domingo, 12 de março de 2023
O que são as Missas Gregorianas e por que se mandam rezar?
Conta o grande Papa e doutor da Igreja, São Gregório Magno (+604), que sendo abade de um mosteiro, antes de ser Papa, havia um monge que exercia com a sua licença a prática da medicina.
Certa vez, porém, este monge havia aceitado sem a sua permissão uma moeda de três escudos de ouro, faltando, assim, gravemente ao voto de pobreza. Mais tarde arrependeu-se. E de tal forma lhe doeu esse pecado, que veio a adoecer e morrer em pouco tempo, porém em paz com Deus.
No entanto, São Gregório, para inculcar nos seus religiosos um grande horror a este pecado, fê-lo sepultar fora dos limites do cemitério, num depósito de lixo, onde também enterrou a moeda de ouro. Ainda fez com que os seus religiosos repetissem as palavras de São Pedro a Simão, o mago: “Que o teu dinheiro pereça contigo.”
Alguns dias depois pensou que talvez houvesse sido demasiado enérgico no seu castigo, e encarregou ao ecónomo mandar celebrar 30 Missas seguidas, durante 30 dias, pela alma do defunto.
O ecónomo assim o fez. E aconteceu que no mesmo dia que terminaram de celebrar as 30 Missas, apareceu o morto a outro monge, chorando de alegria e dizendo que subia ao Céu, livre das penas do purgatório, por causa das 30 Missas celebradas pela sua alma. Hoje chamam essas 30 Missas são chamadas Gregorianas, em honra de São Gregório Magno.
Em toda a Igreja é costume celebrá-las e, segundo revelações privadas, são muito agradáveis a Deus.
Pe. Angel Peña, O.A.R. in 'Más allá de la Muerte', capítulo 4: Los Santos y el Purgatorio
sábado, 11 de março de 2023
Bento XVI: O Papa é servo e não senhor da Liturgia
Após o Concílio Vaticano II, surgiu a ideia de que o Papa poderia fazer o que quisesse em matéria litúrgica, especialmente se agisse com base no mandato de um concílio ecuménico. Eventualmente, a ideia do carácter dado da liturgia, o facto de não se poder fazer com ela o que se quer, desvaneceu-se da consciência pública no Ocidente.
De facto, o Concílio Vaticano I não tinha de modo algum definido o Papa como um monarca absoluto. Pelo contrário, apresentou-o como o garante da obediência à Palavra revelada. A autoridade do Papa está ligada à Tradição da fé, e isso também se aplica à liturgia. Não é "fabricado" pelas autoridades. Mesmo o Papa apenas pode ser um humilde servo do seu desenvolvimento lícito e da sua integridade e identidade.... A autoridade do Papa não é ilimitada; está ao serviço da Sagrada Tradição.
Cardeal Joseph Ratzinger in 'Introdução ao Espírito da Liturgia'
sexta-feira, 10 de março de 2023
quinta-feira, 9 de março de 2023
Quem foi São Domingos Sávio?
São Domingos Sávio nasceu em 1842, na pequena povoação de Murialdo. Desde pequeno mostrou uma força espiritual enorme. As suas virtudes cristãs desenvolveram-se exponencialmente nos últimos anos de vida, quando viveu no Oratório de São João Bosco. Foi para o Céu no dia 9 de Março de 1857, com 14 anos.
Em família
A família Sávio era pobre, mas a formação cristã era muito rica. Sempre que o pai chegava a casa depois de um dia de trabalho, a sua alegria era saber que todos os dias, ao entrar, recebia Domingos nos braços que dizia sempre: “Querido paizinho, como estais cansado (…) Vós trabalhais para mim e eu não sirvo senão para vos dar desgostos; mas hei-de pedir ao Senhor que me dê muita saúde e que me faça bom.” Óbvio que o pai nunca soube a que “desgostos” é que o filho se referia.
Na escola e na paróquia
Domingos começou a frequentar a escola com 6 anos e foi o melhor aluno dos únicos dois anos de escolaridade que havia para fazer. O professor viu que Domingos era tão especial que em vez de o mandar para os campos, aconselhou-o a repetir os dois anos para aprender ainda mais matéria.
O senhor prior, que era também o professor, achou que Domingos estava preparado para fazer a 1ª Comunhão aos 7 anos, em vez de aos 14, como era habitual. Foi nesta altura que Domingos escreveu as suas promessas para a vida, comprometendo-se a confessar-se frequentemente e a receber a Comunhão sempre que possível. Vale a pena perceber a importância da sua última promessa: “Antes morrer do que pecar”.
Em Turim com D. Bosco
Domingos conheceu D. Bosco com 12 anos e ambos ficaram fascinados um pelo outro. Deixou, então, a família e foi viver para Turim, para uma casa cheia de outros rapazes que SãoJoão Bosco acolhia e formava. Durante esse tempo, São João Bosco e Domingos ganharam um carinho enorme um pelo outro.
Meses depois, num dia definido para festejar a construção do seu Oratório, São João Bosco disse aos rapazes para escreverem num papel aquilo que mais queriam, que ele tentaria ajudar. Muitos jovens escreveram coisas impossíveis, mas São Domingos Sávio limitou-se a escrever 5 palavrinhas: “Ajude-me a ser santo”.
