domingo, 13 de outubro de 2019

Testemunho do Milagre Sol e o primeiro automóvel em Fátima

O Engenheiro Mário Godinho, natural de Pé de Cão, no concelho de Torres Novas escreveu um texto sobre as Aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria, onde esteve em 1917. Mário Godinho levou até Fátima o primeiro automóvel quando ali se dirigiu para assistir às Aparições.

A nossa residência fica a 30 quilómetros da Cova da Iria. Em fins de Maio de 1917, chegou-nos a notícia de que, perto de Fátima, a Virgem Santíssima haveria aparecido no dia 13 desse mês a três pequenos pastores. Dei à notícia o valor de boato popular, sem forma ou consistência, baseada em crendices do burgo, sem foros de verdade. Estava-se no período da 1ª Grande Guerra Mundial, em que os espíritos viviam acabrunhados pelos temores de tão temerosa catástrofe. 

Meu irmão era médico e estava em França, na guerra, incorporado do C.E.P., e eu era oficial miliciano e esperava a mobilização que me enviasse para a guerra também. Minha mãe, fervorosa devota do culto da Virgem Santíssima, ao chegar-lhe a notícia das Aparições na Cova da Iria, não duvidou em acreditar firmemente no facto. Aguardou-se a confirmação do fenómeno; porém minha mãe manifestou o desejo de ir à Cova da Iria presenciar o caso e pediu-me para a conduzir ali, de automóvel. Para isto vim de Lisboa onde me encontrava a fazer o serviço militar. 

Possuíamos então um automóvel «Peugeot» de matrícula S - 2015 e nele fomos à Cova da Iria, no dia 13 de Julho de 1917, por uma estrada má e esburacada, até um local isolado, pleno de cercas muradas com pedra solta, em paisagem triste e erma. ponteada de azinheiras sombrias, com aspecto sedento. Em dada altura vimos, num pequeno vale, uma dezena de pessoas, oriundas certamente de aldeias vizinhas: era ali o falado lugar. 

Lá estavam os três pastores, com velas acesas. Depois das infalíveis perguntas, soubemos que a Virgem havia aparecido sobre uma pequena azinheira, de aspecto arbustivo (na região também se lhe chama carrasqueira). Minha mãe, na sua fé resoluta e robusta, colheu dessa carrasqueira uma haste com algumas folhas (verificado o milagre e aceite pela Igreja, anos depois tive o prazer de enviar a Sua Santidade o Papa Pio XII três destas folhas, por mão de Sua Eminência o Senhor Cardeal Patriarca que com Sua Santidade se ia encontrar).

Nesse dia 13 de Julho, interrogámos os Videntes, para o que os trouxemos de automóvel para a Fátima. Aí lhes fiz talvez a primeira fotografia da sua vida. Infelizmente, agora que escrevo esta notícia em 1961, perdi de todo o negativo dessa fotografia e possuo apenas uma má reprodução de ensaio de laboratório e que acompanha este relato. Não refiro aqui o que apurámos nos interrogatórios, o que os Videntes repetiram depois centenas de vezes, a tantas pessoas que lhes pediram esse relato e que é do conhecimento geral. 

Mais tarde a Lúcia chegou a estar em minha casa, onde de novo a interrogámos, pois tinha vindo com um rancho de pessoal para apanhar azeitona nesta minha povoação. Eu porém, sem motivos fortes que me fizessem acreditar na veracidade das Aparições, continuava indiferente ao que não tinha como sobrenatural.

Voltámos à Cova da Iria no dia 13 de Outubro desse mesmo ano de 1917. Nesse dia eu ia muito aborrecido, pois estava na convicção de que íamos contribuir para uma farsa censurável, com as centenas de pessoas que então já ali se encontravam, arrastadas pela força que por vezes domina e sugestiona multidões e é contagiosa. Porém, no momento em que era anunciada a Aparição, e que me encontrava dentro do carro, fui chamado por minha irmã e tendo saído olhei para o sol. 

Então quase que fiquei extasiado com o prodígio de que não podia duvidar: num céu radioso, o sol podia ser encarado de frente e de olhos bem abertos, sem pestanejarmos, como se olhássemos para um disco de vidro despolido, iluminado por detrás, irisado na sua periferia, tendo como que um movimento de rotação e que se aproximava de nós, e tudo à volta ficava irreal, como se a Terra houvesse sido divinizada. 

E o Sol não tinha o fulgor que nos fere a vista em dias normais, pois era um disco majestoso, magnético, que nos atraía e revoluteava no céu imenso, a afirmar-nos que o seu brilho desaparecia em homenagem a maior brilho, que nessa hora iluminava a Terra e que provinha da Virgem Maria. Não posso afirmar quanto tempo durou o fenómeno, mas pelo que me ficou da recordação vivida há 44 anos, julgo que tenha durado cerca de 10 minutos.

Impressionados, voltámos para casa. acreditando, enfim, que qualquer coisa de divino se passara. Porém essa certeza firmou-se definitivamente ao notarmos que minha mãe havia sido miraculada, como passo a relatar:

Havia largos anos, minha mãe sofria de um tumor no saco lacrimal do olho esquerdo, que tinha o volume de um tremoço. Durante anos foi tratada pelos médicos; mas periodicamente avolumava o mal, e no dia 13 de Outubro lá ia bem patente. Porém ao regressar, e já em casa, notou que o tumor havia desaparecido por completo, não voltando mais a aparecer, nem a sentir o mais ligeiro incómodo durante os 35 anos que ainda viveu.

