Mostrar mensagens com a etiqueta Razão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Razão. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Fé e Razão

Fé e Razão. Fazendo uma analogia, poderíamos dizer que a Fé é como uns óculos (graduados). Quem vê mal ao longe, se está numa sala de aula e olha para o quadro não percebe o que lá está escrito. Bem tenta semi-cerrar os olhos mas apenas vejo uma grande névoa. No entanto, quando põe os óculos vê tudo claramente, percebe tudo o que está escrito e tudo faz sentido.

A Fé são os óculos. É o instrumento que me permite ver o que apenas com os olhos não se consegue. Os olhos são a Razão. Servem para ver certas coisas mas só com eles não se percebe o que está escrito no quadro ou quem é aquela pessoa ao longe na rua a dizer adeus. Os óculos são necessários para ter acesso a essa informação. Mas se alguém fechar os olhos (Razão), os óculos (Fé) não servem para nada. A Fé vai onde a razão já não consegue ir, e a razão é o ponto de apoio que, usado na sua plenitude, permite que a Fé mostre a verdade sobre essas coisas longínquas.

Quem tem Fé sabe coisas que quem não tem Fé não sabe. Essas coisas são tão reais como o livro que estou a ler ou o copo de água que estou a beber. Do mesmo modo como, a partir do momento em que ponho os óculos, as palavras que estão naquele quadro se tornam tão reais e inteligíveis como a caneta ou o caderno que tenho à minha frente, que consigo ver perfeitamente sem óculos.

A Fé e a Razão são ambas necessárias para percebermos o mundo natural e o sobrenatural.


blogger

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Beato Pio IX explica a perfeita harmonia entre Fé e Razão

Não só não pode jamais haver desarmonia entre a fé e a razão, mas uma serve de auxílio à outra, visto que a recta razão demonstra os fundamentos da fé, e cultiva, iluminada com a luz desta, a ciência das coisas divinas; e a fé livra e guarda a razão dos erros, enriquecendo-a de múltiplos conhecimentos. 

Por isso a Igreja, longe de se opor ao cultivo das artes e das ciências humanas, até as auxilia e promove de muitos modos. Porquanto não ignora nem despreza as vantagens que delas dimanam para a vida humana; pelo contrário, ensina que, derivando elas de Deus, o Senhor das ciências [1 Rs 2, 3], se forem bem empregadas, conduzem para Deus, com o auxílio de sua graça. 

Nem proíbe [a Igreja] que tais disciplinas, dentro de seu respectivo âmbito, façam uso de seus princípios e métodos próprios; mas, reconhecendo embora esta justa liberdade, admoesta cuidadosamente que não admitam em si erros contrários à doutrina de Deus ou ultrapassem os próprios limites, invadindo e perturbando o que é do domínio da fé.

Papa Pio IX, Concílio Vaticano I (1869-1870), Sessão III, Cap. IV 


blogger

quarta-feira, 14 de março de 2018

O deus de Stephen Hawking

Stephen Hawking, talvez o cientista mais famoso do mundo, morreu hoje. Rezemos pela sua alma. Recuperamos aqui um texto escrito em resposta à sua afirmação que Deus não existia.

Stephen Hawking acredita que Deus não existe. Ora, isto não é a mesma coisa que não acreditar em Deus. Se eu não acredito em Deus, eu não sei se ele existe ou não existe. Simplesmente, não tenho fé, como diria um cristão. Mas se eu acredito que Deus não existe, eu tenho fé, embora diversa – a fé na inexistência de Deus. A diferença entre as duas posições é por vezes expressa pelo contraste entre agnosticismo e ateísmo. Hawking não deixou dúvidas ao El Mundo: é ateu. Mas dizer só ateu pode não chegar para definir a posição de Hawking.  

A questão é determinar de que modo, entre a fé em Deus e a fé na inexistência de Deus, Hawking passa de uma margem para a outra. A sua ponte não é o cepticismo, mas a ciência, ou melhor, uma variante muito especial da experiência científica, que funciona de facto como o equivalente laico da fé religiosa. Hawking sente pela ciência a devoção que qualquer beato dispensa ao seu todo-poderoso ídolo. Acredita piamente na omnipotência do conhecimento humano sob a forma científica: “Creio que conseguiremos compreender a origem e a estrutura do universo(…). Na minha opinião, não há nenhum aspecto da realidade fora do alcance da mente humana”.

O mais surpreendente em Hawking é a pobreza da sua concepção de Deus. Hawking passa por cima de séculos de meditação e de debate. Simplesmente, não vê “milagres” (porque não são “compatíveis” com a sua ciência), e portanto não vê Deus. No “passado”, antes da ciência, admite que era “lógico acreditarmos que Deus criou o universo”. Deus é, para ele, uma relíquia de fases primitivas do conhecimento humano, quando o gentio ainda não percebera que a natureza estava proibida de divergir das leis fixadas pelos professores universitários. É nesse sentido, que Hawking crê que Deus foi substituído pela ciência.

