quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Festa de Nossa Senhora de Lourdes

Papa Bento XVI no 150º aniversário das aparições de Lourdes - 14/IX/2008


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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

3 perigosas mentiras em 'As Cinquenta Sombras de Grey'

Fifty Shades of Grey (As Cinquenta Sombras de Grey) é uma trilogia que já vendeu mais de 100 milhões de livros no mundo inteiro e que agora foi adaptada para o cinema. Mas essa história de “amor” mal escrita é mais do que apenas uma inofensiva novela para donas de casa aborrecidas. Ela está repleta de mentiras mais ou menos subtis.


Mentira #1: A violência é sexy


Resumidamente, esta é a história de um homem e uma mulher que vêm de mundos opostos, do ponto de vista sexual, e que se apaixonam um pelo outro. A personagem principal, Ana, que tem a personalidade de um pano húmido, é muito inocente e inexperiente quando se trata de sexo. Christian, por outro lado, é um psicopata sexual, profundamente envolvido no mundo do sado-masoquismo.


Quem começa a ler pensa: “A Ana finalmente "domestica" o Christian e afasta-o do seu mundo de dominação sexual, desprovido de emoção. Tenho que ler o resto!” Isso pode ser verdade, mas foi o erotismo dos livros que fez deles best-sellers. Sela qual for a mudança sofrida por Christian nos livros, não podemos negligenciar o modo como as suas fantasias violentas assustam Ana.

É exactamente assim que o primeiro livro termina: com Ana sozinha, a chorar na sua cama por se ter apaixonado por um homem que ela sabe agora ser profundamente perturbado.

Essa é, infelizmente, a tendência de todo o tipo de pornografia (textos, imagens ou vídeos). Uma pesquisa descobriu que nos filmes pornográficos de maior sucesso, quase 90% das cenas contêm actos de agressão física e, na maioria dessas cenas, as mulheres fingem que estão a gostar de ser dominadas ou punidas.

Ora, algumas pessoas respondem: “Sim, mas ser dominada e ameaçada é muito mais excitante do que 'apenas' uma relação sexual com o marido fiel.” Para mim, essa opinião é análoga à de um viciado em drogas alucinogénicas que julga que a vida normal e sóbria é aborrecida. Em ambos os casos, quer-se apenas procurar a aprovação do outro.

Mentira #2: A desordem sexual é sexy

Para muitas pessoas, Christian Grey parece o ideal da fantasia feminina. Ele idolatra o chão sobre o qual Ana caminha. Ele é incrivelmente rico.

Mas Christian também é um indivíduo terrivelmente confuso que foi abusado sexualmente por uma amiga de família quando tinha 15 anos. Foi naquele momento que ele entrou num relacionamento de dominação e submissão com a amiga da sua mãe, um relacionamento que o traumatizou, mas mesmo assim foram as obsessões pervertidas resultantes disso que fizeram o livro vender milhões de cópias.

Alguém consegue imaginar um cenário contrário? Imagine uma rapariga de 15 anos que é coagida por um homem com idade do seu pai a entrar num relacionamento em que ela é dominada sexualmente durante anos. Então, imaginemos essa rapariga a entrar em consequentes relacionamentos centrados em sexo violento e desprovido de emoção. A situação mental dessa mulher é algo a ser celebrado, algo com que os homens deveriam sonhar?

A pergunta responde-se a si mesma.

Mentira #3: As mulheres deveriam tolerar homens que as perseguem

Muitos dos defensores destes livros dirão: “Vejam o quanto Christian quer ter certeza de que tem o consentimento de Ana. Este livro não é misógino porque a Ana dá-lhe o seu pleno consentimento.”

Em primeiro lugar, consentir em ser degradado não faz com que a degradação seja algo de bom.

Em segundo lugar, o livro obscurece a linha entre o consentimento e o controlo, da pior maneira. Na verdade, um artigo publicado no Journal of Women’s Health mostrou que a personagem Ana é na realidade uma vítima de Violência por Parceiro Íntimo. O estudo diz que o livro mostra que o abuso emocional está presente em quase todos os momentos de interacção do casal, incluindo elementos de perseguição e dominação.

Em determinado trecho do livro, Ana diz: “É claro que ele sabe onde eu moro. Que perseguidor hábil, capaz de rastrear telefones e dono de um helicóptero não saberia?”

Não nos deixemos enganar. 50 Sombras de Grey não é nada mais do que pornografia violenta mal escrita. 

Matt Fradd in lifesitenews


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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Preocupados com o próximo Sínodo? - Cardeal Dolan responde

Cardeal Timothy Dolan in cny.org
No passado dia 2 de Fevereiro celebrou-se a Festa da Apresentação do Senhor, que é quando celebramos - não o dia da Marmota [Groundhog day] - mas a chegada do menino Jesus - com 40 dias - ao Templo, trazido pela sua Santíssima Mãe e São José, para ser consagrado ao Senhor. É o quarto mistério Gozoso do Rosário e, de acordo com um antiga tradição Católica, o fim do tempo de Natal, que dura 40 dias.

Festa da Vida Consagrada
Desde 1997, esta festa tem sido celebrada como o Dia Mundial para a Vida Consagrada, como São João Paulo II explicou quando a instituiu: A Virgem Mãe que leva Jesus ao templo para que ele possa ser oferecido ao Pai expressa muito bem a figura da Igreja que continua a oferecer os seus filhos e filhas ao Pai Celestial, associando-o com a única oblação de Cristo, causa e modelo de toda a consagração na Igreja."