Nos dias de muito calor, alguns jovens fugiam do Oratório para irem a um rio refrescarem-se. São João Bosco ordenava-lhes que não fossem pois eram águas perigosas e porque nesses momentos os rapazes tinham conversas desinteressantes que os afastavam de Deus. Depois de muito o convidarem, Domingos virou-se para eles e, no fim de uma discussão, pediu-lhes que não fossem nem que fosse por D. Bosco. Eles perguntaram-lhe que outra hipótese teriam com aquele calor todo, a não ser ir. São Domingos Sávio limitou-se a responder-lhes: “Se não podeis suportar o calor do Verão, como fareis para suportar o ardor do inferno que ides merecer?”.
Durante estes anos, Domingos fundou um clube secreto cujos membros se comprometiam a ajudar, discretamente, aqueles rapazes que mais precisavam e a fazer apostolado sempre que podiam. Chamava-se a Companhia da Imaculada.
No Céu
Depois de morrer de uma doença que o enfraqueceu muito durante os últimos anos de vida, Domingos apareceu ao seu pai e a São João Bosco, enviando-lhes mensagens do Céu.
São João Bosco disse que se fosse Papa, não “teria dificuldade nenhuma em declarar santo” Domingos Sávio. Todos os Papas, desde Pio X a Pio XII mostraram uma admiração enorme por este jovem e conheciam todos muito bem a sua biografia. No entanto, foi apenas o último que o beatificou e canonizou. Era o santo mais novo de sempre até serem canonizados os Pastorinhos de Fátima: Francisco e Jacinta Marto.
Duas citações
"Quero fazer uma guerra sem tréguas ao pecado mortal."
"Sinto uma viva necessidade de me fazer santo e, se não me fizer santo, não faço nada."
Nuno CB
quarta-feira, 8 de março de 2023
Dia de S. João de Deus: protector dos hospitais, doentes e enfermeiros
No dia 8 de Março de 1495, na pequena cidade de Montemor-o-Novo, em Portugal, nascia João Cidade, filho de pais piedosos e tementes a Deus.
O pequeno João viveu na simplicidade e cercado de amor, porém, o seu espírito de aventura fê-lo fugir de casa, com apenas 8 anos de idade, para ir para Espanha, de modo misterioso. Diz-se que na companhia de um clérigo que estava hospedado na casa. A mãe morreu vinte dias depois. O pai entrou para um convento.
Em Espanha, João foi morar e trabalhar na casa de Francisco Maioral, feitor de uma grande fazenda da região de Oropesa, na Estremadura. Na adolescência e juventude, João trabalhou no campo, sempre convivendo com pessoas simples e piedosas; e, no contacto com a natureza, aprendeu a amar a obra da Criação e a respeitá-la. João era estimado por todos, tanto pelos familiares adoptivos, como por todos os seus vizinhos e amigos. Com a sua simplicidade e naturalidade conquistava a todos.
Francisco Maioral pensava em poder esposá-lo com a sua filha, porém João Cidade, sentindo que aquela não era aquela a sua vocação, decidiu afastar-se alistando-se na Milícia de Carlos V, que então se preparava para fazer guerra a Francisco I, Rei de França.
Como Santo Inácio de Loyola, bem depressa se apercebeu de que a vida de soldado não era a que o Senhor lhe destinava.
As distrações da vida de soldado impediam-no de fazer os seus exercícios espirituais e as suas orações quotidianas, porém, Nossa Senhora olhava por ele e esperava o momento de chamá-lo de novo ao caminho certo.
Faltando alimentos no campo de guerra, o soldado João Cidade foi encarregado de encontrá-los para suprir a fome dos soldados. Partiu durante a noite, sozinho, mas o seu cavalo saiu em disparada, e como não conseguisse domá-lo, foi lançado num precipício, ficando durante muito tempo sem sentidos. Quando acordou recomendou-se à Virgem Maria pois nutria no seu coração o desejo de abandonar os campos de batalha.
Neste tempo, o Papa andava encorajando a Cruzada contra os Turcos (muçulmanos), João Cidade alistou-se no exército dos Cruzados sob a insígnia do Duque de Alba. Terminadas as lutas e sentindo um vazio imenso, decide voltar para Portugal, para a sua cidade natal, porém a tristeza e o vazio aumentaram quando soube, através de um tio, que os seus pais já tinham morrido.
Com o coração despedaçado, João sente-se como ave inquieta que voa de galho em galho, sem que algum lhe pareça suficientemente seguro para construir o seu ninho. Sem saber o que fazer, João retorna à Espanha, entra por Ayamonte e segue para Sevilha, afim de trabalhar como pastor dos rebanhos de D. Leonor Lunhiga. Vive cada vez mais inquieto e insatisfeito e sai a procura de outro lugar onde sinta-se bem.
Para onde ir? Tantos vão para África? Por que não ir também? Talvez lá encontre a paz tão desejada. E parte. Vai até Gibraltar e atravessa a Ceuta. Na viagem, encontra-se com um fidalgo português que, com a sua família, ia para lá desterrado. João consola-o e põe-se ao seu serviço. É mais uma tentativa e um meio de se manter. Porém, os recursos que o fidalgo possuía esgotaram-se. João Cidade passa a trabalhar na construção das muralhas em volta de Ceuta e com o seu salário ajuda no sustento da família do fidalgo português, que estava na miséria.
Ceuta foi para João Cidade e para seu coração inquieto, mais uma decepção. Decide então voltar para Gibraltar em 1538, e, para ganhar o pão de cada dia, opta por vender livros de vários géneros, principalmente Evangelhos e Catecismos: era vendedor ambulante.
