segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Quando um Bispo ou Sacerdote vos negar a Missa Tradicional mostrem-lhe estas palavras do Papa

"Assim é também a Igreja: católica, isto é, universal, espaço aberto onde todos são acolhidos e abrangidos pela misericórdia de Deus e pelo convite a amar. Não há – e oxalá nunca existam – muros na Igreja Católica." 

"Não há – e oxalá nunca existam – muros na Igreja Católica. Vo-lo peço por favor! É uma casa comum, é o lugar das relações, é a convivência da diversidade: este rito, aquele rito...; um pensa assim, esta irmã viu dum modo, aquela viu doutro…

A diversidade de todos e, nesta diversidade, a riqueza da unidade. E quem faz a unidade? O Espírito Santo. E quem faz a diversidade? O Espírito Santo. Quem puder compreender, compreenda. Ele é o autor da diversidade, tal como é o autor da harmonia. Assim o dizia São Basílio: «Ipse harmonia est – Ele próprio é a harmonia». É Ele Quem faz a diversidade dos dons e a unidade harmoniosa da Igreja."



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A história invulgar de São Nicolau, o verdadeiro Pai Natal

São Nicolau nasceu na cidade de Patras, de pais santos e ricos. O pai, Epifânio, e a mãe, Joana, geraram-no na primeira flor da juventude e viveram a partir de então em continência, levando uma vida de celibatários.

Diz-se que no primeiro dia em que o lavavam se pôs de pé na bacia; além disso, às Quartas e Sextas-Feiras só mamava uma vez. Chegando à juventude, evitava as lascívias dos outros jovens, preferindo entrar nas igrejas e decorar o que lá podia ouvir acerca da Sagrada Escritura. Quando os seus pais morreram, começou a pensar em como haveria de gastar as suas enormes riquezas, não para os louvores dos homens, mas para a glória de Deus.

Então, certo nobre, seu vizinho, pensou prostituir as suas três filhas virgens por falta de recursos, para, com o infame comércio delas, se poder sustentar. Quando o santo homem soube, ficou horrorizado com o crime e atirou uma quantidade de ouro envolvida num pano através de uma das janelas da casa onde ele morava e regressou à sua às escondidas.

Quando chegou a manhã, o homem encontrou aquela quantidade de ouro e, dando graças a Deus, celebrou o casamento da filha mais velha. Não muito tempo depois, o servo de Deus voltou a realizar obra semelhante. Voltando a encontrar o ouro e dando muitas graças, aquele homem decidiu vigiar para saber quem socorria a sua miséria. Passados alguns dias, Nicolau atirou o dobro do ouro para a casa do vizinho, que acordou com o barulho e seguiu São Nicolau que fugia, dizendo-lhe em alta voz:

‒ Pára, por favor, e não escondas o teu rosto do meu!

E, correndo mais depressa que Nicolau, reconheceu-o. Logo se prostrou e queria beijar-lhe os pés, mas ele, evitando-o, exigiu que nunca tornasse público aquele acontecimento.

Depois disto, tendo morrido o Bispo da cidade de Mira, combinaram os bispos nomeá-lo para aquela igreja. Havia entre eles um de grande autoridade de quem todos dependiam para aquela eleição. Depois de ter aconselhado todos a fazerem jejum e orarem, ouviu naquela noite uma voz a dizer-lhe que de manhã cedo observasse as portas da igreja e quando visse chegar o primeiro homem cujo nome fosse Nicolau, olhasse bem para ele, para consagrá-lo bispo.

Revelou isto aos outros, aconselhando-os a insistirem na oração enquanto ia observar as portas da igreja. Admirou-se muito ao ver que, àquela hora matinal, o homem enviado por Deus antes de todos os outros era Nicolau; chamando-o a si, o bispo disse-lhe:

‒ Como te chamas?

Ele, com uma simplicidade de pomba, respondeu, de cabeça inclinada:

‒ Nicolau, servo de vossa santidade.

Levaram-no para a igreja e, embora ele a isso muito se opusesse, colocaram-no na cátedra episcopal.

Mas ele em tudo continuava a observar a humildade e a seriedade da sua conduta anterior: passava as noites em oração, mortificava o corpo, fugia do convívio com mulheres; era humilde com quantos recebia, eficaz no falar, entusiasta no exortar e severo no corrigir. 

Bem-aventurado Jacques de Voragine in 'Légende Dorée'


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domingo, 5 de dezembro de 2021

Tríduo a Nossa Senhora da Imaculada Conceição: 5 a 7 de Dezembro

Pelo sinal + da Santa Cruz, livrai-nos, Deus + Nosso Senhor, dos nossos + inimigos. Em nome do Pai +, e do Filho + e do Espírito Santo +. Amém.

HINO

Avé, esperança nossa,
Avé, benigna e pia,
Avé, plena de graça,
Ó Virgem Maria.
Ó Trindade santíssima,
A ti o hino de graças,
Por Maria, estupenda criatura,
Por todos os séculos. Amém.

ACTO PENITENCIAL

Eu pecador me confesso a Deus todo-poderoso, à bem-aventurada sempre Virgem Maria, ao bem-aventurado Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado João Baptista, aos santos apóstolos Pedro e Paulo, a todos os Santos e a vós, Pai, porque pequei muitas vezes, por pensamentos, palavras e obras, (bate-se três vezes no peito) por minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa. Portanto, rogo à bem-aventurada Virgem Maria, ao bem-aventurado Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado João Baptista, aos santos apóstolos Pedro e Paulo, a todos os Santos e a vós, Padre, que rogueis por mim a Deus Nosso Senhor.

V. Kyrie eleison;
R. Christe eleison;
V. Kyrie eleison.
R. Senhor, tende piedade de nós;
V. Cristo, tende piedade de nós;
R. Senhor, tende piedade de nós.

LEITURA DO DIA: (Is 7,14)

Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Connosco.

REFLEXÃO

O Senhor não habita da mesma maneira com a Bem-aventurada Virgem e com os Anjos. Deus está com Maria como seu Filho; com os Anjos Deus habita como Senhor. O Espírito Santo está em Maria como no seu templo, onde opera. O Arcanjo anunciou (Lc 1, 35): O Espírito Santo virá sobre ti. Assim, pois, Maria concebeu por efeito do Espírito Santo e chamamos-lhe «Templo do Senhor», «Santuário do Espírito Santo». (cf. liturgia das festas de Nossa Senhora). Portanto, a Bem-aventurada Virgem goza de uma intimidade com Deus maior do que a criatura angélica. Com ela está o Senhor Pai, o Senhor Filho, o Senhor Espírito Santo, a Santíssima Trindade inteira. Por isso canta a Igreja: «Sois digno trono de toda a Trindade». É esta então a palavra mais nobre, a mais expressiva, como louvor, que podemos dirigir à Virgem. (Sermão de São Tomás de Aquino).

