sábado, 10 de dezembro de 2016

Oração do Papa Francisco a Nossa Senhora


Ó Maria, nossa Mãe Imaculada,
no dia da tua festa venho a Ti,
e não venho sozinho:
trago comigo todos aqueles que o teu Filho me confiou,
nesta Cidade de Roma e no mundo inteiro,
para que Tu os abençoes e os salves dos perigos.

Levo-Te, Mãe, os meninos,
especialmente aqueles que estão sós, abandonados,
e que por isso são enganados e explorados.
Levo-Te, Mãe, as famílias,
que levam para a frente a vida e a sociedade
com o seu empenho quotidiano e discreto;
em particular as famílias que sofrem mais
por tantos problemas internos e externos.
Levo-Te, Mãe, todos os trabalhadores, homens e mulheres,
e confio-te especialmente o que, por necessidade,
se esforça por lutar num trabalho indigno
e aquele que perdeu o trabalho ou não consegue encontrá-lo.

Precisamos da tua protecção Imaculada,
para recuperar a capacidade de olhar as pessoas e as coisas
com respeito e reconhecimento
sem interesses egoístas ou hipocrisias.

Precisamos do teu coração Imaculado,
para amar de forma gratuita,
sem segundos fins mas procurando o bem do outro,
com simplicidade e sinceridade, renunciando às máscaras e aos truques.

Precisamos das tuas mãos Imaculadas,
para acariciar com ternura,
para tocar a carne de Jesus
nos irmãos pobres, doentes, desprezados,
para levantar o que caiu e sustentar o que vacila.

Precisamos dos teus pés Imaculados,
para andar ao encontro do que não sabe dar o primeiro passo,
para caminhar sobre os trilhos do que se perdeu,
para andar a encontrar as pessoas que estão sozinhas.

Agradecemos-Te, ó Mãe, para que mostrando-te a nós,
nos livres de toda a mancha do pecado,
Tu recordas-nos que acima de tudo está a graça de Deus,
está o amor de Jesus Cristo que deu a vida por nós,
está a força do Espírito Santo que tudo renova.

Faz com que não cedamos ao desencorajamento,
mas, confiando na tua ajuda constante,
nos empenhemos a fundo para nos renovarmos a nós mesmos,
a esta Cidade e ao mundo inteiro.

Roga por nós, Santa Mãe de Deus!

Papa Francisco, 8/12/2016


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O retorno à devoção eucarística

Quarant' Ore no Oratório de S. Filipe Néri em Brompton
O grande mal de nossa época é que não vamos a Jesus Cristo como a seu Salvador e a seu Deus. Abandona-se o único fundamento, a única fé, a única graça da salvação... Então o que fazer? Retornar à fonte da vida, mas não ao Jesus histórico ou ao Jesus glorificado no céu mas sim ao Jesus que está na Eucaristia. Temos que fazê-lo sair de seu esconderijo para que possa de novo colocar-se à cabeça da sociedade cristã... Que venha cada vez mais o reino da Eucaristia: Adveniat regnum tuum!

São Pedro Julião Eymard


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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Como estabelecer um Altar e o Terço em família durante o Advento

Sinopse: Se viverem o Advento de uma certa maneira, não só vão estabelecer um altar de família para o ano inteiro, mas também vão estabelecer o terço diário em família. Eis como:




Para a família Marshall, o Terço diário em família começou um ano no Advento. A Joy e eu sabíamos que devíamos rezar o Terço em família todos os dias. Afinal de contas, Nossa Senhora de Fátima pediu para as famílias rezarem o Terço todos os dias. Mais ainda, os Papas têm pedido repetidas vezes pelo Terço em família, concedendo mesmo uma indulgência plenária por isso. Por isso nós devíamos rezá-lo, mas não sabíamos como começar. Sem sabermos, o Advento viria a tornar-se o modo para o Terço diário se tornar consagrado na nossa vida doméstica de cada dia. Aconteceu assim...

Todos os anos a nossa família acende uma coroa de advento muito bonita, com velas altas e largas - não só nos Domingos do Advento mas em cada do dia do Avento (i.e. acende um vela roxa todas noites na primeira semana - duas velas na segunda semana, etc.). Normalmente eu lia um versículo da Escritura e falávamos sobre isso e depois rezámos em família. Fazíamos isto já desde os nossos dias como episcopalianos. Quando os bébés começaram a crescer, eles faziam qualquer coisa para acender as velas porque, tal como já disse, as crianças gostam mesmo do fogo.

Se disserem a um pequeno menino, "Podes acender as velas do Advento, se comeres todas as tuas ervilhas" então a criança vai comer as suas ervilhas. Isto também funciona na Missa. Já acalmei o meu de três a dizer baixinho: "Se queres acender uma vela no fundo da igreja, é melhor parares de andar à volta!"

