terça-feira, 19 de setembro de 2017

A profecia de Nossa Senhora de La Salette sobre França

Paris será incendiada e Marselha submergida; muitas grandes cidades serão abaladas e soterradas por terramotos: acharão que tudo está perdido; não se verão a não ser homicídios, não se ouvirão senão ruídos de armas e blasfémias. 

Os justos sofrerão muito; as suas preces, a sua penitência e as suas lágrimas subirão até o Céu, e todo o povo de Deus pedirá perdão e misericórdia como também a minha ajuda e a minha intercessão.

Nossa Senhora de La Salette (1846)


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Peregrinação Summorum Pontificum: Missa Solene em Santa Maria Sopra Minerva

Santa Maria Sopra Minerva é uma basílica que se encontra na Piazza della Minerva, perto do Panteão, no centro de Roma, numa zona conhecida como Campus Martius. A igreja foi construída directamente sobre as ruínas de um templo dedicado à deusa egípcia Isis, que foi erradamente atribuída à deusa grega/romana Minerva. A basílica está ao cuidado da Ordem Dominicana. 

Respondendo ao desafio lançado pelo Arcebispo Guido Pozzo (secretário da Pontifícia Comissão 'Ecclesia Dei') que todos os institutos e ordens sacerdotais tradicionais comemorassem em Roma o 10º aniversário do Motu Proprio Summorum Pontificum, grande parte dos membros do Instituto de Cristo Rei Sumo Sacerdote esteve presente na Missa Solene celebrada pelo seu Prior Geral, Monsenhor Gilles Wach, na presença de Sua Eminência o Cardeal Raymond Leo Burke. Os fiéis acorreram também em grande número.












in lmswrexham.weebly.com


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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Entrevista a D. Athanasius Schneider: "Não temos nada a perder quando dizemos a verdade"

Publicamos em seguida a tradução exclusiva duma entrevista a D. Athanasius Schneider, bispo-auxiliar de Astana (Cazaquistão), conduzida por Maike Hickson, do OnePeterFive. Dom Athanasius volta a oferecer-nos esperança no meio da crise e encoraja-nos a guardar e proclamar a verdade, mesmo que ameaçados.

Agradecemos profundamente a D. Athanasius pelo seu serviço à Santa Igreja e asseguramos as nossas orações:


℣. Oremus pro Antistite Athanasio.
℞. Stet et pascat, in fortitudine tua, Domine, in sublimitate nominis tui.

℣. Tu es Sacerdos in æternum.
℞. Secundum ordinem Melchisedech.

Oremus: 
Deus, qui populis tuis indulgentia consulis et amore dominaris Antistite Athanasio cui dedisti regimen disciplinæ, da spiritum sapientiæ, ut de profectu sanctarum ovium fiant gaudia æterna Pastoris. Per Christum Dominum Nostrum. Amen.


Maike Hickson (MH): Assinou, juntamente com o Professor Josef Seifert (entre muitos outros), a Declaração de Fidelidade confirmando o ensinamento tradicional da Igreja relativamente ao casamento. O Professor Seifert foi agora removido pelo seu arcebispo espanhol da sua Cátedra Dietrich von Hildebrand na Academia Internacional de Filosofia em Granada, Espanha – com a explícita referência adversa à sua crítica acerca de certas afirmações contidas na Amoris Laetitia. Podemos pedir a sua resposta a esta medida tão punitiva, que foi justificada com o argumento de que o Professor Seifert estava a enfraquecer a unidade da Igreja Católica e a confundir os fiéis?

Bispo Athanasius Schneider (BAS): O Professor Josef Seifert fez um acto urgente e muito meritoso ao formular publicamente e respeitosamente questões críticas acerca de certas afirmações evidentemente ambíguas no documento papal Amoris Laetitia, visto que estas afirmações estão a causar uma anarquia moral e disciplinar na vida da Igreja, uma anarquia que está à vista de todos e que ninguém que use a razão e tenha verdadeira fé e honestidade pode negar. 

A medida punitiva contra o Professor Seifert da parte de um detentor de um posto eclesiástico é não somente injusta, mas representa ultimamente um desvio da verdade, uma recusa a um debate objectivo e a um diálogo, enquanto ao mesmo tempo a cultura do diálogo é proclamada como de maior prioridade na vida da Igreja dos nossos dias. Tal comportamento clerical contra um verdadeiro intelectual católico, como é o Professor Seifert, faz-me lembrar as palavras com que São Basílio Magno descreveu uma situação análoga no séc. IV, quando clérigos arianos invadiram e ocuparam a maioria das posições episcopais: “Apenas uma ofensa é agora vigorosamente punida – uma observância correcta das tradições dos nossos pais. Por esta causa os devotos são levados dos seus países e transportados para desertos. As pessoas religiosas mantêm silêncio, mas todas as línguas blasfemas são deixadas à solta” (Ep. 243)

MH: Quando falamos acerca da unidade da Igreja: qual é a base da unidade? Temos de sacrificar todo o debate racional e prudente acerca de matéria de Fé e Doutrina – se se estiverem a elevar ensinamentos diferentes e incomensuráveis – com o intuito de não causar possíveis fendas dentro da Igreja?

