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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Uma breve história da violência budista contra os cristãos

Cruzadas! Queimas de bruxas! Inquisição! Sacerdotes pedófilos! Já ouvi tudo isto antes. Todo o católico ouviu.

Realidade Histórica

Contudo, se se conhece a realidade por detrás destes eventos históricos, aprende-se depressa que há mais hype da Lenda Negra, histeria ateísta e ignorância secularista do que realidade histórica nestas acusações. Pior ainda, aqueles que usam estas palavras contra os católicos enganaram-se a si próprios, pensando que nós recuamos de horror à sua menção, como um vampiro perante uma tigela de sopa de alho. Apesar de si mesmos, os ignoratti (i. é, os ignorantes da história) e os aliterati (i. é, os que esperam proteger a sua ignorância da história recusando ler livros de história) agraciam-nos com uma grande bênção ― eles nada sabem sobre estes eventos para além das mentiras de Dan Brown.

Inquisição Espanhola

Na realidade, só 3.000 pessoas morreram na Inquisição Espanhola, e nenhuma delas às mãos de sacerdotes católicos. Em vez disso, a tortura e as execuções eram tratadas por funcionários seculares a trabalhar para o governo espanhol. Na verdade, a maior parte dos inquisidores eram leigos a estudar para advogados seculares e a esperança de avançar nas suas carreiras.

Sacerdotes Pedófilos

Sacerdotes pedófilos? Mesmo um é um horror, mas, graças a Deus, só 0,004 por cento dos sacerdotes católicos nos últimos 70 anos foram correctamente acusados de pedofilia.

Causas das Guerras

Religião a principal causa de guerras? De modo nenhum. A Enciclopédia da Guerra de Gordon Martel diz que só 7 por cento das guerras foram travadas por razões religiosas. Isso significa que o secularismo e os dedicados a ele são responsáveis por 93 por cento das guerras.

Mortes por Não-Crentes

Quanto ao disparate sobre quem matou o maior número de pessoas, os “vencedores” são os não-crentes. O ateu Mao Zedong matou 80 milhões de pessoas com a ajuda dos seus assistentes ateus. O ateu Estaline matou outros 20 milhões de pessoas, maioritariamente deixando-os morrer de fome. O jihadista mais mau que o mundo alguma vez conheceu, Tamerlão, só matou 17 milhões de pessoas na sua vida. No total, os ateus mataram 275 milhões de pessoas nos últimos dois séculos, incluindo lançar o primeiro genocídio da Era Moderna ― o Massacre Vendeano ― contra católicos não-combatentes ― homens, mulheres, crianças, idosos e inválidos.

Mito Budista Pacífico

Mas o facto mais estúpido, pernicioso e risível nas mãos desajeitadas de ateus fundamentalistas intelectualmente deficientes é o mito de que os budistas são o povo mais pacífico do mundo. A actual atenção mediática ao genocídio/limpeza étnica contra os Rohingya pelos pacíficos budistas da Birmânia tem andado há muitos anos. A violência é orquestrada pelo monge budista U Wirathu ― o homem que os editores da revista Time em 2013 identificaram na capa com a headline, “A Cara do Terror Budista”. Foi este monge gentil quem comparou os muçulmanos à carpa africana ― uma espécie invasora ― insistindo que eles são inerentemente violentos, propensos a reproduzir-se depressa, e querem comer os da própria espécie.

Violência Budista em Sri Lanka

Recordemos também os igualmente pacíficos budistas do Bodu Bala Sena ou Força de Poder Budista (BBS) do Sri Lanka, que massacram cristãos e muçulmanos. O monge pacifista-chefe, Galagoda Aththe Gnanasara Thero, fala do seu budismo em termos de raça, alegando que os não-budistas (i. é, cristãos) são racialmente inferiores e alvos válidos para extermínio.

Budismo Violento Histórico

Mas argumenta-se entre os ignorantes que este budismo violento é uma perturbação moderna. Nada poderia estar mais longe da verdade. O príncipe Ashoka (272-232 a. C.), tendo adoptado o budismo, lançou o *putsch* militar/massacre da maior parte do subcontinente indiano, criando o primeiro império budista do mundo. Sem entrar em pormenores gore, poucos são tão estúpidos que pensem que o príncipe estava a libertar alguém pacificamente. O sangue de 100.000 soldados e civis mancha as mãos deste devoto e pacífico budista.

Budistas Japoneses na II Guerra Mundial

Recorde-se também que muitos dos japoneses que atacaram Pearl Harbor eram budistas, assim como os gentis, pacíficos e amantes da paz cientistas budistas que comandaram a Unidade 731 e os outros centros de investigação bio-química/campos de extermínio em que civis e POWs americanos, chineses, filipinos e coreanos foram torturados e submetidos a experiências médicas. Budistas também capitaneavam e tripulavam os navios da morte japoneses onde POWs aliados foram similarmente torturados até à morte.

Samurai Zen

Mas apesar dos livros de história estarem repletos de budistas e da sua violência, os anticristãos erguem-nos como o paradigma do “amor e compaixão”. Parece que se esqueceram que os samurais japoneses eram todos devotos do Zen Budismo ― a permutação mais “pacífica” do budismo pacífico. Mas os samurais dificilmente eram pacifistas ― eram guerreiros sedentos de sangue que matavam por ordem, se o preço fosse o certo.

Vítimas Católicas

Mas de todas as vítimas da violência budista nos últimos 500 anos, foram os católicos que sofreram o pior. O imperador vietnamita do século XVI Minh Mạng impôs grandes restrições ao catolicismo, condenando-o como uma “doutrina heterodoxa” simplesmente porque os católicos se aliaram a Duyệt, o seu rival ao trono. Minh Mạng emitiu um édito imperial que forçava todos os missionários a parar a evangelização e, uma vez Duyệt morto, ordenou a humilhação póstuma dele, a profanação do seu túmulo, a execução de 16 parentes católicos e as prisões dos seus colegas católicos. Mais de 300.000 cristãos morreram nas várias perseguições resultantes. Os 117 santos proclamados representam os muitos mártires desconhecidos.

