sábado, 18 de junho de 2022
sexta-feira, 17 de junho de 2022
Os efeitos da Eucaristia segundo São Tomas de Aquino
Maravilhoso é este Sacramento em que uma inefável eficácia inflama os afectos com o fogo da caridade. Que revigorante maná é aqui oferecido para o viajante! Ele restaura o vigor dos fracos, a saúde para os doentes, confere o aumento da virtude, faz a graça superabundar, purga os vícios, refresca a alma, renova a vida dos aflitos, vincula uns aos outros todos os fiéis na união da caridade.
Este Sacramento da fé também inspira a esperança e aumenta a caridade. É o pilar central da Igreja, a consolação dos que falecem, e o acabamento do Corpo Místico de Cristo. A fé amadurece, e a devoção e a caridade fraterna são aqui saboreadas. Que estupenda provisão para o caminho é esta, que conduz o viajante até à montanha das virtudes!
Este é o pão verdadeiro que é comido e não consumido, que dá força sem perdê-la. É a nascente da vida e a fonte da graça. Perdoa o pecado e enfraquece a concupiscência. Os fiéis encontram aqui a sua refeição, e as almas um alimento que ilumina a inteligência, inflama os afectos, purga os defeitos, eleva os desejos. Ó cálice de doçura para as almas devotas, este sublime Sacramento, ó Senhor Jesus, declara para os que crêem nas Tuas maravilhosas obras.
in Sermão sobre o Corpo do Senhor - Summa Theologiae IIIa. q. 79
quinta-feira, 16 de junho de 2022
Corpus Christi
Como é possível que a Hóstia seja o Corpo de Cristo se olhamos para lá e só vemos pão? Para perceber um bocadinho melhor este mistério convém fazer uma micro-introdução à metafísica, a ciência que estuda o ser enquanto ser.
A substância é o que faz com que as coisas sejam o que são e não outra coisa qualquer. A substância é como se fosse o que está a sustentar, o suporte. A substância do cavalo é diferente da substância do gato, podemos dizer que diferem substancialmente.
Depois existem cavalos com características diferentes, uns brancos, outros pretos, outros amarelos, etc…Do mesmo modo existem gatos com diferentes características entre si, embora todos tenham 7 vidas (ou serão 9?). A estas características diferentes, que dão corpo à substância - por assim dizer - chamamos acidentes.
Quando, durante a Missa, o sacerdote faz a consagração, de acordo com as palavras que Jesus usou na Última Ceia, a substância do pão muda para o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo. A esta mudança na substância chama-se transubstanciação.
Mas os acidentes do pão não mudam. Quer isto dizer que apesar de ali estar verdadeiramente Jesus Cristo, tão real como há 2000 anos na Galileia, mantêm-se a aparência de pão, o sabor de pão, etc…Parece que é pão, mas não é. O pão, enquanto substância desaparece no momento da consagração e é substituído pelo Corpo de Cristo.
Por vezes acontece que os acidentes do Corpo de Cristo se tornam visíveis. De repente uma Hóstia começa a deitar sangue, não se sabe como. E a Hóstia é enviada para ser analisada num laboratório e o resultado é que aquela matéria pertence a um músculo do coração. Existem inúmeros destes milagres eucarísticos documentados e sem explicação científica.
Não servem para fazer espectáculo mas tão só para aumentar a nossa fé na Presença Real de Nosso Senhor Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento.
João Silveira
quarta-feira, 15 de junho de 2022
Festa do Santíssimo Sacramento
Começa hoje a Novena ao Sagrado Coração de Jesus
Rezar cada dia, durante 9 dias seguidos, estas orações:
Ó divino Jesus, que dissestes: Pedi e recebereis; procurai e achareis; batei e abrir-se-vos-á; eis-me prostrado a vossos pés, cheio de viva fé e confiança nessas sagradas promessas, ditadas pelo vosso Sacratíssimo Coração e pronunciadas pelos vossos lábios adoráveis. Venho pedir-vos... (fazer o pedido).
A quem pedirei, ó doce Jesus, senão a Vós, cujo coração é inesgotável manancial de todas as graças e merecimentos? Onde o procurarei a não ser no tesouro que contém todas as riquezas de vossa clemência e bondade? Onde baterei a não ser à porta do vosso Sagrado Coração, pelo qual o próprio Deus vem a nós e nós vamos a Ele?
A vós, pois recorro, ó Coração de Jesus. Em vós encontro consolação quando aflito, protecção quando perseguido, força quando oprimido pela tristeza, e luz quando envolto nas trevas da dúvida.
Creio firmemente que podeis conceder-me as graças que vos imploro ainda que fosse por milagre.
