sábado, 31 de dezembro de 2005

só para dizer aos meus...

...Queridos Senzas:

obrigada por terem tornado este ano especial.
obrigada por terem estado em momentos importantes ou por terem apenas estado por perto.
cada um de vocês é importante!
e só me resta mesmo dizer obrigada!


BOM ANO :)
cuidado com a passagem de ano ;p divirtam-se mas com moderação nos vícios!


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2005 - ano dos SENZAS

SENZAS OBRIGADO! Vocês fizeram de 2005 o melhor ano da minha vida! =)
Acreditem que ter-vos conhecido a todos e a cada um e nas condições em que nos conhecemos (em Roma!) foi marcante, e agradeço a Deus por isso!
Senzaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaas!!!

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2006

Póis é, vem aí 2006, os senzas não ficam parados e mais viagens se preparam.
No próximo ano, podíamos comemorar 1 ano de senzas indo à Terra Santa, de 17 a 27 de abril, exactamente na mesma altura em q tivémos em Roma =)!
Quem alinha??? Temos de nos mexer depressa e arranjar dinheiro, pq desta vez acho que nao existe nenhuma lei a dizer q os portugueses na Terra Santa não precisam de pagar transportes...

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noite de natal

Sair no dia de Natal? Sim ou não?
Quero polémica...animem isto, não quero eco lol

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2005

Jornadas da Juventude com temas escolhidos

Bento XVI já divulgou os temas das Jornadas da Juventude para os próximos três anos (diocesanas em 2006 e 2007 e mundial em 2008). Os jovens reflectirão no ano que vem sobre o versículo 105 do Salmo 119 – «Tua palavra é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho» – e , em 2007, o tema escolhido procede do Evangelho de João: «Como eu vos amei, amai-vos também vós uns aos outros» (João 13, 34). Por sua parte, a edição mundial das Jornadas da Juventude, convocada para 15 a 20 de Julho de 2008, em Sydney, Austrália, irá centrar-se um tema extraído dos Actos dos Apóstolos:

«Recebereis a força do Espírito Santo, que virá sobre vós, e sereis minhas testemunhas » (Actos 1, 8).

A notícia foi confirmada por uma carta do Conselho Pontifício para os Leigos, do dia 28 de Novembro, dirigida aos «representantes nacionais da Jornada Mundial da Juventude e movimentos, associações e comunidades juvenis internacionais ».

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sábado, 24 de dezembro de 2005

Natal!

Bento XVI: A verdadeira luz de Natal Meditação durante a audiência geral
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 21 de dezembro de 2005

Papa Bento XVI esta quarta-feira durante a audiência geral, dedicada ao mistério do Natal.


