terça-feira, 18 de setembro de 2018

Filme sobre São José Cupertino, o santo que voava



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Papa Francisco aos Bispos: "Os homossexuais não podem entrar no Seminário"

"Na dúvida, é melhor que não entrem." Com os Bispos da Conferência Episcopal Italiana - CEI - com quem se encontrou num diálogo a portas fechadas durante cerca de três horas, o Papa Francisco abordou a delicada temática da admissão de jovens homossexuais nos Seminários. O Papa explicou a sua opinião sobre o assunto, reiterando o que já havia afirmado alguns anos atrás, embora de uma forma mais implícita: "Cuidado com as admissões para os seminários, olhos abertos", dizia numa audiência da Congregação para o Clero.

Com os pastores da CEI, ao falar sobre o declínio das vocações, uma das suas “três preocupações” para a Igreja italiana, o Papa Francisco foi mais directo e exortou os Bispos a preocuparem-se mais com a qualidade do que com a quantidade dos futuros sacerdotes, e mencionou explicitamente os casos de pessoas homossexuais que desejam, por várias razões, entrar no Seminário.

Assim, convidou os Bispos a "um discernimento atento", acrescentando: "Se tiverem a menor dúvida, é melhor não deixá-los entrar."

Esta indicação do Papa expressa a sua profunda preocupação: essas tendências quando são "profundamente enraizadas" e a prática de "actos homossexuais" podem comprometer a vida do seminário, bem como a do próprio jovem e o seu eventual futuro sacerdócio. E podem gerar aqueles "escândalos" de que o Papa havia falado no seu discurso de abertura na assembleia da CEI na Aula Novo Sínodo, que deturpam o rosto da Igreja.

Nas entrelinhas pode-se ler o que já havia sido colocado preto no branco pelo Papa Francisco na sua carta de meditação entregue em mãos aos Bispos chilenos durante o seu encontro no Vaticano. Numa nota anexada àquele texto, o Pontífice denunciava os problemas que se verificaram nos seminários onde: Bispos e superiores religiosos confiaram a chefia a "sacerdotes suspeitos de praticar a homossexualidade".

Naturalmente qualquer comparação é inadequada, os casos são extremamente distintos e deve-se evitar qualquer generalização. O aviso do Papa aos Bispos da CEI deve ser atribuído à Ratio Fundamentalis publicada em Dezembro de 2016 pela Congregação para o Clero: um volumoso, documento intitulado "O dom da vocação presbiterial", com o qual o Dicastério actualizou as normas, usos e costumes para o acesso ao seminário, dando igualmente sugestões práticas sobre saúde, alimentação, actividades físicas e descanso.

No parágrafo 199 da Ratio, afirma-se que: "Em relação às pessoas com tendências homossexuais que se aproximam dos Seminários, ou que descobrem tal situação no decurso da formação, em coerência com o próprio Magistério, a Igreja, embora respeitando profundamente as pessoas em questão, não pode admitir ao Seminário e às Ordens Sagradas aqueles que praticam a homossexualidade, apresentam tendências homossexuais profundamente radicadas ou apoiam a chamada cultura gay".

Indicações estas que, na verdade, reafirmam as disposições da Instrução emitida pela Congregação para a Educação Católica, em Agosto de 2005, sobre o tema "Critérios de discernimento vocacional relativos às pessoas com tendências homossexuais em vista da sua admissão ao Seminário e às Ordens Sagradas.”

Em 9 páginas e cerca de 20 notas, o documento aprovado pelo então Papa Bento XVI reiterava o "não" da Santa Sé para o ingresso nos Seminários e Ordens Religiosas de sacerdotes que "praticam" a homossexualidade, têm “tendências homossexuais profundamente radicadas" ou mesmo aqueles que defendem "a chamada cultura gay."

Primeiro, era feita uma distinção entre "actos homossexuais" e "tendências homossexuais": sobre os primeiros a Igreja reafirmava a definição de "pecados graves", "intrinsecamente imorais e contrários à lei natural"; enquanto demandava para aqueles que manifestam tendências, no entanto definidas "objectivamente desordenadas", um acolhimento caracterizado por «respeito e sensibilidade ", evitando “qualquer rótulo de discriminação injusta”.

Em qualquer caso, mesmo uma dúvida quanto à 'orientação homossexual' do candidato ao sacerdócio - de acordo com as indicações fornecidas pela Instrução - poderia ser um impedimento no seu caminho para a ordenação.

"Se um candidato pratica a homossexualidade ou apresenta tendências homossexuais profundamente radicadas, o seu director espiritual, bem como o seu confessor, têm o dever de dissuadi-lo, conscientemente, de prosseguir para a ordenação", estabelece um dos parágrafos. E noutro parágrafo do mesmo texto são convidados os seminaristas aspirantes (com 'orientação homossexual') a não mentir aos superiores para entrar no Seminário. "Fica entendido que o próprio candidato é o primeiro responsável por sua própria formação", diz o texto.

Seria, portanto, «gravemente desonesto que um candidato ocultasse a própria homossexualidade para ter acesso, apesar de tudo, à ordenação. Tal atitude enganosa não corresponde ao espírito de verdade, de lealdade e de disponibilidade que deve caracterizar a personalidade de quem se considera chamado a servir a Cristo."

Salvatore Cernuzio in La Stampa - Vatican Insider (23.V.2018)


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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Os Estigmas de São Francisco

São Francisco de Assis foi a primeira pessoa a receber os estigmas, isto é as chagas de Nosso Senhor na própria pele.

E como continuasse neste propósito, um anjo lhe apareceu em grande glória, trazendo um cálice na mão esquerda e uma flecha na mão direita. Enquanto Francisco se admirava com esta visão, o anjo atravessou o cálice uma vez com sua flecha, e imediatamente Francisco ouviu uma melodia tão doce que sua alma se encheu de encantamento, o que fez que ele ficasse insensível a toda sensação do corpo. 

Como posteriormente contou a seus companheiros, caso o anjo passasse novamente a flecha pelo cálice, tinha dúvidas se a sua alma não teria deixado seu corpo por causa da doçura intolerável.

in Segunda Consideração dos Sagrados Estigmas


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A resistência heróica do Cardeal Van Thuân na prisão

Há 16 anos morria este corajoso Cardeal vietnamita.