Sim, ó meu Jesus, se quiserdes, a minha súplica será atendida. Confesso que não sou digno dos vossos favores, mas isso não é razão para eu desanimar. Vós sois o Deus de Misericórdia e nada sabereis recusar a um coração humilde e contrito. Lançai-me um olhar de piedade eu vo-lo peço. Vosso compassivo coração achará, nas minhas misérias e fraquezas, um motivo imperioso para atender à minha petição. Mas, ó Sacratíssimo Coração de Jesus, seja qual for a vossa decisão no tocante ao meu pedido, nunca vos deixarei de amar, adorar, louvar e servir.
Dignai-vos, ó meu Jesus, receber no vosso adorável Coração este meu acto de perfeita submissão, que sinceramente desejo ser satisfeito, tanto por mim como por todas as criaturas, agora e por todo o sempre. Ámen.
Pai nosso...
Avé Maria...
Glória ao Pai...
“Doce Coração de Jesus, que tanto nos amais, fazei que eu vos ame sempre e cada vez mais”
Se possível, comungar em cada dia da Novena, ou, pelo menos, no último dia.
Com aprovação eclesiástica. Autor: Frei Salvador do Coração da Jesus (Terciário dos Menores Capuchinhos)
terça-feira, 14 de junho de 2022
Morreu Maria dos Anjos, a sobrinha da Irmã Lúcia
Maria dos Anjos morreu ontem, dia 13 de Junho, aos 102 anos. Quem visitava Aljustrel, local onde nasceram e viveram os pastorinhos de Fátima, podia vê-la de terço na mão como lhe tinha recomendado a sua tia, Irmã Lúcia de Jesus: "Reza o terço todos os dias. Não te esqueças."
Quando Lúcia deixou Fátima para entrar na vida religiosa, junto das irmãs doroteias, Maria dos Anjos tinha apenas 1 ano e meio. Mas, mais tarde, quando a tia ingressou no Carmelo de Coimbra encontraram-se várias vezes. Maria dos Anjos, ainda que com 102 anos de idade, recordava essas conversas perfeitamente e tentava seguir os conselhos que lhe deixou a pastorinha de Fátima.
Nesta fotografia, o Pe. Gregory Pendergraft (sacerdote da Fraternidade de São Pedro) abençoa Maria dos Anjos, que se encontrava todos os dias num alpendre em frente à casa onde viveu a Irmã Lúcia.
São Basílio Magno sobre a crise ariana
São Basílio Magno foi Bispo de Cesareia no séc. IV. É um dos 3 Padres (da Igreja) da Capadócia, sendo os outros: Gregório de Nazianzo e Gregório de Níssa. Os seus sermões são muito importantes em termos doutrinais, especialmente na luta acérrima contra a crise ariana.
Durante esse tempo a maioria dos Bispos e muitos sacerdotes e leigos na Igreja tinham sido seduzidos pelo arianismo - que defendia Cristo como a criatura mais perfeita alguma vez criada mas não como Deus feito homem. Foram tempos difíceis para a Igreja e para os leigos que permaneceram com a Fé Católica, como se pode ver por esta descrição de São Basílio cerca do ano 372:
Os fiéis são obrigados a estar em silêncio mas qualquer língua blasfema tem a liberdade de falar. As coisas sagradas são profanadas, Os leigos verdadeiramente católicos evitam os lugares de oração que são escolas de impiedade e elevam os braços em oração a Deus na solidão, gemendo e chorando. (Ep. 92).
As coisas chegaram a este ponto: as pessoas abandonaram os locais de oração e encontram-se no deserto. É um espectáculo triste. Mulheres e crianças, velhos e doentes, sofrem sem qualquer abrigo com chuva, neve, vento, intempéries e, no Verão, sob um sol abrasador: Eles suportam tudo isto porque não querem ter parte activa no nefasto fermento ariano. (Ep. 242)
Há apenas um pecado que agora é gravemente punido: a observância atenta das tradições dos nossos Pais. Por essa razão, os bons foram expulsos de suas casas e levados para o deserto. (Ep. 243)
segunda-feira, 13 de junho de 2022
Santo António e o milagre eucarístico de Rimini
Durante a sua intensa actividade de evangelização, Santo António andou na zona de Rimini (noroeste de Itália) por volta do ano 1223, e foi justamente neste período que o milagre se encontra narrado em vários livros históricos – entre os quais a Begninitas, uma das primeiras fontes sobre a vida do santo - que narram episódios análogos acontecidos também em Toulose e em Burges.
O episódio está relacionado com a luta entre cristãos e hereges. Nesses tempos a hierarquia da Igreja era fortemente contestada por movimentos heterodoxos, incluindo os cátaros, patários e valdenses. Estes atacavam especialmente uma das verdades basilares da Fé católica: a Presença Real de Nosso Senhor na Eucaristia.