Passaram-se os anos e o cinema começou a lançar filmes sobre a Fátima, em que também apareceu o falado automóvel, o primeiro que ali havia ido. Felizmente os realizadores nunca tiveram a possibilidade de saber ou descobrir qual o carro e seu condutor. Como eu não desejava o incómodo nem os inconvenientes da publicidade, conservei-me sempre quieto e calado, no meu anonimato; e se faço agora esta revelação, de ter sido eu com o meu «Peugeot» S - 2015, é porque já não corro esse perigo imenso da aborrecida publicidade, tanto mais que os meus quase 70 anos me protegem desses incómodos.

Guardo ainda avaramente uma folha da azinheira verdadeira, sobre a qual assentaram os benditos Pés da Santíssima Virgem. Estou viúvo, desconsolado na ausência temporária de minha saudosa Esposa, e vivo da sua memória, implorando as graças que a Santíssima Virgem tem lançado sobre mim, esperando que Ela um dia me estenda Suas benditas Mãos para a Eterna glória.

25 de Novembro, 1961

Este artigo foi publicado em Fevereiro de 1962 na revista "Stella"


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sábado, 12 de outubro de 2019

Alexandrina, a paralítica que se levantava para sofrer a Paixão de Jesus

Dia 13 de Outubro é dia da Beata Alexandrina de Balasar

Alexandrina Maria da Costa, também conhecida como Beata Alexandrina de Balasar, foi uma mística portuguesa, que nasceu em 30 de Março de 1904 e morreu em 13 de Outubro de 1955, tendo passado quase toda vida na sua cidade natal, Póvoa do Varzim, num povoado chamado Calvário. 

O pai abandonou a família, sendo criada apenas pela mãe. Pôde estudar apenas durante 18 meses e com nove anos já trabalhava. Quando tinha 12 anos, enquanto ajudava a fazer um tapete de flores para a Procissão do Santíssimo, colhendo flores, teve sua primeira experiência mística ao começar a sangrar da cabeça; segundo ela, Jesus colocou-lhe uma coroa de espinhos e passou a chamá-la Alexandrina das Dores.


Paralisia


Aos 14 anos, no Sábado Santo de 1918, estava com a irmã e outra menina em casa, trabalhando com costura, quando quatro homens forçaram a porta de entrada. Para escapar do ataque, Alexandrina pulou de uma janela com mais de quatro metros de altura, tendo partido várias vértebras. Até os 19 anos ainda conseguia se arrastar até a Igreja, onde permanecia em oração quase todo dia.

Segundo Alexandrina, até 1928, dez anos após o ataque, ainda pedia a graça da cura, prometendo que sairia como missionária pelo mundo, até que compreendeu que a sua salvação seria pelo sofrimento. Disse: "Nossa Senhora concedeu-me uma graça ainda maior. Depois da resignação deu-me a conformidade completa à vontade de Deus e, por fim, o desejo de sofrer”, e também: "Jesus, tu és prisioneiro no Tabernáculo. E eu por tua vontade prisioneira na minha cama. Far-nos-emos companhia”.


Paixão de Cristo

De Sexta-Feira, 3 de Outubro de 1938 a 24 de Março de 1942, ou seja por 182 vezes, viveu, em todas as Sextas-Feiras, os sofrimentos da Paixão: Alexandrina, superando o estado habitual de paralisia, descia da cama e com movimentos e gestos, acompanhados de angustiantes dores, repetia, durante três horas e meia, os diversos momentos da Via Crucis. Depois disso, a partir de 27 de Março de 1942, Alexandrina deixou de se alimentar, vivendo exclusivamente da Eucaristia durante 13 anos, até à sua morte.

Em 1936, Jesus disse-lhe que deveria escrever ao Papa para que consagrasse o Mundo ao Coração Imaculado de Maria. Este pedido foi renovado várias vezes, até que, em 31 de Outubro de 1942, o Papa Pio XII celebrou esta consagração em língua portuguesa, e renovou-a, no Vaticano, em 8 de Dezembro, na Festa da Imaculada Conceição. 

Neste ponto da vida, a sua fama de santidade já era conhecida e muitas pessoas vindas de longe visitavam-na, pediam conselhos e orações. Da sua cama pedia que as pessoas organizassem novenas, jejuns e rezassem intensamente. Tornou-se também uma colaboradora salesiana.


Falecimento e beatificação

No início de 1955 foi-lhe revelado que deveria preparar-se, pois morreria ainda naquele ano. Em 12 de Outubro pediu a Extrema Unção. No dia seguinte rezou o rosário em honra a Nossa Senhora de Fátima e faleceu tranquilamente, após dizer: “Sou feliz porque vou para o Céu”.

Sobre o seu túmulo, que está numa capela na igreja de Balasar, pediu para escrever:

Pecadores, se as cinzas do meu corpo puderem ser úteis para a vossa salvação, aproximai-vos: passai todos por cima delas, pisai-as até desaparecerem, mas não pequeis mais! Não ofendais mais o nosso Jesus! Pecadores, queria dizer-vos tantas coisas. Não bastaria este grande cemitério para escrevê-las todas! Convertei-vos! Não queirais perder a Jesus por toda a eternidade! Ele é tão bom! Amai-O! Amai-O! Basta de pecar!

in tesourosdaigrejacatolica.blogspot.com


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Devo ajoelhar durante a Missa? Estes soldados respondem




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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Nike vende ténis com "água benta"

A Nike resolveu comercializar os, chamados, "Sapatos de Jesus". Trata-se de uns ténis com um pequeno crucifixo, com uma pinta encarnada na pala (simbolizando o sangue derramado), com uma bolsa na sola que contem "água benta" e com a inscrição Mt 14, 25, que corresponde à passagem do evangelho de São Mateus na qual Jesus caminha sobre as águas.