BAS: A base da autêntica unidade da Igreja é a verdade. A Igreja é na sua natureza “a coluna e o firmamento da verdade” (1Tim 3, 15). Este princípio é válido desde os tempos dos Apóstolos e é um critério objectivo para esta unidade: significa a “verdade do Evangelho” (cf. Gal. 2: 5.14). O Papa João Paulo II disse: “Mais do que unidade no amor, a unidade na verdade é sempre urgente para nós” (dirigido à Terceira Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, Puebla, 28 de janeiro de 1979). Santo Ireneu ensinou: “A Igreja acredita nas verdades da Fé tal como se tivesse apenas uma só alma, e um só coração, e ela proclama-as, ensina-as, e entrega-as, em perfeita harmonia, como se possuísse uma só boca” (Adv. haer., I, 10, 2). 

No começo da Igreja, Deus mostrou-nos a obrigação de defender a verdade, quando se encontra em perigo de ser deformada por parte de quaisquer membros da Igreja, mesmo que seja proclamado da parte do Supremo Pastor da Igreja, como foi o caso com São Pedro em Antioquia (cf. Gal 2, 14). Este princípio de correcção fraterna no interior da Igreja foi válido em todos os tempos, mesmo direccionado ao Papa, e por isso deve ser válido no nosso tempo também. Infelizmente, quem quer que se atreva a dizer a verdade nos nossos dias – mesmo quando o faz com respeito para com os Pastores da Igreja – é classificado como um inimigo da unidade, tal como também sucedeu com São Paulo; pois, ele afirmou: “Tornei-me logo vosso inimigo porque vos disse a verdade” (Gal 4, 16). 

MH: Muitos prelados permaneceram agora, no passado recente, em silêncio devido ao medo de causar um cisma na Igreja por fazer publicamente questões ou levantar objecções ao Papa Francisco em relação aos seus ensinamentos acerca do casamento. O que lhes diria acerca da sua escolha pelo silêncio? 

BAS: Primeiro que tudo, devemos ter em mente, que o Papa é o primeiro servo da Igreja (servus servorum). Ele é o primeiro a ter de obedecer de modo exemplar a todas as verdades do Magistério inalterável e constante, porque ele é apenas um administrador, e não um possuidor, das verdades católicas, que recebeu de todos os seus predecessores. O Papa nunca se deve ele próprio comportar em relação às verdades e disciplina constantemente transmitidas referindo-as como fosse um monarca absoluto, dizendo “Eu sou a Igreja” (analogamente ao Rei francês Luís XIV: “L’état c’est moi”). O Papa Bento XVI formulou este ponto aptamente: “O Papa não é um soberano absoluto, cujo pensar e querer são leis. Ao contrário: o ministério do Papa é garantia da obediência a Cristo e à Sua Palavra. Ele não deve proclamar as próprias ideias, mas vincular-se constantemente a si e à Igreja à obediência à Palavra de Deus, tanto perante todas as tentativas de adaptação e de adulteração, como diante de qualquer oportunismo.” (Homilia de 7 de Maio de 2005). 

Os bispos não são trabalhadores do Papa, mas divinamente constituídos colegas do Papa, apesar de juridicamente subordinados a ele, mas mesmo assim colegas e irmãos. Quando o Papa tolera ele próprio uma ampla disseminação de erros óbvios de fé e de graves abusos dos sacramentos (como a admissão de adúlteros não arrependidos aos sacramentos), os bispos não se devem comportar como empregados servis embrulhando-se no silêncio. Tal atitude demonstraria indiferença em relação à grave responsabilidade do ministério Petrino e contradiria a própria natureza colegial do episcopado e o amor autenticado pelo Sucessor de Pedro. Devemo-nos lembrar das palavras de Santo Hilário de Poitiers, proferidas no tempo da confusão doutrinal geral do século IV: “Hoje, sob o pretexto de uma piedade que é falsa, sob a aparência enganadora de um ensinamento do Evangelho, algumas pessoas estão a tentar negar o Senhor Jesus. Eu digo a verdade, para que a causa da confusão que estamos a sofrer possa ser conhecida por todos. Não posso permanecer silencioso” (Contra Auxentium, 1, 4). 

MH: Voltemos à crítica bem-educada do Professor Seifert à Amoris Laetitia. No seu novo artigo de Agosto de 2017, ele levanta a questão de se afirmar que por vezes casais divorciados e “recasados” devem ter de manter relações sexuais para o bem dos filhos desse novo laço não levar na realidade à conclusão de que já não existem absolutos morais; ou seja, que um pecado mortal pode, em certas situações, já não ser pecaminoso aos olhos de Deus. O Professor Seifert vê esta lógica como uma potencial “bomba atómica moral” que levará ao relativismo moral. Concordaria com ele neste aspeto? 

BAS: Estou completamente de acordo com o Professor Seifert neste ponto, e recomendo vivamente que outros também leiam o seu artigo magistral, intitulado “Does Pure Logic Threaten to Destroy the Entire Moral Doctrine of the Catholic Church?” (Será que a Lógica Pura Ameaça Destruir a Doutrina Moral Inteira da Igreja Católica?). No seu livro “Athanasius and the Church of Our Days” (Atanásio e a Igreja dos Nossos Dias), o Bispo Rudolf Graber de Regensburg escreveu em 1973: “O que aconteceu há 1600 anos atrás está a repetir-se hoje, mas com duas ou três diferenças: Alexandria é hoje a Igreja Universal, cuja estabilidade está a ser abalada, e o que estava em questão nessa altura por meios de força física e crueldade está agora a passar para um nível diferente. Exílio é substituído por expulsão para o silêncio de ser ignorado, matando por assassinato de carácter.” Esta descrição também se aplica ao actual caso do Professor Seifert. 

