segunda-feira, 14 de julho de 2025

O abaixamento de Cristo - São Boaventura

Aprendei a humilhar-vos de verdade, e não apenas na aparência, como aqueles que se humilham de maneira fraudulenta, os hipócritas de que fala o Eclesiástico: «Abaixa-se em humildade fingida aquele cujo coração está cheio de fraude» (Ecli 19,23, Vulgata). «Pelo contrário, aquele que é verdadeiramente humilde», diz o bem-aventurado Bernardo, «não procura ver proclamada a sua humildade, mas passar por desprezível.» 

Nem a virgindade é agradável a Deus sem humildade, crede no que vos digo. A Virgem Maria não teria sido a Mãe de Deus houvesse nela alguma ponta de orgulho. Grande virtude é esta, pois, sem a qual todas as outras virtudes, longe de poderem existir, rebentam de orgulho.
 
Cristo foi humilhado a ponto de, no seu tempo, nada ter sido considerado mais vil que Ele. Tão grande foi a sua humildade, tão profundo o seu abaixamento, que ninguém era capaz de julgar dele segundo a verdade, ninguém podia acreditar que fosse Deus. Ora, Nosso Senhor e Mestre disse de Si mesmo: «O servo não é mais que o seu senhor» (cf Mt 10,24); portanto, se sois serva do Senhor, discípula de Cristo, deveis ser aviltada, desconsiderada, humilde.

in Sobre a vida perfeita, II, § 1, 3, 4


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domingo, 13 de julho de 2025

Inferno, oração e conversão: a mensagem politicamente incorreta, mas evangélica, de Fátima

As Aparições têm semelhanças entre si. Há sempre, no centro de cada uma, um apelo à oração e à penitência, mas, ao mesmo tempo, cada qual é diferente da outra pelo destaque que é dado a um aspecto particular da fé.
 
A aura em torno de Lourdes é calma. Foi notado, inclusive, que em nenhuma outra ocasião Maria sorriu tanto, chegando mesmo a rir muito em três ocasiões. Bernadette disse: “Ria como uma criança.” Não sabia, aquela pequena santa, que precisamente por isso, os seus austeros inquisidores suspeitariam ainda mais das aparições: “Nossa Senhora a rir?! Por favor, um pouco mais de respeito com a Rainha do Céu!” Mas, no final, tiveram que admitir: foi assim mesmo que aconteceu.
 
Claro, não nos esqueçamos, foi naquela gruta que Ela disse que era a Imaculada Conceição, e assumiu uma aparência séria, repetindo os apelos à penitência e à oração, para eles mesmos e para os pecadores. Mas há um ar de serenidade, sem ameaças de punição, que é talvez um dos aspectos que atraem multidões aos Pirineus.
 
Misericórdia e justiça
 
A atmosfera de Fátima, ao contrário, parece especialmente escatológica, apocalíptica. Embora tenha um final que conforta e acalma. É evidente que o principal motivo da aparição portuguesa é chamar a atenção dos homens para a enorme seriedade da vida terrena, que nada mais é que uma breve preparação para a verdadeira vida, uma eternidade que pode ser de alegria, mas também de tragédia. É um chamado à misericórdia e, ao mesmo tempo, à justiça de Deus.
 
A insistência unilateral, dos nossos dias, apenas na misericórdia, faz nos esquecer do et-et que caracteriza o catolicismo, e que se vê no Deus que é Pai amoroso e nos espera de braços abertos, mas, também, no Juiz que sopesará, na sua infalível balança, o bem e o mal que tenhamos feito. Sim, aguarda-nos um paraíso, mas que precisamos alcançar, dispendendo da melhor maneira os pequenos ou grandes talentos que nos foram confiados.

Nossa Senhora de Fátima

O Deus católico não é certamente o sádico do calvinismo que, por sua vontade insondável, divide a humanidade em duas: aqueles que nascem predestinados ao céu, e aqueles que são esperados à eternidade no inferno. É assim, afirma Calvino, que Ele manifesta a glória do seu poder. Não, o Deus católico não tem nada a ver com semelhantes deformações. Mas também não é, de forma alguma, o bonacheirão permissivista, o tio tolerante que tudo aceita e que a todos igualmente acolhe, o Deus de que se fala sobretudo na frouxidão dos teólogos jesuítas (que foram condenados pela Igreja) e contra quem Blaise Pascal lançou as suas indignadas Cartas Provinciais.
 