Assim o Advento foi a única altura consistente em que nos juntávamos como uma família à noite para rezar. Rezávamos como as crianças antes de dormir, mas isto era em grupo. As crianças gostavam das nossas noites de Advento porque podiam acender as velas e depois soprá-las quando acabava. Naturalmente, o Advento foi a altura ideal para inserir o Terço de família e foi isso que aconteceu.

As crianças, dos 3 aos 7 de idade, vão tentar rezar e seguir as contas se puderem "brincar com o fogo". As velas do Advento são o meio de conseguir isto.

Por isso, quando o Advento acabou, continuámos a rezar o Terço para os 12 dias de Natal e continuámos a acender essas velas. Depois veio a Epifania e tínhamos que guardar as velas. Uh oh. As crianças queriam acender as velas! Mas nós não podíamos manter a Coroa de Advento fora o ano inteiro...

Assim fizemos um altar de família permanente... acrecentámos um crucifixo... e claro: velas. E o Terço em família simplesmente continuou e tem continuado sem interrupções até este dia. Mesmo com baby sitters, as crianças vão rezar o Terço. É como lavar os dentes ou pôr desodorizante. Rezar o Terço é simplesmente uma coisa que se faz.

Ainda estamos na primeira semana do Advento. Se não rezam o Terço em família, não é tarde. Deixem os miúdos acender as velas e arranjem uma estátua mesmo bonita de Nossa Senhora ou um crucifixo para ter por perto. Quando o Advento acabar, tirem a coroa, e repitam. Whola. É mais simples do que pensavam.

Tenham um feliz e santo Advento e façam dele um tempo para crescer mais perto de Maria e Jesus - através do Santo Terço. 





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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Akathistos - Cantado de pé para a Nossa Mãe do Céu

O hino Akathistos (ou seja, “cantado de pé”) é a mais bela composição mariana do Rito Bizantino. Canta o mistério da encarnação salvífica do Verbo de Deus, desde a anunciação até à parusia, contemplando a Virgem Mãe indissoluvelmente unida a Cristo e à Igreja. Composto pouco depois do Concílio de Calcedónia (451), apresenta em forma de síntese orante, tudo o que a Igreja dos primeiros séculos acreditou e exprimiu sobre Maria em declarações do magistério e no consenso universal da fé - e que a Igreja continua a acreditar.

Maria é "ícone da Igreja, símbolo e antecipação da humanidade transfigurada pela graça, modelo e esperança segura para todos aqueles que dirigem os seus passos para a Jerusalém do Céu" (Orientale Lumen, 6)

Este dia estamos todos repletos de profunda alegria: a alegria de louvar Maria com o Hino "Akathistos", tão querido à tradição oriental. É um cântico todo centrado em Cristo, contemplado à luz da sua Virgem Mãe. Por 144 vezes ele convida-nos a renovar a Maria a saudação do Arcanjo Gabriel: Ave Maria! Repercorremos as etapas da sua existência e louvamos os prodígios realizados nela pelo Omnipotente: desde a concepção virginal, início e princípio da nova criação, até à sua maternidade divina, à partilha da missão do seu Filho, sobretudo nos momentos da sua paixão, morte e ressurreição. Mãe do Senhor ressuscitado e Mãe da Igreja, Maria precede-nos e guia-nos ao conhecimento autêntico de Deus e ao encontro com o Redentor. Ela indica-nos o caminho e mostra-nos o seu Filho. Ao celebrá-la com alegria e gratidão, honramos a santidade de Deus, cuja misericórdia fez maravilhas na sua humilde serva. Saudámo-la com o título de Cheia de graça e imploramos a sua intercessão por todos os filhos da Igreja que, com este Hino Akathistos, celebra a sua glória.
Que ela nos guie à contemplação, no próximo Natal, do mistério de Deus feito homem para nossa salvação! (S. João Paulo II - 8 de Dezembro de 2000)
Mãe de Deus Soberana Virgem!
Erguemos para Ti nossos louvores,
O nosso cântico de acção de graças!
Teu poderoso braço nos envolva qual sólida muralha!
Salva-nos do perigo! Salva-nos do perigo!
Não tarde o Teu socorro aos fiéis que Te cantam:

Salve, Esposa Imaculada!
Enviado do Céu veio sublime Arcanjo Para saudar a Mãe de Deus: – Ave Maria! E ao ver que, à sua voz, Deus Se fazia homem Junto dela cantou o seu deslumbramento:

Ave Maria! Tu és o resplendor da nossa Salvação! Ave Maria! Por Ti a maldição enfim desaparece! Ave Maria! És Tu quem levanta Adão da sua queda! Ave Maria! Enxugas finalmente as lágrimas de Eva! Ave Maria! Montanha inacessível ao pensamento humano! Ave Maria! Oceano impenetrável ao próprio olhar dos Anjos! Ave Maria! És o trono e o palácio do divino Rei! Ave Maria! Sustentas em Ti Aquele que sustenta o Universo! Ave Maria! Estrela que anuncias o Sol que vai nascer! Ave Maria! És o fecundo seio da incarnação divina! Ave Maria! Todas as criaturas em Ti são recriadas! Ave Maria! Em Ti o Criador tornou-Se uma criança!

