sábado, 15 de abril de 2023

Barrabás e outros Abusos

É sempre chocante escutar a narração da condenação à morte de JESUS, particularmente quando verificamos como o povo de Jerusalém, persuadido e instigado pelos chefes dos sacerdotes e líderes religiosos, decide exigir a libertação de Barrabás e a crucifixão de JESUS (Mt. 27, 20). Aquele é um malfeitor e assassino (Mc. 15, 7) enquanto JESUS é absolutamente Inocente, como o próprio Pilatos reconhece. É a democracia liberal[1] a funcionar – partidos políticos e média convencem seduzindo e o Presidente, lavando as mãos, promulga – sentencia-se o inocente absolve-se o culpado.
 

Barrabás é a tradução portuguesa do aramaico Bar-Abbas que significa filho do pai. JESUS revela-se como Filho de Deus Pai, como Deus Filho humanado. No Evangelho segundo S. João JESUS numa das Suas polémicas com escribas, fariseus e sacerdotes acusa-os de não serem filhos de Abraão nem filhos de Deus, mas de terem como pai o diabo porque querem praticar as suas obras malvadas. Barrabás é filho do diabo que é assassino, mentiroso e pai da mentira (Cf. Jo. 8, 38-44), é, pois, um Anticristo. Cristo diz a verdade, Ele é a Verdade.

 

JESUS continua nos dias de hoje a ser ferozmente abusado-crucificado nos menores enquanto Barrabás é festivamente inocentado.

 

Exemplos? Aí vão alguns:

 

Crianças e adolescentes abandonados à pornografia sexual através dos smartphones, tablets e computadores que os pais alegremente lhes dão. Média etária da primeira exposição a essas imagens devastadoras, 9 anos.

 

Filhos de “gravidezes de substituição” (barrigas de aluguer).

 

Filhos produzidos por técnicas extracorpóreas. Dezenas senão centenas de milhares de crianças embrionárias congeladas e/ou sujeitas a experimentações laboratoriais letais.

 

Entrega de crianças produzidas artificialmente a parelhas do mesmo sexo.

 

Centenas de milhares de crianças assassinadas por aborto provocado.


Crianças e adolescentes sujeitos obrigatoriamente à sinistra deformação sexual da perversa ideologia de género.

 

Crianças e adolescentes mutilados e esterilizados em nome da ideologia trans.

 

Filhos da epidemia de divórcios à-toa e sem culpa.


Padre Nuno Serras Pereira


[1] A democracia liberal que não tem como fundamento a Ordem da Criação e o Direito Natural. Esta democracia é incompatível com o catolicismo. Felizmente pode e deve haver outro tipo de democracia, essa sim justa, embora actualmente, tanto quanto sei, não existente. Esta salvaguarda e promove o Bem Comum, na totalidade dos seus factores, de toda e cada uma das pessoas.


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quinta-feira, 13 de abril de 2023

Há Missas e Missas




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Sexta-Feira da Oitava da Páscoa é dia de Abstinência?

Sexta-Feira é um dia tradicionalmente associado à penitência porque foi o dia no qual Nosso Senhor foi crucificado e morreu na cruz para nos salvar. Para nos associarmos, mesmo que pouco, aos sofrimentos de Jesus também nós fazemos sacrifícios nesse dia da semana. Um dos mais antigos é a abstinência da carne, isto é não comer carne à Sexta-Feira.

Na Lei da Igreja esta obrigatoriedade sempre previu excepções. No Código de Direito Canónico de 1917 eram dias de abstinência obrigatória todas as Sextas-Feiras do ano excepto se fosse um dia de preceito, ou seja um dia tão importante que fosse obrigatório ir à Missa: dia de Natal ou dia da Imaculada Conceição, por exemplo. 

No novo Código de Direito Canónico, de 1983, a excepção a essa abstinência das Sextas-Feiras acontece sempre que nesse dia existe uma Solenidade, mesmo que não seja dia de preceito. 

A Oitava da Páscoa, os 8 dias que se seguem ao Domingo de Páscoa, são tratados, liturgicamente, como se fossem a Solenidade do dia de Páscoa. Por isso esta Sexta-Feira, segundo a lei actual, parece não ser de abstinência. 

Legalmente é esta a conclusão lógica, à luz dos cânones actuais. No entanto quem quiser fazer abstinência não perde nada, sabendo que é um costume que vem dos primórdios da Igreja, associando essa penitência ao arrependimento dos seus pecados e pedindo a graça de não voltar a pecar.


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quarta-feira, 12 de abril de 2023

A simplicidade dos relatos extraordinários

Se Moisés tivesse dito que Deus era a Energia Infinita, eu não teria a menor dúvida de que ele não havia visto nada de extraordinário. Porém, como ele disse que Deus era um arbusto em chamas, creio que é muito provável que contemplara realmente algo extraordinário.

Quando o céptico instruído declara: "As visões do Antigo Testamento eram locais, rústicas e grotescas", nós contestamos: "Naturalmente, pois eram genuínas". Se existisse um ser como Deus, e se Deus falasse com uma criança num jardim, a criança naturalmente diria que Deus vive no jardim e isso não me pareceria menos provável que fosse certo. 

Mas se a criança dissesse: "Deus está em todas as partes; é uma essência impalpável que envolve e sustenta todos os componentes do cosmos", se, digo eu, a criança se dirigisse a mim nesses termos que citei, inclinar-me-ia a pensar que era muito mais provável que tivesse estado com a professora do que com Deus.

G.K. Chesterton 


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terça-feira, 11 de abril de 2023

Ressurreição : O impensável aconteceu



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Porque é que São Leão Magno é Magno?

