terça-feira, 31 de julho de 2018

Santo Inácio de Loyola e as perseguições

Foi com Santo Inácio que fiz uma das mais importantes descobertas que mudou radicalmente a minha vida, e que sintetizo desta forma: “A doutrina da Igreja não é um pesado jugo que temos de carregar sobre os nossos ombros: é um dos dons mais preciosos que Jesus nos deixou para acertarmos caminho”.

Estou profundamente grato a Santo Inácio por esta descoberta que me abriu o caminho da verdadeira felicidade (o caminho da conversão e da santidade). Naturalmente, neste caminho, que segundo as palavras de Jesus, não é uma “estrada larga” mas uma “estrada estreita”, não nos devemos surpreender se aparecem dificuldades e mesmo perseguições, tal como o próprio Cristo previu.

Sobre isto escrevia São Cláudio La Colombière, SJ, meditando na sua própria experiência de vida: “É estranho a quantidade de inimigos que temos que combater desde o momento que tomamos a resolução de nos tornarmos santos. Parece que tudo se desencadeia: o Demónio com as suas astúcias, o mundo com os seus atractivos, a natureza com sua resistência que se opõe aos nossos bons desejos; os louvores dos bons, a crítica dos maus, as pressões dos tíbios”...

Mas, na verdade, se queremos seguir Jesus não há outro caminho. Como disse Jesus: “O servo não é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram a mim, também vos hão-de perseguir a vós” (Jo 15, 20). Resta-nos seguir Jesus, imitá-lo e confiar: “Para imitar e parecer-me mais actualmente com Cristo nosso Senhor, eu quero e escolho antes pobreza com Cristo pobre que riqueza; desprezos com Cristo cheio deles que honras; e desejo mais ser tido por insensato e louco por Cristo que primeiro foi tido por tal, que por sábio ou prudente neste mundo” (Santo Inácio de Loyola, Exercícios Espirituais 167).

Como não há nada de mais belo neste mundo do que ser discípulo de Jesus e "acertar o caminho", eu sou o homem mais feliz e agradecido do mundo! Obrigado Santo Inácio. Guia-me sempre no caminho da vontade de Deus.

Tomai, Senhor, e recebei toda a minha liberdade, a minha memória, o meu entendimento e toda a minha vontade, tudo o que tenho e possuo; Vós mo destes; a Vós, Senhor, o restituo. Tudo é vosso, disponde de tudo, à vossa inteira vontade. Dai-me o vosso amor e graça, que esta me basta.

(Santo Inácio de Loyola, Exercícios Espirituais 234)

Pe. Fernando António, SJ


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Os três tipos de humildade segundo Santo Inácio de Loyola

O primeiro tipo de humildade é necessário à salvação eterna. E consiste em me rebaixar e me humilhar tanto quanto me for possível, para obedecer em tudo à Lei de Deus Nosso Senhor. De tal modo que, mesmo que me tornassem senhor de todas as coisas criadas neste mundo ou mesmo que estivesse em risco a minha própria vida temporal, nunca pensaria em transgredir um mandamento, fosse ele divino ou humano.

O segundo tipo de humildade é uma humildade mais perfeita que a primeira. E consiste nisto: encontro-me num ponto em que não desejo nem tendo a possuir a riqueza mais do que a pobreza, a querer a honra mais do que a desonra, a desejar uma vida longa mais do que uma vida curta, quando as alternativas não afectam o serviço de Deus Nosso Senhor e a salvação da minha alma.

O terceiro tipo de humildade é a humildade mais perfeita: é quando, incluindo a primeira e a segunda, sendo iguais o louvor e a glória da Sua divina majestade, para imitar Cristo Nosso Senhor e me assemelhar a Ele mais eficazmente, desejo e escolho a pobreza com Cristo pobre em vez da riqueza, o opróbrio com Cristo coberto de opróbrios em lugar de honrarias; e desejo mais ser tido por insensato e louco para Cristo, que antes de todos foi tido como tal, do que «sábio e prudente» neste mundo (Mt 11, 25).


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segunda-feira, 30 de julho de 2018

Fulton Sheen descreve a luta mais importante da nossa vida



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O pano que o Sacerdote Tradicional entrega à sua Mãe

Na ordenação sacerdotal em Rito Tradicional o Bispo unge com óleo as mãos do novo sacerdote, e depois coloca-lhe à volta dos dedos um pano. Ainda durante a celebração, esse pano, chamado manutérgio (ou manustérgio), é entregue pelo sacerdote recém-ordenado à sua mãe. Quando morrer, o manutérgio será colocado à volta das suas mãos como sinal que é mãe de um sacerdote.

Quando Nosso Senhor lhe perguntar: "Dei-te a vida. O que deste em troca?" 
A mãe do sacerdote entregar-Lhe-á o manutérgio e dirá: "Senhor, dei-Te o meu filho como sacerdote."


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domingo, 29 de julho de 2018

Cardeal Müller alerta para o perigo que a Igreja se converta ao mundo e não a Deus

Entrevista do Catholic World Report (CWR) ao Cardeal Gerhard Müller, ex-Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé

CWR: Desde 2014, tem havido, dentro da Igreja, uma contínua onda de conflitos e tensões que envolvem muitos bispos da Alemanha. Qual o contexto desse fenómeno? Qual é a fonte desses diversos conflitos sobre eclesiologia, Sagrada Comunhão e assuntos relacionados?

Cardeal Gerhard Müller: Um grupo de bispos alemães, com o seu presidente [i.e., da Conferência Episcopal] na dianteira, vêem-se como lançadores de tendências na Igreja Católica em direcção à modernidade. Eles consideram a secularização e a descristianização da Europa como um desenvolvimento irreversível. Por essa razão, a Nova Evangelização — programa de João Paulo II e Bento XVI — é, na visão deles, uma batalha contra o curso objetivo da história, assemelhando-se à batalha de Dom Quixote contra os moinhos de vento. Portanto, todas as doutrinas da fé que se opõem ao “mainstream”, ao consenso social, devem ser reformadas.