MH: Tendo crescido num país de regime totalitário, quais são as suas próprias considerações acerca da liberdade académica em Espanha, quando um professor internacionalmente reconhecido pode ser removido das suas posições académicas meramente por ter levantado questões, questões educadas, sobre um documento papal e por ter apontado os possíveis perigos de algumas das suas afirmações? 

BAS: Durante décadas tornou-se politicamente correcto e "de bom tom" proclamar e promover praticamente a liberdade de discurso, debate e pesquisa, teológico, na Igreja, tanto que a liberdade de pensamento e de expressão se tornaram um slogan. Em simultâneo, pode agora observar-se o paradoxo desta mesma liberdade ser negada àqueles pertencentes à Igreja que nos nossos dias levantam a voz com respeito e educação na defesa da verdade. Esta situação bizarra lembra-me uma célebre canção que eu tinha de cantar na escola comunista na minha infância, e que dizia: "A União Soviética é a minha pátria amada, e não conheço outro país no mundo onde o homem pode respirar tão livremente." 

MH: Pode dizer-nos algumas palavras que o Cardeal Carlo Caffarra lhe tenha dirigido pessoalmente em relação à actual crise da Igreja, palavras dele que possam constituir, em parte, uma espécie de legado?

BAS: Falei apenas duas vezes com o Cardeal Caffarra. Até mesmo esses encontros e conversas curtas com o Cardeal Caffarra deixaram em mim algumas impressões profundas. Vi nele um verdadeiro homem de Deus, um homem de fé, de visão sobrenatural. Notei nele um amor profundo pela verdade. Quando falei com ele acerca da necessidade dos bispos erguerem a sua voz em relação ao ataque contra a indissolubilidade do matrimónio e a santidade dos laços sacramentais do matrimónio, ele disse: “Quando nós bispos fazemos isto, não devemos temer ninguém nem nada, pois não temos nada a perder.” Uma vez disse a uma senhora católica dos Estados Unidos, com uma fé profunda e grande inteligência, a frase utilizada pelo Cardeal Caffarra, nomeadamente que nós bispos não temos nada a perder quando dizemos a verdade. Em resposta ela disse estas palavras inesquecíveis: “Perderão tudo quando não fizerem isso.”

MH: Considera justificável que outros cardeais – tais como o Cardeal Christoph Schönborn ou o Cardeal Óscar Rodríguez Maradiaga – tenham censurado os quatro cardeais por terem publicado os dubia?

BAS: A formulação e publicação dos dubia por parte dos quatro cardeais foi altamente meritória e, de certa forma, também um acto histórico, honrando verdadeiramente o Colégio Sagrado dos Cardeais. Na presente situação, a indissolubilidade e a santidade do matrimónio sacramental estão a ser enfraquecidas e, na prática, negadas através da admissão normativa de adúlteros impenitentes aos sacramentos, banalizando e profanando assim também os sacramentos do Matrimónio, Confissão, e da Eucaristia. Em última instância está em causa a validade dos Divinos Mandamentos e toda a lei moral, tal como o Professor Seifert correctamente afirmou no seu artigo acima mencionado, e pelo qual foi severamente punido. 

Podemos comparar esta situação a um navio num mar turbulento, no qual o capitão ignora os perigos óbvios, enquanto a maioria dos seus oficiais se envolvem em silêncio, dizendo: “Tudo está bem no navio a afundar.” Quando perante tal situação, uma pequena parte dos oficiais do navio levantam a voz pela segurança de todos os passageiros, são grotesca assim como injustamente criticados pelos seus colegas, como amotinadores ou como desmancha-prazeres. Mesmo que o capitão julgue as vozes dos poucos oficiais perturbadoras no momento, ele irá reconhecer agradecidamente a sua ajuda posteriormente, quando tiver de confrontar o perigo, olhando-o nos olhos, e quando estiver diante do Divino Juiz. Também ficarão agradecidos, tanto os passageiros como a História, quando o perigo tiver passado. O acto corajoso e os nomes daqueles poucos oficiais serão lembrados como verdadeiramente altruístas e heroicos; mas certamente não aqueles oficiais, que por ignorância, ou por oportunismo, ou por servilismo, se envolveram em silêncio ou até absurdamente criticaram aqueles que tomaram medidas de salvação naquele navio a afundar. De certa forma, isto corresponde à actual situação ao redor dos dubia dos quatro cardeais. 

Temos de nos relembrar do que Santo Basílio observou durante a crise Ariana: “Os homens com autoridade têm medo de falar, pois os que alcançaram o poder através de interesses humanos são os escravos daqueles a quem devem a sua subida. E agora a própria defesa da ortodoxia é olhada em alguns lugares como uma oportunidade para o ataque mútuo; e homens escondem a sua própria vontade doente e fingem que a sua hostilidade é toda para o bem da verdade. Entretanto os não-crentes riem; homens de pouca fé vacilam; a fé é incerta; almas são submersas na ignorância, porque os adulteradores da palavra imitam a verdade. Os melhores dos leigos evitam as igrejas como escolas de impiedade e levantam as mãos nos desertos com suspiros e lágrimas ao Senhor no céu. A fé dos Padres da Igreja que recebemos; essa fé que sabemos ter o selo com as marcas dos Apóstolos; para aquela fé à qual assentimos, bem como para tudo o que no passado foi canonicamente e legalmente promulgado”. (Ep. 92,2)

MH: Agora que restam apenas dois cardeais dos dubia – depois da morte do Cardeal Carlo Caffarra e do Cardeal Joachim Meisner – quais são as suas próprias esperanças em relação a outros cardeais que possam agora surgir para colmatar este vazio? 