A audiência de hoje acontece no clima de alegre e ansiosa espera da festividade natalícia já iminente. Vem o Senhor Jesus! Repetimos nestes dias, na oração preparando o nosso coração, para experimentar a alegria do nascimento do Redentor. Em particular, nesta última semana do Advento, a liturgia acompanha e sustenta o nosso caminho interior com repetidos convites a acolher o Salvador, reconhecendo-o no humilde Menino que jaz num presépio. Este é o mistério de Natal, que podemos compreender melhor através de tantos símbolos. Entre estes símbolos está o da luz, que é um dos mais ricos de significado espiritual e sobre o qual queria reflectir brevemente. A festa de Natal coincide, no nosso hemisfério, com a época do ano em que o sol termina sua parábola descendente e começa a fase na qual se amplia gradualmente o tempo de luz diurna, segundo o percurso sucessivo das estações. Isto ajuda-nos a compreender melhor o tempo da luz que prevalece sobre as trevas. É um símbolo que evoca uma realidade que afecta o íntimo do homem: refiro-me à luz do bem que vence o mal, do amor que supera o ódio, da vida que vence a morte. Natal faz pensar nesta luz interior, na luz divina, que nos volta a apresentar o anúncio da vitória definitiva do amor de Deus sobre o pecado e a morte. Por este motivo, na novena do santo Natal que estamos vivendo, há muitas e significativas referências à luz. Recorda-nos também a antífona cantada no início do nosso encontro. O Salvador esperado pelos povos é saudado como «Astro nascente», a estrela que indica o caminho e guia os homens, andantes entre as escuridões e os perigos do mundo para a salvação prometida por Deus e realizada em Jesus Cristo. Ao preparar-nos para celebrar com alegria o nascimento do Salvador, nas nossas famílias e nas nossas comunidades eclesiais, enquanto uma certa cultura moderna e consumista tenta fazer desaparecer os símbolos cristãos da celebração do Natal, assumamos todos o compromisso de compreender o valor das tradições natalícias, que formam parte do património da nossa fé e da nossa cultura, para transmiti-las às novas gerações. Em particular, ao ver as ruas e praças das nossas cidades adornadas com luzes resplandecentes, recordamos que estas luzes evocam outra luz, invisível para os nossos olhos, mas não para o nosso coração. Ao contemplá-las, ao acender as velas das igrejas ou as luzes do presépio e da árvore de Natal em nossas casas, que o nosso espírito se abra à verdadeira luz espiritual trazida a todos os homens e mulheres de boa vontade. O Deus conosco, nascido em Belém da Virgem Maria, é a Estrela de nossa vida! «Astro que surge, esplendor de luz eterna, sol de justiça: vem, ilumina quem jaz nas trevas e nas sombras da morte». Ao assumir esta invocação da liturgia de hoje, peçamos ao Senhor que apresse a sua vinda gloriosa entre nós, no meio de todos os que sofrem, pois só nele podem encontrar resposta as autênticas expectativas do coração humano. Que este Astro de luz sem ocaso nos comunique a força para seguir sempre o caminho da verdade, da justiça e do amor! Vivamos intensamente estes dias que precedem o Natal junto a Maria, a Virgem do silêncio e da escuta. Que Ela, que ficou totalmente envolta pela luz do Espírito Santo, nos ajude a compreender e a viver plenamente o mistério do Natal de Cristo. Com estes sentimentos, exortando-vos a manter viva a maravilha interior na fervorosa espera da celebração já próxima do nascimento do Senhor, desejo com alegria um santo e feliz Natal a todos vós, aqui presentes, a vossos familiares, a vossas comunidades e a vossos entes queridos. Feliz Natal a todos!

Eu assino por baixo! Bom Natal a todos! =)
Beijinhos e abraços!

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2005

senzitos... UM SANTO NATAL!!!



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em directo do convento dos capuchos

---------- Forwarded message ----------
From: Ana Margarida Martins
Date: 23-Dec-2005 11:27
Subject: Feliz Natal
To: Mariana Vaz Serra


Cara Mariana,

Esperamos que estejam todos bem e que, na aproximação do Natal, tragam os corações cheios de alegria!

Gostávamos muito de vos enviar um postal de boas festas, até porque adorávamos partilhar convosco um pedacinho do "Convento Natalício"... Caso possam, por favor digam-nos para que morada devemos endereçá-lo.

Até lá, fica aqui a nossa mensagem de alegria e de felicidade para todos os Senzas e para o Frei Bernardo!

Um santo Natal para todos,
Paz e Bem!

Em nome dos vossos amigos do Convento de Santa Cruz de Sintra

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quarta-feira, 21 de dezembro de 2005

missa de Natal das ejNS

Senzas!
Amanhã, dia 22 de Dezembro, Missa de Natal das EJNS, às 19h em Santa Isabel...Todos convidados a ir!!

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Programa BEATO!!!!

Venho por este meio anunciar que dia 23 de Dezembro, 6ª feira, realizar-se-á uma belíssima reunião de amigos, com o seguinte programa:

12h00- Santa Missa, na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, Alto do Lumiar - Com a presença dos Pe.s Duarte da Cunha e Duarte de Sousa Lara, em princípio o Pe. Nuno Serras Pereira também...

Depois da Missa almoço num restaurante ainda a definir, mas muito provavelmente num chinês perto da igreja...

É uma reunião para todas as pessoas de Fé e de boa vontade!!! Apareçam a tragam amigos!!