Uma consequência disso é a demanda para que se distribua a Sagrada Comunhão mesmo a pessoas sem a Fé Católica e também àqueles Católicos que não estão em estado de graça. Também estão na agenda: bênção para parelhas de pessoas do mesmo sexo, intercomunhão com protestantes, relativização da indissolubilidade do sacramento do matrimónio, introdução dos viri probati e abolição do celibato sacerdotal; aprovação de relações sexuais antes e fora do casamento. Essas são as metas, e para alcançá-las eles estão dispostos a aceitar até a divisão da conferência episcopal.

Os fiéis que levam a doutrina Católica a sério são rotulados como conservadores e empurrados para fora da Igreja, expostos a campanha difamatória dos media liberais e anti-católicos.

Os muitos bispos, a revelação da verdade e da profissão da Fé Católica é só mais uma variável no jogo de poder político intra-eclesial. Alguns deles citam acordos individuais com o Papa Francisco e pensam que as suas declarações em entrevistas com jornalistas e figuras públicas distantes de serem católicos oferecem uma justificativa mesmo para “diluir” verdades de Fé definidas, infalíveis (=dogmas). Tudo isso dito, estamos lidando com um patente processo de protestantização.

O ecumenismo, pelo contrário, tem a sua meta na plena unidade de todos os cristãos, que já está sacramentalmente realizada na Igreja Católica. O mundanismo do episcopado e do clero no século XVI foi a causa da divisão da cristandade, que é diametralmente oposta à vontade de Cristo, fundador da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica. A doença daquela era é agora supostamente o remédio com o qual a divisão deve ser superada. A ignorância da Fé Católica naquela época era catastrófica, especialmente entre Bispos e Papas, que se dedicavam mais à política e ao poder do que em testemunhar a verdade de Cristo.

Hoje, para muitos, ser aceite pelos media é mais importante que a verdade, pela qual devemos também sofrer. Pedro e Paulo sofreram o martírio por Cristo em Roma, centro do poder naquela época. Eles não eram celebrados pelos grandes desse mundo como heróis, mas zombados como Cristo na cruz. Nunca nos devemos esquecer a dimensão martirológica do ministério Petrino e do múnus episcopal.

CWR: Por que razão alguns bispos alemães desejam permitir o acesso à Sagrada Comunhão a protestantes?

Cardeal Müller: Nenhum bispo tem autoridade para administrar a Sagrada Comunhão a cristãos que não estão em plena comunhão com a Igreja Católica. Apenas em situações de perigo de morte um protestante pode pedir a absolvição sacramental e a Sagrada Comunhão como viaticum, se ele compartilha de toda a Fé Católica e, assim, ingressa em plena comunhão com a Igreja Católica, embora não tenha ainda declarado sua conversão oficialmente.

Infelizmente, até Bispos já não conhecem a Fé Católica na unidade da comunhão sacramental e eclesial, e justificam a sua infidelidade à Fé Católica com uma suposta preocupação pastoral ou com explicações teológicas que, entretanto, contradizem os princípios da Fé Católica. Toda a doutrina e praxis devem ser fundamentadas na Sagrada Escritura e na Tradição Apostólica, e não devem contradizer os pronunciamentos anteriores do Magistério da Igreja. Este é o caso da permissão para cristãos não católicos receberem a Comunhão durante a Santa Missa.

CWR: Como avalia, em primeiro lugar, o estado da Fé Católica na Alemanha e, depois, na Europa? Pensa que a Europa pode ou irá recobrar o sentido de sua identidade cristã anterior?

Cardeal Müller: Há muitas pessoas que vivem a sua Fé, amam a Cristo e a sua Igreja, e colocam toda a sua esperança em Deus, na vida e na morte. Mas, entre eles, há muitos que se sentem abandonados e traídos pelos seus pastores. Ser popular perante a opinião pública é, actualmente, critério para supostamente ser um bom Bispo ou Padre. Experimentamos agora uma conversão ao Mundo, não a Deus, contrariamente à afirmação do Apóstolo Paulo: “Por acaso eu procuro o favor dos homens, ou de Deus? Estou tentando agradar aos homens? Se ainda estivesse a agradar aos homens, não deveria ser servo de Deus.” (Gal 1, 10).

Precisamos de Padres e Bispo cheios do zelo pela casa de Deus, dedicados inteiramente à salvação dos seres humanos na peregrinação de Fé para a nossa casa eterna. Não há futuro para um Cristianismo "light”. Precisamos de cristãos com espírito missionário.

CWR: A Congregação para a Doutrina da Fé reiterou recentemente o ensino perene da Igreja de que as mulheres não podem ser ordenadas ao sacerdócio. Por que pensa que este ensinamento, que já foi repetido diversas vezes nos anos recentes, continua a ser contestado por muitos na Igreja?

Cardeal Müller: Infelizmente, actualmente, a Congregação para a Doutrina da Fé não é particularmente estimada, e seu significado para o primado Petrino não é reconhecido. O Secretariado de Estado e os serviços diplomáticos da Santa Sé são muito importantes para a relação da Igreja com diversos Estados, porém, a Congregação para a Doutrina da Fé é mais importante para a relação da Igreja com a sua Cabeça, da qual toda graça procede.

A Fé é necessária à salvação; a diplomacia Papal podem fazer muito bem ao mundo. Mas a proclamação da Fé e da doutrina não devem ser subordinados às demandas e condições dos actores do poder terreno. A Fé sobrenatural não depende de poderes terrenos. Na Fé é absolutamente claro que o Sacramento da Ordem só pode ser recebido validamente por um homem católico baptizado, porque apenas ele pode simbolizar e sacramentalmente representar Cristo como Esposo da Igreja. Se o ministério sacerdotal é compreendido como uma posição de poder, então essa doutrina da exclusividade das Sagradas Ordens a católicos de sexo masculino é uma forma de discriminação contra as mulheres.

Mas essa perspectiva de poder e prestígio social é falsa. Apenas se virmos toda a doutrina da Fé e dos sacramentos com olhos teológicos, e não em termos de poder, a doutrina da Fé sobre os pré-requisitos naturais para o sacramento da Sagrada Ordem e do matrimónio serão também evidentes para nós. Apenas um homem pode simbolizar Cristo enquanto Esposo da Igreja. Apenas um homem e uma mulher podem simbolicamente representar a relação de Cristo e da Igreja.

