domingo, 30 de junho de 2019

11 grandes citações do Papa Bento XVI sobre a Liturgia e a Missa

1. Sobre os reformadores litúrgicos a criar uma "fabricação", um "produto banal":
«A reforma litúrgica, na sua realização concreta, distanciou-se a si mesma ainda mais da sua origem. O resultado tem sido não uma reanimação, mas devastação. Em vez da liturgia, fruto dum desenvolvimento contínuo, puseram uma liturgia fabricada. Esvaziaram um processo vital de crescimento para o substituir por uma fabricação. Não quiseram continuar o desenvolvimento, a maturação orgânica de algo vivo através dos séculos, e substituíram-na, à maneira da produção técnica, por uma fabricação, um produto banal do momento.»
(Revue Theologisches, Vol. 20, Fev. 1990, pgs. 103-104)

2. Sobre aqueles que apreciam a [antiga] Missa em Latim serem tratados erradamente como "leprosos":
«Para promover uma verdadeira consciência em matérias litúrgicas, é também muito importante que a proibição contra a forma da liturgia em uso válido até 1970 (a antiga Missa em Latim) seja levantada. Qualquer pessoa que hoje em dia defenda a existência contínua desta liturgia ou que participe nela é tratada como um leproso; toda a tolerância acaba aqui. Nunca houve nada como isto na história; ao fazer isto estamos a desprezar e a proibir o passado inteiro da Igreja. Como é que uma pessoa pode confiar nela no presente se as coisas são assim?»
(Introdução ao Espírito da Liturgia, 2000)

3. Sobre a degeneração da liturgia e os "fabricantes litúrgicos":
«Temos uma liturgia que degenerou a ponto de se tornar num espectáculo que, com sucesso momentâneo para o grupo de fabricantes litúrgicos, se esforça para tornar a religião interessante na sequência das frivolidades da moda e das máximas sedutoras da moral. Consequentemente, a tendência é a cada vez maior diminuição do mercado daqueles que não procuram a liturgia para um espectáculo espiritual mas para um encontro com o Deus vivo diante do Qual todo o 'fazer' se torna insignificante, visto que apenas este encontro é capaz de nos garantir acesso à verdadeira riqueza do ser.»
(Prefácio do Cardeal Ratzinger à tradução francesa de Reform of the Roman Liturgy por Monsignor Klaus Gamber, 1992).

4. Sobre a "desintegração da liturgia":
«Estou convencido que a crise que a Igreja está a experimentar hoje é, em grande parte, devida à desintegração da liturgia.»
(Autobiografia)

5. Contra a "liturgia caseira":
«Também vale a pena observar aqui que a 'criatividade' envolvida nas liturgias fabricadas tem um alcance muito restrito. É pobre em comparação com a riqueza da liturgia recebida nas centenas e milhares de anos de história. Infelizmente, os autores das liturgias caseiras são mais lentos a aperceber-se disto do que os seus participantes...» 
(The Feast of Faith, p. 67-68)

6. Sobre a [antiga] Missa em Latim como  a "mais Santa e Elevada posse":
«Sou da opinião, para ser sincero, que o Rito Antigo devia ser concedido muito mais generosamente a todos aqueles que o desejam. É impossível ver o que poderia ser perigoso ou inaceitável nisso. Uma comunidade está a pôr o seu próprio ser em questão quando subitamente declara aquilo que até era a sua mais santa e elevada posse como estritamente proibida, e quando declara os desejos por ela absolutamente indecentes.»
(Sal da Terra, 1997)

7. Sobre o perigo dos criativos que "presidem" à Missa:
«Na realidade o que se passou foi que uma clericalização sem precedentes entrou em cena. Agora o sacerdote - o que 'preside', como agora o preferem chamar - torna-se o verdadeiro ponto de referência para toda a Liturgia. Tudo depende dele. Temos que o ver a ele, responder-lhe a ele, estar envolvidos naquilo que ele está a fazer. A sua criatividade sustém a coisa toda.»
(Introdução ao Espírito da Liturgia, Cap. 3)