Para os cristãos, Deus fez-se carne; para Hawking, Deus fez-se ciência, e é por isso que não hesita em reivindicar para a ciência todos os tradicionais atributos divinos, menos os “milagres” – o que, todavia, não o impede de avançar com transcendentes promessas de salvação, como a de que a exploração espacial “poderá evitar o desaparecimento da Humanidade devido à colonização de outros planetas”. A ciência, aparentemente, tem os seus milagres, embora do género Star Wars.

Isto não é certamente agnosticismo, mas também não é apenas ateísmo. É a antiga superstição da ciência, o velho culto do progresso, típico dos autodidactas do século XIX, quando a máquina a vapor e a electricidade foram celebradas como os poderes do futuro homem-deus. De facto, é Hawking que representa, nesta história, a fase mais primitiva.

A ciência não é necessariamente sabedoria, se entendermos por sabedoria, não apenas o raciocínio e o conhecimento, mas também a humildade e a ponderação. Hawking pode ser um génio da astrofísica, mas não é um sábio. Chesterton dizia: quando se deixa de acreditar em Deus, passa-se a acreditar em tudo. 

O Hawkings da entrevista ao El Mundo é um exemplo dessa credulidade. Onde tudo isso nos pode levar, vimo-lo o mês passado, graças a outro crente da ciência e inimigo de Deus, o geneticista Richard Dawkins. Sem inibições, deu a entender que, por ele, “é imoral” não abortar fetos com síndroma de Down. Eis a ideia de moral de quem, com a “lógica” do seu lado, se sente um novo deus. 

Rui Ramos in Observador (25/09/2014)


blogger

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

terça-feira, 19 de abril de 2016

Dois leões revelam os problemas de qualquer ideologia

A sociedade em que vivemos está dominada por ideologias: a ideologia feminista, a ideologia de género, a ideologia socialista, etc.

Mas o que é que significa uma pessoa seguir uma ideologia? Significa que não está aberta à verdade. Isto é, o seu olhar sobre o mundo é filtrado por aquilo em que acredita. Por isso é que os defensores da ideologia de género tentam ver problemas de identidade sexual em todas as personalidades da história. É também assim que os socialistas resolvem os problemas da história, ao recorrer apenas a factores socio-económicos.

Mas então é errado defender certas ideias? Claro que não. É preciso é estar disposto a deixá-las quando nos apercebemos que estão erradas. Por honestidade intelectual. Não ser capaz de largar uma ideia e até forçar a evidência para bater certo com a nossa ideia é o que a torna numa ideologia.

Há imensos exemplos disto a toda a hora, uns mais subtis que outros. Fica aqui um exemplo muito recente e demasiado óbvio.


Na semana passada, uma fotografia da National Geographic de dois leões a acasalar correu as redes sociais. Diziam que eram dois leões machos. A imagem ficou famosa porque mostrava que as relações homossexuais são naturais e acontecem noutras espécies. (Se bem que fica por explicar a relação entre os leões e os homens.)

O interesse pela imagem chegou a tal ponto que o Huffington Post até lhe juntou num artigo uma citação de Yale sobre a possibilidade de quase 10% dos animais terem comportamentos homossexuais.

Ontem a National Geographic veio desmentir a situação.  Kathleen Alexander é especialista em leões e professora universitária no Virginia Polytechnic Institute dos USA. Disse ela que há 20 anos que observa leões e nunca viu um acasalamento homossexual entre leões. Também não foi agora. Estes dois machos afinal são macho e fémea.

O artigo da National Geographic termina com os comentários de Luke Hunter, presidente do grupo Panthera, para a conservação de felinos. Também ele confirma que são um macho e fémea. Diz ainda que esta é uma fémea que apresenta algumas características próprias de um macho, daí a juba. Não deixa de ser interessante que no mundo dos leões, mesmo aqueles que poderiam ter problemas de identidade sexual, continuam a ser heterossexuais. Se calhar as pressões psicológicas para que as pessoas "se assumam" homossexuais é que são anti-naturais, pelo menos de acordo com os leões.

Isto fez lembrar quando o famoso ateu Richard Dawkins promoveu uma campanha para impedir o ensino de religião às crianças. Para os cartazes, as crianças mais felizes que encontrou eram de uma família Cristã, mostrou o The Telegraph.


Como Cristãos, a nossa postura também não pode ser ideológica. Por amor à verdade, devemos estar dispostos a abandonar o Cristianismo se reconhecermos que é contra a razão. Mas a beleza do Cristianismo está nisso mesmo - o nosso Deus é a própria razão encarnada. É por isso que constantemente nos chegam histórias de pessoas muito diferentes a converterem-se. Isto é assim desde há 2000 anos.