CWR: Recentemente apresentou a edição italiana do livro de Daniel Mattson, Why I Don’t Call Myself Gay [Por que não me chamo gay]. O que o impressionou no livro e na sua abordagem? Como se distingue de algumas abordagens “pro-gay” e posturas adoptadas por alguns Católicos? O que pode ser feito para explicar, em termos positivos, o ensinamento da Igreja sobre sexualidade, casamento e assuntos relacionados?

Cardeal Müller: O livro de Daniel Mattson foi escrito a partir de uma perspectiva pessoal. Ele é fundamentado em uma profunda reflexão intelectual sobre a sexualidade e o matrimónio, que o faz diferente de qualquer forma de ideologia. Portanto ajuda pessoas com atracção para o mesmo sexo a reconhecer a sua dignidade e a seguir um benéfico caminho no desenvolvimento da sua personalidade, e a não se deixarem ser usados como peças nos jogo de poder de ideológico. Um ser humano é uma unidade interior de princípios espirituais e materiais, e, consequentemente, uma pessoa e um sujeito livremente actuante de uma natureza que é espiritual, corpórea e social.

O homem é criado para uma mulher e a mulher para um homem. A meta da comunhão matrimonial não é o poder de um sobre o outro, mas, antes, a unidade num amor que se doa, no qual ambos crescem e juntos alcançam o objectivo em Deus. A ideologia sexual que reduz o ser humano ao prazer é hostil à sexualidade pois nega que a meta do sexo e do eros é agape. Um ser humano não pode permitir ser degradado ao status de um animal mais desenvolvido. Ele é chamado a amar. Apenas se amo o outro por si mesmo eu chego a mim mesmo; só assim sou libertado da prisão do meu egoísmo primitivo. Não se pode ser realizado às custas dos outros.

A lógica do Evangelho é revolucionária num mundo de consumismo e narcisismo. Pois apenas o grão de trigo que cai no chão e morre não permanece sozinho, mas produz muitos frutos. “Quem amar a sua vida perdê-la-á, e quem odiar a sua vida neste mundo a guardará para a vida eterna.” (Jo 12, 25)

Tradução: Fratres In Unum


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A Oração é necessária para a Salvação

O bem supremo é a oração, a conversa familiar com Deus. Ela é relação com Deus e união com Ele. Tal como os olhos do corpo são iluminados à vista da luz, assim a alma voltada para Deus é iluminada com a sua luz inefável. A oração não resulta de uma atitude exterior, mas vem do coração. Não se limita a horas ou a momentos determinados, mas está em contínua actividade, de noite como de dia. 

Não nos contentemos com orientar o nosso pensamento para Deus quando estamos em oração; mas quando outras ocupações – como o cuidado dos pobres ou qualquer outra ocupação boa e útil – nos absorvem, é importante associar-lhes o desejo e a lembrança de Deus, a fim de oferecer ao Senhor do universo um alimento doce, temperado com o sal do amor de Deus. Podemos daí retirar grande vantagem, ao longo de toda a nossa vida, se a isso consagrarmos uma parte do nosso tempo. 

A oração é a luz da alma, o verdadeiro conhecimento de Deus, a mediadora entre Deus e os homens. Por ela, a alma eleva-se ao céu e abraça o Senhor com um aperto inexprimível. Como um lactente a sua mãe, a alma grita a Deus chorando, ávida do leite divino; exprimindo assim os seus desejos profundos, recebe dons que ultrapassam tudo o que se pode ver na natureza. A oração, pela qual nos apresentamos respeitosamente perante Deus, é a alegria do coração e o repouso da alma.

in Homilia do século V sobre a oração (PG 64, 461)


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sexta-feira, 27 de julho de 2018

Cardeal Arinze responde aos políticos que são a favor do aborto



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Sem verdade a caridade não passa de sentimentalismo

Sem verdade, a caridade cai no sentimentalismo. O amor torna-se um invólucro vazio, que se pode encher arbitrariamente. 

É o risco fatal do amor numa cultura sem verdade; acaba prisioneiro das emoções e opiniões contingentes dos indivíduos, uma palavra abusada e adulterada chegando a significar o oposto do que é realmente.

A verdade liberta a caridade dos estrangulamentos do emotivismo, que a despoja de conteúdos relacionais e sociais, e do fideísmo, que a priva de amplitude humana e universal.

Papa Bento XVI in Caritas in Veritate


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quinta-feira, 26 de julho de 2018

Mensagem de Avó de Papa Francisco

O Papa Francisco conta no livro entrevista 'O Jesuíta', quando ainda era Arcebispo de Buenos Aires, que sempre leva dentro do Breviário um papel com estas palavras que a sua Avó Rosa lhe escreveu: 

“Que estes meus netos, a quem dei o melhor de meu coração, tenham uma vida longa e feliz, mas se em algum dia de dor, a doença ou a perda de uma pessoa amada os encha de desconsolo, que recordem que um suspiro no Tabernáculo, onde está o maior e mais augusto mártir, e um olhar a Maria ao pé da Cruz, podem fazer cair uma gota do bálsamo sobre as feridas mais profundas e dolorosas.”


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quarta-feira, 25 de julho de 2018

Visitar Jesus no Santíssimo Sacramento

Se é tão agradável estar em companhia de um amigo querido, será possível que nós, neste vale de lágrimas, não sintamos nenhum prazer na companhia do melhor dos amigos, dum amigo que pode encher-nos de todos os bens, de um amigo que nos ama apaixonadamente e que, por isso, quer entreter-se continuamente connosco? 

Pois bem; aqui, no Santíssimo Sacramento, podemos entreter-nos com Jesus à vontade, abrir-lhe o nosso coração, expor-lhe as nossas necessidades, pedir-lhe graças; numa palavra, neste sacramento adorável, podemos tratar com o Rei do céu com toda a confiança e singeleza.

Santo Afonso Maria de Ligório


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S. Tiago Maior, íntimo de Nosso Senhor

Filho do pescador galileu Zebedeu, era o irmão mais velho de S. João Evangelista e não de São Tiago Menor, a quem se costuma confundir como irmão mais novo. Junto com João foi chamado por Cristo para tornar-se, com Pedro e André, num dos apóstolos. O epíteto o Maior significa justamente que foi um dos primeiros chamados. Junto a S. Pedro e S. João assistiu à Transfiguração e à Agonia de Cristo, no monte das Oliveiras. 

