segunda-feira, 31 de outubro de 2016

50 ideias de Lutero contrárias à doutrina da Igreja

Aqui ficam 50 provas que Lutero foi herético, heterodoxo, cismático e defendeu ideias claramente contrárias à Igreja Católica:

1. Separação entre justificação e santificação.
2. Noção imputada, extrínseca e forense de justificação.
3. Fé fiduciária.
4. Julgamento particular contrário à infalibilidade da Igreja.
5. Rejeição de sete livros da Bíblia.
6. Negação do pecado venial.
7. Negação do mérito.
8. Afirmação de que o réprobo deveria ficar feliz por ter sido condenado e aceitar a vontade de Deus.
9. Afirmação de que Jesus ofereceu-se à condenação e possivelmente ao fogo do inferno.
10. Afirmação de nenhuma boa obra pode ser feita, excepto por um homem justificado.

11. Todos os homens baptizados são sacerdotes (=negação do sacramento da ordenação).
12. Todos os homens baptizados podem conceder a absolvição.
13. Os Bispos não possuem realmente esse múnus; Deus não o instituiu.
14. Os Papas não possuem esse múnus; Deus não o instituiu.
15. Os sacerdotes não têm qualquer caráter especial ou indelével.
16. As autoridades temporais gozam de poder sobre a Igreja, até mesmo sobre bispos e papas; a afirmação contrária é mera invenção presunçosa.
17. Os votos de celibato são um erro e deveriam ser abolidos.
18. Negação da infalibilidade do papa.
19. Crença de que sacerdotes e Papas injustos perdem a sua autoridade (contrário ao ensino de Santo Agostinho em disputa com os Donatistas).
20. As chaves do Reino não foram conferidas apenas a Pedro.

21. Cada pessoa pode julgar particularmente para determinar os artigos de fé.
22. Negação de que o papa tem o direito de convocar ou confirmar um Concílio.
23. Negação de que a Igreja tem o direito de exigir o celibato de certas vocações.
24. Não existe a vocação de monge; Deus não o instituiu.
25. Os dias festivos deveriam ser abolidos e todas as celebrações da Igreja deveriam se restringir aos domingos.
26. Os jejuns deveriam ser estritamente opcionais.
27. A canonização de santos é rigorosamente corrupta e não deve continuar.
28. A Confirmação não é um sacramento.
29. As indulgências deveriam ser abolidas.
30. As dispensas deveriam ser abolidas.

31. A Filosofia (Aristóteles principalmente) é repugnante, com influência negativa sobre o Cristianismo.
32. A transubstanciação é “uma ideia monstruosa”.
33. Cristo não instituiu sete sacramentos.
34. Negação da “maldita” crença de que a Missa é uma boa obra.
35. Negação da “maldita” crença de que a Missa é verdadeiro sacrifício.
36. Negação da noção sacramental de “ex opere operato”.
27. Negação de que a Penitência é um sacramento.
38. Afirmação de que a Igreja Católica “aboliu completamente” até mesmo a prática da penitência.
39. Afirmação de que a Igreja aboliu a fé como um aspecto da penitência.
40. Negação da sucessão apostólica.

41. Qualquer leigo poderia convocar um Concílio Geral (Ecuménico).
42. As obras penitenciais são inúteis.
43. Nada daquilo que os católicos crêem ser os sete sacramentos tem prova bíblica.
44. O Matrimónio não é um sacramento.
45. Nulidades [matrimoniais] são um conceito sem sentido e a Igreja não tem o direito de determinar ou afirmar nulidades.
46. Há uma questão em aberto: se o divórcio é permitido ou não.
47. Pessoas divorciadas podem voltar a casar-se.
48. Jesus permitiu o divórcio quando um dos cônjuges cometeu adultério.
49. O ofício diário do sacerdote é “vã repetição”.
50. A extrema-unção não é um sacramento (logo, só existem dois sacramentos: o Baptismo e a Eucaristia).

Dave Armstrong in Patheos


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Fora da Igreja é possível tudo excepto a salvação

“Fora da Igreja é possível tudo excepto a salvação. É possível ter honras, é possível ter Sacramentos, é possível cantar Alelulias, é possível responder Ámen, é possível possuir o Evangelho, é possível ter Fé no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, é possível pregar; mas em nenhum lugar, senão na Igreja Católica, é possível encontrar a salvação.” 

Santo Agostinho (referindo-se aos Donatistas) in 'Sermo ad Caesariensis Ecclesia plebem'


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domingo, 30 de outubro de 2016

Missa Pontifical do Domingo de Cristo Rei

Terceiro e último dia da Peregrinação 'Summorum Pontificum, Una Cum Papa Nostro': Missa Pontificial na igreja Trinità dei Pellegrini, celebrada pelo Arcebispo de Portland, Msgr. Alexander Sample. No calendário tradicional hoje é Domingo de Cristo Rei por ser o último Domingo de Outubro, conforme estabelecido pelo Papa Pio XI na Encíclica Quas Primas.








De 14 a 17 de Setembro de 2017 há mais! Save the date!


