segunda-feira, 10 de junho de 2019
sábado, 8 de junho de 2019
3 coisas que o Vaticano II não ensinou
Na minha experiência, quando alguém acaba uma frase com: "que é, afinal de contas, o espírito do Vaticano II" ou "o espírito do Papa João XXIII", quase nunca sabe o que está a dizer. De facto, o "espírito" de que normalmente falam está em conflicto directo tanto com o Vaticano II como com João XXIII.
A Sacrosanctum Concilium é o documento do Vaticano II que lida especificamente com a a liturgia. Neste texto dou o exemplo (de uma forma ridiculamente breve) de três coisas que a constituição não disse.
1. ACABAR COM O LATIM NA LITURGIA
No parágrafo 54, a constituição diz: "Em Missas que são celebradas com o povo, pode-se dar um lugar próprio à língua vernácula. Isto é para aplicar em primeiro lugar às leituras e à Oração Comum. Mas também se pode aplicar às respostas das pessoas, se as condições locais o permitirem.
No entanto, a constituição continua, "Ainda assim, devem ser dados passos para que os fiéis também sejam capazes de rezar ou cantar juntos em Latim as partes do Ordinário da Missa que lhes correspondem" (isto é, as partes que não mudam e que rezamos todos os Domingos, como o Credo, o Glória ou o Pai Nosso).
2. DAR À MÚSICA CONTEMPORÂNEA UM LUGAR DE DESTAQUE
No parágrafo 116, o documento diz: "A Igreja reconhece o Canto Gregoriano como o canto próprio da Liturgia Romana; por isso, este terá, em igualdade de circunstâncias, o primeiro lugar nas acções litúrgicas.”
3. QUE O SACERDOTE SE VIRE PARA O POVO NA LITURGIA
Em nenhum sítio do documento se diz que a Missa devia ser celebrada virada para as pessoas. Vejam vocês mesmos. O fundador e presidente da Ignatius Press, o Pe. Joseph Fessio, diz "A Missa virada para o povo não é um requisito do Vaticano II; não está no espírito do Vaticano II; definitivamente não está nos textos do Vaticano II. É algo que foi introduzido em 1969.”
in mattfradd.com
Voltar a descobrir o valor da Missa
quinta-feira, 6 de junho de 2019
75 anos do dia D
Há 75 anos, no dia 6 de Junho de 1944, as tropas aliadas desembarcaram na costa da Normandia, apanhando de surpresa as tropas alemãs. Pela sua importância para o desfecho da II Guerra Mundial, esse dia ficou conhecido como o dia D. Uns dias mais tarde, ainda no mês de Junho, foi celebrada a Santa Missa nessa mesma praia.
Modernização esvaziou Igreja Católica de seminaristas, sacerdotes e frades
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| Seminário abandonado em Albelda de Iregua, La Rioja, Espanha |
No período “pós-conciliar”, depois de ter acabado o Concílio Vaticano II (1965), foi assombroso o número das apostasias sacerdotais, dos mosteiros que ficaram vazios e de seminários que fecharam.
A “caridade” é uma palavra que quase não se pronuncia com o significado de outrora. Entraram outras vozes mais modernas tiradas da sociologia.
Em Espanha, recentemente, multiplicaram-se os esforços de marketing para preencher os imensos vazios. Pretendem apresentar, com golpes de propaganda, uma imagem “simpática” e “moderna” da Igreja. Mas os vazios agigantam-se. Tornam-se abismos.
Entre esses esforços para mostrar a Igreja como Ela não é, para “parar a sangria de vocações”, o jornal “El País” mencionou uma campanha de sensibilização voltada para os jovens cristãos sob o lema "Responde sim ao sonho de Deus".
Os hábeis propagandistas inventam slogans sedutores para os jovens que sentem um chamamento de Deus e que procuram um seminário ou uma casa religiosa de acordo com a vocação divina. Essas campanhas prometem “oração” e até acenam doações económicas para os eventuais seminaristas de poucos recursos e/ou estrangeiros, especialmente africanos.
Porém, prossegue o “El País”, nada disso convence: o número de candidatos ao seminário em Espanha decai ano após ano.
No último ano (2018) só se inscreveram 236 candidatos - 46 a menos que o ano anterior, -uma cifra minúscula para um país que sempre deu grande número de novos sacerdotes e incontáveis missionários.