O glorioso Apóstolo Santiago, Maior, Luz e Patrono das Espanhas, foi natural da Província de Galileia, filho do Zebedeu e de Maria Salomé (filha de Alfeu ou Cleofas, irmão de São José, e de Maria: Maria de Cleofas), e irmão maior de S. João Evangelista, e primo de Jesus Cristo, segundo a carne. Foram pescadores, ambos os irmãos, como o foi o Pai Zebedeu, que vivia nas margens do mar da Galileia e devia ser pescador rico, pois tinha navio próprio e criados. S. Jerónimo diz que eram nobres. Quanto à vida de Tiago, deveremos tirar o que dele e do seu irmão dizem os sagrados evangelistas. 

Estando um dia com o pai e o irmão a consertar redes, passou Jesus e disse-lhes: “Sigam-me”. João e Tiago imediatamente obedeceram; deixaram o pai e as redes e seguiram Jesus, como fiéis discípulos, para todo o sempre. Eles sempre estavam no grupo dos três: Pedro, Tiago e João. Eram, talvez, os mais íntimos.

Podemos entender também o pedido feito a Jesus, por Maria Salomé, de que os colocasse no seu Reino, um à sua direita e o outro à sua esquerda. Era um pedido de mãe; porém, provavelmente ela expressou o desejo mais íntimo dos dois apóstolos.

Naquele momento, Jesus, sem considerar o parentesco, repreendeu-os ainda e disse: “Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que eu hei de beber?”. Eles prontamente responderam: “Podemos”. Por fim o Senhor afirma que tal decisão cabe tão somente ao Pai.

Depois de os ter chamado, o Senhor mudou-lhes o nome, chamando-lhes Boanerges, que quer dizer, Filhos do trovão. Isto é coisa particular, digna de consideração, pois que só a S. Pedro e a estes dois irmãos, entre todos os apóstolos, lemos que o Senhor lhes trocou os nomes. 

A Pedro, mudando-lhe o nome de Simão em Pedro ou Cefas, porque seria a cabeça da Igreja e a pedra fundamental sobre a qual, depois de Cristo, ela deveria edificar-se. E a S. Tiago e S. João, porque depois de S. Pedro, seriam os mais próximos, familiares, mais favorecidos e prendados, como se vê em muitas coisas que lhes comunicou, excluindo os restantes. 

Levou-os consigo quando foi ressuscitar a filha do Chefe da Sinagoga, quis que fossem testemunhas da glória da sua sagrada humanidade, quando se transfigurou, e resplandeceu o seu divino rosto mais que o Sol no monte Tabor. Somente levou os três consigo, deixando os outros, quando foi rezar no horto de Getsémani e lhes mostrou a sua tristeza e agonia, a fim de o verem desfigurado e suando sangue, ao que antes tinham visto cheio com tanta glória e claridade. 

O evangelista Lucas narra um facto que caracteriza bem a índole dos dois irmãos, como também a sua dedicação e fidelidade ao Mestre. E deu-lhes o nome de Filhos do trovão, como principais capitães do seu exército e que com a voz sonora da sua pregação e doutrina, a jeito de trovão, haveriam de espantar e converter o mundo e trazê-lo ao conhecimento e Fé no seu criador. 

E embora isto seja mais evidente em S. João, fundador, pai e mestre de todas as igrejas da Ásia, o qual fixando, como Águia-real, os seus limpos e agudos olhos nos raios do Sol, nos mostrou a geração do Verbo eterno. E, enquanto se ouviam trovões e relâmpagos espantosos do céu, também se cumpriu em Santiago, seu irmão que para além de ter pregado na Judeia e em Espanha, defendeu tantas vezes estes reinos e como terrível trovão e furioso raio, desbaratou e destruiu os exércitos dos mouros e de outros inimigos dos cristãos. E, com apoio e protecção deste glorioso apóstolo, os espanhóis levaram por todo o mundo o estandarte da cruz e plantaram nas Índias e noutras províncias e reinos a doutrina evangélica e deram a conhecer a gentes cegas os resplendores da divina luz. 

E refere o evangelista S. Lucas que indo o Senhor, próximo da Páscoa, a Jerusalém, enviou alguns dos seus discípulos adiante à cidade de Samaria onde haviam de passar, a fim de que preparassem o que haviam de comer. Porventura, como reconheceram, por seus modos e traje, que eram judeus e de diferente religião da sua, não foram bem recebidos pelos Samaritanos que não quiseram tratar com eles, nem admiti-los na sua cidade. 

Quando S. Tiago e S. João, seu irmão que eram filhos do trovão, viram a descortesia dos Samaritanos, movidos de zelo e desejosos de vingar a injúria que se fazia a Cristo, disseram-lhe: Senhor, não quereis que façamos descer fogo do céu e que toda esta gente seja abrasada? Mas o Senhor respondeu-lhes: Não sabeis de que espírito sois, dando a entender que aquele espírito e zelo que os movia, era espírito de vingança e não de brandura, espírito do Velho Testamento e não do Novo, de Elias e não de Jesus Cristo, o qual como tinha vindo a ensinar e ganhar os pecadores, assim o modo de os ensinar e ganhar devia ser brandura, suavidade e caridade evangélica.

Tiago, o irmão mais velho, sempre foi uma referência para João evangelista e para os demais discípulos, pois era corajoso e determinado. Santo Epifânio afirma que Tiago viveu sempre em perfeita castidade.

in Pale Ideas


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terça-feira, 24 de julho de 2018

A inquietante descrição do Inferno feita por Santa Faustina

Hoje, conduzida por um anjo, fui levada às profundezas do inferno, um lugar de grande castigo; e como é grande a sua extensão! Tipos de tormentos que vi:

O primeiro tormento que constitui o inferno é a perda de Deus; o segundo, o contínuo remorso da consciência; o terceiro, o de que esse destino nunca mudará; o quarto tormento é o fogo que atravessa a alma, mas não a destrói; é um tormento terrível, é um fogo puramente espiritual, aceso pela ira de Deus; o quinto é a contínua escuridão, o terrível cheiro sufocante e, embora haja escuridão, os demónios e as almas condenadas vêem-se mutuamente e vêem todo o mal dos outros e o deles mesmos. O sexto é a continua companhia do demónio; o sétimo tormento, o terrível desespero, ódio a Deus, maldições, blasfémias.