Ainda que soe desagradável aos ouvidos de certo “bonismo” actual, tão traiçoeiro para a vida espiritual, Cristo propõe à nossa liberdade uma escolha definitiva para toda a eternidade: salvação ou condenação. Portanto, podemos esperar até mesmo o inferno, que havíamos removido de nossas mentes, mas ao preço de remover também as claras e repetidas advertências do Evangelho.
 
É nele que está inserido o emocionante convite de Jesus: “Vinde a mim vós todos que estais cansados ​​e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.” Além de muitas outras palavras e mostras de sua ternura. No entanto, goste-se ou não, nos Evangelhos, há também outro lado. Há um Deus que é infinitamente bom, mas, na mesma medida, infinitamente justo. Por isso, aos Seus olhos, uma pessoa vil e impenitente não é equivalente a um crente, que se esforçou para levar a sério o Evangelho, mesmo com as limitações e fraquezas de qualquer ser humano.
 
O inferno não é uma invenção
 
Naquele texto fundamental do ensinamento da Igreja, o Catecismo, os autores alertam: “As afirmações da Sagrada Escritura e os ensinamentos da Igreja sobre o inferno são um apelo à responsabilidade, com a qual o homem deve usar a própria liberdade, tendo em conta o seu destino eterno. Constitui-se, ao mesmo tempo, um apelo urgente à conversão”. São justamente esses apelos à responsabilidade e à conversão, que são o foco da mensagem de Fátima, tornando-a ainda mais urgente e atual, certamente mais do que quando Maria apareceu na Cova da Iria.
 
Há décadas que estão desaparecendo da pregação católica os Novíssimos, como são chamados pela teologia, a morte, o juízo, o inferno e o paraíso. Uma reticência clerical que retirou, mais do que isso, renegou o velho e benfazejo ditado que salvou tantas gerações de crentes: o princípio da sabedoria é o temor de Deus.
 
Na história dos santos, essa consciência de uma possível queda eterna, serviu de estímulo constante para a prática intensa das virtudes. Sabiam que a existência do inferno não é um sinal de crueldade divina, mas do seu respeito radical: o respeito do Criador para com a liberdade dada às suas criaturas, a ponto de lhes permitir escolher a separação definitiva.
 
Tanto na teologia quanto na pastoral de hoje, o necessário anúncio da misericórdia não está unido ao também importante anúncio da justiça. Mas se em Deus convivem, em dimensões infinitas, todas as virtudes, poderia estar faltando Nele a virtude da justiça, que a Igreja — inspirada pelo Espírito Santo, e também seguindo o senso comum — coloca entre as virtudes cardeais? (Nota do tradutor - as quatro virtudes cardeais são: prudência, temperança, fortaleza e justiça).
 
Não faltam teólogos respeitados e conhecidos, que gostariam de amputar uma parte essencial da Escritura, removendo aquilo que aborrece os que creem num Deus apenas bondoso e generoso. Dizem eles: “O inferno não existe. Mas, se existe, está vazio”.
 
Pena que essa não é a opinião da Virgem Maria… É verdade que a Igreja sempre afirmou a salvação certa de alguns de seus filhos, proclamando-os beatos e santos. E a própria Igreja nunca quis proclamar a condenação de quem quer que fosse, deixando nas mãos de Deus o juízo final. No entanto, aqueles que dizem que o inferno, se existir, estaria vazio, mereceriam a réplica: “Vazio? Mas isso não exclui a terrível possibilidade de que sejamos eu ou você a o inaugurar”.
 
Alguém sugeriu que a condenação fosse apenas temporária, não eterna, mas isso se choca com as palavras claras de Cristo, que fala várias vezes de um castigo sem fim. Por isso, nos vários Concílios, não foi difícil rejeitar semelhante possibilidade, uma vez que não há qualquer base nas Escrituras.

“Rezem, rezem muito”
 
Em 1941, na famosa carta ao seu bispo, Irmã Lúcia narrou assim a aparição de 13 de julho de 1917, a mais importante:

“O segredo confiado pela Virgem consiste em três partes distintas, duas das quais estou prestes a revelar. A primeira parte é a visão do inferno. Nossa Senhora mostrou-nos um grande mar de fogo que parecia estar debaixo da terra. Mergulhados nesse fogo, os demônios e as almas, como se fossem brasas transparentes, negras e cor de bronze, com forma humana, flutuavam nesse fogaréu, e eram levadas pelas chamas que delas mesmas saíam junto com nuvens de fumaça, e caíam de todos os lados, como faíscas de um enorme incêndio, sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero, que nos causou horror e nos fez tremer de medo…”.
 