Perseguições na Coreia

Os católicos coreanos não se saíram melhor contra os budistas. Houve quatro grandes perseguições lideradas por budistas na península coreana ― a Perseguição Ki-hae de 1839, a Perseguição Pyong-o de 1846, a Perseguição Pyong-in de 1866 e a actual opressão comunista. Antes dos horrores cometidos por ateus comunistas na Coreia do Norte, onde os católicos foram efectivamente exterminados nesse país, a perseguição anterior teve lugar em 1866, na qual 50 por cento de todos os católicos foram mortos.

Isso ascende a aproximadamente 10.000 católicos mortos às mãos de budistas coreanos ao longo de 100 anos. De todos estes mártires, 79 foram beatificados em 1925 e 24 mais em 1968. Todos juntos, 103 mártires foram canonizados pelo Papa S. João Paulo II a 6 de Maio de 1984. Ademais, o Papa Francisco beatificou Paulo Yun Ji Chung e 123 dos seus companheiros em Agosto de 2014. Actualmente, a Coreia tem o quarto maior número de santos no mundo católico.

Mártires no Japão

Os 26 Mártires Católicos do Japão foram crucificados pelos budistas de mente aberta nesse país a 5 de Fevereiro de 1597 em Nagasaki. Ao longo de um período de 15 anos, a perseguição continuou esporadicamente. Entre 1617 e 1632, 205 missionários e cristãos nativos foram executados pela sua fé. São conhecidos colectivamente como os 205 Mártires Católicos do Japão. O ensino cristão desintegrou-se até à chegada de missionários ocidentais no século XIX.

Os 16 Mártires do Japão (1633–1637) eram um grupo de missionários da Província Filipina da Ordem Dominicana que foram massacrados por recusarem negar Cristo. Os 188 Mártires do Japão (1603-1639) eram leigos e sacerdotes religiosos mortos porque acreditavam no Príncipe da Paz. Foram beatificados a 24 de Novembro de 2008 pelo Papa Bento XVI. Os Mártires Recoletos Agostinhos (1632) eram dois agostinhos espanhóis chegados ao Japão de Manila para evangelizar os japoneses. As autoridades budistas japonesas pacíficas descobriram e caçaram-nos. Foram presos e martirizados a 11 de Dezembro de 1632.

Rebelião Shimabara

Contudo, estes benditos mártires não são o número total de cristãos mortos às mãos de budistas japoneses. Os nomes da maior parte deles só são conhecidos por Deus. Por exemplo, em 1637 d. C., uma das piores perseguições da história cristã teve lugar na Rebelião de Shimabara. O líder era um devoto samurai católico de 15 anos chamado Amakusa Shiro Tokisada. Tokugawa Iemitsu, o pacífico shogun budista, queria erradicar o cristianismo e os cristãos do Japão e lançou um cerco de um ano a 40.000 católicos entrincheirados no Castelo de Hara. Perderam a guerra e todos os 40.000 foram torturados e crucificados. Felizmente, havia tantos budistas presentes no Japão, senão as coisas teriam corrido muito mal para os católicos ali.

Outros Mártires Asiáticos

Os Mártires de Songkhon foram massacrados pelo governo budista xenófobo da Tailândia a 16-26 de Dezembro de 1940. Foram beatificados pelo Papa S. João Paulo II a 22 de Outubro de 1989. Outras perseguições no reino produziram ainda mais mártires. Os Santos Mártires da China, também conhecidos como S. Agostinho Zhao Rong e os seus 119 companheiros, eram 87 católicos chineses e 33 missionários ocidentais, martirizados entre meados do século XVII até 1930 d. C. Adicionalmente, 30.000 convertidos chineses morreram na Rebelião dos Boxers quando budistas xenófobos massacraram missionários cristãos e outros estrangeiros.

A 15 de Janeiro de 1648, os manchus anticristãos invadiram a região de Fujian e torturaram e mataram o sacerdote dominicano S. Francisco Fernández de Capillas enquanto ele rezava o Rosário. É considerado o protomártir da China. Incontáveis outros cristãos foram massacrados desde então, incluindo cinco missionários espanhóis no século XVIII (1715–1747) como resultado das manobras do imperador budista Yongzheng e do seu sucessor, o imperador Qianlong.

Em 1748 d. C., dois bispos dominicanos e 4 sacerdotes foram mortos neste período, incluindo: Bispo Pedro Sanz, Bispo Francisco Serrano, Joaquim Royo, João Alcober e Francisco Diaz. No início do século XIX, mais 25 cristãos foram martirizados. Os Mártires de Shanxi (9 de Julho de 1900, também conhecido como Massacre de Taiyuan) eram frades franciscanos que incluíam dois bispos: S. Gregório Grassi e Francisco Fogolla. Os Mártires do Hunan do Sul eram mais 100 frades franciscanos e irmãs religiosas e vários salesianos mortos a 25 de Fevereiro de 1930 em Li-Thau-Tseul.

Os comunistas ateus são a mais recente permutação de ódio contra cristãos na China. Isto tem sido ininterrupto desde 1950 com o eclodir da Guerra da Coreia. O número total de mártires católicos na China é difícil de contar, mas uma estimativa é de aproximadamente 2-3 milhões nos últimos 500 anos.

Dalai Lama e Tibete

Mas e os Dalai Lamas? Até os pacíficos líderes xenófobos da escola Gelug ou “Chapéu Amarelo” do budismo tibetano têm sangue cristão nas mãos. O 13.º Dalai Lama ordenou aos seus monges massacrarem 500 famílias católicas tibetanas e arrasarem igrejas, orfanatos, escolas e hospitais em Março de 1905.

Resposta aos Críticos

Quando apresento esta informação a pessoas que têm uma visão Disney do budismo, elas insistem depressa que o número de cristãos mortos por budistas é incomparável ao número de budistas mortos por cristãos. Contudo, quando perguntadas pela fonte desta informação, elas caem apenas em disparate reaquecido da Lenda Negra, onde, magicamente, os sentimentos são de alguma forma mais importantes que os factos. As minhas recomendações de que leiam livros em vez de mentirem ao longo de uma conversa nunca caem bem a esta malta.