Digam-me alguma coisa para ter uma ideia de quem vai, sff. beijinhos mariana




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segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

homilia de Natal

Antecipando-nos uns dias, aqui temos a homilia de Natal do "nosso" Frei Bernas!

Hoje é Natal. Ontem foi Natal. Amanhã será Natal. Natal: a festa do perdão recebido que se torna perdão dado. Natal: a festa do Deus feito menino, do Deus amor. O Deus que convida meninos, adolescentes, jovens, adultos e adultos maiores a serem como Ele. Natal: a festa do perdão recebido que se torna perdão dado. No princípio Jesus estava na presença de Deus. Por meio d’Ele tudo foi feito. Nele estava a vida e a vida era a luz dos homens. A luz brilhou nas trevas, e as trevas não a apagaram. Uma luz maior que todas as trevas. Uma luz que veio para todos. Muitos não a receberam, outros ignoram-na, mas ela brilhou, brilha e brilhará sempre. Uma luz maior que todas as trevas. O perdão recebido que se torna dado é maior que tudo. Jesus é a Luz que veio ao mundo para nos iluminar, para nos colmar da sua força de amor, para nos tornar filhos de Deus (Jo 1,12). Filhos de Deus? Sim. Jesus veio ao mundo para nos tornar filhos de Deus. Jesus veio para nos dar a vida que não depende dos laços de sangue, dos impulsos da carne, nem da vontade de um homem, mas de Deus. Jesus dá-nos a vida de Deus.Deus fez-se homem. Nós contemplamos a sua glória, a glória do Filho Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade. Nós participamos da Sua plenitude, recebendo graças sobre graças. A Lei foi dada por Moisés, a graça e a verdade vieram-nos pelo menino Jesus. O menino Jesus do seio do Pai habita entre nós e dá-nos a conhecer o Seu Pai. Ainda que fora perseguido mal nascera, ainda que os Seus familiares e amigos nem sempre o compreendessem, ainda que viesse a ser traído, perseguido e injustamente condenado, viveu, vive e viverá sempre a Sua festa e esta nos propõe: a festa do perdão recebido que se torna perdão dado. Ainda que famílias continuem sem se entenderem, ainda que prevaleçam guerras e injustiças, ainda que muitas crianças morram sem ver o sol nascer, ainda que muitos pobres sofram o frio e a fome, ainda que tanta infidelidade e mentira paire, ainda que muitos sabedores continuem ignorantes, hoje é Natal: a festa do perdão recebido que se torna perdão dado. Será isso possível? A própria Mãe de Jesus, Maria santíssima, perguntou ao anjo: “Como será isso possível?” O Natal é a festa do impossível para o apenas humano, mas do possível de Deus em nós. Deus chama-nos a vivermos, partilharmos e celebrarmos o impossível. Mas como? Com a força do Espírito Santo. O anjo responde-nos como a Maria: “O Espírito Santo virá sobre ti, porque nada é impossível a Deus.” O modo mais sublime de celebrar o Natal é contemplar rendido as obras impossíveis que Deus faz em mim, nos meus familiares, amigos, irmãos e vizinhos. É importante construir presépios, trocar prendas, partilhar com os pobres, estar à mesa com os familares, celebrar a missa do Galo. Claro que é importante. Mas, o essencial é deixar que o Deus faça em mim as Suas obras, a Sua festa. O essencial é que o perdão recebido se torne dado. Maria disse ao anjo: “Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.”Se cada vez que me maltratarem rendido à força do Teu Espírito for instrumento de perdão será Natal. Se cada vez que falhar rendido à força do Teu Espírito me levantar para prosseguir na santidade será Natal. Se cada vez que não tiver forças rendido à força do Teu Espírito agir no bem será Natal. Se cada vez que fizer o bem rendido à força do Teu Espírito assim perseverar será Natal. Haverá em mim e no mundo graça sobre graça. Defronte ao amor de Deus a rendição é o primeiro passo para a salvação, a santidade e a comunhão. Deixa que Deus opere em ti, observa as Suas obras em ti e verás!O Natal não ficou para a história pelo recenseamento do Imperador romano César Augusto, pela mestria e generosidade dos magos, pela teimosia e indisponibilidade dos habitantes de Belém, pela indiferença dos familiares e amigos de Maria e José, pelas maravilhosas aparições dos anjos, nem pelo encanto e curiosidade dos pastores. Não! O Natal ficou para a história porque a força do Espírito Santo foi recebida e gerou o Filho de Deus, no impossível humano concretizou-se o luminoso amor de Deus.Eis-nos aqui Senhor, faça-se em nós segundo a Tua palavra. Queremos rendidos à força do Espírito Santo ser salvos como os pastores, caminhar na santidade como magos, operar com o mesmo amor de Teu Pai. Natal é deixar que o Espírito Santo faça em nós os Seus impossíveis. Natal é deixar que Deus habite em nós, nos nossos lares e comunidades.A autêntica prenda que posso oferecer hoje é o perdão que recebi. A coisa mais certa e possível que posso realizar é o impossível de Deus em mim. Uma realidade dada olhos nos olhos. Que formosos são os pés do mensageiro da paz que apregoa a boa-nova e proclama a salvação! As sentinelas gritam, porque vêem o Senhor fazer irromper das ruínas, destroços, angústias, ressentimentos e frustações cânticos de alegria e consolação pela força do Seu Espírito Santo.O menino Jesus revela-se hoje e sempre a todos os confins da terra. Deus lembra-se sempre do Seu amor filial em favor da humanidade. Aclamai o Senhor, terra inteira, exultai de alegria e cantai. Hoje, Deus fala-nos por meio do Seu Filho, resplendor da Sua glória. Ele quer que sejamos nós o esplendor da Sua glória, os mensageiros da Sua paz, as sentinelas do Seu perdão. A luz maior que todas as trevas. O impossível mais certo que todo o possível. O perdão recebido que se torna dado.