A convivência com os livros, mesmo só para comércio, deixa sempre os seus frutos. Com o conhecimento adquirido pelos livros, João Cidade pôde explicá-los melhor ao povo. De cidade em cidade, João vai vendendo os seus livros, até chegar em Granada, na Espanha, e na Rua Elvira, João monta a sua tenda de livreiro.
A graça divina espreitava a ocasião para operar em João de Deus esta profundo transformação. Na festa de São Sebastião, veio a Granada um grande pregador e mestre, João d’Ávila, e grande multidão acorria para ouvi-lo.
João Cidade ouvia atento as palavras do orador, e a graça de Deus foi agindo, preenchendo e transformando aquele coração inquieto. Embargado pela comoção, João Cidade saiu da igreja gritando em alta voz: “Misericórdia Senhor, misericórdia!”, e rolando por terra confessava em público as suas culpas passadas. Levaram-no primeiro ao Padre João d’Ávila, que compreendeu o trabalho da graça e o exortou a confiar em Deus e a imitar Jesus crucificado.
João Cidade foi considerado um louco e foi internado no Hospital Psiquiátrico Real. Aí logo perceberam que João não apresentava nenhum grau de loucura, o que serviu para ele conhecer as condições subumanas em que viviam os internados.
Aos pés da Virgem, João decide fundar um hospital para acolher os velhos abandonados, os doentes mentais, enfim, todos os excluídos e marginalizados. Serviria a Jesus nos pobres!
Um dia, diante do Crucificado, ouviu as seguintes palavras do Senhor: “João, é por meio dos espinhos, trabalhos e sofrimentos que deves ganhar a coroa que meu Pai te preparou. Cuida dos meus irmãos que sofrem!”.
Aos 42 anos, sem trabalho, sem dinheiro, sem profissão, João arrenda, contando somente com a graça de Deus, um espaço que servirá de Hospital.
João de Deus, como passou a ser conhecido, atrai seguidores, conquista corações e benfeitores para sua obra.
Era costume deste Santo lavar os pés de todos os doentes que entravam no Hospital; Certo dia, quando lavava os pés de um peregrino, viu as chagas de Jesus impressas, e, ao levantar os olhos para o peregrino, percebeu que era o próprio Cristo. O Seu rosto resplandecia em glória, e lhe disse: “João de Deus, tudo o que fazes aos doentes é a mim que o fazes!”
João de Deus, sente o peso do trabalho incansável: noites sem dormir, jejuns constantes e principalmente um doar-se sem medida, consumiram as forças do Santo. E no dia 8 de Março de 1550, após meditar a Paixão do Senhor, João de Deus, entrega-Lhe a sua alma, carregada de boas obras. Contava com 55 anos de idade.
Por certo, quando a Igreja honra os seus filhos, que de várias formas testemunharam o amor de Cristo e o Evangelho, ela o faz, tendo em vista o exemplo que deles podemos tirar. Os Santos são setas que nos apontam para o Cristo, e graças às obras destes homens e destas mulheres de fé, o mundo não está pior, sempre podemos descobrir um fio de esperança.
Hoje, os irmão hospitaleiros de São João de Deus, estão espalhados pelo mundo inteiro, atendendo Jesus nos leitos dos irmãos enfermos.
Que São João de Deus nos ensine, com sua vida, a esperar no Senhor por encontrar a nossa vocação e a nossa missão. Amém.
Márcio António Reiser O.F.S
terça-feira, 7 de março de 2023
Oração para pedir a Sabedoria escrita por São Tomás de Aquino
Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que Tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do Teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que Tu queres que eu faça, e que o cumpra como é necessário e útil para a minha alma. Que eu chegue a Ti, Senhor, por um caminho seguro e recto; caminho que não se desvie nem na prosperidade nem na adversidade, de tal forma que Te dê graças nas horas prósperas e nas adversas conserve a paciência, não me deixando exaltar pelas primeiras nem abater pelas segundas.
Que nada me alegre ou entristeça, excepto o que me conduza a Ti ou de Ti me separe. Que eu não deseje agradar nem receie desagradar senão a Ti. Tudo o que passa se torne desprezível a meus olhos por Tua causa, Senhor, e tudo o que Te diz respeito me seja caro, mas Tu, meu Deus, mais do que o resto. Que eu nada deseje fora de Ti.
Concede-me, Senhor meu Deus, uma inteligência que Te conheça, uma vontade que Te busque, uma sabedoria que Te encontre, uma vida que Te agrade, uma perseverança que Te espere com confiança e uma confiança que te possua enfim. Concede-me ser atormentado com as Tuas dores pela penitência, recorrer no caminho aos Teus benefícios pela graça, gozar das Tuas alegrias sobretudo na pátria pela glória. Tu que vives e reinas pelos séculos dos séculos.
Dia de São Tomás de Aquino
Este Doutor da Igreja demonstrou que se pode provar a existência de Deus apenas através do uso da razão; as famosas 5 vias de São Tomás de Aquino:
1. A prova pelo movimento;
2. A prova pela causa eficiente;
3. A prova pelo Ser necessário;
4. A prova pelos graus de perfeição dos seres;
5. A prova pela ordem do Universo.
segunda-feira, 6 de março de 2023
Urge recuperar esta devoção ao Santíssimo Sacramento
domingo, 5 de março de 2023
sábado, 4 de março de 2023
O fim do mito de que 10% da população é "homossexual"
Um relatório elaborado
pelo Centro para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC) revelou que apenas 2,3% da população dos
Estados Unidos é identificável como fazendo parte do grupo LGBT, sendo que
apenas 1,6% é "gay" ou "lésbica", contrariando os tão falados 10%.