Angelo Stagnaro in National Catholic Register


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sexta-feira, 7 de outubro de 2022

O dia em que Nossa Senhora do Rosário derrotou os muçulmanos em Lepanto

No ano de 1571 tinham os turcos atingido o apogeu do seu poder. Pareciam ter a Cristandade nas mãos. Os seus exércitos inebriavam-se com a vitória. Sentiam-se poderosos, estavam bem equipados e eram conduzidos por generais habilíssimos. A sua armada era superior em tudo à armada que os cristãos tinham para se defender. Estavam já em seu poder províncias das mais belas e tinham agora por objectivo dominar a França e a Itália, apoderar-se de Roma e transformar a Basílica de São Pedro em mesquita. 

São Pio V governava a Igreja; e este santo e grande Pontífice estava aterrorizado com o perigo que ameaçava arruinar a própria civilização cristã. Além de fracos, os governos cristãos estavam, infelizmente, muito divididos entre si. Intrigas, animosidades pessoais, ambições de cargos importantes impediam aquela união perfeita que se tornava tão necessária para resistir ao inimigo comum. Por fim formou-se a Liga Santa, sob o comando de João de Áustria.

São Pio V pôs toda a sua confiança no Rosário, trabalhando, ao mesmo tempo, incansavelmente por unir as, aliás fracas, forças cristãs. Deu ordem para que a armada dos cristãos se fizesse ao largo; e, embora eles fossem inferiores aos turcos em número, equipamento, artilharia e navios, incitou-os a que se batessem sem receio em nome de DEUS e de Nossa Senhora.

As duas esquadras defrontaram-se no dia 7 de Outubro. Para aumentar as dificuldades dos cristãos, o vento era lhes contrário, circunstâncias que, nesses tempos de navegação à vela, podia tornar-se fatal. Mas, obedecendo às ordens do Sumo Pontífice e colocando-os debaixo da protecção de Maria, a armada cristã investiu contra o inimigo com ânimo admirável. E de súbito, o vento, que se mostrava tão adverso, mudou soprou com violência contra os infiéis. A batalha durou umas poucas horas, com fúria encarniçada acabando pela total derrota da armadura turca. Tão completa e esmagadora foi a vitória que o poder do Islão ficou esmagado e salva a Cristandade.

Durante esses terríveis dias, e especialmente no dia da batalha São Pio V orava fervorosamente a Nossa Senhora do Rosário com fervor intenso, juntamente com jejum e penitência, recorrendo assim à Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo. Enquanto decorria a batalha, uma enorme multidão enchia a Praça de São Pedro, em Roma, e realizava-se uma procissão a Nossa Senhora do Rosário pelo sucesso da missão da Liga Santa contra os Turcos.


No momento da vitória entrou em êxtase e teve a revelação de que os cristãos tinham vencido. Voltando-se para os que o rodeavam, São Pio V deu-lhes a boa notícia e todos ajoelharam para dar graças a DEUS e à Nossa Senhora.

Para recordar e agradecer a DEUS pela vitória de Lepanto, alcançada pelas armas cristãs nesse 7 de Outubro de 1571, a Santa Igreja instituiu a festa de Nossa Senhora do Rosário. Prescrita primeiramente por Gregório XIII para certas Igrejas, foi estendida por Clemente XI ao mundo católico, em acção de graças por um novo triunfo alcançado por Carlos VI da Hungria sobre os Turcos em 1716.

adaptado de 'Milagres do Rosário'


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quinta-feira, 29 de outubro de 2020

A Europa tem que controlar as mesquitas - Pe. Samir Khalil SJ

O Pe. Samir Khalil Samir SJ é um sacerdote jesuíta e um dos maiores estudiosos do Islão. Tornou-se famoso quando veio a público esclarecer alguns pontos da Evangelii Gaudium onde o Papa Francisco falou do Islão. 

Depois do ataque ao jornal Charlie Hebdo deu uma entrevista à Asia News, na qual se encontra esta reflexão sobre a Europa e o Islão: 

Então e o Ocidente? A relação com os muçulmanos é um problema, visto que muitos deles não se querem integrar, porque o Islão é um sistema, não apenas uma religião. Muitos, a maioria, tenta integrar-se, mas fazem-no lentamente. Em França, os algerianos integravam-se melhor há 50 anos do que agora. 

Agora, em França, a maior parte dos supermercados do país vendem produtos halal (alimentos preparados segundo as regras islâmicas). Agora as escolas e supermercados muitas vezes vendem apenas produtos halal, que até não-muçulmanos podem comprar. 

Isto leva a que os muçulmanos sejam vistos como uma ameaça que pode ameaçar os valores do Ocidente (incluindo o direito a comer carne de porco). Ver os muçulmanos organizados em grupos activistas faz com os que ocidentais se organizem em grupos anti-islâmicos. 

Ao mesmo tempo, os politicos europeus nunca lidaram com este problema. Eles devia dizer aos imigrantes: Vocês são bem-vindos. Nós recebemo-vos como irmãos e irmãs porque isso faz parte da nossa tradição Cristã. Se quiserem pode ficar aqui, mas vão ter que se integrar. Podem praticar a religião que escolherem ou até serem ateus, mas terão que fazer parte do nosso sistema, integrar-se a nível económico, político e social. 

Infelizmente os políticos preferem não meter o nariz. Preferem proclamar uma vaga ideia de aceitação, empurrando a cultura europeia para a esfera privada. 

Em geral, o que vejo em muitas parte da Europa é que os imigrantes são recebidos com grande abertura. Os muçulmanos também. Mas há um núcleo de muçulmanos que recusa a integração e luta contra ela. 

De modo a dominar a situação, as mesquitas devem ser controladas. À primeira vista, isto é contrário ao nosso espírito europeu, onde existe uma distinção entre Estado e religião. No entanto, no Islão as mesquitas não são apenas um local de culto. São também locais de endoutrinação e formação política, por vezes de modo prejudicial para a comunidade. É por esta razão que os Estados europeu deveriam controlar as mesquitas, tal como acontece em todos os países muçulmanos. No mundo islâmico, as mesquitas são os primeiros locais a serem controlados. 