Encontro entre S. Leão Magno e Átila, o Huno (Rafael)

Século V
Todos sabemos o mínimo da história da Igreja Católica: Jesus ressuscitou e S. Pedro e S. Paulo foram para Roma, onde se tornaram mártires com muitos outros cristãos que lhes seguiram. Nos primeiros séculos, os cristãos foram brutalmente perseguidos pelo império romano. No ano 313, o imperador Constantino acabou estas perseguições mas os problemas não terminaram. Começaram a surgir inúmeras heresias que distorciam a doutrina da Igreja e, se não fossem uns homens fortes, sábios e santos, a Igreja não teria aguentado. Estes homens são hoje conhecidos como Padres da Igreja. S. Leão Magno foi um destes heróis e, para além das heresias que se espalhavam, viveu em pleno início das invasões bárbaras.

O império romano estava cada vez mais dividido entre Oriente e Ocidente e, em ambas as partes, reinava a corrupção. Enquanto que os soldados das legiões eram maioritariamente mercenários mal pagos, os povos da Germânia começaram a descer para o Sul da Europa. No final do ano 410 os Visigodos invadiram Roma. 

Um comandante ao serviço de Cristo
Estas invasões foram relativamente bem controladas, mas o pior ainda estava para vir. Um exército de meio milhão de homens guerreiros da Ásia começou a invadir a Europa pelo Oriente e chegou a conquistar tudo até às zonas da actual Suíça. Eram os hunos comandados por Átila que arrasavam tudo por onde passavam. No ano 452 invadiram a Itália e começaram a avançar para Roma e o imperador nada conseguia fazer para os travar. Foi então que o Papa Leão I, com outros membros do Clero, foi ao encontro do mais cruel e temido de todos os invasores, no Norte de Itália. Não sabemos do que falaram, mas uma coisa é certa, S. Leão Magno tinha uma personalidade fortíssima própria dos santos, de tal modo que Átila renunciou à conquista de Roma e retirou-se de Itália, assinando a paz com o império do Ocidente.

Três anos mais tarde o Papa também impediu que os Vândalos, quando invadiram Roma, saqueassem as Basílicas de S. Pedro, S. João e S. Paulo, onde se refugiaram centenas de pessoas.

O Concílio de Calcedónia
Todas estas guerras foram perigosíssimas, mas nada comparado ao perigo das heresias que se espalhavam no interior da Igreja e que ameaçavam levar tantas almas do caminho para o Céu. S. Leão Magno foi feroz nesta luta que culminou no Concílio de Calcedónia no ano 451.

Analisando com a distância de quase um milénio, percebe-se que estes tempos de heresia foram a maneira de Nosso Senhor ajudar a definir a nossa doutrina infalível. De facto, o Concílio de Calcedónia foi o último dos primeiros Quatro Concílios Ecuménicos, onde se definiram as bases fundamentais da nossa Fé. Estes concílios foram de tal modo importantes que S. Gregório Magno, no século VI, afirmou “acolher e venerar, como os quatro livros do Santo Evangelho, os quatro Concílios”.

O Papa, devido à guerra com os hunos, não conseguiu estar presente em Calcedónia e, portanto escreveu uma carta para ser lida no Concílio. Esta carta, lida para trezentos e cinquenta Bispos, era um texto doutrinal chamado Tomo a Flaviano que argumentava de um modo fenomenal contra as várias heresias. Ao pormenor, este santo Papa derrotou a heresia dos pelagianos, que negava a existência do pecado original, afirmando que o homem se podia salvar sem a graça de Deus, a heresia dos priscilianistas, uma seita que misturava teologia com astrologia, e a mais forte de todas, a monofisita, que afirmava que Jesus Cristo era Deus mas não homem.

Na nossa vida
É devido ao Concílio de Calcedónia e ao Papa S. Leão Magno, que temos bases fortes e racionais para afirmar que Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Foi também neste concílio que foi confirmada a maternidade divina de Maria. Que alegria! Nossa Senhora, nossa Mãe, é a Mãe de Deus!

Gostava de referir duas últimas coisas. A primeira é que é importantíssimo conhecermos a História da Igreja Católica, até porque isso fortifica bastante a nossa Fé. A segunda é que ao aprendermos as heresias que atacavam o Cristianismo nos primeiros séculos, revemos tudo o que se passa nos nossos dias. Em quase todas as revistas encontramos uma página com os signos, o que tem tudo a ver com o priscilianismo, ou os novos ateus que afirmam que o ser humano vive por si, sem nenhuma ajuda de Deus, que é uma espécie de definição do pelagianismo. Para nos defendermos temos que rezar e ler muito os escritos dos Padres da Igreja.

NCB


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segunda-feira, 10 de abril de 2023

Prefácio Pascal cantado pelo Papa Pio XII

Uma rara gravação da voz do Papa Pio XII enquanto canta o prefácio da Missa de Páscoa.

V. Dóminus vobíscum.
R. Et cum spíritu tuo.
V. Sursum corda.
R. Habémus ad Dóminum.
V. Grátias agámus Dómino, Deo nostro.
R. Dignum et justum est.


Vere dignum et justum est, æquum et salutáre: Te quidem, Dómine, omni témpore, sed in hac potíssimum die gloriósius prædicáre, cum Pascha nostrum immolátus est Christus. Ipse enim verus est Agnus, qui ábstulit peccáta mundi. Qui mortem nostram moriéndo destrúxit et vitam resurgéndo reparávit. Et ídeo cum Angelis et Archángelis, cum Thronis et Dominatiónibus cumque omni milítia coeléstis exércitus hymnum glóriæ tuæ cánimus, sine fine dicéntes.


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sábado, 8 de abril de 2023

Sábado Santo, dia de repouso junto ao sepulcro

«E eis que um homem por nome José, senador, homem de bem e justo, que não tinha consentido no conselho e nos actos dos outros, de Arimatéia, cidade dos judeus, e que também esperava o reino de Deus; esse, chegando a Pilatos, pediu o corpo de Jesus. E, havendo-o tirado, envolveu-o num lençol, e pô-lo num sepulcro escavado numa rocha, onde ninguém ainda havia sido posto. 