A edição dos sapatos foi limitada e esgotou em poucos minutos. Cada exemplar custava cerca de 3000€.

Os ténis levantaram bastante polémica. A maior questão prende-se com o uso da água, que a marca diz que é proveniente do Rio Jordão e terá sido depois abençoada por um sacerdote. Se for verdade, e a água for mesmo benzida, essa bênção desaparece assim que é vendida.

Isto porque o valor dos ténis foi inflacionado pelos adereços que lhe foram acrescentados, incluindo o facto da água estar benzida. Isto corresponde ao pecado de simonia- venda de bens sacros - e faz com que o objecto em questão perca a bênção; neste caso a água deixa de estar abençoada.

Quem comprou aqueles sapatos realmente anda sobre a água. Mas não sobre água benta.

João Silveira


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Ave, o Theotokos!

Hoje a Igreja celebra o primeiro dogma mariano: a Divina Maternidade de Maria. Primeiro, como razão de todos os outros. "Bem-aventurado é o ventre da Virgem Maria que carregou o filho do Eterno Pai."

O dogma que declara verdade de fé que Maria é Mãe de Deus foi proclamado pelo Concílio de Éfeso, no ano 431.

A controvérsia era chefiada, de um lado, pelo Patriarca de Constantinopla, Nestório, bispo famoso como orador sacro, como líder e organizador, como conhecedor das Escrituras; por outro lado, o Patriarca de Alexandria, Cirilo, também exímio pregador, teólogo refinado, excelente bispo. Ambos tinham seguidores: bispos, padres e leigos.

Nestório ensinava que Maria era só mãe do Cristo-homem, porque lhe parecia absurdo uma criatura ser mãe do Criador. Cirilo contestava com veemência, afirmando que não podia haver dois Cristos, um homem e outro Deus. E havendo um Cristo só, embora com duas naturezas inseparáveis, Maria era Mãe do Cristo-homem e Mãe do Cristo-Deus, portanto a sua maternidade era tão divina quanto humana, ela era verdadeiramente Theotokos, Mãe de Deus. O Concílio deu razão a Cirilo e declarou herética a posição de Nestório.

Nossa Senhora recebeu todas as graças extraordinárias, o que fez dela única e a mais bela criatura do universo e da economia da salvação. O ponto de partida dessas graças, no entanto, é o facto dela ser mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, ou seja, a Mãe de Deus.

Reza a oração colecta deste dia: "Deus, que fostes satisfeito que à mensagem do Anjo o Vosso Verbo se fizesse carne no ventre da Beata Virgem Maria, concedei aos Vossos suplicantes, que acreditando que ela seja a verdadeira Mãe de Deus, possamos ser assistidos pelas suas intercessões junto de Vós. Por Nosso Senhor Jesus Cristo..."

Esta maternidade faz de Maria Mãe de todo o homem, pois todo o homem é filho de Deus.

São Boaventura, em louvor da Virgem compôs este hino à sua Maternidade Divina: "Os coros dos anjos, com vozes incessantes, te proclamam: santa, santa, santa, ó Maria, Mãe de Deus, mãe e virgem ao mesmo tempo! Os céus e a terra estão cheios da majestade vitoriosa do Fruto do teu ventre! O glorioso coro dos apóstolos te aclama Mãe do Criador! Celebram-te todos os profetas, porque deste à luz o próprio Deus! A imensa assembléia dos santos mártires te glorifica como Mãe do Cristo. A multidão triunfante dos confessores prostra-se diante de ti, porque és o Templo da Trindade!"

Maria concebeu Jesus no seu coração antes de O carregar abaixo do coração. Os Seus corações sincronizaram-se nesta concepção e desde então só deixaram de o estar quando Cristo morreu. Sincronizemos os nossos corações com o Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria.

Maria, Mater Dei, ora pro nobis!

PF


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Membros do Sínodo da Amazónia foram "libertados" das batinas

O Cardeal Lorenzo Baldisseri anunciou, na aula sinodal, que os membros poderiam deixar de usar batina e começar a usar clergyman. O Secretário Geral do Sínodo da Amazónia começou por avisar que seria uma notícia que deixaria os Bispos e sacerdotes "contentes". Mas avisou para que não se apressassem a enviar as batinas de regresso aos seus países, porque ainda serão necessárias no dia 27, dia do encerramento do Sínodo.



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quinta-feira, 10 de outubro de 2019

São Francisco de Borja, o Duque Santo

Hoje a Igreja celebra a memória de São Francisco de Borja.

Desde pequeno era muito piedoso e desejou tornar-se monge, a sua família porém enviou-o à corte do imperador Carlos V. Ali se destacaria acompanhando o imperador em suas campanhas e casando-se com uma nobre portuguesa: Eleonor de Castro Melo e Menezes, com a qual teve oito filhos: Carlos, Isabel, João, Álvaro, Fernando, Afonso, Joana e Doroteia.

Nobre e considerado "grande de Espanha", em 1539 escoltou o corpo da imperatriz Isabel de Portugal ao seu túmulo em Granada. Quando viu o efeito da morte sobre o corpo daquela que tinha sido uma bela imperatriz decidiu "não mais servirei a uma beleza que me possa morrer". Ainda jovem foi nomeado vice-rei da Catalunha, província que administrou com grande eficiência. Quando o seu pai morreu, recebeu por herança o título de Duque de Gandía, então retirou-se para a sua terra natal e aí levaria, com a sua família, uma vida entregue puramente à religião.