Infelizmente, este exemplo mostra que as certezas afirmadas pelos grupos islâmicos organizados entram em confronto com um Ocidente cheio de incertezas.


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sexta-feira, 24 de julho de 2020

São Tomás de Aquino sobre Maomé e o Islão

 
A maravilhosa conversão do mundo à Fé cristã é um certíssimo indício dos sinais havidos no passado, que não precisaram ser reiterados no futuro, visto que os seus efeitos são evidentes.

Seria realmente o maior dos sinais miraculosos se o mundo tivesse sido induzido, sem aqueles maravilhosos sinais, por homens rudes e vulgares, a crer em verdades tão elevadas, a realizar coisas tão difíceis e a desprezar bens tão valiosos.

Mas ainda, nos nossos dias, Deus, por meio dos Seus santos, não cessa de operar milagres para confirmação da Fé.

No entanto, os iniciadores de seitas erróneas seguiram um caminho oposto, como se tornou patente em Maomé, fundador do Islão.

a) Ele (Maomé) seduziu os povos com promessas referentes aos desejos carnais, excitados que são pela concupiscência.

b) Formulou também preceitos conformes àquelas promessas, relaxando, desse modo, as rédeas que seguram os desejos da carne.

c) Além disso, não apresentou testemunhos da verdade, senão aqueles que facilmente podem ser conhecidos pela razão natural de qualquer medíocre ilustrado. Além disso, introduziu, em verdades que tinha ensinado, fábulas e doutrinas falsas.

d) Também não apresentou sinais sobrenaturais. Ora, só mediante estes há conveniente testemunho da inspiração divina, enquanto uma acção visível, que não pode ser senão divina, mostra que o mestre da verdade está inspirado de modo invisível.

Mas Maomé manifestou ter sido enviado pelo poder das armas, que também são sinais dos ladrões e dos tiranos.

e) Ademais, desde o início, homens sábios, versados em coisas divinas e humanas, não acreditaram nele.

Nele, porém, acreditaram homens que, animalizados no deserto, eram totalmente ignorantes da doutrina divina. No entanto, foi a multidão de tais homens que obrigou os outros a obedecerem, pela violência das armas, a uma lei.

f) Finalmente, nenhum dos oráculos dos profetas que o antecederam dele deu testemunho, visto que ele deturpou com fabulosas narrativas quase todos os factos do Antigo e do Novo Testamento.

Tudo isso pode ser verificado ao estudar-se a sua lei. Já também por isso, e sagazmente pensado, não deixou que os seus seguidores lessem os livros do Antigo Testamento, para que não o acusassem de impostura.

g) Fica assim comprovado que os que lhe dão fé crêem levianamente.


in Suma contra os Gentios - Livro I, Capítulo VI


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sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Palavras duras de Dom Bosco sobre Maomé e o Islão

Na sua conceituada obra ''História Eclesiástica", São João Bosco descreveu o Islão e o seu fundador, Maomé, nos seguintes modos:

Maomé e a sua religião

Nasceu este famoso impostor em Meca, cidade da Arábia, de família pobre, de pai gentio e mãe judia. Em busca de fortuna, encontrou-se com uma viúva negociante em Damasco, que o nomeou seu procurador e mais tarde casou-se com ele. 

Como era epilético soube aproveitar-se desta enfermidade para provar a religião que tinha inventado e afirmava que as suas quedas eram outros tantos êxtases, durante os quais falava com o arcanjo Gabriel. A religião que pregava era uma mistura de paganismo, judaísmo e cristianismo. Ainda que admita um só Deus, não reconhece a Jesus Cristo como filho de Deus, mas como seu profeta.

Como dissesse com jactância que era superior ao divino Salvador, instavam com ele para que fizesse milagres como Jesus fazia; porém ele respondia que não tinha sido suscitado por Deus para fazer milagres, mas para restabelecer a verdadeira religião mediante a força. 

Ditou as suas crenças em árabe e com elas compilou um livro que chamou Alcorão, isto é, livro por excelência; narrou nele o seguinte milagre (ridículo em sumo grau): Disse que tendo caído um pedaço da lua na sua manga, ele soube fazê-la voltar ao seu lugar; por isso os maometanos tomaram por insígnia a meia lua. 

Sendo conhecido por homem perturbador, os seus concidadãos trataram de dar-lhe morte; sabendo disto o astuto Maomé fugiu e retirou-se para Medina com muitos aventureiros que o ajudaram a apoderar-se da cidade. A fuga de Maomé deu-se o nome de Egira, isto é, perseguição; e desde então começou a era muçulmana, correspondente ao ano 622 de nossa era.

O Alcorão está cheio de contradições, repetições e absurdos. Não sabendo Maomé escrever, ajudaram-no na sua obra um judeu e um monge apóstata da Pérsia chamado Sérgio. 

Como o maometismo favorecesse a libertinagem teve prontamente muitos sequazes; e como pouco depois se visse o seu autor à frente de um formidável exército de bandidos, pode com as suas palavras e ainda mais com suas armas introduzi-lo em quase todo o Oriente. 

Maomé depois de ter reinado nove anos tiranicamente, morreu na cidade de Medina no ano 632.

São João Bosco in 'História Eclesiástica'


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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Terra redonda e diversidade de religiões

Eu creio - porque o afirmam fontes credíveis - que o mundo é redondo. Que possam existir tribos que crêem que é triangular ou rectangular não altera o facto que o mundo tem uma forma determinada e não outra. 

Portanto, ninguém diga que a variedade de religiões o impede de crer numa delas. Não seria um comentário inteligente.

G. K. Chesterton in Daily News


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quinta-feira, 14 de março de 2019

D. Athanasius pediu, e o Papa Francisco esclareceu a questão da “diversidade de religiões”

No passado dia 1 do corrente mês, os bispos e outros pastores do Cazaquistão foram recebidos em visita ad Limina Apostolorum pelo Santo Padre Francisco. O encontro, segundo relatou o Lifesite News (1) durou cerca de duas horas e nele foram abordadas questões da maior relevância tais como «a comunhão para os divorciados e “recasados” civilmente, o tema da Comunhão para os esposos Protestantes de casamentos mistos e o tema da expansão da prática da homossexualidade na Igreja».