Este ano, o Dia Mundial para a Vida Consagrada toma um significado adicional, dado calhar dentro do Ano da Vida Consagrada, declarado pelo nosso Santo Padre, Papa Francisco, que ele próprio viveu a vida consagrada, como membro da Companhia de Jesus. Este ano especial - que começou no Primeiro Domingo do Advento, em Novembro passado, e que continua até à Festa da Apresentação do próximo ano - convida todos os Católicos a dar graças a Deus pelo dom dos nossos irmãos e irmãs religiosos e por todos os consagrados ao Senhor. Rezamos por eles, pela sua santidade e felicidade e pela vibração dos carismas que vivem. Que sejam abençoados com muitas novas vocações, porque a Igreja precisa mesmo da vida consagrada!

Já falei muitas vezes sobre a grande benção que as irmãs religiosas foram para mim e para a minha família quando eu estava a crescer e como forma essenciais em ensinar-se a fé e em maturar em mim a minha vocação sacerdotal. Hoje dou graças por todos os homens e mulheres consagrados que servem tão bem a Arquidiocese de Nova Iorque, cuja história é em grande parte a história do seu zelo heróico. Agradeço-lhes e saúdo-os pelo seu serviço ao ao Senhor e pelo seu testemunho aos seus respectivos discípulos. Também estou contente porque na nossa arquidioecese temos várias comunidades que estão a crescer tanto em número e confiança na missão que o Senhor lhes confiou. Que o seu número possa aumentar!

Precisamo de homens e mulheres consagradas porque, como escreve o Papa Francisco, "o velho ditado será sempre verdade: 'Onde há religiosos, há alegria'. Somos chamados a conhecer e a mostra que Deus é capaz de encher os nossos corações até ao fim com felicidade; que não precisamos de procurar felicidade em mais lado nenhum; que a autêntica fraternidade que se encontra nas nossas comunidades aumenta a nossa alegria; e que a nossa entrega total ao serviço da Igreja, das famílias e dos jovens, dos idosos e dos pobres, traz-nos uma realização pessoal para vida inteira."

Juntamos hoje as nossas orações a toda a Igreja universal, agradecendo a Deus pelo dom da vida consagrada e por todos os que a vivem generosamente e com fidelidade!

Uma festa para a Vida da Família
Esta festa da Apresentação do Senhor também tem uma dimensão familiar. Na história bíblica vemos a Sagrada Família ser fiel ao costume judaico; vir ao templo de Jerusalém, um sítio onde regressariam frequentemente, dando-nos um modelo de oração e adoração na vida de família. De facto, é a oração em família que muitas vezes faz com que os jovens respondam com alegria e generosidade à vocação à vida consagrada. São João Paulo II lembrou-nos desta verdade no seu grande texto para a vida consagrada, Vita Consecrata:
"Temos que nos lembrar que, se os pais não viverem os valores do Evangelho, os rapazes e as raparigas vão ter grande dificuldade em discernir o chamamento, a perceber a necessidade de sacrifícios que têm que ser enfrentados e a apreciar a beleza do objectivo que se deve ser atingido. Pois é na família que os jovens têm a sua primeira experiência dos valores do Evangelho e do amor que se dá a si mesmo a Deus e aos outros. Eles também precisam de ser treinados no uso responsável da sua própria liberdade, para que se preparem para viver, como exige a sua vocação, de acordo com as realidades espirituais mais elevadas.
Rezo para que vós, famílias Cristãs, unidas ao Senhor através da oração e da vida sacramental, criem lares onde as vocações são bem recebidas."

A ligação entre vida familiar e a vida consagrada é essencial. Ambos são necessárias para a vida da Igreja e para a vida da socidade como um todo. Uni-me com entusiasmo às palavras que o Santo Padre na sua recente visita apostólica ao Sri Lank e Filipinas, quando falou da alegria que o levou a encontrar-se com as famílias, em particualr as famíilias grandes. "As familias saudáveis são essenciais para a vida de uma sociedade," disse o Papa Francisco. "Dá consolo e esperança ver tantas famílias grandes que aceitam os filhos como um dom de Deus. Elas sabem que cada criança é uma benção."

Em direcção ao Sínodo sobre a Família
Celebramos esta Festa da Apresentação entre dois encontros importantes do Sínodo dos Bispos sobre a vocação e a missão da família. No passado Outubro tivemos uma "assembleia extraordinária" para nos preparar para a "assembleia ordinária" do próximo Outubro. Houve uma atenção enorme dada ao trabalho do Sínodo, o que é uma oportunidade evangelizadora, mesmo se em certas alturas os acontecimentos do Sínodo e a sua cobertura pelos media causaram confusão. Sempre que o espírito das confusões mundanas aparece, temos que regressar com maior oração e atenção à Palavra de Deus, para que possamos apreciar novamente a verdade de Jesus Cristo, o fundamento da nossa comunhão como Seus discípulos.

