sábado, 18 de setembro de 2021
Fiéis impedidos de ter Missa Tradicional em paróquia francesa
sexta-feira, 17 de setembro de 2021
O hino de guerra do homem casto
Godofredo de Bouillon com um golpe de espada cortava couraça e cavaleiro. Perguntaram-lhe de onde tirara tanta força. “Esta mão” — disse, levantado a direita — “nunca foi profanada pela impureza”.
Castidade é liberdade!
Enquanto latiram dentro de ti matilhas de cães, não és livre. Só a castidade lança em ferros os hábitos que aprisionavam a alma.
Castidade é alegria!
Toca para longe os remorsos e as tristes recordações de vis baixezas. Meu jovem amigo, de joelhos te imploro, nunca deixes entrar no paraíso da alegria tão asquerosa serpente — a impureza. Pois mil raminhos conduzem para fora e nenhum para dentro dele. Como é encantador o rosto de um homem casto! Recorda a inocência de criança.
Castidade é beleza!
Há muitos anos, um pintor viu certo jovem mui formoso. Pintou-o na tela. Anos mais tarde, encontra-se com um velho horrivelmente feio. Pintou-o também, colocando os dois quadros um ao lado do outro com os dizeres: “A virtude” e “O vício”. A vista do que o velho começa a chorar.
— Por que choras? — pergunta o pintor.
— Sou o mesmo nos dois quadros. Há vinte anos, representava a virtude porque era belo vivendo casto. Remorso de velho!
Em Roma, todos queriam ver o rosto de Luiz Gonzaga, o anjo da pureza.
Castidade é nobreza!
É a fonte perene dos nobres pensamentos, a chama que ateia o entusiasmo por tudo quanto é alto, grande, elevado, digno. Dá ao homem cristão a elegância cristã perante a mulher formosa ou feia, moça ou velha. Até nos pensamentos fá-lo perfeito cavalheiro. Queria o rei da Itália que Achtermann esculpisse uma estátua escarnecendo a pureza. Generosamente pagaria o trabalho.
— Nem todo dinheiro da Itália poderia levar-me a isso! — foi a nobre resposta do homem que fizera voto de virgindade.
Tens a pureza nos olhos, meu amigo? Sai pelo mundo; a ti a ciência nada poderá ensinar, mas, sim, aprenderá de ti.
Conheces esta melodia? Eu passo ao longe tocando. Ao largo da ilha em que Apolo Musageto cresce no meio dos afagos das musas, eu passo tocando estas fanfarras de guerra. Ao ouvi-la, um dia lembrou-se Apolo que era “homem”. Largou as musas e seguiu a frota para a luta. Farás o mesmo, meu caro!
A exemplo de tantos outros, deixarás a ilha onde vivem os moles e seguirás atrás dos clarins que soam alvoradas para vida. Scipião colocou no túmulo a palavra:
“Maxima omnium viela voluptas.” A maior de minhas vitórias foi vencer a volúpia.
O mármore das sepulturas espera esses dizeres a respeito de todo moço cristão. Junto ao rio mandou o Senhor que Gedeão despachasse para casa os manchados. A vitória ficou reservada aos limpos.
O mesmo ordena ainda hoje o Senhor, que distribui os triunfos na vida.
Deixa vibrar em tua alma os sons de guerra desta melodia!
Padre Geraldo Pires in 'Páginas para Rapazes – Vigílias e Alvoradas'
quinta-feira, 16 de setembro de 2021
O regresso da Igreja das Catacumbas
quarta-feira, 15 de setembro de 2021
As Dores de Maria
Sumário. Por causa do imenso amor com que Jesus Cristo ama a sua querida Mãe, são-lhe muito agradáveis os que com devoção meditam nas dores de Maria Santíssima, e inúmeras são as graças que lhes comunica. Mas, infelizmente, quão poucos são os que praticam tão bela devoção! Muitos cristãos, em vez de se compadecerem das dores de Maria, lh'as renovam com seus pecados ou a sua tibieza. Irmão meu, serás tu também um destes ingratos?