Jacinta, que morreu três anos depois, ainda uma criança de 10 anos e chocada com o que viu naqueles poucos momentos, vai dizer em seu leito de morte: “Se eu pudesse mostrar o inferno aos pecadores…, faria qualquer coisa para que o evitassem, mudando de vida”. Visões semelhantes do inferno não são fatos isolados na história da Igreja. Essa realidade terrível foi experienciada por muitos santos e santas. E a sua credibilidade, tanto psicológica quanto mental, foi avaliada com rigor nos processos canônicos. Para limitar-nos às mais famosas e veneradas santas: Santa Teresa de Ávila, Santa Veronica Giuliani e Santa Faustina Kowalska, além de outras. E, entre os santos, não podemos nos esquecer de São Pio de Pietrelcina, o estigmatizado, que viveu o sobrenatural como se fosse a condição mais natural, a ponto de se admirar que os outros não viam o que ele via.

Em Fátima, o papel central da mensagem é a reiteração do perigo de se perder, além do fato de que Nossa Senhora ensina aos videntes uma oração que deveria ser repetida no rosário depois de cada dez Ave-Marias. Oração que teve uma extraordinária acolhida no mundo católico, tanto que é recitada em qualquer lugar em que se reze o terço, e diz: “Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para e céu, e socorrei principalmente as que mais precisarem da vossa misericórdia.” Palavras, como se vê, todas centradas nos Novíssimos, e ditadas para as crianças pela própria Virgem Maria.
 
O que um cristão deve implorar, de modo especial, é a salvação contra o “fogo do inferno”, além de pedir à misericórdia divina uma espécie de redução de pena para aqueles que sofrem no purgatório. Disse a Mãe de Deus, “com o semblante muito doloroso”, como descreveu Irmã Lúcia: “Rezai, rezai muito, e fazei sacrifícios pelos pecadores. Na verdade, muitas almas vão para o inferno porque não há quem reze e faça sacrifícios por elas”.

Sob o manto

Mas voltemo-nos para as últimas linhas do testemunho de Lúcia, após a visão do terrível destino dos pecadores impenitentes: “Elevamos nossos olhos à Nossa Senhora, que nos disse com bondade e tristeza: ‘Vocês viram o inferno, onde caem as almas dos pobres pecadores. Para as salvar, Deus quer instituir no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. Se fizerem o que eu digo, muitas almas serão salvas”.

A verdade obriga-nos a recordar que correm sério risco os homens insensíveis à seriedade do Evangelho. Mas a misericórdia do Céu está pronta para propor um remédio: refugiar-se debaixo do manto de Maria, confiando no seu Coração Imaculado, aberto a quem pede a sua materna intercessão.  O crescente peso do pecado é grave mas são-nos mostrados os remédios e, acima de tudo, a aparição tem um final feliz, com as palavras famosas e que são justificadamente uma fonte de esperança para os crentes. Na verdade, depois de profetizar as muitas tribulações do futuro, Maria anuncia, em nome do Filho: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”. 

Portanto, a salvação pessoal é possível — e é bancada pelo próprio Céu — mesmo com o aumento da iniquidade. Que possamos esperar a conversão do mundo, em um futuro impreciso e conhecido apenas por Deus, confiando no coração da Mãe de Cristo, poderosa advogada da causa da humanidade.
Para que servem as aparições? 

Fátima é a melhor resposta, para um mundo que cada vez mais se esquecia, e hoje se esquece mais ainda, do verdadeiro significado da vida na Terra e sua continuação na eternidade. Fátima é uma mensagem “dura” e, na linguagem de hoje, diríamos “politicamente incorreta”, por isso mesmo evangélica, na sua revelação da verdade e em sua rejeição à hipocrisia, aos eufemismos e às reduções. 

Mas, como sempre naquilo que é verdadeiramente católico, onde todos os opostos coexistem numa síntese vital, a ‘dureza’ vive com a ternura, a justiça com a misericórdia, a ameaça com a esperança. Assim, o aviso que chegou até nós a partir de Portugal, é, ao mesmo tempo, inquietante e reconfortante.

Vittorio Messori in La Nuova Bussola Quotidiana


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sexta-feira, 11 de julho de 2025

São Bento destrói estátuas de ídolos

Juan Andrés Rizi - 1662 - Museu do Prado (Madrid)



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terça-feira, 8 de julho de 2025

Cardeal Zen: «O Deus misericordioso odeia o comportamento homossexual»

O Cardeal Joseph Zen, de Hong Kong, comentou a destruição de Sodoma, conforme relatado no Livro do Génesis, no site OldYosef.HKCatholic.com: «O Deus misericordioso odeia tanto o comportamento homossexual porque ele está muito distante do plano de Deus para a Humanidade».