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Basílica de Núrsia ruiu mas os monges estão bem

Um sismo atingiu hoje a pequena cidade de Núrsia, de um modo ainda mais intenso do que o do passado dia 20 de Agosto. Este tinha já provocado bastantes estragos na cidade, e na Basílica de Núrsia (local onde nasceu S. Bento). Tendo esta Basílica passado a ser um local de risco, os monges beneditinos que usavam essa Basílica mudaram-se para Roma e depois voltaram para as montanhas de Núrsia, vivendo numa tenda. 

Nas últimas semanas os monges têm recebido algumas visitas de prelados conhecidos, como o Cardeal Robert Sarah:
E o Arcebispo Alexander Sample:
Hoje de manhã a Basílica ruiu. Houve muita preocupação com os monges, mas, num comunicado, já confirmaram que estão todos bem. No entanto vão precisar de orações e também de ajuda material para reconstruir a Basílica: Ajudar os monges de Núrsia.
Basílica de Núrsia: Antes e depois do terramoto de hoje
Bombeiros socorrem uma comunidade de Irmãs, logo após o terramoto

No calendário antigo hoje é Domingo de Cristo Rei. Que Cristo Rei, Senhor dos Céus e da Terra, proteja o seu povo das desgraças espirituais e materiais.


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sábado, 29 de outubro de 2016

Missa Pontifical na Basílica de São Pedro

Segundo dia da Peregrinação 'Summorum Pontificum, Una Cum Papa Nostro': Missa Pontificial no altar da Cátedra, na Basílica de S. Pedro, celebrada pelo Arcebispo de Portland, Msgr. Alexander Sample. As fotografias e os vídeos são insuficientes para transmitir a beleza da Liturgia Tradicional mas é tudo o que temos.







A homilia foi feita pelo Cardeal William Levada, prefeito emérito da Congregação para a Doutrina da Fé



Amanhã há mais!


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Igreja Católica na Broadway: Foto-reportagem

Passei há uns meses atrás por Nova Iorque. No meio da enorme agitação de Manhattan, em particular na zona do Times Square, fiquei surpreendido pela igreja Católica que encontrei lá no meio. Mesmo ao lado do Times Square, no bairro da Broadway, repleto de salas de teatro com os melhores musicais de todo o mundo, está também a paróquia de S. Malaquias, conhecida como a "Capela dos Actores".

Com este post não pretendo promover a participação na Missa desta paróquia, mas mostrar a importância daquilo a que se chama em inglês "Catholic identity". Há certas marcas exteriores próprias do Catolicismo que dão esperança e fortaleza àqueles que as vêem, Católicos ou não.

Logo à entrada, ainda na rua, estava um painel com um cartaz para promover a oração do Terço.



"O Santo Rosário é arma poderosa.
Emprega-a com confiança e maravilhar-te-ás com o resultado."
S. Josemaria Escrivá

No hall de entrada havia outros dois cartazes:


O primeiro tinha recomendações para quem visitasse a paróquia:

"Atenção visitantes da Broadway
Bem-vindos a S. Malaquias - a Capela dos Actores!
Lembrem-se que estão num lugar de oração.
Por favor:
  • Não falar alto
  • Pôr o telemóvel no silêncio
  • Manter as crianças bem comportadas
  • Não trazer comidas ou bebidas
  • Não mastigar pastilhas
  • Não ter chapéu na cabeça (coberturas religiosas para a cabeça são permitidas)
Obrigado!"


O segundo cartaz desafiava os mais jovens a pensar na vocação ao sacerdócio.
"DESTINO.
O Sacerdócio é duro e para homens a sério.
Tens de ser um homem a sério se quiseres ser padre.
O MUNDO PRECISA DE HERÓIS."

Por fim algumas fotografias do interior da igreja. Há uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, e imagens de santos patronos do mundo das artes: Santa Cecília (música), S. Genésio de Roma (actores) e S. Vito (dança)














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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Ninguém morre por uma verdade da qual não está seguro

Os bem-aventurados apóstolos foram os primeiros a ver Cristo suspenso na cruz; choraram a sua morte, ficaram atemorizados face ao prodígio da sua ressurreição mas, logo a seguir, transportados de amor por esta manifestação do seu poder, não hesitaram em derramar o seu sangue para atestar a verdade do que tinham visto. 

Pensai, irmãos no que era pedido a esses homens: ir por todo o mundo pregar que um morto tinha ressuscitado e subido ao céu; e sofrer, devido à pregação dessa verdade, tudo o que aprouvesse a um mundo insensato: privações, exílio, cadeias, tormentos, carrascos, feras ferozes, a cruz e morte. Teriam sofrido tudo isso por um desconhecido?

Teria Pedro morrido para sua própria glória? Teria pregado em proveito próprio? Ele morria e Outro, que não ele, era glorificado por essa morte; ele foi morto e Outro foi adorado. Só a chama ardente da caridade, unida à convicção da verdade, pode explicar semelhante audácia! Eles pregavam o que tinham visto. 

Ninguém morre por uma verdade da qual não está seguro. Ou deveriam eles negar o que tinham visto? Mas não negaram, antes pregaram esse Morto que sabiam estar perfeitamente vivo. Eles sabiam por que vida desprezavam a vida presente, sabiam por que felicidade suportavam provas passageiras, por que recompensa espezinhavam todos esses sofrimentos. A sua fé pesava mais na balança que o mundo inteiro.