São tormentos que todos os condenados sofrem juntos. Mas não é o fim dos tormentos. Existem tormentos especiais para as almas, os tormentos dos sentidos. Cada alma é atormentada com o que pecou, de maneira horrível e indescritível. Existem terríveis prisões subterrâneas, abismos de castigo, onde um tormento se distingue do outro. Eu teria morrido vendo esses terríveis tormentos se não me sustentasse a omnipotência de Deus.

Que o pecador saiba que será atormentado com o sentido com que pecou, por toda a eternidade. Escrevo por ordem de Deus, para que nenhuma alma se escuse dizendo que não há inferno ou que ninguém esteve lá e não sabe como é.

Eu, irmã Faustina, por ordem de Deus, estive nos abismos para falar às almas e testemunhar que o inferno existe. Sobre isso não posso falar agora, tenho ordem de Deus para deixar isso por escrito. Os demónios tinham grande ódio contra mim, mas, por ordem de Deus, tinham que me obedecer. 

O que eu escrevi dá apenas uma pálida imagem das coisas que vi. Percebi, no entanto, uma coisa: o maior número das almas que lá estão é justamente daqueles que não acreditavam que o inferno existisse. Quando voltei a mim, não me podia refazer do terror de ver como as almas sofrem ali terrivelmente e, por isso, rezo com mais fervor ainda pela conversão dos pecadores; incessantemente, peço a misericórdia de Deus para eles. 

Ó meu Jesus, prefiro agonizar até o fim do mundo nos maiores suplícios a ter que Vos ofender com o menor pecado que seja! 

in Diário de Santa Faustina, 741


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Suportar as falhas dos outros

Compreendo, agora, que a caridade perfeita consiste em suportar as faltas dos outros, em não se admirar com as suas fraquezas, em edificar-se com os menores actos de virtude que eles praticam, mas, sobretudo, compreendi que a caridade não deve ficar fechada no fundo do coração: Ninguém, disse Jesus, acende uma lâmpada para pô-lo debaixo da mesa, mas sobre o candelabro, a fim de que ilumine a todos os que estão em casa. 

Parece-me que essa lâmpada representa a caridade que deve iluminar, alegrar, não apenas os que me são mais caros, mas todos aqueles que estão em casa. 

Santa Teresinha do Menino Jesus in 'História de uma alma'


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segunda-feira, 23 de julho de 2018

Mulheres voltam a usar o véu nas igrejas





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Chiara, uma jovem mulher que soube amar

Foi aberta a causa de beatificação de Chiara Corbella Petrillo

Numa época em que se defende a ideia de que liberdade é poder fazer o que se quer; numa sociedade cada vez mais individualista e confusa diante dos reais valores da vida, surge um grande desafio aos cristãos: ser sinal de contradição para este mundo.

Neste contexto, o testemunho de Chiara Corbella deixa muitos impressionados. Logo na sua primeira gravidez, ela teve uma surpresa ao fazer a ecografia e descobrir que a sua filha, Maria, fora diagnosticada com anencefalia. O casal decidiu seguir a gravidez até o fim, o que já foi uma surpresa para muitos. Trinta minutos depois de nascer, Maria veio a falecer.

O segundo filho do casal, David, ainda no início da gestação, foi diagnosticado com uma deficiência: ele não possuía as pernas e tinha má-formação visceral. Como na vez anterior, contra a expectativa de muitos, os pais decidiram prosseguir. Ambos os filhos, Maria e David, chegaram a nascer e, mesmo vivendo poucos minutos, foram acompanhados pelos pais até o último minuto.

Chiara engravidou novamente, desta vez era um Francesco. Os exames mostravam que o menino era saudável, para a alegria do casal. Porém, no quinto mês de gravidez, Chiara descobriu uma lesão na língua e logo na primeira cirurgia os médicos diagnosticaram que se tratava de um cancro. Ela tinha duas opções: seguir com a gravidez ou interrompê-la por causa do tratamento do cancro. A escolha de Chiara foi pela vida de seu filho, o que colocou em risco a sua própria vida. Apenas depois do parto Chiara deu início ao tratamento com quimioterapia e radioterapia, que enfrentou com muita serenidade e total confiança na Providência.

Diante de cada uma das suas lutas, Chiara reagiu sempre  aceitando-as como provações que Deus lhe concedeu viver. Foi então que, no dia 13 de Junho de 2012, com 28 anos, Chiara não resistiu e morreu. Hoje, o pai Enrico cuida do filho Francesco e testemunha, por onde passa, a alegria de ter lutado pela vida dos seus filhos, e também a coragem e fé que a sua esposa teve durante a sua caminhada neste mundo.

A história de Chiara mostra-nos que podemos nos opor-nos à massiva ideologia que despreza vidas indefesas nos ventres maternos por tantos e quaisquer motivos. A capacidade e coragem de dizer “sim” à vida, mesmo em momentos de tribulação, é intrínseca nos cristãos.

in Aleteia



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Quais são os 4 fins da Santa Missa?

1. Adorar a Deus, presente realmente no Santíssimo Sacramento: fim latrêutico;
2. Reparar o pecado que cortou a nossa ligação com Deus, algo que só foi possível com o Sangue de Jesus derramado por nós: fim propiciatório;
3. Dar graças a Deus por nos ter salvado na Cruz e por tudo o que nos deu: fim eucarístico;
4. Pedir a Deus o que mais precisamos, especialmente a salvação da nossa alma: fim impetratório.


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domingo, 22 de julho de 2018

Santa Maria Madalena, apóstola dos Apóstolos

Maria Madalena, Maria de Betânia e Maria pecadora, citadas no Evangelho, são a mesma pessoa, segundo o Papa São Gregório Magno, grande estudioso dos santos e criador do Calendário Gregoriano. Também os Padres latinos, desde Tertuliano, Santo Ambrósio, São Jerónimo, Santo Agostinho, até São Bernardo e São Tomás de Aquino, reconhecem nas três uma e a mesma pessoa: a Santa Maria Madalena penitente, que seguiu Nosso Senhor durante a Paixão.