As desistências superam os ingressos. Em 2019, 123 homens abandonaram o sacerdócio.
No ano passado foram ordenados apenas 135 padres, longe dos mais de 8000 que eram ordenados todos os anos na década de 60.
Também decrescem as vocações monásticas em proporções análogas. Em consequência vão sendo suprimidos os mosteiros como o das freiras Clarissas Capuchinhas de Cifuentes (Guadalajara).
Históricas casas religiosas acabam abandonadas por falta de vocações e não são poucas vezes transformadas em hotéis, casas de entretimentos diversos ou até templos de falsas religiões ou discotecas.
Ainda assim, em Espanha, há 18164 sacerdotes e 53918 religiosos, segundo dados da Conferência Episcopal. A idade média é elevada: mais de 65 anos, segundo o secretário geral e porta-voz da Conferência Episcopal Espanhola (Cfr. Infocatólica).
Realizam-se eventos como a recente 56ª Jornada Mundial da Oração pelas vocações na tentativa de povoar os seminários vazios como os de Lleida e Jaca, por exemplo, que tem apenas um seminarista.
Em milhares de paróquias, especialmente as rurais, sente-se a falta de sacerdotes novos. Com frequência, um padre deve cuidar da vida das paróquias numa dezena de cidades.
Para a historiadora das religiões e doutora em filosofia Laura Lara, uma causa relevante é a laicização – leia-se esvaziamento moral ou mundanização – da Igreja, que se tem acelerado nos últimos anos. A dimensão sobrenatural e espiritual é abafada.
Também a aprovação de leis promotoras da imoralidade e outras que punem os sacerdotes que censuram o pecado e as práticas antinaturais contribui a pôr em fuga jovens que em verdade não estão interessados no heroísmo que exige a vocação sacerdotal hoje em dia.
Mas as vocações sinceras não arredam diante desses obstáculos levantados pelo mundo, o demónio e a carne. Elas procuram os seminários e conventos onde se formam almas sobrenaturais que combatem as insídias revolucionárias. Não são bem vistos pelas maioria das Conferencias Episcopais que depositam a sua fé na visão mundana da Igreja.
Mas essas vocações autenticas estão aparecendo e são o presságio duma renovação profunda da Igreja com as suas raízes bem alimentadas pela graça de Jesus Cristo, de modo a levar o rebanho dos fiéis à glória dos Céus.
adaptado de Luis Dufaur in lumenrationis.blogspot.com
quarta-feira, 5 de junho de 2019
Encontro Summorum Pontificum 2019 em Roma
Padre Claude Barthe Capelão Geral da Peregrinação Summorum Pontificum
Christian MarquantPresidente de Oremus - Paix Liturgique
têm a alegria de vos convidar a participar do 5º Encontro Summorum Pontificum que terá lugar em Roma, sexta-feira, 25 de Outubro de 2019. O acolhimento dos participantes começará às 9h00 e os trabalhos terão início às 10h00 a fim de se poderem encerrar às 16h30 em ponto.
Como no ano passado, também este 5º Encontro Summorum Pontificum terá lugar no instituto de estudos patrísticos Augustinianum, localizado perto do Santo Ofício, junto à colunata da Praça São Pedro (Via Paolo VI, 25).
Palestrantes do Encontro
Indicamos de seguida os nomes dos palestrantes que animarão esta jornada de trabalho e amizade organizada em honra da liturgia tradicional.
Natalia Sanmartin Fenollera (Espanha) - Jornalista e autora do best-seller mundial 'O Despertar da Menina Prim'
Padre John Zuhlsdorf (EUA) - Animador de um dos mais importantes "Tradi-blogs" dos Estados Unidos
Don Nicolas Bux (Itália) - Antigo consultor da Congregação para o Culto Divino professor emérito de Liturgia Oriental na arquidiocese de Bari
Ruben Peretó Rivas (Argentina) - Professor de Filosofia Medieval e investigador do CNRS da Argentina
João Silveira (Portugal) - Fundador e animador de Senza Pagare
O conteúdo pormenorizado das comunicações do Encontro será anunciado no final de Setembro próximo, mas apresentamos desde já o programa dos trabalhos desta jornada.