A preparação para o Sínodo requer oração por toda a Igreja, para que os seus pastores possa ser guiados pelo Espírito de Deus e não o espírito do mundo de que o Santo Padre tantas vezes nos avisou. Por essa razão, o Papa Francisco o ano passado escolheu esta festa para escrever uma especial Carta às Famílias, convidando toda a Igreja a oferecer sinceras orações pelo Sínodo. O Santo Padre escreveu isto às famílias:

"Este [Sínodo] vai envolver todo o Povo de Deus - bispos, sacerdotes, homens e mulheres consagrados e fiéis leigos de igreja particulares de todo o mundo - em que todos estão a participar activamente nas preparações para este encontro, com sugestões práticas e o apoio crucial da oração. Tal apoio da vossa parte, queridas famílias, é especialmente significativo e mais importante do que nunca. Esta assembleia sinodal dedica-se especialmente a vós e à vossa vocação e missão na Igreja e na sociedade; aos desafios do casamento, da vida familiar, da educação dos filhos; e ao papel da família na vida da Igreja. Peço-vos, portanto, para rezarem intensamente ao Espírito Santo, para que o Espírito ilumine os Padres Sinodais e os guie na sua importante tarefa."

Estamos ansiosos por receber o Santo Padre em Nova Iorque em Setembro. O objectivo principal da sua visita aos Estados Unidos é participar no Encontro Mundial das Famílias, que vai ser em Filadélfia. Ele vai visitar Nova Iorque no contexto desse encontro, apenas alguns dias antes do Sínodo da Família. Não era maravilhoso se pudéssemos dizer ao Papa Francisco, quando nos visitar, que temos estado a rezar "intensamente ao Espírito Santo" pelo Sínodo, tal como ele nos pediu?

Guiados pelo Papa da Família
A escolha desta festa, no ano passado, para a carta do Santo Padre às famílias foi deliberada. O Papa Francisco queria comemorar com esta carta o vigésimo aniversário de outra Carta às Famílias, que São João Paulo II escreveu a 2 de Fevereiro de 1994. Lembrar-se-ão que na Missa de canonização de João Paulo II, no último Domingo da Divina Misericórdia, o Papa Francisco invocou especificamente o nosso novo santo no contexto de preparação para o Sínodo:

"No seu próprio serviço ao Povo de Deus, São João Paulo II foi o papa da família. Ele próprio disse uma vez que queria ser lembrado como o Papa da Família. Estou particularmente contente de dizer dado estarmos no processo de caminhar com as famílias em direcção ao Sínodo da Família. É certamente um caminho que, do seu lugar no Céu, ele guia e sustém."

A orientação de São João Paulo é indispensável, como indicou o Papa Francisco. Espero que os ensinamentos do Papa S. João Paulo II sejam centrais no sínodo de Outubro. São João Paulo II é o grande apóstolo da família dos nossos tempos. Para além do seu cuidado memorável das famílias em Cracóvia como jovem sacerdote e Bispo, ele deu-nos dois documentos importantíssimo que precisam de ser estudado com profundidade: a Familiaris Consortio, fruto do Sínodo para a Família de 1980, publicado a 22 de Novembro de 1981; e a Carta às Famílias, publicada nesta festa em 1994, para marcar o Ano da Família, declarado pelas Nações Unidas. São João Paulo ensinou-nos melhor que ninguém dos nossos tempos que a doutrina e a prática pastoral estão inseparavelmente ligadas e que o objectivo da prática pastoral é apresentar fielmente a verdade do Evangelho precisamente como uma boa nova para as famílias de hoje. O magistério da família de São João Paulo, que toca questão tão complexas e contestadas, é, portanto, um guia indispensável para o trabalho do Sínodo.

Para aqueles Católicos que se perturbaram com algumas notícias sobre o último Sínodo, eu recomendo que rezem fervorosamente a João Paulo, o santo Papa da família, para que guie a Igreja do Céu. Não é possível imaginar que o Sínodo não aprofundasse os ensinamentos de São João Paulo II. Pelo contrário, em vez de contrariar os ensinamentos da Familiaris Consortio  e da Carta às Famílias, o Sínodo tem como tarefa fortalecer esses ensinamentos. Mais para o fim da Carta às Famílias, São João Paulo faz-nos um convite que é hoje muito relevante:

"A história da humanidade, a história da salvação, passa pela família. Nestas páginas eu tentei mostrar como a família está no centro de uma grande batalha entre o bem e o mal, entre a vida e a morte, entre o amor e tudo o que se opõe ao amor. É confiada à família a tarefa de lutar, em primeiríssimo lugar, para soltar as forças do bem, cuja fonte se encontra em Cristo, Salvador do homem... O que eu faço é, então, um convite: um convite dirigido especialmente a vós, queridos maridos e esposas, pais e mães, filhos e filhas. É um convite a todas as igrejas particulares a manterem-se unidas aos ensinamentos da verdade apostólica."

Ensinar a verdade apostólica é a tarefa dos Bispos e, portanto, a tarefa de todos os Sínodos dos Bispos. O próximo Sínodo tem que "assegurar que a Igreja se mantém na verdade de Cristo" ao apresentar os ensinamentos do Senhor Jesus essencialmente como boas notícias para a família de hoje.

Acabo estes breves pensamentos sobre a Festa da Apresentação do Senhor com o coração cheio de acção de graças a Deus pelos inumeráveis exemplos de santidade que nos rodeiam aqui - em inúmeras famílias santas e felizes, que me inspiram e em tantos homens e mulheres consagrados, de cujas orações todos nós tanto dependemos!

O Ano da Vida Consagrada, o Encontro Mundial das Famílias, a visita papel a Nova Iorque, o Sínodo dos Bispos - este ano que aí vem está cheio de bençãos para a nossa arquidiocese, para a Igreja nos Estados Unidos, para a Igreja universal. Abram os vossos corações a tudo o que o Senhor Jesus nos desejar dar este ano!

Jesus, Maria e José, roguem por nós!