O milagre eucarístico aconteceu quando Santo António foi desafiado por um certo Bonovillo para provar que a doutrina sobre a Presença Real do Corpo de Cristo na comunhão era verdadeira. Outra biografia antiga de Santo António (A Assídua) traz as palavras ditas por Bonovillo no 'desafio': "Irmão! Digo-te diante de todos: acreditarei na Eucaristia se a minha mula, que deixarei sem comer durante três dias, escolher a Hóstia em vez do feno que lhe darei.” Se o animal tivesse, portanto, deixado de lado a comida e ido adorar o Deus pregado por Santo António, o herege converter-se-ia.
O encontro foi marcado na Praça Grande (hoje em dia Praça dos Três Mártires), atraindo uma multidão enorme de curiosos. No dia combinado, portanto, Bonovillo apareceu com a mula e com a cesta de feno. Chegou Santo António que, depois de ter celebrado a Missa, trouxe em procissão a Hóstia consagrada dentro do ostensório até a praça.
Diante da mula, o Santo disse: “Em virtude e em nome do Criador, que eu, por mais indigno que seja, tenho realmente nas mãos, te digo, ó animal, e te ordeno que te aproximes rapidamente com humildade e O adores com a devida veneração.”
O animal, apesar faminto, deixou de lado o feno e aproximou-se para adorar a Hóstia consagrada, de tal modo que inclinou os joelhos e a cabeça, provocando a admiração e o entusiasmo dos presentes. Santo António não se enganou ao julgar a lealdade do seu oponente, que, ao ver o milagre, se lançou aos seus pés e abjurou publicamente os seus erros, tornando-se a partir daquele dia um dos mais fervorosos cooperadores do Santo taumaturgo.
adaptado de Zenit
domingo, 12 de junho de 2022
Domingo da Santíssima Trindade - Deum Verum
Invitatório das Matinas do Domingo da Santíssima Trindade
| Ant. Deum verum, unum in Trinitate, et Trinitatem in Unitate, * Venite adoremus. Veníte, exsultémus Dómino, jubilémus Deo, salutári nostro: præoccupémus fáciem ejus in confessióne, et in psalmis jubilémus ei. Ant. Deum verum, unum in Trinitate, et Trinitatem in Unitate, * Venite adoremus. Quóniam Deus magnus Dóminus, et Rex magnus super omnes deos, quóniam non repéllet Dóminus plebem suam: quia in manu ejus sunt omnes fines terræ, et altitúdines móntium ipse cónspicit. Ant. Venite adoremus. Quóniam ipsíus est mare, et ipse fecit illud, et áridam fundavérunt manus ejus(genuflectitur) veníte, adorémus, et procidámus ante Deum: plorémus coram Dómino, qui fecit nos, quia ipse est Dóminus, Deus noster; nos autem pópulus ejus, et oves páscuæ ejus. Ant. Deum verum, unum in Trinitate, et Trinitatem in Unitate, * Venite adoremus. Hódie, si vocem ejus audiéritis, nolíte obduráre corda vestra, sicut in exacerbatióne secúndum diem tentatiónis in desérto: ubi tentavérunt me patres vestri, probavérunt et vidérunt ópera mea. Ant. Venite adoremus. Quadragínta annis próximus fui generatióni huic, et dixi; Semper hi errant corde, ipsi vero non cognovérunt vias meas: quibus jurávi in ira mea; Si introíbunt in réquiem meam. Ant. Deum verum, unum in Trinitate, et Trinitatem in Unitate, * Venite adoremus. V. Glória Patri, et Fílio, * et Spirítui Sancto. R. Sicut erat in princípio, et nunc, et semper, * et in sǽcula sæculórum. Amen. Ant. Venite adoremus. Ant. Deum verum, unum in Trinitate, et Trinitatem in Unitate, * Venite adoremus. | Ant. The True God is Unity in Trinity, and Trinity in Unity. * O come, let us worship. Come let us praise the Lord with joy: let us joyfully sing to God our saviour. Let us come before his presence with thanksgiving; and make a joyful noise to him with psalms. Ant. The True God is Unity in Trinity, and Trinity in Unity. * O come, let us worship. For the Lord is a great God, and a great King above all gods. For the Lord will not cast off his people: for in his hand are all the ends of the earth, and the heights of the mountains are his. Ant. O come, let us worship. For the sea is his, and he made it: and his hands formed the dry land. (genuflect) Come let us adore and fall down: and weep before the Lord that made us: For he is the Lord our God: and we are the people of his pasture and the sheep of his hand. Ant. The True God is Unity in Trinity, and Trinity in Unity. * O come, let us worship. Today if you shall hear his voice, harden not your hearts: As in the provocation, according to the day of temptation in the wilderness: where your fathers tempted me, they proved me, and saw my works. Ant. O come, let us worship.Forty years long was I offended with that generation, and I said: These always err in heart. And these men have not known my ways: so I swore in my wrath that they shall not enter into my rest. Ant. The True God is Unity in Trinity, and Trinity in Unity. * O come, let us worship. V. Glory be to the Father, and to the Son, * and to the Holy Ghost. R. As it was in the beginning, is now, * and ever shall be, world without end. Amen. Ant. O come, let us worship. Ant. The True God is Unity in Trinity, and Trinity in Unity. * O come, let us worship. |
sábado, 11 de junho de 2022
O que são os Dons do Espírito Santo?