Nuno CB


blogger

terça-feira, 23 de junho de 2015

Os direitos dos caracóis - Pe. Gonçalo Portocarrero

Não obstante a iminente encíclica papal sobre a questão ambiental e a muito cristã sensibilidade ecológica – quem não recorda o amor de Francisco de Assis por todas as criaturas?! – confesso que ainda não logrei sentir-me interpelado pelo lancinante apelo dos defensores dos caracóis: “Gostava de ser cozido vivo? Ele também não”.

Em época de santos populares e de arraiais em abundância, houve quem contabilizasse a quantidade de sardinhas que estes festejos acarretam. Só no presente mês de Junho, segundo o mesmo estudo, são consumidas 48 mil sardinhas por hora, 800 por minuto e 13 – número aziago, este! – por segundo. Quase cinquenta mil sardinhas por hora é – desculpem-me a incongruência gastronómica – muita fruta! Não sei mesmo se uma tão monstruosa cifra não permitirá considerar este facto como um autêntico genocídio.

Talvez nunca como agora se exaltaram tanto os animais, em detrimento dos seres humanos: ao mesmo tempo que se promove o aborto e a eutanásia, pretende-se alargar aos seres irracionais os direitos próprios dos cidadãos. Também não falta quem entenda que a diferença entre os animais não humanos e os seres racionais é apenas acidental porque, na realidade, todos são, igualmente, seres vivos. Já não são poucos os bichanos que recebem nomes de pessoas, embora talvez ainda não haja seres humanos chamados Lassie, Fiel, Bóbi, Tejo, Rin-tim-tim, ou coisa que o valha.

A polémica questão dos direitos dos animais baseia-se num preconceito: o de que eles são como nós. É o que está na base do slogan contra a cozedura de caracóis vivos. É verdade que algumas pessoas, de tão brutas, parecem meros animais e alguns animais, ditos irracionais, parecem espertos e afectuosos. Mas são aparências que iludem, porque a distância que vai do mais apto dos símios para o mais estúpido dos homens é infinitamente superior à que dista entre o mais evoluído dos primatas e o mais básico ser vivo. Mais uma vez a ciência confirma o que a Bíblia ensina: enquanto os seres humanos são imagem e semelhança do Criador, os outros seres vivos são apenas criaturas de Deus.

Com efeito, qualquer homem ou mulher, qualquer que seja a sua idade, é um ser dotado de inteligência e vontade e, portanto, essencialmente distinto de todos os outros seres vivos. Alguns animais irracionais têm conhecimento, mas meramente sensitivo, como também os seus sentimentos não são livres, mas instintivos: um cão identifica o dono, mas não conhece a sua natureza, nem é capaz de um acto de verdadeiro amor ou ódio. Alguns seres irracionais sentem, mas não amam, não odeiam, nem sofrem em sentido próprio, porque o amor, o ódio e o sofrimento implicam uma certa consciência, que só é possível em quem está dotado de razão e vontade. Um animal canceroso tem certamente as dores físicas que são próprias da doença, mas não o sofrimento que um ser humano, nessas circunstâncias, padece.

Quer isto dizer, então, que se pode fazer o que se quiser com os animais irracionais? Alguns defensores dos seus alegados direitos entendem que alguns bichos – como os caracóis, por exemplo – não têm quaisquer direitos, mas que os que são sensíveis, como alguns primatas, deveriam ser respeitados, quase como se fossem da nossa espécie. Há até quem fale, paradoxalmente, dos direitos humanos dos animais …

O Cristianismo, muito antes de se falar de ecologia ou de aparecerem os partidos dos verdes, já ensinava a bondade de todos os seres vivos, que são obras de Deus e património da humanidade. Como ensina o Catecismo da Igreja Católica, “o homem deve respeitar a bondade própria de cada criatura, para evitar o uso desordenado das coisas, que despreza o Criador e traz consigo consequências nefastas para os homens e para o seu meio ambiente” (nº 339). Portanto, não é moralmente aceitável a sua indiscriminada destruição. É também eticamente condenável causar dor, por hedonismo ou absurda diversão, aos seres irracionais porque, embora nenhum deles sofra como nós, alguns são sensíveis e, todos, um bem a preservar. Mas é legítimo que se use ou até elimine, de forma razoável, algum ser vivo, vegetal ou animal irracional, sempre que assim o exija o bem comum da humanidade.

Embora seja muito louvável a extrema sensibilidade dos defensores dos caracóis, não é razoável a sua propaganda. Nestas causas, como em todas, não bastam as boas intenções, é preciso também ter razão, sob pena de se cair numa argumentação fanática ou absurda. Foi o caso de um revisor que, ao questionar um passageiro incorrectamente sentado, se era desse jeito que se comportava em casa dele, obteve uma resposta certamente impertinente, mas com carradas de razão: - E  o senhor revisor, no seu lar também pica bilhetes?!