ORAÇÃO:

Santa Maria, Rainha dos Céus, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, que a nenhum pecador desamparais nem desprezais; ponde, Senhora, em mim os olhos de Vossa piedade e alcançai-me de Vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu, que agora venero com devoção a Vossa santa e Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prémio da bem-aventurança, por mercê do Vosso benditíssimo Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina para sempre. Amém.

Pai-nosso; Ave-Maria; Glória ao Pai.

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a vós. (Repetir três vezes).

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!
Para sempre seja louvado e Sua Mãe Maria Santíssima!

V. Salve Maria Imaculada!
R. Sem pecado concebida!


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II Domingo do Advento: tempo para fazer companhia a Nossa Senhora




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sábado, 4 de dezembro de 2021

A melhor resposta aos abusos litúrgicos



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Oração, Jejum e Misericórdia - São Pedro Crisólogo

Há três coisas, irmãos, pelas quais se confirma a fé, se fortalece a devoção e se mantém a virtude: a oração, o jejum e a misericórdia. O que pede a oração, alcança-o o jejum e recebe-o a misericórdia. Oração, jejum e misericórdia: três coisas que são uma só e se vivificam mutuamente.

O jejum é a alma da oração, e a misericórdia é a vida do jejum. Ninguém tente dividi-las, porque são inseparáveis. Quem pratica apenas uma das três, ou não as pratica todas simultaneamente, na realidade não pratica nenhuma delas. Portanto, quem ora, jejue; e quem jejua, pratique a misericórdia. Quem deseja ser atendido nas suas orações, atenda as súplicas de quem lhe pede, pois aquele que não fecha os seus ouvidos às súplicas alheias, abre os ouvidos de Deus às suas próprias súplicas.

Quem jejua, entenda bem o que é o jejum: seja sensível à fome dos outros, se quer que Deus seja sensível à sua; seja misericordioso, se espera alcançar misericórdia; compadeça-se, se pede compaixão; dê generosamente, se pretende receber. Muito mal suplica quem nega aos outros o que pede para si. Homem, sê para ti mesmo a medida da misericórdia; deste modo alcançarás misericórdia como quiseres, quanto quiseres e com a prontidão que quiseres; basta que te compadeças dos outros com generosidade e prontidão.

Façamos, portanto, destas três virtudes – oração, jejum, misericórdia – uma única força mediadora junto de Deus em nosso favor; sejam para nós uma única defesa, uma única operação sob três formas distintas. Reconquistemos pelo jejum o que perdemos por não o saber apreciar; imolemos pelo jejum as nossas almas, porque nada melhor podemos oferecer a Deus, como ensina o Profeta: Sacrifício agradável a Deus é o espírito arrependido; Deus não despreza um coração contrito e humilhado.

Homem, oferece a Deus a tua alma, oferece a oblação do jejum, para que seja uma oferenda pura, um sacrifício santo, uma vítima viva que ao mesmo tempo fica em ti e é oferecida a Deus. Quem não dá isto a Deus não tem desculpa, porque todos se podem oferecer a si mesmos.

Mas para que esta oferta seja aceite a Deus, deve acompanhá-la a misericórdia; o jejum não dá fruto se não for regado pela misericórdia; seca o jejum se secar a misericórdia; o que a chuva é para a terra é a misericórdia para o jejum. Por muito que cultive o coração, purifique a carne, extermine vícios e semeie virtudes, nenhum fruto recolherá quem jejua, se não abrir os caudais da misericórdia.

Tu que jejuas, não esqueças que fica em jejum o teu campo se jejua a tua misericórdia; pelo contrário, a liberalidade da tua misericórdia encherá de bens os teus celeiros. Portanto, ó homem, para que não venhas a perder por ter guardado para ti, distribui aos outros para que venhas a recolher; dá a ti mesmo, dando aos pobres, porque o que deixares de dar aos outros, também tu o não possuirás.

Sermões de São Pedro Crisólogo


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sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Sermão na Morte de um Homem Pobre






Gaetano Tinnirello era um sem-abrigo que pedia dinheiro à porta da paróquia Trinità dei Pellegrini, a igreja da Fraternidade Sacerdotal de São Pedro em Roma. A sua morte repentina, sendo relativamente jovem, deixou consternada a paróquia, que prontamente organizou a Missa de Requiem pela sua alma. Este é o sermão das exéquias, proferido pelo Padre Vilmar Pavesi:
 
"Tenho sede.” Na cruz, durante a sua agonia, Jesus estava com sede. Era uma sede imensa, causada pelas suas feridas. Mas era acima de tudo uma sede espiritual. Jesus tinha, e ainda tem, sede de almas, porque procura almas para as salvar, sem desprezar nenhuma delas.

Caetano também estava com sede. Quando fui ter com ele ao hospital a sua boca estava seca. “Padre, estou com sede, dê-me de beber”, foi a primeira coisa que me pediu. Depois de perguntar se eu poderia fazer isso, comecei a dar-lhe uma bebida com uma palhinha. Ele não conseguia mover-se. Depois de ter bebido meia garrafa de água, disse-lhe: “Caetano, pensa em Jesus Cristo na cruz. Ele também estava com sede, mas ninguém Lhe deu nada para beber. Agora podes entender melhor.” Ele acenou com a cabeça. Então perguntei se ele se queria confessar. Respondeu que sim. Ele estava perfeitamente lúcido. Confessou-se com as melhores disposições da alma, com humildade e sinceridade. E, depois, rezámos a sua penitência juntos. Depois, vendo sinais de sofrimento no seu rosto, por causa das dores, aconselhei-o a oferecer tudo pelo amor de Deus: “Jesus, eu ofereço isto por amor a Vós”. E ele repetia comigo, como uma criança: “Jesus, eu ofereço isso por amor a Vós”.

Então, perguntei-lhe se queria também receber a Extrema Unção, e ele concordou. Depois da Extrema Unção pediu-me mais água, porque ainda estava com sede. O nosso pobre Caetano, que ainda tinha sede, com a sua confissão e com a extrema-unção aliviava a sede que Deus sentia na Sua alma. Antes de deixá-lo, conversamos sobre várias coisas e como seria a sua vida quando saísse do hospital: pediu para que eu encontrasse um lugar onde pudesse morar, e prometi que o faria.

Depois perguntou onde ele estava naquele momento? “No hospital San Camillo”, respondi. “A que distância fica da paróquia?” “10 minutos de tram(transporte público)”, disse-lhe. “Quando vou andar de tram novamente?” “Quando Deus quiser, não precisas de te preocupar com o futuro. Senhor, seja feita a Vossa vontade.” E ele, mais uma vez, como uma criança, repetiu: “Senhor, seja feita a Vossa vontade”. Entreguei a Caetano as saudações de todos os sacerdotes da paróquia, especialmente do pároco, e de todas as pessoas que por ele tinham afecto e piedade. Nessa altura tive que sair. “Ah, o Padre tem que ir. Então, por favor, dê-me um pouco mais de água”. Após a última bênção e saudação, disse-me: “Padre, obrigado. Fez-me muito feliz. ”

A primeira vez que fui vê-lo no hospital foi no Sábado, após a primeira cirurgia. Ele estava em coma e em grave perigo de morte. Normalmente, tenho sempre comigo o óleo dos doentes, mas naquele dia, por acaso, não o tinha. E como era tarde, eles não me deixaram vê-lo. Voltei na Segunda-Feira, desta vez com os óleos sagrados. Caetano estava perfeitamente lúcido. No dia seguinte voltaria ao coma, seria submetido a outra operação e permaneceria em coma até ao dia de sua morte. Ele parece ter voltado ao estado de lucidez apenas durante algumas horas, como aquela criança que ressuscitou diante de São Filipe Néri apenas para poder confessar-se e receber a Extrema Unção, e, depois, morrer novamente.