Programa da jornada
A partir das 9h00: Acolhimento dos participantes com pequeno-almoço buffet
10h00: Palavra de abertura pelo Pe. Claude Barthe, capelão do Coetus internationalis Summorum Pontificum (CISP)
Das 10h15 às 12h30: Primeira parte dos trabalhos
Das 12h30 às14h00: Tempo livre e buffet
Das 14h00 às 16h00: Segunda parte dos trabalhos
16h00 : Encerramento da jornada por Christian Marquant, presidente de Oremus-Paix Liturgique
16h30 : Fim dos trabalhos
Contribuição para as refeições
Pediremos aos participantes leigos uma contribuição livre para as despesas das refeições no valor de 10 € por pessoa (pequeno-almoço, buffet e duas pausas para café)
Tradução simultânea
Os trabalhos desta 5ª jornada Summorum Pontificum contarão com tradução simultânea em inglês, espanhol, francês e italiano.
A participação nesta jornada é gratuita. Quem estiver interessado em receber um convite deverá enviar um e-mail para: senzapagareblog@gmail.com
terça-feira, 4 de junho de 2019
Sacerdote recém-ordenado dá a primeira bênção ao Bispo
De activista "gay" a marido e pai
James Parker tem uma história de vida especial que partilhou com o público. A sua vida pode ser resumida em quatro etapas:
Em primeiro lugar, os desafiantes anos de infância e adolescência passados no norte da Inglaterra que envolveram: ser adoptado, abuso sexual por parte de vários professores e de um rapaz mais velho, vício em pornografia e álcool, que levaram o adolescente problemático a "sair do armário"diante dos seus pais com 17 anos de idade.
Uma segunda fase da sua vida envolveu viver um estilo de vida "gay" durante vários anos em Londres, enquanto estudava na Universidade. James a certa altura chegou a ter cerca de 200 parceiros sexuais e ponderou se poderia ser uma mulher a viver no corpo de um homem. Essa confusão foi esclarecida quando ele conheceu um homem que se tornou o seu "parceiro" fixo. Pensou então que tinha atingido um momento estável na sua vida. Certa noite, participou de uma reunião de oração católica e a sua vida começou a mudar.
Na terceira fase da vida, James experimentou um profundo despertar espiritual como resultado da oração diária e do encorajamento de um grupo de amigos católicos. Eventualmente, ele tomou a decisão de acabar com o seu "parceiro" e de mergulhar na Igreja Católica para descobrir de maneira profunda o perdão, o amor e a misericórdia de Jesus.
A sua dolorosa mas paciente jornada conduziu a uma transformação espiritual, que o levou a descobrir pela primeira vez um forte sentimento de masculinidade e aceitação entre os homens. A sua voz ficou mais grave e o seu andar e postura mudaram.
Com o aprofundamento da devoção a Nossa Senhora, também descobriu pela primeira vez, uma atracção pelo sexo oposto. Essas duas descobertas fizeram com que começasse a pensar que, talvez, um dia pudesse casar e ser pai.
James enfatizou nas suas palestras que não acredita na "terapia de conversão gay". Para ele, o prémio da sua jornada era Jesus, não gostar de mulheres. Ele conhece várias pessoas que vivem uma vida de profunda oração e que frequentam os sacramentos, que atingiram uma vida casta, mas ainda experimentam níveis de atracção pelo mesmo sexo.
James enfatizou que, para estas pessoas, o acompanhamento por um grupo de amigos cristãos é essencial para ajudá-las a continuar o seu desafiante caminho.
Na quarta fase, James conheceu e casou-se com uma mulher australiana. Isto foi há 10 anos, têm um filho com sete anos.
As multidões que participaram nas palestras de James ficaram inspiradas pela sua história e ganharam uma nova perspectiva dos desafios enfrentados por pessoas que estão confusas sobre a sua "orientação sexual" e "identidade de género".
Estas ouviram uma abordagem compassiva sobre a questão do "casamento entre pessoas do mesmo sexo" e dos direitos dos "transexuais" de alguém que viveu essas situações. Com o benefício da retrospectiva, James foi capaz de compartilhar que há uma profunda diferença no casamento entre um homem e uma mulher e o "casamento entre pessoas do mesmo sexo". Ele destacou as graves consequências de uma mudança nas leis do casamento.