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domingo, 18 de dezembro de 2005

Jantar de Natal de Senzas

Meus amores, que tal jantar senzástico de Natal na 6ª feira?

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Que dia é hoje???

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quinta-feira, 15 de dezembro de 2005

Ainda S.João da Cruz


A vida de S. João da Cruz é magnífica e desconcertante. Nasceu em Fontiveros, província de Ávila (Espanha) pelo ano de 1542. O seu nome de baptismo era João de Yepes (o contrário de Nepes), e, juntamente com a também doutora da Igreja S.Teresa de Ávila, reformou a Ordem Carmelita. O texto seguinte foi tirado de um site brasileiro...


João era vinte e sete anos mais jovem do que sua amiga S. Teresa de Ávila, que o chamava de seu “pequeno Sêneca”, por causa da sua baixa estatura. Amavelmente S. Teresa o chamava de “meio homem”, mas não hesitava em considerá-lo pai de sua alma. Dizia que não era possível conversar com ele sobre Deus sem vê-lo em êxtase. S. João da Cruz foi grande mestre da vida espiritual. O resumo de sua vida monástica estava nessas palavras: “Não faça coisa alguma, nem diga palavra alguma, que Cristo não faria ou não diria se encontrasse nas mesmas circunstâncias de você, e tivesse a mesma saúde e idade suas. “Nada peça a não ser a cruz, e precisamente sem consolação, pois isso é perfeito”. “Renuncie aos seus desejos e encontrará o que o seu coração deseja”. Aos vinte e um anos de idade ingressou na Ordem dos Carmelitas.
Foi atacado por uma grande desilusão pelo relaxamento da vida monástica em que viviam os conventos carmelitas. Em dado momento encontrou-se com S. Teresa D’Ávila, a reformadora do Carmelo feminino, passando a fazer o mesmo junto ao Carmelo masculino. Nessa época era um jovem frade de 26 anos, extremamente sério, físicamente franzino. Logo em seguida fundou em Durvelo o primeiro convento dos carmelitas descalços. Foi então que mudou o seu nome para João da Cruz. Essa volta à mística religiosidade do deserto custou ao santo maus tratos físicos e difamações, chegando a ser preso em 1577 por oito meses, no cárcere de Toledo. Foi exatamente aí que floresceu a sua grande poesia espiritual. Escreveu “A noite escura da alma”, “A subida do monte Carmelo”, “Cântico espiritual”, e “Chama de amor viva”.