Falando de São Filipe Néri, Caetano, sem saber,  viveu um de seus conselhos: todos os dias entrava na igreja e cumprimentava todos os santos. Quando se aproximava do altar-mor se prostrava-se no chão, beijava o chão e rezava. Foi exactamente isso que São Filipe Neri ensinou: “Quando tens pouco tempo ou não consegues rezar bem vai a uma igreja e cumprimenta os santos. Terás feito uma oração excelente.” Sempre pensei que o Senhor o salvaria por este acto de piedade, feito com tanta sinceridade, e também pelo rosário e pela medalha milagrosa que ele carregava ao pescoço.

Uma vez encontrei-o na igreja consertando o chão. Sem dizer nada a ninguém, começou a arrumar as placas de mármore, nas quais mais de uma pessoa havia tropeçado. "Caetano, o que fazes?" “Estou a arranjar o chão! Isto assim é perigoso. Não estou a fazer isto por dinheiro, mas sim porque é a casa de Deus e a casa de Deus é minha também.”

Ele queria trabalhar. Ele queria ser útil. Ele limpou a rua porque disse que morava lá e, portanto, queria que ela estivesse limpa. Ele também limpou a escada da igreja. Já o vi mais de uma vez ajudando espontaneamente o lixeiro a recolher o lixo. Ele fez isso sem nenhum interesse pessoal, apenas para ajudar. Quando ele chegou cá usava brincos. Não suporto homens com brincos, por isso um dia pedi-lhe para me vender seus brincos. Quando Caetano entendeu por que razão eu queria comprá-los, tirou-os, deitou-os no esgoto, prometeu-me que nunca mais ia mais usar e não queria o dinheiro. E assim foi.

A morte de Caetano aos 33 anos é uma grande tristeza para todos nós. A sua presença deu um rosto pitoresco à nossa paróquia. A sua presença era boa. Ele sabia como fazer com que todos gostassem dele. A morte de Caetano é uma grande dor para todos, porque, no fundo das nossas almas, todos nos sentimos um pouco responsáveis. Ele foi um dos irmãos menores de Cristo, porque tinha uma necessidade imensa de ser ajudado no corpo e na alma. Mais do que dinheiro, ele precisava de afecto sincero.

Quantas vezes respondemos ao seu espontâneo “Boa tarde” com indiferença, frieza ou pressa? Quantas vezes passamos por ele, sem sequer olhar para ele, quando ele não estava bem? "Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes" (Mt 25, 40).

Senhor, perante este corpo pedimos perdão por todo o bem que poderíamos ter feito a Caetano e não fizemos. Senhor, perante este corpo, te prometemos receber com generosidade e amor os pobres que a tua Providência se dignar enviar-nos.

No entanto, eu seria injusto se apenas tivesse reprovações perante este corpo. A morte de Caetano já começou a dar frutos. Muitos se sentiram tocados no coração e se abriram mais à caridade. É muito edificante o número de pessoas que continuamente pedem Missas pela sua alma. Esta é uma grande obra de caridade. Outros ofereceram-se para lhe dar um enterro decente. Esta também é uma obra de misericórdia, agradável ao Senhor. Alguns jovens cuidaram de Caetano com amor verdadeiro durante as suas últimas semanas. Foram eles que me levaram e acompanharam até ao hospital. Que o Senhor vos abençoe.

Caetano tem uma grande missão entre nós. Na verdade, a sua missão ainda agora começou. Ele, pobre, mas abençoado pelo Senhor, deve ensinar-nos a ser caridosos. Ele deve-nos ensinar a ter grande esperança em Deus. O Senhor aproximou-o desta paróquia. Ele fez com que Caetano encontrasse o afecto cristão dos seus fiéis e sacerdotes, porque queria dar-lhe a felicidade eterna no Céu. Gaetano também tem a missão de dar à Arquiconfraria da Santíssima Trindade um novo impulso nas suas obras de caridade espiritual e corporal.

São Filipe Neri, rogai por ele.
São Bento José Labre, rogai por ele.
Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por ele.


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São Francisco Xavier, Apóstolo do Oriente e Taumaturgo

Abrasado pelo amor a Deus, Francisco Xavier inflamou os lugares por ele evangelizados com o fogo do amor divino e o brilho dos seus milagres

Para Santo Inácio de Loyola não havia dúvida. O Papa, para atender ao Rei João III de Portugal, pedia-lhe membros da sua recém-fundada Companhia para evangelizar os domínios portugueses do ultramar. Como Francisco Xavier era o único de seus discípulos disponível no momento para acompanhar Simão Rodríguez, teria que ir. No entanto, dos seus primeiros filhos espirituais, Xavier era o predilecto, aquele que planeara ter consigo como conselheiro e provável sucessor. Mas Inácio de Loyola havia escolhido como lema de sua milícia Ad Majorem Dei Gloriam (Tudo para a maior glória de Deus). Se bem que tivesse sentimentos muito profundos, não era um sentimental. Chamou logo Francisco. Sempre pronto a obedecer, o futuro Apóstolo das Índias exclamou: “Pues! Heme aqui!” (Estou pronto! Vamos!).

No dia 16 de Março de 1540, provido dos títulos de Núncio Papal e Embaixador de Portugal para os países do Oriente, Francisco Xavier foi despedir-se do seu pai espiritual. Santo Inácio, pondo-lhe as mãos sobre os ombros, percebeu que a batina era muito rala. “Como, meu caro Francisco! Ides cruzar as neves dos Alpes com roupa tão leve?” O discípulo sorriu timidamente. "Depressa, tirando a sua própria batina, o Fundador da Companhia de Jesus tirou uma veste de flanela que usava e fê-la vestir a Xavier. Era como se, com essa parte da sua vestimenta, desse uma parte de si mesmo ao filho que partia.”(1) “Ide: acendei e inflamai todo o mundo”, foram as últimas palavras do antigo capitão de Pamplona ao ex-mestre do Colégio de Beauvais.

Essas palavras tornaram-se proféticas, pois o que esse fidalgo espanhol fez o resto da sua vida não foi senão inflamar tudo com o ardente fogo de seu amor de Deus.

Reforma da “Goa dourada, a Roma do Oriente”

Francisco Xavier tinha 35 anos quando cruzou o oceano para chegar a Goa em 6 de Maio de 1542. Essa cidade, capital das possessões portuguesas no Oriente, atraíra toda sorte de soldados de fortuna e aventureiros, os quais, longe de sua pátria, família, parentes e conhecidos, tinham caído numa vida licenciosa que escandalizava não só os seus correligionários, mas até os pagãos.