Era o dia da preparação e amanhecia o sábado. E as mulheres, que tinham vindo com ele da Galileia, seguiram também e viram o sepulcro e como foi posto o seu corpo. Voltando elas, prepararam especiarias e unguentos; e no sábado repousaram, conforme o mandamento

Lucas 23, 50-56


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sexta-feira, 7 de abril de 2023

Sexta-Feira Santa: Morte de Jesus

Et inclinato capite, tradit spiritum - E inclinando a cabeça, rendeu o espírito” 
(Jo. 19, 30)

Sumário - Contempla como, depois de três horas de agonia, pela veemência das dores, as forças faltam a Jesus; entrega o Corpo ao próprio peso, deixa cair a cabeça sobre o peito, abre a boca e expira... Alma cristã, diz-me: não merece porventura todo o nosso amor um Deus que, para nos salvar da morte eterna, quis morrer no meio dos mais atrozes tormentos? Todavia, como são poucos os que O amam e muitos os que, em vez de O amarem, Lhe pagam com injúrias e ultrajes.

I. Considera que o Nosso amável Redentor é chegado ao fim da Sua vida. Amortecem-se-Lhe os olhos, o Seu belo rosto empalidece, o Coração palpita debilmente, e todo o Sagrado Corpo é lentamente invadido pela morte. Vinde, Anjos do Céu, vinde assistir à morte do Vosso Deus. E Vós, ó Mãe dolorosa, Maria, chegai-Vos mais próxima à Cruz, levantai os olhos para Vosso Filho, e contemplai-O atentamente, porque está prestes a expirar.

Pater, in manus tuas commendo spiritum meum - Pai, em vossas mãos encomendo o meu espírito”. É esta a última palavra que Jesus profere com confiança filial e perfeita resignação com a Vontade divina. Foi como se dissesse: “Meu Pai, não tenho vontade própria; não quero nem viver nem morrer. Se é Vossa Vontade que Eu continue a padecer sobre a Cruz, eis-Me aqui, estou pronto para obedecer sobre esta Cruz; em Vossas mãos entrego o Meu Espírito; fazei de Mim segundo a Vossa vontade”. - Tomara que nós disséssemos o mesmo quando temos alguma Cruz, deixando-nos guiar pelo Senhor, conforme o Seu agrado. Tomara que o repetíssemos especialmente no momento da morte! Mas para bem o fazermos, então, devemos praticá-lo muitas vezes em nossa vida.

Entretanto, Jesus chama a Morte que, por deferência, não ousava aproximar-se do Autor da vida, e Lhe dá licença para Lhe tirar a vida. E eis que, finalmente, enquanto treme a Terra, se abrem os túmulos e se rasga o véu do Templo, eis que, pela veemência da dor natural, falha a respiração, Jesus abandona o Corpo ao próprio peso, deixa cair a cabeça sobre o peito, abre a boca e expira: “Et inclinato capite, tradidit spiritum” - Parti, ó bela Alma do Meu Salvador, parti e ide nos abrir o Paraíso, fechado até agora, ide apresentar-Vos à Majestade divina, e alcançai-nos o perdão e a salvação.

As pessoas presentes, voltadas para Jesus Cristo, por causa da força com que proferiu as Suas últimas palavras, contemplamo-No com atenção silenciosa, vêem-No expirar e, notando que não se move mais, dizem: “Morreu, morreu”. Maria ouve que todos o dizem, e Ela também exclama: “Ah, Filho meu, já morrestes; estais morto”.

II. Morreu! Ó Deus! Quem é que morreu? O Autor da vida, o Unigénito de Deus, o Senhor do mundo. Ó morte, que fizeste pasmar o Céu e a natureza! Um Deus morrer pelas Suas criaturas! - Vem, minh’alma, levanta os olhos e contempla esse Homem crucificado. Contempla o Cordeiro divino já imolado sobre o altar da dor; lembra-te de que Ele é o Filho dileto do Pai Eterno, e que morreu pelo amor que te tem dedicado. Vê esses braços abertos para te acolher; a cabeça inclinada para te dar o ósculo de paz; o lado aberto para te receber. Que dizes? Não merece ser amado um Deus tão bom e tão amoroso? Ouve o que do alto de Sua Cruz te diz o Senhor: “Meu filho, vê se há alguém no mundo que te tenha amado mais do que Eu, teu Deus!

Ah, meu Jesus, já que para minha salvação não poupaste a Vossa própria Pessoa, lançai sobre mim esse olhar afetuoso com que me olhastes um dia, quando estáveis em agonia sobre a Cruz; olhai-me, iluminai-me, e perdoai-me. Perdoai-me em particular a ingratidão que tive para com’Vosco no passado, pensando tão pouco na Vossa Paixão e no amor que Nela me haveis mostrado. Dou-Vos graças pela luz que me concedeis, de compreender através de Vossas Chagas e de Vossos membros dilacerados, como, por entre umas grades, o afecto tão grande e tão terno que ainda guardais para comigo.

Ai de mim, se depois de receber estas luzes deixasse de Vos amar, ou amasse outra coisa que não a Vós!

Morra eu, assim Vos direi com São Francisco de Assis, morra eu por amor de Vosso Amor, ó meu Jesus, que Vos dignastes morrer por amor de meu amor. Ó Coração aberto de meu Redentor, ó morada feliz das almas amantes de meu Redentor, não vos dedigneis receber agora a minha mísera alma.