8. Sobre o perigo do "planeamento criativo da liturgia":
«De forma não surpreendente, as pessoas tentam reduzir este novo papel criado ao atribuir todos os tipos de funções litúrgicas a indivíduos diferentes e confiando o planeamento 'criativo' da Liturgia a grupos de pessoas que gostam de o fazer, e que devem 'dar a sua própria opinião'. Cada vez menos e menos Deus é o centro. Cada vez é mais e mais importante o que é feito pelos seres humanos que se encontram aqui e não gostam de se sujeitar a um padrão pré-determinado.»
(Introdução ao Espírito da Liturgia, Cap. 3)

9. Sobre porque é que o sacerdote não devia estar voltado para o povo durante a Missa:
«O facto de o sacerdote se ter virado para o povo tornou a comunidade num círculo fechado sobre si próprio. Na sua forma exterior já não se abre ao que está à frente e por cima, mas está fechado para si mesmo. O comum voltar-se para Oriente não era uma celebração virada para a parede; não significava que o sacerdote tinha as suas costas voltadas para o povo: o próprio sacerdote não era visto como tão importante. Porque tal como a assembleia na sinagoga olhava junta para Jerusalém, também na liturgia cristã a assembleia olhava junta para o Senhor.»
(Introdução ao Espírito da Liturgia, Cap. 3)

10. Sobre o sacerdote e o povo voltados para a mesma direcção:
«Por outro lado, o comum voltar-se para o Oriente durante a Oração Eucarística continua a ser essencial. Isto não é uma questão de acidentes mas de essências. Olhar para o sacerdote não tem importância nenhuma. O que importa é olhar juntos para o Senhor.» 
(Introdução ao Espírito da Liturgia, Cap. 3)

11. Sobre o "fenómeno absurdo" de substituir o crucifixo pelo sacerdote:
«Mover a cruz do centro do altar para o lado do altar, para dar uma visão sem obstáculos do sacerdote é algo que eu vejo como um dos fenómenos mais absurdos das décadas recentes. A cruz é um obstáculo durante a Missa? O sacerdote é mais importante que Nosso Senhor?» 
(Introdução ao Espírito da Liturgia, Cap. 3)

Taylor Marshall


blogger

sábado, 29 de junho de 2019

Papa Bento XVI comemora 68 anos de sacerdócio

Solenidade de São Pedro e São Paulo. Foi a 29 de Junho de 1951, na Catedral de Freising, que o jovem Joseph Ratzinger viria a ser ordenado sacerdote pelo Cardeal de Munique, Mons. Michael Faulhaber. Na sua autobiografia, o então Cardeal Ratzinger disse que esse foi o momento mais importante da sua vida. Juntamente com Joseph, de 24 anos, foi também ordenado nesse dia o seu irmão Georg, de 27.




blogger

São Pedro e São Paulo continuam a interceder por nós

Pedro e Paulo não cessam de ouvir as preces dos seus devotos. O tempo não diminuiu os seus poderes, e, mais no Céu do que outrora na Terra, a grandeza dos interesses gerais da Igreja não os absorve a ponto de negligenciarem o menor dos habitantes dessa gloriosa cidade de Deus, da qual foram e permanecem Príncipes. 

Um dos triunfos do inferno nesta nossa época foi o de ter adormecido, nesse ponto, a fé dos justos. É preciso insistir para terminar esse sono funesto, que nos levará ao esquecimento de que o Senhor quis confiar a homens o cuidado de continuar a Sua obra e representá-lo visivelmente na Terra.

Santo Ambrósio exalta a acção apostólica sem cessar eficaz e viva da Igreja, exprime com delicadeza e profundidade o papel de Pedro e Paulo na rectificação dos eleitos. A Igreja, diz ele, é um navio onde Pedro deve pescar, e nessa pesca ele recebe ordens de usar ora a rede, ora o anzol. Grande mistério porque essa pesca é espiritual. A rede protege, o anzol fere, mas a rede é multidão, o anzol o peixe solitário. 