Dom João de Castro, um dos maiores vice-reis das Índias, descreve assim a situação de Goa à sua chegada: “As cobiças e os vícios têm cobrado tamanha posse e autoridade, que nenhuma cousa já se pode fazer por feia e torpe, que dos homens seja estranha.”(2)

Impelido “pela necessidade de perder a vida temporal para socorrer a espiritual de seu próximo”(3) São Francisco Xavier atirou-se ao trabalho, começando pelas crianças e doentes. Aos poucos a sua fama no confessionário e no púlpito atingiu outras áreas, e gente de todas categorias passou a procurá-lo para purificar sua alma. “Aqui em Goa eu moro no hospital, onde confesso e dou a comunhão para os enfermos. Mesmo assim, é tão grande o número dos que vêm pedir-me para ouvir confissões que, se eu estivesse em dez lugares ao mesmo tempo, não teria falta de penitentes”(4) escreveu ele a Santo Inácio apenas um mês depois da sua chegada.

Goa, a “dourada” ou a “Roma do Oriente”, era uma cidade cosmopolita e tinha atraído gente de todas as partes do mundo. São Francisco Xavier viu a necessidade de criar uma escola de para ajudar a evangelização. Menos de um ano depois da sua chegada, tinha já fundado o Colégio da Santa Fé. A sua finalidade, como ele explica, era “para que os nativos destas terras e os de diferentes nações e raças possam ser instruídos na fé. E para que, quando tiverem sido bem instruídos, sejam enviados às suas pátrias, de modo que ganhem fruto com o ensinamento que receberam.”(5)

Os “filhos de São Francisco Xavier”

A sua presença era requisitada também em outras partes: “Num reino longe daqui (Travancore, sudoeste da Índia), Deus moveu muitas pessoas a fazerem-se cristãs. De tal modo que, num só mês, baptizei mais de dez mil, homens, mulheres e crianças”(6). Nessa nova área ele foi recebido pelo marajá “com honras, e tratado com gentileza”. o Rei deu-lhe “permissão para pregar o Evangelho em todo o seu reino, e para baptizar aqueles dos seus súditos que quisessem tornar-se cristãos”(7).

Como escreveu para os membros da Companhia, em Goa “eu tenho estado ocupado baptizando todos os infantes. [...] Os mais velhos deles não me dão paz, pedindo-me sempre para ensinar-lhes novas orações. Eles não me dão tempo para rezar o meu breviário nem para comer.”(8)

São Francisco Xavier desceu até o extremo sul da Índia para evangelizar os Paravas, quase todos pescadores de pérolas. “Padre Francisco fala desses Paravas como de uma nobre raça, inteligente, trabalhadora e perseverante, a única tribo na Índia que se tornou inteiramente católica. [...] Eles orgulham-se de se chamarem a si próprios ‘os filhos de São Francisco Xavier’”, escreve um Prelado no início do século passado(9).

Foi nessa Costa da Pescaria que o “Padre Francisco” realizou muitos dos seus mais espectaculares milagres. Foram tantos e tão notáveis, que fica difícil a escolha.

Uma vez os ferozes Badagas cruzaram as montanhas, devastando o Travancore. O marajá, mal preparado para fazer face a esse perigo, apelou a São Francisco Xavier. O apóstolo juntou-se ao improvisado exército, colocando-se na primeira fila. Tão logo a sua voz pôde ser ouvida do outro lado, “o Padre Francisco, segurando o seu Crucifixo, caminhou para o inimigo [...] e gritou em alta voz: ‘Em nome de Deus, o terrível, eu vos ordeno que pareis’”.(10) Os badagas das filas dianteiras, aterrorizados, pararam e começaram a recuar. A debandada foi total.

“Eu te ordeno, levanta-te dos mortos!”

A cidade de Quilon, entretanto, não se impressionava com esses milagres, e as palavras de fogo do apóstolo não penetravam nos corações endurecidos dos seus habitantes. Um dia, quando estava rodeado por uma multidão a que não era capaz de tocar, o Santo ajoelhou-se e pediu fervorosamente a Deus que mudasse o coração e a vontade daquele povo obstinado. 

Depois de um instante, dirigiu-se ao local onde um jovem havia sido enterrado na véspera. Pediu que o desenterrassem. “Verifiquem todos se ele está mesmo morto”, disse à multidão. Alguns, ao abrirem o caixão, recuaram exclamando: “Ele não só está morto, mas cheira mal”. Xavier então ajoelhou-se e, com potente voz para que todos ouvissem, disse: “Em nome de Deus e em testemunho da fé que eu prego, eu te ordeno: levanta-te dos mortos”. Um tremor sacudiu o cadáver e a vida retornou plenamente a ele. O número das conversões foi grande, e a fama do milagre acompanhou Francisco Xavier através das Índias(11).

Para formar um clero nativo capaz de trabalhar entre seus irmãos, ele fundou mais quatro seminários: Cranganor, Baçaim, Coghim e Quilon.

Qual era o segredo da eficácia apostólica de São Francisco Xavier? Era uma heróica observância do maior mandamento de Cristo: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo teu entendimento” (Mt 22, 37). “Tenho tão grande confiança em Deus, cujo amor somente me move, que, sem hesitar, com o único bafejo do Espírito Santo, afrontei todas as tempestades do oceano na mais débil barca.”(12)

O segundo apóstolo da Índia recorre ao primeiro

Para saber se deveria avançar mais para o Oriente em sua evangelização, Francisco resolve fazer um recolhimento junto ao túmulo de São Tomé, em Meliapor.

O segundo apóstolo da Índia, em contato com o primeiro, recebeu muitas graças: “Aqui Deus lembrou-se de mim segundo sua costumeira misericórdia; Ele tem consolado infinitamente minha alma, e me fez saber que é sua vontade que eu vá para Málaca, e de lá às outras ilhas da região”.(13)

O resto da história é muito conhecido. Com o mesmo zelo, São Francisco evangelizou não somente Málaca e as Molucas, mas também muitas outras ilhas vizinhas, e chegou até o Japão, do qual foi o primeiro e mais importante apóstolo. Ele morreu só e desconhecido nas costas da China, com os olhos postos nas suas misteriosas terras, cuja antiga e rica civilização queria conquistar para Cristo.

No processo de canonização do grande Apóstolo do Oriente, a Santa Sé “reconheceu 24 ressurreições juridicamente provadas e 88 milagres admiráveis operados em vida pelo ilustre Santo”(14). Na bula de canonização são mencionados muitos milagres ocorridos em vida e depois da morte de São Francisco Xavier. Um deles foi que as lamparinas colocadas diante da imagem do Santo, em Colate, ardiam muitas vezes tanto com óleo como com água benta.

O seu corpo, incorrupto há séculos, pode ainda ser visto em Goa, coroando um dos mais notáveis exemplos do Evangelho posto em prática.