Ó Maria, ó Mãe de dores, recomendai-me a Vosso Filho, a quem vedes morto sobre a Cruz. Vede as Suas carnes dilaceradas, vede o Seu Sangue divino derramado por mim, e concluí disto quanto Lhe agrada que Lhe recomendeis a minha salvação. A minha salvação consiste em que eu ame, e este amor Vós mo deveis impetrar, mas um amor grande, um amor eterno.

Santo Afonso Maria de Ligório


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quinta-feira, 6 de abril de 2023

A Quinta-Feira Santa em que o Rei São Fernando lavou os pés aos pobres

A Quaresma passou e chegou a Semana Santa. Naquele ano, o amor de Cristo inflamou o coração do santo Rei mais do que nunca. Às vezes, passava a noite inteira contemplando as dores que Nosso Senhor sofreu para nos redimir; dormia tão pouco que os seus nobres, preocupados, chegaram a dizer-lhe que deveria cuidar melhor de si mesmo e não pôr assim a sua saúde em perigo. Afinal, a sua última doença ainda era bastante recente.

O Rei deixou-os falar e, quando terminaram, respondeu com um sorriso: “Se eu não vigiasse, como é que vocês poderiam dormir com confiança?” E, assim, continuou as suas longas vigílias.

Chegou a Quinta-Feira da Última Ceia. Era costume, no palácio, dar diariamente as mesmas iguarias servidas na mesa real a todos os pobres que apareciam, e D. Fernando III, muitas vezes, servia a refeição pessoalmente e preparava os pratos. Isso foi feito com tanta alegria e graça que ele conquistou os seus corações. Mas naquela Quinta-Feira Santa, ao entrar na sala onde os pobres esperavam, chamou doze, um a um, os mais velhos e mais esfarrapados de todos, e fê-los sentar num comprido banco de madeira, que ficava junto à parede. Então, ordenou a um servo: “Gil, vá e traga-me uma tina com água morna e uma toalha, a mais limpa e branca que puder encontrar”.

O jovem foi buscar o que havia sido pedido, esforçando-se no caminho para tentar adivinhar o que o Rei queria. A mesma perplexidade foi vista nos rostos dos nobres. O que é que ele vai fazer? Fernando, entretanto, com um semblante alegre, conversava com os mendigos, que exageravam com grande detalhe os seus muitos sofrimentos.

Gil voltou com a tina e uma toalha branca e limpa. O Rei despiu o manto, o cinturão da espada e o sobretudo. Depois, levantou a sua túnica; enrolou as mangas até o cotovelo; pegou na toalha e colocou-a em volta da cintura. Então, pegou na bacia e ajoelhou-se diante do primeiro velho e começou a lavar, com as suas mãos reais, tão limpas e belas, aqueles pés repulsivos que talvez nunca tivessem visto outra água senão a das poças sujas da rua.

A acção do rei deixou a todos sem palavras e paralisados. Quando recuperaram, muitos deles tinham lágrimas de emoção nos olhos. Os pobres irromperam em bênçãos para o Rei mais humilde já conhecido pelo Cristianismo. Mas Fernando disse-lhes que o que realmente deveria surpreendê-los é que Deus lavou os nossos pecados com Seu Sangue. Isto disse com convicção do fundo do seu coração. Na verdade, ele mal parecia ciente do que estava a dizer ou de que estava no salão do palácio. 

Naquele momento, ele esqueceu que era o Rei; o mundo inteiro havia desaparecido; apenas permaneceu um Cenáculo onde o Seu Senhor e Rei Jesus Cristo se ajoelhou diante de doze pobres pecadores e lavou os seus pés; ele parecia ouvir as palavras daquele mandamento de amor humilde: “Exemplum dedit vobis, ut et vos ita faciatis.”

in nobility.org


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terça-feira, 4 de abril de 2023

Domingo de Ramos, 1987: Reconquista da igreja de Port Marly

Os fiéis tinham sido expulsos da igreja de São Luís de Port Marly pelo Bispo de Versailles, que era contra a Missa Tradicional. No Domingo de Ramos tiveram a Santa Missa fora da igreja e, depois, voltaram a tomar posse do que era seu. Ainda hoje, 36 anos depois, esta igreja tem exclusivamente a Missa Tradicional.

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Considera a incerteza do dia da tua morte

1. Considera a incerteza do dia de tua morte. Ah, minha alma! Sairás um dia deste corpo. Quando? No inverno ou no verão? Na cidade ou no campo? De dia ou de noite? De modo imprevisto ou avisado? Por doença ou acidente? Terás tempo de te confessar ou não? Terás a assistência do teu confessor e pai espiritual ou não? De tudo isso absolutamente nada sabemos. A única coisa certa é que morreremos, e sempre mais cedo do que julgávamos.

2. Considera que então o mundo acabará no que te diz respeito. Ele não existirá mais para ti, ele virará de cabeça para baixo à tua frente. Sim, pois então os prazeres, as vaidades, as alegrias mundanas, os afectos vãos parecerão como nuvens e fantasmas. Ah, miserável, por que ninharias ofendi ao meu Deus? Verás que abandonamos Deus pelo nada. Ao contrário, a devoção, as boas obras te parecerão tão desejáveis e doces! E por que não segui este belo e gracioso caminho? Então os pecados que pareciam pequenos parecerão grandes como montanhas e a tua devoção, bem pequena.


3. Considera o longo e langoroso adeus que a tua alma dirá a este baixo mundo. Dirá adeus às riquezas, às vaidades, às vãs companhias, aos prazeres, aos passatempos, aos amigos, aos vizinhos, aos pais, aos filhos, ao marido, à esposa, em suma, a toda criatura e por fim a seu corpo, que ela abandonará pálido, magro, acabado, medonho e infecto.

4. Considera os trabalhos que terão para erguer o teu corpo e enterrá-lo; e que, feito isso, o mundo quase não pensará mais em ti, como tu quase não pensaste nos outros.Que Deus o tenha, dirão, e acabou-se. Ó morte, como és desdenhada! Como és implacável!