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domingo, 8 de fevereiro de 2015

15 reacções possíveis a 15 frases que ouvimos frequentemente

1. Eu confesso-me...directamente a Deus.


2. Deste Papa, sim, gosto!


3. Se Deus está em todo o lado porque é que vais à Missa?


4. Porque é que te confessas se vais voltar a pecar?


5. Quatro filhos? Pertences a alguma seita?


6. És um leigo consagrado? A sério? E podes casar?


7. Até que enfim que a Igreja está a abrir-se à modernidade.


8. Os católicos adoram imagens.


9. Uma mulher grávida tem o direito de decidir sobre o seu corpo.


10. Bebes cerveja? Não eras católico?


11. Porque é que baptizas os teus filhos? Deixa-os decidir quando forem adultos.


12. Ter relações antes do casamento vai fazer-nos inseparáveis.


13. Para quê casar pela Igreja, só pela festa e o vestido?


14. És católico porque a tua família é católica.


15. Quando uma frase começa com: "Sou católico, mas..."


in catholic-link.com



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Não há um declínio da população católica mas da vida católica

O Padre George Rutler é o administrador da igreja dos Santos Inocentes e da igreja de São Miguel, em Nova York, que também lhe foi entregue a propósito do plano de reorganização. Autor do livro Principalities and Powers: Spiritual Combat 1942-1943 e de outras obras.

Obviamente, o encerramento de paróquias não é um fenómeno novo, mas, do seu ponto de vista, quais são alguns dos factores que levaram a uma situação como esta?

Entre os factores está o declínio da vida católica. Foram-me dadas a conhecer recentemente as estatísticas que mostram que a população católica da cidade de Nova York é quase igual à que era há 70 anos atrás. Não há um declínio na população católica; há um declínio na vida católica, e existem várias razões para isso. 

Eu acho que existe uma grande desonestidade e negação da parte de algumas pessoas que aderiram à fantasia de que estávamos a entrar numa nova Primavera da Fé. O aggiornamento do Vaticano II era suposto trazer para a Igreja mais toneladas de pessoas; fez exactamente o oposto. Enquanto as pessoas se recusarem a admitir que foram feitos erros há uma geração atrás – no catecismo, na liturgia, no lidar com os problemas reais do secularismo – nunca irão fazer verdadeiramente reforma alguma. 

Também tivemos um grande êxodo da cidade para os subúrbios, e nos concelhos a norte existe a necessidade de novas paróquias. Ao mesmo tempo, aqui em baixo, temos... paróquias redundantes. Outra razão para estes encerramentos é que as igrejas foram organizadas mais por razões étnicas do que por razões evangélicas. Assumiu-se culturalmente que a Igreja era uma casa para os imigrantes, e que estes pertenceriam a paróquias não só pela Fé mas também, legitimamente, por razões sociais, pela comunidade, escolas e em diante. Assim, em Manhattan, temos uma velha paróquia alemã, uma paróquia italiana, etc., e são próximas umas das outras. Já não há necessidade disso.

O factor primário é que a maioria dos católicos não estão a praticar a Fé. A participação na Missa em Nova York ronda os 12%. Foi uma queda de cerca de 50% desde o Concílio Vaticano II. Ninguém vai lidar com isso. Reconhecerão o facto, mas não irão lidar com o facto de que existiram erros sérios cometidos na geração passada.

Daria um bom estudo, o por quê da cidade de Nova York, que é tão vibrante culturalmente – atormentada e perversa de muitas maneiras, mas vibrante – ter uma grande letargia espiritual.

in Aleteia


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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Discurso de S. Paulo Miki antes de ser martirizado

A sentença do meu julgamento diz: "Estes homens vieram das Filipinas para o Japão", mas eu não vim de outro país, sou um japonês verdadeiro. A única razão para ser morto é ter ensinado a doutrina de Cristo. É certo que ensinei a doutrina de Cristo. Dou graças a Deus que seja esse o motivo para ser morto. Acredito que estou apenas a dizer a verdade, antes de morrer. 

Eu sei que acreditam em mim e quero-vos dizer mais uma vez: Peçam a Cristo que vos ajude a serem felizes. Eu obedeço a Cristo. Seguindo o exemplo de Cristo, perdoo aos meus perseguidores. Não os odeio. Peço a Deus que tenha misericórdia de todos, e espero que o meu sangue caia sobre os homens, meus companheiros, como uma chuva que dê frutos.

Pregação de S. Paulo Miki à multidão que estava reunida para ver a sua crucifixão, 5 de Fevereiro de 1597


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Ano Mariano para rezar pela Família

O Prelado do Opus Dei, D. Javier Echevarría, convocou um ano mariano que começou no dia 28 de Dezembro para rezar pela família. Em baixo está um bom vídeo sobre isso, com legendas em português.

Não só a Obra, mas toda a Igreja deve rezar com mais intensidade pela família neste próximo ano.
Entre todas as razões vale a pena salientar duas:

1. O Papa Francisco tem insistido que a família tem sido das realidades boas e santas que mais tem sofrido ataques por parte do mundo secularizado. A oração é a forma mais eficaz de proteger a família contra estes ataques.

2. No próximo Outubro acontecerá em Roma um novo Sínodo pela Família. Todos os Bispos que lá vão estar, perto do Papa, precisam de ouvir a voz do Espírito Santo. E não só de a ouvir, mas também de a seguir. A nossa oração de súplica ao Espírito Santo poderá fazer com que a voz da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade fale mais alto mas também que todos os Bispos tenham um coração dócil a essa Vontade, como certamente já têm.