Plinio Maria Solimeo in catolicismo.com.br

Notas:

1. Mary Purcell, Don Francisco - the story of St. Francis Xavier, The Newman Press, Westminster, Maryland, 1954, p. 108.
2. Cónego Arsénio Tomaz Dias, da Sé Patriarcal de Goa, Memória Histórico-Eclesiástica da Arquidiocese de Goa, Tip. A Voz de S. Francisco Xavier, Nova Goa, Índia, 1933, p. 344.
3. G. Schurhammer - I. Wicki, S.I., Epistolae S. Francisco Xaverii, Romae, 1944, - Epist. 55, t. I., p. 325), citada pelo Papa Pio XII em sua mensagem aos católicos da Índia, in "Boletim do Instituto Vasco da Gama", Bastora, Goa, Índia, Dez. 1952, p. VIII.
4. Mary Purcell, op. cit., p. 147.
5. P. Rayanna, S.J., St. Francis Xavier and his shrine, 2nd ed., Bom Jesus, Old Goa, Índia, 1982, p. 72.
6. In Dr. E. P. Antony –– The History of Latin Catholics in Kerala, I.S. Press, Ernakulan, Índia, 1992, p. 44.
7. D. Ladislau Miguel Zaleski, Saint François Xavier, Missionaire et son Apostolat en Inde, Ensieldeln, Germany, 1910, p.102.
8. Mary Purcell, op. cit., p. 165.
9. D. Ladislau Zaleski, op. cit., p. 204.
10. D. Ladislau Zaleski, op. cit., pp. 115-116. Ver também “Memória…”, p. 344, Antony, pp. 45-46, P. Thomas, Christians And Christianity In India And Pakistan, London, George Allen & Unwin Ltd., 1954, p. 56 e J.M.S. Daurignac, São Francisco Xavier, Livraria Apostolado da Imprensa, Porto, 5ª ed., pp. 183-184.
11. Cfr. D. Ladislau Zaleski, op. cit., pp. 114-115.
12. Carta de 8 de maio de 1845 para os membros da Companhia, em Goa. In J.M.S. Daurignac, op. cit., p. 215.
13. Mary Purcell, op. cit., p. 182.
14. J.M.S. Daurignac, op. cit., p. 482.


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quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

São Francisco Xavier tinha dores nos braços de tanto baptizar

O braço direito do grande missionário São Francisco Xavier encontra-se na belíssima Chiesa di Gesù, em Roma. Este enorme santo deu a vida para levar a boa-nova de Jesus Cristo ao outro lado do Mundo. Muitos, hoje em dia, pensam que não vale a pena falar de Jesus a ninguém porque ja estamos todos salvos. São Francisco Xavier discordaria:

«É tão grande a multidão dos que se convertem à fé de Cristo, nesta terra onde ando, que, muitas vezes, me acontece sentir cansados os braços de baptizar; e não poder falar, de tantas vezes dizer o Credo e os Mandamentos, na sua língua, deles, e as outras orações, com uma exortação que sei na sua língua, na qual lhes declaro o que quer dizer cristão, e que coisa é paraíso, e que coisa inferno, dizendo-lhes quais são os que vão a um e quais a outro. Mais que todas as outras orações, digo-lhes muitas vezes o Credo e os Mandamentos. Há dias em que baptizo toda uma povoação e, nesta costa onde ando, há, agora, trinta povoações de cristãos.»

São Francisco Xavier em carta a Santo Inácio de Loyola


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Quem são os Padres da Igreja?

Os Padres da Igreja são os santos que durante os primeiros séculos da Igreja, iluminados como um todo pelo Espírito Santo, ajudaram a definir pontos essenciais da doutrina católica, que foram sendo desenvolvidos pelos teólogos subsequentes. Foi um período bastante fértil em heresias, que estes santos varões se apressaram a rebater, através da genialidade dos escritos e prédicas e também da santidade de vida.

Os quatro requisitos para ser considerado Padre da Igreja são:

1. Antiguidade: ter vivido nos primeiros oito séculos depois de Cristo;
2. Ortodoxia: recta doutrina, aprovada pela Igreja;
3. Santidade de vida: ter vivido as virtudes, teologais e morais, de modo heróico;
4. Aprovação: ter contribuído para o desenvolvimento dogmático, a ponto de ser reconhecido pela Igreja como Padre.


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quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Ex-Mestre de Yoga garante que não há Yoga cristão

“Não há Yoga cristão mas sim cristãos que praticam o Yoga” – esta é a voz de quem foi mestre desta disciplina que, conforme diz o próprio, é um caminho de vida. Hoje, o belga Joseph Marie Verlinde é sacerdote e Prior de um mosteiro em França. A sua reflexão, sustentada pela experiência, questiona os argumentos que apresentam o yoga como simples e bom, como um exercício de bem-estar físico e psíquico.

No seu livro “A Experiência Proibida”, resumo de passagens de uma entrevista emitida pelo “Net For God Productions” e do qual apresentaremos alguns extractos, transparece a verdade e a paixão pela sua resposta fiel a Deus, Aquele que, finalmente, conquistou a sua alma.

Apenas com vinte anos, era já um reconhecido cientista no Fundo Nacional de Investigação Científica da Bélgica, e tomou parte na grande revolução cultural de 1968. “Era investigador de Química Nuclear, e os meios científicos e de investigação encontravam-se em plena efervescência. Nesse momento, deixei-me levar por essa onda. Focalizei-me nas experiências do Oriente, que invadiam o horizonte da cultura ocidental.”

A Revolução das estruturas e da consciência

Nem a sua sólida educação cristã, nem a apurada qualificação crítica do seu ser científico impediram que o movimento de estruturas na sociedade e na sua época lhe causassem impacto. Num certo dia, (Joseph Marie Verlinde) ficou absorto perante um anúncio publicitário que convidava à prática da Meditação Transcendental. Como refere, aquilo de ser um “caminho simples, fácil e eficaz” para chegar a estados superiores de consciência e uma auto-realização plena, era irresistível. “Entreguei-me completamente a esta prática – pormenoriza- chegando ao ponto de me ver completamente egocêntrico, como se estivesse fora da realidade e incapaz de assumir o meu trabalho no laboratório onde trabalhava."

O “guru” e a sedução do Yoga

É então que (o agora sacerdote e Prior) conhece um afamado seguidor de Yoga chamado Maharishi Mahesh Yogi. “Como dedicava uma especial atenção aos homens da ciência, recebeu-me cordialmente. Começou por me levar à prática de uma técnica ainda mais intensa, pois, segundo ele, as dificuldades por que passava deviam-se à falta de um relaxamento de tensões profundas. Após esse tempo de purificação, propôs-me tornar-me eu mesmo um mestre de meditação, e formou-me para o fazer.