Refere o mesmo site que numa conversa directa entre o Papa e o bispo Atanásio Schneider foi também tratado o controverso tema da «diversidade de religiões», enquanto esta seria porventura desejada ou querida por Deus. A polémica surgira após o Papa e o Grande Imã de Al-Azhar, no passado dia 4 de Fevereiro, em Abu Dhabi, assinarem solenemente um DOCUMENTO SOBRE A FRATERNIDADE HUMANA EM PROL DA PAZ MUNDIAL E DA CONVIVÊNCIA COMUM (2).

Com efeito, consta do documento, publicado pelo Vaticano em seis línguas (para além do árabe que não sei ler de todo e por isso não transcrevo), a seguinte frase que, entre outros pontos «atesta» (sic) o seguinte (negrito e itálico sempre meus):

«A liberdade é um direito de toda a pessoa: cada um goza da liberdade de credo, de pensamento, de expressão e de acção. O pluralismo e as diversidades de religião, de cor, de sexo, de raça e de língua fazem parte daquele sábio desígnio divino com que Deus criou os seres humanos. Esta Sabedoria divina é a origem donde deriva o direito à liberdade de credo e à liberdade de ser diferente. Por isso, condena-se o facto de forçar as pessoas a aderir a uma determinada religião ou a uma certa cultura, bem como de impor um estilo de civilização que os outros não aceitam».

Nas outras cinco traduções publicadas, nomeadamente, em italiano, francês, inglês, alemão, e espanhol, a palavra usada é, sem margem para qualquer dúvida, aquela a que em português corresponde a palavra vontade (3); mas, curiosamente, na tradução portuguesa fornecida pelo Vaticano, o tradutor optou por desígnio, aparentemente talvez mais “soft”.

Mas no que respeita a esta última palavra - desígnio - tanto o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea (da Academia das Ciências / Verbo) como o brasileiro Dicionário Huaiss da Língua Portuguesa (Temas e Debates), contudo dão-lhe o significado inequívoco de «aquilo que se pretende fazer ou atingir»; ou «intenção, propósito, vontade». Acresce que na linguagem corrente a expressão desígnio(s) de Deus, pretende sempre referir-se à vontade de Deus a respeito do que se está a considerar.

Logo no dia imediato à assinatura, no voo de regresso a Roma, dia 5 de Fevereiro, na habitual conferência de imprensa a bordo do avião (4), o Papa exprimiu-se assim relativamente ao Documento (negrito meu):

«O documento foi preparado com muita reflexão e também oração. Tanto o Grande Imã com a sua equipe como eu com a minha rezamos tanto para se conseguir fazer este Documento. […]. Este Documento nasce da fé em Deus, que é o Pai de todos e Pai da paz, e condena toda a destruição, todo o terrorismo, a começar pelo primeiro terrorismo da história que é o de Caim. É um Documento que se desenvolveu ao longo de quase um ano: idas, vindas, orações... Mas permaneceu assim, reservado, para amadurecer, para não dar à luz a criança antes do tempo, para que amadurecesse. Obrigado».

E mais à frente, afirmou ainda o Papa sobre o mesmo assunto (negrito e itálico meu):

«[…]. Acusam de me deixar instrumentalizar por todos, inclusive pelos jornalistas… Faz parte do [meu] trabalho. Mas há uma coisa que quero dizer. Isto, reitero-o claramente: do ponto de vista católico, o Documento não se desviou um milímetro do Vaticano II. Até aparece citado algumas vezes. O Documento foi feito no espírito do Vaticano II. E, antes de tomar a decisão «está bem assim, damo-lo por concluído assim» (pelo menos, da minha parte), quis fazê-lo ler a algum teólogo e, mesmo oficialmente, ao Teólogo da Casa Pontifícia, que é um dominicano, com a bela tradição dominicana, não de ir à caça de bruxas, mas de ver onde está a coisa certa… e ele aprovou. Se alguém sentir dificuldade, compreendo-o; não é uma realidade de todos os dias. Mas, não é um passo atrás, é um passo para a frente: um passo para a frente dado 50 anos depois do Concílio, que se deve desenvolver. Dizem os historiadores que, para um Concílio ganhar raízes na Igreja, são necessários 100 anos. Estamos a meio do caminho. E isto pode suscitar qualquer perplexidade, mesmo a mim. Sabem uma coisa? Ao ver certa frase [do Documento], disse para comigo: «Esta frase, não sei se é segura!» Era uma frase do Concílio… E surpreendeu-me também a mim! […].».

Deixando de parte a referência papal ao dominicano, Teólogo da Casa Pontifícia, de que este aprovara oficialmente o conteúdo do Documento – já que, conforme o que Edward Pentin afirmou num comentário ao impacto da visita, o próprio teólogo não terá chegado a ver a versão final (5) - fixemo-nos para já apenas nas referências ao Vaticano II.

A que citações do Concílio se remetia o Papa? Ele não o disse então, mas é muito provável que estivesse a referir-se à Declaração Nostra Aetate (NA) sobre a Igreja e as religiões não-cristãs. Efectivamente, como é sabido, neste documento conciliar tratou-se, não sem grande polémica - que se mantém até aos dias de hoje - da doutrina da Igreja a respeito de algumas outras religiões que ali são explicitamente referidas: o Hinduísmo, o Budismo e «outras religiões» (nº 2); e de modo mais extenso, o Islão (nº 3) e o Judaísmo (nº 4), para finalizar com um apelo à fraternidade, fundamentada em «Deus como Pai comum de todos» e com uma reprovação de «toda e qualquer discriminação ou violência praticada por motivos de raça ou cor, condição ou religião» (nº 5).