S.João de Cruz foi um dos maiores místicos da História da Igreja, por isso é normal que os seus pensamentos nos toquem a alma e o coração:

"O amor consiste em despojar-se e desapegar-se, por Deus, de tudo o que não é Ele."
"Para possuir Deus plenamente, é preciso nada ter; porque se o coração pertence a Ele, não pode voltar-se para outro."
"Para buscar a Deus, requer-se um coração despojado e forte, livre de tudo o que não é puramente Deus."
"Que felicidade o homem poder libertar-se da sensualidade! Isto não pode ser bem compreendido, a meu ver, senão por quem o experimentou. Só então verá claramente como era miserável a escravidão em que se estava."
"Adquire-se a sabedoria através do amor, do silêncio e da mortificação; grande sabedoria é saber calar e não inserir-se em ditos ou fatos e na vida alheia."
"O amor não consiste em sentir grandes coisas, mas em despojar-se e sofrer pelo Amado."
"Quem não busca a cruz de Cristo não busca a glória de Cristo."
"Quando tiveres algum aborrecimento e desgosto, lembra-te de Cristo crucificado e cala-te."
"Quando tiveres teus desejos apagados, tuas afeições na aridez e angústias, e tuas faculdades incapazes de qualquer exercício interior, não sofras por isso; considera-te feliz por estares assim. É Deus que te vai livrando de ti mesmo, e tirando-te das mãos todas as coisas que possuis."
"O que busca satisfação em alguma coisa não está livre para que Deus o plenifique de seu inefável sabor."
"Ainda que estejas no sofrimento, não queiras fazer a tua vontade, pois terás assim o dobro de sofrimento."
"A alma que verdadeiramente ama a Deus não deixa de fazer o que pode para achar o Filho de Deus, seu Amado. Mesmo depois de haver empregado todos os esforços, não se contenta e julga não ter feito nada."
"A alma que busca a Deus e permanece em seus desejos e comodismo, busca-o de noite, e, portanto, não o encontrará. Mas quem o busca através das obras e exercícios da virtude, deixando de lado seus gostos e prazeres, certamente o encontrará, pois o busca de dia."
"A mosca que pousa no mel não pode voar; a alma que fica presa ao sabor do prazer sente-se impedida em sua liberdade e contemplação."
"Por causa de prazeres passageiros, sofrem-se grandes tormentos eternos."
"Quem se queixa ou murmura não é cristão perfeito, nem mesmo bom cristão."
"Quem souber morrer a tudo terá vida em tudo."


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quarta-feira, 14 de dezembro de 2005

HJ é dia de São João da Cruz

A doutrina de João da Cruz é plenamente fiel à antiga tradição: o objetivo do homem na terra é alcançar “Perfeição da Caridade e elevar-se à dignidade de filho de Deus pelo amor; a contemplação não é um fim em si mesma, mas deve conduzir ao amor e à união com Deus pelo amor e, por último, deve levar à experiência dessa união à qual tudo se ordena”. “Não há trabalho melhor nem mais necessário que o amor”, disse o Santo. “Fomos feitos para o amor”. “O único instrumento do qual Deus se serve é o amor”. “Assim como o Pai e o Filho estão unidos pelo amor, assim o amor é o laço da união da alma com Deus”.
O amor leva às alturas da contemplação, mas como o amor é produto da fé, que é a única ponte que pode salvar o abismo que separa a nossa inteligência do infinito de Deus, a fé ardente e vívida é o princípio da experiência mística. João da Cruz costuma pedir a Deus três coisas: que não deixasse passar um só dia de sua vida sem enviar-lhe sofrimentos, que não o deixasse morrer ocupando o cargo de superior e que lhe permitisse morrer humilhado e desprezado.

Faleceu no convento de Ubeda, aos quarenta e nove anos, à meia-noite do dia 14 de dezembro de 1591, após três meses de sofrimentos atrozes. Seu corpo foi trasladado para Segovia em maio de 1593. A primeira edição de suas obras deu-se em Alcalá de Henares, em 1618. No dia 25 de janeiro de 1675 foi beatificado por Clemente X. Foi canonizado em 27 de dezembro de 1726 e declarado Doutor da Igreja em 1926 por Pio XI . Em 1952 foi proclamado "Patrono dos Poetas Espanhóis".