Durante quase três anos (Joseph Marie) explorou os afamados efeitos benéficos do Yoga, permanecendo numa comunidade espiritual (Ashram), na Índia. Desde cedo foi treinado, ali mesmo, na prática do Yoga, descobrindo assim, como o refere, que aquela prática era “uma grande liturgia. Enquanto que os ocidentais faziam e fazem Yoga como exercício de relaxamento. Numa viagem à Alemanha comentei com o guru que os europeus praticavam Yoga como exercício de relaxamento e ele teve um ataque de riso. Reflectiu em breves momentos e disse que “isso não impediria que o Yoga fizesse os seus efeitos.” (O Autor) Continuou preso a este problema e reflectiu-o no seu livro “A Experiência proibida” e recorda que, apesar de ter experimentado a beleza, a harmonia e a serenidade, durante as suas práticas, “toda a minha natureza poderia exultar com uma sobriedade indiscritível, excepto mais fina parte da minha alam que continuava insatisfeita, desejando o Amado.”

Joseph Marie assinala nos eu livro que o Yoga é-nos um caminho estranho que conduz à Fé. No horizonte cristão, afirma (o autor) que é “a elevação de que se ouve falar, é uma saída de si mesmo rumo a Deus e aos outros, numa entrega caritativa aos mesmos.” Acrescenta, no entanto, que isto não é o horizonte do Yoga que em si mesmo é “uma imersão em nós próprios, para desfrutarmos da forma narcisista do próprio acto de ser, num estado solitário (…) o que pratica o Yoga põe-se a caminho da sua própria realidade absoluta, a qual quer gozar sem nenhuma companhia”, termina (o autor.) 

Recuperando o sentido

Algum tempo depois, sentido uma permanente, ainda que vaga, nostalgia de Deus, Joseph Marie recebeu a visita de um médico naturista que o marcaria. Refere: «os nossos corpos estavam algo maltratados, por causa do exercício que realizávamos, e aquele naturista era cristão. E eu, como era uma espécie de secretário pessoal do guru, recebi-o. Conversámos e, durante essa conversa, perguntou-me: “É cristão? É Baptizado?” e eu respondi-lhe: “Claro”. Ele devolveu-me uma nova questão: “Quem é Jesus para si?” É difícil de expressar, mas naquele momento percebi que Jesus me dizia: “Meu Filho! Quanto tempo me farás esperar?” Ali apercebi-me do quão era amado incondicionalmente, que não havia nenhuma sombra de juízo no olhar, não havia penitência, mas sim compaixão. Uma ternura infinita, um mar de misericórdia que se derramava sobre mim e eu chorava, chorava toas as lágrimas do meu arrependimento…» Não passou muito tempo para que Joseph Marie se visse revestido com a força necessária para abandonar Ashram e as práticas de guru. 

Um recomeço atribulado

(O Prior) Tomou um avião de regresso à Bélgica. Com muito pouco chegou a Bruxelas. No entanto, sentindo-se cheio de temor e confuso, em vez de buscar ajuda em pessoas da Igreja, recorreu a algumas pessoas que lhe pareciam ser mais idóneas, para lhe esclarecerem as suas inquietações. “Estavam adaptados à corrente das tradições transmitidas pelo hinduísmo, mas tinham também como referência os Evangelhos. Depositei a minha confiança neste grupo, que se dizia cristão, mas na verdade misturavam energia e reencarnação. E não me apercebi, mas entrei numa escola esotérica.”

Começou a naufragar nesse ambiente e cedo experimentou uma reviravolta radical naquela comunidade. «Voltei ao ocultismo. Vi-me envolvido em práticas ocultistas, no âmbito do que hoje se designa de “Terapias energéticas”. Isto é, manipular as energias ocultas com objectivo de obter curas. Tornei-me amigo de um naturista e ele admirou-se das minhas “habilidades” como médium, usando as forças ocultas sem dificuldade, para penetrar a mente dos outros. Estas sessões de cura ocupavam todo o meu tempo livre. Mas, na realidade, o que acontecia era um surgir de sintomas e não a cura.»

Diz o autor: “Ainda assim, comecei a participar na Eucaristia, apesar de que não conseguia confiar nos representantes da igreja e prolongava os meus tempos de oração com o Santo Rosário. Paulatinamente tomei consciência da alienação subtil que padecia a raiz do trabalho com estas entidades. Sobretudo, quando um dia se manifestarem.”

Honesto, Joseph Marie, confidencia que, no seu trabalho, escutou vozes estranhas. «Tinha um grupo de manipulações a que designávamos “colectividade magnética”. E, num profundo silêncio, ouvia alguém que dizia alguma coisa, mas na realidade, nada me chamava. Estava muito preocupado, pois isto repetia-se com frequência. Então, comentei-o com os dirigentes do grupo, que se rirem e me disseram: “Isso não é nada! Não to dissemos, mas é evidente que exerces os teus poderes sem a ajuda dos espíritos. São anjos curandeiros!” 

Porém, continuou escravo por estes “anjos curandeiros”, chegando ao extremo de, numa viagem a Paris, enquanto participava na Eucaristia do meio-dia, no momento da consagração «quando o sacerdote disse “por Cristo, com Cristo e em Cristo” ouvi estes seres blasfemar vergonhosamente de Cristo. Fiquei petrificado. Nesse instante compreendi que tinha sido enganado e abusado. No fim da celebração, procurei o sacerdote e contei-lhe a minha história. Respondeu-me: “Isso não me admira. Sou o exorcista da Diocese.” Após este primeiro encontro de libertação – este detalhe é bastante importante – passou a ir todos os dias à missa e não acontecia nada, os espíritos ou entidades desapareciam. Sabiam que era melhor ficarem quietos. A autoridade do sacerdote, porém, obrigou-os a revelarem-se para se proceder à grande purificação. E, finalmente, através de orações intensas, vi-me liberto.» - confidencia.

O chamamento ao sacerdócio ia amadurecendo-se no coração de Joseph – Marie, desde que regressara da Índia. “Desta vez- assinala- decidi entregar-me à Igreja, fazendo uso do tempo necessário para compreender a minha história à luz do Evangelho.” Foi assim que após dez anos de formação, foi ordenado sacerdote em 1983, integrando-se na Comunidade Monástica de São José, na qual é Prior de um Mosteiro, em França. 

in religionenlibertad


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Quarta-Feira, dia dedicado a São José

 
Ladainha a São José

Senhor, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo atendei-nos. Jesus Cristo atendei-nos.


Pai do Céu que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo que sois Deus, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, rogai por nós.


S. José, rogai por nós.
Honra da família de David, rogai por nós.
Glória dos Patriarcas, rogai por nós.
Esposo da Mãe de Deus, rogai por nós.
Castíssimo guardião da Virgem, rogai por nós.
Amparo do Filho de Deus, rogai por nós.
Vigilante defensor de Cristo, rogai por nós.
Chefe da Sagrada Família, rogai por nós.
José justíssimo, rogai por nós.
José castíssimo, rogai por nós.
José prudentíssimo, rogai por nós.
José fortíssimo, rogai por nós.
José fidelíssimo, rogai por nós.
Espelho de paciência, rogai por nós.
Amante da pobreza, rogai por nós.
Modelo dos trabalhadores, rogai por nós.
Glória dos lares, rogai por nós.
Guardião das virgens, rogai por nós.
Sustentáculo das famílias, rogai por nós.
Consolo dos infelizes, rogai por nós.
Esperança dos enfermos, rogai por nós.
Advogado dos moribundos, rogai por nós.
Terror dos demónios, rogai por nós.
Protector da Santa Igreja, rogai por nós.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos Senhor!
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos Senhor!
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós Senhor!

