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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Aparição de Nossa Senhora do Carmo: 16 de Julho de 1251

Pelo ano de 1222, dois cruzados ingleses levaram para a Inglaterra alguns Carmelitas que habitavam o Monte Carmelo. Um homem penitente, austero, logo se uniu a eles. Era Simão Stock. Consta que tivesse ele recebido um aviso de Nossa Senhora que viriam da Palestina Monges devotos de Maria e que deveria unir-se a eles. Vieram depois tantos Carmelitas para a Europa que foi preciso nomear um Superior-Geral. 

Em 1245, foi ele [Stock] eleito para desempenhar este cargo. Encontrou dificuldades quase insuperáveis. Mandou que os Carmelitas estudassem: isto gerou uma discórdia interna, pois não queriam os mais velhos que os contemplativos estudassem. O clero secular revoltou-se contra eles e pediu a Roma a sua supressão. Diante de tanta oposição, Simão Stock, aos 90 anos, retirou-se para o mosteiro de Cambridge, no Ducado de Kent, e pediu a protecção de Maria. Rezava na sua cela quando viu um clarão, na noite de 16 de Julho de 1251. Rodeada de anjos, Maria Santíssima entregou-lhe o Escapulário, dizendo-lhe: “Recebe, filho queridíssimo, este Escapulário da tua Ordem: isto será para ti e todos os Carmelitas um privilégio. Quem morrer revestido dele não sofrerá o fogo eterno”.

John Haffert, no seu livro, fez questão de documentar a historicidade do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo. E o maior inimigo do Escapulário do Carmo foi o anglicano Launoy, dizendo ser uma lenda. O livro de Launoy foi colocado no Índice dos Livros Proibidos. O Papa Bento XIV, um dos mais sábios teólogos de todos os tempos, não se limitou apenas a condenar Launoy, mas disse claramente que só alguém que despreza a Religião poderia negar a autenticidade da Visão do Escapulário. Apesar disto, o livro de Launoy continuou a ser citado, e as dúvidas persistiram.

Foi devido a tais ataques que se fez um estudo mais apurado e se descobriu o livro denominado “Viridarium”, escrito em 1398 pelo Frei João Grossi, Superior Geral dos Carmelitas. Era um homem santo e letrado, célebre na Igreja pela actividade exercida para terminar com o Grande Cisma do Ocidente. Consultou os companheiros que conviveram com São Simão Stock. Apresenta ele um Catálogo dos santos Carmelitas, dizendo que o nono é Simão Stock, o sexto Superior Geral da Ordem. Descreveu como aconteceu a Aparição, a 16 de Julho de 1251. Contou que São Simão Stock morreu em Bordéus, na França, quando visitava a Província de Vascónia em 1261. Assim registra sobre a Aparição:

“Simão Stock suplicava a Virgem gloriosa, Mãe de Deus, patrona da Ordem, de dotar de algum privilégio os Frades que levavam o Seu nome. E um dia, enquanto recitava devotamente uma oração, a gloriosa Virgem Maria Mãe de Deus apareceu, acompanhada por uma multidão de anjos, e, trazendo na mão o escapulário da Ordem, disse: 'Eis o privilégio que concedo a ti e a todos os filhos do Carmelo. Quem morrer revestido deste hábito será salvo'.”

Infelizmente, a biblioteca de Bordeaux foi queimada um século depois da Aparição de Nossa Senhora do Carmo, por funcionários municipais, por causa de uma peste, com medo da propagação do contágio. Para completar, Henrique VIII, rei da Inglaterra, ao se separar de Roma e fundar a seita anglicana, mandou arrasar as bibliotecas católicas.

Um carmelita contemporâneo de São Simão Stock, que vivia na Palestina, escreveu um livro intitulado: “Chronica de multiplicatione Religionis Carmelitarum per Provinciais Syriae et Europae; et de perditione Monasteriorum Terrae Sanctae”. Nesta obra, contava as terríveis perseguições e dissenções que arruinavam a Ordem do Carmo, antes da Aparição de Nossa Senhora. Opinava ele que eram fomentadas por Satanás. Declarava ele que a Santíssima Virgem apareceu ao Prior Geral, São Simão Stock e que, após a Visão de Nossa Senhora do Carmo, o Papa não só aprovara a Ordem, mas ordenara que se empregassem censuras eclesiásticas contra todo aquele que, daí em diante, fosse contra os Carmelitas. O Papa mandou cartas a todos os Arcebispos e Bispos, exortando-os a tratar com mais caridade e consideração os seus amados irmãos Carmelitas e permitissem a construção de mosteiros adequados.