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terça-feira, 13 de dezembro de 2005

Frase do dia

De que te vale ficar de braços cruzados se o maior Homem do mundo morreu de braços abertos?

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Hoje agradeço a Deus...

Eu agradeço a Deus...

Por todos os exames que tenho que fazer,
porque isso significa que posso estudar...

Pela sombra que segue, porque isso
significa que ando ao sol...

Pelas paredes que precisam de ser pintadas,
pelas lâmpadas que têm que ser mudadas,
porque isso significa que tenho uma casa...

Por todas as críticas que faço às coisas que
não me satisfazem, porque isso significa
que tenho liberdade de expressão...

Pela senhora que canta desafinadamente ao
meu lado, porque isso significa que posso ouvir...

Pelo cansaço que sinto ao final do dia,
porque isso significa que tenho saúde para trabalhar...

Pelo despertador que toca às primeiras
horas da manhã, porque isso quer dizer que estou VIVO!


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segunda-feira, 12 de dezembro de 2005

Enfeitar o coração

[...]
O principezinho voltou no dia seguinte .
-Era melhor teres vindo à mesma hora, - disse a raposa. Se vieres, por exemplo, às quatro horas, às três já eu começo a ser feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz eu me sentirei . Às quatro em ponto já hei-de estar toda inquieta e agitada: é o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca saberei a que horas é que hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a pô-lo bonito... São precisos rituais.
(Antoine de Saint-Exupéri, em O Principezinho)
Nós sabemos quando é que Aquele que nos faz feliz chega! Está na altura de enfeitar o nosso coração, de o embelezar para recebermos o Menino que vai nascer. O Menino que Se tornou Pão da Vida para o mundo, que Se entrega na Eucaristia, vai chegar pequenino, frágil, humano... Embelezemos o nosso coração! E que essa beleza resplandeça no mundo inteiro!
(não fui eu que fiz a analogia com o Principezinho, foi o Pe Armindo! 'tá bonito, hem?)


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sexta-feira, 9 de dezembro de 2005

ainda sobre os crucifixos nas escolas...

Polémica desnecessária

O tema é antigo e necessariamente discutível. A polémica é recorrente e desnecessária. Injectada na opinião pública desta forma, remete a discussão para o registo antagónico do jacobinismo mais agressivo e da beatice mais bacoca.

Recordo o dia em que visitei, poucos dias depois da abertura, o canal de televisão de "inspiração cristã", conhecido então como "a televisão da Igreja". Quando entrei na redacção, alguém apontou para o crucifixo colocado na parede para dizer "estou para ver quando tiram o gajo dali".

O debate não se deve fazer ao nível da imposição ou consentimento dos símbolos religiosos na esfera pública - embora a Constituição da República possa induzir algumas ambiguidades para leitores de má fé -, mas de perceber as mudanças na sociedade e prevenir falsos conflitos.

Por um lado, sendo a escola um espaço público, deve ser reflexo da complexidade plural da sociedade e fará sentido lá estar o(s) símbolo(s) religioso(s). Por outro, sendo igualmente um espaço público que garante a igualdade de direitos, não deverá ferir a susceptibilidade de quem se sinta "ofendido" com a presença do(s) símbolo(s).

A laicidade implica a separação objectiva entre o Estado e as religiões, mantendo a equidistância e o respeito pelo fenómeno religioso. Caso contrário, o desequilíbrio entre as duas dimensões tenderá sempre para a exclusão do "íntimo", o que significa a deturpação total dos princípios de cidadania, de participação e de co-responsabilidade. Ao excluir a dimensão "religiosa" - seja o que isso for na experiência vivencial ou na intimidade - da visibilidade pública, o Estado estaria a violar os seus próprios deveres básicos.