Tocado pela graça a propósito daquela cena chocante, Francisco compreendeu a vaida­de de toda a glória mundana, e decidiu que se algum dia enviuvasse, se consagraria inteiramen­te a Deus. Assim de facto aconte­ceu: enviuvou aos 40 anos de idade, renunciou a todos os seus títu­los e bens (em favor de seu primogénito, Carlos) e ingressou na Compa­nhia de Jesus como filho espiritu­al de Santo Inácio de Loyola, che­gando a ser superior geral daque­la família religiosa.

Imediatamente, se lhe foi oferecido o título de cardeal. Recusou, preferindo a vida de um pregador itinerante. Seus amigos conseguiram convencê-lo a aceitar o título para aquilo que a natureza e as circunstâncias o haviam predestinado: em 1554, converteu-se no Comissário Geral dos Jesuítas na Espanha, e em 1565, em Superior Geral de toda a Ordem.

Na sua liderança os Colégios prosperaram: de 50 em 1556 passaram a 163 em 1574. Borja promulgou a primeira Ratio Studiorum em 1569. Iniciou-se a remodelação da Igreja de Jesus, em Roma. O Superior Geral seguiu de muito perto a evolução da Contra-reforma na Alemanha. Muitas fundações jesuítas serviram para reforçar a causa católica.

Deu grande impulso às missões. Uma expedição missionária enviada por ele ao Brasil foi exterminada pelos protestantes em alto-mar (Inácio de Azevedo e seus companheiros mártires, em 5 de Junho de 1570).

Quando elogiado retorquia: "Procurei um lugar para mim na Bíblia e vi que o único que me atreveria a ocupar seria aos pés de Judas, o traidor. Mas não o pude ocupar, porque já lá estava Jesus lavando-lhe os pés." ou "Sou tão pecador que a única coisa que mereço é o inferno."

Morreu, aclamado como o duque santo, em 1572 e foi canonizado em 1671.

PF


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61 anos da morte do Papa Pio XII, Eugenio Pacelli



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quarta-feira, 9 de outubro de 2019

A Igreja acreditava no modelo heliocêntrico? Com provas, sim.

Quando se fala do caso Galileu muitos acham que a Igreja Católica defendia que a Terra estava no centro do universo. No entanto, como em toda a sua história, a Igreja não toma posições científicas - quando quer falar recorre ao saber científico da altura.

Eram os próprios astrónomos do século XVII que defendiam um modelo astronómico com a Terra no centro do Sistema Solar e não o Sol. Galileu não estava a falar contra a Igreja, estava a falar contra todos os cientistas.

Isto fica muito claro numa famosa passagem de S. Roberto Bellarmino, o Cardeal Inquisidor que teve várias conversas pessoais e amigáveis com Galileu.

"Se houver alguma prova efectiva de que o Sol se encontra no centro do universo, de que a Terra se encontra no terceiro céu e de que o Sol não gira à volta da Terra, mas a Terra à volta do Sol, teremos de proceder com grande circunspecção na explicação das passagens da Escritura que parecem ensinar o contrário, preferindo admitir que as não compreendemos do que declarar que é falsa uma opinião que se tenha demonstrado ser verdadeira. Por mim, contudo, não acreditarei que tais provas existem enquanto não mas mostrarem."

Carta de S. Roberto Bellarmino a Paolo Foscarini (1615)

O Cardeal Jesuíta S. Roberto Bellarmino foi canonizado e declarado Doutor da Igreja pelo Papa Pio XI em 1930.


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Libertar-se da Sensualidade

"Que felicidade o homem poder libertar-se da sensualidade! Isto não pode ser bem compreendido, a meu ver, senão por quem o experimentou. Só então verá claramente como era miserável a escravidão em que se estava."

São João da Cruz


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terça-feira, 8 de outubro de 2019

30 novos Seminaristas em Wigraztbad, incluindo 4 portugueses

Neste ano entraram 30 seminaristas para o Seminário da Fraternidade Sacerdotal de São Pedro em Wigratzbad (Alemanha): 17 para a parte francesa e 13 para a parte alemã do seminário. 

Entre os 17 que ingressaram na secção francesa estão 4 portugueses: Rodrigo, Duarte, Miguel e João. Estes juntaram-se a outros 5 portugueses que entraram no seminário nos últimos anos. 

Rezemos por estes seminaristas, especialmente pelos portugueses.


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segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Polónia: homens rezam o Terço de joelhos no meio da rua




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O dia em que Nossa Senhora do Rosário derrotou os muçulmanos em Lepanto

No ano de 1571 tinham os turcos atingido o apogeu do seu poder. Pareciam ter a Cristandade nas mãos. Os seus exércitos inebriavam-se com a vitória. Sentiam-se poderosos, estavam bem equipados e eram conduzidos por generais habilíssimos. A sua armada era superior em tudo à armada que os cristãos tinham para se defender. Estavam já em seu poder províncias das mais belas e tinham agora por objectivo dominar a França e a Itália, apoderar-se de Roma e transformar a Basílica de São Pedro em mesquita. 