A história, de resistência e amor, do Cardeal François-Xavier Van Thuân é inspiradora. Em 1975 estava a chegar ao fim a guerra do Vietname. Logo após a conquista da capital Saigão, os guerrilheiros do regime comunista d Ho Chi-Minh tentaram silenciar o bispo Van-Thuân e prenderam-no. 

Foram 13 anos de cadeia, de privação da liberdade, com largos períodos de isolamento total. Nada, porém, demoveu este homem de aspecto frágil e sorriso bondoso. Como recordou mais tarde, esses anos foram como "uma tortura mental no limite da loucura". Esteve encarcerado em várias prisões sinistras, numa delas numa cela de 2 metros quadrados, extremamente húmida, sem janelas, numa escuridão total, sem de lá sair durante meses. Foi sujeito a variadas situações extremas, sempre na tentativa de o vergar, e apesar do seu aspecto frágil, apesar da violência da prisão, Van-Thuân nunca se rendeu, nunca foi vencido. 

Fez da oração diária, persistente, a força que lhe permitia suportar tudo. Deixam-no escrever uma carta a amigos. Pede-lhes um pouco de "xarope como remédio" para curar as dores de estômago. Os guardas nunca perceberam do que se tratava. Assim, usando umas gotas de vinho doce, o tal xarope, conseguiu celebrar as "mais belas missas" da sua vida: "Todos os dias, com três gotas de vinho e uma de água na palma da mão, celebrei a Missa. Era este o meu altar e era esta a minha catedral!" 

Não haveria outro preso como ele. Pequeno, simpático, sorridente, cativante, era perigoso por isso. Ao mal, ao ódio, respondeu com o amor, com o bem, com o perdão. Que fazer com alguém assim? Acabaram por libertar Van-Thuân ao fim de 13 anos, a 21 de Novembro de 1988, sem nunca ter tido julgamento ou qualquer condenação. 

Fica em residência fixa até 1991, e depois é obrigado a abandonar o Vietname. Vive o exílio em Roma. O Papa João Paulo II nomeia-o para o Conselho Pontifício Justiça e Paz. Em 2001, quando é nomeado Cardeal, já estava bastante doente e morre a 16 de Setembro de 2002. 

Vítor Cabrita in o-povo.blogspot.com


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domingo, 16 de setembro de 2018

Pe. Gabriele Amorth faz revelações surpreendentes sobre Fátima

O famoso exorcista morreu há 2 anos, no dia 16 de Setembro de 2016.


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As pirâmides e a «cloud»

A palavra eternidade tem muitas versões pagãs, porque a ânsia de sobrevivência que palpita no coração humano vem à superfície ao menor aceno, mesmo quando uma ideologia tenta enterrá-la e esquecê-la.

Em 1793, sob o impulso da chamada «Salvação Pública», começou a funcionar o «Terror» em França. Em poucos dias, aproximadamente meio milhão de pessoas foram parar à prisão. Muitas foram mortas e a salvação consistiu em destronar o cristianismo e entronizar simbolicamente uma «miss» na catedral de Notre Dame como deusa Razão. Enquanto os revolucionários das várias facções se matavam, o encanto da deusa Razão foi substituído pela religião do «Ser Supremo», com os seus dois dogmas: «O povo francês reconhece o Ser Supremo e a imortalidade da alma». Enquanto o ritmo da guilhotina acelerava e as guerras civis se sucediam, outro Governo inventou o culto Teofilantrópico, que outro Governo substituiu pelo culto Decadário  (Décadi, em francês). Para eliminar a concorrência, prenderam o Papa da época, Pio VI, e levaram-no para França, onde morreu. 

A notícia da sua morte dizia: «VI e último». Em contrapartida, aquele Governo, supostamente eterno, durou poucos dias e os Cardeais, reunidos em Veneza, elegeram Pio VII para suceder a Pio VI. Na sequência de outra revolução em França, voltaram a prender o Papa, desta vez Pio VII. No entanto, o Regime francês colapsou em 5 anos e o prisioneiro regressou a Roma.

A história destas religiões sumamente efémeras vem a propósito da eternidade, porque foi essa a justificação de tanta turbulência e de tanta morte. Os protagonistas passavam a vida a falar de eternidade. Seriam eternas as promessas de progresso e felicidade, definitivas as conquistas militares, irrevogáveis as glórias da guerra civil.

Nesta época, as areias do Egipto presenciaram um momento de grande impacto quanto à possibilidade de perdurar eternamente. Napoleão tinha sido mandado conquistar o Egipto, porque o Governo o achava demasiado poderoso para o ter perto. O receio era fundado, mas a campanha no Egipto entreteve-o pouco tempo e, em menos de um ano, ele regressava à pátria para derrubar o Governo. Conta a história que, diante das tropas em parada, no Egipto, Napoleão Bonaparte exclamou: «do alto destas pirâmides, 40 séculos nos contemplam!». Um soldado que espreitasse para o cimo das pirâmides não via ninguém, mas a ideia fez furor nos salões culturais da Europa: 40 séculos eram já um selo de eternidade. As pirâmides eram tão descomunalmente pesadas que sobreviviam a tudo. Um tremor de terra podia abrir rachas, a erosão das águas podia arrastar muita pedra, os construtores de casas podiam ir lá buscar material... as pirâmides aguentavam tudo e duravam indefinidamente.

Este ideal de longevidade galvanizou as hostes jacobinas. Em Paris, construíram um Arco do Triunfo tão grande que, hoje, os aviões de acrobacia passam entre as suas colunas. Numa das faces do arco, letras enormes e imortais recordam os tais triunfos (felizmente desactualizados, tais como a ocupação de Portugal pelo exército napoleónico). 