O bom peixe não repele o anzol de Pedro; ele não mata, mas consagra. Preciosa ferida a sua, que no sangue faz encontrar a moeda necessária ao pagamento do tributo do apóstolo e mestre. Então, não te subestimes porque teu corpo é fraco; tens na tua boca o que pagar por Cristo, e pela sua Igreja, e por Pedro.

Porque um tesouro está em nós: o Verbo de Deus. A confissão de Jesus põe-no em nossos lábios. É por isto que Ele diz a Simão: Vai ao mar alto, isto é, ao coração do homem, porque o coração do homem, nos seus recônditos, é como as águas profundas. Vai ao mar alto, isto é, a Cristo, porque Cristo é o reservatório profundo das águas vivas no qual estão os tesouros da sabedoria e da ciência.

Todos os dias Pedro continua a pescar. Todos os dias o Senhor lhe diz: vai ao mar alto. Mas parece-me ouvir Pedro: Mestre, trabalhamos toda a noite, sem nada conseguir. Pedro sofre em nós quando a nossa devoção é custa. Paulo está também em luta. Vós o ouvistes hoje dizendo: Quem está doente sem que eu também esteja doente? Fazei de forma tal que os apóstolos não tenham que sofrer por vossa causa.

Dom Prosper Guéranger in 'Année Liturgique'


blogger

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Ladainha do Sagrado Coração de Jesus

Latim:

Kyrie, eléison.
Chirste, eleison.
Kyrie, eléison.

Christe, audi nos.
Christe, exáudi nos.

Pater de caelis Deus, miserere nobis.
Fili, Redémptor mundi Deus, miserere nobis.
Spíritus Sancte Deus, miserere nobis.
Sancta Trínitas, unus Deus, miserere nobis.

Cor Iesu, Fílii Patris aeterni, miserere nobis.
Cor Iesu, in sinu Vírginis Matris a Spíritu Sancto formátum, miserere nobis.
Cor Iesu, Verbo Dei substantiáliter unítum, miserere nobis.
Cor Iesu, Majestátis infinítae, miserere nobis.

Cor Iesu, Templum Dei Sanctum, miserere nobis.
Cor Iesu, Tabernáculum Altíssimi, miserere nobis.
Cor Iesu, domus Dei et porta caeli, miserere nobis.
Cor Iesu, fornax ardens caritátis, miserere nobis.

Cor Iesu, justítiae et amóris receptáculum, miserere nobis.
Cor Iesu,  bonitáte et amóre plenum, miserere nobis.
Cor Iesu,  virtútum ómnium abyssus, miserere nobis.
Cor Iesu, omni laude digníssimum, miserere nobis.

Cor Iesu, rex et centrum ómnium córdium, miserere nobis.
Cor Iesu, in quo sunt omnes thesáuri sapiéntiae et sciéntiae, miserere nobis.
Cor Iesu, in quo hábitat omnis plenitúdo divinitátis, miserere nobis.
Cor Iesu, in quo Pater sibi bene complácuit, miserere nobis.

Cor Iesu, de cujus plenitúdine omnes nos accépimus, miserere nobis.
Cor Iesu, desidérium cólium aetnórum, miserere nobis.
Cor Iesu, pátiens et multae misericórdiae, miserere nobis.
Cor Iesu, dives in omnes qui ínvocant Te, miserere nobis.

Cor Iesu, fons vitae et sancritátis, miserere nobis.
Cor Iesu, propitiátio pro peccátis nostris, miserere nobis.
Cor Iesu, saturátum oppróbriis, miserere nobis.
Cor Iesu, attrítum propter scélera nostra, miserere nobis.

Cor Iesu, usque ad mortem obédiens factum, miserere nobis.
Cor Iesu,  láncea perforátum, miserere nobis.
Cor Iesu, fons totíus consolatiónis, miserere nobis.
Cor Iesu, vita et ressurréctio nostra, miserere nobis.