Para compreender quanto agrada à Bem-Aventurada Virgem que nos lembremos das suas dores, bastaria somente saber que, no ano de 1239, apareceu a sete devotos seus (que depois foram os fundadores da Ordem dos Servos de Maria [Ordem Servita]), com um hábito negro na mão, e ordenou-lhes que, desejando fazer-lhe causa agradável, meditassem com frequência nas suas dores. Por isso, queria que, em memória delas, trouxessem daí em diante aquele hábito lúgubre.
I. Por isso, são mui grandes as graças que Jesus prometeu aos devotos das dores de Maria. Refere o Padre Pelbarto ter sido revelado a Santa Isabel que São João Evangelista, depois da Santíssima Virgem ter sido assunta ao Céu, desejava vê-la mais uma vez. Foi-lhe concedida a graça e apareceu-lhe a sua cara Mãe e, juntamente, também Jesus Cristo. Ouviu, depois, que Maria pediu ao Filho alguma graça especial para os devotos das suas dores, e que Jesus lhe prometeu para eles quatro graças especiais: 1º. Que o que invocar a divina Mãe pelos merecimentos das suas dores merecerá fazer, antes da morte, verdadeira penitência de todos os seus pecados. 2º. Que defenderá aqueles devotos nas tribulações em que se acharem, especialmente na hora da morte. 3º. Que imprimirá neles a memória da Sua Paixão, e que no Céu lhes dará, depois, o correspondente prémio. 4º. Que entregará os tais devotos nas mãos de Maria, a fim de que deles disponha à Sua vontade e lhes obtenha todas as graças que quiser. Em comprovação de tudo isto encontram-se nos livros inúmeros exemplos.
II. Se é tão agradável a Maria Santíssima que nos lembremos das suas dores, e se são tão grandes as graças que Jesus Cristo prometeu a quem pratica esta devoção, claro está que, juntamente com a devoção à Paixão do Redentor, devia ser a de todos os cristãos. Mas, infelizmente, quantos não há que em vez de honrarem a Virgem dolorosa, ainda lhe aumentam as penas, e pela sua tibieza e pelos seus pecados lhe traspassam o coração com novas espadas?
É isso que, como conta o Padre Roviglione, a divina Mãe quis ensinar a um jovem seu devoto. Tendo este caído em pecado mortal e indo na manhã seguinte visitar uma imagem da Virgem que tinha sete espadas no peito, viu não sete, mas oito espadas. Ouviu então uma voz que lhe disse que aquele seu pecado tinha acrescentado a oitava espada no coração de Maria.
Ah, minha bendita Mãe! não só uma espada, mas tantas espadas quantos têm sido os meus pecados, acrescentei ao vosso coração. Ah Senhora! não a vós, que sois inocente, mas a mim, réu de tantos delitos, se devem as penas. Mas já que Vós quisestes padecer tanto por mim, ah! Pelos Vossos merecimentos impetrai-me uma grande dor dos meus pecados, e paciência para sofrer os trabalhos desta vida, que serão sempre leves em comparação com os meus deméritos, pois que tantas vezes tenho merecido o Inferno. Impetrai-me também, ó minha Mãe, uma devoção constante e terna à Paixão de Jesus Cristo e às Vossas dores, a fim de que, depois de Vos ter acompanhado na Terra em vossas penas, mereça participar da Vossa glória no Céu. (*I 230.)
Santo Afonso Maria de Ligório in 'Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano'
terça-feira, 14 de setembro de 2021
Ter orgulho na Exaltação da Santa Cruz
segunda-feira, 13 de setembro de 2021
domingo, 12 de setembro de 2021
sexta-feira, 10 de setembro de 2021
A cura da Razão e da Vontade para chegar à Humildade e Caridade
quinta-feira, 9 de setembro de 2021
Carta aos Católicos de todo o Mundo em defesa da Missa Tradicional
quarta-feira, 8 de setembro de 2021
terça-feira, 7 de setembro de 2021
Os demónios são afastados pelo jejum
São Romano, o Melodista in Hino "Adão e Eva", 1-5
segunda-feira, 6 de setembro de 2021
A Gravidez é uma Presença, não uma Doença
É cousa conhecida e sabida que o uso de mensagens subliminares é o melhor meio de alcançar os objectivos da propaganda – basta lembrar Goebbels. Estas mensagens de tão subtis parecem que o não são, ou seja, que não existem, e de tão repetidas tornam-se «evidências» indiscutíveis.