Um ano depois da aparição de Nossa Senhora do Carmo, o Rei da França, Henrique III, em 1252, publicou diplomas de proteção real à Ordem recentemente transplantada para o seu reino.

Enfim, já centenário, chegando a Bordéus (França), quando se dirigia a Tolouse para o Capítulo Geral da Ordem, entregou a sua alma a Deus, a 16 de Maio de 1265. Do seu túmulo saíram raios de luz durante 15 dias depois de sepultado, o que levou os religiosos a comunicarem o portento ao Bispo. Este chegou ao túmulo, acompanhado do clero e de muito povo. Tendo constatado o fenómeno, mandou que se abrisse o sepulcro, aparecendo o corpo do santo emitindo raios de luz e exalando delicada fragrância. Por volta do ano 1276, o culto a Simão Stock foi confirmado para o convento de Bordeaux, pela autoridade da Santa Sé, e mais tarde para os de toda a Ordem carmelitana.

Um ano após a morte de São Simão Stock, o Papa Urbano IV concedeu privilégios aos membros que compunham a Confraria do Carmo. Ora, o Papa só dá privilégios a associações bem constituídas.

Quinze anos depois da morte de S. Simão Stock, foi sepultado em Arezzo, a 10 de Janeiro de 1276, o Papa Gregório X, que governou a Igreja, desde 1271. Consta que antes de ser Papa usava o Escapulário. Em 1830, quando foi exumado o seu corpo para ser colocado num relicário de prata, foi encontrado intacto o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, de seda de carmezim, com precioso bordado a ouro, como convinha por Papa. Encontra-se, hoje, no museu de Arezzo, como um dos tesouros. Este é o primeiro Escapulário pequeno conhecido na História.

Em 1820, numa Assembleia, em Florença, Itália, os 40 Carmelitas reunidos falam do Escapulário, ocorrendo o mesmo, em Julho de 1287, em Montpelier, França. As constituições de 1324, 1357 e 1369 dizem que o Escapulário é o hábito especial da Ordem e que os Carmelitas devem usá-lo.

Diante disto, John Haffert diz: “Conclui-se, portanto, que a Aparição da Santíssima Virgem a Simão Stock é, historicamente, certíssima”. Uma vez demonstrada a historicidade da Aparição de Nossa Senhora do Carmo, John Haffert analisa o cumprimento da Promessa de Maria, através dos sete séculos. Conta ele fatos e mais fatos ocorridos com o que, na vida, trouxeram o Escapulário de Nossa Senhora.

Houve vários Papas que eram devotos do Escapulário, tais como Inocêncio IV, João XXII, Alexandre V, Bento XIV, Pio VI, Clemente VII, Urbano VII, Nicolau V, Xisto IV, Clemente VII, Paulo III, São Pio V, Leão XI, Alexandre VII, Pio IX, Leão XIII, São Pio X, Bento XV, o Pio XI e Pio XII. Além de usarem o Escapulário, estes Papas estimularam e aconselharam os católicos a usá-lo e premiaram esta devoção, aprovando os seus privilégios e cumulando de favores as Confrarias do Carmo.

A devoção dos Papas: Bento XV o pontífice da paz, chamou o Escapulário de a “arma dos cristãos” e aconselhava aos seminaristas que o usassem. Pio IX gravou no seu cálice a seguinte inscrição: “Pio IX, confrade Carmelita”. Leão XIII, pouco antes de morrer, disse aos que o cercavam: “Façamos agora a Novena da Virgem do Carmo e depois morreremos”. Pio XI escrevia, em 1262, ao Geral dos Carmelitas: “Aprendi a conhecer e a amar a Virgem do Carmo nos braços de minha mãe, nos primeiros dias de minha infância”. Pio XII afirmava: “É certamente o Sagrado Escapulário do Carmo, como veste Mariana, sinal e garantia da proteção e salvação ao Escapulário com que estavam revestidos. Quantos, nos perigos do corpo e da alma, sentiram a proteção Materna de Maria”.

Houve também inúmeros santos que usaram o Escapulário, como, por exemplo, Santo Afonso de Ligório, São Pedro Claver, São Carlos Borromeu, São Francisco de Sales, São João Maria Baptista Vianney, Beato Baptista Mantovano, São Pompílio Pirrotti, São João Bosco, Santa Teresa de Ávila, Santa Terezinha do Menino Jesus, São João da Cruz, Santa Maria de Jesus e Santa Teresa Benedita da Cruz, entre muitos.