BAS: Espero e desejo que mais cardeais, à semelhança dos oficiais daquele navio num mar turbulento juntem agora as suas vozes às vozes dos quatro cardeais, independentemente de louvor ou culpa. 

MH: Em geral, o que é que os católicos – leigos ou clérigos – fazem agora se estiverem a ser pressionados para aceitar alguns aspectos controversos da Amoris Leatitia, por exemplo em relação aos divorciados “recasados” e à possível permissão do acesso aos Sacramentos? E em relação àqueles padres que se recusam a distribuir a Sagrada Comunhão a esses casais “recasados”? E em relação aos professores católicos leigos que estão a ser ameaçados com o afastamento das suas posições de ensino devido ao seu criticismo, patente ou latente, face à Amoris Leatitia? O que é que podemos todos fazer quando confrontados, na nossa consciência, com as alternativas de trair os ensinamentos de Nosso Senhor, ou seguir em firme desobediência aos nossos superiores? 

BAS: Quando padres ou leigos se mantém fiéis ao imutável e constante ensinamento e prática de toda a Igreja estão em comunhão com todos os papas, bispos ortodoxos e Santos de dois mil anos, estando em especial comunhão com São João Baptista, São Thomas More, São John Fisher e com os inumeráveis esposos abandonados que se mantiveram fiéis aos seus votos, aceitando a vida de continência de maneira a não ofender Deus. A voz constante no mesmo sentido e significado (eodem sensu eademque sentencia) e a respectiva prática de dois mil anos é mais poderosa e segura do que a voz discordante e a prática de admitir adúlteros impenitentes à Sagrada Comunhão, mesmo que esta prática seja promovida por um único Papa ou bispos diocesanos. Neste caso temos de seguir o ensinamento constante e prática da Igreja, pois aqui entra a verdadeira tradição, a “democracia dos mortos”, o que significa a voz maioritária daqueles que nos precederam. 

Santo Agostinho respondeu à errada e não tradicional prática Donatista de re-baptizar e de re-ordenar, afirmando que a constante e imutável prática da Igreja desde o tempo dos Apóstolos corresponde ao juízo seguro do mundo inteiro: “O mundo inteiro julga acertadamente”, i.e., “Securus judicat orbis terrarum” (Contra Parmenianum III, 24). O que significa que toda a tradição Católica julga seguramente e com certeza contra a prática fabricada e de curta-duração que, num ponto importante, contradiz todo o Magistério de todos os tempos. Esses padres, que seriam agora forçados pelos seus superiores a distribuir a Sagrada Comunhão a públicos e impenitentes adúlteros, ou a outros conhecidos e públicos pecadores, devem responder com uma santa convicção: “O nosso comportamento é o comportamento de todo o mundo Católico ao longo de dois mil anos”: “O mundo inteiro julga acertadamente”, “Securus judicat orbis terrarum”! 

O Beato John Henry Newman disse na Apologia pro sua vita: “O juízo intencional, em que toda a Igreja repousa e concorda, é uma prescrição infalível e uma sentença final contra uma novidade temporal.” Neste nosso contexto histórico esses padres e fiéis devem dizer aos seus superiores eclesiásticos, e bispos, tal como devem dizer com caridade e respeitosamente ao Papa o que São Paulo uma vez disse: “Porque, nada podemos contra a verdade, senão pela verdade. Porque nos alegramos de ser fracos, enquanto vós sois fortes. E ainda rogamos pela vossa perfeição.” (2Cor 13, 8-9)


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São José de Cupertino, o santo que voava

No dia 17 de Junho de 1603, nasceu, no reino de Nápoles, na aldeia de Cupertino, um menino de nome José. Era o filho mais novo da família Desa, cujo Pai, um pobre carpinteiro, mal conseguia sustentar a Família. Ele veio ao mundo num pequeno estábulo, onde permaneceu nos primeiros meses de vida, porque o Pai, endividado, teve de vender o pouco que possuíam.

Apesar de pobre e iletrado, o menino foi criado no rigor dos ensinamentos de Cristo, pois sua família era muito religiosa. Assim foi a infância de José. Os únicos talentos por ele manifestados foram de ordem espiritual: o da oração e o da caridade para com os mais necessitados, que sofriam as agruras da miséria, como ele.

Quando completou 17 anos, estava determinado a tornar-se frade. Mas até os capuchinhos que o haviam aceitado como irmão leigo fizeram-no devolver o hábito, por causa da sua grande confusão mental. Isso causou a José um sofrimento muito grande. Mas não desistiu. Finalmente, foi aceite no Convento de Grotella pelos Frades Menores, que o acolheram e lhe deram uma tarefa simples: cuidar de uma mula.