5. Considera que ao sair do corpo, a alma segue ou para a direita ou para a esquerda. Aonde irá a tua? Que caminho tomará? O mesmo que ela começou a trilhar neste mundo.

Afeições

1. Reza a Deus e te lança entre os seus braços. Ai, Senhor, recebei-me em vossa proteção neste dia apavorante! Tornai-me feliz e favorável esta hora, e que todas as outras me sejam tristes e aflitivas.

2. Despreza o mundo. Como não sei a hora a hora em que terei de deixar-te, ó mundo, não quero apegar-me a ti. Ó meus caros amigos, minhas caras alianças, permitai que não me afeiçoe a vós mais do que por uma amizade santa, que possa durar eternamente; pois por que me unir a vós para depois deixar e romper tal laço?

Resoluções

Quero preparar-me para esta hora e tomar os cuidados necessários para fazer felizmente esta passagem. Quero examinar com toda atenção o estado da minha consciência e pôr ordem nestas e naquelas faltas.

Conclusão

Agradece a Deus por estas resoluções que Ele vos deu; oferece-as à Sua Majestade. Roga-lhe mais uma vez que Ela torne feliz a tua morte pelo mérito de seu Filho. Implora a ajuda da Santa Virgem e dos santos. Pater Noster. Ave Maria.

S. Francisco de Sales in Novíssimos do Homem, Terça-Feira


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segunda-feira, 3 de abril de 2023

Satanás explicado pelo Catecismo da Igreja Católica

Por detrás da opção de desobediência dos nossos primeiros pais, há uma voz sedutora, oposta a Deus (Gn 3,1-5), a qual, por inveja, os faz cair na morte (Sb 2,24). A Escritura e a Tradição da Igreja vêem neste ser um anjo decaído, chamado Satanás ou Diabo (Jo 8,44; Ap 12,9). Segundo o ensinamento da Igreja, ele foi primeiro um anjo bom, criado por Deus. «O Diabo e os outros demónios foram por Deus criados naturalmente bons; mas eles, por si, é que se fizeram maus» (Concílio de Latrão).

A Escritura fala dum pecado destes anjos (2Pe 2,4). A queda consiste na livre opção destes espíritos criados, que radical e irrevogavelmente recusaram Deus e o Seu Reino. Encontramos um reflexo desta rebelião nas palavras do tentador aos nossos primeiros pais: «Sereis como Deus» (Gn 3,5). O Diabo é «pecador desde o princípio» (1 Jo 3, 8), «pai da mentira» (Jo 8,44). É o carácter irrevogável da sua opção, e não uma falha da infinita misericórdia de Deus, que faz com que o pecado dos anjos não possa ser perdoado. «Não há arrependimento para eles depois da queda, tal como não há arrependimento para os homens depois da morte» (São João Damasceno).

A Escritura atesta a influência nefasta daquele a que Jesus chama «assassino desde o princípio» (Jo 8,44), e que chegou ao ponto de tentar desviar Jesus da missão recebida do Pai (Mt 4,1-11). «Foi para destruir as obras do Diabo que apareceu o Filho de Deus» (1 Jo 3,8). Dessas obras, a mais grave em consequências foi a mentirosa sedução que induziu o homem a desobedecer a Deus.

No entanto, o poder de Satanás não é infinito. Satanás é uma simples criatura, poderosa pelo facto de ser puro espírito, mas criatura: impotente para impedir a edificação do Reino de Deus. (§§ 391-395)


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O que Deus une não pode ser separado




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domingo, 2 de abril de 2023

Domingo de Ramos há 91 anos na Praça de São Pedro



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Domingo de Ramos

Num dia como este, Jesus Cristo entrou em Jerusalém, onde foi recebido com honras de Rei e aclamado como O enviado por Deus. Mas o clima de festa não durou muito; 5 dias depois, essa multidão que tanto o louvara foi a mesma que gritou em uníssono: "Crucifica-O!" e que não descansou enquanto isso não aconteceu. Sobre este pequeno episódio diria o seguinte:

1. Não nos devemos preocupar com o que as pessoas pensam ou dizem de nós: num dia somos muito bons, no dia seguinte somos muito maus; para uns somos os melhores, para outros somos os piores. Apenas interessa o que Deus pensa de nós. Viver com essa consciência dá-nos uma grande liberdade. Foi assim que viveu Jesus.

2. As multidões podem ser manipuladas. Jesus foi recebido em festa e com pompa porque tinha feito bastantes milagres - alguns testemunhados por muitos dos presentes - e tinha ensinado como alguém com autoridade para o fazer, e não como os que ensinam uma coisa e fazem outra. Ainda assim, um pequeno grupo conseguiu influenciar essa multidão de maneira a que esquecesse o que sabia ser verdade e exigisse a maior injustiça do mundo: a morte de cruz a um homem que passou fazendo o bem.

3. Jesus aceita ser aclamado sabendo que uns dias mais tarde seria desprezado, insultado, agredido, açoitado, flagelado, crucificado e assassinado. Tudo aceitou sem se revoltar, com uma mansidão que faz corar a nossa revolta ao mínimo insulto ou correcção que nos fazem. Fez isso para nos salvar; e também para nos ensinar.

Santa Semana Santa a todos.


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sábado, 1 de abril de 2023

O paradoxo do mentiroso

Neste dia 1 de Abril, conhecido como dia das mentiras, vale a pena conhecer o paradoxo do mentiroso”, descrito por São Jerónimo, quando comentava os Salmos:

"Eu dizia na minha precipitação: Todos os homens são mentirosos.” (Salmo 116, 11). 

Será que David (autor dos Salmos) está a dizer a verdade ou a mentir?

Se é verdade que todos os homens são mentirosos, então a frase de David: “Todos os homens são mentirosos” é verdadeira, e assim David também está a mentir; ele também é homem.