Em Roma, capital da elegância, o poder jacobino ergueu um pesadíssimo Palácio da Justiça, destinado a fazer sombra à Basílica de S. Pedro. Mas as margens húmidas do Tibre não aguentaram o peso, o edifício começou a inclinar-se e teve de ficar pela parte de baixo, que ainda existe. O arquitecto do  imortal edifício suicidou-se, atirando-se do último andar. Em Lisboa, o exemplo mais característico inspirado nas pirâmides do Egipto é o monumento ao Marquês de Pombal. Ainda hoje lá está, nem sempre respeitado pelas pombas. Da alta coluna, escorrem louvores, o primeiro dos quais se lê mal, por estar tão alto: «expulsão dos jesuítas». Na base, um templo pagão com uma Minerva sentada situa o Marquês num Olimpo intemporal designado como universidade.

A arte e os discursos admitem todas as ficções, mas a realidade tem sempre a última palavra. Por isso, chegados ao limiar da eternidade, o Rei D. José e o seu Primeiro Ministro, Marquês de Pombal, compreenderam que o poder absoluto não seria suficiente na nova fase. Três dias antes de morrer, D. José mandou soltar os religiosos presos e mais de 800 presos políticos que apodreciam nas cadeias do reino. Não pediu desculpa, mas disse que os perdoava. Talvez contasse com que esta cedência fosse suficiente para chegar a acordo com Deus.

Mal o Rei morreu, desterraram o Marquês para Pombal. Cometeu-se algum crime? «Foi El-Rei, meu Senhor! Foi El-Rei, meu Senhor, quem ordenou!» – repetia o Marquês sem cessar. Diz a história que o Marquês sempre manteve a profissão de fé católica e que, no final, recluído no solar de Pombal, mandava alimentar centenas de pobres. Quando o Bispo de Coimbra, libertado das masmorras nas vésperas de D. José morrer, passou por Pombal, o Marquês saiu a prestar-lhe homenagem e a pedir-lhe a bênção.

Agora, bastará digitalizarmos a nossa glória e confiá-la eternamente à «cloud», para seremos eternos pelos séculos sem fim? Atenção! Napoleão enganou-se. Do alto daquelas pirâmides, ninguém os contemplava e na «cloud» também não mora ninguém. A eternidade a sério é outra coisa.

José Maria C.S. André in Correio dos Açores,  26-VIII-2018


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sábado, 15 de setembro de 2018

Stabat Mater Dolorosa



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Coroa de Nossa Senhora das Dores

A Coroa de Nossa Senhora das Dores teve início em Itália no ano de 1617, por iniciativa da Ordem dos Servos de Maria, assim como a Missa de Nossa Senhora das Dores, que hoje é celebrada em toda a Igreja no dia 15 de Setembro. A Coroa é um dos frutos do carisma mariano da Ordem, cultivado desde 1233, ano da sua fundação. A Coroa surgiu inicialmente como alimento da piedade mariana dos leigos reunidos em grupos chamados Ordem Terceira. A Coroa das Dores teve sempre a aprovação dos Papas.

1ª Dor - Profecia de Simeão

Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser ocasião de queda e elevação de muitos em Israel e sinal de contradição. Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma (Lc 2, 34-35). 
1 Pai Nosso; 7 Avé Marias

2ª Dor - Fuga para o Egipto

O anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: Levanta, toma o menino e a mãe, foge para o Egipto e fica lá até que te avise. Pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo. Levantando-se, José tomou o menino e a mãe, e partiu para o Egipto (Mt 2, 13-14). 
1 Pai Nosso; 7 Avé Marias

3ª Dor - Maria procura Jesus em Jerusalém

Acabados os dias da festa da Páscoa, quando voltaram, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os pais o percebessem. Pensando que estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia e procuraram entre parentes e conhecidos. E, não O achando, voltaram a Jerusalém à procura d'Ele (Lc 2,43b-45). 
1 Pai Nosso; 7 Avé Marias

4ª Dor - Jesus encontra a Sua Mãe no caminho do Calvário

Ao conduzir Jesus, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e encarregaram-no de levar a cruz atrás de Jesus. Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres que batiam no peito e o lamentavam (Lc 23, 26-27). 
1 Pai Nosso; 7 Avé Marias

5ª Dor - Maria ao pé da Cruz de Jesus

Junto à cruz de Jesus estavam de pé a sua Mãe, a irmã da sua Mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Vendo a Mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse Jesus para a mãe: Mulher, eis o teu filho! Depois disse para o discípulo: Eis a tua Mãe! (Jo 19, 15-27a). 
1 Pai Nosso; 7 Avé Marias

6ª Dor - Maria recebe Jesus descido da Cruz

Chegada a tarde, porque era o dia da Preparação, isto é, a véspera de Sábado, veio José de Arimateia, entrou decidido na casa de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos, então, deu o cadáver a José, que retirou o corpo da cruz (Mc 15, 42). 
1 Pai Nosso; 7 Avé Marias

7ª Dor - Maria deposita Jesus no Sepulcro

Os discípulos tiraram o corpo de Jesus e envolveram em faixas de linho com aromas, conforme é costume de sepultar dos judeus. Havia perto do local, onde fora crucificado, um jardim, e no jardim um sepulcro novo onde ninguém ainda fora depositado. Foi ali que puseram Jesus (Jo 19, 40-42a). 
1 Pai Nosso; 7 Avé Marias

in santissimavirgemaria.com.br


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sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Renega-te a ti próprio, toma a tua cruz e segue Jesus

A muitos parece dura esta palavra : «Renega-te a ti próprio, toma a tua cruz e segue Jesus.» 

Por que temes levar a cruz, pela qual se vai ao Reino? Na cruz está a salvação; na cruz, a vida; na cruz, a protecção dos inimigos; na cruz se derrama toda a suavidade do alto; na cruz, a força do espírito; na cruz, a alegria da alma; na cruz, a suprema virtude; na cruz, a perfeição da santidade. Não há salvação da alma nem esperança da vida eterna senão na cruz. Pega, pois, na tua cruz e segue-O: caminharás para a vida eterna. Se morreres com Ele, também com Ele viverás (cf Rom 6,8). E, se fores seu companheiro no sofrimento, também o serás na glória.

Eis que tudo consiste na cruz; não há outro caminho para a vida e para a verdadeira paz interior. Anda por onde quiseres, procura o que desejares, não encontrarás mais elevado caminho no alto, nem mais seguro cá em baixo, do que o caminho da santa cruz.