Salve, Esposa Imaculada!
Maria, conhecendo a Sua Virgindade, Respondeu firmemente ao Anjo Gabriel: “Não entende a minha alma tão rara Palavra: Um filho gerarei sem deixar de ser Virgem?”

Alleluia! Alleluia! Alleluia!
Tão profundo mistério buscando entender, Pergunta ao Anjo a Virgem: – “No meu casto seio Como será possível ser gerado um filho?” E em grande reverência o Anjo assim cantava:

Ave Maria! Inefáveis desígnios Te foram revelados! Ave Maria! És guardiã dum secretíssimo Mistério! Ave Maria! Ó sagrado começo dos prodígios de Cristo! Ave Maria! Sumário de todas as Suas divinas verdades! Ave Maria! Escada celeste por onde desce o Senhor! Ave Maria! Ponte que nos levas da terra para o Céu! Ave Maria! Inesgotável prodígio cantado pelos Anjos! Ave Maria! Fonte de lamentos para demónios! Ave Maria! Que dás à luz inefavelmente a Luz! Ave Maria! Que não revelaste a ninguém um tal mistério! Ave Maria! Cujo saber ultrapassa toda a ciência dos sábios! Ave Maria! És a iluminação do espírito dos crentes!

Salve, Esposa Imaculada!
Cobriu de Sua sombra o Omnipotente Deus A imaculada Esposa e fê-la conceber. O seu fecundo ventre é como um campo fértil, Seara redentora dos que assim exultam:

Alleluia! Alleluia! Alleluia!
Levando o Senhor Deus no seu materno seio Entrou a Virgem-Mãe na casa de Isabel: No ventre de Isabel, em saltos de alegria, Louvou João a Mãe do Cristo Salvador:

Ave Maria! Haste de onde brota a incorruptível flor! Ave Maria! Ramo de onde nasce o saboroso fruto! Ave Maria! Jardim onde germina o Senhor nosso Amigo! Ave Maria! Canteiro semeado de Quem semeia a nossa vida! Ave Maria! Campo que produz a abundância do perdão! Ave Maria! Sagrada Mesa do banquete propiciatório! Ave Maria! Para nós cultivas um jardim delicioso! Ave Maria! Às nossas almas preparas um abrigo de paz! Ave Maria! Tu és um incenso de agradável odor! Ave Maria! És o dom propício para o universo! Ave Maria! Benevolência de Deus para a criatura humana! Ave Maria! Advogada nossa na presença do Senhor!

Salve, Esposa Imaculada!

Sentindo o coração de dúvidas cercado Sofre o casto José a dor da suspeição: Conhecendo-Te Virgem mas Te vendo Mãe, Ouve o Espírito Santo e exclama de alegria:


Alleluia! Alleluia! Alleluia!
Ouviram os pastores o louvor dos Anjos À vinda do Senhor que se tornara humano; Ao seu Pastor correndo, viram-n’O Cordeiro Nos braços de Maria a quem assim cantaram:

Ave Maria! Mãe do Cordeiro e Mãe do Bom Pastor! Ave Maria! Redil que recebes as espirituais ovelhas! Ave Maria! Tu as proteges dos lobos devoradores! Ave Maria! És tu quem nos abre as portas do Paraíso! Ave Maria! Por ti o Céu exulta de harmonia com a terra! Ave Maria! Por ti os Anjos rejubilem convivendo com os homens! Ave Maria! Boca dos Apóstolos que jamais conheces o silêncio! Ave Maria! Incomparável Coragem dos vitoriosos Mártires! Ave Maria! Firmíssima coluna em que se apoia a nossa fé! Ave Maria! Radiosa manifestação da graça de Senhor! Ave Maria! Por ti o negro inferno é despojado das suas vítimas! Ave Maria! Por ti vestimos de novo a gloriosa claridade!

Salve, Esposa Imaculada!
Quando viram a Estrela por Deus dirigida, Os Magos a seguiram – rútila bandeira! A Luz os conduziu ao Rei omnipotente E aos pés do Inacessível cantaram em júbilo:

Alleluia! Alleluia! Alleluia!
Vendo o seu Criador, os Magos da Caldeia No regaço da Virgem o Senhor adoram! Em seu aspecto humano Lhe oferecem prendas E cantam de alegria à Bem-Aventurada:

Ave Maria! Mãe da Estrela que não tem ocaso! Ave Maria! Aurora do Dia de espiritual claridade! Ave Maria! Por quem foi extinto o clarão infernal! Ave Maria! Luz que nos revelas o mistério da Trindade! Ave Maria! Expulsaste do seu reino o Tirano dos homens! Ave Maria! Ostensório de Cristo Senhor, o Amigo dos homens! Ave Maria! Tu nos libertaste dos cultos do paganismo! Ave Maria! Tu nos libertaste das nossas vãs acções! Ave Maria! Tu fizeste desaparecer a adoração do fogo! Ave Maria! Tu em nós apaziguaste o fogo das paixões! Ave Maria! Guia que nos orienta para a sabedoria de Deus! Ave Maria! Exultante alegria de toda a humanidade!