Mas se ele também está a mentir, então a sua frase “Todos os homens são mentirosos”, não pode ser verdadeira.

Seja qual for a proposição, a conclusão é uma contradição. Como David é um homem, conclui-se que ele também está a mentir; mas se ele está a mentir porque todos os homens são mentirosos, a sua mentira é de outra espécie.


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sexta-feira, 31 de março de 2023

Mapa das Aparições de Nossa Senhora na Europa

As cruzes mostram onde a Virgem Maria apareceu a um futuro santo.

Os pontos amarelos indicam aparições relatadas pela tradição (mas não confirmadas pelo Vaticano).

Os pontos azuis mostram mais recentes e visões ainda não confirmadas. aparições mais recentes, mas ainda não confirmadas.

Os pontos verdes indicam visões aprovadas como "dignas de fé", mas não sobrenaturais.

Os pontos vermelhos significam que o Bispo local "aprovou" a aparição como genuína.

O pontos vermelhos maiores marcam aquelas aparições que foram reconhecidos pelo Vaticano.


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quinta-feira, 30 de março de 2023

9 orações para saber em latim

1. Sinal da Cruz

In nomine Patris, et Filii, et Spiritus Sancti. Amen

2. Credo

Credo in unum Deum, Patrem omnipotentem, factorem caeli et terrae, visibilium omnium et invisibilium.
Et in unum Dominum Jesum Christum Filium Dei unigenitum. Et ex Patre natum ante omnia saecula. Deum de Deo, lumen de lumine, Deum verum de Deo vero. Genitum, non factum, consubstantialem Patri : per quem omnia facta sunt. Qui propter nos homines, et propter nostram salutem decendit de caelis. Et incarnatus est de Spiritu sancto ex Maria Virgine : Et homo factus est. Crucifixus etiam pro nobis : sub Pontio Pilato passus, et sepultus est. Et resurrexit tertia die, secundum Scripturas. Et ascendit in caelum : sedet ad dexteram Patris. Et iterum venturus est cum gloria, judicare vivos et mortuos : cujus regni non erit finis.
Et in Spiritum sanctum, Dominum, et vivificantem : qui ex Patre Filioque procedit. Qui cum Patre et Filio simul adoratur, et conglorificatur : qui locutus est per Prophetas. Et unam, sanctam, catholicam, et apostolicam Ecclesiam. Confiteor unum baptisma in remissionem peccatorum. Et expecto resurrectionem mortuorum. Et vitam venturi saeculi.

3. Pai Nosso

Pater noster, qui es in caelis, sanctificetur nomen tuum. Adveniat regnum tuum. Fiat voluntas tua, sicut in caelo et in terra. Panem nostrum quotidianum da nobis hodie, et dimitte nobis debita nostra sicut et nos dimittimus debitoribus nostris. Et ne nos inducas in tentationem, sed libera nos a malo. Amen.

4. Avé Maria

Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum. Benedicta tu in mulieribus, et benedictus fructus ventris tui, Iesus. Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus, nunc, et in hora mortis nostrae. Amen.

5. Glória ao Pai

Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto. Sicut erat in principio, et nunc, et semper, et in saecula saeculorum. Amen.

6. A oração de Fátima 

Domine Iesu, dimitte nobis debita nostra, salva nos ab igne inferiori, perduc in caelum omnes animas, praesertim eas, quae misericordiae tuae maxime indigent.

7. Salve Regina

Salve Regina, Mater misericordiae. Vita, dulcedo, et spes nostra, salve. Ad te clamamus exsules filii Hevae. Ad te Suspiramus, gementes et flentes in hac lacrimarum valle. Eia ergo, Advocata nostra, illos tuos misericordes oculos ad nos converte. Et Iesum, benedictum fructum ventris tui, nobis post hoc exsilium ostende. O clemens, o pia, o dulcis Virgo Maria.
V. Ora pro nobis, Sancta Dei Genitrix. R. Ut digni efficiamur promissionibus Christi.

8. Angelus

V. Angelus Domini nuntiavit Mariae. R. Et concepit de Spiritu Sancto.
Ave Maria...

V. Ecce ancilla Domini, R. Fiat mihi secundum verbum tuum.
Ave Maria...

V. Et Verbum caro factum est, R. Et habitavit in nobis.
Ave Maria...

V. Ora pro nobis, sancta Dei Genetrix, R. Ut digni efficiamur promissionibus Christi.

Oremus. Gratiam tuam, quaesumus, Domine, mentibus nostris infunde; ut qui, Angelo nuntiante, Christi Filii tui incarnationem cognovimus, per passionem eius et crucem ad resurrectionis gloriam perducamur. Per eumdem Christum Dominum nostrum. R. Amen.

9. Oração a São Miguel Arcanjo

Sancte Michael Archangele, defende nos in proelio, contra nequitiam et insidias diaboli esto praesidium. Imperet illi Deus, supplices deprecamur: tuque, Princeps militiae caelestis, Satanam aliosque spiritus malignos, qui ad perditionem animarum pervagantur in mundo, divina virtute, in infernum detrude. Amen.


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O "jovem" Cardeal Ratzinger toca piano



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quarta-feira, 29 de março de 2023

Que bem se vive junto à Cruz de Jesus

Como se vive bem no coração de Cristo! Quem se pode queixar por sofrer ? Só o insensato, que não adora a Paixão de Cristo, a cruz de Cristo, o coração de Cristo, pode sentir-se desesperado com o seu próprio sofrimento. Que bem se vive junto à cruz de Jesus! 

Cristo Jesus, mostra-me essa sabedoria que consiste em amar o desprezo, as injúrias, o opróbrio; ensina-me a sofrer com a alegria humilde e sem clamor dos santos; ensina-me a ser manso com aqueles que não me amam ou que me desprezam; mostra-me esse conhecimento que Tu, no alto do calvário, mostras ao mundo inteiro. 