Santo Agostinho in Sermão 311, 2


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S. Judas Tadeu, o "bi-primo" de Jesus

S. Judas era “bi-primo” de Jesus. O seu pai, Cleofas (também chamado Alfeu) era irmão de S. José (pai de Jesus) e a sua mãe, Maria Cleofas era irmã de Maria (mãe de Jesus).

Diz a tradição que S. Judas era parecido fisicamente com Nosso Senhor. Santa Brígida da Suécia (religiosa do séc. XIV) teve uma visão em que Jesus lhe disse que gostava tanto do seu “bi-primo” que qualquer coisa que lhe pedissem por sua intercessão seria concedida. S. Judas passou então a ser o santo das causas impossíveis. 

Se alguém tiver algum “pedido impossível” este é o dia certo para pedir a S. Judas. Eu aproveitei e fui rezar ao seu túmulo (juntamente com S. Simão), que está na Capela de S. José, na Basílica de S. Pedro. 

S. Simão e S. Judas Tadeu, rogai por nós!

João Silveira


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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Peregrinação 'Summorum Pontificum' a Roma

Começa hoje a peregrinação Populus Summorum Pontificum ad Petri sedem. Inúmeros apoiantes da Liturgia Tradicional reúnem-se anualmente em Roma neste peregrinação ao túmulo do Apóstolo Pedro. O ponto alto é a Santa Missa no Sábado, ao meio-dia, que será celebrada na Basílica de S. Pedro, mais concretamente no altar da Cátedra. O Santo Padre, Sucessor de Pedro, envia sempre o seu incentivo a esta óptima iniciativa, numa mensagem que é lida durante a homilia.

O nome 'Summorum Pontificum' provém do Motu Proprio (lei para toda a Igreja) da autoria do Papa Bento XVI em 2007, no qual explica que a Missa Tradicional nunca foi ab-rogada (nem o poderia ser) e que os fiéis têm direito a essa Liturgia.




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Oração escrita e rezada por Padre Pio

Jesus, Que nada me separe de Ti, nem a vida, nem a morte. 
Seguindo-Te em vida, ligado a Ti com todo amor, seja-me concedido expirar contigo no Calvário, para subir contigo à glória eterna. 
Seguirei contigo nas tribulações e nas perseguições, para ser um dia digno de amar-Te na revelada glória do Céu; para cantar-Te um hino de agradecimento por todo o Teu sofrimento por mim. 

Jesus, que eu também enfrente como Tu, com serena paz e tranquilidade, todas as penas e trabalhos que possa encontrar nesta vida; uno tudo aos Teus méritos, às Tuas penas, às Tuas expiações, às Tuas lágrimas, a fim de que colabore contigo para a minha salvação e para fugir de todo o pecado - causa que Te fez suar sangue e Te reduziu à morte. 

Destrói em mim tudo o que não seja do Teu agrado. Com o fogo de Tua santa caridade, escreve no meu coração todas as Tuas dores. Aperta-me fortemente a Ti, Com um nó tão estreito e tão suave, que eu jamais Te abandone nas Tuas dores. Ámen

S. Pio de Pietrelcina 



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Um pastor deve guiar-se pelo Evangelho e não por aplausos

"Há 20 anos atrás, S. João Paulo II, depois de longas e difíceis tentativas, não aceitou que os cristãos recasados pudessem comungar. Não podemos agora ignorar o seu ensinamento e mudar as coisas. Porque é que alguns pastores querem propor o que é impossível? Eu não sei. Talvez eles se rendam ao espírito do tempo, talvez se permitam guiar por aplausos humanos causados pelos meios de comunicação social… 

Ser contrário aos meios de comunicação social é, certamente, menos agradável; mas, um pastor não deve decidir com base em aplausos; a medida é o Evangelho, a Fé, a sã doutrina, a tradição."

Mons. Georg Gänswein, Prefeito da Casa Pontifícia e secretário de Bento XVI - Entrevista conduzida por Jaime Figa e Vaello para 'Sumando historias' (6.VII.2015)


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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A Inquisição e as bicicletas infantis

À luz da sua reputação aterradora será por certo uma surpresa, especialmente para quem acredita que milhões de pessoas morreram por causa da Inquisição Espanhola, saber que, durante os séculos XVI e XVII, foram sentenciadas à morte pela Inquisição, em todo o Império Espanhol (que ia da Espanha à Sicília e Perú) menos de 3 pessoas por ano [1]. 

O que significa que ao longo dos seus infames 345 anos [considerando três breves suspensões], a terrível Inquisição Espanhola foi, anualmente, cerca de catorze vezes menos letal do que as bicicletas infantis [2].

Theodore Beale in 'The Irrational Atheist' (pág. 219)

[1] Henry Kamen, The Spanish Inquisition: A Historical Revision. New Haven: Yale University Press, 1997, pág. 203;
[2] Facts About Injuries To Children Riding Bicycles. Safe Kids Worldwide.


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terça-feira, 25 de outubro de 2016

Cremações, Cinzas e Igreja

Hastag do momento? #cinzas! Gerou-se um alvoroço por causa das cremações e respectivas cinzas. É mesmo verdade que hoje o "Vaticano" proibiu que as pessoas deitem as cinzas dos seus familiares defuntos no mar, onde estariam em união com a Mãe Natureza, ou que simplesmente as deixem em cima da lareira, onde estariam mais perto dos seus entes queridos?