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!


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segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Extinção das Ordens Religiosas na Alemanha

Alemanha: o número de monges e, sobretudo, de freiras está a diminuir. Em 2036, já não haverá religiosos na Alemanha. O Caminho Sinodal para o esquecimento

Tal como o resto do catolicismo alemão, o número de freiras está a diminuir, segundo estatísticas oficiais da Igreja Católica na Alemanha:

«Em 2024, havia 12.628 mulheres e homens», anunciou a Conferência Alemã dos Superiores das Ordens Religiosas (DOK), na segunda-feira, em resposta a um pedido da Agência de Notícias Católica (KNA), em Bona. Segundo os números, o número de freiras, em particular, diminuiu em mais de 700.

«Existem 297 generalatos, províncias, abadias e mosteiros independentes, com 9.467 freiras a viver em 883 aldeias monásticas», declarou o porta-voz da DOK, Arnulf Salmen. No final de 2023, ainda havia 10.211 freiras a residir em 923 aldeias monásticas.

De acordo com o relatório, no ano passado existiam 111 províncias religiosas, abadias e priorados independentes pertencentes a 65 diferentes ordens religiosas. Cerca de 3.200 religiosos viviam em 369 casas monásticas, disse o porta-voz. Em 2023, haverá 3.223 religiosos em 376 estabelecimentos monásticos».

A queda de 7% num só ano também indica que o número de freiras na Alemanha está a envelhecer consideravelmente e que o declínio dos seus números e da sua rede só pode piorar.

Monges e freiras
1960 110.000
1999 38.348
2019 17.900
2024 12.628

in cathcon.blogspot.com


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sábado, 29 de março de 2025

domingo, 6 de outubro de 2024

Morte e enterro na Cartuxa

A Ordem da Cartuxa é uma ordem contemplativa fundada por São Bruno. A Cartuxa é considerada a ordem mais austera do Mundo e quem lá entra, se tudo correr bem, nunca mais de lá sai.

A verdade é que entram no seu Deserto para sempre, para serem enterrados no cemitério da sua Cartuxa, mas sem pressa. Com 80 e 90 anos. Anos à espera não da morte mas da Vida Eterna.

Lucrando "cem vezes mais" do que deixaram. Desfrutando “do gozo e da paz do Espírito Santo”. Morrem repetindo o latim medieval: “Da cella ad cœlum”, da cela ao Céu…

Como símbolo dessa passagem, o corpo vai para a terra tal qual estava na cela, com o hábito branco, sem caixão. E como recebe a “pedrinha branca” do Apocalipse com o seu nome, no túmulo não terá nome.

Viveu numa família de solitários e estes acompanham-no ao seu descanso com um funeral sóbrio mas muito sentido, pois os cantos litúrgicos acompanham o cair da terra sobre um rosto protegido pelo capuz fechado, para que a sua face só veja a Face de Deus.


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sexta-feira, 6 de setembro de 2024

São Macário derrotou o Demónio através da Humildade

Certo dia, São Macário regressava à sua cela, trazendo consigo umas folhas de palmeira. Pelo caminho, o demónio veio ao seu encontro com uma foice de ceifeiro, e tentou atacá-lo, mas não conseguiu. 

Disse-lhe então o demónio: «Macário, sofro muitos tormentos por tua causa, porque não consigo vencer-te. Contudo, faço tudo o que tu fazes: tu jejuas, e eu não como; tu velas, e eu não durmo. Há só um aspecto em que me vences.» «Qual?» «A tua humildade. É ela que me impede de te vencer.» 

in 'Sentenças dos Padres do Deserto'


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segunda-feira, 25 de setembro de 2023

10 filhos: todos eles entraram na vida religiosa



A Família Scheerer: uma mãe (viúva) cria 10 filhos e todos eles entraram na vida religiosa. Cinco frades carmelitas descalços, dois frades dominicanos (um deles acabou por ser Bispo) e três irmãs dominicanas de Santa Catarina de Ricci.

Esta é uma fotografia de todos os irmãos com o Papa João XXIII, tirada no dia em que um dos irmãos: Aloysius Louis Scheerer, OP, foi sagrado Bispo de Multan (Paquistão), em 1960.

O nome da Mãe era Gertrude e foi nomeada Mãe Católica do Ano em 1945.