Dispõe e ordena tudo segundo o que queres e vês; não encontrarás nada onde não haja que sofrer, voluntária ou necessariamente, e assim sempre encontrarás a cruz. Ou sofrerás dores no corpo, ou encontrarás tribulações na alma. Umas vezes serás abandonado por Deus, outras serás afligido pelo próximo e, pior ainda, muitas vezes pesar-te-ás a ti mesmo; e não poderás ser libertado ou aliviado com qualquer remédio ou consolação. Deus quer que aprendas a suportar o sofrimento sem consolações, que te submetas a Ele totalmente e te tornes mais humilde pela tribulação. 

E é necessário que tenhas paciência, se queres possuir a paz interior e merecer a coroa imortal.

in Imitação de Cristo, Livro II, capítulo 12


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Dia da Exaltação da Santa Cruz

Santa Teresinha do Menino Jesus no Carmelo em Lisieux


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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

O Inferno visto por Santa Francisca Romana

Deus consolou Santa Francisca Romana com revelações e comunicações místicas sobre a vida de Nosso Senhor Jesus Cristo e Maria Santíssima. Tornou-se célebre pelos seus milagres e dons de cura. Restituiu a vista aos cegos, a palavra aos mudos, a saúde aos doentes, e libertou muitos possessos do demónio.

Santa Francisca teve o pressentimento da sua morte e preveniu os seus amigos. Pedia a Deus que a levasse desta vida, pois não queria ver as novas crises que já começavam a assaltar a Santa Igreja. Caiu enferma, vindo a falecer em 1440.

Na vida dessa mística italiana, as visões ocupam um lugar saliente. A propósito do que a Santa viu sobre o inferno, o célebre escritor católico francês Ernest Hello apresenta um apanhado sucinto e sugestivo na sua obra “Physionomie des Saints”, o qual exporemos abaixo.

Inúmeros suplícios, tão variados quanto os crimes, foram mostrados à Santa em detalhes. Por exemplo, viu ela o ouro e a prata serem derretidos e derramados na boca dos avarentos. A hierarquia dos demónios, as suas funções, os seus tormentos, os diversos crimes aos quais presidem, foram-lhe apresentados. Viu Lúcifer, chefe e general dos orgulhosos, rei de todos os demónios e proscritos, rei muito mais infeliz do que os próprios súbditos.

O inferno é dividido em três partes: o superior, o do meio e o inferior. Lúcifer encontra-se no fundo do inferno inferior. A Lúcifer, chefe universal, subordinam-se três outros demónios, os quais exercem império sobre os demais:

1) Asmodeu, que preside os pecados da carne, e era antes da queda um Querubim;

2) Mamon, que preside os pecados da avareza, era um Trono. O dinheiro fornece ele sozinho.

3) Belzebu preside aos pecados de idolatria. Tudo que tem algo a ver com magia, espiritismo, é inspirado por Belzebu. Ele é, de um modo especial, o príncipe das trevas, e mediante as trevas ele é atormentado e atormenta as suas vítimas.

Uma parte dos demónios permanece no inferno, a outra no ar, e uma terceira atcua entre os homens, procurando desviá-los do caminho certo. Os que ficam no inferno dão ordens e enviam os seus embaixadores; os que residem no ar agem fisicamente sobre as mudanças atmosféricas e telúricas, lançando por toda parte as suas más influências, empestando o ar, física e moralmente. O seu objectivo é debilitar a alma. Quando os demónios encarregados da Terra vêem uma alma enfraquecida pelos demónios do ar, eles atacam-na no seu ponto fraco, para vencê-la mais facilmente. É o momento em que a alma não confia na Providência. Essa falta de confiança, inspirada pelos demónios do ar, prepara a alma para a queda solicitada pelos demónios da Terra.

Assim, enfraquecidos pela desconfiança, os demónios inspiram na alma o orgulho, em que ela cai tanto mais facilmente quanto mais fraca se encontra. Quando o orgulho aumentou a sua fraqueza, vêm os demónios da carne que atacam o seu espírito.

Quando os demónios da carne aumentam mais ainda a fraqueza da alma, vêm os demónios que insuflam os crimes do dinheiro. E quando estes diminuíram ainda mais os recursos de sua resistência, chegam os demónios da idolatria, os quais completam e concluem o que os outros começaram. Todos se articulam para o mal, sendo esta a lei da queda: todo o pecado cometido, e do qual a alma não se arrependeu, prepara-a para outro pecado. Assim, a idolatria, a magia, o espiritismo esperam no fundo do abismo aqueles que foram escorregando de precipício em precipício. Todas as coisas da hierarquia celeste são parodiadas na hierarquia infernal. Nenhum demónio pode tentar uma alma sem a permissão de Lúcifer.

Os demónios que estão no inferno sofrem a pena do fogo. Os que estão no ar ou na terra não sofrem actualmente tais penas, mas padecem outros suplícios terríveis, e particularmente a visão do bem que praticam os santos. O homem que faz o bem inflige aos demónios um tormento indescritível. Quando Santa Francisca era tentada, sabia, pela natureza e violência da tentação, de que altura tinha caído o anjo tentador e a que hierarquia pertencera.

Quando uma alma cai no inferno, o seu demónio tentador é felicitado pelos demais. Mas quando a alma se salva, o demónio tentador recebe insultos dos outros, que o levam para Lúcifer e este lhe inflige um castigo a mais, além das torturas que já padece. Este demónio entra às vezes no corpo de animais ou homens. Ele finge ser a alma de um morto. Quando um demónio consegue perder certa alma, após a condenação desta transforma-se em tentador de outro homem, mas torna-se mais hábil do que foi a primeira vez. Aproveita-se da experiência que a vitória lhe deu, tornando-se mais forte para perder o homem.

Santa Francisca observava um demónio em cima de alguém que estivesse em estado de pecado mortal. Confessado o pecado, via ela o mesmo demónio ao lado da pessoa. Após uma excelente confissão, o anjo mau ficava enfraquecido e a tentação já não tinha a mesma energia.

Ao ser pronunciado santamente o nome de Jesus, Santa Francisca via os demónios do ar, da terra e do inferno inclinarem-se com sofrimentos espantosos, tanto maiores quanto mais santamente o nome de Jesus fora pronunciado. Se o nome de Deus é pronunciado em meio a blasfémias, os demónios ainda assim são obrigados a inclinar-se, mas um certo prazer é misturado com a dor causada pela homenagem que são obrigados a render.