O Cardeal questiona de onde vem a tendência homossexual: «É inata? Resultado de uma experiência infeliz? A medicina não nos dá uma resposta simples.» No entanto: «Se as pessoas que conhecem a diferença entre o bem e o mal não ajudam as pessoas ignorantes a compreender a verdade, isso definitivamente não é um acto de caridade.»

O Cardeal acrescenta que o comportamento homossexual prejudica a sociedade e é mais provável que cause tragédias pessoais. «A Igreja certamente ama e acolhe todos, independentemente do estilo de vida que levam actualmente, mas não se pode permitir que permaneçam na ignorância.»

Ele deseja para os pecadores homossexuais «a oportunidade de compreender o plano de Deus, ganhar força através da oração e dos sacramentos, superar a tentação, trilhar o caminho da castidade e avançar em direcção à vida eterna».

O Cardeal Zen lamenta os últimos anos de caos e divisão na Igreja causados pelo panfleto homossexual «Fiducia Supplicans». E espera que Leão XIV, «acalme a tempestade».

in gloria.tv


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segunda-feira, 7 de julho de 2025

18 anos do motu proprio Summorum Pontificum

Há 18 anos o Papa Bento XVI publicou um documento chamado ‘Summorum Pontificum’. Com este documento o Papa quis esclarecer que a Missa Tradicional - a Missa tal como era celebrada no Rito Romano até à reforma litúrgica de 1969 - nunca tinha sido proibida nem o poderá vir a ser, porque foi considerada santa durante incontáveis gerações de fiéis católicos.

Infelizmente muitos Bispos e sacerdotes fizeram de conta que esse documento não tinha sido publicado, e não permitiram nem disponibilizaram a celebração da Missa Tradicional nas suas dioceses e nas suas paróquias. Negando este direito aos fiéis estão a ser desobedientes à Lei da Igreja e ao Papa.

A esta incompreensível aversão junta-se a insistência em supostos fantasmas do passado, quando - dizem - ninguém percebia nada da Missa por ser em latim e ninguém participava porque “o Padre estava de costas”. Como se fosse concebível que os nossos antepassados não tivessem rezado nem sequer soubessem o que é a Missa.

Esses preconceitos, que não têm qualquer fundamento, são rapidamente ultrapassados quando alguém arrisca ir a duas ou três Missas Tradicionais. A sacralidade e o silêncio da celebração acabam com qualquer barreira linguística ou física e dão lugar à contemplação do mistério de Jesus Cristo morto na Cruz para nos salvar.

Foi este tesouro que o Papa Bento quis preservar e promover, para glória de Deus e salvação das almas.


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sexta-feira, 4 de julho de 2025

Santa Isabel, a Rainha Santa

Princesa da casa real aragonesa, Dona Isabel nasce em 1270. Casa por procuração com o rei D. Dinis na cidade de Barcelona, em Fevereiro de 1281, mas Coimbra só recebe o casal régio em Outubro do mesmo ano. De pronto se estabelece uma profunda empatia com aquela que viria a ser a sua futura padroeira.

Desde cedo, o carácter filantrópico e de pacificadora da rainha é posto em evidência. Destacam-se alguns dos seus actos miraculosos e as intervenções de mediadora na discórdia entre D. Dinis e o seu meio-irmão, o Infante D. Afonso. Nos anos de 1319 e 1324, intervém para pôr fim aos incidentes do marido com o filho D. Afonso. Mais tarde, ao ter conhecimento da desavença entre o futuro rei D. Afonso IV, e o seu neto, D. Afonso XI de Castela, desloca-se a Estremoz para a sua última tentativa de reconciliação. Adoecendo nessa localidade alentejana, acaba por falecer a 4 de Julho de 1336, sem ter conseguido levar a bom termo a sua missão pacificadora.

Este pequeno retábulo, considerado o primeiro ex-voto português, foi encomendado por um professor universitário, como forma de agradecer o auxílio da Rainha Santa na cura da paralisia de que padecia uma sua sobrinha, freira da comunidade monástica de Celas. Nele se representa Santa Isabel com as rosas e o milagre propriamente dito, bem como a sua acção de amparo aos mais desprotegidos. Em plano de fundo, descobre-se uma vista geral de Coimbra renascentista, com destaque para o Paço Real e o Mosteiro de Santa Clara.