DONS DO ESPÍRITO SANTO são hábitos sobrenaturais que dispõem as faculdades a obedecer prontamente à moção do divino Espírito Santo.
Posto que as virtudes movam aos actos bons, os Dons são necessários para a prática dos actos mais perfeitos e para actos heróicos. Nisso se distinguem as virtudes dos Dons do Espírito Santo. São sete:
I - Sapiência — move-nos a julgar rectamente das coisas divinas e a dedicarmo-nos a elas.
II - Entendimento — faz-nos penetrar as verdades da Fé.
III - Conselho — dirige-nos em todas as circunstâncias particulares da vida.
IV - Fortaleza — aperfeiçoa a vontade, quanto aos nossos deveres em ocasião de perigo.
V - Ciência — faz-nos julgar acertadamente das coisas humanas.
VI - Piedade — aperfeiçoa a vontade, quanto aos deveres relativos ao próximo e a Deus.
VII - Temor de Deus — aperfeiçoa a vontade, quando é necessário resistir ao atrativo dos prazeres proibidos.
Padre José Lourenço in Dicionário da Doutrina Católica
sexta-feira, 10 de junho de 2022
Jovens católicas portam imagem de Nossa Senhora na Oitava de Pentecostes
Mulheres com vestidos brancos, típicos dos Sorábios, transportaram em ombros uma imagem de Nossa Senhora datada do ano 1480. Os Sorábios (ou Lusácios) são um povo eslavo que vive na Lusácia, nos estados alemães da Saxónia, na zona este da Alemanha que se encontra junto à fronteira com a Polónia.
Numa vila perto de Dresden, chamada Rosenthal, os Sorábios fazem esta tradicional procissão na Segunda-Feira após o Pentecostes, de modo a celebrar a descida do Espírito Santo sobre Nossa Senhora e os Apóstolos.
O dia começa com cada comunidade rezando na sua igreja local. Depois disso todos acompanham as jovens mulheres vestidas de branco que carregam e acompanham Nossa Senhora. No fim da procissão é celebrada uma Missa, em Rosenthal.
João Silveira
quinta-feira, 9 de junho de 2022
É o Espírito Santo que escolhe o Papa?
O jornal Avvenire relembrou uma resposta interessante que o Cardeal Joseph Ratzinger (futuro Papa Bento XVI) deu em 1997 à pergunta sobre a acção do Espírito Santo no Conclave.
O Espírito Santo é o responsável pela eleição do Papa?
Cardeal Ratzinger: «Não diria isso, no sentido de que é o Espírito Santo quem o escolhe. Eu diria que o Espírito Santo não se encarrega exactamente da questão, mas sim, como bom educador que é, deixa-nos muito espaço, muita liberdade, sem nos abandonar totalmente.
O papel do Espírito no Conclave deve ser entendido num sentido muito mais elástico; Ele não diz qual é o candidato em que se deve votar. Provavelmente, a única segurança que nos oferece é que a coisa não possa ser uma desgraça completa. Há muitos exemplos de Papas que o Espírito Santo evidentemente não teria escolhido.»
O que é homofobia?
1) O que é homofobia? – Homofobia é um termo inventado pelo psicólogo americano George Weinberg para desacreditar os opositores do homossexualismo. No seu sentido etimológico, a palavra homofobia deveria significar aversão irracional a pessoas do mesmo sexo, por paralelismo com homoafetividade. No entanto, o movimento homossexual emprega a palavra para rotular de modo depreciativo as pessoas que se manifestam contrárias às práticas homossexuais, que desse modo passam a ser vistas como preconceituosas ou desequilibradas.
Uma resolução do Parlamento Europeu a favor da legalização do “casamento” homossexual, emitida em 2006, define homofobia, sem nenhuma base na realidade, como “um sentimento irracional de medo e de aversão em relação à homossexualidade e às pessoas lésbicas, bissexuais e transgénero, e propõe que esse sentimento seja combatido desde a idade escolar.
Uma resolução do Parlamento Europeu a favor da legalização do “casamento” homossexual, emitida em 2006, define homofobia, sem nenhuma base na realidade, como “um sentimento irracional de medo e de aversão em relação à homossexualidade e às pessoas lésbicas, bissexuais e transgénero, e propõe que esse sentimento seja combatido desde a idade escolar.