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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Segunda catequese do Papa Francisco sobre ser Pai

Estimados irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje gostaria de apresentar a segunda parte da reflexão sobre a figura do pai de família. Na última catequese falei sobre o perigo dos pais «ausentes», e hoje quero considerar acima de tudo o aspecto positivo. Também são José teve a tentação de deixar Maria, quando descobriu que ela estava grávida; mas interveio o anjo do Senhor, que lhe revelou o desígnio de Deus e a sua missão de pai putativo; e José, homem justo, «recebeu em casa a sua esposa» (Mt1, 24), tornando-se o pai da família de Nazaré.

Todas as famílias têm necessidade do pai. Hoje meditamos sobre o valor do seu papel, e gostaria de começar com algumas expressões que se encontram no Livro dos Provérbios, palavras que um pai dirige ao próprio filho, dizendo assim: «Meu filho, se o teu espírito for sábio, o meu coração alegrar-se-á contigo! Os meus rins estremecerão de alegria, quando os teus lábios proferirem palavras rectas» (Pr 23, 15-16). Não se poderia expressar melhor o orgulho e a emoção de um pai que reconhece que transmitiu ao seu filho aquilo que realmente conta na vida, ou seja, um coração sábio. 

Este pai não diz: «Sinto-me orgulhoso de ti, porque és precisamente igual a mim, repetes as palavras que pronuncio e aquilo que faço». Não, não se limita simplesmente a dizer-lhe algo. Diz-lhe uma coisa muito mais importante, que poderíamos interpretar assim: «Serei feliz cada vez que te vir agir com sabedoria e comover-me-ei todas as vezes que te ouvir falar com rectidão. Foi isto que desejei deixar-te, para que se tornasse algo teu: a atitude de ouvir e agir, de falar e julgar com sabedoria e rectidão. E para que pudesses ser assim, ensinei-te coisas que não sabias, corrigi erros que não vias. Fiz-te sentir um afago profundo e ao mesmo tempo discreto, que talvez não tenhas reconhecido plenamente quando eras jovem e incerto. 

Dei-te um testemunho de rigor e de firmeza que talvez não entendesses, quando só querias cumplicidade e tutela. Fui o primeiro que tive de me pôr à prova da sabedoria do coração e velar sobre os excessos do sentimento e do ressentimento, para poder carregar o peso das incompreensões inevitáveis e encontrar as palavras certas para me fazer entender. Agora — continua o pai — comovo-me quando vejo que tu procuras comportar-te assim com os teus filhos e com todos. Estou feliz por ser teu pai!». É isto que diz um pai sábio, um pai maduro.
Um pai sabe bem quanto custa transmitir esta herança: quanta proximidade, quanta meiguice e quanta firmeza. No entanto, que consolação e recompensa se recebe, quando os filhos honram esta herança! É uma alegria que compensa todos os esforços, que supera qualquer incompreensão e cura todas as feridas.

Portanto, a primeira necessidade é precisamente esta: que o pai esteja presente na família. Que se encontre próximo da esposa, para compartilhar tudo, alegrias e dores, dificuldades e esperanças. E que esteja perto dos filhos no seu crescimento: quando brincam e quando se aplicam, quando estão descontraídos e quando se sentem angustiados, quando se exprimem e quando permanecem calados, quando ousam e quando têm medo, quando dão um passo errado e quando voltam a encontrar o caminho; pai presente, sempre. Estar presente não significa ser controlador, porque os pai demasiado controladores anulam os filhos e não os deixam crescer.

O Evangelho fala-nos da exemplaridade do Pai que está nos céus — o único, diz Jesus, que pode chamar-se verdadeiramente «Pai bom» (cf. Mc 10, 18). Todos conhecem a extraordinária parábola denominada do «filho pródigo», ou melhor, do «pai misericordioso», que se lê no capítulo 15 do Evangelho de Lucas (cf. 15, 11-32). Quanta dignidade e quanta ternura na expectativa daquele pai que está à porta de casa, à espera do regresso do filho! Os pais devem ser pacientes. Muitas vezes nada se pode fazer, a não ser esperar; rezar e esperar com paciência, doçura, generosidade e misericórdia.

Um pai bom sabe esperar e perdoar, do profundo do coração. Sem dúvida, também sabe corrigir com firmeza: não se trata de um pai fraco, complacente, sentimental. O pai que sabe corrigir sem aviltar é o mesmo que sabe proteger sem se poupar. Certa vez ouvi numa festa de casamento um pai dizer: «Às vezes tenho que bater um pouco nos filhos... mas nunca no rosto, para não os humilhar». Que bonito! Tem o sentido da dignidade. Deve punir, mas fá-lo de modo correcto e vai em frente.

Por conseguinte, se alguém pode explicar até ao fundo a oração do «Pai-Nosso» ensinada por Jesus, é precisamente quem vive pessoalmente a paternidade. Sem a graça do Pai que está nos céus, os pais perdem a coragem e abandonam o campo. Mas os filhos têm necessidade de encontrar um pai que os espera quando voltam dos seus fracassos. Farão de tudo para não o admitir, para não o revelar, mas precisam dele; quando não o encontram, abrem-se-lhes feridas difíceis de cicatrizar.

A Igreja, nossa mãe, está comprometida em apoiar com todas as suas forças a presença boa e generosa dos pais nas famílias, porque para as novas gerações eles são guardiões e mediadores insubstituíveis da fé na bondade, da fé na justiça e da salvaguarda de Deus, como são José.

in Audiência Geral, Sala Paulo VI (04/II/2015)


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Porque é que são principalmente as mulheres a transmitir a fé?