Mesmo assim, estava determinado a ser Sacerdote. Foi então que as graças divinas começaram a intervir na sua vida. Apesar da dificuldade que tinha em estudar, milagrosamente saía-se muito bem nas provas. Desde então, começaram a aparecer sinais de predilecção divina e fenómenos que atestavam a sua santidade interior, presenciados pela comunidade de fiéis e irmãos da Ordem. Eram manifestações extraordinárias, como, por exemplo, curas totalmente milagrosas de doentes de todos os tipos de enfermidades. E ainda êxtases de oração, caminhava pela igreja sem colocar os pés no chão e, sem tomar nenhum cuidado com o corpo, exalava um fino e delicado odor. Por tudo isso, já era venerado em vida como santo.

Outro facto relevante na vida de José de Cupertino é que, apesar de quase não ter nenhum estudo teológico, tinha o dom da ciência e era consultado por teólogos a respeito de questões delicadas. Espantosamente, tinha sempre respostas sábias e claras. Com isso, José conquistou a glória máxima e, mesmo sendo considerado o frade mais ignorante de toda a Ordem franciscana, a sua fama de bom cristão, o seu comportamento peculiar e os seus milagres chegaram a Roma. O Papa Urbano VIII convocou-o e recebeu-o com as honras de que era merecedor.

Em 1628, foi ordenado Sacerdote. José de Cupertino mergulhou tão profundamente nas coisas de Deus que acabou por tornar-se um conselheiro de padres, bispos, cardeais, chefes de Estado e religiosos em geral. Todos o procuravam. E ele atendia-os com paciência, humildade e sabedoria, indicando-lhes a luz de que necessitavam. 

José de Cupertino morreu aos 60 anos de idade, no dia 18 de Setembro de 1663, no Convento de Osímo (Itália). O local, que se tornara um ponto de peregrinação com ele ainda vivo, tornou-se, imediatamente, um santuário a ele dedicado. Festejado liturgicamente no dia de sua morte, este singular frade franciscano é considerado pelos estudiosos como "o santo mais simpático da hagiografia católica".

Os frequentes êxtases espirituais, que lhe permitiam "voar" literalmente pela igreja, fizeram de São José de Cupertino o padroeiro dos aviadores e pára-quedistas. Também, devido à sua determinação diante das numerosas dificuldades encontradas nos estudos e exames é considerado o santo padroeiro dos estudantes que têm de fazer exames. 

in Paulinas


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A Liturgia é sobre Deus




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domingo, 17 de setembro de 2017

Quando São Francisco recebeu os estigmas

O Santo não temia a morte. Tinha cortado, pelo seu despojamento total, os vínculos que o ligavam à terra; tinha, a exemplo do Apóstolo, conquistado o domínio sobre o seu corpo: a sua alma devia desprender-se sem dilaceramentos do seu invólucro físico.

Se não tremia perante a aproximação do momento fatal, queria pelo menos preparar-se para comparecer diante do Soberano Juiz. Partiu, pois, rumo à solidão, para se recolher por algum tempo.

Durante o verão de 1224 esteve no pequeno convento de Alverne. Era uma clausura rústica, construída precariamente no cimo de uma montanha escarpada. As grutas abertas nas rochas, os bosques povoados de pássaros, o afastamento dos centros habitados tornavam o sítio encantador e particularmente propício aos exercícios da contemplação.

O Santo amava esta morada que outrora lhe tinha sido dada pelo Conde Orlando, senhor de Chiusi. Logo que chegou ao lugar do seu retiro, Francisco iniciou um jejum de 40 dias em honra de São Miguel.  Consagrava o tempo à oração, que lhe propiciava delícias que nunca lhe pareceram tão saborosas.

Suplicou ao Senhor  que lhe desse a conhecer as obras às quais deveria consagrar os últimos dias da vida. Como resposta, Deus cumulou-o com abundância de suavidades interiores. Então o Santo recorreu ao seu procedimento habitual: abriu o Evangelho ao acaso, por diversas vezes, esperando encontrar ali uma indicação.

Por diversas vezes caiu no relato da Paixão. Esta coincidência surpreendeu-o: concluiu que o Salvador queria uni-lo mais intimamente aos seus sofrimentos.

Os calores estivais declinavam; o Alverne já se revestia com os esplendores do Outono. Debaixo das grandes árvores, cuja folhagem se tornava dourada, Francisco pensava na adorável imolação de Cristo, quando subitamente lhe apareceu um Serafim resplandecente de luz. O Anjo aparentava uma semelhança admirável como Salvador pregado no patíbulo.

O Santo reconheceu estupefato os traços do divino Crucificado; a sua alma inflamou-se com amor tão ardente e tão doloroso, que o seu débil corpo não aguentou: caiu em profundo arrebatamento. Que aconteceu durante este êxtase? Os mistérios de amor não se divulgam: São Francisco guardou ciosamente este segredo. Confessou, no entanto, que recebera nessa altura revelações sublimes, mas nunca quis comunicá-las.

Quando a visão se desvaneceu, uma transformação tinha-se operado nele: na sua carne  estavam gravados os sagrados estigmas da Paixão. Grandes feridas lhe rasgavam as mãos e os pés: nas cicatrizes percebiam-se nitidamente as cabeças negras dos pregos. Uma chaga mais larga abria o seu costado e deixava filtrar algumas gotas de sangue. Francisco tornara-se um crucificado vivo.

Um prodígio assim não podia passar inadvertidamente. Apesar de todos os esforços para afastar as curiosidades indiscretas, o Santo não conseguiu esconder inteiramente os estigmas. O seu prestígio, já tão grande, aumentou ainda mais: a sua vida terminava numa espécie de apoteose.