Salve, Esposa Imaculada!
Arautos do Senhor, cumprindo as profecias, Regressaram os Magos para Babilónia: Anunciaram Cristo a todas as nações, Apenas não cantando Herodes-o-Tirano:

Alleluia! Alleluia! Alleluia!
E no Egipto, Senhor, brilhou Vossa Verdade E as trevas da mentira Vós as expulsastes: Seus ídolos tombaram frente à vossa Luz E o povo libertado a Virgem aclamou:

Ave Maria! Esperança dos homens e seu ressurgimento! Ave Maria! Desespero dos demónios e sua derrocada! Ave Maria! Os teus pés esmagaram a serpente enganadora! Ave Maria! Tu lançaste por terra a máscara dos ídolos! Ave Maria! Mar onde foi engolido o Faraó diabólico! Ave Maria! Rochedo que dais água aos que têm sede da vida! Ave Maria! Coluna de fogo que nos orientas nas trevas! Ave Maria! Muralha abrigo do mundo, mais vasta que o firmamento! Ave Maria! Vaso contendo o maná, nosso pão celestial! Ave Maria! Serva que nos preparas as sacrossantas delícias! Ave Maria! Inefável paraíso da Terra Prometida! Ave Maria! Ó Terra da Promessa onde correm o leite e o mel!


Salve, Esposa Imaculada!

Estando Simeão no termo dos seus dias, Em forma de criança viram-Te os seus olhos: Em ti reconheceu a perfeição divina E Te aclamou – ó Sapiência Inacessível:

Alleluia! Alleluia! Alleluia!
O Eterno Criador fez nova a Criação Mostrando-se criança às suas criaturas: Imaculado ventre O gera sem o sémen E por tal maravilha, Mãe-Virgem, Te cantamos:

Ave Maria! Botão do qual floresce a vida que não tem fim! Ave Maria! Preciosa coroa da excelsa castidade! Ave Maria! Imagem fulgurante da Ressurreição! Ave Maria! Só Tu és igual à condição dos Anjos! Ave Maria! Árvore de luminosos frutos, alimento dos fiéis! Ave Maria! Árvore de frondosa frescura, abrigo de multidões! Ave Maria! Do Teu seio foi nascido o Salvador dos errantes! Ave Maria! Tu deste aos pobres cativos um libertador! Ave Maria! Advogada que nos defende diante do Juiz equitativo! Ave Maria! És a reconciliação de tantos pecadores! Ave Maria! Manto que revestes os despidos pela desgraça! Ave Maria! Ternura que ultrapassas todos os gestos de amor!

Salve, Esposa Imaculada!
Perante a maravilha deste nascimento Levantemos ao Céu os nossos corações: Homem humilde, o excelso Deus à terra veio Chamar para as alturas quantos O louvarem:

Alleluia! Alleluia! Alleluia!
Sem ter deixado os Céus, o transcendente Verbo Por divina vontade em corpo humano incarna, Deixando inviolado o corpo virginal Da Mãe por Si eleita, Aquela que aclamamos:

Ave Maria! Tabernáculo d’Aquele que os espaços não encerram! Ave Maria! Pórtico de entrada para o insondável mistério! Ave Maria! Estranha notícia que os descrentes não entendem! Ave Maria! Ó evidente glória para aqueles que acreditam! Ave Maria! Carro triunfal de Deus transportado pelos Querubins! Ave Maria! Trono glorioso de Deus transportado pelos Serafins! Ave Maria! Tu levas à unidade o que se encontra disperso! Ave Maria! Em Ti a virgindade tornou-se maternal! Ave Maria! Tu desprendes os laços que nos ligam à morte! Ave Maria! Por Ti o paraíso é de novo aberto! Ave Maria! És a porta do Céu, a chave do Reino de Cristo! Ave Maria! És o penhor de esperança da felicidade eterna!