A questão dos crucifixos nas escolas - leia-se o editorial de António José Teixeira no Diário de Notícias de dia 30 de Novembro - não deve ser interpretada como uma atitude intolerante do Estado perante a religião maioritária, mas o enquadramento da polémica já agitou funestos estigmas que o tempo tarda em apagar. Até que ponto a retirada dos símbolos religiosos das escolas não será a abertura de uma "caixa de Pandora" que, noutros casos, se revelou social e culturalmente trágica?
Devem seguir-se todos os outros espaços públicos?
Deve aplicar-se apenas aos espaços públicos fechados ou também à rua?
As estátuas com temática religiosa, que ornamentam jardins e praças, devem ser retiradas?
As manifestações públicas de fé devem ser proibidas?
Os feriados de origem religiosa devem acabar?
Passa a ser legítimo invocar "ofensa" para obrigar alguém a tirar o colar, o "pin" ou o brinco com um símbolo religioso?
A mulher muçulmana pode usar o véu?
A freira tem descobrir a cabeça e o padre tem de tirar o "cabeção"?
As igrejas devem ser "tapadas"?
A mesquita deve tirar o quarto crescente?
As apresentadoras da televisão pública não podem usar símbolos religiosos? Nem despedir-se dizendo "até amanhã se Deus quiser"?
Devem acabar os tempos de emissão atribuídos às religiões nos canais públicos? E as missas?
Os canais públicos devem transmitir uma celebração religiosa?
Os sinos deixam de tocar?
Os cemitérios devem ser "limpos" dos símbolos religiosos?
Que fazer ao Cristo Rei?
A Assembleia da República deve mudar de sede?

Algumas destas perguntas, ouvidas por estes dias, roçam o absurdo - até porque estão esclarecidas na Constituição - mas no exagero da abordagem retórica esconde-se a legitimidade de uma preocupação. "Importa que a mudança, não se confunda com intolerância", lembra António José Teixeira no editorial atrás referido.

A polémica está na fronteira de um debate sensível e, neste momento da vida política e social portuguesa, envolve outros "pormenores" que passam despercebidos da opinião pública.

Sem o contexto do debate sério e do bom senso, a retirada dos símbolos religiosos das escolas públicas pode desencadear um atentado cultural.

A religião segue o percurso da própria humanidade, dos seus dramas e esperanças, e ganha expressão simbólica. Está no substrato da cultura e, por conseguinte, da tradição.

Tal como a nacionalidade, não há religiosidade sem a dimensão do simbólico. Seja um templo, um altar, um estandarte, uma bandeira, uma fotografia, uma espada, um compasso, uma árvore, um peixe, uma vaca, um deus mitológico, a memória de um espaço, um momento, uma pessoa, uma estrela, a lua, o sol ou a cruz.

"As paredes são espelhos do tempo. Não são imutáveis". O Estado democrático é chamado, em cada momento, a congregar e não a segregar, mas quando legisla no sentido da exclusão sobre direitos e liberdade de consciência (veja-se o exemplo francês) corre o risco de não respeitar a liberdade e censurar a consciência.

Construir a harmonia na pluralidade é um desafio de todos os tempos.

Joaquim Franco Jornalista SICONLINE


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quinta-feira, 8 de dezembro de 2005

Parabéns...

... aos dois equipistas que hj se vão casar!!! :)

" O matrimónio existe para que aqueles que o contraem se santifiquem nele e através dele. Para isso os cônjuges têm uma graça especial que o sacramento instituído por Jesus Cristo confere. Quem é chamado ao estado matrimonial encontra nesse estado - com a graça de Deus - tudo o que é necessário para ser santo, para se identificar cada dia mais com Jesus Cristo e para levar ao Senhor as pessoas com quem convive."