Tradução: Manuel Abrantes
segunda-feira, 3 de junho de 2019
Qualidades necessárias a um director espiritual
Os fiéis católicos devem ter um confessor/director espiritual que os guie, que os ajude a abandonar a vida de pecado e a crescer na virtude:
Um confessor para ser bom director de almas, deve ter competência, sabedoria, prudência e sobrenaturalidade. Um bom director espiritual não se improvisa. Precisa de ter um coração segundo o coração de Cristo, manso, humilde e misericordioso. Precisa de ser homem de muita oração e união com Deus, de muito zelo das almas e de muita leitura espiritual.
Pe. Alexandrino Monteiro in 'O Homem de Deus' (Edit. Mensageiro da Fé, Salvador, 1953)
domingo, 2 de junho de 2019
Os 7 Bispos mártires do Comunismo na Roménia
Em visita apostólica à Roménia, o Papa Francisco beatificou 7 Bispos que foram perseguidos e martirizados entre 1950 e 1970 por se terem recusado a colaborar com o regime comunista. Que o seu exemplo nos encha de fortaleza para lutar contra essa ideologia diabólica:
1. Valeriu Traian Frentiu, primeiro Bispo de Oradea, e depois Administrador Apostólico da Arquidiocese de Alba Iulia e Fagaras, foi preso em 28 de Outubro de 1948 pelo regime comunista. Ele ficou prisioneiro no campo de concentração de Dragoslavele, depois no Monastério de Caldarusani - que se tornou um centro de detenção - e, desde 1950, na penitenciária de Sighetul Marmatiei. Ele não suportou as duras condições desta última prisão e morreu a 11 de Julho de 1952. O seu corpo foi enterrado sem um caixão numa vala comum.
2. Vasile Aftenie era bispo de Ulpiana. Ele foi preso em 28 de Outubro de 1948 pelas autoridades comunistas e transferido primeiro para Dragoslavele e depois para o campo de concentração construído no Mosteiro de Caldarusani, onde foi torturado e mutilado. Por fim, ficou detido na prisão de Vacaresti, onde morreu em 10 de Maio de 1950.
3. Ioan Suciu foi bispo auxiliar de Oradea Mare e posteriormente Administrador Apostólico da Arquidiocese de Alba Iulia e Fagaras, juntamente com o Bispo Valeriu Traian Frentiu. Ele foi detido em 28 de Outubro de 1948 e seguiu o mesmo caminho que os outros bispos: primeiro ficou preso em Dragoslavele e depois no Monastério de Caldarusani. Em 1950 foi transferido para a prisão de Sighetul Marmatiei, onde foi torturado e abandonado entre a doença e a fome. Morreu em 27 de Junho de 1953 e foi enterrado numa vala comum.
4. Tit Liviu Chinezu foi preso em 28 de Outubro de 1948 juntamente com outros padres e bispos e transferido para o Mosteiro de Neamt. Foi então transferido para a prisão Caldarusani onde, a 3 de Dezembro de 1949, recebeu a sagração episcopal de outros bispos presos. Quando a notícia da ordenação chegou às autoridades comunistas, o novo bispo foi transferido para o centro penitenciário de Sighetul Marmatiei. Lá sofreu uma doença grave devido ao trabalho forçado, fome e frio. Morreu em 15 de Janeiro de 1955 e foi enterrado numa vala comum.
5. Ioan Balan foi sagrado bispo de Lugoj em 1936 e mais tarde foi nomeado bispo metropolitano. Ele foi preso em 28 de Outubro de 1948 e aprisionado em Dragoslavele e depois no Mosteiro de Caldarusani. Em Maio de 1950 foi transferido para a penitenciária de Sighetul Marmatiei. Em 1956 foi transferido para o Mosteiro de Ciorogarla, onde ficou seriamente doente. Morreu a 4 de Agosto de 1959.
6. Alexandru Rusu foi bispo de Maramure e Metropolita. Em 28 de Outubro de 1948, as autoridades comunistas levaram-no para Dragoslavele e, como outros bispos católicos, depois para o Mosteiro de Caldarusani e o Centro Penitenciário de Sighetul Marmatiei. Mais tarde foi transferido para outras prisões. Ficou doente e morreu em 9 de Maio de 1963.