Não, pela simples razão de que nada disso alguma vez tinha sido permitido. A Igreja sempre disse que os defuntos deveriam ser enterrados num cemitério ou num lugar santo, e não deixados por aí 'ao Deus dará'. Isto tanto é verdade para um enterro de um cadáver como das cinzas de alguém que foi cremado. A Igreja continua a recomendar o enterro propriamente dito, mas não proíbe a cremação desde que não esteja associada a uma falta de fé na certeza cristã acerca da ressurreição dos corpos.

A ressurreição de Jesus Cristo, em primeiro lugar, e dos corpos de todas as pessoas que morreram desde o princípio da Humanidade, é o ponto fundamental da Fé Católica, sem o qual nada faria sentido. No fim dos tempos todos ressuscitarão para o Julgamento Final, e serão colocados à direita ou à esquerda de Deus, consoante a vida que levaram na Terra. Os da direita irão para a felicidade eterna e os da esquerda para o sofrimento eterno (cf. Mt 25, 31-46).

Por causa desta certeza na ressurreição houve continuamente muita reverência aos corpos dos mártires, e dos santos em geral, porque um dia aquele corpo vai ser glorioso. Isto explica a devoção às relíquias dos santos, que existiu no catolicismo desde o início.

Vale a pena ler a Instrução publicada hoje pela Santa Sé, de seu nome "Ad resurgendum cum Christo" (a propósito da sepultura dos defuntos e da conservação das cinzas da cremação). Tem uma catequese resumida da Fé da Igreja em relação à morte cristã e uma explicação muito bonita sobre esse momento-chave em que a nossa alma se separará do nosso corpo, momento em que se decide a nossa salvação. E como somos corpo e alma, por natureza, a nossa alma esperará ansiosamente poder unir-se novamente ao nosso corpo, para toda a eternidade.

João Silveira


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Presidente do Perú consagra o seu País ao Sagrado Coração de Jesus

Pedro Pablo Kuczynski consagrou o Perú ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria. Este é um exemplo que deveria ser seguido por outros chefes de Estado, especialmente dos países ocidentais. O texto da consagração é belíssimo e vale a pena ser lido:

Eu, Pedro Pablo Kuczynski, Presidente da República do Perú, com a autoridade investida sobre mim, faço um acto de consagração da minha pessoa, da minha família, aqui presente a minha esposa, e da República do Peru ao amor e à protecção de Deus Todo-Poderoso por intercessão do Sagrado Coração de Jesus e do Imaculado Coração de Maria.

Coloquei nas suas mãos amorosas o meu governo, com todos os seus trabalhadores, e os cidadãos que estão sob a minha responsabilidade. Ofereço a Deus Todo-Poderoso os meus pensamentos e decisões como Presidente de modo que os use para o bem do nosso País e sempre consciente dos 10 Mandamentos ao governar. Peço a Deus que, por intercessão do Sagrado Coração de Jesus e do Imaculado Coração de Maria, oiça e aceite o meu acto de consagração e cubra o nosso País com a Sua especial protecção.

Ao fazer esta oração peço perdão de Deus por todos os pecados que cometi no passado, por todos os pecados feitos no passado da República e por todas as decisões que foram tomadas sem ter em conta os Seus Mandamentos, e peço-Lhe ajuda para mudar tudo que nos separa d'Ele. Eu, Pedro Pablo Kuczynski, como Presidente da República do Perú, declaro este juramento solene diante de Deus e dos cidadãos do nosso País hoje, 21 de Outubro de 2016.


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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

9 pecados veniais que convém evitar

A alma deve evitar todos os pecados veniais, especialmente os que abrem caminho ao pecado grave. Ó minha alma, não chega desejar firmemente antes sofrer a morte do que cometer um pecado grave. É necessário ter uma resolução semelhante em relação ao pecado venial. Quem não encontrar em si esta vontade, não pode sentir-se seguro. 

Não há nada que nos possa dar uma tal certeza de salvação eterna do que uma preocupação constante em evitar o pecado venial, por insignificante que seja, e um zelo definido e geral, que alcance todas as práticas da vida espiritual — zelo na oração e nas relações com Deus; zelo na mortificação e na negação dos apetites; zelo em obedecer e em renunciar à vontade própria; zelo no amor de Deus e do próximo. Para alcançar este zelo e conservá-lo, devemos querer firmemente evitar sempre os pecados veniais, especialmente os seguintes:


1. O pecado de dar entrada no coração de qualquer suspeita não razoável ou de opinião injusta a respeito do próximo. 
2. O pecado de iniciar uma conversa sobre os defeitos de outrem, ou de faltar à caridade de qualquer outra maneira, mesmo levemente. 

3. O pecado de omitir, por preguiça, as nossas práticas espirituais, ou de as cumprir com negligência voluntária. 

4. O pecado de manter um afecto desregrado por alguém. 

5. O pecado de ter demasiada estima por si próprio, ou de mostrar satisfação vã por coisas que nos dizem respeito. 

6. O pecado de receber os Santos Sacramentos de forma descuidada, com distracções e outras irreverências, e sem preparação séria. 