Salve, Esposa Imaculada!
Assombraram-se os Anjos face à Incarnação Ao ver o Inacessível tão ao pé dos homens! Com os mortais humanos conversava Deus E deles recebia a sua aclamação:

Alleluia! Alleluia! Alleluia!
Os grandes oradores, como peixes mudos, Ao falarem de Ti – ó Mãe de Deus – ignoram Como é que foste Mãe guardando a virgindade, Admirável mistério por que Te louvamos:

Ave Maria! Vaso da admirável sabedoria de Deus! Ave Maria! Tu guardas o tesouro da providência divina! Ave Maria! Diante de Ti os sábios são simples ignorantes! Ave Maria! Diante de Ti os Mestres revelam-se insensatos! Ave Maria! Diante de Ti os inventores do mal sentem-se confundidos! Ave Maria! Diante de Ti desaparecem os contadores de mitos! Ave Maria! Tu rasgas as armadilhas dos pensadores de Atenas! Ave Maria! És Tu quem enche as redes aos pescadores de homens! Ave Maria! És Tu quem nos afasta dos abismos da ignorância! Ave Maria! És Tu quem nos dá a luz da verdadeira ciência! Ave Maria! Navio que nos salva das furiosas ondas! Ave Maria! Porto de paz para os navegantes!

Salve, Esposa Imaculada!
Para salvar o mundo, por vontade Sua, O Criador Se faz dos homens o Pastor! Homem igual a nós, de Deus faz-Se Cordeiro; A Si igual nos faz – por isso Lhe cantamos:

Alleluia! Alleluia! Alleluia!
Ó Virgem Mãe de Deus, das virgens fortaleza, Muralha que proteges os que em Ti se abrigam: Vestiu-Te o Criador da máxima beleza Para habitar teu seio e para Te cantarmos:

Ave Maria! Coluna de inocência e de virgindade! Ave Maria! Porta da Salvação e da redenção dos homens! Ave Maria! A nova criação em Ti foi começada! Ave Maria! Mensageira que trazes a divina caridade! Ave Maria! Trouxestes a liberdade aos nascidos no pecado! Ave Maria! Acendestes a luz nos corações perdidos! Ave Maria! Aos Teus pés esmagaste a serpente da corrupção! Ave Maria! Destes à luz o Cordeiro da imaculada pureza! Ave Maria! O Teu leito de núpcias é leito de castidade! Ave Maria! És a íntima união dos fiéis com o Senhor! Ave Maria! És o sustente das virgens, o alimento dos castos! Ave Maria! Vestes as nossas almas para as núpcias do Cordeiro!

Salve, Esposa Imaculada!
Não chegam nossos hinos para Vos louvarem – Senhor – os vossos actos de misericórdia! Como a areia do mar fossem tão incontáveis, Não seriam bastantes para Vos cantar:

Alleluia! Alleluia! Alleluia!
Fogo resplandecente em mais escura noite, Um místico farol a Virgem nos acende: Guia que nos conduz à celestial Ciência, Louvamos seu fulgor num cântico de júbilo:

Ave Maria! Claridade que anuncia o Sol do Povo de Deus! Ave Maria! Fulgurante clarão da Luz que não tem ocaso! Ave Maria! Deslumbrante fulgor que acende os nossos corações! Ave Maria! Tempestade cujos raios atingem o cruel Inimigo! Ave Maria! Mensageira que és portadora do sacrossanto Fogo! Ave Maria! Estuário que recebes um rio de águas abundantes! Ave Maria! Imagem viva e santa da nascente do Baptismo! Ave Maria! Tu lavas as nossas almas das manchas do pecado! Ave Maria! Vaso em que se purifica a nossa consciência! Ave Maria! Cálice que derramas a alegria e a vida! Ave Maria! Perfume que nos envolve de espiritual suavidade! Ave Maria! Luz viva que foste acesa no celestial banquete!

Salve, Esposa Imaculada!
A nós, seus devedores, o perdão concede E ao nosso encontro vem o Deus de quem fugimos! Perdoa a culpa humana e as dívidas esquece! Da humanidade inteira escute a aclamação:

Alleluia! Alleluia! Alleluia!
O Teu parto exaltamos em louvor eterno, Ó Santa Mãe de Deus, seu verdadeiro Templo! O Altíssimo Senhor Te fez Sua Morada: Nós Te glorificamos, nós Te bendizemos:

Ave Maria! Sagrada Tenda onde vive o Verbo Filho de Deus! Ave Maria! És mais que o Santo dos Santos, no Templo de Jerusalém! Ave Maria! Arca revestida a ouro pelo Espírito de Deus! Ave Maria! Tesouro inesgotável do qual a Vida emana! Ave Maria! Precioso diadema dos príncipes cristãos! Ave Maria! Ó venerável glória dos santos sacerdotes! Ave Maria! Ó inexpugnável torre da Santa Igreja de Deus! Ave Maria! Ó inabalável defesa de todo o povo cristão! Ave Maria! Por Ti nós exultamos erguendo estandartes! Ave Maria! Por Ti foi derrotado o Inimigo da humanidade! Ave Maria! Remédio para os corpos e salvação das almas!

Salve, Esposa Imaculada!
Virgem e Mãe, digníssima de ser louvada, O Verbo deste à luz, dos santos o Santíssimo! Protege de futuras penas e desgraças O Povo que Te exalta em cântico de júbilo:

Alleluia! Alleluia! Alleluia!
Neste dia da Imaculada Conceição da Virgem Maria, rezemos à Santíssima Virgem, Rainha de Portugal, pelo nosso país, pela conversão dos pecadores e pela exaltação da Santa Igreja:
O Maria sine labe originali concepta, ora pro nobis qui confugimus ad te!