São Pio V governava a Igreja; e este santo e grande Pontífice estava aterrorizado com o perigo que ameaçava arruinar a própria civilização cristã. Além de fracos, os governos cristãos estavam, infelizmente, muito divididos entre si. Intrigas, animosidades pessoais, ambições de cargos importantes impediam aquela união perfeita que se tornava tão necessária para resistir ao inimigo comum. Por fim formou-se a Liga Santa, sob o comando de João de Áustria.

São Pio V pôs toda a sua confiança no Rosário, trabalhando, ao mesmo tempo, incansavelmente por unir as, aliás fracas, forças cristãs. Deu ordem para que a armada dos cristãos se fizesse ao largo; e, embora eles fossem inferiores aos turcos em número, equipamento, artilharia e navios, incitou-os a que se batessem sem receio em nome de DEUS e de Nossa Senhora.

As duas esquadras defrontaram-se no dia 7 de Outubro. Para aumentar as dificuldades dos cristãos, o vento era lhes contrário, circunstâncias que, nesses tempos de navegação à vela, podia tornar-se fatal. Mas, obedecendo às ordens do Sumo Pontífice e colocando-os debaixo da protecção de Maria, a armada cristã investiu contra o inimigo com ânimo admirável. E de súbito, o vento, que se mostrava tão adverso, mudou soprou com violência contra os infiéis. A batalha durou umas poucas horas, com fúria encarniçada acabando pela total derrota da armadura turca. Tão completa e esmagadora foi a vitória que o poder do Islão ficou esmagado e salva a Cristandade.

Durante esses terríveis dias, e especialmente no dia da batalha São Pio V orava fervorosamente a Nossa Senhora do Rosário com fervor intenso, juntamente com jejum e penitência, recorrendo assim à Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo. Enquanto decorria a batalha, uma enorme multidão enchia a Praça de São Pedro, em Roma, e realizava-se uma procissão a Nossa Senhora do Rosário pelo sucesso da missão da Liga Santa contra os Turcos.


No momento da vitória entrou em êxtase e teve a revelação de que os cristãos tinham vencido. Voltando-se para os que o rodeavam, São Pio V deu-lhes a boa notícia e todos ajoelharam para dar graças a DEUS e à Nossa Senhora.

Para recordar e agradecer a DEUS pela vitória de Lepanto, alcançada pelas armas cristãs nesse 7 de Outubro de 1571, a Santa Igreja instituiu a festa de Nossa Senhora do Rosário. Prescrita primeiramente por Gregório XIII para certas Igrejas, foi estendida por Clemente XI ao mundo católico, em acção de graças por um novo triunfo alcançado por Carlos VI da Hungria sobre os Turcos em 1716.

adaptado de 'Milagres do Rosário'


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domingo, 6 de outubro de 2019

O Corpo de Jesus para todos, sem discernimento - Cardeal Sarah

Alguns padres hoje tratam a Eucaristia com perfeito desdém. Eles vêem a Missa como um banquete tagarela onde os cristãos que são fiéis aos ensinamentos de Jesus, os divorciados e recasados, homens e mulheres em situação de adultério e turistas não-baptizados a participar em celebrações Eucarísticas de grandes multidões anónimas têm todos acesso ao Corpo e Sangue de Cristo, sem distinção.

A Igreja tem de examinar urgentemente a adequação eclesial e pastoral destas celebrações Eucarísticas enormes com milhares e milhares de participantes. Há aqui um grande perigo de tornar a Eucaristia, "o grande Mistério da Fé", numa festa vulgar e de profanar o Corpo e o precioso Sangue de Cristo. Os padres que distribuem as sagradas espécies sem conhecer ninguém, e que dão o Corpo de Jesus para todos, sem discernimento entre cristãos e não-cristãos, participam na profanação do Santo Sacrifício da Eucaristia. 

Aqueles que exercem autoridade na Igreja tornam-se culpados, sob forma duma cumplicidade voluntária, de permitir sacrilégio e profanação do Corpo de Cristo que acontece nestas enormes e ridículas celebrações de si próprios, em que uma pessoa dificilmente percebe que "anunciais a morte do Senhor, até que Ele venha." (1Cor 11, 26).

Padres infiéis à "memória" de Jesus insistem no aspecto festivo e na dimensão fraternal da Missa ao invés do Sacrifício de Cristo na Cruz. A importancia das disposições interiores e a necessidade de nos reconciliarmos com Deus permitindo-nos ser purificados pelo sacramento da Confissão já não estão hoje "na moda". 

Mais a mais, obscurecemos o aviso de S. Paulo aos Coríntios: "Assim, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será réu do corpo e do sangue do Senhor. Portanto, examine-se cada um a si próprio e só então coma deste pão e beba deste vinho; pois aquele que come e bebe, sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a própria condenação. Por isso, há entre vós muitos débeis e enfermos e muitos morrem" (cf. 1 Cor 11, 27-30)

Cardeal Robert Sarah in 'La force du silence. Contre la dictature du bruit'


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A inigualável vida de Padre Pio



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sábado, 5 de outubro de 2019

Não há Paixão sem Pureza




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A Irmã Lúcia pedia que se rezasse esta oração sem cessar

ORAÇÃO POR PORTUGAL

Majestade Divina, Senhor da vida e da morte, dos que Vos amam e dos que Vos perseguem!

Por intercessão da Santíssima Virgem de Fátima, Rainha da Paz e nossa Mãe, Vos pedimos que não deixeis a nossa Pátria onde Maria ergueu o Seu trono, venha a ser dominada e destruída por obra dos Vossos inimigos.