7. Impaciência, ressentimento, recusa em aceitar desapontamentos como vindo da Mão de Deus; porque isto coloca obstáculos no caminho dos decretos e disposições da Divina Providência quanto a nós. 

8. O pecado de nos proporcionarmos uma ocasião que possa, mesmo remotamente, manchar uma situação imaculada de santa pureza. 

9. O pecado de esconder propositadamente as nossas más inclinações, fraquezas e mortificações de quem devia saber delas, querendo seguir o caminho da virtude de acordo com os caprichos individuais e não segundo a direcção da obediência.

Santo António Maria Claret


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Como começou a Comunhão na mão em Portugal

A 10 de Outubro de 1975, a Conferência Episcopal Portuguesa obteve o indulto excepcional para os fiéis de Portugal poderem comungar na mão, com as seguintes normas:

a) A introdução do rito da comunhão na mão deve ser precedida de uma catequese oportuna, capaz de renovar o espírito de fé na Eucaristia, que se há-de manifestar até na maneira de os fiéis aceitarem em suas próprias mãos o Corpo do Senhor.

b) Esta maneira de comungar não deve ser imposta aos fiéis, pois a eles se deve deixar a escolha sobre a forma de receber a Eucaristia. Deste modo, não será de estranhar que, numa mesma celebração, haja quem receba a sagrada partícula na língua e quem a receba na mão. O ministro que distribui a comunhão nunca deve impor os seus gostos e preferências, nem substituir-se à vontade livre dos comungantes.

c) Quanto à comunhão na mão, pastores e fiéis devem preocupar-se em realizar o gesto de maneira digna e significativa. Para tanto, e segundo a antiga tradição, o ministro colocará o Pão consagrado na mão do fiel, o qual comungará antes de regressar ao seu lugar, por não parecer conveniente que o faça enquanto caminha, devendo ter ainda todo o cuidado com os fragmentos que eventualmente se desprendam (Nota pastoral do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa, de 10 de Outubro de 1975, Lumen, 1975, p. 460: EDREL 2823).

E é esta a prática e a resposta constante da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, em respostas a múltiplas queixas e denúncias, tentando proteger o sacrossanto direito dos fiéis, em especial, o de receberem a Santa Comunhão de joelhos (com respostas reafirmando esse direito em termos peremptórios nos anos 2000).

A proibição da imposição do modo de comunhão na mão esteve sempre presente nos seus documentos oficiais, nomeadamente nas cartas em que foi concedendo o indulto às diversas Conferências Episcopais que o iam pedindo, baseando-se na carta-modelo de concessão do indulto/excepção, publicada em anexo à Instrução Memoriale Domini, de 29 de Maio de 1969 (e assinada pelo Card. Gut e pelo Bispo Bugnini), que permitiu essa nova modalidade, embora com muitíssimas reservas, quase parecendo desencorajá-la, e não obstante a maioria dos bispos do mundo inteiro, consultada então, tivesse votado contra, desaconselhando-a maciçamente.

Foi este o resultado da votação dos bispos de todos o mundo sobre a possibilidade de introdução da comunhão na mão:

Sim: 567
Não: 1233
Sim, com reserva: 315
Votos inválidos: 20;

Sobre a conveniência da mera experiência por um tempo:

Sim: 751
Não: 1215
Votos inválidos: 70;

Sobre se os fiéis a quereriam ou não, mesmo depois de devidamente informados:

Sim: 835
Não: 1185
Votos inválidos: 128


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domingo, 23 de outubro de 2016

Resumo da memorável conferência do Cardeal Sarah em Lisboa

'A crise de Deus no Ocidente e a missão dos cristãos'
Cardeal Robert Sarah
19.Outubro.2016
Depois de fazer uma breve introdução sobre quem era e de onde vinha, o Cardeal começa por falar das grandes empresas dos dias de hoje. Estas, tendo domínio sobre grande parte da sociedade, gerem ideais universais levando todos a seguir o mesmo, ideais estes que excluem Deus. Daqui provém a grande causa do chamamento feito aos cristãos: anunciar a Palavra de Deus numa sociedade anti-religiosa e amoral que luta por um ateísmo radical e que não tolera aqueles que são diferentes, excluindo-os; até a Igreja é posta de parte.

Continua demonstrando o enorme risco que a Igreja corre de cair numa crise socialista se o Homem erradicar o Evangelho da sua vida, se achar que o fim da pobreza é o “bem para todos os males”; diz que é preciso sermos pobres para erradicarmos a pobreza (miséria), que a pobreza é um valor cristão que nos leva a Deus. Afirma que a Igreja deve lutar para acabar com a miséria mas não com a pobreza pois a pobreza é a grandeza da Igreja e que esta não se pode esquecer do seu carisma contemplativo pois, se o fizesse, correria o risco de se tornar numa Igreja sem Cristo, numa instituição social.

O Homem abandonou a ideia bíblica do Deus-Criador levando-nos a acreditar que não necessitamos de Deus. Mas o Homem foi feito à semelhança de Deus e, sem Ele, perde a sua dignidade, começa a dispor dos outros como produtos, como algo que se pode utilizar e deitar fora. Desta perda de Deus, de dignidade, vêm as ideias de aborto e eutanásia; ideias que mostram a facilidade com que se eliminam “seres imperfeitos” com o objectivo de criar um “Homem perfeito”.