Publicado pelo CDC, o NHIS (National
Health Interview Survey) é o primeiro censo que mede em larga escala a
“orientação sexual” dos americanos.
De acordo com este relatório, 96,6% dos
adultos é identificado como “normal”, 1,6% como "gay" ou "lésbica" e 0,7% como
bissexual; enquanto 1,1% não respondeu.
O estudo NHIS revelou ainda que as
mulheres "bissexuais" têm o dobro do risco de graves problemas de ansiedade,
enquanto os homens "bissexuais" têm uma maior probabilidade de sofrerem de
problemas de dependência do álcool.
Participaram no estudo cerca de 34500
americanos, de idade compreendida entre os 18 e os 64 anos.
São Casimiro, Rei e Confessor
Casimiro, príncipe da Polónia e rei eleito da Hungria, o décimo-terceiro filho do rei Casimiro IV da Polónia e Isabel da Áustria, nasceu na Croácia, a 14 de Outubro de 1458. Não só recebeu uma educação primorosíssima de sua santa mãe, mas teve também excelentes mestres que o introduziram nas ciências; entre eles, merece atenção o célebre Longino, homem de grande saber e virtude.
O maior prazer de Casimiro era rezar e estudar e o seu lugar predileto era a Igreja. “Em parte alguma me sinto tão bem - dizia - como nos degraus do altar. Tendo para escolher entre a casa, o jogo, a dança e outros divertimentos, dispenso-os todos, se puder ficar na Igreja”.
À santa Missa assistia Casimiro com um recolhimento admirável. Tendo mais idade, levantava-se durante a noite para fazer uma visita à igreja; se a achava fechada, ficava de joelhos na porta, em profunda adoração ao Santíssimo Sacramento. Terníssima era sua devoção à Sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo. Os olhos enchiam-se-lhe de lágrimas, todas as vezes que olhava para o Crucificado. A Maria Santíssima não chamava de outro nome senão o de “minha querida Mãe”.
O hino predileto, que muitas vezes recitava era: “Omni die dic Mariae”(*), pérola preciosíssima da literatura cristã, não da sua lavra, como muitos pretendem que seja, mas provavelmente de autoria de Santo Anselmo de Canterbury. Uma cópia deste hino achava-se no túmulo do Santo, quando aberto em 1604. O corpo estava perfeitamente conservado e o hino encontrou-se debaixo da cabeça.
(*)Omni die dic Mariae
Mea laudes anima
Ejus festa, ejus gesta
Cole devotissima
Como o amor a Jesus e Maria, ligava Casimiro uma grande caridade aos pobres, o que lhe valeu o título de “pai dos pobres”. A algumas pessoas da corte, que achava essa caridade um tanto exagerada, Casimiro respondeu: “Melhor aplicação da nobreza um príncipe não pode fazer, senão servindo aos pobres. Quanto a mim, maior honra não aspiro que fazer-me servo do mais pobre”.
O desprezo que tinha pelas honras e grandezas do mundo é bem caracterizado pelo modo por que se houve na campanha contra Matias, rei da Hungria.
Matias tinha perdido o trono, e representantes da nação húngara ofereceram a Casimiro a coroa de Santo Estevão. O pai apoiava fortemente o pedido dos embaixadores e determinou ao filho, que contava apenas 13 anos, que com força armada entrasse na Hungria, onde Matias o aguardava com poderoso exército, esperando a entrada do jovem príncipe. Nesse meio tempo, como o povo declarou-se novamente a favor de Matias para que retornasse, o Papa Sisto IV também manifestou a intenção de vê-lo de volta ao trono. Em consideração a estes fatos, Casimiro retirou-se para o castelo de Dobzki, onde passou uns meses às práticas da mais austera penitência. Um segundo convite de políticos húngaros não mais foi tomado em consideração, e o desejo do santo de alcançar a coroa da glória eterna aumentou consideravelmente.
Apesar de rodeada de todo o conforto, a vida de São Casimiro foi acompanhada de um espírito de penitência que não é comum entre os homens. Extremamente rigoroso consigo, Casimiro trazia sempre um cilício para castigar o corpo, e cada semana dedicava uns dias ao jejum. Os dias de jejum e abstinência por mandamento da Igreja eram observados com toda a pontualidade, mesmo na doença. Ao sono eram reservadas poucas horas e, embora tivesse à disposição um leito que em comodidade nada deixava a desejar, Casimiro escolhia de preferência o chão para o repouso do corpo.
A prática de todas estas virtudes mereceram ao príncipe a fama de grande Santo. Entre as virtudes que lhe adornavam o coração, foi a da santa pureza que Casimiro exercia com especial esmero, e à qual se obrigou por um voto. É admirável que o jovem príncipe pudesse chegar a um grau tão elevado, principalmente nesta virtude, quando se via, dia por dia, rodeado de perigos e seduções. A chave deste segredo estava na recepção dos Sacramentos, na devoção à Santíssima Virgem, na mortificação constante do corpo e na fuga das más ocasiões. Em sua presença ninguém ousava proferir palavra que ofendesse a moral. Quando contava 24 anos, lhe apareceram no organismo todos os sintomas da tuberculose. Os médicos, vendo já esgotados todos os recursos da ciência, deram ao príncipe, como última esperança de salvar a vida, o conselho de se casar. Casimiro, mal tinha ouvido esta proposta, declarou: “Antes prefiro morrer; e se tivesse de perder mil vidas, todas perderia, para guardar a castidade virginal”.