Mas, sobretudo, e a propósito das «diversas religiões» ressalta logo a afirmação contida no segundo parágrafo do nº 1 da NA, que diz assim (itálico e negrito meu):

«Os homens esperam das diversas religiões resposta para os enigmas da condição humana, os quais, hoje como ontem, profundamente preocupam seus corações: que é o homem? qual o sentido e a finalidade da vida? que é o pecado? donde provém o sofrimento, e para que serve? qual o caminho para alcançar a felicidade verdadeira? que é a morte, o juízo e a retribuição depois da morte? finalmente, que mistério último e inefável envolve a nossa existência, do qual vimos e para onde vamos?»

Uma coisa é reconhecer o que os homens naturalmente esperam das religiões, existentes de facto; outra é reconhecê-las como desejo explícito de Deus o que lhes conferiria um evidente direito divino. Mas, em nenhuma das referidas partes da NA, se afirma ou pode concluir, sem mais, que Deus quer positivamente a existência de diversas religiões; ou que elas existem por Sua sapiente vontade ou sábio desígnio. Aliás, a NA declara no seu nº 2 que «a Igreja católica nada rejeita do que nessas religiões existe de verdadeiro e santo. Olha com sincero respeito esses modos de agir e viver, esses preceitos e doutrinas que, embora se afastem em muitos pontos daqueles que ela própria segue e propõe, todavia, reflectem não raramente um raio da verdade que ilumina todos os homens. No entanto, ela anuncia, e tem mesmo obrigação de anunciar incessantemente Cristo, “caminho, verdade e vida” (Jo. 14,6), em quem os homens encontram a plenitude da vida religiosa e no qual Deus reconciliou consigo todas as coisas (2 Cor 5, 18-19)».

E na Constituição pastoral Gaudium et Spes, colocando-se as mesmas questões fundamentais que preocupam os corações dos homens, responde sem qualquer ambiguidade o mesmo Concílio Vaticano II (cf. nº 10):

«Todavia, perante a evolução actual do mundo, cada dia são mais numerosos os que põem ou sentem com nova acuidade as questões fundamentais: Que é o homem? Qual o sentido da dor, do mal, e da morte, que, apesar do enorme progresso alcançado, continuam a existir? Para que servem essas vitórias, ganhas a tão grande preço? Que pode o homem dar à sociedade, e que coisas pode dela receber? Que há para além desta vida terrena?
A Igreja, por sua parte, acredita que Jesus Cristo, morto e ressuscitado por todos (2 Cor 5, 15), oferece aos homens pelo seu Espírito a luz e a força para poderem corresponder à sua altíssima vocação; nem foi dado aos homens sob o céu outro nome, no qual devam ser salvos (Act 4, 12). Acredita também que a chave, o centro e o fim de toda a história humana se encontram no seu Senhor e mestre. E afirma, além disso, que, subjacentes a todas as transformações, há muitas coisas que não mudam, cujo último fundamento é Cristo, o mesmo ontem, hoje, e para sempre (Hb 13, 8)».

Percebe-se assim talvez melhor que ao Santo Padre possam ter ocorrido sentimentos de insegurança «ao ver certa frase»… :«Sabem uma coisa? Ao ver certa frase, disse para comigo: «Esta frase, não sei se é segura!»… E isto depois de quase um ano de reflexão e oração…

Depois deste esquadrinhado, voltemos à visita ad Limina dos bispos do Cazaquistão, havida dia 1. Compreender-se-á agora também muito melhor o pedido de esclarecimento que o bispo Atanásio Schneider colocou pessoalmente ao Santo Padre naquela ocasião. Conta Sua Excelência Reverendíssima assim ao Lifesite News (1):

«Alguns bispos tiveram a oportunidade de expor as suas preocupações acerca da vida da Igreja nos nossos dias. [].

Então também eu pedi ao Santo Padre para esclarecer a declaração [constante] no documento de Abu Dhabi, acerca da diversidade de religiões ser “querida” por Deus.

O Papa foi muito benevolente na sua resposta às nossas questões e procurou responder-nos a partir da sua própria perspectiva destes problemas. Ele respondeu de um modo mais geral acerca dos princípios da fé católica, mas naquelas circunstâncias nós não tivemos oportunidade de descer ao detalhe sobre os temas específicos. […].

Sobre o tópico da minha preocupação acerca da frase usada no documento de Abu Dhabi – de que Deus “quer” a diversidade das religiões – a resposta do Papa foi muito clara: ele disse que a diversidade de religiões é [constitui] apenas a permissiva [permissive, no original] vontade de Deus. Ele sublinhou isto e disse-nos: podem dizer isto, também, que a diversidade de religiões é apenas a permissiva vontade de Deus.

Eu tentei aprofundar ainda mais a questão, ao menos citando a frase tal como vem no documento. A frase diz que Deus quer a diversidade de sexos, cores, raças e línguas, tal como Deus deseja a diversidade de religiões. Há uma evidente comparação entre a diversidade de religiões e a diversidade de sexos.

Mencionei este ponto ao Santo Padre e ele reconheceu que, com esta comparação directa, a frase pode ser entendida erroneamente. Eu sublinhei na minha resposta que a diversidade de sexos não é [do âmbito] da vontade permissiva de Deus, mas querida positivamente por Deus. E o Santo Padre reconheceu isto e concordou comigo que a diversidade de sexos não é matéria da vontade permissiva de Deus.

Mas quando mencionamos ambas estas frases na mesma afirmação, então a diversidade de religiões é interpretada como positivamente querida por Deus, tal como a diversidade de sexos. Consequentemente, a afirmação leva a duvidosas e erróneas interpretações e assim foi meu desejo e meu pedido que o Santo Padre rectificasse isto. Mas ele disse-nos, a nós bispos: podem dizer que a frase em questão sobre a diversidade de religiões significa a vontade permissiva de Deus».

Obrigado ao Senhor bispo Atanásio Schneider por ter sido o motor deste esclarecimento do Santo Padre que assim cumpriu o seu múnus de nos confirmar no que é de fé (cf. Lc 22, 32).