Dissemina-se a mentalidade de “o que for possível fazer deve ser feito”, obrigando o Homem a fazer tudo para chegar a um nível superior em que não precisa de Deus. O mundo assim pensado só pode ter valores absolutos fazendo desaparecer os dogmas e os princípios universais existentes até aí. Abre-se caminho a novos objectivos considerados superiores que levam a acreditar que a utilização de seres humanos em experiências, como se de objectos se tratassem, é uma necessidade. “Como é que é possível usar uma pessoa como um objecto, como se não tivesse alma?”, pergunta o Cardeal claramente indignado e em sofrimento.

Infiltram-se ideologias diferentes e sem sentido para poder haver uma nova ética mundial, para que o mundo possa ter dois novos ídolos, duas novas potências que o transformaram: a ciência e o dinheiro. Com a “adoração” destes novos ídolos acentuou-se a distância entre Deus e os homens, o Ocidente já não tem necessidade de Deus; afastou-se de tudo o que conhecia e a tradição deixou de ter relevo.

Citando o Papa Bento XVI disse ainda: “A Europa desenvolveu uma nova cultura, o Ocidente atravessa uma crise cultural, afasta Deus e julga, até, a Sua existência”, há um liberalismo moral. Mas a Fé pode pretender o respeito dos não crentes, pode esperar que não haja ataques e pode pedir que os fiéis rezem por estes perigos da actualidade.

Outro problema que assalta o mundo Ocidental é o uso de Deus como um meio para atingir os interesses pessoais de cada um, é a deformação da Sua imagem. Hoje lutam por um ídolo feito na própria cabeça a quem chamam Deus; usam-n’O, entre outros, os terroristas para justificar os ataques e as mortes, e as seitas espalhadas pelo mundo. É a isto que conduz o afastamento do verdadeiro Deus, é muito perigoso e nós, enquanto cristãos temos o dever de rezar todos os dias por estas dificuldades que assolam a Terra.

Afirma que nós temos o dever de testemunhar Deus através da nossa vida, da nossa palavra e das Escrituras, temos que ler a Bíblia e falar dela aos outros. Não podemos ter medo de o fazer. Há quem vá à missa, em África, no Paquistão e em tantos outros países, sem saber se volta a casa, se não vão ser mortos pelo simples facto de estarem a celebrar a Eucaristia. Temos que aprofundar a nossa Fé e dar verdadeira importância à nossa formação bíblica, teológica e pessoal, a procura da verdade e o reconhecimento do bem são o pressuposto da paz e da tranquilidade, a contrário, só haverá terror e miséria.

Não nos podemos esquecer que “o verdadeiro repouso do Homem é Deus”, não podemos deixar que Ele fique fora das decisões do ser humano.

É por tudo isto que diz “Deus ou nada”: há uma ausência de Deus tanto na sociedade civil como no clero. Há muitos sacerdotes que não têm tempo de rezar, afastando-se, progressivamente, da Verdade. A própria Igreja esquece-se de Deus. Temos de rezar pelos padres. Ninguém se pode ocupar dos outros sem o coração cheio de Deus, é preciso sacrifício! É preciso oração! É preciso tempo para rezar! A cultura ocidental organizou-se como se Deus não existisse, decidiram viver sem Deus pondo os próprios ideais em prática.

Já nem os cristãos vão às Igrejas, as Igrejas estão vazias, Nosso Senhor, no Sacrário, fica muitas vezes sozinho. O Homem perdeu o seu caminho, sem Deus está completamente desorientado, há guerras e discórdia por toda a parte! Onde não está Deus está o mundo, onde não existe Deus só há miséria, discórdia, confusão e guerras. Tudo se resume a Deus, é Deus ou nada!

Deus tem de voltar a estar no centro da vida dos homens, nos nossos corações, nas nossas decisões para que o nosso percurso seja feito “sobre rocha”, para que não se deixe abalar por razões mundanas e sem sentido. É preciso fé para termos uma vida santa e feliz no amor de Deus, “é necessário oração”, repetiu muitas vezes, temos que ser perseverantes e temos que ter esperança. Sem louvor e adoração só existirão guerras, sem Deus no coração do Homem só haverá discórdia e violência.

Temos que melhorar a nossa relação com Deus, temos de rezar mais, temos que estar constantemente com Ele e temos que pensar n’Ele antes de tomarmos qualquer decisão, só assim acabarão a guerra e a discórdia.

Perguntas e respostas

A primeira pergunta disse respeito ao casamento: “Quais são os conselhos que o Senhor Cardeal tem para um casal jovem prestes a casar?” O Cardeal Sarah respondeu que o casamento é como uma flor que precisa de ser regada, trabalhada e protegida. Que o amor nos dias de hoje está muito frágil devido ao mundo, porque o mundo não sabe o que é o amor, não sabe que o amor vem de Deus e por isso não o respeita. Diz ainda que é preciso paciência, encontro diário entre marido e mulher, oração em conjunto e um pelo outro e que o homem tem de olhar para a sua esposa, e vice-versa, como um dom que vem de Deus e que por isso tem de ser olhado com todo o carinho santificando-o.