Cor Iesu, pax et reconciliátio nostra, miserere nobis.
Cor Iesu, víctima peccatórum, miserere nobis.
Cor Iesu, salus in te sperántium, miserere nobis.

Cor Iesu, spes in te moriéntium, miserere nobis.
Cor Iesu, delíciae Sancórum ómnium, miserere nobis.

Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi, parce nobis, Dómine.
Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi, exáudi nos, Dómine.
Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi, miserére nobis.

C.: Jesu, mitis et húmilis corde.
R.: Fac cor nostrum secúndum Cor tuum.

Português:

Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Cristo, ouvi-nos.
Cristo, atendei-nos.

Pai do céu, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, Filho do Pai Eterno, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, de Majestade infinita, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, Templo santo de Deus, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, Tabernáculo do Altíssimo, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, Casa de Deus e porta do céu, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, receptáculo de justiça e de amor, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, cheio de bondade e de amor, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, abismo de todas as virtudes, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, digníssimo de todo o louvor, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, Rei e centro de todos os corações, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, no qual estão todos os tesouros da sabedoria e da ciência, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, no qual habita toda a plenitude da divindade, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, no qual o Pai pos toda a sua complacência, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, de cuja plenitude todos nós recebemos, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, desejado das colinas eternas, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, paciente e de muita misericórdia, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, rico para com todos os que Vos invocam, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, fonte de vida e de santidade, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, propiciação por nossos pecados, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, saciado de opróbrios, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, esmagado de dor por causa de nossos crimes, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, feito obediente até a morte, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, atravessado pela lança, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, fonte de toda consolação, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, nossa Vida e Ressurreição, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, nossa paz e reconciliação, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, vítima dos pecadores, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, salvação dos que em Vós esperam, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, esperança dos que morrem em Vós, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, delícias de todos os Santos, tende piedade de nós.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.

C.: Jesus, manso e humilde de coração.
R.: Fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.


blogger

Promessas do Sagrado Coração de Jesus aos seus Fiéis Devotos

Mensagem afixada na entrada da Igreja de Nossa Senhora Boa Esperança, na Serra do Caramulo

Promessas do Sagrado Coração de Jesus aos seus Fiéis Devotos

I. Eu lhes darei as graças necessárias ao seu estado

II. Estabelecerei a paz nas suas famílias.

III. Consolá-los-ei em todas as suas aflições.

IV. Serei o seu refúgio seguro na vida e sobretudo na hora da morte.

V. Derramarei abundantes bênçãos sobre todas as suas empresas.

VI. Os pecadores acharão no meu Coração uma fonte e um oceano infinito de misericórdia.

VII. As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas.

VIII. As fervorosas elevar-se-ão rapidamente a uma grande perfeição.

IX. Abençoarei as habitações em que a imagem do meu Coração for exposta e venerada.

X. Darei àqueles que trabalham na salvação das almas o dom de abrandarem os corações mais endurecidos.

XI. As pessoas que propagarem esta devoção terão os nomes escritos no meu Coração donde jamais serão riscados.

XII. O amor todo poderoso do meu Coração concederá a todos aqueles que comungarem nas primeiras Sextas-feiras de nove meses seguidos a graça da perseverança final.


blogger

quinta-feira, 27 de junho de 2019

O Corpo de Deus e a Festa do Sagrado Coração de Jesus

Estando uma vez diante do SS. Sacramento, num dia da sua oitava, recebi de Deus graças muito grandes do seu amor, e senti-me impelida do desejo de lhe corresponder de algum modo e de lhe pagar amor com amor; e ele disse-me: 

«Não me podes corresponder melhor do que fazendo o que já tantas vezes te pedi.» «Eis aqui este Coração que tanto tem amado aos homens, que a nada se tem poupado até se esgotar e consumir para lhes testemunhar o seu amor; e em reconhecimento não recebo da maior parte deles senão ingratidões por meio das irreverências e sacrilégios, tibiezas e desdéns que usam para comigo neste Sacramento de amor. E o que mais me custa ainda, é serem corações a Mim consagrados os que assim me tratam. 