Por um favor especial de Deus, Casimiro soube o dia de sua morte, para ela se preparou com muito fervor. As últimas palavras que disse, foram, depois de ter beijado o Crucifixo: “Em vossas mãos, ó Jesus, entrego o meu espírito”.
Casimiro morreu em 1484, sendo sua festa celebrada no dia 04 de março. São Casimiro goza de grande veneração na Polónia, onde sua festa é comemorada com oitava.
SOBRE A INCORRUPÇÃO DO CORPO
Passados 120 anos de seu enterro, ao abrir-se seu sepulcro, encontrou-se seu corpo incorrupto, como se estivesse recém-enterrado. Nem sequer os seus vestidos estavam deteriorados, considerando-se ainda que o sítio onde encontrava-se o seu sepulcro era extremamente húmido. Sobre o seu peito (ou debaixo de sua cabeça) foi encontrada uma poesia à Santíssima Virgem (Omni die dic Mariae), que mandou que colocassem sobre seu cadáver no dia de seu enterro.
REFLEXÕES
As devoções prediletas de São Casimiro eram a Sagrada Paixão e Morte de Nosso Senhor e a devoção a Maria Santíssima. Nestas devoções estava o segredo por que tão ciosamente guardava a virtude da pureza. Preferia a morte a macular esta virtude. Quem tem amor a Jesus e Maria deve igualmente amar a virtude angélica, que é a predileta da Mãe de Deus e de seu Filho. Se queres adiantar-te neste santo amor, cultiva em teu coração a Sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo. Durante a Quaresma, devias fazer uma leitura quotidiana de um ou outro trecho da Sagrada Paixão. Quanto mais o teu espírito penetrar neste mistério de amor, tanto mais em tua alma se acentuará o desejo de servir unicamente a Deus, que tanto te amou.
in Pagina do Oriente
sexta-feira, 3 de março de 2023
Carta de um Cartuxo um amigo sobre a Vida Solitária
Ao Reverendo…, Guigo, o menor dos servos da Cruz que estão na Cartuxa: «Viver e morrer por Cristo» (Cf. Fl 1,21).
Um imagina feliz o outro. A meu ver, aquele que o é verdadeiramente não é o ambicioso que luta para conseguir honras altivas num palácio, mas aquele que escolhe levar uma vida simples e pobre no deserto, que gosta de aplicar-se à sabedoria no repouso(1), e deseja com ardor permanecer sentado e solitário no silêncio (Cf. Lm 3,28).
Porque brilhar nas honras, estar elevado em dignidade, é, a meu ver, coisa pouco tranquila, exposta a perigos, sujeita a cuidados, suspeita para muitos, e para ninguém segura. Alegre no princípio, equívoca com a prática, é triste no seu termo. Aplaude os indignos, indigna-se contra os bons, e na maioria das vezes, zomba de uns e de outros. Fazendo muitos infelizes, não faz ninguém feliz, nem satisfeito.
Em compensação, a vida pobre e solitária, pesada no começo, fácil no seu curso, torna-se no fim celeste. Está firme nas provas, confiante nas incertezas, modesta no êxito. É frugal na alimentação, simples no vestir, reservada nas palavras, casta nos costumes, e objeto dos maiores desejos porque não deseja absolutamente nada. Sente muitas vezes o aguilhão do arrependimento pelos seus pecados passados, evita-os no presente e previne-se contra eles no futuro. Espera na Misericórdia, mas não conta com os seus (próprios) méritos. Aspirando vivamente aos bens celestiais, rejeita os da terra. Esforça-se por adquirir uma conduta provada, mantém-se nela com perseverança, e guarda-a para sempre.
Entrega-se aos jejuns pelo hábito da Cruz, mas aceita alimentos por exigência do corpo. Dispõe uma e outra coisa com a mais perfeita medida; com efeito, domina a gula sempre que decide comer, e o orgulho, sempre que quer jejuar. Dedica-se ao estudo, mas sobretudo das Escrituras e de obras religiosas nas quais o miolo do sentido a mantém mais ocupada que a escuma das palavras. E, o que é mais surpreendente e mais admirável, permanece sem cessar no repouso, e, ao mesmo tempo, nunca está ociosa(2). Multiplica as suas ocupações, de modo a faltar-lhe a maioria das vezes o tempo mais que actividades diversas. E lamenta-se mais frequentemente da falta de tempo que do aborrecimento do trabalho.
E que mais dizer? É um belo tema aconselhar o repouso(3), mas semelhante exortação exige um espírito senhor de si que, cuidadoso com o seu próprio bem, desdenhe intrometer-se nos assuntos públicos ou alheios; um espírito que sirva sob Cristo, na paz, de forma a evitar ser simultaneamente soldado de Deus e defensor do mundo, e que saiba perfeitamente que não pode gozar aqui, com este século, e reinar no outro com o Senhor.
Mas estas coisas e outras semelhantes são muito pouco se te lembras do que bebeu sobre o patíbulo Aquele que te convida a reinar com Ele. De bom ou mal grado, importa-te seguir o exemplo de Cristo na Sua pobreza, se queres ter parte em Cristo nas Suas riquezas. «Se participamos nos seus sofrimentos», diz o Apóstolo, «reinaremos também com Ele» (Rm 8,17), «Se morremos com Cristo, viveremos também com Ele» (2Tim 2, 11-12). O próprio Mediador respondeu aos dois discípulos que Lhe pediam para se sentarem um à Sua direita e o outro à Sua esquerda: «Podeis beber o cálice que Eu vou beber?» - Mt. 20, 21-22 (4). Mostrava-nos, deste modo, que se chega aos festins prometidos dos Patriarcas e ao néctar das taças celestes através do cálices das amarguras terrestres.