O Serafim que imprimira no seu corpo as chagas de Cristo, também as enterrara no seu coração. A partir daquele dia, Francisco não fez mais do que esmorecer lentamente no duplo martírio da dor e do amor.

Ainda percorria penosamente os caminhos da Úmbria, a pregar menos pela palavra do que pelo exemplo. Deixava, ao caminhar, irradiar da sua alma o imenso amor pelo divino Mestre; manifestava-o em termos tão veementes, que sentia por vezes a necessidade de se desculpar.

“Não fostes Vós  que nos destes – dizia ele ao Salvador – o exemplo desta sublime loucura? Vós vos lançastes á procura da ovelha desgarrada; caminhastes como um escravo, como um homem inebriado de amor”.

Para adornar sua coroa, Deus mandava-lhe as últimas provações. O Santo notava que alguns religiosos, embora poucos, desejavam restringir a pobreza da Ordem: previa que os seus filhos atravessariam, depois da sua morte, uma crise perigosa. A esta tristeza acrescentava-se o peso da doença. A saúde declinava, a vista apagava-se; os remédios mais fortes só lhe davam umas melhoras precárias.

São Francisco mantinha, apesar das dores, uma alegria apaziguadora. Mas o seu espírito desprendia-se cada vez mais das preocupações terrenas; o seu recolhimento tornava-se mais profundo. Os que estavam à sua volta percebiam a aproximação da hora da recompensa.

Pe. Thomas de Saint-Laurent in 'São Francisco de Assis'


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sábado, 16 de setembro de 2017

Vigiantes da noite: A vida dos monges beneditinos



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A vida e martírio de São Cipriano de Cartago

São Cipriano é figura brilhantíssima na Igreja africana no século III. Filho de pais nobres, dotado de extraordinários talentos, São Cipriano foi um dos maiores sábios do seu tempo e orador de inesgotáveis recursos. Ao princípio pagão, converteu-se ao Cristianismo e, em marcha ininterrupta, galgou as culminâncias das virtudes cristãs, a ponto de operar grandes milagres.

Por vontade do povo inteiro e do clero, foi ordenado sacerdote, e no ano 248 sagrado Bispo de Cartago. Por causa do zelo sem par e da vida santa e piedosa de São Cipriano a Diocese de Cartago foi a primeira diocese em África.

Quando, no ano 249, o Imperador Décio decretou a perseguição à Igreja de Cristo, muitos cristãos testemunharam a Fé com o próprio sangue, enquanto outros apostataram. Não tardou que a perseguição chegasse também a Cartago. Os pagãos reuniram-se no grande fórum e, em altos e apaixonados gritos, manifestavam o ódio ao Santo Bispo: "Cipriano aos leões! Cipriano às feras!" - era a sorte que lhe destinavam.

Cipriano, com fervorosas orações, procurava conhecer a vontade de Deus. Para poupar o rebanho, embora aceitasse o Martírio, achou mais acertado seguir o conselho de Nosso Senhor, que disse: "Se vos perseguirem numa cidade, procurai outra". 

Um sinal que recebeu do Céu mostrou-lhe também a conveniência dessa medida, e assim resolveu fugir. Do esconderijo pôde prestar grandes serviços aos pobres cristãos perseguidos, os quais animava, consolava e fortificava. Grande rigor opunha aos apóstatas. Muitos deles, mais tarde, mostravam-se arrependidos, pedindo para serem aceites novamente. Como outros bispos e sacerdotes tratassem com mais benignidade esses infelizes, formou-se uma corrente fortíssima com ares de cisma contra Cipriano.

O movimento adversário era chefiado por Novaciano. Contra este e outros sacerdotes descontentes, Cipriano convocou um Concílio, cujas resoluções foram apresentadas ao Papa Cornélio, que as aprovou e sancionou. Em outro Concílio foi confirmado o valor do Baptismo das crianças.

Numa nova perseguição, que veio sob o governo do Imperador Galo, Cipriano tornou a fortalecer a fé dos cristãos. 

Quando a Peste, no espaço de quinze anos, dizimava a população, o santo Bispo permaneceu com os fiéis, consolando e socorrendo-os com orações e auxílios. Resgatou com o próprio dinheiro muitos cristãos que caíram prisioneiros.

Surgiu uma grande controvérsia sobre o valor do baptismo administrado por hereges. Enquanto o Papa Santo Estevão I decidia pela conservação da tradição, que considerava válido esse baptismo, Cipriano impugnava-o e com ele muitos bispos da África e da Ásia, que exigiam o segundo baptismo para pessoas baptizadas por hereges. A questão ficou, ao princípio, sem solução, devido às dificílimas complicações políticas daquele tempo. 

Embora contrariando a opinião do Papa, não era intenção de Cipriano desrespeitá-lo. A Igreja Romana era para ele "a cadeira de São Pedro, a Igreja por excelência, e que a união entre os bispos se origina e na qual é inadmissível uma traição, por menor que seja". Se houve da sua parte um excesso de ardor nas discussões e uma certa falta de ponderação, dela se penitenciou na perseguição que rompeu, quando Valeriano era imperador.

Foi no ano 257 que, pela primeira vez, se viu citado perante o tribunal do Procônsul Aspásio. As declarações sobre a sua posição, religião e modo de pensar cristão foram tão positivas que o juiz condenou-o ao exílio em Curubis. Por uma visão do Céu, soube que só um ano o separaria do Martírio.