Por isso peço-te que a primeira sexta-feira depois da oitava do Corpo de Deus seja dedicada a uma festa especial para honrar o meu Coração, comungando nesse dia, e dando-lhe a devida reparação por meio de um acto de desagravo, para reparar as indignidades que recebeu durante o tempo que esteve exposto sobre os altares. E eu te prometo que o meu Coração se dilatará, para derramar com abundância as influências de seu divino amor sobre os que lhe tributarem esta honra, e procurarem que lha tributem

in Autobiografia de Santa Margarida-Maria Alacoque


blogger

A impressionante Peregrinação Paris-Chartres

Este ano fui pela primeira vez à Peregrinação Paris-Chartres. Esta peregrinação começou em 1983 com o objectivo de reunir os franceses afectos ao Rito Tradicional Romano, que tinha então sido posto de lado por grande parte dos Bispos e sacerdotes, como se pudesse ser proibido. O número de peregrinos foi aumentando e, no ano 2000, a peregrinação começa a ser organizada pela associação Notre-Dame de Chrétienté.

Normalmente a peregrinação une as duas catedrais góticas de Paris e Chartres. No entanto, devido ao incêndio que destruiu parte da Catedral de Notre Dame em Paris, a peregrinação saiu da igreja de Saint-Sulpice em Paris. O destino continuou a ser a Catedral de Chartres, que é um destino de peregrinações já desde o séc. XII. 

A peregrinação está divida em dois grupos: adultos (no qual se incluem jovens) e famílias. O primeiro grupo percorre um caminho que pode ser considerado duro: são 100 quilómetros em dois dias e meio. O segundo grupo faz um caminho mais tranquilo, percorrendo menos quilómetros. Os dois grupos vão-se encontrando: para a Santa Missa, refeições ou pernoitar no mesmo local. Estima-se que este ano, na Catedral de Chartres (dentro e fora), tenham estado cerca de 15 mil pessoas.

A organização é admirável: mais de 1000 voluntários. A logística necessária numa peregrinação com 15 mil pessoas é de loucos! Tudo tem de estar organizado até ao mais ínfimo pormenor. E nisso os franceses deram uma prova de grande capacidade. O despertar era às 5 da manhã. Levantar e arrumar as coisas porque as enormes tendas começavam logo a ser desmontadas. Comer qualquer coisa e às 6h30 começavam a andar os primeiros peregrinos.

Os peregrinos estão divididos em capítulos. Os capítulos podem representar uma língua, um país ou apenas um grupo que se organizou para que pudesse caminhar junto. Este ano houve um capítulo português pela primeira vez. Estavam presentes bastantes capítulos "estrangeiros", dos mais variados países. Mas muito mais capítulos franceses, obviamente. Os capítulos seguem-se uns aos outros, segundo a ordem estipulada pela organização. 

Esta peregrinação é um verdadeiro desapego das coisas mundanas. Além do caminho que implica esforço e sofrimento, os luxos são poucos ou inexistentes. Cada um leva a própria comida, o que dá lugar a grandes "partilhas". A organização oferece café de manha, água durante o dia e sopa à noite. Nas refeições oferece também algumas pequenas 'baguettes', pão típico francês. Os banhos são escassos. As tendas estão normalmente a abarrotar de gente. Cá fora está um frio de rachar.

Na peregrinação há centenas de sacerdotes. Quase todos fazem a peregrinação de batina. Muitos deles também com sobrepeliz e estola roxa porque vão confessando peregrinos ao longo do caminho. São milhares e milhares de confissões! Também se encontram religiosos e religiosas de inúmeras congregações religiosas tradicionais. A maioria são novas vocações.
O ambiente de oração é fantástico. A começar pelas Missas, celebradas em Rito Tradicional com toda a solenidade possível, silêncio absoluto e um coro belíssimo. Os capítulos rezam alguns terços durante o dia. Era normal ouvir Avé-Marias cantadas em latim, em francês e noutras línguas. Os capítulos tinham ainda catequeses próprias, dadas enquanto se andava porque parar é morrer!