Se o nome de Deus é blasfemado por um homem, os anjos do Céu inclinam-se também, testemunhando um respeito imenso. Assim, os lábios humanos, que se movem tão facilmente e pronunciam tão levianamente o nome terrível, produzem em todos os mundos efeitos extraordinários e ecos, dos quais o homem não é capaz de compreender nem a intensidade nem a grandeza.

in oracoesemilagresmedievais.blogspot.com


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Modelo de Carta a enviar ao Director da Escola para não autorizar aulas de educação sexual

Este é modelo de Carta que devem escrever dirigido ao Director da  escola dos vossos filhos, com a seguinte mensagem sobre a não autorização de participação em aulas de educação sexual ou de género:

Exmº Senhor Director,

De acordo com a Constituição Portuguesa (art.º 36, nº 5) "Os pais têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos”.

A educação sexual dos nossos filhos (educandos) é da nossa competência e é algo que nós fazemos, como pais, desde o seu nascimento, de um modo natural, integrado, progressivo, completo e respeitando as exigências das suas necessidades concretas, do seu crescimento e da sua dignidade pessoal.

Neste sentido, para o ano lectivo em assunto, desde já informamos que não autorizamos a participação dos nossos filhos, cujos nomes acima se referem, em qualquer aula, acção ou aconselhamento relativo a “educação sexual”, sem o nosso acordo por escrito, atempadamente solicitado pela escola.
Sem outro assunto, apresentamos os nossos melhores cumprimentos,
De V. Exa.

Atenciosamente,

_______________________
Encarregado(a) de Educação


Pela Escola – recebido em: ___/ ___/ ______, ___________________________
Carimbo / Assinatura


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quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Canto Maronita à Virgem Maria



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Santíssimo Nome de Maria

Veneramos o nome de Maria porque pertence àquela que é a Mãe de Deus, a mais santa das criaturas, a Rainha do Céu e da Terra, a Mãe da Misericórdia.

O objecto da festa é a Santa Virgem que traz o nome de Mirjam (Maria). A festa comemora todos os privilégios dados a Maria por Deus e todas as graças que temos recebido através da sua intercessão e mediação. 

História da Festa

A festa foi instituída em 1513, em Cuenca (Espanha), e estabelecida no dia 15 de Setembro com Ofício próprio, o dia da oitava da Natividade de Maria. Depois da reforma do Breviário de São Pio V, por um decreto de Sixto V (16 de Janeiro de 1587), foi transferida para 17 de Setembro. Em 1622, foi estendida para a Arquidiocese de Toledo pelo Papa Gregório XV. 

Depois de 1625, a Congregação dos Ritos hesitou durante algum tempo antes de autorizar que se estendesse mais (cf. os sete decretos "Analecta Juris Pontificii", LVIII, decr. 716 sqq.). Mas era celebrada pelos trinitarianos espanhóis em 1640 (Ordo Hispan., 1640). A 15 de Novembro de 1658, a festa foi concedida ao oratório do Cardeal Berulle sob o título: Solemnitas Gloriosae Virginis, dupl. cum. oct., em 17 de Setembro. Trazendo o título original, "SS. Nominis B.M.V.", a festa concedida a toda a Espanha e ao Reino de Nápoles em 26 de Janeiro de 1671.

Após o cerco de Viena e a gloriosa vitória do Rei João III Sobieski da Polónia [e da República das duas Nações] sobre os Turcos (12 de Setembro de 1683), a festa foi estendida para a Igreja Universal por Inocêncio XI, e marcada para o Domingo depois da Natividade de Maria por um decreto de 25 de Novembro de 1683 (duplex majus). 

A festa foi concedida à Áustria como duplex II classis a 1 de Agosto de 1654. Segundo um Decreto de 8 de Julho de 1908, sempre que esta festa não puder ser celebrada no próprio Domingo, por causa da ocorrência de alguma festa de maior grau, deve-se mantê-la a 12 de Setembro, o dia em que a vitória de Sobieski é comemorada no Martirológio Romano. O calendário das Irmãs da Adoração Perpétura, O.S.B., em França, do ano de 1827, possui a festa com um Ofício especial a 25 de Setembro. 

A Festa do Santíssimo Nome de Maria é a festa patronal dos Cônegos Regulares das Escolas Pios (padres escolápios) e da Sociedade de Maria (Maristas), em ambos os casos com um ofício próprio. No ano 1666, os Carmelitas Descalços receberam a faculdade de recitar o Ofício do Nome de Maria quatro vezes por ano (duplex). Em Roma, uma das igrejas gémeas no Fórum de Trajano é dedicada ao Nome de Maria. No Calendário Ambrosiano de Milão, a festa está marcada para o dia 11 de Setembro. 

É interessante como a Santíssima Virgem é honrada de forma especial no aniversário de duas batalhas entre cristãos e maometanos, nas quais saímos vencedores: 
07/10 - Nossa Senhora do Rosário - Batalha de Lepanto, 1571
12/09 - Santíssimo Nome de Maria - Batalha de Viena, 1683

Que a Bem-aventurada Sempre Virgem Maria, chamada por Pio XII de "vencedora de todas as grandes batalhas de Deus", abençoe a Cristandade e toda a Humanidade nestes tempos em que a paz é duramente ameaçada e a perseguição aos cristãos pelos muçulmanos está cada dia mais feroz e incessante.

A festa de hoje é ocasião de recordarmos que ao Nome de Maria, como ao Nome de Jesus, durante as celebrações litúrgicas, faz-se inclinação de cabeça. Pela inclinação manifesta-se a reverência e a honra que se atribuem às próprias pessoas ou aos seus símbolos. 