Do exílio escreveu uma carta consoladora e enviou uma quantia de dinheiro aos cristãos condenados a trabalhos forçados nas minas de cobre. Ainda pôde voltar para Cartago, onde Galério Máximo tinha sucedido a Aspásio. Lá, tomou ainda muitas providências, repartiu os tesouros da Igreja entre os pobres, exortou os fiéis à constância e rejeitou o conselho de esconder-se.  

A 13 de Setembro de 258 foi levado à presença do novo Procônsul. Uma enorme multidão acompanhou-o apreensiva com o que poderia lhe acontecer. Como se negou a prestar homenagens aos deuses, o juiz romano condenou-o à morte pela espada. A execução foi imediata, e Cipriano, preparando-se para o último sacrifício, deu ao carrasco 25 moedas de ouro. Os cristão estenderam panos de linho branco em redor, para recolher o sangue do Mártir.

O cadáver foi sepultado com grande solenidade. Duas igrejas foram erguidas: uma no lugar onde Cipriano foi decapitado, e outra sobre o seu túmulo. 

in Página do Oriente


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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Coroa de Nossa Senhora das Dores

A Coroa de Nossa Senhora das Dores teve início em Itália no ano de 1617, por iniciativa da Ordem dos Servos de Maria, assim como a Missa de Nossa Senhora das Dores, que hoje é celebrada em toda a Igreja no dia 15 de Setembro. A Coroa é um dos frutos do carisma mariano da Ordem, cultivado desde 1233, ano da sua fundação. A Coroa surgiu inicialmente como alimento da piedade mariana dos leigos reunidos em grupos chamados Ordem Terceira. A Coroa das Dores teve sempre a aprovação dos Papas.

1ª Dor - Profecia de Simeão

Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser ocasião de queda e elevação de muitos em Israel e sinal de contradição. Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma (Lc 2, 34-35). 
1 Pai Nosso; 7 Avé Marias

2ª Dor - Fuga para o Egipto

O anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: Levanta, toma o menino e a mãe, foge para o Egipto e fica lá até que te avise. Pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo. Levantando-se, José tomou o menino e a mãe, e partiu para o Egipto (Mt 2, 13-14). 
1 Pai Nosso; 7 Avé Marias

3ª Dor - Maria procura Jesus em Jerusalém

Acabados os dias da festa da Páscoa, quando voltaram, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os pais o percebessem. Pensando que estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia e procuraram entre parentes e conhecidos. E, não O achando, voltaram a Jerusalém à procura d'Ele (Lc 2,43b-45). 
1 Pai Nosso; 7 Avé Marias

4ª Dor - Jesus encontra a Sua Mãe no caminho do Calvário

Ao conduzir Jesus, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e encarregaram-no de levar a cruz atrás de Jesus. Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres que batiam no peito e o lamentavam (Lc 23, 26-27). 
1 Pai Nosso; 7 Avé Marias

5ª Dor - Maria ao pé da Cruz de Jesus

Junto à cruz de Jesus estavam de pé a sua Mãe, a irmã da sua Mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Vendo a Mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse Jesus para a mãe: Mulher, eis o teu filho! Depois disse para o discípulo: Eis a tua Mãe! (Jo 19, 15-27a). 
1 Pai Nosso; 7 Avé Marias

6ª Dor - Maria recebe Jesus descido da Cruz

Chegada a tarde, porque era o dia da Preparação, isto é, a véspera de Sábado, veio José de Arimateia, entrou decidido na casa de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos, então, deu o cadáver a José, que retirou o corpo da cruz (Mc 15, 42). 
1 Pai Nosso; 7 Avé Marias

7ª Dor - Maria deposita Jesus no Sepulcro

Os discípulos tiraram o corpo de Jesus e envolveram em faixas de linho com aromas, conforme é costume de sepultar dos judeus. Havia perto do local, onde fora crucificado, um jardim, e no jardim um sepulcro novo onde ninguém ainda fora depositado. Foi ali que puseram Jesus (Jo 19, 40-42a). 
1 Pai Nosso; 7 Avé Marias

in santissimavirgemaria.com.br


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As 7 promessas de Nossa Senhora das Dores

Nossa Senhora prometeu a Santa Brígida conceder Sete Graças a quem rezar, todos os dias, Sete Avé Marias em honra das suas Dores e Lágrimas::

1) Porei a paz nas suas Famílias.
2) Serão iluminados sobre os Divinos Mistérios.
3) Consolá-los-ei em suas penas e acompanhá-los-ei nas suas aflições.
4) Conceder-lhes-ei tudo o que me peçam contanto que não se oponha à vontade adorável do Meu Divino Filho e à santificação das suas almas.
5) Defendê-los-ei nos combates espirituais contra o inimigo infernal e protegê-los-ei em todos os instantes da vida.
6) Assistir-lhes-ei visivelmente no momento da morte e verão o rosto da Sua Mãe Santíssima. 
6) Obtive do Meu Filho que, os que propaguem esta devoção (às minhas lágrimas e Dores) sejam transladados desta vida terrena à felicidade eterna, directamente, pois ser-lhes-ão apagados todos os seus pecados e o Meu Filho e Eu seremos a sua eterna consolação e alegria.