2) Porque é que o movimento homossexual insiste em utilizar a palavra homofobia? – Porque se trata de um recurso publicitário, e se tem mostrado eficiente. Arthur Evans, co-fundador da Gay Activist Alliance (Aliança de Activistas Homossexuais), explica como o movimento homossexual criou a palavra homofobia para caracterizar os seus opositores:
“O psicólogo George Weinberg não-homossexual, mas amigo de nossa comunidade, comparecia regularmente aos encontros do GAA. Observando fascinado a nossa energia e excitação e as respostas da mídia, ele apareceu com a palavra que nos empenhávamos em conseguir: homofobia, que significa o temor irracional de amar alguém do mesmo sexo”.
George Weinberg classificou então a oposição moral à homossexualidade como uma anomalia, uma fobia. Ele vai mais além:
“Eu nunca consideraria um paciente saudável se ele não tivesse superado o seu preconceito contra a homossexualidade”.
Fica assim claro o caráter ideológico e propagandístico da palavra, que poderíamos qualificar de arma semântica. Aplicando aos opositores o rótulo de homófobos, os homossexuais procuram intimidá-los e desqualificá-los, descartando como “temores irracionais” os seus argumentos. Porém, pelo contrário, tais argumentos são baseados na recta razão.
“O psicólogo George Weinberg não-homossexual, mas amigo de nossa comunidade, comparecia regularmente aos encontros do GAA. Observando fascinado a nossa energia e excitação e as respostas da mídia, ele apareceu com a palavra que nos empenhávamos em conseguir: homofobia, que significa o temor irracional de amar alguém do mesmo sexo”.
George Weinberg classificou então a oposição moral à homossexualidade como uma anomalia, uma fobia. Ele vai mais além:
“Eu nunca consideraria um paciente saudável se ele não tivesse superado o seu preconceito contra a homossexualidade”.
Fica assim claro o caráter ideológico e propagandístico da palavra, que poderíamos qualificar de arma semântica. Aplicando aos opositores o rótulo de homófobos, os homossexuais procuram intimidá-los e desqualificá-los, descartando como “temores irracionais” os seus argumentos. Porém, pelo contrário, tais argumentos são baseados na recta razão.
3) Existe algum fundamento para essa alegada homofobia? – Como expusemos acima, a palavra homofobia foi artificialmente criada e divulgada para facilitar a aceitação social e legal do modo de vida homossexual, e tem como objectivo colocar em posição desconfortável e odiosa todos os que a ela se opõem, ou mesmo criminalizá-los.
Os que defendem a Lei natural e os Dez Mandamentos devem denunciar e desmontar essa tática desonesta, pois os que fazem esse uso demagógico do rótulo homófobo nunca conseguem apresentar provas científicas dessa suposta fobia, que só existe no arsenal de qualificativos com que a propaganda homossexual procura desmerecer os seus opositores. Corresponde à mesma tática empregada outrora pelos comunistas, que acusavam de fascistas quem se opusesse aos seus desígnios e ideologia.
Pe. David Francisquini in Homem e mulher Deus os criou
Os que defendem a Lei natural e os Dez Mandamentos devem denunciar e desmontar essa tática desonesta, pois os que fazem esse uso demagógico do rótulo homófobo nunca conseguem apresentar provas científicas dessa suposta fobia, que só existe no arsenal de qualificativos com que a propaganda homossexual procura desmerecer os seus opositores. Corresponde à mesma tática empregada outrora pelos comunistas, que acusavam de fascistas quem se opusesse aos seus desígnios e ideologia.
Pe. David Francisquini in Homem e mulher Deus os criou
quarta-feira, 8 de junho de 2022
Morreu Paula Rego, artista que contribuiu para a legalização do aborto em Portugal
Quando, em 1998, o 'Não ao Aborto' venceu o referendo, a artista Paula Rego ficou furiosa (palavras da própria) com o "atraso civilizacional" manifestado pelos portugueses. Paula Rego vivia desde os anos 60 em Inglaterra, que legalizou o aborto em 1967. Para ela o aborto envolvia apenas a mulher - enquanto o bebé seria como um tumor maligno que poderia ser extirpado à vontade - e a segurança do procedimento "médico".
Ainda em 1998, Paula Rego começou a pintar uma série de quadros conhecidos como 'Pastéis do Aborto' ou 'Abortion Series', nos quais retratar mulheres em situação de aborto clandestino, mas tendo o cuidado de nunca mostrar sangue, porque, segundo a própria, não queria chocar quem via os quadros. Ainda segundo a artista, a pose daquelas mulheres não é de vergonha porque não há que ter vergonha em abortar; é sim uma pose de mulheres confiantes e seguras de si.