Falando, de seguida, sobre o centenário das aparições de Nossa Senhora em Fátima, afirmou que este era uma providência divina para os tempos que estamos a viver, uma chamada de atenção para as pessoas recuperarem a sabedoria de Deus e deixarem o culto do dinheiro e do poder militar. Diz que Fátima é uma escola de humildade essencial para um mundo orgulhoso demais em que as pessoas se vêm como deuses na Terra. Maria pede conversão, oração e penitência e Portugal tem uma missão especial no que respeita a espalhar esta mensagem, “Portugal é o centro do mundo para a causa de Maria”. Fala ainda de António Guterres e da necessidade de rezar por ele para que consiga mudar o rumo da ONU.

Quando lhe perguntaram porque é que diz tantas vezes que o Homem se afasta de Deus e não que Deus nunca se afasta do Homem pediu desculpa pela visão pessimista que tem e reforçou que Deus nunca se afasta do Homem, contando, de seguida, a parábola do “Filho Pródigo”.

Diz que temos de rezar pelos católicos que se afastam mas que nem todos são filhos pródigos, há muitos que ficam, mas que nem esses conhecem o Pai totalmente, não percebem porque é que o Pai acolhe os que voltam de braços abertos e a eles, que sempre ficaram, não faz uma festa. Realça que esses, que ficam, têm que dedicar mais tempo a Deus, à oração e ao apostolado; há que fazer um esforço muito maior para ter um contacto íntimo e pessoal com Deus porque só podemos testemunhar aquilo que sentimos e vemos. Reforça, ainda, a importância dos Sacramentos, da oração e da inclusão de Deus nas nossas casas e nas nossas vidas quotidianas.

Clarinha Goes


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sábado, 22 de outubro de 2016

Este casamento mudou o Mundo




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Papa João Paulo II: Não atrasem o Baptismo das crianças!

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Papa João Paulo II exortou os pais cristãos em 1980 para não atrasarem o baptismo dos seus novos filhos. O Santo Padre disse que as crianças deviam ser baptizadas imediatamente se parecem estar em perigo de morte. Caso contrário, as crianças deviam ser baptizadas "dentro das primeiras semanas depois do nascimento." Aqui está a citação completa:
Da mesma forma, se a criança está em perigo de morte, deve ser baptizada sem atrasos. Caso contrário, como regra, uma criança devia ser baptizada durante as primeiras semanas depois do nascimento (Papa João Paulo II, Instrução sobre o Santo Baptismo, 20 de Outubro de 1980).
Mais ainda, o actual "Rito para Baptizar Crianças" diz que o baptismo de crianças devia ocorrer dentro das "primeiras semanas" depois do nascimento (Praenotanda, no. 8, par. 1, p. 17).

Vale a pena referir que o Papa emérito, Sua Santidade o Papa Bento XVI, foi baptizado exactamente no mesmo dia do seu nascimento! Sem um único dia de atraso.

O Papa Eugénio IV (reinante nos anos 1431-1447) ensinou que as crianças deviam ser baptizadas dentro dos primeiros "quarenta dias" depois do nascimento. A urgência do baptismo de crianças é reforçada no Catecismo do Concílio de Trento que ensina o mesmo:
Os fiéis são sinceramente encorajados a preocuparem-se para que os seus filhos sejam trazidos à igreja, logo que seja possível fazê-lo com segurança, para receber o Baptismo solene. Visto que as crianças recém-nascidas não têm outro meio de salvação a não ser o Baptismo, facilmente se percebe o quão gravemente pecam as pessoas que permitem os bébés permanecer sem a graça do Sacramento mais tempo do que necessário, particularmente numa idade tão delicada como essa em que se é exposto a inúmeros perigos de morte.

Taylor Marshall



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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Momentos roubados...um vídeo dedicado a Hillary Clinton



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Beato Carlos de Áustria, o Imperador católico que morreu na Madeira

Carlos Francisco José de Habsburgo, Arquiduque e Príncipe Imperial da Áustria, Príncipe Real da Hungria e da Boémia, Príncipe Ducal de Lorena e de Bar, Príncipe de Habsburgo-Lorena, nasceu no pequeno Castelo de Persenberg. Era o filho mais velho do Arquiduque Otão (*1865 †1906) e da Arquiduquesa Maria Josefa (*1867 †1944), nascida Princesa Real de Saxe. 

Desde muito jovem foi evidente a sua propensão para as coisas de Deus, faceta que se perpetuou ao longo de toda a vida, quer durante os anos da sua carreira militar quer posteriormente já como Imperador da Áustria e Rei da Hungria e como pai e chefe de família. Carlos de Habsburgo praticou exemplarmente os seus deveres de cristão, tanto em público como na esfera privada, procurando sempre o bem do próximo e fazendo tudo para aliviar o sofrimento dos mais necessitados. 

Era frequente encontrá-lo a rezar recolhido no seu gabinete de trabalho e também na frente de batalha. Encorajava os seus soldados a rezar e, antes de dar início a uma reunião ou a qualquer outro acto formal ou informal era frequente pedir a quem estivesse consigo que o acompanhasse numa breve oração.