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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O Papa Francisco nunca disse que ‘Não há fogo no inferno, Adão e Eva não são reais’

A Santa Sé esclareceu, através do seu serviço de notícias (News.va), que o texto intitulado «‘Não há fogo no inferno, Adão e Eva não são reais’, diz o Papa Francisco» é completamente falso. Infelizmente esta farsa já percorre as redes sociais há algum tempo e já causou muitos estragos. 

O texto (originalmente em espanhol) diz: 

“Queridos amigos, muitos dos nossos leitores avisaram-nos sobre uma ‘notícia’ que circula na internet e perguntam se é verdadeira. Esta ‘notícia’, publicada em vários idiomas, diz que o Papa Francisco afirmou que a Bíblia está antiquada em muitas passagens como a ‘fábula de Adão e Eva’ ou o inferno, que todas as religiões são iguais, que Deus está a mudar e evoluir e a verdade religiosa também, e outras coisas semelhantes. Tudo isto teria o Papa Francisco afirmado no ‘Terceiro Concílio Vaticano.’ 

Pela internet circulam milhares de histórias falsas, e às vezes é difícil saber de onde surgiu a ‘notícia’ e se vem de uma fonte fiável ou não. Por isso, ante uma notícia referente ao Papa Francisco que nos pareça estranha, é bom questionar-nos e ir às fontes vaticanas para ver se também ali estas notícias aparecem e com que palavras estão escritas. 

Por isso, no que se refere ao Papa Francisco, se as palavras a ele atribuídas não aparecem nos meios oficiais vaticanos, é muito possível que sejam falsas. Aqui deixamos uma lista dos meios oficiais, para que seja mais fácil comprovar as notícias sempre que surgirem dúvidas: 

- Twitter oficial do Santo Padre (em português): https://twitter.com/Pontifex_pt 



- Site oficial da Santa Sé: http://www.vatican.va

- L'Osservatore Romano: http://www.osservatoreromano.va/pt


- Centro Televisivo Vaticano: http://www.ctv.va/content/ctv/it.html


- Vatican Information Service: http://www.vis.va

Uma saudação muito cordial a todos e muito obrigado pela vossa atenção e sugestões.” 

Tomamos a liberdade de acrescentar mais uma fonte fidedigna: 



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domingo, 1 de fevereiro de 2015

Pedido filial ao Papa Francisco sobre o Sínodo da Família

Assinar a súplica filial ao Papa Francisco: http://www.filialsuplica.org/

Beatíssimo Padre,

Tendo em vista o Sínodo sobre a Família de Outubro de 2015, dirigimo-nos filialmente a Vossa Santidade, para Lhe manifestar as nossas apreensões e esperanças sobre o futuro da família.

As nossas apreensões devem-se ao facto de virmos assistindo há décadas a uma revolução sexual promovida por uma aliança de poderosas organizações, forças políticas e meios de comunicação, a qual atenta passo a passo contra a própria existência da família como célula básica da sociedade. Desde a chamada Revolução de 68, sofremos uma imposição gradual e sistemática de costumes morais contrários à lei natural e divina, tão implacável que torna hoje possível, por exemplo, ensinar em muitos lugares a aberrante “teoria do género”, a partir da mais tenra infância.

Em face dessa obscura orquestração ideológica, o ensinamento católico sobre o Sexto Mandamento da Lei de Deus é como uma tocha acesa que atrai inúmeras pessoas – opressas pela publicidade hedonista – para o modelo de família casto e fecundo pregado pelo Evangelho e conforme à ordem natural.

Santidade, na sequência das informações veiculadas por ocasião do último Sínodo, constatamos com dor que para milhões de fiéis a luz dessa tocha pareceu vacilar sob os ventos malsãos de estilos de vida propagados por lobbys anticristãos. Com efeito, observamos uma desorientação generalizada, causada pela possibilidade de que se tenha aberto no seio da Igreja uma brecha que permite a aceitação do adultério – mediante a admissão à Eucaristia de casais divorciados recasados civilmente – e até mesmo uma virtual aceitação das próprias uniões homossexuais, práticas essas condenadas categoricamente como contrárias à lei divina e natural.

Dessa desorientação brota paradoxalmente a nossa esperança.

Sim, porque nesta situação uma palavra esclarecedora de Vossa Santidade será a única via capaz de superar a crescente confusão entre os fiéis. Ela impediria a relativização do próprio ensinamento de Jesus Cristo, e dissiparia as trevas que se projetam sobre o futuro dos nossos filhos, caso essa tocha deixe de lhes iluminar o caminho.

Esta palavra, Santo Padre, nós Vo-la imploramos com o coração devotado por tudo o que sois e representais, certos de que ela não poderá jamais dissociar a prática pastoral do ensino legado por Jesus Cristo e por seus vigários, o que só aumentaria a confusão. Jesus nos ensinou com toda clareza, com efeito, a coerência que deve existir entre a verdade e a vida (cfr. Jo 14, 6-7), assim como nos advertiu de que o único modo de não sucumbir é colocar em prática a sua doutrina (cfr. Mt 7, 24-27).

Ao mesmo tempo em que pedimos a Sua bênção apostólica, asseguramos-Lhe as nossas orações à Sagrada Família – Jesus, Maria e José –, para que ela ilumine Vossa Santidade nestas circunstâncias tão cruciais.