Terminou de pintar essa série de oito quadros em seis meses e depressa foram exaltados pela comunicação social, que não parou de exigir outro referendo ao aborto até que este fosse legalizado. Os quadros percorreram Portugal de Norte a Sul para tentar "sensibilizar" as pessoas para a necessidade de tornar o aborto legal. E, de facto, aquelas obras e toda a mediatização que as rodeou foi considerada essencial na derrota do 'Não ao Aborto', no referendo feito em 2007, e consequente liberalização da matança de bebés.
Esses oito quadros, considerados históricos, foram a leilão, em Londres, no dia 24 de Março de 2002, com base de licitação em 24 mil euros. Receberam zero licitações! Foi um enorme fracasso. Ninguém quis comprar os quadros que, tendo ocultado o sangue no seu exterior, o tinham entranhado no seu interior, assim como as mãos de quem os pintou, pelo contributo na legalização do homicídio de bebés inocentes.
Recentemente, Paula Rego veio manifestar a sua preocupação com o "retrocesso" das leis sobre o aborto e disse considerar grotesco o movimento anti-aborto.
terça-feira, 7 de junho de 2022
O que é o Amor?
AMOR é a complacência do amante no amado, é um movimento unitivo da alma, que se compraz no bem, um atrativo poderoso que nos impele para um objeto, ou por causa da sua bondade (amor de benevolência), ou pelas vantagens que a sua posse nos oferece (amor de concupiscência).
A origem do amor encontra-se na simpatia natural que existe entre a vontade e o bem; simpatia tal que não é possível a vontade aperceber-se do bem sem que se mova a amá-lo. É tão estreita a relação que existe entre a vontade e o bem, que sendo-lhe proposto o mal sob aparências de bem, também o ama, mas detestá-lo-ia se o apreendesse como mal.
O amor de Deus causa bondade nas coisas; em nós causa amor. Deus deve ser amado sobre todas as coisas, e devemos amar a Deus mais do que a nós mesmos. Disse Jesus: «Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças». (Ev. S. Mar. XII, 30).
Para cumprir este preceito, devemos: procurar conhecer Deus e a sua Lei, ter as nossas afeições unidas a Deus, preferir Deus a tudo, dedicar as nossas forças ao serviço de Deus, tomar Deus como objeto principal dos nossos pensamentos. O amor a Deus manifesta-se não tanto por palavras como por obras; assim o disse Jesus: «Se me amas, guarda os meus mandamentos. Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama». (Ev. S. Jo. XV, 15 e 20).
O nosso amor próprio, ou o amor que temos a nós mesmos, posto que seja natural o bom, dentro dos justos limites, por causa dos excessos a que arrasta, torna-se um agente muito perigoso. O amor desordenado de nós mesmos é o princípio de toda a culpa, e é origem de todas as paixões más e de todas as desordens da vida. Por isso é preciso combater eficazmente o amor próprio, até que se sujeite e se submeta ao que o amor de Deus exige, e não subtraia o que ao amor do próximo é devido.
Devemos amar o próximo como a nós mesmos. Assim foi preceituado por Jesus Cristo, dizendo: «Amarás o teu próximo como a ti mesmo» (Ev. S. Mat. XXII, 39). E acrescentou: «Assim como quereis que vos façam os homens, da mesma sorte fazei vós a eles também» (Ev. S. Luc. VI, 31).
O amor ao próximo tem olhos que vêem as necessidades de seja quem for, tem ouvidos que ouvem as súplicas dos necessitados, tem coração que se compadece das misérias alheias, tem mãos que praticam o bem, tem pés que caminham em procura das misérias escondidas. E, se tem dinheiro, tem também uma bolsa sempre aberta para socorrer os pobres que necessitam de dinheiro.
De entre o nosso próximo, os nossos consanguíneos devem ser mais amados que os outros, e os filhos mais do que os irmãos.
Devemos amar os nossos inimigos, não como inimigos, mas por serem nosso próximo. Também é preceito de Jesus Cristo: «Amai os vossos inimigos; fazei bem aos que vos têm ódio, e orai pelos que vos perseguem e caluniam» (Ev. S. Mat. V, 44). «O nosso amor para os nossos inimigos, é verdadeiro quando nos não afligimos da sua prosperidade ou quando nos não alegramos de suas perdas e angústias», diz São Gregório Magno.
Padre José Lourenço in Dicionário da Doutrina Católica
segunda-feira, 6 de junho de 2022
O que são os pecados contra o Espírito Santo?