Eu sei: uma voz interior, muito suave, explica-me tudo; sinto em mim uma coisa que vem de Ti e que não sei definir, que me decifra muitos mistérios que o homem não pode compreender. Eu, Senhor, à minha maneira, entendo tudo. É o amor. É só isso. Vejo-o, Senhor, não preciso de mais nada. É o amor! Quem pode explicar o amor de Cristo?

Que os homens e as outras criaturas se calem; calemo-nos, para que, no silêncio, escutemos os sussurros do amor, do amor humilde, do amor paciente, do amor imenso, infinito, que Jesus nos oferece, pregado à sua cruz, com os braços totalmente abertos. O mundo, na sua loucura, não O escuta.

São Rafael Arnaiz Baron in Escritos espirituais, 07/04/1938


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Cartazes perto Vaticano em defesa da Missa Tradicional

Um grupo de leigos mandou colocar, perto do Vaticano, um conjunto de cartazes com citações de vários Papas em defesa da Missa Tradicional, que tanto tem sido perseguida nos últimos tempos. Eis o comunicado dos responsáveis:

A partir desta manhã, durante 15 dias, várias dezenas de cartazes dedicados à liturgia tradicional serão afixados perto do Vaticano.

Um comité de promotores, participando a título pessoal e vindo de diferentes realidades católicas (tais como os blogs Messainlatino e Campari & de Maistre, e as associações Coordinamento Nazionale del Summorum Pontificum e Ass. San Michele Arcangelo), quis tornar público o seu profundo apego à Missa tradicional precisamente quando a sua extinção parece estar planeada: por amor ao Papa, para que ele possa estar paternalmente aberto à compreensão das periferias litúrgicas que já não se sentem bem-vindas na Igreja, porque encontram na liturgia tradicional a expressão plena e completa de toda a fé católica.

"O que foi sagrado para as gerações anteriores, permanece sagrado e grande também para nós, e não pode ser completamente proibido ou mesmo julgado prejudicial de repente" (Bento XVI). A crescente hostilidade para com a liturgia tradicional não encontra justificação, nem a nível teológico nem pastoral. As comunidades que celebram segundo o Missal de 1962 não são rebeldes contra a Igreja; pelo contrário, abençoadas por um crescimento constante de vocações fiéis e sacerdotais, constituem um exemplo de perseverança firme na fé e unidade católica, num mundo cada vez mais insensível ao Evangelho, e num tecido eclesial cada vez mais cedendo a impulsos desintegradores.

Por esta razão, a atitude de rejeição com que os seus próprios pastores são hoje obrigados a tratá-los é não só motivo de amargo pesar, que estes fiéis se esforçam por oferecer para a purificação da Igreja, mas também constitui uma grave injustiça, perante a qual a própria caridade impõe não permanecer em silêncio: "um silêncio inoportuno deixa em falso aqueles que poderiam tê-lo evitado" (São Gregório Magno).

Na Igreja dos nossos dias, na qual a escuta, o acolhimento e a inclusão inspiram toda a acção pastoral, e existe um desejo de construir uma comunhão eclesial "com o método sinodal", este povo de fiéis comuns, de famílias jovens, de sacerdotes fervorosos, tem a esperança confiante de que a sua voz não será sufocada, mas sim acolhida, escutada e levada em devida consideração. Aqueles que vão à "Missa latina" não são crentes de segunda classe, nem devem ser postos de lado para serem reeducados ou gente indesejada da qual a Igreja se deva livrar.

(Toni Brandi, Luigi Casalini, Federico Catani, Guillaume Luyt, Simone Ortolani, Marco Sgroi)
prolibertatemissalis@gmail.com





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terça-feira, 28 de março de 2023

Esta citação converteu muitos protestantes ao catolicismo

Não vos deixeis iludir, meus irmãos. Se alguém seguir a um cismático não herdará o reino de Deus. Se alguém seguir o caminho da heresia não se encontrará de acordo com a Paixão de Cristo. Tende o cuidado de tomar parte numa só Eucaristia. 

Porque uma é a carne de Nosso Senhor Jesus Cristo, um é o cálice do Seu Sangue e um o altar que faz com que sejamos um. Assim como também um é o Bispo, juntamente com o seu presbitério e os diáconos, meus companheiros na servidão. Assim sendo, o que fizerdes estará de acordo com a Vontade de Deus. 

Santo Inácio de Antioquia in 'Carta aos Filadélfios'


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São João Capristano, padroeiro dos humilhados e rejeitados

São João de Capristano é considerado como um dos pregadores mais famosos de todos os tempos. São João nasceu em Capistrano, região montanhosa de Itália, no ano de 1386. Foi um estudante extremamente dedicado aos seus deveres e chegou a ser advogado, juiz e governador de Perúsia. Após ter sido preso por causa de uma guerra civil, o santo reflectiu sobre a sua vida, dando-se conta que em vez de se dedicar a conseguir dinheiro, honras e dignidades mundanas, seria melhor trabalhar por conseguir a santidade e a sua salvação, numa comunidade religiosa, por isso decidiu ingressar na ordem franciscana.

Aos 33 anos foi ordenado sacerdote e durante 40 anos percorreu toda a Europa pregando com enormes êxitos espirituais. Teve por professor de pregação e por guia espiritual o grande São Bernardino de Sena. Formou grupos de seis a oito religiosos que se distribuíram, primeiro, por toda a Itália, e depois por outros países da Europa pregando a conversão e a penitência.