E porque a amizade já alimenta a confiança e que tu, meu apreciado amigo em Cristo, sempre me foste caro desde o dia em que te conheci, exorto-te, animo-te e peço-te, visto que és prudente, ponderado, sábio e muito hábil, que subtraias ao mundo esse pouco da tua vida que ainda não foi consumido; não tardes em queimá-lo para Deus, como um sacrifício vespertino (Ps 140,2), depondo-o sobre o fogo da caridade (Cf. Lv 1,17), a fim de que, a exemplo de Cristo, sejas tu próprio Sacerdote e também «Vitima (em sacrifício de) agradável odor para Deus» - Ef 5,2 (5) e para os homens.
Mas, a fim de compreenderes mais plenamente para onde tende o ardor de todo este discurso, indico brevemente à prudência do teu juízo qual é o voto do meu coração e ao mesmo tempo o conselho dele: como homem de coração generoso e nobre, abraça o nosso género de vida, tendo em vista a tua salvação eterna, e, feito novo recruta de Cristo, vigiarás, fazendo uma guarda santa no campo da milícia celeste, depois de teres posto à cinta a tua espada (2Tm 2,11-12), por causa dos temores da noite (Ct 3,8).
Portanto, como se trata para ti duma coisa boa no seu empreendimento, fácil na sua realização e feliz no seu acabamento, peço-te que ponhas na consecução de um tão justo “negócio” tanta aplicação quanta a graça divina para tal te conceder. Onde e quando deves fazê-lo, deixo a escolha decisiva disso à tua sagacidade. Mas não creio de forma nenhuma que um prazo ou demora nisso seja algo vantajoso para ti.
Mas não me alongarei mais sobre tal assunto, receoso de que este discurso rude e deselegante te moleste como frequentador do Palácio e da Corte. Tenha, pois, esta carta um fim e uma medida, coisa que não terá nunca o meu grande acfeto por ti.
Guigo I
Notas :
1. Como nos diz o estudioso do Monacato Primitivo dos Padres do Deserto, Dom García Colombás, osb (BAC nº. 588, p. 653 y 693), o ideal dos monges orientais que eles designavam com a palavra hesychía, apátheia, os monges ocidentais o traduziam com o vocábulo repouso, quies, puritas cordis, pax etc. Quando aqui nos fala Guigo do otium do contemplativo, se está referindo a esse ideal, ao qual já fazia referência São Bruno nas suas cartas (Cf., p.e.: Ad Radulphum., 4 e 7; Ad Fratres, 2), no qual já se tinha exercitado aos pés de Jesus Maria de Betânia, como o mesmo Guigo nos fala nos seus Consuetudines Cartusiæ, XX, 2.
2. Guigo emprega nesta carta os mesmos termos utilizados por São Bruno ao dirigir-se a seu amigo Raul: Aqui se pratica um repouso bem ocupado, se repousa numa sossegada atividade (Ad Radulphum., 6).
3. Ao aconselhar aqui Guigo a seu amigo o repouso, o otium contemplativo, devemos entender que o faz nas duas facetas que isso comporta. A este respeito, Dom G. Colombás fez notar que o ideal dos monges do Deserto levava consigo, por um lado, como estado de vida, a hésychia material, ou permanência repousada na solidão do ermo, e por outro lado, a hésychia interior, ou repouso silencioso, como estado da alma a que se ordena a primeira (Idem. Pág. 692). Tudo isso exige do solitário a séria ascese de negar-se a si mesmo e carregar a cruz de cada dia, como bom soldado de Cristo.
4. Perante estas citações da Palavra de Deus, o quinto sucessor de Bruno centraliza a genuína milícia do monge, no deserto, em sua inserção no mistério pascal de Cristo.
5. O apreço de Guigo pela dimensão sacerdotal da vida do monge (mas não do leigo!, como quer o CVII), como membro de Cristo pelo Batismo (Cf. 1Pd 2, 9), fica aqui uma vez mais patente com esta citação do Apóstolo (Cf. Ef 5,2).
quinta-feira, 2 de março de 2023
Número de seminaristas em Espanha diminuiu 87% desde o Vaticano II
Desde o Concílio Vaticano II, as vocações secaram em Espanha (47 milhões de habitantes), escreve o LaVanguardia.es.
- Em 1965 havia 8000 seminaristas em Espanha, no ano 2000 o número caiu para 1737 e em 2020 para 1028.
- Os seminários menores tinham 8000 alunos até ao Vaticano II, agora são 811.
- Em 2021, havia 179 noviços masculinos e 65 noviças para substituir os 44000 religiosos de ambos os sexos.
- Existem 85 seminários diocesanos em Espanha, incluindo os 15 seminários Redemptoris Mater (Caminho Neocatecumenal) que são responsáveis por um quinto das ordenações.
- A Arquidiocese de Barcelona (2 milhões de católicos) conta com 26 seminaristas.
- A Diocese de Girona, Norte de Espanha, tem pouco mais de uma centena de sacerdotes (idade média: 73 anos) para cobrir 394 paróquias.
- Na Diocese Vicentina, 144 padres morreram desde 2003 e 15 foram ordenados.