"E,
se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado;
mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste
século nem no futuro." Mateus
12, 32
Os
pecados contra o Espírito Santo consistem na rejeição da graça de Deus; é a
recusa da salvação. Implica uma rejeição completa à acção, ao convite e à
advertência do Espírito Santo. São pecados em que a bondade de Deus é colocada
em questão. É um pecado por pura malícia que é contrário à bondade que é o Espírito
Santo. A vontade da pessoa que peca está tão endurecida que não deseja a
misericórdia de Deus, pois não crê na Sua bondade.
O
Papa São Pio X ensinou, no seu Catecismo Maior, que são seis os pecados contra
o Espírito Santo:
1º
- Desesperar da salvação, quando a pessoa perde as esperanças na
salvação, julgando que a sua vida já está perdida e que se encontra condenada,
antes mesmo do Juízo. Julga que a misericórdia divina é pequena. Não crê no
poder e na justiça de Deus.
2º -
Presunção de salvação, quando a pessoa cultiva na sua alma uma ideia de
perfeição que implica um sentimento de orgulho. Considera salva pelo que já
fez. Apenas Deus sabe se aquilo que fizemos merece o prémio da salvação ou não.
A nossa salvação pode ser perdida, até o último momento da nossa vida, e Deus é
o nosso Juiz Eterno. Devemos crer na misericórdia divina, mas não podemos
usurpar o atributo divino inalienável do Juízo. O simples facto de já se
considerar eleito é uma atitude que indica a debilidade da virtude da humildade
diante de Deus. Devemos ter a convicção moral de que estamos certos nas nossas
acções, mas não podemos dizer que aos olhos de Deus já estamos definitivamente
salvos. Os calvinistas, por exemplo, afirmam a eleição definitiva do fiel, por
decreto eterno e imutável de Deus. A Igreja Católica ensina que, normalmente,
os homens nada sabem sobre o seu destino, excepto se houver uma revelação
privada, aceite pelo sagrado magistério. Por essa razão, os homens não se podem
considerar salvos antes do Juízo.
3º
- Negar a verdade conhecida como tal pelo magistério da Santa Igreja,
quando a pessoa não aceita as verdades de fé (dogmas de fé), mesmo após
exaustiva explicação doutrinária. É o caso dos hereges. Considera o seu
entendimento pessoal superior ao da Igreja e ao ensinamento do Espírito Santo
que auxilia o sagrado magistério.
4º
- Inveja da graça que Deus dá aos outros. A inveja é um sentimento
que consiste em irritar-se porque o outro conseguiu algo de bom. Mesmo que
possua aquilo ou possa conseguir um dia. É o acto de não querer o bem do
semelhante. Se eu invejo a graça que Deus dá a alguém, estou a dizer que aquela
pessoa não merece tal graça, tornando-me assim o juiz do mundo. Estou a
voltar-me contra a vontade divina. Estou a voltar-me contra a Lei do Amor ao
próximo. Não devemos invejar um bem conquistado por alguém. Se este bem é fruto
de trabalho honrado e perseverante, é vontade de Deus que a pessoa desfrute
daquela graça.
5º
- Obstinação no pecado é a vontade firme de permanecer no erro
mesmo depois da acção do Espírito Santo. A pessoa cria o seu critério de
julgamento ético. Ou simplesmente não adopta ética nenhuma e assim aparta-se da
vontade de Deus e rejeita a Salvação.
6º
- Impenitência final é o resultado de toda uma vida de
rejeição a Deus. O indivíduo persiste no erro até o final, recusando
arrepender-se e penitenciar-se, recusa a salvação até o fim. Consagra-se ao
adversário de Cristo. Nem mesmo na hora da morte tenta aproximar-se do Pai,
manifestando humildade. Não se abre ao convite do Espírito Santo.
domingo, 5 de junho de 2022
As "línguas de fogo" derramadas no Panteão
No Domingo de Pentecostes, depois da Santa Missa cai uma chuva de pétalas no Panteão (Basílica de Santa Maria dos Mártires). A tradição é bastante antiga e tem o propósito de fazer lembrar o Espírito Santo que desceu sobre Nossa Senhora e os Apóstolos na forma de línguas de fogo. O evento atrai todos os anos muitos católicos, e curiosos, ao Panteão, que se encontra no centro de Roma.
Pentecostes
Vinde, ó Santo Espírito,
vinde, Amor ardente,
acendei na terra
vossa luz fulgente.
Vinde, Pai dos pobres:
na dor e aflições,
vinde encher de gozo
nossos corações.
Benfeitor supremo
em todo o momento,
habitando em nós
sois o nosso alento.
Descanso na luta
e na paz encanto,
no calor sois brisa,
conforto no pranto.
Luz de santidade,
que no Céu ardeis,
abrasai as almas
dos vossos fiéis.
Sem a vossa força
e favor clemente,
nada há no homem
que seja inocente.
Lavai nossas manchas,
a aridez regai,
sarai os enfermos
e a todos salvai.