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segunda-feira, 17 de julho de 2023

Prisão, julgamento e martírio das Carmelitas de Compiègne

Vítimas da Revolução Francesa, as Carmelitas de Compiègne foram martirizadas no dia 17 de Julho de 1794 em Barrière de Vincennes, em Paris.

As 16 irmãs resistiram corajosamente aos revolucionários, inimigos de Deus e da Igreja. Subiram para a guilhotina cantando o hino "Veni Creator", com a certeza que as esperava a felicidade eterna por oferecerem a sua vida em defesa da Fé em Jesus Cristo.

As imagens são do filme 'Le dialogue des Carmélites', de 1960.


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quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

Morreu a Irmã André Randon, a pessoa mais velha do mundo

André Randon era uma freira Vicentina francesa com 118 anos. Era a mulher mais velha do mundo, tendo nascido em 1904. Converteu-se do protestantismo ao Catolicismo em 1923. Depois disso entrou, aos 19 anos, na Congregação Filhas da Caridade.

Até aos 108 anos a Irmã Randon ainda trabalhava. Mas agora estava já relegada à cadeira de rodas e estava cega. Que Nosso Senhor lhe dê a justa recompensa.


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quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

São João da Cruz estando preso era livre

3 de Dezembro de 1577. Toledo. Noite fechada. Um frade chamado João da Cruz foi levado à força para o convento carmelita. Ele estava com os olhos vendados e esperam-no oito meses que serão morte e vida para ele. Ali, numa cela de 2,70 por 1,60 metros, sem janela, com duas mantas velhas e o imobiliário reduzido a um banco, pão e água duas vezes ao dia, jejum obrigatório três vezes na semana, açoitado regularmente batido até abrir a carne das costas, nasceu o maior poema de amor de todos os tempos: o Cântico espiritual.

«Na noite do desprezo, da injustiça e do esquecimento de muitos, São João da Cruz comprovou que Deus não está sujeito a nada. O seu corpo estava preso, mas ele estava cheio do Espírito ”, afirma Inmaculada Moreno, doutora em Teologia Espiritual e especialista na mística carmelita. «Na noite da fé poderia ter-se encerrado no ressentimento ou perdido em mil hesitações, mas a sua alma não estava murada como a cidade de Toledo. Na prisão esteve livre, por isso escolheu cantar e amar ”, acrescenta.

Homem de dores à imagem de seu Senhor, Juan de Yepes nasceu em 1542 em Fontiveros (Ávila) no meio de uma grande pobreza. Órfão de pai muito cedo, viveu da caridade durante a infância, mas pôde receber formação dos Jesuítas de Medina del Campo.

Depois de terminar os seus estudos, decidiu ir ter com os Carmelitas de Medina. Apenas 100 anos antes, a regra dos Carmelitas havia sido mitigada pelo Papa Eugénio IV, suspendendo o jejum rigoroso e a observância do silêncio, mas quando ele entrou no convento, o novo frade pediu permissão para viver segundo a regra dos primeiros eremitas do Monte Carmelo.

Em 1564 começou a estudar na Universidade de Salamanca e três anos depois foi ordenado sacerdote. Na busca do silêncio e da intimidade com Deus, chegou a pensar em entrar na Cartuxa, mas naquele Outono teve lugar um encontro decisivo com Santa Teresa de Jesus, que o convenceu a ajudá-la na reforma da ordem carmelita.

Frade João seguiu os seus passos e, em 28 de Novembro de 1568, fundou o primeiro convento masculino carmelita de acordo com a regra primitiva, mudando o seu nome para João da Cruz. O que se seguiu foram 10 anos de sofrimento devido à resistência dos carmelitas calçados na divisão da ordem.

O episódio da sua prisão em Toledo dá-se neste contexto. Oito meses depois, ele conseguiu escapar para retomar a unidade na reforma do Carmelo. No entanto, os seus últimos anos foram marcados pela incompreensão do próprio Carmelo, que até o enviou como simples frade a um convento remoto, distanciando-o de qualquer responsabilidade do novo ramo carmelita.

Finalmente, doente e abandonado por todos, no dia 14 de dezembro de 1591, aquele que um dia pediu ao Senhor que "sofresse e fosse desprezado por Ti" morreu em Úbeda. Uma testemunha da sua morte escreveu que “o seu rosto estava muito sereno, bonito e alegre que parecia estar a dormir, causando alegria e felicidade”.

São João da Cruz é o testemunho de que “tudo é vaidade em relação a Deus”, afirma Inmaculada Moreno, que faz alusão ao símbolo da noite escura cunhado pelo santo para indicar como "ele nos convida a experimentar o desprezo como uma purificação de todas as coisas, como forma de o Senhor nos aproximar d'Ele".