Maria Madalena teria nascido em Betânia, cidade da Judeia, de pais muito ricos, tendo por irmãos Marta e Lázaro. Como parte da sua herança recebera o castelo de Magdala, de onde lhe veio o nome.

Uma lenda fala da sua esplêndida formosura, cabeleira famosa, do seu engenho, e relata ser ela casada com um doutor da Lei que a trancava em casa quando saía. Altiva e impetuosa, Maria teria fugido com um oficial das tropas do César e se estabelecido no castelo de Magdala, perto de Cafarnaum. As suas desordens e escândalos logo se espalharam pela região.

Enquanto isso, Nosso Senhor iniciara a sua peregrinação: a fama dos seus milagres e a santidade de vida estendia-se pelas terras da Palestina. Atormentada por demónios, e pelos remorsos da sua consciência culpada, Maria foi procurar Aquele que alguns apontavam como sendo o Messias prometido. O Senhor apiedou-se dela e livrou-a de sete demónios (Mc 16, 9), tocando-lhe também profundamente o coração.

A partir de então, começou para Madalena a completa conversão. Horrorizada ante os seus inúmeros pecados, cativada pela bondade e mansidão de Jesus, ela procurava uma ocasião em que pudesse mostrar-Lhe o seu reconhecimento e profundo arrependimento.

Essa ocasião surgiu na casa de Simão — um fariseu, provavelmente de Cafarnaum —, que havia convidado o Mestre para uma refeição. Durante um banquete ao qual Jesus participava, inesperadamente Madalena irrompeu na sala, foi diretamente até Jesus, rompeu um vaso de alabastro que levava apertado ao peito, e “começando a banhar-Lhe os pés com lágrimas, enxugava-os com os cabelos da sua cabeça, beijava-os e os ungia com o bálsamo” (Lc 7, 38).

Perdoada, convertida, Maria Madalena foi viver com os seus irmãos em Betânia. Uma vez, as duas irmãs receberam a visita do Messias. Maria sentou-se junto ao Salvador para absorver as suas palavras divinas, enquanto Marta se afanava nos afazeres domésticos para bem receber o seu divino Hóspede. E julgou que a sua irmã fazia mal, pois em vez de ajudá-la, estava ali sentada esquecida da vida. Disse Jesus: “Marta, Marta, afadigas-te e andas inquieta com muitas coisas. Entretanto uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada” (Lc 10, 38-42).

Em outra visita do divino Mestre a Betânia, Maria Madalena, já não mais “a pecadora”, ungiu novamente os pés do Redentor com precioso perfume, o que levou Judas a reclamar do “desperdício”, pois podiam vender o perfume e “dar o dinheiro aos pobres”. Nosso Senhor interveio: “Deixai-a; ela reservou isso para o dia da minha sepultura; porque sempre tendes os pobres convosco, mas a mim não tendes sempre” (Jo 12, 1-8).

Chegou o momento da Paixão. Aos pés da cruz, Maria Madalena acompanhava Nossa Senhora e São João Evangelista. Depois do sepultamento, Maria também estava junto ao túmulo, de fora, chorando. Enquanto chorava, se inclinou para o interior do sepulcro e viu dois anjos vestidos de branco, sentados no lugar onde o corpo de Jesus havia sido colocado, um na cabeceira e outro aos pés.

Disseram então "Mulher por que choras?" Ela respondeu: "Levaram meu Senhor e não sei onde o colocaram". Dizendo isto se voltou e viu Jesus de pé. Mas não podia imaginar que era Jesus. E Jesus lhe disse: "Mulher por que choras? A quem procuras?" Pensando ser Ele o jardineiro ela respondeu: "Senhor se foste tu que O levaste me diga onde O puseste que eu irei busca-LO" Jesus responde: "Maria". Ela então reconhece-O e grita em hebraico "Raboni!" (que quer dizer Mestre!).

De acordo com uma antiga tradição do Oriente, Maria Madalena acompanhou São João Evangelista e a Virgem Maria a Éfeso onde morreu e foi sepultada.

No Ocidente, a tradição diz que ela viajou para Provença, França com Santa Marta e São Lázaro. A tradição conta que São Maximino, um dos 72 discípulos do Senhor, e São Sidónio (o cego de nascença de que fala o Evangelho, e que foi curado por Nosso Senhor) e mesmo José de Arimatéia estão entre os que os acompanharam na conversão da Gália.

São Maximino foi bispo de Aix, e São Lázaro encarregou-se da igreja de Marselha. Santa Marta reuniu em Tarascão uma comunidade de virgens, e Maria Madalena, depois de ter trabalhado na conversão dos marselheses, retirou-se para viver na solidão numa montanha entre Aix, Marselha e Toulon, “La Sainte Baume” (a Santa Montanha ou Santa Gruta), como dizem os habitantes do lugar. Lá permaneceu cerca de trinta anos, levando vida contemplativa e penitencial.

Ela foi milagrosamente transportada, pouco antes da sua morte, para junto de São Maximino, que lhe ministrou os últimos sacramentos. Segundo a tradição, o seu corpo foi levado para um povoado vizinho –– a Villa Lata, depois chamada São Maximino –– onde esse bispo havia construído uma capela.

No século VIII, por temor dos sarracenos, as suas relíquias foram trasladadas para um lugar seguro, tendo ficado esquecidas até que Carlos II, Rei da Sicília e Conde da Provença, as encontrou em 1272. São Vilibaldo diz que viu a sua tumba em Éfeso (hoje Turquia) no século VIII. A comuna francesa Vezelay diz ter as suas relíquias desde o século XI.

É a padroeira das cabeleireiras, estilistas de cabelos, podólogos, pecadoras penitentes, perfumistas, manicuras, fabricantes de perfumes e de óleos para o corpo.

Na arte litúrgica da Igreja é representada segurando um alabastro de óleo.

in heroinasdacristandade.blogspot.com


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sábado, 21 de julho de 2018

Confeiteiro recusa bolo a dupla LGBT e o Supremo Tribunal dá-lhe razão

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos julgou em favor de Jack Phillips, dono da confeitaria familiar “Masterpiece Cakeshop” em Lakewood, Denver (Estado do Colorado), que recusou fazer um bolo de casamento para uma parelha do mesmo sexo por motivos religiosos. 