Oração das 7 Avé Marias

1ª Dor
Pela dor que sofrestes ao ouvir a profecia de Simeão, de que uma espada transpassaria o vosso Coração, Mãe de Deus, ouvi a nossa prece.
Ave Maria...

2ª Dor
Pela dor que sofrestes quando fugistes para o Egipto, apertando ao peito virginal o Menino Jesus, para salvar das fúrias do ímpio Herodes, Virgem Imaculada, ouvi a nossa prece.
Avé Maria...

3ª Dor
Pela dor que sofrestes quando da perda do Menino Jesus por três dias, Santíssima Senhora, ouvi a nossa prece.
Avé Maria...

4ª Dor
Pela dor que sofrestes quando viste o querido Jesus com a Cruz ao ombro, a caminho do calvário, virgem Mãe das Dores, ouvi a nossa prece.
Avé Maria...

5ª Dor
Pela dor que sofrestes quando assististes à morte de Jesus, crucificado entre dois ladrões, Mãe da Divina graça, ouvi a nossa prece.
Avé Maria...

6ª Dor
Pela dor que sofrestes quando recebestes nos vossos braços o corpo inanimado de Jesus, descido da Cruz, Mãe dos Pecadores, ouvi a nossa prece.
Avé Maria...

7ª Dor
Pela dor que sofrestes quando o Corpo de Jesus foi depositado no sepulcro, ficando vós, na mais triste solidão, Senhora de todos os povos, ouvi a nossa prece.
Avé Maria...


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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

A Cruz é o triunfo do bem sobre o mal

"Muitos poderiam ser tentados a interrogar-se por que motivo nós, cristãos, celebramos um instrumento de tortura, um sinal de sofrimento, de derrota e de falência. É verdade que a cruz exprime todos estes significados. E todavia, por causa daquele que foi elevado sobre a cruz para a nossa salvação, ela representa o triunfo definitivo do amor de Deus sobre todos os males do mundo."

Papa Bento XVI, homilia na Igreja da Santa Cruz em Nicosia (5/VI/2010)


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Saborear a Cruz

A cruz de Cristo! Que mais posso dizer? Não sei orar, não sei o que é ser bom, não tenho espírito religioso, pois estou cheio do mundo. Só sei uma coisa, uma coisa que enche a minha alma de alegria, apesar de me ver tão pobre de virtudes e tão rico em misérias; sei apenas que tenho um tesouro que não trocaria por nada nem por ninguém: a minha cruz, a cruz de Jesus, essa cruz que é o meu único repouso. Como explicar isto? Quem não experimentou, não pode sequer suspeitar do que se trata.

Ah, se todos os homens amassem a cruz de Cristo! Se o mundo soubesse o que é abraçar plenamente, verdadeiramente, sem reservas, em loucura de amor, a cruz de Cristo! Tanto tempo perdido em conversas, devoções e exercícios que são santos e bons, mas que não são a cruz de Jesus, não são o que há de melhor.

Pobre homem que não prestas para nada, que não serves para nada, que arrastas a tua vida, seguindo como podes as austeridades da regra, contentando-te em esconder no silêncio os teus ardores: ama até à loucura o que o mundo despreza por não conhecer, adora em silêncio essa cruz, que é o teu tesouro, sem que ninguém se aperceba. Medita em silêncio diante dela nas grandezas de Deus, nas maravilhas de Maria, nas misérias do homem. Prossegue a tua vida sempre em silêncio, amando, adorando e unindo-te à cruz. Que queres mais? Saboreia a cruz. Saborear a cruz!

S. Rafael Arnaiz Baron (monge trapista) in Escritos espirituais, 03/IV/1938 


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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

100 anos de Fátima em imagens (Parte II)

Missa celebrada pelo Patriarca de Lisboa, o Cardeal Cerejeira, em 1950:
Fotografia de A. Silva

13 de Março de 1951:
Transladação dos restos mortais de Francisco Marto para a Basílica de N. Sra. do Rosário:
Manuel e Olímpia Marto no cortejo fúnebre

1 de Maio de 1951
Transladação do corpo de Jacinta Marto para a Basílica de N.Sra do Rosário:
Exumação do corpo (com D. José Alves Correia da Silva ao centro e os pais dos pastorinhos à direita)

Capelinha das Aparições num dia comum em 1951:

Bispo Pavlos Meletiev, (rito bizantino russo) 13 de Outubro de 1951:

13 de Maio de 1953:


Missa com o núncio Apostólico Fernando Cento em 1954:

Um sacerdote distribui a comunhão no exterior da Igreja de N. Sra do Rosário, 1955:

Bênção dos doentes na colunata (Cardeal Ottaviani) 1955:

Numerosos bispos em procissão no Santuário de Fátima (de fundo: o antigo hospital) 1955:
Fotografia de Alípio de S. Vicente

Bênção dos doentes (Cardeal Gouveia), cerca de 1955



 Missa a 13 de Maio de 1956 (Cardeal Roncalli, futuro Papa João XXIII)

1958

Bênção com o Santíssimo Sacramento (Bispo do Congo, Bélgica) 1959

sem data

Doentes à espera da bênção 1960:

Duas servitas e um peregrino 1960:

Comunhão na Basílica do Rosário, 1960:

Capelinha em dias comuns em 1960:

Um 13 de Outubro, sem ano:

A primeira parte pode ser vista aqui: 100 anos de Fátima em imagens


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