismo entre Roma e as Igrejas Orientais Ortodoxas. Mas será que terá alguma vez sido tamanha a disparidade de opiniões sobre as decisões de um Concílio?

Com muito pouca esperança de resolver o velho debate – dado que as opiniões contrastantes se entrincheiraram faz já décadas – deixem-me fazer algumas questões retóricas para que, ao menos, possa ajudar a clarificar a situação que agora enfrentamos.

1. Devemos interpretar os ensinamentos do Vaticano II à luz da Tradição, ou devemos interpretar a Tradição à luz do Vaticano II?

Esta questão é essencialmente aquela colocada pelo Papa Bento XVI, quando decretou a “hermenêutica da ruptura” que levou muitos teólogos a sugerir que o Concílio marcou uma quebra radical com os antigos ensinamentos da Igreja.

No motu proprio, o Papa Francisco argumenta corretamente que um Católico não pode rejeitar as decisões de um concílio ecuménico sem colocar em causa o dogma doutrinal de que o Espírito Santo guia a Igreja nas suas decisões. Mas, seguindo a mesma lógica, um fiel Católico também não pode aceitar a noção de que a Igreja foi mal guiada por séculos; o Espírito Santo também iluminou a Igreja antes do Concílio Vaticano II. 

A “hermenêutica da continuidade” – a crença que o Concílio não podia mudar fundamentalmente os ensinos da Igreja, mas somente clarificar e desenvolver aquilo que já era ensinado – é a única opção de pensamento disponível para um fiel Católico. Portanto, o Concílio deve ser entendido pela prespectiva da constante tradição da Igreja. Se existem passagens nos documentos do Concílio que parecerem conflituar com essa tradição, são necessárias mais clarificações, mais desenvolvimento ou até, possivelmente, simples correções.

2. Será que o Concílio queria aproximar a Igreja do mundo moderno ou queria ser guiada pelo mundo moderno?

O Iluminismo, a Reforma e a Revolução Francesa fizeram a Igreja adotar uma postura defensiva vis-à-vis contra a modernidade. O Papa João XXIII pensou ser necessário sair desse forte eclesiástico, abrindo novas linhas de comunicação com o mundo secular. Contudo, queria ele e queriam os pais do Concílio, que a Igreja medisse o seu sucesso ou as suas falhas de acordo com os critérios desse mundo secular? Certamente que não. Bem pelo contrário, o Concílio exorta os Católicos a transformarem o mundo secular pelo poder do Evangelho.

Hoje, infelizmente, a exortação é sobejamente reduzida para a sugestão de que os Cristãos se devem concentrar nas “boas obras” que a nossa sociedade secular reconhece – em detrimento do testemunho profético que a Igreja oferece quando os Cristãos condenam o mal de uma sociedade que espezinha a dignidade da vida humana.

O que me leva à terceira e final questão retórica.

3. Será que o Concílio proclamou o chamamento universal à santidade ou o chamamento universal de santidade?

Isto é, o Concílio ensina os Cristãos de que estes são chamados a santificar-se e a santificar o mundo à sua volta? Ou ensina que os Cristãos já estão santificados e devem ser encorajados e elogiados em cada acção que empreendem? Será que devemos nós Católicos fazer do mundo sagrado ou reconhecer o mundo como sendo já sagrado?

A demanda pela santidade é uma campanha árdua, por sua vez uma Igreja complacente contentar-se-ia em estabelecer padrões mais baixos para essa santidade, aceitando falhas pessoais e fazendo vista grossa a pequenas transgressões. O leitor pode julgar por si próprio se, por exemplo, o “caminho sinodal” da hierarquia alemã levará à santidade ou à complacência.

Existem realmente alguns tradicionalistas que rejeitam os ensinamentos do Concílio Vaticano II, contudo são muitos mais, submeto, que reconhecem que algo tem corrido seriamente mal dentro da Igreja nas últimas gerações. E se não podemos culpar o Concílio pelos problemas do Catolicismo – porque esses problemas já estavam em evidência antes do começo deste – é também tristemente evidente que o Concílio não resolveu todos os problemas. Portanto, os Católicos mais fervorosos tornam-se para a tradição da Igreja em busca de uma segura fundação para nela contruírem a sua fé.