7. Iuliu Hossu foi bispo da Eparquia greco-católica de Gerla, na Transilvânia. Em 28 de Outubro de 1948 foi preso pelo governo comunista e deportado para Dragoslavele. Foi então transferido para o Mosteiro de Caldarusani e depois para a prisão de Sighetul Marmatiei. Depois de passar por outros centros de detenção, foi transferido de volta para o Mosteiro de Caldarusani. Aí permaneceu encarcerado até sua morte em 28 de Maio de 1970.
sábado, 1 de junho de 2019
Disney e Netflix ameaçam boicotar Estados que proibiram o Aborto
Graças ao fim do sanguinário mandato presidencial de Barack Obama, os Estados Unidos têm visto - nos últimos anos - o ressurgimento da mentalidade pró-vida, enormes cortes ao financiamento do aborto (nomeadamente à Planned Parenthood) e, mais recentemente, proibições levantadas ao aborto em vários Estados como o Alabama, Geórgia, etc.
Tem havido uma forte reacção contra essas proibições, especialmente por parte de figuras públicas do show business norte-americano. Mas a revolta não ficou por aí e várias empresas anunciaram que boicotariam esses Estados, caso confirmassem as restrições ao aborto.
Dessas empresas, a Netflix e a Disney são as mais conhecidas. Trata-se de dois gigantes multinacionais, que valem biliões de dólares em capitalização bolsista e em receitas anuais. Seria de esperar que o facto de mais pessoas virem ao mundo fosse bom para o negócio. Especialmente a Disney, cuja actividade depende em grande parte de crianças. Como é que pode querer que essas crianças sejam mortas enquanto estão na barriga da mãe? A área de negócio da Netflix depende mais dos adultos, mas as crianças que nascessem hoje seriam adultos daqui a duas décadas. Apoiar o aborto é estar "literalmente" a matar clientes para estas duas empresas. Por que razão o fazem?
A resposta é: ideologia. A ideologia abortista tomou conta de parte da sociedade ocidental, especialmente de quem detém o poder. Essa ideologia vê o aborto como um direito da mulher sobre o seu corpo, tentando ignorar o facto de que uma mãe à espera de um filho não é um corpo mas dois. Nessa ideologia o filho é como se não existisse. Não se trata duma vida humana, mas de um empecilho, algo que está a mais e deve ser removido para não causar mais danos, como se fosse um tumor ou, na melhor das hipóteses, um quisto. Portanto os responsáveis por essas empresas não estão a ver os potenciais clientes, que para eles é como se não existissem, mas apenas um ataque aos "direitos" das mulheres.
No mundo de hoje existem empresas multinacionais que têm mais poder do que alguns Estados. Esse poder é usado para fazer política e aprovar comportamentos imorais. O poder financeiro é usado para chantagear quem precisa de trabalho para sustentar a sua família. Através dessa chantagem conseguem que as pessoas façam coisas que vão contra a sua consciência e contra o bem-comum.
É preciso dizer não(!) a esta ditadura das empresas que querem impor a ideologia à sociedade. O melhor modo de fazer isso é deixar de ser cliente e fazer questão de dizer isso publicamente. Uma ideia é começar já com a Disney e a Netflix.
João Silveira
sexta-feira, 31 de maio de 2019
quarta-feira, 29 de maio de 2019
Santa Missa na Patagónia
O primeiro passo na busca da verdade é a Humildade
A carta 118 de Santo Agostinho é um texto dirigido a Dióscoro. No ponto 22 dessa carta, o Santo explica que sem humildade nenhum acção pode ser boa:
O primeiro passo (na busca da verdade) é a humildade. O segundo, a humildade. O terceiro, a humildade. Se a humildade não preceder, acompanhar e seguir cada boa acção que fazemos - sendo ao mesmo tempo o nosso objectivo, o nosso apoio e a nossa moderação - o orgulho retira-nos qualquer boa obra pela qual nos congratulamos. Todos os outros vícios podem ser facilmente detectados quando os temos, mas devemos temer o orgulho mesmo quando fazemos boas acções.