A 21 de Outubro de 1911, casou com a sua prima a Arquiduquesa Zita de Bourbon (*1892 †1989), Princesa de Parma, Princesa de Bourbon-Anjou, quarta filha do Duque de Parma, D. Roberto I (*1848 †1907) e da sua segunda mulher, a Infanta D. Maria Antónia de Bragança (*1862 †1959) -- esta última, filha do Rei D. Miguel de Portugal. A união conjugal de Carlos de Habsburgo com Zita de Bourbon foi abençoada pelo Papa São Pio X que "em audiência privada a Zita preconizou o futuro do seu consorte como imperador e revelou-lhe que as virtudes cristãs de Carlos seriam um exemplo para todos os povos".


Em 1903 o Arquiduque Carlos iniciava a sua carreira militar a qual iria terminar em 1916 já em plena I Guerra Mundial, ano em que subiu ao trono da Áustria com o nome de Carlos I, após a morte do seu tio-avô o Imperador Francisco José. Tornou-se príncipe herdeiro em consequência do assassinato do seu tio e herdeiro do trono, o Arquiduque Francisco Ferdinando, às mãos de nacionalistas sérvios, em Sarajevo, na capital da província da Bósnia-Herzegovina, facto que iria despoletar a Primeira Grande Guerra.

No seu curto reinado, como Imperador da Áustria e Rei da Hungria, Carlos de Habsburgo procurou incessantemente uma solução para a paz entre todos os beligerantes e mostrou uma preocupação contínua pelo bem-estar espiritual e material dos seus povos, revelando, neste aspecto particular, estar bem à frente dos Chefes de Estado seus contemporâneos. 

Durante largos períodos, no decorrer da Primeira Grande Guerra, Carlos de Habsburgo ordenou o racionamento de víveres no palácio Real, à semelhança do que acontecia em toda a cidade de Viena. Ordenou também que se utilizassem os cavalos do palácio para a distribuição de carvão por toda a capital do Império, tendo igualmente lutado contra a usura e a corrupção que grassavam naquela época. 

Todas as suas decisões, como monarca, eram tomadas, invariavelmente, em função de valores éticos e morais, pondo sempre em primeiro lugar o princípio cristão do bem do próximo por amor a Deus

Essa sua forma de sentir e de agir levou-o a proibir bombardeamentos estratégicos de populações e de edifícios civis e a restringir a utilização do gás mostarda. Também fez aprovar leis que impediam a leitura de publicações obscenas nas fileiras do exército e deu início a um movimento destinado a distribuir aos militares que se encontravam na frente de batalha publicações com conteúdos edificantes, tendo estimulado e implementado a formação de uma imprensa de orientação católica. 

Essa sua conduta exemplar tornou-se bem patente também nos momentos mais difíceis da sua vida. Com efeito, após ter sido obrigado a renunciar ao trono imperial e durante a sua reclusão em Eckartsau, foi contactado várias vezes por pessoas e grupos sem escrúpulos que lhe sugeriam que voltasse a ocupar o trono perdido, havendo nas propostas desses grupos motivações e interesses em nada coincidentes com a forma de sentir e de agir de Carlos de Habsburgo. Perante o conteúdo de de tais propostas recusou-as afirmando: "Como monarca católico, nunca farei um acordo com o mal, mesmo para recuperar o meu trono."

Por ocasião da última tentativa de restauração do trono imperial, com o apoio do governo Francês e do Vaticano, o Imperador-Rei foi feito prisioneiro e enviado para o exílio na Ilha da Madeira, onde acabaria por morrer pouco tempo depois vítima de doença súbita. Ao aperceber-se que o seu estado de saúde se ia agravando e que já estava próximo o fim da sua existência terrena, e muito brevemente estaria na presença de Deus, Carlos de Habsburgo mandou chamar o seu filho mais velho, o Príncipe Otão, para que se aproximasse do seu leito de morte. Com essa atitude queria Carlos de Habsburgo que o seu filho testemunhasse a fé com que ele se aproximava da morte, tendo afirmado: "Quero que ele veja como morre um Católico e um Imperador."

Coerência e integridade, palavras que caracterizam de modo perfeito a maneira de pensar, de sentir e de agir do Imperador Carlos de Habsburgo, traços marcantes da sua personalidade como Monarca, como Chefe de Família e como católico. Coerência e integridade do Monarca Carlos de Habsburgo perante os ensinamentos da Igreja Católica, aspectos que estiveram sempre presentes nas suas decisões políticas e nas leis que promulgou e que reflectem realidades diametralmente opostas à atitude tão em voga nos nossos dias, em que muitos políticos e governantes para manterem o seu prestígio pessoal e os seus cargos votam, se necessário, contra os ensinamentos da Igreja e contra a sua própria consciência. 

Coerência e integridade, palavras que, infelizmente, vão fazendo cada vez menos sentido em largos sectores das sociedades ocidentais, onde os princípios morais e éticos são paulatina e quase que imperceptivelmente relegados para segundo plano e substituídos por um espírito de tolerância relativista, em larga medida sustentado pelos grandes média, frequentemente alinhados com sectores ideológicos que pretendem fomentar uma revolução nas mentalidades e nas formas de agir e de sentir dos povos da Europa Cristã, visando em última análise a transformação gradual e radical dos seus hábitos mentais, dos seus costumes e tradições e a cedência a novas formas de pensar, de sentir e de agir em tudo contrárias aos ensinamentos da Igreja e às de uma autêntica Civilização Cristã.

José Sepúlveda da Fonseca


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