A informação agastou os meios de comunicação social americanos, como o “The Washington Post”.

Os juízes do Supremo, 7 contra 2, discordaram da Comissão de Direitos Civis do Colorado, que aceitou como válidas as queixas LGBT contra Jack Phillips. O Supremo Tribunal considerou que a Comissão mostrou hostilidade contra uma religião. O Supremo Tribunal considerou que a ideologizada Comissão violou os direitos religiosos de Phillips garantidos pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA. 

A Comissão dizia que o confeiteiro violou a lei antidiscriminação do Colorado, que proíbe a qualquer um recusar serviços com base em "raça, sexo, estado civil ou orientação sexual".

Jack Phillips recusa serviços para festas contrárias à Fé e à moral

Os supremos magistrados, pelo contrário, concluíram que para o confeiteiro cristão “criar um bolo de casamento para duas pessoas do mesmo sexo seria o equivalente a participar de uma celebração contrária às suas crenças mais profundas. 

Centenas de pessoas juntaram-se em torno da confeitaria para comemorar a sensata decisão do Supremo, noticiou a Catholic News Agency

Phillips e a sua família vinham recebendo ameaças e mensagens email e telefónicas impregnadas de crueldade, ódio e violência, mas não perderam a calma, acrescentou a mesma Catholic News Agency.

Dos 50 Estados americanos 21 têm leis antidiscriminação que protegem os LGBT, incluindo o Colorado. Mas o caso ultrapassou os limites e tornou-se um caso simbólico que pode ter profundos efeitos na polarizada sociedade americana. Estão em jogo princípios, valores religiosos, fanatismo igualitário e activismo LGBT, além da liberdade de expressão protegida pela Primeira Emenda da Constituição, mas que pareceu de nada valer para o dono da pequena doceira. 

Manifestação de apoio a Jack Phillips

Phillips explicou que a sua padaria “Masterpiece Cakeshop” não podia aceitar o pedido da dupla que, aliás, soou a provocação e montagem. Os advogados argumentaram, com razão, que o bolo representa a instituição do casamento e, portanto, na decisão do confeiteiro estava envolvida uma mensagem sobre o conceito de família. Um advogado da dupla LGBT afirmou que assim que explicaram o bolo que queriam, o confeiteiro “disse imediatamente que não iria fazê-lo para um casal homossexual”. 

O acórdão do Supremo Tribunal foi um dos mais aguardados neste ano, escreveu o “The Washington Post”. Agitadores LGBT escarneciam a religião e as Sagradas Escrituras do lado de fora do Tribunal.

O tema está no cerne do conflito cultural que opõe a crescente direita religiosa aos agressivos grupos LGBT, bastante promovidos e financiados pela anterior administração Obama e poderosos grupos económicos.

Via 'Valores inegociáveis: respeito à vida, à família e à religião'


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Como Hollywood via a Santa Missa em 1944



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sexta-feira, 20 de julho de 2018

A Guerra Secreta de Pio XII contra Hitler

Há muitos anos – pelo menos desde o teatro de 1963 de Rolf Hochhuth “O Deputado" – que o mundo tem aturado a conversa de que Pio XII foi o “Papa de Hitler”. Há décadas que pessoas bem informadas suspeitam que isso se trata de uma distorção deliberada, mas agora temos a certeza, sem margem para dúvidas, de que tais acusações não só estavam erradas como são precisamente o oposto da verdade.

Quando o Cardeal Eugenio Pacelli se tornou Pio XII, em 1939, o chefe das SS, Heinrich Himmler, ordenou a Albert Hartl, um padre laicizado, que preparasse um dossier sobre o novo Papa. Hartl documentou como Pacelli tinha usado a Concordata que tinha negociado com o Governo de Hitler em 1933 de forma vantajosa para a Igreja, fazendo pelo menos 55 queixas formais por violações da mesma.

Pacelli também acusou o Estado nazi de conspirar para exterminar a Igreja e “convocou todo o mundo para lutar contra o Reich”. Pior, pregava a igualdade racial, condenava a “superstição do sangue e da raça” e rejeitou o anti-semitismo. Citando um oficial das SS, Hartl concluiu a sua análise dizendo “a questão não é saber se o novo Papa vai lutar contra Hitler, mas sim como”.

Entretanto, Pio XII estava a reunir-se com cardeais alemães e a discutir o problema de Hitler. As transcrições mostram que ele se queixou que “os Nazis tinham frustrado os ensinamentos da Igreja, banido as suas organizações, censurado a sua imprensa, fechado os seminários, confiscado as suas propriedades, despedido os professores e fechado as escolas”. Citou um oficial nazi que gabou que “depois de derrotar o bolchevismo e o judaísmo, a Igreja Católica será o único inimigo restante”.

O Cardeal Michael von Faulhaber, de Munique, retorquiu que os problemas tinham começado depois da encíclica de 1937 “Com Grande Ansiedade” (Mit Brennender Sorge, publicada em alemão e não em latim). O texto, escrito em parte por Pacelli antes de este se ter tornado Papa, enfureceu o Hitler. O Papa disse a Faulhaber, “a questão alemã é a mais importante para mim. O seu tratamento está reservado directamente para mim… Não podemos abdicar dos nossos princípios… Quando tivermos tentado tudo, e ainda assim eles quiserem absolutamente a guerra, lutaremos… Se eles recusarem, então teremos de lutar”.

Faulhaber recomendou “intercessão de bastidores”. Propôs que os bispos alemães encontrassem “uma forma de fazer chegar a Sua Santidade informação precisa e actualizada.” O Cardeal Adolf Bertram acrescentou que “é preciso fazê-lo de forma clandestina. Quando São Paulo se fez descer num cesto das muralhas de Damasco, também não contava com a autorização da polícia local”. O Papa concordou.

Assim nasceu o plano para construir uma rede de espionagem que apoiaria, entre outras coisas, planos para assassinar Hitler.

No seu interessantíssimo livro “Church of Spies: The Pope’s Secret War Against Hitler”, Mark Riebling recorre a documentos do Vaticano e actas secretas acabadas de divulgar que descrevem detalhadamente as tácticas clandestinas usadas por Pio XII para tentar derrubar o regime nazi.