Há duas espécies de inclinação, ou seja, de cabeça e de corpo. Faz-se inclinação de cabeça, quando se nomeiam juntas as três Pessoas Divinas, ao Nome de Jesus, da Virgem Maria e do Santo em cuja honra se celebra a Missa. É uma prática exterior que deve ser motivada pelo interior reconhecimento da grandeza da Serva do Senhor.

in O Segredo do Rosário


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terça-feira, 11 de setembro de 2018

Abusos litúrgicos e abusos sexuais: duas faces da mesma moeda

Se Nosso Senhor Jesus Cristo presente na Eucaristia, o que há de mais elevado e santo, não merece nossa máxima veneração, por que meros seres humanos deveriam merecê-la?


Nós sabemos que existem bons e santos sacerdotes, imagens do grande Sumo Sacerdote e Bom Pastor, que servem incansavelmente o povo de Deus, que trabalham de coração sincero pela sua salvação e que ajudam a tornar muito mais alegre a nossa pertença à Igreja Católica. Cada um de nós talvez conheça um, vários ou muitos bons padres assim. Sabemos também que eles são frequentemente desvalorizados, e estão sujeitos,em tempos como os nossos, a cepticismos e suspeitas imerecidas, só por causa das faltas de alguns dos seus irmãos no sacerdócio — faltas que eles próprios repudiam e condenam tanto quanto nós, leigos.

Todos, no entanto, sejam os leigos que estamos nos bancos, sejam os sacerdotes nos presbitérios, devemos nos fazer perguntas difíceis, das quais talvez a mais importante seja: como foi possível que tantos “homens de Deus”, inclusive Bispos, se tenham convertido em instrumentos do demónio? À parte das causas gerais, como a queda de Adão, a concupiscência desordenada e os perigos que acompanham toda a posição de autoridade, seria possível identificarmos alguma causa específica aos últimos 50 anos — isto é, ao período durante o qual se perpetrou a vasta maioria dos casos de abusos ligados ao clero?

Uma causa sistémica de descumprimento do dever, laxismo moral e devassidão foi a atmosfera de “antinomianismo woodstockiano”[1], ou ausência de leis, que acompanhou as reformas e deformações litúrgicas das décadas de 1960 e 1970, um período durante o qual a celebração sem controle do próprio “eu” substituiu o ideário católico de um padre submisso à disciplina de uma forma litúrgica exigente, que tivesse rubricas reverentes e inculcasse o temor a Deus.

O sacerdote costumava ser um homem consagrado estritamente ao serviço do altar. Com as mudanças rápidas nas últimas décadas, de repente tornou-se o centro vernáculo das atenções, o “presidente” a manipular a congregação. Os padres foram lançados na “cova dos leões” da vaidade, da popularidade, do sentimentalismo e do relaxamento — e nem todos foram como Daniel para escaparem ilesos. Sem práticas ascéticas à vista, todos os males que seriam suprimidos pelo antigo código de honra ganharam rédeas soltas.

Os católicos de uma certa idade sabem exactamente do que falo. Tendo nascido em 1971, vem-me à mente uma porção de “liturgias criativas” — e, não surpreendentemente, os clérigos responsáveis por tais coisas estavam entre os que, mais tarde, seriam investigados por corrupção moral.

Demorei algum tempo para perceber a ligação (talvez eu seja apenas lento a entender), mas finalmente ficou claro: décadas de abuso da Santa Missa, dos sacramentos e dos ritos litúrgicos — e, por extensão, a violência feita aos fiéis católicos, que têm o direito à sagrada liturgia na sua plenitude, como declara a instrução Redemptionis Sacramentum (n. 18) — constituem a forma primeira e fundamental de abuso sacerdotal contra os leigos, da qual o abuso de natureza sexual não é senão uma variedade própria e mais enlouquecida. Os abusos sexuais dos sacerdotes estão ligados aos abusos litúrgicos cometidos por eles; a perversão sexual é um reflexo da perversão da liturgia.

Dada a centralidade absoluta e a dignidade infinita da Missa e da Sagrada Eucaristia, os abusos da liturgia e dos sacramentos constituem o pior crime possível contra Deus e o homem. Se a coisa mais elevada e mais santa que existe não merece nossa máxima veneração, por que razão meros seres humanos deveriam merecê-la? Nós não passamos de cinzas e pó, comparados ao divino Sacrifício do Altar.

Por outro lado, se temêssemos a Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, e O reverenciássemos profundamente, nós reconheceríamos e cuidaríamos da Sua imagem nos corpos e nas almas de todos os seres humanos. Se nós levássemos a Missa e a Eucaristia a sério e deixássemos todos os nossos relacionamentos fluírem dessa relação primeira e essencial com Cristo, nós não seríamos capazes de tratar as outras pessoas como um objecto. A reverência para com Ele anda lado a lado com o respeito devido aos pequeninos.

Se lançamos uma pedra dentro de uma piscina, nem que seja uma pedrinha, a água produz ondas que expandem até à margem. Assim, a maneira como celebramos a Missa cria “ondas” espirituais na Igreja e no Mundo. Da mesma forma uma boa ou má recepção da Sagrada Comunhão. Da mesma forma violações das rubricas e irreverências.

Às vezes, os católicos sentem a urgência de dizer ao clero secularizado e liberal das últimas cinco décadas: “Vós e as vossas crias destruístes a teologia com o modernismo, a liturgia com irreverências e, em um golpe fatal, arruinastes a vida de inúmeras crianças”. Eis uma inversão terrível do que é o Reino de Deus. Virá um tempo em que todo esse mal será purgado; até lá, no entanto, enquanto o Senhor nos prepara novos Céus e nova Terra, ainda há tempo para a conversão e o arrependimento.

Aos nossos bons e santos sacerdotes também queremos dizer: “Continuai fazendo o que estais fazendo de certo. Amai a sagrada liturgia, celebrai-a com respeito, devoção, temor, silêncio e beleza. Conduzi-nos convosco, ad orientem, em peregrinação rumo ao Senhor. Lembrai e cultivai a nossa herança católica. Dessa forma, trareis verdadeira mudança à cultura da Igreja, restaurando à instituição, aos seus membros e às suas cerimónias a honra e o respeito que eles merecem.”

Peter Kwasniewski in LifeSiteNews.com
Tradução: João Pedro de Oliveira in FratresInUnum.com

[1] - Antinomianismo, de acordo com a Enciclopédia Católica, é “a doutrina herética de que os cristãos estão isentos das obrigações para com a lei moral”.