Abrandai durezas
para os caminhantes,
animai os tristes,
guiai os errantes.
Vossos sete dons
concedei à alma do
que em Vós confia:
Virtude na vida,
amparo na morte,
no Céu alegria.sexta-feira, 3 de junho de 2022
O Frade que não se confessava
O sacramento da confissão é a certeza da salvação. Infelizmente muitas pessoas abandonaram os confessionários porque são orgulhosas e arrogantes. Dizem que não precisam de padres, que se confessam directamente a Deus, entre outras desculpas esfarrapadas. Outros confessam-se apenas uma vez por ano, que é o mínimo prescrito pela Igreja. A confissão precisa ser frequente. Devemos confessar os pecados graves, mas também os pecados veniais.
Havia um frade nos tempos de São Francisco que vivia uma falsa vida de santidade. E por isso fez um voto de silêncio e não queria nem sequer confessar-se. Claro, se ele se confessasse, o seu vigário saberia o quão pecador ele era, saberia que aqueles ares de santidade eram falsos e que na verdade o frade estava-se a esconder no convento. Ele não se confessava porque era orgulhoso e arrogante, não tinha humildade para reconhecer-se pecador e tentar mudar de vida. Ao invés preferia ocultar seu rosto com uma máscara de santidade e acolher os aplausos de todos.
Existem muitas pessoas assim hoje em dia, aparentam ser santas por causa de suas atitudes exteriores. São elogiadas por todos e tidas como santas, mas no fundo não são nada disso. Mas o seráfico Pai Francisco de Assis, só de olhar para o frade percebeu a farsa. Francisco tinha espírito profético e com isso conseguiu ver além das aparências do frade, conseguiu ver o que ninguém via. Enquanto todos o louvavam e elogiavam, o poverello comentou: “Deixai-vos disso, irmãos, não louveis o seu diabólico fingimento. Podeis ficar sabendo que isso é uma tentação do demónio e engano. Tenho certeza, e o facto de não querer confessar-se é uma prova”. O homem de Deus tinha certeza do que estava a dizer porque o Senhor o tinha revelado.
Pobres de nós, míseros pecadores, que por pouca intimidade com Deus nos deixamos enganar por tantos falsos profetas, tantos falsos pastores que são lobos com pele de cordeiro e usam da palavra de Deus para usurpar, para extorquir o povo tão necessitado, tão sofrido e tão desenganado.
Sejamos como Francisco, prudentes como as serpentes e simples como as pombas, para não nos deixarmos levar por qualquer vento de doutrina estranha e reconhecer que apenas um católico de verdade pode ser verdadeiramente santo, sustentar a sua santidade até o fim, e tê-la reconhecida por Deus e pela sua Igreja ao contrário destes charlatões que retornam ao seu vómito, duplicando os seus crimes e afastando-se cada vez mais da graça de Deus. Que assim seja, amém. Paz e bem!
Frei Rodrigo Hogendoorn Haimann, ofs
quinta-feira, 2 de junho de 2022
Os inúmeros actos de piedade na Missa Tradicional
Na Missa Tradicional em Rito Romano:
O sacerdote persigna-se 16 vezes;
volta-se 6 vezes para o povo;
beija o altar 8 vezes;
levanta os olhos para o céu 11 vezes.
10 vezes bate no peito e 10 vezes se ajoelha;
junta as mãos 54 vezes;
faz 21 inclinações com a cabeça e 7 com os ombros;
faz inclinação profunda 8 vezes;
benze 33 vezes a oferta com o sinal da cruz;
Põe 29 vezes as duas mãos sobre o altar;
14 vezes reza com os braços estendidos e 36 vezes junta as mãos;
põe as mãos juntas sobre o altar 7 vezes;
9 vezes coloca a mão esquerda apenas;
11 vezes põe-na sobre o peito;
8 vezes levanta as duas mãos para o céu;
11 vezes ora em voz baixa e 13 em voz alta;
descobre e cobre o cálix 5 vezes e muda-o de lugar 20 vezes.
Além d'estas 350 cerimónias, o sacerdote deve observar ainda 150, ao todo são 500. Acrescentando a estas cerimónias as 400 rubricas prescritas, verificareis que o sacerdote que celebra a Santa Missa, conforme o rito romano, está obrigado, sob pena de pecado, a 900 obrigações.
Cada uma destas obrigações tem a sua significação espiritual, cada uma para fazer cumprir digna e piedosamente o santo Sacrifício da Missa.
Pelo que o Papa Pio V ordenou formalmente que todos, Cardeais, Arcebispos, Bispos, Prelados e simples sacerdotes dissessem a Missa desta maneira, sem nada mudar nem acrescentar ou diminuir um ponto sequer.
Venerável Martinho de Cochem in 'Explicação da Santa Missa' (1914)
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