V/ Ele constituiu-o Senhor da sua casa.
R/ E fê-lo príncipe de todos os seus bens. 

Oremos

Ó Deus, cuja inegável providência se dignou escolher o bem-aventurado S. José para esposo de Vossa Mãe Santíssima, fazei que venerando-o como protector na terra, mereçamos tê-lo como nosso intercessor no Céu. Vós que sois Deus com o Pai, na unidade do Espírito Santo. Ámen.


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terça-feira, 30 de novembro de 2021

Morreu o homem que construiu sozinho uma "Catedral"

Justo Gallego Martinez, o criador da "Catedral" Nuestra Señora del Pilar, em Mejorada del Campo, Espanha, morreu neste Domingo, aos 96 anos.

Justo começou a construção em 1961 sem planos e sem guindaste. Trabalhava sozinho, usava apenas sucata do complexo industrial próximo. O seu dia de trabalho começava todos os dias às 6h00 da manhã, excepto aos Domingo.

Quando tinha 10 anos, durante a Guerra Civil Espanhola, testemunhou como os comunistas, lutando contra o General Franco, assassinaram sacerdotes e pegaram fogo à igreja em Mejorada. Isso deixou-o com pouco respeito pela administração socialista da cidade.

Justo tornou-se trapista, mas contraiu tuberculose, pelo que foi incapaz de seguir a vida trapista ascética e saiu pouco antes de fazer os votos finais. Ele prometeu a Nossa Senhora do Pilar que construiria um santuário se recuperasse a saúde. Quando isso aconteceu, começou a construir a igreja num terreno herdado dos seus pais.

A imponente construção (55x25x35m) apresenta uma série de torres semi-acabadas, enquanto as paredes internas são decoradas com frescos.

Quando Justo começou, as pessoas chamavam-lhe "padre maluco", mas ele não ligava. “O que fiz, fi-lo por Nosso Senhor”, disse Gallego, “nunca estive com uma mulher. Para mim, a Igreja é a minha vida, a minha esposa, os meus filhos”.

Os bispos espanhóis recusaram-se a aceitar a Catedral como igreja.

in gloria.tv


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Dia do Apóstolo Santo André, irmão de São Pedro

Hoje é dia de Santo André, o primeiro Apóstolo a ser chamado por Jesus Cristo para O seguir. Dos 12 Apóstolos, 10 morreram mártires. Santo André foi morto numa cruz em forma de X, na região de Patras (Grécia), para onde tinha ido evangelizar. Enquanto se encaminhava para a dita cruz, rezou deste modo:

"Salve Cruz, santificada pelo Corpo de Jesus e enriquecida pelas gemas preciosas de Seu Sangue... Venho a ti cheio de segurança e alegria, para que tu recebas o discípulo d'Aquele que sobre ti morreu. Cruz boa, há tempos desejada, que os membros do Senhor revestiram de tanta beleza! Desde sempre te amei e desejei abraçar-te... Acolhe-me e leva-me até o meu Mestre."

Um homem que enfrenta assim a morte, com a certeza que nada acaba ali - antes, o que vem depois é incomparavelmente melhor do que qualquer coisa que se possa ter ou viver nesta vida - é um homem verdadeiramente livre. Fazem falta homens livres.

João Silveira


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segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Como começar a rezar o Terço em Família durante o Advento

Para a nossa família o Terço diário começou um ano, durante o Advento. A Joy e eu sabíamos que deveríamos rezar o Terço em família todos os dias. Afinal de contas, Nossa Senhora de Fátima pediu se rezar o Terço todos os dias. 

Mais ainda, os Papas têm pedido repetidas vezes o Terço em família, concedendo mesmo uma indulgência plenária a quem o faz. Por isso nós queríamos rezá-lo, mas não sabíamos como começar. Sem sabermos, o Advento viria a tornar-se o modo para o Terço diário se tornar consagrado na nossa vida doméstica de cada dia. Aconteceu assim:

Todos os anos a nossa família acende uma coroa de advento muito bonita, com velas altas e largas - não só nos Domingos do Advento mas em cada do dia do Avento (i.e. acendemos um vela roxa todas noites na primeira semana - duas velas na segunda semana, etc.). Normalmente eu lia um versículo da Sagrada Escritura, falávamos sobre isso e depois rezámos em família. Quando as crianças começaram a crescer  faziam o que fosse preciso para acender as velas porque as crianças gostam mesmo do fogo.

Se disserem a uma criança: "Podes acender as velas do Advento se comeres as ervilhas todas", a criança vai comer todas as ervilhas. Isto também funciona na Missa. Já acalmei o meu filho de 3 anos a dizer baixinho: "Se queres acender uma vela no fundo da igreja, é melhor parares de andar às voltas!"

Assim, o Advento foi a única altura consistente em que nos juntávamos como uma família à noite para rezar. Rezávamos com as crianças antes de dormir. As crianças gostavam das nossas noites de Advento porque podiam acender as velas e depois soprá-las quando acabava. Naturalmente, o Advento foi a altura ideal para inserir o Terço de família e foi isso que aconteceu.

As crianças, dos 3 aos 7 de idade, vão tentar rezar e seguir as contas se puderem "brincar com o fogo". As velas do Advento foram o meio de conseguir isto.

Por isso, quando o Advento acabou, continuámos a rezar o Terço durante os 12 dias de Natal e continuámos a acender essas velas. Depois veio a Epifania e tínhamos de guardar as velas. Isto foi um problema porque as crianças queriam acender as velas! Mas nós não podíamos manter a Coroa de Advento o ano inteiro...

Assim, fizemos um altar de família permanente, acrescentámos um crucifixo e...claro: velas. E o Terço em família simplesmente continuou e tem continuado sem interrupções até hoje. Mesmo com babysitters, as crianças vão rezar o Terço. É como lavar os dentes ou pôr desodorizante. Rezar o Terço é uma coisa que se faz todos os dias.

Ainda estamos na primeira semana do Advento. Se não rezam o Terço em família não é tarde. Deixem os miúdos acender as velas e arranjem uma imagem bonita de Nossa Senhora ou um crucifixo para ter por perto. Quando o Advento acabar, tirem a coroa, e repitam o processo.

Tenham um feliz e santo Advento e façam dele um tempo para crescer mais perto de Maria e Jesus - através do Santo Terço. 