Phill Lawler in catholicculture.org
(Tradução: Margarida Vilan e Manuel Maia Simões)


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sexta-feira, 3 de setembro de 2021

São Pio X convocou os sacerdotes para uma luta contra o liberalismo na Igreja

Os sacerdotes devem vigiar, pois a Fé está ameaçada, menos pela negação aberta do que pela subtileza e falsidade desses pérfidos católicos liberais, que, parando à beira do erro condenado, encontram a sua força na aparência de uma pura doutrina. Que os sacerdotes tomem cuidado para não aceitarem quaisquer ideias oriundas dos católicos liberais que, sob a máscara do bem, pretendem conciliar Justiça com Iniquidade.

Os católicos liberais são lobos em pele de cordeiro. O sacerdote deve revelar ao povo os seus planos pérfidos, os seus planos iníquos. Vocês serão chamados de legalistas, clericais, retrógrados, intolerantes, mas não prestem atenção ao insulto e escárnio dos ímpios. Tenham coragem; vocês nunca devem ceder, nem há qualquer necessidade de ceder.

Vocês devem ir para o ataque de todo o coração, não em segredo, mas em público, não a portas fechadas, mas a céu aberto, à vista de todos. Eu não nego que isso será para mim e para vocês um trabalho cansativo, mas reflictam que nós não entrámos no sacerdócio para procurar uma vida de conforto. Devemos trabalhar! Este é o nosso dever.

Yves Chiron in 'São Pio X, Restaurador da Igreja' - Angelus Press, 2002, p. 54


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Dia de São Pio X (Giuseppe Sarto)

A doutrina católica ensina-nos que o primeiro dever da caridade não está na tolerância das convicções erróneas, por sinceras que sejam, nem na indiferença teórica e prática pelo erro ou vício, em que vemos mergulhados os nossos irmãos, mas no zelo pela sua restauração intelectual e moral, não menos que por seu bem-estar material. 

Esta mesma doutrina católica ensina-nos também que a fonte do amor ao próximo encontra-se no amor a Deus, Pai comum e fim comum de toda a família humana; e em Jesus Cristo, do qual somos membros, a tal ponto que fazer o bem aos outros é fazer o bem ao próprio Jesus Cristo. Qualquer outro amor é ilusão ou sentimento estéril e passageiro. Na verdade, nós temos a experiência humana de pagãos e sociedades seculares de eras passadas para mostrar que a preocupação com interesses comuns ou afinidades de natureza pesam muito pouco contra as paixões e desejos selvagens do coração. 

Não, veneráveis irmãos, não existe verdadeira fraternidade fora da caridade cristã. Através de Deus e de seu Filho Jesus Cristo, nosso Salvador, a caridade cristã abrange todos os homens, para consolar todos, e para os conduzir todos à mesma fé e à mesma felicidade celestial. Separando a fraternidade da caridade cristã assim entendida, a democracia, longe de ser um progresso, constituiria um desastroso recuo para a civilização. 

Se, e Nós desejamo-lo com toda a nossa alma, chegar a maior soma possível de bem-estar para a sociedade e para cada um dos seus membros pela fraternidade, ou, como se diz ainda, pela solidariedade universal, é necessária a união dos espíritos na verdade, a união das vontades na moral, a união dos corações no amor de Deus e de seu filho Jesus Cristo. Ora, esta união só poderá ser realizada pela caridade católica, que é a única, por consequência, que pode conduzir os povos no caminho do progresso, para o ideal da civilização.

S. Pio X (Papa) in Carta Apostólica ''Notre Charge Apostolique'' (25/08/1910)


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quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Neto de Tolkien relembra como o escritor reagiu à Missa em inglês

Recordo-me perfeitamente de ir à Missa a Bournemouth com o meu Avô [J.R.R. Tolkien], que era um católico romano devoto. Foi logo após a Reforma Litúrgica, quando nas igrejas mudaram a liturgia do latim para o inglês. O meu Avô, obviamente, não concordou com isso e dava todas as respostas muito alto em latim enquanto o resto das pessoas respondia em inglês.