Assinar a súplica filial ao Papa Francisco: http://www.filialsuplica.org/


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sábado, 31 de janeiro de 2015

O Senza pratica a censura?

Queridos leitores do Senza,

Em primeiro lugar queremos agradecer a vossa fidelidade ao nosso blog e as vossas mensagens de apoio ao apostolado que aqui fazemos. Por mais que se tenha a intenção de fazer tudo para maior glória de Deus, é sempre bom saber que as coisas de Deus chegam a tantas almas.

Escrevemos este texto para nos justificarmos em relação ao controle de comentários, que foi implementado há poucos dias no nosso blog. No Senza sempre privilegiámos a liberdade de comentários, não é que sejamos charlie mas permitimos a liberdade de expressão. 

Porém, de há algum tempo a esta parte, temos sido atacados com comentários insultuosos diariamente. A juntar à "festa", temos tido também comentários anónimos que visam apenas criar confusão, com a mesma pessoa a fingir que são várias, qual transtorno dissociativo de identidade.

Nós sabemos que muitas pessoas odeiam a verdade, a começar pelo próprio diabo, mas não podemos desistir por causa disso. Aqui, pelo menos, as pessoas podem ter a certeza que vão ler a verdade e nada mais do que a verdade. Temos consciência que não fazemos um trabalho perfeito e que perante Nosso Senhor somos apenas servos inúteis, mas para sermos melhores precisamos de críticas construtivas e de muita oração, em vez de insultos e confusão.

Que fique bem claro que o direito ao contraditório continua a existir, e todos os comentários honestos serão publicados, ainda que discordem dos textos. A liberdade dos filhos de Deus é um grande dom que não deve ser desprezado.

Deixamos aqui uma oração que nos é muito querida e que gostaríamos de partilhar com todos:

Senhor Jesus, vós conheceis a minha fraqueza e as necessidades da minha alma. Concedei-me a graça de me tornar melhor. Socorrei a vossa santa Igreja. Abençoai os meus pais, superiores, amigos e inimigos, e dai-nos a todos a graça de estar reunidos um dia no Céu. Ámen.

Equipa Senza Pagare


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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

“Nós temos de julgar os actos” - Cardeal Burke

O Cardeal Raymond Burke deu uma longa entrevista televisiva na qual corrige clarividentemente as ideias falsas que se criaram em torno da frase “Quem sou eu para julgar?” do Papa Francisco, a qual tem sido usada para sugerir uma mudança no ensinamento da Igreja em matéria de homossexualidade. 

O entrevistador, Thomas Mckenna, da Catholic Action Insight, questionou o Cardeal Burke sobre as ocasiões em que as pessoas têm de fazer julgamentos, à luz da frase do Santo Padre “Quem sou eu para julgar?”.

“Nós temos de julgar os actos, não podemos deixar de o fazer!”- responde-lhe o Cardeal Burke – e prosseguiu – “Ao longo do dia fazemos julgamentos sobre certos actos; isto é a lei natural: escolher o bem e evitar o mal.”

O Cardeal acrescentou ainda que enquanto julgamos actos como pecados graves, não podemos dizer que determinada pessoa está em pecado grave, uma vez que “podemos estar a condená-la sem fundamento, ou podemos mesmo estar a condenar alguém por cometer um pecado que nós próprios não rejeitamos veementemente”.

“Excluído esse tipo de julgamento, temos de julgar os actos em si; não poderíamos ter uma vida justa e recta de outra maneira.” – disse ainda Burke.

Mckenna afirmou então que seria errado interpretar a frase do Papa como um apoio ao “casamento” homossexual, com o que o Cardeal concordou.

Ao falar da tolerância e da intolerância, Burke tocou no cerne do debate: “Não sou intolerante com pessoas homossexuais, tenho grande compaixão por eles, especialmente numa sociedade como a nossa em que muitos deles são levados a uma atracção pelo mesmo sexo que não sentiam no passado por um completo e corruptivo laxismo moral”.

“Tenho grande compaixão por eles, mas essa compaixão significa que eu quero que eles saibam a verdade para evitar o pecado, para garantir o seu bem e a sua salvação – é por isso que devemos ajudar um homossexual; e apesar de hoje isso não ser bem recebido por uma agressiva agenda homossexual não significa – concluiu – que essa não seja a abordagem correcta”.

Avisou ainda que se nos mantivéssemos silenciosos por pressão da referida agenda “presidiríamos à destruição da nossa sociedade.”.

Para o Cardeal Burke, a abordagem não é só teórica como prática. Relatou que, no fim de uma Missa de Crisma, uma mãe aproximou-se dele e acusou-o com raiva de ter chamado diabo à sua filha. Quando perguntou àquela mãe a que se referia, ela falou-lhe de umas colunas que o Cardeal tinha escrito no jornal da diocese sobre a definição tradicional do casamento. Segundo ela, a sua filha estava “casada” com outra mulher.

“Não – respondeu o Cardeal à mãe enfurecida – eu disse que os actos que a sua filha está a cometer são diabólicos. A sua filha não é o diabo, mas ela precisa de perceber a verdade sobre a sua própria situação.”

Finalmente, Burke disse que “há hoje muita confusão sobre a matéria, o que infelizmente leva muita e boa gente a não fazer o que devia para ajudar uma pessoa que sofre nesta condição”.

John Henry Westen in lifesitenews


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Quando o Céu e a Terra se encontram

Lichen, Polónia


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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Catequese do Papa Francisco sobre o que significa ser Pai

Amados irmãos e irmãs, bom dia!