Depois de Hitler ter invadido a Polónia em 1939 o Papa reagiu aos relatos de atrocidades contra judeus e católicos. A sua encíclica “Summi Pontificatus” rejeitou o racismo, dizendo que a raça humana está unificada em Deus. E condenou também os ataques ao judaísmo.

O Papa foi amplamente louvado por isto – um título do New York Times dizia “Papa condena ditadores, violações de tratados, racismo” – mas ele próprio sentia que era pouco.

Convencido de que o regime nazi cumpria os requisitos para justificar o tiranicídio, conforme os ensinamentos da Igreja, Pio XII permitiu aos jesuítas e aos dominicanos, que respondiam directamente a ele, que colaborassem com acções clandestinas. O seu principal agente – a quem os nazis se referiam como “o melhor agente dos serviços de informação do Vaticano” – era um tal Josef Muller, advogado e herói da Primeira Guerra Mundial.

Muller organizou uma rede de “amigos das forças armadas, escola e faculdade, com acesso a oficiais nazis e que trabalhavam em jornais, bancos e até mesmo nas SS”. Eles forneciam o Vaticano com informação vital, incluindo planos de batalha que eram depois passados aos aliados. Em 1942 Muller conseguiu introduzir Dietrich Bonhoeffer no Vaticano para planear uma estratégia cujo objectivo era “fazer as pontes entre grupos de diferentes religiões, para que os cristãos pudessem coordenar a sua luta contra Hitler”.

As tentativas de assassinato de Hitler falharam todas, devido ao que Muller apelidou de “sorte do diabo”. Mas em relação a estes planos, Riebling comenta: “Todos os caminhos vão de facto dar a Roma, a uma secretária com um simples crucifixo, com vista sobre as fontes da Praça de São Pedro”.

Depois do falhanço do plano Valquíria a Gestepo prendeu Muller. Descobriram uma nota escrita em papel timbrado do Vaticano por um dos assistentes de topo do Papa, o padre Leiber, que dizia que “Pio XII garante uma paz justa em troca da ‘eliminação de Hitler’”.

Muller foi enviado para Buchenwald. No dia 4 de Abril de 1945, juntamente com Bonhoeffer, foi transferido para Flossenburg. Depois de um julgamento fantoche foram condenados à morte.

Bonhoeffer foi imediatamente executado. Mas temendo a aproximação de forças americanas, as SS transferiram Muller e outros reclusos para Dachau, depois para a Áustria e, finalmente, para o Norte de Itália. Foram então libertados pelo 15º Exército dos EUA.

Agentes dos serviços de informação dos EUA levaram Muller para o Vaticano. Quando o viu, o Papa abraçou-o e disse que se sentia “como se o próprio filho tivesse regressado de uma situação de grande perigo”.

Riebling revela que durante a visita de Muller ao Vaticano o diplomata americano Harold Tillman perguntou porque é que Pio XII não tinha sido mais interventivo durante a guerra.

Muller disse que durante a guerra a sua organização anti-Nazi na Alemanha tinha insistido muito que o Papa evitasse fazer afirmações públicas dirigidas especificamente aos nazis e condenando-os, tendo recomendado que as afirmações públicas do Papa se confinassem a generalidades (…) Se o Papa tivesse sido específico os alemães tê-lo-iam acusado de ceder às pressões das potências estrangeiras e isso teria colocado os católicos alemães ainda mais na mira dos nazis do que já estavam, tendo restringido imensamente a sua liberdade de acção na resistência ao regime. O Dr. Muller disse que a política da resistência católica in interior da Alemanha era de que o Papa se colocasse nas margens enquanto a hierarquia alemã levasse a cabo a luta contra os nazis. Disse ainda que o Papa tinha seguido sempre este seu conselho durante a guerra.

Graças à pesquisa incansável de Riebling, agora podemos finalmente descartar as alegações absurdas sobre Pio XII. Ele não era o “Papa de Hitler”, era o seu nemesis.

George J. Marlin in 'The Catholic Thing' via 'Actualidade Religiosa'


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10 ideias para aproveitar o Verão em família

1. Flexibilidade dentro de uma ordem: Embora estejamos de férias, é importante não perder de todo os hábitos adquiridos durante o inverno. Para isso, estabelecer um horário, mas com flexibilidade e margem; estamos numa nova situação, noutro contexto.
2. Fazer actividades em família: Embora cada um tenha os seus gostos e os seus planos, é importante encontrar tempo para fazer coisas juntos: cozinhar, passear, andar de bicicleta, fazer excursões, visitar a nossa cidade…
3. Gratidãoo ambiente relaxado do Verão é perfeito para impulsionar o agradecimento, que às vezes, com as pressas, fica um pouco no esquecimento. Saber agradecer aos outros pelos pormenores, pelos planos ou por se terem divertido juntos.
4. Desfrutar de pequenas coisas: O plano perfeito não tem porque ser caro ou extravagante. É preciso ensinar, desde tenra idade, a desfrutar com as coisas pequenas como, por exemplo, ver um pôr-do-sol, comer um gelado, etc.
5. Abrir-se aos outros: Estarmos todo o dia nós com nós mesmos pode ser pouco enriquecedor. O verão é a época perfeita para nos abrirmos aos outros; tomar a iniciativa de convidar os amigos para nossa casa e ensinar os filhos a fazerem o mesmo.
6. Actividades culturaisEducar o gosto dos mais pequenos não tem por que ser aborrecido se se escolhe e se prepara bem; estudar as possibilidades culturais da zona e visitar alguns museus, monumentos ou exposições.
7. Tempo para lerA leitura é uma viagem grátis que alimenta os neurónios de grandes e pequenos: livros de aventuras, biografias, contos… Procurar uma biblioteca nas proximidades e toca a escolher!
8. Visitar familiares e pessoas necessitadas: Durante o ano, quer por falta de tempo quer pelas distâncias, às vezes é difícil visitar a família: avós, primos, tios… Além disso, também se podem fazer visitas a pessoas doentes ou mais necessitadas.
9. IdiomasDeixa de lado os formatos mais académicos e acostuma toda a família a ver séries ou filmes na versão original, para ver quem percebe primeiro!
10. Dar graças a Deus por se divertirem e estarem juntos.
in opusdei.pt


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