- Entre os anos 2000 e 2019, a Espanha passou de 227 ordenações para 125; a Alemanha de 140 ordenações para 55; a França de 150 para 94; a Itália de 520 para 310.
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quarta-feira, 1 de março de 2023
Morreu o Cónego Henrique Fragelli
Neste primeiro dia de Março, dedicado a São José, padroeiro da boa morte, temos a tristeza de partilhar convosco o chamamento à presença de Deus do Cónego Henrique Fragelli, que morreu de manhã cedo, no Brasil, aos 59 anos, vítima de uma infecção pulmonar.
Ordenado sacerdote a 3 de Julho de 2008 por S.E.R. o Cardeal Raymond Leo Burke, exerceu o seu ministério sacerdotal em Wausau, na Diocese de La Crosse (Estados Unidos), depois em Oakland (Estados Unidos) e finalmente em Mouila (Gabão).
Através do seu trabalho incansável e grande zelo, foi capaz de dar um novo impulso à nossa missão de Mouila. Estabeleceu uma escola, um dispensário e um orfanato.
Tendo contraído Covid na Primavera de 2021, ficou hospitalizado por um longo período de tempo. Muitos de vós rezaram pela sua recuperação. Após uma recuperação milagrosa, contudo, a sua saúde tinha-se tornado muito frágil.
Profundamente grato pelo apoio espiritual que generosamente lhe oferecesteis, peço-vos agora que rezeis pelo repouso da sua alma sacerdotal. Que aquele que deu a sua vida ao serviço da nossa Santa Mãe, a Igreja, na família do Instituto Cristo Rei e Sumo Sacerdote, receba agora a prometida recompensa eterna para aqueles que trabalham na vinha do Nosso Senhor.
Confio também a família do Cónego Fragelli às vossas orações neste tempo de dor, assim como todos os que foram afectados pela sua partida.
Ao longo deste tempo santo da Quaresma, que a nossa Mãe das Dores nos fortaleça a todos na esperança da Ressurreição do seu divino Filho e na alegre antecipação da vida celestial que se avizinha.
Requiescat in pace.
In Christo Rege,
Mgr. Gilles Wach
Superior Geral
terça-feira, 28 de fevereiro de 2023
Iniciamos os santos 40 dias da Quaresma
Iniciamos os santos quarenta dias da
Quaresma, e convém-nos examinar atentamente por que razão esta abstinência é
observada durante quarenta dias. Moisés, para receber a Lei pela
segunda vez, jejuou quarenta dias (Gn 34,28). Elias, no deserto,
absteve-se de comer durante quarenta dias (1Rs 19,8). O Criador dos
homens, ao vir para o meio dos homens, não tomou qualquer alimento durante
quarenta dias (Mt 4,2).
Esforcemo-nos também nós, tanto quanto nos
for possível, por refrear o nosso corpo pela abstinência neste tempo anual dos
santos quarenta dias, a fim de nos tornarmos, segundo a palavra de Paulo, «uma
hóstia viva» (Rom 12,1). O homem é, ao mesmo tempo, uma oferenda viva e imolada
(cf Ap 5,6) quando, sem deixar esta vida, faz morrer nele os desejos deste
mundo.
Foi a satisfação da carne que nos levou ao
pecado (Gn 3,6);
que a carne mortificada nos leve ao perdão. O autor da nossa morte, Adão,
transgrediu os preceitos de vida comendo o fruto proibido da árvore. É por
conseguinte necessário que nós, que fomos privados das alegrias do Paraíso pelo
alimento, nos esforcemos por reconquistá-las pela abstinência.
Mas ninguém suponha que esta abstinência é
suficiente. O Senhor disse pela boca do profeta: «O jejum que Eu aprecio é
este, [...] repartir o teu pão com o esfomeado, dar abrigo aos infelizes sem
asilo, vestir o nu, e não desprezar o teu irmão» (Is 58,6-7). Eis o
jejum que Deus aprova: um jejum realizado no amor ao próximo e impregnado de
bondade. Prodigaliza pois aos outros daquilo que retiras a ti próprio;
assim, a tua penitência corporal permitir-te-á cuidar do bem-estar físico do
teu próximo em necessidade.
São Gregório Magno in 'Homilias
sobre os evangelhos' nº16, 5
Diocese enterra 700 crianças assassinadas
O Padre Joseph Nguyen Van Tich, do Comité Pró-Vida da Diocese de Xuan Loc (Vietname), celebrou o enterro de 700 bebés abortados. Milhares de pessoas estiveram presentes.
Este grupo pró-vida começou em 2011 e, até agora, enterrou mais de 62 mil crianças assassinadas, segundo LeSalonBeige.fr.
Antes dos enterros, as crianças mortas foram limpas com álcool, embrulhadas em linho branco, receberam um nome e dispostas na igreja com flores.
Os voluntários pró-vida recolhem entre 700 e 1500 crianças assassinadas por mês.
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023
sábado, 25 de fevereiro de 2023
Rota de São Nuno 2023
Após o sucesso dos últimos anos, este Verão os seminaristas da FSSP vão organizar, mais uma vez, em Portugal, um campo de férias para jovens: a Rota de São Nuno.
Este ano o percurso será feito na Costa Oeste (Aljubarrota-Peniche), faremos 6 dias de caminhada (entre 10 a 20 Km por dia) e dormiremos em tendas e por vezes ao relento.