O primeiro passo (na busca da verdade) é a humildade. O segundo, a humildade. O terceiro, a humildade. Se a humildade não preceder, acompanhar e seguir cada boa acção que fazemos - sendo ao mesmo tempo o nosso objectivo, o nosso apoio e a nossa moderação - o orgulho retira-nos qualquer boa obra pela qual nos congratulamos. Todos os outros vícios podem ser facilmente detectados quando os temos, mas devemos temer o orgulho mesmo quando fazemos boas acções.
Santo Agostinho in Carta 118, 22
terça-feira, 28 de maio de 2019
Cardeal Sarah visitou Notre-Dame: "Se querem levantar a Catedral fiquem de joelhos"
O Cardeal Robert Sarah visitou as obras de reconstrução da Catedral de Notre-Dame, em Paris, depois do violento incêndio que destruiu parte dessa catedral gótica. O Prefeito da Congregação do Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos fez depois um discurso no qual referiu o simbolismo de Notre-Dame e deixou uma mensagem aos sacerdotes do mundo inteiro:
Queridos amigos, a Catedral de Notre-Dame tinha uma flecha que parecia um dedo que apontava para o céu. Essa flecha parecia orientar-nos para Deus. No coração de Paris, ela parecia dizer a cada um qual é o sentido último da sua vida.
Essa seta simbolizava a única razão de ser da Igreja: levar-nos a Deus, guiar-nos em direcção a Ele. Uma Igreja que não é orientada para Deus é uma Igreja que entra em colapso e morre.
Vocês querem levantar a Igreja? Então, fiquem de joelhos! Vocês querem levantar esta bela Catedral que é a Igreja Católica? Fiquem de joelhos!
Uma Catedral é, em primeiro lugar, um espaço onde os homens se podem ajoelhar. Uma catedral é um lugar para a presença de Deus no Santíssimo Sacramento.
Eu quero encorajar os padres. Eu quero dizer-lhes: amem o sacerdócio! Tenham orgulho em ser crucificados com Cristo! Não tenha medo do ódio do mundo!
Eu quero mostrar o meu carinho como pai e irmão aos padres de todo o mundo! Desejo, diante de vós e com vocês, expressar o meu profundo afecto aos sacerdotes fiéis de todo o mundo! Desejo, diante de vós e com vocês, prestar homenagem a todos eles!
Eu quero mostrar o meu carinho como pai e irmão aos padres de todo o mundo! Desejo, diante de vós e com vocês, expressar o meu profundo afecto aos sacerdotes fiéis de todo o mundo! Desejo, diante de vós e com vocês, prestar homenagem a todos eles!
Queridos amigos, amem os vossos padres! Não lhes agradeçam pelo que eles fazem, mas pelo que eles são!
segunda-feira, 27 de maio de 2019
Peregrinação Paris-Chartres: O regresso à Tradição
Obstáculos à Vida Sobrenatural
1. Os obstáculos que ameaçam a existência ou crescimento da nossa vida sobrenatural podem resumir-se aos seguintes:
- O pecado mortal, que é o obstáculo radical, porque destrói por completo a vida divina da alma;
- O pecado venial, principalmente deliberado, a tristeza, o hábito do pecado venial deliberado, e as imperfeições: todos estes, sem destruir nem diminuir a graça da vida sobrenatural, empenha a sua beleza, debilita a sua actividade e freia o seu crescimento;
- As inclinações viciosas, os defeitos naturais, e principalmente o defeito dominante: são a fonte ordinária dos nossos pecados e imperfeições.
2. O pecado tem uma triple causa:
- A carne, que é a nossa natureza desordenada, na qual o pecado original deixou uma tripla concupiscência que nos arrasta ao pecado: a concupiscência dos olhos, o afã desordenado de bens e riquezas temporais; a concupiscência da carne, o afã desenfreado dos prazeres dos sentidos; e a concupiscência do espírito, o afã desmedido das honras e vontade própria;
- O demónio, que é o conjunto de anjos caídos que nos puxam ao pecado instigando a nossa tripla concupiscência por meio das tentações;
- O mundo, que é o conjunto de homens que se regem pela triple concupiscência, e de que o demónio se serve como de instrumento para conduzir as almas à eterna condenação, pelas suas falsas máximas, modas, escândalos, espectáculos, perseguições, etc.