PF


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A Imaculada Conceição e a História de Portugal

As Nações sobrevivem à erosão do tempo e permanecem vivas na história dos povos se prosseguirem na fecundidade que lhes vem da sua espiritualidade e da sua cultura. A diluição espiritual e cultural de um povo significará inevitavelmente a perca da sua identidade e a sua fusão num hoje sem futuro.

A História de Portugal regista dois momentos altos na recuperação da sua independência: a Revolução 1383-1385 e a Restauração de 1640.

Na Revolução de 1383-1385 salienta-se o cerco de Lisboa, que durou cerca de cinco meses e terminou em princípios de setembro de 1384, acentuando-se durante o assédio, o significado da vitória alcançada por D. Nuno Alvares Pereira em Atoleiros a 6 de abril de 1384 e a eleição do Mestre de Aviz para Rei de Portugal, curiosamente a 6 de abril de 1385. Em 15 de agosto travou-se a Batalha de Aljubarrota, sob a chefia de D. Nuno Alvares Pereira, símbolo da vitória e da consolidação do processo revolucionário de 1383-1385.

No movimento da restauração destaca-se a coroação de D. João IV como Rei de Portugal, a 15 de dezembro de 1640, no Terreiro do Paço em Lisboa.

A Solenidade da Imaculada Conceição liga estes dois acontecimentos decisivos na História da independência de Portugal e no contexto das Nações Europeias. Segundo secular tradição foi o condestável D. Nuno Alvares Pereira quem fundou a Igreja de Nossa Senhora do Castelo em Vila Viçosa e quem ofereceu a imagem da Virgem Padroeira, adquirida na Inglaterra. Este gesto do Contestável reconhece que a mística que levou Portugal à vitória veio da devoção de um povo a Nossa Senhora da Conceição.

Aliás, já desde o berço, já aquando da conquista de Lisboa por D. Afonso Henriques, havia sido celebrado um pontifical de ação de graças, em Lisboa, em honra da Imaculada Conceição.

A espiritualidade que brotava da devoção a Nossa Senhora da Conceição foi novamente sublinhada no gesto que D. João IV assumiu ao coroar a Imagem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa como Rainha de Portugal nas cortes de 1646.

Esta espiritualidade imaculista foi igualmente assumida por todos os intelectuais, que na prestigiada Universidade de Coimbra defenderam o dogma da Imaculada Conceição sob a forma de um juramento solene.

De tal modo a Imaculada Conceição caracteriza a espiritualidade dos portugueses, que durante séculos o dia 8 de dezembro foi celebrado como "Dia da Mãe" e João Paulo II incluiu no seu inesquecível roteiro da Visita Pastoral de 1982 dois Santuários que unem o Norte e o Sul de Portugal: Vila Viçosa no Alentejo e o Sameiro no Minho.

O dia 8 de dezembro transcende o "Dia Santo" dos Católicos e engloba indubitavelmente a comemoração da Independência de Portugal, que o dia 1 de dezembro retoma. O feriado do dia 8 de dezembro é religioso, mas é também celebrativo da cultura, da tradição e da espiritualidade da alma e da identidade do povo português.

Não menos importante, e em âmbito religioso e litúrgico, o tema da Imaculada Conceição da Virgem Maria é já abundantemente abordado pelos Padres da Igreja. Será o Oriente cristão o primeiro a celebrá-la. Festividade que chega à Europa Ocidental e ao continente europeu pelas mãos das cruzadas Inglesas nos séc. XI e XII. Vivamente celebrada pelos franciscanos a partir de 1263, será o também franciscano Sixto IV, Papa, que a inscreverá no calendário litúrgico romano em 1477.

De facto, o debate e a celebração desta festividade em toda a Europa é acompanhada pela história do próprio Portugal. Coimbra, como já vimos, tem um importante papel em todo este processo.

Em 8 de dezembro de 1854, viverá a Igreja o auge de toda esta riqueza teológica e celebrativa. Através da bula "Ineffabilis Deus", Pio IX, após consultar os bispos do mundo, definirá solenemente o dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria.

Não estamos diante de uma simples festa cristã ou de capricho religioso. O dogma resulta de tudo quanto a Igreja viveu até aqui e vive hoje em toda a sua plenitude. Faz parte da identidade da Igreja. Isso mesmo o prova o texto proclamado por Pio IX que apoia a sua argumentação nos Padres e Doutores da Igreja e na sua forma de interpretar a Sagrada Escritura. Ele, de facto, reconhece que este dogma faz parte, depois de muitos séculos, do ensinamento ordinário da Igreja.