Moreno cita aqui a principal experiência do santo: “a união com o Amado, um casamento espiritual para se unir a Deus em qualquer circunstância, na alegria do Cântico dos Cânticos”. E assim, como o santo experimentou, "esvaziemo-nos de tudo para que Deus seja o nosso tudo e abandonemo-nos somente a Ele".

in alfayomega.es


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sábado, 10 de dezembro de 2022

Novo Carmelo está a ser construído para durar 1000 anos

As irmãs carmelitas de Fairfield (Estados Unidos) estão a construir um novo convento inspirado no antigo modelo carmelita. Vivem a liturgia de acordo com o Rito Carmelita, que nas últimas décadas esteve praticamente extincto. Saiba mais sobre o projecto e sobre a vida destas religiosas: https://www.fairfieldcarmelites.org


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segunda-feira, 7 de novembro de 2022

O poder imenso da vida contemplativa

Dez mil hereges, no dizer de uma revelação respeitável, foram convertidos por uma só oração inflamada da seráfica santa Teresa, cuja alma ardendo em amor de Cristo não podia compreender uma vida contemplativa, uma vida interior que se desinteressasse das solicitudes apaixonadas do Salvador pela redenção das almas. 

'Aceitaria o purgatório, diz ela, até ao juízo final, para livrar uma só dessas almas. E que me importaria a duração dos meus sofrimentos, se assim pudesse livrar uma só alma e sobretudo muitas para maior glória de Deus!' E, dirigindo-se às suas religiosas: 'Dirigi para este fim inteiramente apostólico, minhas filhas, vossas orações, vossas disciplinas, vossos jejuns, vossos desejos'.

Tal é, com efeito, a obra das Carmelitas, das Trapistas, das Clarissas. Vede-as seguir a marcha dos apóstolos, alimentá-los com a superabundância de suas orações e de suas penitências. Suas súplicas precipitam-se do alto, num espaço tão dilatado como a marcha da cruz e o brilho do Evangelho, sobre as almas, essas presas divinas! Ou antes, é seu amor oculto, mas activo, que excita por toda parte, no mundo dos pecadores, as vozes de misericórdia.

Ninguém conhece neste mundo o porquê dessas conversões longínquas de pagãos, da paciência heróica desses cristãos perseguidos, da alegria celeste desses missionários martirizados. Tudo isso está invisivelmente ligado à oração de alguma humilde freira. Com os dedos sobre o teclado dos perdões divinos e das luzes eternas, sua alma silenciosa e solitária preside à salvação das almas e às conquistas da Igreja.

Dom J. B. Chautard in 'A alma de todo apostolado' (Edit. Colecção, São Paulo, 1962, pp., 53-54)


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sábado, 20 de agosto de 2022

sábado, 16 de julho de 2022

As Carmelitas veladas




Antes do Concílio Vaticano II, em certas ocasiões, as Carmelitas usavam véus que lhes tapavam o rosto. Estes véus eram usados sempre que alguma irmã tinha de aparecer em público, por exemplo numa Missa ou numa procissão, ou quando tinha de se deslocar para fora da Clausura. 

O objectivo era que a religiosa pudesse manter o espírito contemplativo, mesmo temporariamente no meio do século. Este véu foi usado por Santa Teresa e pelas suas primeiras carmelitas.

As regras de visita no Carmelo eram bastante estrictas. Excepto para as noviças, que poderiam receber em visita - no parlatório atrás das grades - quem quisessem. Santa Teresa queria que se percebesse que as irmãs estavam ali porque queriam e não obrigadas por quem quer fosse.


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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

O prisioneiro e os Franciscanos

No outro dia li a história invulgar de David Catalano, um criminoso italiano nascido na Catânia. Catalano estava a cumprir a pena de prisão no convento 'Santa Maria degli Angeli' (na Catânia, Sicília), sob a responsabilidade de frades franciscanos capuchinhos.
 
Aparentemente estava numa situação privilegiada por poder viver em 'Santa Maria degli Angeli' e não num estabelecimento prisional. Mas, para surpresa de muitos, o recluso fugiu do convento e entregou-se às autoridades dizendo que já não aguentava mais e preferia cumprir a pena na prisão.

Segundo Catalano, no convento deitam-se e levantam-se demasiado cedo; além disso não têm luxos e levam uma vida bastante austera…a vida na prisão é bem mais fácil.

João Silveira


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