Enviai os Vossos Santos Anjos a todos os locais da nossa terra e permiti que eles possam desenvolver as suas potências em todos os seus recantos, para que o inimigo não venha a triunfar na nossa Pátria.

Nós queremos formar um exército de almas que rezam para que Vós, Deus Uno e Trino, estendais a Vossa Mão poderosa sobre este povo que é de Maria Vossa Mãe.

Permiti, ó Deus, que as nuvens tempestuosas que pairam sobre a humanidade e tendem a espalhar-se e a submergir a nossa Pátria, sejam afastadas. Só Vós podeis salvar-nos!

Pela Vossa graça e especial protecção da nossa Padroeira Maria Imaculada e do Anjo Custódio de Portugal, permiti, ó Deus, que a nossa terra nunca seja aniquilada pelo inimigo.

Deus Santo, Deus Forte, Deus Todo-Poderoso, Deus Imortal, em união com todos os Santos Anjos, pedimo-Vos auxílio e Benção para a nossa Pátria, por Jesus Cristo Nosso Senhor. Ámen.


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sexta-feira, 4 de outubro de 2019

São Francisco dava prioridade à Liturgia

É impossível evangelizar hoje sem uma Liturgia linda e mística. É impossível chegar ao coração dos homens e mulheres sem a beleza dos ritos da liturgia católica, Liturgia essa do próprio Cristo, Senhor da Vida! É impossível falar ao coração humano sobre a Páscoa, sobre a Ressurreição sem a Liturgia solene e sóbria da Semana Santa! É impossível uma nova evangelização sem a Liturgia milenar, santa, da Tradição, do Evangelho, dos Santos e Santas. 

A liturgia jamais será um detrito do passado, mas é o lugar privilegiado para a verdadeira catequese, linguagem de Deus aos homens e linguagem dos homens a Deus. Só para lembrar: São Francisco de Assis jamais foi um homem "a-litúrgico", ele foi sim um homem que bebeu da "Liturgia" a Água viva, bebeu o Evangelho, bebeu a santidade. Assim São Francisco pensava sobre a Eucaristia:

Na Carta a toda a Ordem, pede-o especialmente aos seus irmãos: «E por isso a todos vós, irmãos, imploro no Senhor, beijando-vos os pés e com quanta caridade eu posso, que presteis toda a reverência e toda a honra que puderdes, ao santíssimo Corpo e Sangue de nosso Senhor.» A alguns movimentos heréticos que negam «a presença real de Cristo sob as espécies, fora da celebração», Francisco responde com um amor muito grande ao santíssimo Sacramento. 


Esse amor a Cristo, presente em todas as igrejas do mundo, é que o levava a não suportar vê-l’O em lugares indignos, em igrejas sujas e descuidadas. Aliás, o «testemunho mais eloquente dessa fé concreta e realista de Francisco [na eucaristia] é talvez a sua extrema susceptibilidade para com as faltas de respeito ao Sacramento.» Ainda no mundo, antes da sua entrega total a Deus, comprava objetos «que servissem de adorno das igrejas e fazia-os chegar secretamente aos sacerdotes pobres»; e quando saía pelas aldeias, levava consigo uma vassoura para varrer as igrejas e capelas por onde passasse.

O seu respeito para com o Santíssimo Sacramento era tal que, «Um dia, teve a ideia de enviar os irmãos pelo mundo com píxides preciosas, com a missão de colocarem o mais dignamente possível esse divino penhor da nossa redenção onde vissem que o conservavam com pouca reverência e decoro.»

Mas esse respeito não o movia apenas a um cuidado muito grande com a limpeza das igrejas, das alfaias sagradas e das píxides; também o levava a preparar-se, por meio de uma contínua purificação interior, para comungar o Corpo do Senhor do modo mais digno possível. Francisco tinha bem presente a advertência de São Paulo: «todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor. 


Portanto, examine-se cada um a si próprio e só então coma deste pão e beba deste vinho; pois aquele que come e bebe, sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a própria condenação». Daí não se cansar de a repetir nos seus escritos, convidando «todos os cristãos, religiosos, clérigos e leigos, homens e mulheres», e ainda «todas as autoridades e cônsules, juízes e reitores, em qualquer parte da terra»a fazerem penitência e a receberem o Corpo do Senhor com humildade e veneração.

Ah! Como é linda, é o céu aqui a Liturgia da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica!


Frei Cácio Petekov, Ofmcap


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São Francisco de Assis gritava pelas ruas: "O Amor não é amado"

O camponês perguntou: Que aconteceu, irmão, por que choras? O Irmão (S. Francisco) respondeu: Meu irmão, o meu Senhor está na Cruz e perguntas por que choro? Quisera eu ser neste momento o maior oceano da terra, para ter tudo isso de lágrimas. Quisera que se abrissem ao mesmo tempo todas as comportas do mundo e se soltassem as cataratas e os dilúvios para me emprestarem mais lágrimas. 

Mas ainda que juntemos todos os rios e mares, não haverá lágrimas suficientes para chorar a dor e o amor do meu Senhor crucificado. Quisera ter as asas invencíveis de uma águia para atravessar as cordilheiras e gritar sobre as cidades: o Amor não é amado! O Amor não é amado! Como é que os homens se podem amar uns aos outros se não amam o Amor?

Inácio Larrañaga in Irmão de Assis (Biografia de S. Francisco de Assis)


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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

4 teses do Sínodo da Amazónia que não são Católicas


Numerosos Bispos e Sacerdotes escreveram um curto documento resumindo as mais graves preocupações em relação ao Sínodo da Amazónia que terá lugar durante este mês no Vaticano.