Portugal, segundo Nuno Alvares Pereira, ou melhor, São Nuno de Santa Maria, e D. João IV isso mesmo o demonstram, não só como resultado da sua própria fé mas como expressão de um povo deveras agradecido pela sua Independência e Liberdade.

A Conceição Imaculada da Virgem é um dogma de fé segundo o qual Maria é considerada a primeira redimida pela Páscoa de Cristo.

Pe. Francisco Couto,
Reitor do Santuário de Vila Viçosa, professor do Instituto Superior de Teologia de Évora
Pe. Senra Coelho, professor do Instituto Superior de Teologia de Évora, Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa. (O Pe. Senra Coelho é actualmente Bispo Auxiliar em Braga.)
in Agência Ecclesia (6/12/2015)



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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Cheia de Graça é o nome mais bonito de Maria




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Quando uma mulher árabe beijou os pés de Bento XVI

A visita apostólica ao Líbano, em Setembro de 2012 foi uma das últimas viagens do Papa Bento XVI. Durante o ofertório da Missa em Beirute, a católica libanesa que cantava aproximou-se do Papa, emocionada, ajoelhou-se e beijou-lhe os pés. O Santo Padre não se perturbou com o gesto, entendendo a grande humildade daquela mulher e o amor que ela demonstrava à santidade do seu ministério e não à sua pessoa.
Vídeo: 'Direto da Sacristia'


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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

S. Josemaria e S. Nicolau - Uma amizade sem fim?

Depois de fundar o Opus Dei em 1928, uma das primeiras iniciativas de S. Josemaria foi abrir uma residência de estudantes em Madrid.

Muitos dos primeiros membros da Obra conheceram S. Josemaria através desta residência. Além de residência, a casa era também uma academia onde muitos estudantes iam estudar e ter algumas explicações. Chamava-se Academia DYA, que significava oficialmente Derecho y Arquitectura, mas para S. Josemaria significava Dios y Audacia, um lema que veio a marcar o apostolado da Obra pelo mundo fora.

Uma das audácias de S. Josemaria tinha sido comprar o espaço da residência, vários andares de um prédio no centro de Madrid, sem ter praticamente dinheiro. Mês a mês arranjava dinheiro para pagar as prestações que devia. Em Dezembro de 1934 a situação complicou-se e S. Josemaria não via como arranjar dinheiro para pagar esse mês.

No dia 6 de Dezembro, festa de S. Nicolau, conseguiu resolver o problema. Quando ia celebrar Missa, a subir os degraus para o altar, rezou para dentro e pediu a S. Nicolau para interceder pela situação económica da Academia DYA. Disse que se S. Nicolau ajudasse, o faria intercessor da Obra. Logo a seguir reconsiderou e imediatamente disse que faria de S. Nicolau intercessor da Obra de qualquer maneira, mesmo que não obtivesse a graça que queria. Mas o favor foi obtido e a residência pagou-se a tempo.

Desde então S. Nicolau tornou-se o intercessor oficial da Obra para as questões financeiras. 

in qualquer biografia de S. Josemaria


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O mais santo acto de religião

"Sabe, cristão, que a Missa é o mais santo acto de religião. Tu não consegues fazer nada que glorifique mais a Deus, não há nada pelo qual a tua alma lucre mais do que pela tua devoção a assistir à Missa e assistir à mesma o maior numero de vezes possível."
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São Pedro Julião Eymard (1868) é conhecido hoje como o Apóstolo da Eucaristia devido ao seu grande amor por Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento. Como fundador de um instituto religioso na sua terra natal, França, e um proponente da Comunhão e da adoração Eucarística frequentes, devemos refletir nas suas palavras sobre a Santa Missa.



Em todas as missas nós somos participantes no mesmo acto da nossa própria redenção. Pensemos sobre isto por um momento. O Bispo Fulton Sheen relembrou-nos que a Missa é o “acto de coroação do culto cristão” e que, no altar, é reencontrada a memória da Sua Paixão. Nós estamos lá, no Calvário, sempre que vamos à Missa. Quando o sacerdote oferece o Santo Sacrifício do Filho ao Pai, nós participamos unindo as nossas orações com as dele, oferecendo-as também a Deus. 

É óbvio pelo declínio geral visto nas presenças na Missa durante as últimas quatro décadas que poucos compreendem esta dimensão sobrenatural da sagrada liturgia. Demasiados católicos simplesmente não percebem o que está a acontecer na Missa. Aqueles de nós que escrevem sobre o assunto com regularidade fazem-no com esta verdade infeliz em mente. 

Restaurar a ideia do sagrado, instigando uma compreensão do sentido sobrenatural da Missa e reconhecendo que a Missa é, de facto, a “coroação do culto cristão” e “o mais santo acto de religião” não é somente um problema intelectual. A catequese é mais do que transmitir uma ideia; é também experienciar conhecimento. A ignorância sobre a Missa é uma falha litúrgica e de catequese. Lex orandi, lex credendi.