Taylor Marshall


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Liturgia para a bênção de uma mãe após dar à luz (França, 1930)




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domingo, 28 de novembro de 2021

Novena da Imaculada Conceição

Oração para todos os dias (29 de Novembro a 7 de Dezembro)

Deus vos salve, Maria, cheia de graça e bendita mais que todas as mulheres, Virgem singular, Virgem soberana e perfeita, eleita para Mãe de Deus e preservada por Ele de toda a culpa desde o primeiro instante da sua Concepção. Tal como por Eva nos veio a morte assim nos vem a vida por ti, que pela graça de Deus foste eleita para ser Mãe do novo povo que Jesus Cristo formou com o Seu Sangue.

 

A ti, puríssima Mãe, restauradora da caída linhagem de Adão e Eva, vimos confiantes e suplicantes nesta novena, para rogar que nos concedas a graça de sermos verdadeiros filhos teus e de teu Filho Jesus Cristo, livres de toda a mancha de pecado.

 

Confiantes, Virgem Santíssima, que haveis sido feita Mãe de Deus não apenas para vossa dignidade e glória, senão também para salvação nossa e proveito de todo o género humano. Sabendo que jamais se tenha ouvido dizer que um de quantos tem acudido à vossa protecção e implorado o vosso socorro tenha sido desamparado.

 

Não me deixeis, pois, porque se me deixais me perderei. Que eu tampouco quero deixar-vos, antes bem, cada dia quero crescer mais na vossa verdadeira devoção.

 

Alcançai-me principalmente estas três graças:

A primeira, não cometer nenhum pecado mortal;

A segunda, um grande apreço à virtude cristã,

A terceira, uma boa morte.

 

Além disso, dai-me a graça particular que vos peço nesta novena (fazer aqui o pedido que se deseja obter).

 

Rezar a oração do dia correspondente (ver abaixo)

  

Bendita a Vossa Pureza!

Eternamente bendita!
Que até Deus Se delicia
Com tão graciosa beleza!
A Vós, celeste Princesa
Sagrada Virgem Maria
Vos ofereço neste dia
Alma, vida e coração!
Olhai-me com compaixão!
Não me deixeis, ó Maria!

 

Rezar três Ave-Marias

 

A tua Imaculada Concepção, oh! Virgem Mãe de Deus, alegrou o Universo inteiro.

 

Oração Final

 

Oh! Deus meu, que pela Imaculada Concepção da Virgem preparastes digna habitação ao Vosso Filho: Vos rogamos que, como a haveis preservado de toda a mancha em previsão dos méritos da morte do Vosso Filho, assim nos concedais, por sua intercessão, chegar a Vós limpos de pecado. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. Amen.

 

Primeiro dia - 29 de Novembro

 

Oh! Santíssimo Filho de Maria Imaculada e benigníssimo Redentor nosso:

Tal como preservastes a Maria do pecado original na sua Imaculada Concepção, e nos concedestes o grande beneficio de nos livramos dele por meio do teu Santo Baptismo, assim vos rogamos humildemente que nos concedais a graça de nos portarmos sempre como bons cristãos.

 

Segundo dia - 30 de Novembro

 

Oh! Santíssimo Filho de Maria Imaculada e benigníssimo Redentor nosso:

Tal como preservastes Maria do pecado mortal em toda a sua vida e a nós nos dais as graças para evitá-lo e o Sacramento da confissão para remedia-lo, assim vos rogamos humildemente, por intercessão da vossa Mãe Imaculada, nos concedais a graça de não cometer mais nenhum pecado mortal, e se acontecer tão terrível desgraça, a graça de sair dele quanto antes por meio de uma boa confissão.

 

Terceiro dia - 1 de Dezembro

 

Oh! Santíssimo Filho de Maria Imaculada e benigníssimo Redentor nosso:

Tal como preservastes Maria do pecado venial em toda a sua vida, e a nós nos pedes que purifiquemos mais e mais as nossas almas para sermos dignos de vós, assim vos rogamos humildemente, por intercessão da vossa Mãe Imaculada, nos concedais a graça de evitar os pecados veniais e a de procurar e obter cada dia mais pureza e delicadeza de consciência.

 

Quarto dia - 2 de Dezembro

 

Oh! Santíssimo Filho de Maria Imaculada e benigníssimo Redentor nosso:

Tal como livrastes a Maria da inclinação ao pecado e lhe destes domínio perfeito sobre todas as suas paixões, assim vos rogamos humildemente, por intercessão de Maria Imaculada, nos concedais a graça de ir domando as nossas paixões e destruindo as nossas más inclinações, para que vos possamos servir com verdadeira liberdade de espírito e sem imperfeição.

 

Quinto dia - 3 de Dezembro

 

Oh! Santíssimo Filho de Maria Imaculada e benigníssimo Redentor nosso:

Tal como, desde o primeiro instante da sua Concepção, destes a Maria mais graça do que a todos os Santos e Anjos do Céu, assim vos rogamos humildemente, por intercessão da vossa Mãe Imaculada, nos inspireis um apreço singular da divina graça que Vós nos adquiristes com o Vosso sangue, e nos concedais o aumentar mais e mais com as nossas boas obras e com a recepção dos Santos Sacramentos, especialmente o da Comunhão.

  

Sexto dia - 4 de Dezembro

 

Oh! Santíssimo Filho de Maria Imaculada e benigníssimo Redentor nosso:

Tal como, desde o primeiro momento, destes a Maria, com toda a plenitude, as virtudes sobrenaturais e os dons do Espírito Santo, assim vos suplicamos humildemente, por intercessão da vossa Mãe Imaculada, nos concedais a nós a abundancia destes mesmos dons e virtudes, para que possamos vencer todas as tentações e tenhamos muitos actos de virtude dignos da nossa profissão de cristãos.

  

Sétimo dia - 5 de Dezembro

 

Oh! Santíssimo Filho de Maria Imaculada e benigníssimo Redentor nosso:

Tal como destes a Maria, entre as demais virtudes, uma pureza e castidade eximias, pelas quais é chamada Virgem das virgens, assim vos suplicamos, por intercessão da tua Mãe Imaculada, nos concedais a dificilíssima virtude da castidade.

 

Oitavo dia - 6 de Dezembro

 

Oh! Santíssimo Filho de Maria Imaculada e benigníssimo Redentor nosso:

Tal como destes a Maria a graça de uma ardentíssima caridade e amor de Deus sobre todas as coisas, assim vos rogamos humildemente, por intercessão da vossa Mãe Imaculada, nos concedas um amor sincero a vós - Oh! Deus Senhor nosso! Nosso verdadeiro bem, nosso benfeitor, nosso Pai - e que antes queiramos perder todas as coisas que ofender-Vos com um pecado que seja.

 

Nono dia - 7 de Dezembro

 

Oh! Santíssimo Filho de Maria Imaculada e benigníssimo Redentor nosso:

Tal como haveis concedido a Maria a graça de ir ao Céu e de ser nele colocada no primeiro lugar depois de Vós, vos suplicamos humildemente, por intercessão de Maria Imaculada, que nos concedais uma boa morte, que recebamos bem os últimos sacramentos, que expiremos sem mancha nenhuma de pecado na consciência e vamos ao Céu para sempre.



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