Ao Santo Padre e aos Padres Sinodais

Nós, numerosíssimos prelados, sacerdotes e fiéis católicos de todo o mundo, vimos fazer presente que o Instrumentum laboris preparado para a próxima assembleia do Sínodo levanta interrogações sérias e suscita graves reservas, pela contradição tanto com pontos individuais da doutrina católica, ensinada desde sempre pela Igreja, como com a fé no Senhor Jesus, único Salvador de todos os homens. Extraímos do documento, seguindo o método clássico, quatro proposições em forma de "teses", usando as proprias ideias fundamentais do documento. Em consciência e com toda a sinceridade, o ensinamento por elas transmitido é inaceitável.

1 – A diversidade da região amazónica, sobretudo aquela religiosa, evoca um novo Pentecostes (IL 30): respeitá-la é reconhecer que há outros caminhos de salvação, sem os reservar exclusivamente à própria fé. Aliás, há grupos cristãos não católicos que ensinam outras maneiras de ser Igreja, sem censuras, sem dogmatismos, sem disciplinas rituais, e a Igreja católica deveria integrar alguns destas formas eclesiais (IL 138). Reservar a salvação exclusivamente ao próprio credo é destrutivo para esse mesmo credo (IL 39).

Esta última afirmação contida no n. 39 é particularmente escandalosa.

Contra, entre outros: Dominus Jesus 14 e 16.

2 – Um ensino da teologia pan-amazónica que tenha especialmente em conta os mitos, ritos e celebrações das culturas originais, é necessário para todas as instituições educativas (IL 98 c 3). Os ritos e as celebrações não cristãs são propostos como «essenciais para a saúde integral» (IL n. 87), e pede-se que «adaptem o ritual eucarístico às suas culturas» (IL n. 126, d). Sobre os ritos, ainda: IL nn. 87, 126.

Contra: Dominus Iesus 21.

3 – Entre os lugares teológicos (isto é, fontes da teologia, como a Sagrada Escritura, os Concílios, os Padres), encontramos o território [da Amazónia] e o grito dos seus povos (IL, nn. 18, 19, 94, 98 c 3, 98. d 2, 144).

Contra, entre outros: Dei Verbum 4, 7, 10.

4 – Sugere-se que se confira a ordenação a pessoas idosas com família e que se confira «ministérios oficiais» a mulheres. Propõe-se assim uma nova visão do sacramento da Ordem que não provém da Revelação, mas dos usos culturais dos povos amazónicos (que prevêem uma rotação na autoridade). Dever-se-ia então proceder a uma separação entre o sacerdócio e o munus regendi (IL 129 a 2, 129 a 3, 129 c 2).

Esta separação entre sacerdócio e munus regendi mina as bases eucarísticas do ministério da autoridade na Igreja.

Contra: Lumen gentium 21; Presbyterorum Ordinis 13.
Contra também: Sacerdotalis cælibatus, na totalidade e, em especial, 21 e 26; Odinatio sacerdotalis 1, 3 e 4; Pastores dabo vobis 26 e 29.

Grupo de trabalho Coetus Internationalis Patrum


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Santa Teresinha explica como lidar com pessoas que nos irritam

Há na comunidade uma irmã que tem o talento de me desagradar em todas as coisas; os seus modos, as suas palavras, o seu carácter eram-me muito desagradáveis. No entanto é uma santa religiosa que deve ser muito agradável ao bom Deus; assim, não querendo ceder à antipatia natural que sentia, disse a mim própria que a caridade não devia ser composta por sentimentos, mas por obras. 

Decidi então fazer por esta irmã aquilo que faria pela pessoa que mais amasse. Cada vez que a encontrava rezava ao Senhor por ela, oferecendo-Lhe todas as suas virtudes e méritos. Sentia que isso agradava a Jesus, pois não existe artista que não goste de receber louvores pelas suas obras e Jesus, o artista das almas, fica feliz quando não nos detemos no exterior mas, penetrando até ao santuário íntimo que Ele escolheu para morar, admiramos a sua beleza. 

Não me contentava em rezar muito pela irmã que me suscitava tantos combates, obrigava-me a fazer-lhe todos os favores possíveis e, quando tinha a tentação de lhe responder de modo desagradável, contentava-me em lhe fazer o meu sorriso mais amável e fazia por desviar a conversa. 

E também muitas vezes, tendo algumas relações de trabalho com essa irmã, quando os embates eram demasiado violentos, fugia como um desertor. Como ela ignorava totalmente o que eu sentia por ela, nunca desconfiou dos motivos da minha conduta e continua persuadida de que o seu carácter me agrada. 

Um dia, no recreio, disse-me mais ou menos estas palavras com um ar muito contente: «Pode dizer-me, irmã Teresa do Menino Jesus, o que a atrai tanto em mim, pois de cada vez que olha para mim vejo-a sorrir?» Ah, o que me atraía era Jesus, escondido no fundo da sua alma. Jesus torna doces as coisas mais amargas.

Santa Teresinha do Menino Jesus in Manuscrito autobiográfico (C 13 v°-14 r°)


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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

O que pensam os homens sobre a modéstia feminina?



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Quem são os Anjos da Guarda?