Pe. Gonçalo Portocarrero in Voz da Verdade


blogger

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Evitar as discussões confusas

Evita as longas discussões, sobretudo com pessoas dispersas, que juntam argumentos sobre argumentos, sem ordem e, sem disciplina, misturando juízos apenas de gosto com algumas pseudo-ideias mal formadas e mal assimiladas. 

Evita essas discussões que não são em nada benéficas. Se não for possível conduzir o colóquio com alguém em boa ordem, segundo boa lógica, cuidadosa e bem organizada, é preferível que te cales. 

Sê sempre disciplinado no trabalho mental. Essa é a regra importante, e nunca ceder às "vagabundagens" do pensamento em conversas diluídas, dispersas, em que se fala de tudo e não se fala de nada.

Mário Ferreira dos Santos, filósofo brasileiro


blogger

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Is there a Santa Claus?

Um editorial do jornal norte-americano «The Sun», de 1897 (sim!, do século XIX!), ficou tão popular que ainda hoje é conhecido e considerado um clássico. Dizem que faz parte da história dos EUA. O pequeno texto, intitulado «Is there a Santa Claus?», é a resposta a uma minúscula carta ao Director, enviada por uma menina de 8 anos. O editorial teve um tal impacto que inspirou filmes e programas de televisão, canções, livros e peças de museu. E o original da pequenina carta, na realidade um pequeno quadrado de papel rabiscado por uma criança, está avaliado em dezenas de milhares de dólares, mais cobiçado que muitos documentos históricos importantes.

Esta parte do jornal de 1897 pode ler-se nesta reprodução fotográfica.

Porque é que este editorial teve tanto impacto? O que dizia a carta?

A criança, Virginia O’Halon, perguntou se o Pai Natal (Santa Claus, em inglês) existia e o jornal respondeu que sim. A frase mais célebre do artigo é «Yes, Virginia, there is a Santa Claus» (pois é, Virginia, existe um Pai Natal) que, de tão repetida, se tornou uma expressão idiomática nos Estados Unidos.

Se alguém não conhece este editorial do «The Sun», pode ler estas quatro citações, que resumem o essencial:

«Virginia, os teus amiguinhos [que desconfiam do Pai Natal] não têm razão. Eles estão influenciados pelo cepticismo destes tempos cépticos. Eles só acreditam no que vêem».

«Pois é, Virginia, existe um Pai Natal. É tão certo ele existir, como o amor e a generosidade e a dedicação, e sabes como eles se encontram em todo o lado e enchem a vida com a sua beleza mais sublime e a alegria».

«O mundo seria terrível sem o Pai Natal (...). Não haveria poesia, nem romance para tornarem esta vida tolerável. Não teríamos gosto, excepto no que se toca e se vê».

«Isto é real? Ah, Virginia, só isto, neste mundo, é real e eterno».

Não sei o que um leitor açoriano acha destas divagações. A cidade de Nova York comoveu-se e a emoção alastrou a todo o país e continua, passado mais de um século.
Claro que há qualquer coisa de importante neste elogio do sonho; se não tocasse o coração humano, já ninguém se lembrava do episódio.

As histórias de crianças têm valor, transmitem a realidade. A Bela Adormecida, ou o Pinóquio, ou os Três Porquinhos, significam algo para além do enredo. Como a história da água que dança, da maçã que canta e do pássaro que fala. Ou a história pungente do rouxinol e da rosa («The Nightingale and the Rose»), de Oscar Wilde.

Eu compreendo todas estas histórias, excepto a do Pai Natal. Não nasci nos Estados Unidos. Aqueles gorduchos vermelhos não me dizem respeito. Gosto mais da água que dança e do pássaro que fala.

De qualquer modo, o Natal, o nascimento de Jesus Cristo, é outra história, absolutamente incomparável. Com muito mais ternura! Com uma lição muito mais forte de amor, de alegria de viver, de capacidade de resistir. É a diferença entre um conto pelo qual ninguém arriscaria a vida e um facto que justifica a lealdade heróica dos mártires. É a diferença entre a simples imagem e a realidade propriamente dita.

O Natal é de um realismo impressionante, por isso precisa também do sonho. A parte do sonho são os presépios enfeitados com musgo e estrelas de papel, são as guloseimas e as canções. Todos nós precisamos disso, desse bocadinho de sonho que nos empurra para dentro da realidade. A barriga do Pai Natal não empurra para lado nenhum, mas, minha querida Virginia, Jesus verdadeiro sorri. Sabemos que nos vê e gosta de nós, mas precisamos do presépio para olhar para Ele e sorrirmos também.

José Maria C.S. André in «Correio dos Açores», Natal 2014


blogger