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Primeira Comunhão...há umas décadas



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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Estão de regresso as escolas que separam os meninos das meninas

Ressurgem as escolas exclusivas para meninos ou meninas. Essas escolas favorecem o desenvolvimento de uns e de outras; e aumentam de ano para ano. Hoje somam 240 mil escolas em 70 países no mundo.

Uma moda inspirada no espírito anárquico igualitário do Maio de 68 e no relativismo moral espalhado em nome do Concílio Vaticano II desqualificou as escolas single-sex (só para meninos ou só para meninas). A revolução cultural-sexual da Sorbonne começou na Universidade de Nanterre, na periferia de Pais, reclamando toiletes comuns para homens e mulheres.

As escolas sem distinção de sexo não deram os resultados prometidos pela utopia igualitária e danificaram várias gerações. Por isso as escolas para sexo único voltam a ganhar espaço, pois mostraram adaptar-se melhor aos ritmos diferentes de cada sexo. Essas escolas são apoiadas por estudos que apontam diferenças no desenvolvimento cognitivo e social de meninos e meninas, informou o jornal “Gazeta do Povo”.

“As aulas single-sex podem tornar mais fácil aos professores adaptar o ensino às características comportamentais dos alunos”, afirma o psicólogo da escola norte-americana Clover Park School District, Robert Kirschenbaum.

“As meninas parecem preferir ambientes mais quietos em que possam trabalhar em grupo e chegar a um consenso. Os meninos costumam preferir um ambiente mais competitivo, com mais actividades físicas e mais barulho”, completa.

Nas escolas single-sex não há diferenças nos conteúdos, mas sim nos métodos, que são mais adequados aos perfis de meninos ou meninas. O resultado é uma educação personalizada, que atende às necessidades específicas e gera resultados mais eficazes.

“Num ambiente single-sex, principalmente nas idades de 13, 14 e 15 anos, há a oportunidade, tanto para os meninos como para as meninas, de serem eles mesmos durante mais tempo”, disse o ex-director da faculdade Eton College, Tommy Little, no Fórum Global de Educação e Habilidades (GESF - Global Education and Skills Forum).

No ambiente escolar, a separação por sexo é total: os meninos têm professores e as meninas têm professoras, com aulas em prédios distintos, que ficam separados por um bosque.

Nos EUA, o sistema single-sex, ainda restrito quase exclusivamente às escolas privadas de elite e religiosas, começa a ser usado no ensino público, principalmente em regiões de baixa renda.

Na escola primária Charles Drew, na Florida, um quarto das turmas é separado por sexo. O alto desempenho observado em escolas single-sex compensa o baixo desempenho característico de uma escola periférica.

A avaliação estadual da escola subiu de nota D para C. Resultados similares foram encontrados em outras escolas públicas que adoptaram turmas single-sex em centros urbanos como Nova Iorque, Chicago e Filadélfia. Segundo o Departamento de Educação dos EUA, o país contava em 2014 com 850 escolas públicas single-sex e cerca de 750 escolas públicas que oferecem pelo menos uma turma single-sex

O modelo de educação personalizada ganhou força nos EUA em 2002, quando uma lei permitiu às agências educacionais locais usar fundos públicos — destinados a “programas inovadores”— para apoiar escolas que separavam estudantes por sexo. Em 2002 só uma dúzia de escolas públicas oferecia o serviço. Menos de uma década depois, em 2011, pelo menos 506 instituições públicas tinham actividades desse tipo.

Só em Espanha — país de origem do criador da Educação Personalizada, Victor García Hoz — há pelo menos 219 centros de estudo que oferecem educação diferenciada. A informação provém da Associação Europeia de Educação Single Sex (Easse, na sigla em inglês). O Supremo Tribunal de Espanha reconheceu esse direito a 9 colégios da Andaluzia. 

Via 'Valores inegociáveis: respeito à vida, à família e à religião'


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domingo, 9 de setembro de 2018

Razões pelas quais nunca tomo duche (também servem para faltar à Missa)

Todos estamos habituados a ouvir um rol de justificações por parte dos católicos que não querem ir à Missa ao Domingo. Descobrimos que essas justificações também servem para não tomar duche:

1. Fui obrigado a tomar duche quando era criança

2. As pessoas que tomam duche são hipócritas. Pensam que são mais limpas do que todos os outros.

3. Há tantos tipos diferentes de sabão. Eu nunca poderia decidir qual seria o mais indicado para eu usar. 

4. Eu costumava tomar duche, mas tornou-se aborrecido e, então, deixei de o fazer.

5. Só tomo duche em ocasiões especiais, como na Páscoa e no Natal. 

6. Nenhum dos meus amigos toma duche.

7. Ainda sou jovem. Quando ficar mais velho e estiver um pouco mais sujo, talvez comece a tomar duche. 

8. Eu não tenho tempo para tomar duche. De todo.

9. A casa-de-banho nunca é suficientemente quente no Inverno nem suficientemente fresca no Verão. 

10. As pessoas que comercializam sabão só têm interesse em ficar com o teu dinheiro. 

Mas há mais!

- Socializo imenso mesmo sem tomar duche. 

- Trabalho arduamente durante a semana e, então, estou demasiado cansado para tomar um duche no fim-de-semana. 

- A primeira barra de sabão que usei causou-me reacção alérgica. Por isso, nunca mais me aproximei de sabão desde então.

in 'Unrepeatable Life'

Tradução: Mamede Fernandes


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Servo de Deus Jérôme Lejeune, um exemplo para os médicos



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sábado, 8 de setembro de 2018

Onde nasceu Nossa Senhora?

Para entender a escassez de informações nos primeiros séculos da Igreja, sobre a vida de Nossa Senhora, convém levar em conta as particularidades daquela época.

O mundo pagão, por efeito da decadência em que se encontrava, era politeísta, ou seja, os homens adoravam simultaneamente vários deuses. Os pagãos não achavam ilógico nem absurdo que existissem várias divindades, ou que elas não fossem perfeitas. Pior ainda. Consideravam normal que os deuses dessem exemplo de devassidão moral, sendo, por exemplo, adúlteros, ladrões ou bêbados. Obviamente, nem todos os deuses eram apresentados como subjugados por esses vícios, mas o facto de haver vários deles nessas condições dificultava que os pagãos entendessem a noção católica do verdadeiro e único Deus, de perfeição infinita.