3. Assim como para crescer na vida sobrenatural há que desenvolver o gérmen da vida que Deus estabeleceu nas nossas almas pela graça, assim também para protegê-la e defendê-la há que combater esse triplo gérmen de morte (mundo, demónio, e carne) por meio de uma luta enérgica, vigilante e contínua. A mortificação cristã é uma condição indispensável e necessária para conservar a vida sobrenatural no nosso presente estado de prova.
Padre José Maria Mestre - apontamentos
Tradução: ASCENDENS
Tradução: ASCENDENS
domingo, 26 de maio de 2019
O grave pecado da murmuração explicado por São Filipe Néri
São Filipe perguntou a uma senhora que, na confissão, se acusava frequentemente de maledicência e murmuração: "Fala desse modo muitas vezes sobre as outras pessoas?" "Muitas vezes, Padre", respondeu a senhora. "Filha, o seu pecado é grave. É necessário que faça penitência. Vá até casa, pegar numa galinha e traga-a até mim, depenando-a ao longo da estrada.”
A mulher obedeceu e apresentou ao santo com a galinha depenada. "Agora", disse São Filipe, "volte pelas ruas de Roma e apanhe as penas da galinha uma a uma." "Mas é impossível, Padre", respondeu a senhora. "Com o vento já estão todas espalhadas, é impossível encontrá-las todas."
"Eu sei", concluiu o santo, "mas queria que entendesse que, tal como se espalham facilmente e incontroladamente as penas de uma galinha levadas pelo vento, também se espalham as falsidades e a sua murmuração em relação à vida das outras pessoas."
sábado, 25 de maio de 2019
Abade de Clear Creek celebra Missa Solene no Vale dos Caídos
O Abade do Mosteiro Beneditino de Clear Creek, situado em Oklahoma (Estado Unidos da América), celebrou uma Missa Solene no Vale dos Caídos, um memorial às vítimas da guerra civil espanhola (1936-1939) no qual se encontra também uma abadia beneditina.
Dom Philip Anderson foi também um dos fundadores do Mosteiro de Clear Creek, que pertence à pertence à Congregação de Solesmes, como o Mosteiro de Fontgombault, em França. Os monges celebram exclusivamente no Rito Tradicional Romano.
Como é costume na abadia do Vale dos Caídos, as luzes da Basílica são desligadas durante a consagração, ficando apenas as luzes das velas.
Rádio Renascença publica texto a favor do aborto em certos casos
A Rádio Renascença publicou um texto do Henrique Raposo, um dos seus 'opinion makers', que me deu a volta ao estômago logo nas duas primeiras frases que li: «Impedir um aborto nos casos de violação e incesto é impor um mal sobre outro mal. É como impedir a legítima defesa num caso de homicídio.»
Isto está completamente ao contrário. Abortar para tentar "resolver" uma violação é que seria impor um mal sobre outro mal. A violação é um sempre um acto mau ex toto genere suo, quer isto dizer que não há qualquer possível boa intenção ou boas circunstâncias que possam justificar esse crime. Mesmo que disso dependesse salvar a vida de alguém esse acto continuaria a ser mau, injustificável e digno do castigo eterno.
O sofrimento de uma mulher violada é indescritível e é mais do que natural a repulsa ao seu agressor. Ter um filho dele no seu ventre é o que menos quereria. Mas aquele filho também é dela. E não tem culpa dos pecados do seu pai. A "solução" apresentada por Henrique Raposo traduz-se por condenar à morte o filho pelo crime do pai. É nada menos do que a aplicação da pena de morte; não ao culpado, porque aplicar a pena de morte a um criminoso é "imoral" (dizem), mas ao inocente, que nada fez para merecer que lhe seja tirada a vida. Isto sim é impor um mal sobre outro mal.
A analogia com a legítima defesa não faz qualquer sentido. A legítima defesa aplica-se quando existe um agressor injusto e quando os dois bens em causa são proporcionais, por exemplo: vidas humanas inocentes contra a vida do agressor. No caso de que falamos o bebé não é um agressor injusto, por isso a sua vida nunca poderia ser suprimida. Além disso os dois bens que estão em causa: uma vida humana contra um suposto alívio da mulher por não ter um filho de quem a violou, não têm o mesmo valor, nem sequer se aproximam.