8 de Março de 2019

João Duarte Bleck, médico e leigo Católico

Notas:



3. Il pluralismo e le diversità di religione, di colore, di sesso, di razza e di lingua sono una sapiente volontà divina; Le pluralisme et les diversités de religion, de couleur, de sexe, de race et de langue sont une sage volonté divine; The pluralism and the diversity of religions, colour, sex, race and language are willed by God in His wisdom; Der Pluralismus und die Verschiedenheit in Bezug auf Religion, Hautfarbe, Geschlecht, Ethnie und Sprache entsprechen einem weisen göttlichen Willen; El pluralismo y la diversidad de religión, color, sexo, raza y lengua son expresión de una sabia voluntad divina. O pluralismo e as diversidades de religião, de cor, de sexo, de raça e de língua fazem parte daquele sábio desígnio divino.


5. http://www.ncregister.com/daily-news/popes-visit-to-arabian-peninsula-a-special-grace . E. Pentin escreve: «Informed sources confirm Dominican Father Wojciech Giertych was consulted but did not see the final draft».


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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

A diferença fundamental entre a "Arca da fraternidade" e a caridade cristã

O logotipo da viagem do Papa Francisco aos Emirados Árabes Unidos mostra uma pomba com um ramo de oliveira. É uma imagem, explicou o Papa, “que nos traz à memória a narração do dilúvio primordial, presente em várias tradições religiosas. Segundo a narração bíblica, para preservar a humanidade da destruição, Deus pede a Noé para entrar na arca com a sua família. Hoje também nós, em nome de Deus, para salvaguardar a paz, precisamos entrar juntos, como uma única família, numa arca que possa sulcar os mares tempestuosos do mundo: a arca de fraternidade”.
Segundo essa leitura, a Arca de Noé é uma arca da fraternidade na qual convivem homens de diferentes religiões, porque o próprio Deus queria o pluralismo religioso. Com efeito, acrescentou o Papa: “O pluralismo e as diversidades de religião, de cor, de sexo, de raça e de língua fazem parte daquele sábio desígnio divino com que Deus criou os seres humanos”.
Essa interpretação parece deturpar a doutrina do Evangelho. Com efeito, a Arca, que por ordem divina Noé construiu antes do Dilúvio para seu refúgio, dos seus familiares e de todas as espécies animais (Gn 6, 13-22), é apresentada por São Paulo como um refúgio de salvação para os crentes e um sinal de perdição para o mundo (Hebreus 11, 7).
Portanto, a Tradição Católica sempre viu na Arca de Noé o símbolo da Igreja, fora da qual não há salvação (cf. Santo Ambrósio, De Noe et Arca, 6. 9, in Migne, Patrologia Latina, vol. 14 , col. 368-374, e Hugo von Hurter, De arca Noe Ecclesiae typo Patrum sententiae, em Sanctorum Patrum opuscula selecta, III, Innsbruck 1868, pp. 217-233). É por isso que a Igreja tem a missão de preservar e difundir a fé católica.
Nosso Senhor disse aos Apóstolos: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for baptizado, será salvo, mas quem não crer será condenado” (Mc 16, 16). E o Apóstolo dos Gentios reafirma: “Há um só Senhor, uma só fé, um só baptismo” (Ef 4, 5).
É o dogma da fé proclamado pelo IV Concílio de Latrão sob Inocêncio III: “Só há uma Igreja universal dos fiéis, fora da qual não há salvação“.
O princípio “nulla salus extra Ecclesiam” não exclui da salvação aqueles que estão fora da Igreja devido a um erro invencível, mas estão orientados a Ela ao menos por um desejo implícito. No entanto, eles são privados da garantia da salvação e dos meios ordinários para alcançá-la.
Esta verdade da fé foi confirmada, entre outros, por Gregório XVI (Mirari Vos, de 15 de agosto de 1832); Pio IX (Singulari quidem, de 17 de Março de 1856, aos bispos da Áustria); Leão XIII (Satis cognitum, de 29 de Junho de 1896). Na Encíclica Mortalium animos, de 6 de Janeiro de 1928, Pio XI explica, por sua vez, que no campo da fé não se pode chegar à unidade fraterna da mesma maneira que no campo político.
Subordinar a verdade da fé à fraternidade significa professar o indiferentismo religioso, condenado de maneira constante pelo Magistério universal da Igreja.
A “Fraternidade”, juntamente com a “Liberdade” e a “Igualdade”, é um dos princípios fundadores da Revolução Francesa. O trinómio revolucionário reduz a um sistema de relações privado qualquer princípio transcendente ao qual se referir, pelo que, considerado cada um dos três valores supremos como um absoluto eles entram necessariamente em conflito um com os outros.
Carente de um fim superior, a fraternidade, em vez de ser um factor de coesão da sociedade, torna-se a fonte da sua desintegração. Com efeito, se em nome da fraternidade os homens se virem forçados a uma convivência destituída de um objectivo que dê consistência ao affectio societatis, a “Arca” torna-se uma prisão, e, por um impulso centrífugo, a fraternidade imposta no grito estará fadada a dissolver-se na fragmentação e no caos.
A simples afirmação da convivência fraterna não é capaz de justificar o sacrifício, que é a mais alta expressão do amor ao próximo; e isto porque sacrifício significa renunciar a um bem real em nome de bens superiores; mas a fraternidade não propõe nenhum bem superior que seja digno de sacrifício, além da convivência, que não é um valor em si, mas apenas um facto, sem um sentido positivo ou negativo. O mito da fraternidade oculta o mais profundo egoísmo social e representa a antítese da caridade cristã, o único fundamento verdadeiro das relações sociais entre os homens.
A Fraternidade também constitui um dogma da maçonaria, que, na sua ideologia e seus rituais, propõe uma paródia da doutrina e da liturgia cristã. Não foi por acaso que a Grande Loja da Espanha agradeceu ao Papa Francisco pela sua Mensagem natalícia de 2018 com o seguinte tweet: “Todos los masones del mundo se unen a la petición del Papa por  ‘la fraternidad entre personas de diversas religiones’” (Todos os maçons do mundo se unem ao pedido do Papa para a ‘fraternidade entre pessoas de diferentes religiões).
 “Na sua mensagem de Natal do balcão central do Vaticano – continuam os maçons espanhóis – o Papa Francisco pediu o triunfo da fraternidade universal entre todos os seres humanos. Fraternidade entre pessoas de todas as nações e culturas. Fraternidade entre pessoas de ideias diferentes, mas capazes de se respeitarem e de ouvir o outro. Fraternidade entre pessoas de diferentes religiões. (…) As palavras do Papa demonstram o distanciamento actual da Igreja do conteúdo da Humanum genus (1884), a última grande condenação católica da maçonaria”.
Na realidade, a maçonaria continua a ser condenada pela Igreja, mesmo que os homens da Igreja, nos mais altos cargos, pareçam abraçar as suas ideias. Mas o ensinamento do Divino Mestre continua a ressoar nos corações fiéis: ali o amor ao próximo só pode ser fundado no amor de Deus. E sem referência ao verdadeiro Deus, que só pode ser amado sobrenaturalmente dentro da Arca de Salvação da Igreja, a fraternidade é apenas uma palavra vazia que esconde o ódio a Deus e ao próximo.