Isto é claro, por exemplo, no que diz respeito à anticoncepção ou, como hoje costuma dizer-se, contracepção. Nos dias que correm, há uma convicção generalizada de que estas substâncias e artefactos, a que se recorre para evitar a concepção, são medicamentos. Por isso o Estado os subsidia, com o dinheiro dos nossos impostos; os médicos - nos hospitais, nos centros de saúde, nas consultas da caixa, na clínica privada - receitam-nos largamente; as farmácias promovem-nos e vendem-nos; algumas consultas de «planeamento familiar» distribuem-nos gratuitamente; os meios de comunicação social publicitam-nos; os «educadores sexuais» recomendam-nos com insistência desusada... Por outro lado, quem contra ela (a anticoncepção) bradar é tido como retrógrado, perigoso fundamentalista, hostilizador da ciência, adverso ao progresso, inimigo da medicina.
Ora, convém lembrar que um medicamento é uma substância a que se recorre para curar ou aliviar enfermidades. A mensagem que passa é, pois, a seguinte: a gravidez, pelo menos a «não desejada», é uma doença. «Uma doença sexualmente transmissível». Isto que é dito, implicitamente, através desta mentalidade, destes usos e costumes, é afirmado (as citações são muito abundantes) explicitamente e com todas as letras pelos ideólogos que décadas atrás começaram a promover este estado de coisas.
E no entanto, uma mulher saudável é naturalmente fértil. Enquanto que uma outra que não consiga ter filhos, por padecer de esterilidade ou de infertilidade, procura ansiosamente tratamento para a sua enfermidade. De onde se conclui que há muitas mulheres que tomam substâncias para adoecer o seu corpo de modo a que não possam conceber. É caso para perguntar quem é retrógrado e inimigo da medicina.
Porém, o mais grave é que a aceitação desta mentalidade faz com que consideremos a pessoa humana concebida, essencialmente, uma doença – como consequência lógica se falha a contracepção recorre-se ao aborto. De tão habituados que estamos a definir a gravidez a partir da mãe, esquecemo-nos de que o mais importante é reconhecê-la a partir daquilo que faz com que a mulher se torne mãe. Este «aquilo» é um «aquele» ou «aquela», isto é, alguém - um filho ou uma filha. De facto, a gravidez só secundariamente é um estado da mulher adulta, porque esse estado é consequência de uma presença. A presença de uma pessoa pequenina que está a crescer no seio de sua mãe. Isto é, a nossa presença, alguns anos, poucos ou muitos, atrás.
Desde o primeiro instante, ou seja, desde a concepção, quando se uniram o património genético do nosso pai e da nossa mãe, que começámos a ser, com uma identidade genética única, singular e irrepetível. Iniciámos a nossa jornada da vida sendo uma só célula, invisíveis a olho nu, incipientes, extremamente vulneráveis, desabrochando para a vida com a inocência mais absoluta que se possa imaginar, frágeis, indefesos, totalmente confiados à protecção da mãe, e fomos crescendo numa continuidade, sem dissolução, sem saltos qualitativos, sendo que a única coisa que se nos «acrescentou» foi a alimentação. Por isso a «interrupção voluntária da gravidez» é um homicídio na forma de aborto, uma morte violenta e cruel, de que não poucas vezes, a mulher, por muitas e variadas razões, na altura não se apercebe, mas que mais tarde virá a pagar caro, tornando-se também uma vítima do crime perpetrado.


