Henrique Raposo faz um disclaimer, dizendo que é contra o aborto. Isto não é verdade, é contra o aborto em certos casos, que são a maioria, mas é a favor do aborto noutros casos, que ele próprio descreve. O cronista justifica as supostas "zonas cinzentas" na possibilidade de abortar com a frase: "só Deus é absoluto". Que só Deus é absoluto ninguém duvida. E por isso mesmo existe um mal absoluto no desrespeito da lei por Ele criada, na lei natural, que é a lei através da qual o homem conhece o que por sua natureza é honesto e necessário ao fim último e aquilo que lhe é contrário.
Um dos preceitos dessa lei impede o homicídio voluntário de uma vida inocente. Este, tal como a violação, é um pecado grave ex toto genere suo, o que implica que não admite excepções. Nunca se pode matar um inocente, nem que daí dependesse a salvação de toda a Humanidade. E por isso mesmo é que o aborto é sempre um acto profundamente imoral e injusto.
A Rádio Renascença, Emissora Católica Portuguesa, não pode publicar um texto escandalosamente contrário à doutrina Católica e à lei natural. A Rádio Renascença deve retirar imediatamente aquele texto, desmarcar-se publicamente do mesmo e fazer um pedido de desculpa aos seus leitores e a todos os católicos portugueses.
Deixo aqui o e-mail, caso alguém queria enviar a sua opinião directamente à Emissora Católica Portuguesa: mail@rr.pt
João Silveira
Nem nós conseguimos destruir a Igreja
Durante as invasões napoleónicas, os exércitos franceses invadiam país atrás de país por essa Europa fora. Uma vez que a Igreja Católica era vista como uma ameaça, Napoleão disse ao Cardeal Ercole Consalvi, secretário de Estado do Papa Pio VII:
- Vou destruir a vossa Igreja!
O Cardeal respondeu:
- Não vai conseguir!
O Imperador insistiu:
- Vou destruir a vossa Igreja!!
E o Cardeal explicou:
- Não é possível porque nem nós conseguimos fazê-lo. Se milhares de pecadores não a conseguiram destruir de dentro, como é que a vai destruir de fora?
quinta-feira, 23 de maio de 2019
Papa Pio XII e a obstinação de Nossa Senhora

O Papa Pio XII ficou conhecido como o Papa de Fátima, tal a devoção que tinha às aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria. Chegou a confidenciar a seriedade com que tinha acolhido a mensagem da Mãe de Deus:
Estou obcecado pelas confidências da Virgem à pequena Lúcia de Fátima. Essa obstinação de Nossa Senhora diante do perigo que ameaça a Igreja é um aviso divino contra o suicídio que representaria a alteração da fé, na sua liturgia, na sua teologia e na sua alma. (...)
Ouço em redor de mim os inovadores que querem desmantelar a Capela Sagrada, destruir a chama universal da Igreja, rejeitar os seus ornamentos, fazê-la ter remorsos do seu passado histórico. Pois bem, (...) estou convicto de que a Igreja de Pedro deve assumir o seu passado ou então ela cavará a sua sepultura. (...)
Dias virão em que o mundo civilizado renegará o seu Deus, em que a Igreja duvidará como Pedro duvidou. Ela será tentada a crer que o homem se tornou Deus, que o Seu Filho é apenas um símbolo, uma filosofia como tantas outras, e nas igrejas os cristãos procurarão em vão a lâmpada vermelha em que Deus os espera. Como Maria Madalena, chorando perante o túmulo vazio, perguntarão: "Para onde O levaram?"
Cardeal Eugenio Pacelli, futuro Papa Pio XII, em declaração do ano de 1936. Monsenhor Georges Roche e Philippe St. Germain. ''Pie XII Devant l'Histoire''. Edit. Laffont, Paris, 1972, pp., 52–53
Peregrinação da Fraternidade de São Pedro a Espanha e Portugal
Alguns sacerdotes e seminaristas da Fraternidade Sacerdotal de São Pedro (FSSP) fizeram uma peregrinação por Espanha e Portugal, tendo visitado várias igrejas e santuários. Entre os sacerdotes encontrava-se o Padre Fernando António e entre os seminaristas o Manuel Pinho Sousa, ambos portugueses.
Rezemos pelo apostolado da FSSP em Portugal.
Quem considera a vocação sacerdotal, clique aqui: Quero ser Padre!
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Fotografias: fsspwigratzbad.blogspot.com
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