A rainha é sepultada em Coimbra, no Convento de Santa Clara, conforme vontade expressa em testamento, repousando inicialmente num belíssimo túmulo de pedra esculpido no séc. XIV por Mestre Pero para, mais tarde, já no século XVII, ser trasladada para novo túmulo em prata, exposto na capela-mor do novo Mosteiro de Santa Clara.
Hoje, o monumento funerário encontra-se próximo do retábulo-mor da nova Igreja de Santa Clara de Coimbra, na companhia da venerada imagem da Rainha Santa, executada por Teixeira Lopes em 1896.Após a sua canonização ser oficializada pela Igreja de Roma, os restos mortais da Rainha Santa foram trasladados para uma nova morada final. O novo túmulo em prata foi mandado fazer em 1614 pelo Bispo-Conde de Coimbra, D. Afonso de Castelo Branco.

A sua figura de Rainha Santa ficou indissociavelmente ligada ao auxílio e fundação de mosteiros e à protecção dos mais desfavorecidos, sendo por isso querida em vida e venerada como santa, logo após a sua morte. Oficialmente, a consagração dá-se com a beatificação, a 15 de Abril de 1516, por Leão X, vindo a ser canonizada por Urbano VIII, em 25 de Maio de 1625.

Após a morte de D. Dinis, em 1325, e antes de fixar residência no paço anexo ao Mosteiro de Santa Clara de Coimbra, a rainha efectuou uma peregrinação a Santiago de Compostela. Segundo a tradição, Dona Isabel oferece ao Apóstolo Santiago alfaias litúrgicas, jóias e paramentos religiosos, recebendo das mãos do arcebispo compostelano o bordão de peregrina, em forma de tau, que se encontra à guarda da Irmandade de Santa Clara.

Durante a abertura do túmulo da Rainha Santa, ocorrida em 1612, com o objectivo de proceder à recolha de provas para a sua canonização, repousava junto do seu corpo o báculo e o bordão de peregrina a Santiago de Compostela, oferecido em 1325 pelo arcebispo compostelano. A peça foi colocada, no século XVII, num receptáculo de prata, em forma de balaústre, encontrando-se à guarda da Irmandade da Rainha Santa Isabel.

Uma vez viúva, a rainha passa a envergar o hábito de clarissa sem tomar os votos, desfazendo-se dos seus adornos. De alguns mandou fazer ornamentos e alfaias religiosas, enviando-as a várias igrejas, enquanto às rainhas de Portugal, Castela e Aragão ofereceu diversas jóias.

O legado de Dona Isabel de Aragão constitui um pequeno tesouro no panorama da ourivesaria sacra medieval, embora integre uma peça de uso pessoal, o colar de ouro e pedras preciosas ( inv. 6037). De acordo com a lenda, as freiras clarissas emprestavam-no aos doentes para ajudar à cura, sendo usado, em particular, pelas parturientes.

O acervo compreende também um relicário de coral (inv. 6036) que combina a excelência das formas irregulares e naturais do coral com as várias técnicas de trabalhar a prata, associando também a douradura à utilização repetida dos esmaltes. Ostentando os símbolos heráldicos de Portugal e de Aragão, o relicário repousa sobre dois leões de vulto pleno. Esta peça tinha o seu culminar na desaparecida representação do Calvário, plasmado nas figuras de Cristo, da Virgem e de S. João. A eleição da forma tripartida surge como alusão ao Mistério da Santíssima Trindade.

Do denominado “tesouro” consta ainda uma rara escultura da Virgem com o Menino (inv. 6034), singular quer pelas dimensões, quer pelos ornamentos e gemas aplicadas. É uma escultura isenta, assente sobre três leões, que recorre mais uma vez à utilização do símbolo heráldico real no cinto, em esmalte, como forma de afirmação de poder.O acervo compreende também um relicário de coral (inv. 6036) que combina a excelência das formas irregulares e naturais do coral com as várias técnicas de trabalhar a prata, associando também a douradura à utilização repetida dos esmaltes. Ostentando os símbolos heráldicos de Portugal e de Aragão, o relicário repousa sobre dois leões de vulto pleno. Esta peça tinha o seu culminar na desaparecida representação do Calvário, plasmado nas figuras de Cristo, da Virgem e de S. João. A eleição da forma tripartida surge como alusão ao Mistério da Santíssima Trindade.

Pertencente também ao legado da Rainha Santa é a cruz de jaspe sanguíneo e prata ( inv. 6035). Desta cruz processional destaca-se o magnífico nó hexagonal, onde, mais uma vez, estão inscritas as armas da Rainha. A temática escolhida enquadra-se no catecismo Cristológico — de um lado o Calvário, do outro Cristo rodeado pelo Tetramorfo, representação simbólica dos quatro evangelistas. 