Eu achei toda a experiência bastante aflitiva, mas o meu Avô nem percebia. Ele simplesmente tinha que fazer o que acreditava estar certo. Ele herdou a sua religião da sua Mãe, que foi ostracizada pela sua família após a sua conversão (do anglicanismo ao catolicismo) e depois morreu na pobreza quando o meu Avô tinha apenas 12 anos. 

Simon Tolkien


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Superiores Gerais dos Institutos 'Ecclesia Dei' reunem-se em França

Os Superiores Gerais dos chamados Institutos 'Ecclesia Dei', ligados à Liturgia Tradicional Romana, encontram-se em Courtalain, no seminário do Instituto do Bom Pastor.

O objectivo do encontro é discutir que caminhos seguir depois do último motu proprio do Papa Francisco, 'Traditionis Custodes', e da consequente perseguição à Missa Tradicional e aos Institutos Tradicionais.

São estes os Superiores Gerais presentes ou ali representados:

Pe. Andrzej Komorowski, Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal de São Pedro

Mgr Gilles Wach, Prior Geral do Instituto de Cristo Rei e Sumo Sacerdote

Pe. Luis Gabriel Barrero Zabaleta, Superior Geral do Instituto do Bom Pastor

Pe. Louis-Marie de Blignières, Superior Geral da Fraternidade de São Vicente Ferrer

Padre Gerald Goesche, Superior Geral do Instituto de São Filipe Néri

Padre Antonius Maria Mamsery, Superior Geral dos Missionários da Santa Cruz

Dom Louis-Marie de Geyer d´Orth, abade da Abadia de Santa Madalena do Barroux

Padre Emmanuel-Marie Le Fébure du Bus, abade dos Cônegos de Lagrasse

Dom Marc Guillot, abade da Abadia de Santa Maria de la Garde

Madre Placide Devillers, abadessa da Abadia de Nossa Senhora da Anunciação em Barroux

Madre Faustine Bouchard, Prioresa das Canonesas de Azille

Madre Madeleine-Marie, Superiora das Adoradoras do Coração Real de Jesus Sumo Sacerdote


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quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Novena a São José

São José, esposo de Nossa Senhora, padroeiro da Igreja Universal, dos operários, da família e da boa morte. São José é um poderoso intercessor para se pedir um coração puro e casto.

Por intercessão de S. José o Senhor nos conceda as graças que neste momento mais necessitamos. Em Nome do Pai e do Filho e do Espirito Santo. Ámen.

Deus misericordioso, aceitai benigno a mediação do glorioso Patriarca S. José, a quem constituístes chefe da Sagrada Família, para, por sua intercessão, obtermos as graças que humildemente pedimos (pensar na graça particular que se quer pedir nesta novena).

Rezar a oração própria deste dia, seguida da oração final (que se encontra mais abaixo):

1º dia 

Glorioso Patriarca S. José, que recebestes do Céu a revelação do mistério de Cristo, fazei-nos conhecer melhor Jesus, nosso divino Salvador.
Pai Nosso, Avé Maria e Glória

2º dia

Amabilíssimo S. José, que contemplastes, com inefável amor, a Jesus nos vossos braços, guiai-nos sempre pelo caminho das virtudes cristãs.
Pai Nosso, Avé Maria e Glória

3º dia 

Glorioso Patriarca S. José, livrai-me dos castigos merecidos pelos meus pecados e obtende-me as bênçãos de Deus.
Pai Nosso, Avé Maria e Glória

4º dia

Poderoso Patriarca S. José, chefe da Sagrada Família de Nazaré, socorrei todas as famílias com o pão do corpo e da alma.
Pai Nosso, Avé Maria e Glória

5º dia 

Bem-aventurado S. José, trabalhador na oficina da Sagrada Família, fazei que todos os que trabalham gozem dignamente o fruto do seu trabalho.
Pai Nosso, Avé Maria e Glória