Como podemos imaginar, outros famosos santos da Santa Madre Igreja, escreveram sobre a verdade e o poder da Missa. São Francisco de Assis disse uma vez: "Os Homens deviam tremer, o mundo devia abanar, todo o Céu devia ser profundamente movido quando o Filho de Deus aparece no altar nas mãos do padre."

Mas há uma pergunta que nos devemos fazer: Nós trememos? Vemos com o olhar da fé que o Filho de Deus está mesmo ali nas mãos do padre? Ou a verdade sobrenatural da Santa Missa está muitas vezes escondida dos nossos olhos, obstruída por inovações profanas e minimalismos puritanos?

A aversão pós-conciliar à beleza, ao tiro, à música sagrada, ao espaço sagrado e até à reverência formou uma geração de Católicos. Infelizmente a lição aprendida por muitos destas liturgias banais e antropocêntricas, foi a de que a Missa, longe d
e ser o mais santo acto de religião, era algo que fazemos mais por nós do que por Deus. 

Isto leva-nos ao ressurgimento da Missa tradicional durante os últimos anos, a qual é muitas vezes chamada Missa em latim ou Forma Extraordinária do Rito Romano. Ela permanece na modernidade, trazendo beleza e tradição quando tantos dentro e fora da Igreja não a têm. Muito dos fiéis têm descoberto uma maneira de adorar a Deus que transcende uma era específica, uma cultura ou preconceitos culturais. Beleza, silencio, consistência, confiança, universalidade… Tudo o que tantas vezes está ausente da sociedade é exatamente aquilo que encontramos na Missa antiga. 

É importante relembrar que o Sacrifício da Missa é oferecido para quatro fins: adoração, reparação, acção de graças e súplica. Quando assistimos devotamente à sagrada liturgia nós estamos a preencher cada um destes quatro fins. Redescobrir este entendimento mais profundo da nossa participação na Missa, a ideia de assistir verdadeiramente à Missa, deve ser levada em consideração. 

“Tu não consegues fazer nada que glorifique mais a Deus, não há nada pelo qual a tua alma lucre mais do que pela tua devoção a assistir à Missa e assistir à mesma o maior numero de vezes possível.” 

É importante perceber o que São Pedro Julião Eymard, um padre do século XIX, poderia querer dizer quando se referiu a assistir à Missa de forma devota. Não se trata de participar como hoje se entende o sentido da palavra. Nem é o movimento e a ocupação tão frequentemente encontrados na liturgia pós-conciliar. Mais do que isso, o santo está a falar da acção interior por parte dos fiéis; uma coisa muito mais fácil de discernir quando mais reverente e tradicional for a Missa. É a diferença entre estar e fazer.

Abordando este mesmo assunto em 2008, o Cardeal Malcom Ranjith da Congregação Para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos disse: “Este tipo de participação na cação de Cristo, o Sumo Sacerdote, requere de nós nada menos do que uma atitude de total absorção n’Ele… Participação ativa, portanto, não é dar lugar a qualquer activismo mas a uma assimilação integral e total na pessoa de Cristo, que é verdadeiramente o Sumo Sacerdote daquela eterna e ininterrupta celebração da liturgia celestial.” 

Para entrarmos verdadeiramente na Missa devemos reconhecer a profundidade sobrenatural da sagrada liturgia. Para assistir devotamente não podemos ter medo das implicações. Isto não é uma questão de ver quais as funções litúrgicas que podem ser ampliadas para envolver os leigos; temos de transcender essa compreensão correctiva da participação. Em vez disso, a discussão deve ser sobre a melhor maneira de glorificar a Deus e lucrar almas. 

Esta conversa está a desenvolver-se. Que continue a dar frutos!

Brian Williams, in Liturgy Guy

Traducção por: Clara Goes


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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Os religiosos e o seu hábito – palavras da Irmã Lúcia


Comentário da Irmã Lúcia à aparição de Nossa Senhora do Carmo aos Pastorinhos, no momento do milagre do Sol:

A aparição de Nossa Senhora do Carmo tem, a meu ver, o significado de uma plena consagração a Deus. Mostrando-Se revestida de um hábito religioso, Ela quis representar todos os outros hábitos pelos quais se distinguem as pessoas inteiramente consagradas a Deus, dos simples cristãos seculares.

Os hábitos são o distintivo de uma consagração, um resguardo do decoro e da modéstia cristã, uma defesa da pessoa consagrada. São para as pessoas consagradas o mesmo que a farda é para os soldados, e os galões para um graduado: distingue-os e mostra o que são e o lugar que ocupam, obrigando-os também a um comportamento digno da respectiva condição. Por isso, deixar o hábito religioso é retroceder; é confundir-se com aqueles que não foram chamados nem escolhidos para mais; é despojar-se de uma insígnia que os distingue e eleva; é descer a um nível inferior, para poder viver como aqueles que não são tanto. 

In Irmã Lúcia, Apelos da Mensagem de Fátima.


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