Logo depois da sua morte, foram reunidos os apontamentos dos estudos que fez para preparar os seus sermões, somando 17 volumes. A Comunidade Franciscana escolheu-o duas vezes como Vigário Geral, e aproveitou este alto cargo para tratar de reformar a vida religiosa dos franciscanos, chegando a conseguir que em toda a Europa esta Ordem religiosa chegasse a um grande ardor, não sem antes ultrapassar uma série de dificuldades e obstáculos.

São João tinha muita habilidade para a diplomacia; era sábio, prudente, e media muito bem os seus julgamentos e as suas palavras. Tinha sido juiz e governador e sabia tratar muito bem às pessoas. Por isso, quatro Papas (Martinho V, Eugênio IV, Nicolau V e Calixto III) empregaram-no como embaixador em muitas e muito delicadas missões diplomáticas e com muito bons resultados. Três vezes os Sumos Pontífices quiseram nomeá-lo Bispo de importantes dioceses, mas preferiu seguir como um humilde pregador, pobre e sem títulos honoríficos.

Em 1453 os turcos muçulmanos conquistaram Constantinopla e queriam invadir a Europa para acabar com o Cristianismo. Foi então que São João foi para a Hungria e percorreu toda a nação pregando ao povo, incitando-o a sair entusiasta em defesa de sua Santa Religião. As multidões responderam ao desafio e depressa se formou um bom exército de crentes. 

Os muçulmanos chegaram perto de Belgrado com 200 canhões, uma grande frota de navios de guerra pelo rio Danúbio, e 50 mil terríveis jenízaros a cavalo, armados até aos dentes. Os generais católicos pensaram em retirar-se porque eram muito inferiores em número. Mas foi aqui quando interveio João de Capistrano. Jamais empregou armas materiais; pelo contrário, as suas armas eram a oração, a penitência e a força irresistível da sua pregação.

O santo morreu no dia 23 de Outubro de 1456.

in Empório do Católico



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segunda-feira, 27 de março de 2023

É possível o arrependimento depois da morte?

§393 – É o caráter irrevogável de sua opção, e não uma deficiência da infinita misericórdia divina, que faz com que o pecado dos anjos não possa ser perdoado. “Não existe arrependimento para eles depois da queda, como não existe para os homens após a morte.” (S. João Damasceno; De fide orthodoxa. 2,4).

Catecismo da Igreja Católica


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domingo, 26 de março de 2023

Pormenores sobre o novo "Rito Maia"

Este é o resumo do novo rito da Missa que poderá ser aprovado no México. Este "Rito Maia" será apresentado aos Bispos mexicanos em Abril e no Vaticano em Maio:

- O incenso é usado durante toda a Eucaristia por leigos ou leigas, chamados "incensadores".

- As orações são ditas por leigos ou leigas que são chamados "principais". Estão ao lado do sacerdote e são considerados "autoridades morais e espirituais". Citação: "A oração comunitária dirigida pelos principais é um elemento essencial que deve ser incluído no Ordinário da Eucaristia presidida com os povos indígenas desta diocese. Sem este elemento, não haveria uma entrada adequada numa relação pessoal com Deus, como se pretende na celebração da Eucaristia com os ritos iniciais".

- As danças rituais podem expressar "acção de graças", substituindo os cânticos de louvor.

- São utilizadas conchas maias, que servem originalmente para "comunicar com os antepassados", como parte do culto aos antepassados.

- Iluminação de velas maias para contactar "outras pessoas vivas ou falecidas" e a "irmã mãe terra".

- Um altar maia, chamado "oferta maia", é colocado na igreja, perto da mesa de refeições. Nele estão plantas, flores, frutos, sementes, velas de diferentes cores que apontam para os quatro pontos cardeais que se crê estarem associados aos deuses.

in gloria.tv


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sábado, 25 de março de 2023

A importância Universal do dia 25 de Março

O dia da Anunciação do Anjo a Nossa Senhora - 25 de Março - é uma das festas mais antigas na Igreja. Segundo a Tradição, este dia 25 terá sido também o dia em que Jesus foi crucificado e morreu na Cruz: a Sexta-Feira Santa original. Por isso é o dia de São Dimas, o bom ladrão, a quem Jesus prometeu o Paraíso quando estavam na cruz. É ainda apontado como o dia da Criação do Mundo.

Em Florença, o próprio ano civil só mudava neste dia (e.g. 24/Mar/2021, 25/Mar/2022). Em Inglaterra, mesmo já sendo dominada pelos protestantes, era conhecido como "Lady Day". Foi este o dia escolhido por Tolkien, na sua obra "O Senhor dos Anéis", para a destruição do Anel e a consequente derrota de Sauron, que simboliza a derrota do mal.

Ave, Maria, gratia plena; Dominus tecum: benedicta tu in mulieribus.


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In Annuntiatione Beate Mariæ Virgine

Hoje a Igreja comemora o dia da Anunciação do Anjo a Nossa Senhora. Esse episódio marcante para toda a Humanidade é descrito numa das mais bonitas passagens da Sagrada Escritura:

Ao sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem chamado José, da casa de David; e o nome da virgem era Maria. Ao entrar em casa dela, o anjo disse-lhe: «Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo

Ao ouvir estas palavras, ela perturbou-se e inquiria de si própria o que significava tal saudação. Disse-lhe o anjo: «Maria, não temas, pois achaste graça diante de Deus. Hás-de conceber no teu seio e dar à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. Será grande e vai chamar-se Filho do Altíssimo. O Senhor Deus vai dar-lhe o trono de seu pai David, reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim

Maria disse ao anjo: «Como será isso, se eu não conheço homem?»

O anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo estenderá sobre ti a sua sombra. Por isso, aquele que vai nascer é Santo e será chamado Filho de Deus. Também a tua parente Isabel concebeu um filho na sua velhice e já está no sexto mês, ela, a quem chamavam estéril, porque nada é impossível a Deus

Maria disse, então: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.» E o anjo retirou-se de junto dela.

São Lucas 1, 26-38


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