Retomamos o caminho das catequeses sobre a família. Hoje deixamo-nos guiar pela palavra «pai». Uma palavra que a nós cristãos é muito querida, porque é o nome com o qual Jesus nos ensinou a dirigir-nos a Deus: pai. O sentido deste nome recebeu uma nova profundidade precisamente a partir do momento em que Jesus o usava para se dirigir a Deus e manifestar a sua relação especial com Ele. O mistério bendito da intimidade de Deus, Pai, Filho e Espírito, revelado por Jesus, é o coração da nossa fé cristã.

«Pai» é uma palavra que todos conhecem, é uma palavra universal. Ela indica uma relação fundamental cuja realidade é antiga como a história do homem. Contudo, hoje chegou-se a afirmar que a nossa seria «uma sociedade sem pais». Noutros termos, sobretudo na cultura ocidental, a figura do pai estaria simbolicamente ausente, esvaecida, removida. Num primeiro momento, isto foi sentido como uma libertação: libertação do pai-patrão, do pai como representante da lei que se impõe de fora, do pai como censor da felicidade dos filhos e impedimento à emancipação e à autonomia dos jovens. 

Por vezes havia casas em que no passado reinava o autoritarismo, em certos casos até a prepotência: pais que tratavam os filhos como servos, sem respeitar as exigências pessoais do seu crescimento; pais que não os ajudavam a empreender o seu caminho com liberdade — mas não é fácil educar um filho em liberdade —; pais que não os ajudavam a assumir as próprias responsabilidades para construir o seu futuro e o da sociedade.

Certamente, esta não é uma boa atitude; mas, como acontece muitas vezes, passa-se de um extremo ao outro. O problema nos nossos dias não parece ser tanto a presença invadente dos pais, mas ao contrário a sua ausência, o seu afastamento. Por vezes os pais estão tão concentrados em si mesmos e no próprio trabalho ou então nas próprias realizações pessoais, que se esquecem até da família. E deixam as crianças e os jovens sozinhos. 

Quando eu era bispo de Buenos Aires apercebia-me do sentido de orfandade que vivem os jovens de hoje; e muitas vezes perguntava aos pais se brincavam com os seus filhos, se tinham a coragem e o amor de perder tempo com os filhos. E a resposta era feia, na maioria dos casos: «Mas, não posso, porque tenho tanto trabalho...». E o pai estava ausente daquele filho que crescia, não brincava com ele, não, não perdia tempo com ele.
Mas, neste caminho comum de reflexão sobre a família, gostaria de dizer a todas as comunidades cristãs que devemos estar mais atentos: a ausência da figura paterna da vida das crianças e dos jovens causa lacunas e feridas que podem até ser muito graves. Com efeito os desvios das crianças e dos adolescentes em grande parte podem estar relacionados com esta falta, com a carência de exemplos e de guias respeitáveis na sua vida de todos os dias, com a falta de proximidade, com a carência de amor por parte dos pais. É mais profundo de quanto pensamos o sentido de orfandade que vivem tantos jovens.

São órfãos na família, não dão aos filhos, com o seu exemplo acompanhado pelas palavras, aqueles princípios, aqueles valores, aquelas regras de vida das quais precisam como do pão. A qualidade educativa da presença paterna é tanto mais necessária quanto mais o pai é obrigado pelo trabalho a estar distante de casa. Por vezes parece que os pais não sabem bem que lugar ocupar na família e como educar os filhos. E então, na dúvida, abstêm-se, retiram-se e descuidam as suas responsabilidades, talvez refugiando-se numa relação improvável «ao nível» dos filhos. É verdade que deves ser «companheiro» do teu filho, mas sem esquecer que és o pai! Se te comportas só como um companheiro igual ao teu filho, isto não será bom para o jovem. 

E vemos este problema também na comunidade civil. A comunidade civil com as suas instituições, tem uma certa responsabilidade — podemos dizer paterna — em relação aos jovens, uma responsabilidade que por vezes descuida e exerce mal. Também ela muitas vezes os deixa órfãos e não lhes propõe uma verdadeira perspectiva. Assim, os jovens permanecem órfãos de caminhos seguros para percorrer, órfãos de mestres nos quais confiar, órfãos de ideais que aqueçam o coração, órfãos de valores e de esperanças que os amparem diariamente. Talvez sejam ídolos em abundância mas é-lhes roubado o coração; são estimulados a sonhar divertimentos e prazeres, mas não lhes é dado trabalho; são iludidos com o deus dinheiro, mas são-lhes negadas as verdadeiras riquezas.

E então fará bem a todos, aos pais e aos filhos, ouvir de novo a promessa que Jesus fez aos seus discípulos: «Não vos deixarei órfãos» (Jo 14, 18). De facto, Ele é o Caminho a percorrer, o Mestre a ouvir, a Esperança de que o mundo pode mudar, de que o amor vence o ódio, que pode haver um futuro de fraternidade e de paz para todos. Algum de vós poderia dizer-me: «Mas Padre, hoje foi demasiado negativo. Só falou da ausência dos pais, do que acontece quando os pais não acompanham o crescimento dos filhos... É verdade, quis frisar isto, porque na próxima quarta-feira continuarei esta catequese pondo em evidência a beleza da paternidade. Por isso escolhi começar pela escuridão para chegar à luz. Que o Senhor nos ajude a compreender bem estas coisas. Obrigado.

in Audiência Geral, Sala Paulo VI (28/I/2015)


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