Provenientes do antigo Mosteiro de Santa Clara são igualmente duas cruzes de cristal de rocha ( inv. 6040 e 6075), a primeira destas filiada nas oficinas venezianas. Recorrendo a uma iconografia de influência bizantina, os temas escolhidos aludem, num dos lados, ao episódio da Dormição da Virgem e, no outro, ao Calvário. 

A outra cruz é, no talhe do cristal, muito semelhante a esta. Apresenta nas suas placas, em prata dourada, uma galeria de figuras bíblicas, contribuindo para exaltar o valor espiritual desta peça singular. Embora não possuam as armas de Aragão, pensamos que estas peças poderão filiar-se na acção mecenática da Rainha Santa Isabel, figura ímpar da história portuguesa.
in museumachadocastro.pt


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terça-feira, 1 de julho de 2025

Ladainha do Preciosíssimo Sangue de Jesus

Senhor, tende piedade de nós.   Kyrie, eleison. 
Jesus Cristo, tende piedade de nós.  Christe, eleison.    
Senhor, tende piedade de nós.    Kyrie, eleison. 
Jesus Cristo, ouvi-nos. Christe, audi nos. 
Jesus Cristo, atendei-nos. Christe, exaudi nos.
Pai dos Céus que sois Deus, tende piedade de nós. Pater de caelis, Deus, miserere nobis. 
Filho Redentor do mundo que sois Deus, tende piedade de nós. Fili, Redemptor mundi, Deus, miserere nobis. 
Espírito Santo que sois Deus, tende piedade de nós. Spiritus Sancte, Deus, miserere nobis. 
Santíssima Trindade que sois um só Deus, tende piedade de nós. Sancta Trinitas, unus Deus, miserere nobis. 
Sangue de Cristo, Unigénito do Pai Eterno, salvai-nos. Sanguis Christi, Unigeniti Patris aeterni, salva nos. 
Sangue de Cristo, Verbo de Deus Encarnado, salvai-nos. Sanguis Christi, Verbi Dei incarnati, salva nos. 
Sangue de Cristo, do Novo e Eterno Testamento, salvai-nos. Sanguis Christi, Novi et Aeterni Testamenti, salva nos. 
Sangue de Cristo, a correr na agonia sobre a terra, salvai-nos. Sanguis Christi, in agonia decurrens in terram, salva nos. 
Sangue de Cristo, a verter na flagelação, salvai-nos. Sanguis Christi, in flagellatione profluens, salva nos. 
Sangue de Cristo, a emanar na coroação de espinhos, salvai-nos. Sanguis Christi, in coronatione spinarum emanans, salva nos. 
Sangue de Cristo, derramado na Cruz, salvai-nos. Sanguis Christi, in Cruce effusus, salva nos. 
Sangue de Cristo, preço da nossa Salvação, salvai-nos. Sanguis Christi, pretium nostrae salutis, salva nos. 
Sangue de Cristo, sem o qual não há remissão, salvai-nos. Sanguis Christi, sine quo non fit remissio, salva nos. 
Sangue de Cristo, bebida  Sanguis Christi, in Eucharistia 
e purificação das almas na Eucaristia, salvai-nos. potus et lavacrum animarum, salva nos. 
Sangue de Cristo, manancial de misericórdia, salvai-nos. Sanguis Christi, flumen misericordiae, salva nos. 
Sangue de Cristo, vencedor dos demónios, salvai-nos. Sanguis Christi, victor daemonum, salva nos. 
Sangue de Cristo, fortaleza dos mártires, salvai-nos. Sanguis Christi, fortitudo martyrum, salva nos. 
Sangue de Cristo, força dos confessores, salvai-nos. Sanguis Christi, virtus confessorum, salva nos. 
Sangue de Cristo, fonte de virgindade, salvai-nos. Sanguis Christi, germinans virgines, salva nos. 
Sangue de Cristo, conforto dos que estão em perigo, salvai-nos. Sanguis Christi, robur periclitantium, salva nos. 
Sangue de Cristo, alívio dos que sofrem, salvai-nos. Sanguis Christi, levamen laborantium, salva nos. 
Sangue de Cristo, consolo das nossas lágrimas, salvai-nos. Sanguis Christi, in fletu solatium, salva nos. 
Sangue de Cristo, esperança dos penitentes, salvai-nos. Sanguis Christi, spes poenitentium, salva nos. 
Sangue de Cristo, consolação dos agonizantes, salvai-nos. Sanguis Christi, solamen morientium, salva nos. 
Sangue de Cristo, paz e doçura dos corações, salvai-nos. Sanguis Christi, pax et dulcedo cordium, salva nos. 
Sangue de Cristo, penhor de vida eterna, salvai-nos. Sanguis Christi, pignus vitae aeternae, salva nos. 
Sangue de Cristo, que libertais as almas do Purgatório, salvai-nos. Sanguis Christi, animas liberans de lacu Purgatorii, salva nos. 
Sangue de Cristo, digníssimo de toda a honra e glória, salvai-nos. Sanguis Christi, omni gloria et honore dignissimus, salva nos. 
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos Senhor. Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, parce nobis, Domine. 
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos Senhor. Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, exaudi nos, Domine. 
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós. Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis, Domine. 
R.: Remiste-nos, Senhor, com o vosso Sangue. V. redimisti nos, Domine, in sanguine tuo. 
V.: E fizestes de nós um reino para o nosso Deus. R. Et fecisti nos Deo nostro regnum. 
Oremos: Oremus:
Deus Todo-Poderoso e Eterno,  Omnipotens sempiterne Deus, 
que constituístes o Vosso Filho Unigénito Filho Redentor do mundo, qui unigenitum Filium tuum mundi Redemptorem constituisti,
e quisestes ser aplacado com o seu Sangue,  ac eius sanguine placari voluisti,
concedei-nos a graça de venerar o preço da nossa salvação,  concede, quaesumus, salutis nostrae pretium ita venerari,
e de encontrar, na virtude que Ele contém,  atque a praesentis vitae malis eius virtute defendi in terris,
defesa contra os males da vida presente, ut fructu perpetuo laetemur in caelis.
de tal modo que eternamente gozemos dos seus frutos no Céu.  Per eundem Christum Dominum nostrum. Amen. 
Pelo mesmo Cristo, Senhor nosso. Ámen.