Tenho um anjo da guarda?
Sim, qualquer ser humano tem um anjo da guarda.
Quando é que recebi o meu anjo da guarda
No momento da concepção. O vosso anjo foi-vos dado mesmo antes das graças do baptismo! Isto é porque os anjos são dados aos seres humanos em virtude da nossa razão e não da nossa graça baptismal.
O meu anjo foi anjo da guarda de alguém antes de mim?
Provavelmente não. Cada ser humano recebe um anjo. No entanto, é teoricamente possível (apesar de muito improvável) que um anjo possa ser reposicionado se o seu primeiro humano for condenado ao inferno.
O meu anjo da guarda vai estar comigo na próxima vida?
Se forem para o Céu, o vosso anjo estará convosco na glória como companheiro e amigo eterno. Se forem para o inferno, o anjo vai deixar-vos e, em vez dele, receberão um demónio que vos vai atormentar para sempre.
O meu anjo da guarda já me conhecia antes de nascer?
Sim. Não só pelo conhecimento natural dos anjos, mas também por um conhecimento especial dado por Deus - o vosso anjo conheceu-vos desde o momento da sua entrada no Céu, depois da sua criação.
O meu anjo da guarda é um arcanjo?
Quase de certeza que não. Parece que os anjos da guarda são todos escolhidos do coro mais baixo de anjos, que se chama "Anjos". Os Arcanjos estão sobre este coro e não parecem ter a função dos anjos da guarda. É possível que um anjo da guarda possa receber ajuda e conselhos dos arcanjos, ou mesmo de um serafim.
O meu anjo está sempre comigo?
Sim, o vosso anjo vigia-vos sempre porque Deus vos guia sempre com a Sua providência. Um anjo está localmente presente quando actua como causa completa e imediata num corpo; assim, o anjo até pode estar localmente presente ao pé de vocês. Em qualquer dos casos, o vosso anjo está espiritualmente presente na vossa alma; a não ser que sejam condenados ao inferno depois da morte.
Os meus pecados fazem o meu anjo ficar triste?
Nem por isso. O vosso anjo goza da visão perfeita de Deus e, portanto, não pode estar triste, pois todos aqueles que vêem Deus estão felizes com perfeição. Tal como Deus permite que pequem, também o vosso anjo permite que caiam - isso não o faz ficar triste, porque ele tem sempre alegria ao olhar para o plano de Deus. Ainda assim, é provável que o vosso anjo experimente um desgosto geral com os vossos pecados.
O meu anjo da guarda luta contra demónios em meu nome?
Claro! Lembrem-se do livro de Tobias, Rafael salvou Tobias dos demónios a atormentar Sara.
O meu anjo da guarda pode trabalhar com outros anjos da guarda para obter algo muito bom?
Sim,de facto. O Padre Pio enviava regularmente o seu anjo da guarda para trabalhar com outros anjos. Os anjos regozijam-se em trabalhar juntos para o nosso maior bem.
O meu anjo da guarda discute com outros anjos da guarda?
Sim, num certo sentido. Os vários anjos da guarda trabalham a um nível mais imediato quando guiam a espécie humana. Assim, apesar de todos os anjos da guarda estarem totalmente dedicados ao plano de Deus, é possível que existam movimentos contrários parciais ou temporários na forma como este plano é concretizado. S. Tomás usa isto como uma interpretação da divisão entre Gabriel e o anjo da Pérsia no livro de Daniel. Como diz o Doutor Angélico, "Diz-se que os anjos se resistem uns aos outros; não que as suas vontades estejam em oposição, visto que são uma só mente no que toca ao cumprimento dos decretos Divinos, mas sim que as coisas sobre as quais procuram conhecimento estão em oposição" (ST I, q.113, a.8)
O meu anjo da guarda pode afectar a realidade física à minha volta?
Sim. Sta. Gemma Galgani pedia regularmente ao seu anjo da guarda para enviar cartas por ela - muitas cartas foram e vieram para o seu director espiritual, enquanto ele estava em Roma.
Posso dar um nome ao meu anjo da guarda?
Talvez, mas temos que ter em conta que normalmente compete é ao superior nomear o inferior. Assim, não parece próprio que um ser humano possa dar nome a um anjo.
O meu anjo tem um nome?
Quase de certeza, Deus nomeou todos os seus anjos - ou talvez os anjos superiores deram nomes aos inferiores.
Como é que eu descubro o nome do meu anjo da guarda?
Podem experimentar perguntar. Mas também é possível que não vos seja revelado imediatamente. Penso que no Céu todos saberemos os nomes dos anjos da guarda.
É possível ter uma devoção exagerada ao nosso anjo?
Desde que tenham em mente que o vosso anjo é uma expressão do amor e da providência de Deus (e não um ser para ser considerado sozinho), não há perigo deter uma devoção demasiado forte ao vosso anjo da guarda.
Cristo tinha um anjo da guarda?
Sim, como qualquer outro ser humano, Cristo tinha um anjo da guarda. É provável que o seu anjo da guarda fosse o maior de todos os anjos do coro inferior de anjos
O anti-Cristo vai ter um anjo da guarda?
Se for um ser humano vai ter um anjo da guarda. Mesmo que ele venha a ser um grande inimigo de Deus, o Senhor vai continuar a amá-lo - a expressão deste amor é o dom de umanjo da guarda.
Quantos anjos existem e poderiam ser potenciais guardas?
Existem incomparavelmente mais anjos que seres humanos. Assim, apesar de os anjos da guarda só serem escolhidos do coro mais baixo dos anjos, é provável que o coro tenha bem mais anjos que o número de humanos que já existiram, existem e vão existir. O único limite ao número de anjos da guarda é o número de humanos e não o número de anjos.
Todos os santos anjos da guarda, roguem por nós!
in New Theological Movement


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