A 3ª edição da Rota será de 10 de Julho (Segunda-Feira) a 16 de Julho (Domingo) de 2023.
A data-limite de inscrição e pagamento é dia 4 de maio. O campo custa 100€* com tudo incluído. Para as inscrições enviar um email para rotasaonuno@gmail.com a pedir para se inscrever. Os inscritos receberão um email com informações mais detalhadas, por exemplo: lista de material a levar, percurso, catequeses. Se tiver dúvidas não hesite em enviar um email.
Rumo à Santidade!
* A questão financeira não deve ser um impedimento, para nós o mais importante é a participação dos rapazes. Temos também descontos no caso de inscrição de 2 ou mais membros de uma família. Em caso de necessidade, por favor contacte-nos.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023
Cardeal Roche desobedeceu explicitamente ao Papa Bento
O Cardeal Roche "minou deliberadamente " o motu proprio Summorum Pontificum de Bento XVI, escreve James Baresel (CatholicWorldReport.com), e agora insiste na obediência cega ao Traditionis Custodes.
Em 2007, quando era Bispo de Leeds (Inglaterra), Roche publicou uma "interpretação" do Summorum Pontificum, na qual fez o possível para o anular. Pediu grupos estáveis dentro de uma paróquia constituídos apenas pelos fiéis que já assistiam à Missa, excluindo aqueles que assim o desejavam.
Roche insistiu que tinha autoridade para determinar se um Padre estava "qualificado" para celebrar a Missa e proibiu os seus Sacerdotes de celebrarem a Missa num dia da semana se outra Eucaristia estivesse marcada para esse dia.
Devido a desobediências como a de Roche, a Congregação para o culto Divino condenou interpretações que "inexplicavelmente" procuravam limitar o Summorum Pontificum, declarando que tais Bispos se permitiam "ser utilizados como instrumentos do diabo".
Em Abril de 2011, a instrução da Santa Sé 'Universae Ecclesiae' explicou que um grupo estável poderia ser constituído por pessoas de diferentes paróquias ou dioceses e que qualquer Sacerdote Católico, não impedido pelo direito canónico, estava qualificado para celebrar a Missa Tradicional.
Foi o Papa Bento XVI que, em Junho de 2012, escolheu Roche como Secretário da Congregação para o Culto Divino.
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Normas para o jejum, abstinência e penitência
4. O jejum e a abstinência são obrigatórios em Quarta-Feira de Cinzas e em Sexta-Feira Santa.
5. A abstinência é obrigatória, no decurso do ano, em todas as sextas-feiras que não coincidam com algum dia enumerado entre as solenidades. Esta forma de penitência reveste-se, no entanto, de significado especial nas sextas-feiras da Quaresma.
6. O preceito da abstinência obriga os fiéis a partir dos 14 anos completos.
O preceito do jejum obriga os fiéis que tenham feito 18 anos até terem completado os 59.
Aos que tiverem menos de 14 anos, deverão os pastores de almas e os pais procurar atentamente formá-los no verdadeiro sentido da penitência, sugerindo-lhes outros modos de a exprimirem.
7. As presentes determinações sobre o jejum e a abstinência apenas se aplicam em condições normais de saúde, estando os doentes, por conseguinte, dispensados da sua observância.
Determinações relativas a outras penitências
8. Nas sextas-feiras poderão os fiéis cumprir o preceito penitencial, quer fazendo penitência como acima ficou dito, quer escolhendo formas de penitência reconhecidas pela tradição, tais como a oração e a esmola, ou mesmo optar por outras formas, de escolha pessoal, como, por exemplo, privar-se de fumar, de algum espectáculo, etc.
9. No que respeita à oração, poderão cumprir o preceito penitencial através de exercícios de oração mais prolongados e generosos, tais como: o exercício da via-sacra, a recitação do rosário, a recitação de Laudes e Vésperas da Liturgia das Horas, a participação na Santa Eucaristia, uma leitura prolongada da Sagrada Escritura.
9. No que respeita à oração, poderão cumprir o preceito penitencial através de exercícios de oração mais prolongados e generosos, tais como: o exercício da via-sacra, a recitação do rosário, a recitação de Laudes e Vésperas da Liturgia das Horas, a participação na Santa Eucaristia, uma leitura prolongada da Sagrada Escritura.
10. No que respeita à esmola, poderão cumprir o preceito penitencial através da partilha de bens materiais. Essa partilha deve ser proporcional às posses de cada um e deve significar uma verdadeira renúncia a algo do que se tem ou a gastos dispensáveis ou supérfluos.
11. Os cristãos que escolherem como forma de cumprimento do preceito da penitência uma participação pecuniária orientarão o seu contributo penitencial para uma finalidade determinada, a indicar pelo Bispo diocesano.
12. Os cristãos depositarão o seu contributo penitencial em lugar devidamente identificado em cada igreja ou capela, ou através da Cúria diocesana. Na Quaresma, todavia, em vez desta modalidade ou concomitantemente com ela, o contributo poderá ser entregue no ofertório da Missa dominical, em dia para o efeito fixado.
As formas de penitência não se excluem mas completam-se mutuamente
13. É aconselhável que, no cumprimento do preceito penitencial, os cristãos não se limitem a uma só forma de penitência, mas antes as pratiquem todas, pois o jejum, a oração e a esmola completam-se mutuamente, em ordem à caridade.
Normas publicadas pela Conferência Episcopal com data de 28 de Janeiro de 1985
Normas publicadas pela Conferência Episcopal com data de 28 de Janeiro de 1985
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