Roberto de Mattei in 'Corrispondenza Romana' (Tradução: Fratres in Unum)


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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

O Islão é uma religião de paz?

O Islão é uma religião pacífica? Não vamos perguntar aos jornalistas nem aos professores de Estudos Islâmicos. Vamos olhar para o que o Corão diz. 
Antes disso, aqui ficam três considerações:

  1. Maomé foi um líder militar. Tinha mais de general do que de guru. Provas históricas (islâmicas e seculares) falam das batalhas e ataques de Maomé. Aqui está um verso do Corão que fala disso: Corão (8:68) - "Não é dado a profeta algum fazer cativos, antes de lhes haver subjugado inteiramente a região."
  2. Pelos critérios de Maomé, os líderes do Islão não são imãs, pastores nem padres. Eles são líderes militares. Aqui está um verso do Corão em relação a este assunto: Corão (47:37) - "Não fraquejeis (ó fiéis), pedindo a paz, quando sois superiores; sabei que Deus está convosco e jamais defraudará as vossas acções."
  3. Porque é que as Cruzadas começaram no Médio Oriente depois do Islão ter invadido e atacado os povoados cristãos desde o século VIII até ao XI? Será que o Islão introduziu alguma novidade na esfera política ásio-europeia que fez com que as coisas deixassem de funcionar?
(Os textos foram retirados deste site)
O Corão manda matar

O primeiro exemplo explica o que deve acontecer aos que fazem guerra contra Alá. Devem ser:
  • crucificados
  • assassinados
  • as suas mãos devem ser amputadas
  • os seus pés devem ser cortados
  • feitos prisioneiros
Corão (5:33) – “O castigo, para aqueles que lutam contra Deus e contra o Seu Mensageiro e semeiam a corrupção na terra, é que sejam mortos, ou crucificados, ou lhes seja decepada a mão e o pé opostos, ou banidos. Tal será, para eles, um aviltamento nesse mundo e, no outro, sofrerão um severo castigo.”
Aqui está um verso onde Maomé critica os "pacíficos" que se recusam a lutar:
Corão (4:95) – Os fiéis, que, sem razão fundada, permanecem em suas casas, jamais se equiparam àqueles que sacrificam os seus bens e suas vidas pela causa de Deus; Ele concede maior dignidade àqueles que sacrificam os seus bens e suas vidas do que aos que permanecem (em suas casas). Embora Deus prometa a todos (os fiéis) o bem, sempre confere aos combatentes uma recompensa superior à dos que permanecem (em suas casas).
Corão (2:191-193) – “Matai-os onde quer se os encontreis e expulsai-os de onde vos expulsaram, porque a perseguição é mais grave do que o homicídio. Não os combatais nas cercanias da Mesquita Sagrada, a menos que vos ataquem. Mas, se ali vos combaterem, matai-os. Tal será o castigo dos incrédulos. Porém, se desistirem, sabei que Deus é Indulgente, Misericordíssimo. E combatei-os até terminar a perseguição e prevalecer a religião de Deus. Porém, se desistirem, não haverá mais hostilidades, senão contra os iníquos.”
Corão (2:216) – “Está-vos prescrita a luta (pela causa de Deus), embora o repudieis. É possível que repudieis algo que seja um bem para vós e, quiçá, gosteis de algo que vos seja prejudicial; todavia, Deus sabe todo o bem que fizerdes, Deus dele tomará consciência.”  Este verso não só estabelece que a violência pode ser virtuosa, mas também contradiz o mito que o combate deve ser apenas desejado como auto-defesa, pois a audiência não estava sempre sob ataque. Sabe-se que este verso foi narrado quando Maomé tentava motivar o seu povo para atacar caravanas de mercadores de modo a ficar com as mercadorias.
Corão (4:74) – “Que combatam pela causa de Deus aqueles dispostos a sacrificar a vida terrena pela futura, porque a quem combater pela causa de Deus, quer sucumba, quer vença, concederemos magnífica recompensa.”
Corão (4:76) – “Os fiéis combatem pela causa de Deus; os incrédulos, ao contrário, combatem pela do sedutor. Combatei, pois, os aliados de Satanás, porque a angústia de Satanás é débil.”
Corão (4:89) – “Anseiam (os hipócritas) que renegueis, como renegaram eles, para que sejais todos iguais. Não tomeis a nenhum deles por confidente, até que tenham migrado pela causa de Deus. Porém, se se rebelarem, capturai-os então, matai-os, onde quer que os acheis, e não tomeis a nenhum deles por confidente nem por socorredor.”
Corão (8:39) – “Combatei-os até terminar a intriga, e prevalecer totalmente a religião de Deus. Porém, se se retratarem, saibam que Deus bem vê tudo o quanto fazem.”
Corão (8:57) – “Se os dominardes na guerra, dispersai-os, juntamente com aqueles que os seguem, para que meditem.”
Estas são as palavras do Corão. Se alguém quiser entender uma religião tem que ir aos textos originais. Estes mostram a verdade das coisas. Agora cada um tire as suas próprias conclusões.
Taylor Marshall


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