Por isso a primitiva Igreja teve muito cuidado ao apresentar Nossa Senhora como Mãe de Deus, pois aqueles povos, com forte influência do paganismo, rapidamente tenderiam a transformá-la numa deusa. Apenas após a queda do Império Romano do Ocidente e a sucessiva cristianização dos povos começou a Igreja – que nunca negou a importância fundamental da Virgem Santíssima na história da salvação – a colocar Nossa Senhora na evidência que lhe compete e a exaltar as suas maravilhas. E com isso, a fazer um bem indescritível às almas dos fiéis.

É fácil compreender por que nesse longo período, cerca de 400 anos, muitas informações a respeito da Santíssima Virgem se tenham perdido e outras se encontrem em fontes não inteiramente confiáveis. Não obstante, a Tradição da Igreja conservou fielmente aqueles atributos d’Ela que eram necessários para a integridade da fé dos católicos. O essencial foi transmitido, e, para um filho que ama a sua Mãe, qualquer dado a respeito d’Ela é importante.

Entre esses dados, sobre os quais um véu de mistério permaneceu, está o local em que nasceu Nossa Senhora.

Belém, Seforis, ou Jerusalém

Três cidades disputam a honra de ter sido o local de nascimento da Mãe de Deus.(1)

A primeira é Belém. Deve-se essa tradição ao facto de Nossa Senhora ser de estirpe real, da casa de David. Sendo Belém a cidade de David, foi essa a razão pela qual São José e a Virgem Santíssima – ambos descendentes do Profeta-Rei – dirigiram-se àquela localidade, por ocasião do censo romano que ordenava que todos se registrassem no lugar originário das suas famílias. Por isso, o Menino Jesus nasceu em Belém, e é aclamado, no Evangelho, como Filho de David. O principal argumento dos que sustentam a tese de que Nossa Senhora nasceu em Belém encontra-se num documento intitulado 'De Nativitate S. Mariae', incluído na continuação das obras de São Jerónimo.

Outra tradição assinala a pequena localidade de Seforis, poucos quilómetros ao norte de Belém, como o local do nascimento da Virgem. Tal opinião tem como base que já na época do Imperador Constantino, no início do século IV, foi construída uma igreja nessa localidade para celebrar o facto de ali terem residido São Joaquim e Santa Ana, pais de Nossa Senhora. Santo Epifânio menciona tal santuário. Os defensores de outras hipóteses assinalam que o facto de os genitores da Virgem Santíssima terem morado lá não indica necessariamente que Nossa Senhora tenha nascido naquela localidade.

A hipótese que congrega maior número de adeptos é a de que Ela nasceu em Jerusalém. São Sofrónio, Patriarca de Jerusalém (634-638), escrevendo no ano 603, afirma claramente ser aquela a cidade natal de Maria Santíssima.(2) São João Damasceno defende a mesma posição.

A festa da Natividade

Na Igreja católica celebramos numerosas festas de santos. Havendo, felizmente, milhares de santos, comemoram-se milhares de festas. Ocorre que não se celebra a data de nascimento do santo, mas sim a da sua morte — correspondendo ao dia da entrada dele na vida eterna. Apenas em três casos comemoram-se as festas no dia do nascimento: Nosso Senhor Jesus Cristo (Natal); o nascimento de São João Baptista; e a natividade da Santíssima Virgem.

A festa da Natividade era celebrada no Oriente católico muito antes de ser instituída no Ocidente. Segundo uma bela tradição, tal festa teve início quando São Maurílio a introduziu na diocese de Angers, na França, em consequência de uma revelação, no ano 430. Um senhor de Angers encontrava-se na pradaria de Marillais, na noite de 8 de Setembro daquele ano, quando ouviu os anjos cantando no Céu. Perguntou-lhes qual o motivo do cântico. Responderam-lhe que cantavam em razão da sua alegria pelo nascimento de Nossa Senhora durante a noite daquele dia.(3)

Em Roma, já no século VII, encontra-se o registro da comemoração de tal festa. O Papa Sérgio tornou-a solene, mediante uma grande procissão.

Posteriormente, Fulberto, Bispo de Chartres, muito contribuiu para a difusão dessa data em toda a França. Finalmente, o Papa Inocêncio IV, em 1245, durante o Concilio de Lyon, estendeu a festividade a toda a Igreja.

Comemoração na actualidade

Por uma série de motivos curiosos, a festa da Natividade é celebrada muito especialmente em Itália e em Malta. Sendo o povo italiano muito vivo e propenso a celebrações familiares, isso não surpreende.

Em Malta, a principal comemoração da festa consiste numa solene procissão na localidade de Xaghra.(4)

Na cidade de Florença, no dia da festa, numerosas crianças dirigem-se ao rio Arno levando pequenas lanternas, que são colocadas na água e lentamente vão atravessando a cidade.

Na Sicília, na localidade de Mistretta, a população celebra a festa representando um baile entre dois gigantes. À primeira vista, pareceria que isto nada tem a ver com a natividade. Mas corresponde a uma tradição: foi encontrada uma imagem de Santa Ana com Nossa Senhora ainda menina. Levada à cidade, a imagem misteriosamente retornou ao local onde havia sido achada, e os habitantes julgaram que só poderia ter sido levada por gigantes. Proveio daí esse costume.

Em Moliterno, ao contrário, existe o lindo e pitoresco costume de as meninas da localidade fixarem pequenas candeias nos chapéus de seus trajes típicos. Em determinado momento desaparecem as outras luzes e só permanecem as das meninas, que executam uma dança regional.

Curiosamente, em muitas localidades as luzes desempenham papel determinante na festa. Podemos conjecturar uma razão: a Natividade de Nossa Senhora representou o prenúncio da chegada ao mundo da Luz de Justiça, Nosso Senhor Jesus Cristo.

Valdis Grinsteins in catolicismo.com.br

Notas:

2. Nuevo Diccionario de Mariologia, Ediciones Paulinas.
3. La fête angevine N.D. de France, IV, Paris, 1864, 188.


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