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segunda-feira, 30 de junho de 2025

Dois novos sacerdotes portugueses na FSSP















Cinco novos sacerdotes da Fraternidade Sacerdotal de São Pedro: dois portugueses e três franceses. Foram ordenados em Lindau, perto de Wigratzbad, onde se encontra o seminário europeu da FSSP. Deo gratias!



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sexta-feira, 27 de junho de 2025

Festa do Sagrado Coração de Jesus

Capela do Sagrado do Sagrado Coração de Jesus na Chiesa del Gesù (Roma). O quadro é do pintor Pompeo Batoni (1767).

Vale a pena conhecer as 12 promessas que Jesus fez, sobre o Seu Sagrado Coração, a S. Maria Margarida Alacoque:

1ª - A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem do meu Sagrado Coração.
2ª - Eu darei aos devotos do meu Coração todas as graças necessárias ao seu estado.
3ª - Estabelecerei e conservarei a paz nas suas famílias.
4ª - Consolá-los-ei em todas as suas aflições.
5ª - Serei o seu refúgio seguro na vida, e principalmente na hora da morte.
6ª - Lançarei bênçãos abundantes sobre todos os seus trabalhos e empreendimentos.
7ª - Os pecadores encontrarão no meu Coração uma fonte inesgotável de misericórdias.
8ª - As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas pela prática desta devoção.
9ª - As almas fervorosas subirão em pouco tempo a uma alta perfeição.
10ª - Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente esta devoção o poder de tocar os corações mais empedernidos.
11ª - As pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes inscritos para sempre no meu Coração.
12ª - A todos os que comungarem nas primeiras Sextas-Feiras, de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna.

#gesu #sacredheart #fiesta #roma



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quinta-feira, 26 de junho de 2025

Oitava da Festa de Corpus Christi

Como se não bastasse Deus Se ter feito homem para nos ensinar; como se não bastasse Deus ter morrido na cruz para nos salvar; ainda Se fez presente no Santíssimo Sacramento para que O pudéssemos comer. E, comendo-O, pudéssemos ter a vida de Deus em nós.

O Santíssimo Sacramento, que aos sentidos parece apenas uma hóstia feita de pão, é, na realidade: o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Tão real como quando percorreu os caminhos da Terra Santa, há 2000 anos.

Nessa época as multidões seguiam-No para ouvirem os Seus preciosos ensinamento, para lhe pedirem perdão e também milagres. Hoje, Ele está em cada Missa celebrada. Está no sacrário em cada igreja, muitas vezes sozinho porque ninguém lhe faz companhia. Aproveitemos a presença de Deus fisicamente neste mundo para podermos viver com Ele para sempre no outro.