(S. Josemaria)


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terça-feira, 6 de dezembro de 2005

provaoral.blogspot.com

Caríssimos Senzas e demais ilustres companheiros de caminhada,
Existe um programa na Antena 3, diariamente das 19h às 20h, com repetição por volta da altura em que o galo canta, cujos locutores são o Fernando Alvim e a Raquel qq coisa.
É um daqueles programas em que a malta liga pra lá e intervém em directo. Todos os ias tem um tema diferente e é sobre ele que as pessoas opinam. Muitas vezes está em estúdio um convidado que responde às questôes dos ouvintes. Em regra, o convidado é sempre contra tudo o que nós somos a favor (não oiço o programa assim tanto, por isso não posso confirmar).
Ora bem, muitas vezes são temas daqueles considerados fracturantes, tipo aborto, droga, etc. Acontece que a maioria dos ouvintes participantes são sempre com opiniões pró tudo o que for mau.
Porque é que eu falo disto aqui? Porque, além da intervenção telefónica, podemos comentar no blog deles, cujos comments são muitas vezes lidos pelo Fernando e Raquel. Ou melhor, são todos lidos, mas apenas alguns são reproduzidos no programa. Sobretudo os que têm graça e conteúdo. Estando em qualquer parte do mundo, mesmo sem estar a ouvir o programa, podemos ir lá contribuir para a felicidade deles.


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Frase do dia

"A criação prossegue incessantemente por meio do homem, mas o homem não cria, -descobre."

(Antonio Gaudi)

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segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

Pensamentos eruditos

"O que tens a fazer antes de mais, caro Lucílio, é aprender a ser alegre. Estás a pensar que eu te quero privar de muitos prazeres ao afastar de ti os bens furtuitos, ao entender que devemos subtrair-nos ao doce canto das sereias que é a esperança? Pelo contrário, o meu desejo é que nunca te falte a alegria. O meu desejo é que a alegria habite sempre em tua casa; e fá-lo-á, se começar a habitar dentro de ti. Os outros tipos de alegria não satisfazem a alma; desanuviam o rosto, mas são superficiais. A menos que entendas que estar alegre é estar a rir! Não, a alma deve estar desperta, confiante, acima das contingências. Acredita-me, a verdadeira alegria é uma coisa muito séria!"

(Séneca, Cartas a Lucílio, III)

Huummm... isto lembra-me qq coisa!


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Frase do dia

"Rezar não é meter cunhas a Deus, é abrir-se e receber o bem que d'Ele vier"

(Pe. Vasco Pinto de Magalhães)

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domingo, 4 de dezembro de 2005

há 2000 anos...

... o Menino Jesus tinha acabado de nascer. Virou-se para o lado, vê a vaca. Vira-se para o outro, vê um burro.... e pensou para consigo: "aqui está, esta é a verdadeira companhia de Jesus".

Esta é especialmente para jesuítas... ehheheh lembrei-me pq uns de nós foram ao After Xav. Bom advento para todos! :)

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sexta-feira, 2 de dezembro de 2005

Dúvidas

Sem querer suscitar um clima inóspito ou algo que se pareça, faço aqui uma pergunta que me perturba sempre que me defronto com a sua resolução:

Porque é que a Igreja Católica, como instituição, perdoa um ser humano que tenha morto alguém mas não perdoa o aborto/eutanásia e ainda o divórcio?

1º - Quero deixar desde já esclarecido que não sou a favor nem do aborto nem da eutanásia nem do divórcio (se bem que da eutanásia tenho algumas dúvidas, mas não apologista!)
2º - Para mim, para além de cátólico, que sou um ser humano incutido de questões morais/civis, não consigo perceber (e perdoem-me os extremistas) qual a hierarquia/critério para se perdoar determinada pessoa em conformidade com o "crime" que cometeu.
3º - Li ainda que, se num matrimónio católico houver razões para se divorciar e, se assim não o fizer, será aceite no acto de comungar. Contudo, se a decisão do divórcio for levada adiante, não serão (nem os pastores o devem permitir) levados a comungar por não estarem em comunhão com o Sr.

- Para quem não me fiz entender, a dúvida principal reside na incoerência (para mim, parece...)

- Poderia enumerar mais ou ainda outras dúvidas com que me deparo. É verdade que estar na dúvida é mau, mas, antes de me dirigir a qualquer um dos "pastores" que me possa responder, gostava de saber a vossa opinião. Dentro das vossas características, sempre sobressaíu uma: não terem dúvidas.

- Peço ainda que este post não seja reaccionário e alvo de respostas facciosas.

Abraço

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