6º dia 

Bondoso S. José, pelos privilégios que Deus vos concedeu, livrai-nos de todo o pecado e alcançai-nos uma santa morte e a bem-aventurança eterna.
Pai Nosso, Avé Maria e Glória

7º dia 

Bondoso Patriarca S. José, consolador dos aflitos, obtende-me paciência e fortaleza nos sofrimentos e tribulações da vida.
Pai Nosso, Avé Maria e Glória

8º dia 

Manso e humilde S. José, fazei-me atender sempre às inspirações do Divino Espírito Santo e obtende-me de Jesus todas as graças de que preciso.
Pai Nosso, Avé Maria e Glória

9º dia 

Glorioso Patriarca S. José, a quem a Divina Providência confiou, na aurora dos tempos, a guarda da Igreja detentora dos mistérios da Salvação, guardai-a e protegei-a com todas as graças de que precisa.
Pai Nosso, Avé Maria e Glória

Oração final:
Ó Deus que tanto honrastes S. José, permiti que ele nos socorra nas nossas aflições, pelos méritos de Vosso Filho Jesus que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Ámen.


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terça-feira, 31 de agosto de 2021

A lição que D. Athanasius Schneider aprendeu com a Missa Tradicional

A lição mais importante que aprendi com celebração da Missa Tradicional foi a seguinte: sou apenas um pobre instrumento de uma acção sobrenatural e sagrada, cujo protagonista é Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote.

Durante a celebração da Missa sinto que perco, em certo sentido, a minha liberdade individual porque as palavras e os gestos são-me prescritos até nos mais pequenos detalhes e não posso alterá-los.

Sinto profundamente, no fundo do meu coração, que sou apenas um servo e um ministro que, porém, com livre arbítrio, com fé e amor, não realizo a minha vontade, mas a de Outrem.

D. Athanasius Schneider em entrevista feita por Piotr Falkowski para Nasz Dziennik


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segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Beata Ana Catarina Emmerich sobre rezar em latim

Não posso fazer uso das orações da Igreja traduzidas para o alemão. Elas são para mim demasiado insípidas e demasiado molestas. Na oração não estou vinculada a qualquer língua e, ao longo da minha vida, as orações da Igreja em latim sempre me pareceram muito mais profundas e mais inteligíveis. 

No convento, sempre me alegrei antecipadamente quando tínhamos de cantar hinos e responsórios em latim. A festa (litúrgica) tornava-se ainda mais presente para mim e via tudo o que cantava. Especialmente quando cantávamos em latim a ladainha da Santíssima Virgem, tinha uma visão maravilhosa de todas as figuras simbólicas de Maria. Era como se as minhas palavras invocassem essas imagens. No início tinha algum medo, mas depois foi para mim uma graça e fervor que incentivaram bastante a minha devoção. Tenho visto as cenas mais admiráveis.

K. E. Schmoeger in Vie d’Anne-Catherine Emmerich, vol. 1, Pierre Tequi, Paris 1950, 258


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Mensagem do Cardeal Burke depois de ter estado em risco de vida

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

No Sagrado Coração de Jesus e através do Imaculado Coração de Maria, expresso a minha profunda gratidão a Deus, que me trouxe a este ponto de cura e recuperação. Conforme previamente comunicado pela direcção e equipa do Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, a quem também expresso o meu profundo agradecimento, já não estou entubado com um ventilador. 

Fui transferido da Unidade de Cuidados Intensivos e instalado num quarto de hospital onde os médicos, enfermeiras e numerosos funcionários do hospital me prestaram cuidados médicos vigilantes, competentes e constantes. Também a estes dedicados profissionais agradeço de coração, bem como aos sacerdotes que me ministraram os Sacramentos.

A quantos ofereceram inúmeros rosários e orações, acenderam velas e solicitaram intenções na Santa Missa, estendo a minha sincera gratidão e peço ao Senhor e à Sua Mãe que abençoe a todos. Agradeço também aos meus irmãos Bispos e sacerdotes que ofereceram a Missa por mim ou rezaram por mim no altar.



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