Graças e louvores se dêem a todo o momento ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento.


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quarta-feira, 25 de junho de 2025

Os doze frutos do Espírito Santo

1. Amor
2. Alegria
3. Paz
4. Paciência
5. Longanimidade
6. Benignidade
7. Bondade
8. Mansidão
9. Fé
10. Modéstia
11. Continência
12. Castidade



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terça-feira, 24 de junho de 2025

Arcebispo de Detroit cancela dez (!) Missas em Rito Tradicional

O Arcebispo de Detroit, Mons. Edward Weisenburger, irá abolir pelo menos dez Missas em Rito Romano Tradicional.

Numa carta datada de 13 de Junho, o Prelado reconhece que “há muitos fiéis que encontraram riqueza espiritual nesta forma da Missa”, pelo que ‘permite’ que a Missa continue em quatro locais, “de acordo com os parâmetros da Santa Sé”. O seu objectivo a longo prazo é conduzir todos os católicos para o Novus Ordo.

A partir de 1 de Julho, a Missa tradicional em latim será celebrada no Santuário de São José e em três igrejas não paroquiais em cada uma das regiões adicionais da arquidiocese, do seguinte modo:

- Região Central: Santuário de São José em Detroit (Instituto Cristo Rei)
- Região Sul: Igreja de Santa Irene em Dundee
- Região Noroeste: Capela de Nossa Senhora do Lago Orchard
- Região Nordeste: Igreja de São José em Port Huron

A permissão para celebrar em todos os outros locais expirará a 30 de Junho de 2025.

O Arcebispo Weisenburger “agradece a cooperação na implementação desta nova orientação”.

Segundo o site Rorate Caeli, o termo “todos os outros locais” a encerrar refere-se a pelo menos dez paróquias que oferecem Missa todos os Domingos e frequentemente durante a semana.

in gloria tv


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segunda-feira, 23 de junho de 2025

Papa Bento XVI contra os aplausos durante a Missa

«Sempre que começam aplausos na liturgia, devido a algum acontecimento humano, é um sinal certo de que a essência da liturgia desapareceu totalmente e foi substituída por uma espécie de entretenimento religioso.» 

Cardeal Ratzinger in 'Introdução ao Espírito da Liturgia'


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sexta-feira, 20 de junho de 2025

'Corpus Christi' na Alemanha após a II Guerra Mundial

Há 78 anos, em 1947, a procissão do 'Corpus Christi' na cidade de Colónia foi grandiosa. Convém relembrar que a II Guerra Mundial tinha acabado há apenas 6 anos e que nesse momento a Alemanha estava praticamente destruída. É comovente ver a Fé de um povo que põe a sua confiança em Deus. Precisamos disto.


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Corpus Christi

Desde que foi instituído, há pouco menos de 800 anos, o dia de 'Corpus Christi' ficou marcado pelas procissões realizadas pelas ruas das aldeias, vilas ou cidades.

O objectivo destas procissões é mostrar a toda a gente que o Santíssimo Sacramento (a Hóstia consagrada na Missa) é mesmo o Corpo de Cristo. Que, apesar de vermos pão, Quem está ali presente é Jesus Cristo, o mesmo que andou pelos caminhos da Galileia há 2000 anos. É "Jesus escondido", como diziam os três Pastorinhos.

É importante que o mundo saiba que Deus "desceu à Terra" há 2000 anos.
É importante que o mundo saiba que Deus volta a "descer à Terra" em cada Missa.
É importante que o mundo saiba que Deus está presente na Hóstia consagrada.
É importante que o mundo saiba que Deus, presente nessa Hóstia, fica prisioneiro no Sacrário por amor a nós.
É importante que nós saibamos, dentro do possível, corresponder a esse amor.


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quarta-feira, 18 de junho de 2025

Sagrado Coração de Jesus espalhados por ruas austríacas




Nesta época do ano, é quase impossível andar pelas ruas sem encontrar bandeiras arco-íris: telhados de prédios, transportes públicos, hotéis, várias escolas e instituições de ensino estão decorados com a bandeira arco-íris, símbolo do movimento LGBTQ...

É especialmente triste ver que até mesmo algumas torres de igrejas exibem a bandeira arco-íris. Considerando que essas bandeiras são hasteadas para louvar com orgulho o pecado da homossexualidade!

Esta circunstância inspirou a TFP Áustria a promover uma campanha de cartazes com a verdadeira mensagem: o mês de Junho é dedicado ao Sagrado Coração de Jesus!

Como católicos estamos felizes com isto!


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