Uma peregrinação com 15 mil pessoas é impressionante. Uma peregrinação com 15 mil pessoas na Europa descristianizada é muito impressionante. Mas uma peregrinação na Europa descristianizada com 15 mil pessoas, das quais a grande maioria são jovens, é uma visão do Céu. A média de idades no ano passado foi 21 anos. Este é, sem dúvida, o futuro da Igreja. 

Estes católicos franceses têm vindo a preparar os seus filhos para o combate. Combate espiritual e não só. Na peregrinação havia muitos grupos de jovens com espírito verdadeiramente militante: obedientes, respeitando uma hierarquia e seguros dos valores que querem para as suas famílias e para a sociedade. Eram muitos os hinos patrióticos cantados - às vezes berrados até! - a plenos pulmões. As bandeiras e pendões eram incontáveis e do mais variado.

Na Peregrinação Paris-Chartres respira-se a fé católica e respira-se a civilização católica. Isto, como não poderia deixar de ser, no meio de uma grande alegria que é própria de quem se sabe amado por Deus e chamado a ser santo. Vale a pena experimentar aquele santo ambiente, nem que seja uma vez na vida.

João Silveira


blogger

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Combater o mal com o bem




blogger

12 curtas meditações para quem quer mudar de vida

1- “Essa palavra acertada, a 'piada' que não saiu da tua boca, o sorriso amável para quem te incomoda, aquele silêncio ante a acusação injusta, a tua conversa afável com os maçadores e com os importunos, não dar importância cada dia a um pormenor ou outro, aborrecido e impertinente, de pessoas que convivem contigo... Isto, com perseverança, é que é sólida mortificação interior.”

2 - “Não digas: essa pessoa aborrece-me. - Pensa: essa pessoa santifica-me.”

3 - “Procura mortificações que não mortifiquem os outros.”

4 - “Mortificação interior. - Não acredito na tua mortificação interior, se vejo que desprezas, que não praticas a mortificação dos sentidos.”

5 - “O mundo só admira o sacrifício com espectáculo, porque ignora o valor do sacrifício escondido e silencioso.”

6 - “Tudo o que não te leva a Deus é um estorvo. Arranca-o e atira-o para longe.”

7 - “Vence-te em cada dia desde o primeiro momento, levantando-te pontualmente a uma hora fixa, sem conceder um só minuto à preguiça. Se, com a ajuda de Deus, te venceres, muito terás adiantado para o resto do dia. Desmoraliza tanto sentir-se vencido na primeira escaramuça!” 

8 - “Não sejas frouxo, mole. - Já é tempo de repelires essa estranha compaixão que sentes por ti mesmo.” 

9 - “Acertou quem disse que a alma e o corpo são dois inimigos que não se podem separar, e dois amigos que não se podem ver.” 

10 - “Estes são os saborosos frutos da alma mortificada: compreensão e transigência para as misérias alheias; intransigência para as próprias.” 

11 - “Quantos, que se deixariam cravar numa Cruz, perante o olhar atónito de milhares de espectadores, não sabem sofrer cristãmente as alfinetadas de cada dia! - Pensa então no que será mais heróico.” 

12 - “O minuto heróico. - É a hora exacta de te levantares. Sem hesitar: um pensamento sobrenatural e... fora! - O minuto heróico: aí tens uma mortificação que fortalece a tua vontade e não debilita a tua natureza.” 

Estes 12 pontos, e muitos outros, foram escritos por S. Josemaria Escrivá no seu livro 'Caminho'


blogger

terça-feira, 25 de junho de 2019

Procissão Corpus Christi 2019 em Lyon


Vídeo: FSSP Lyon


blogger

Governo chinês nega funeral público ao Bispo Stefano Li Side

As autoridades chinesas proibiram o funeral público e o enterro num cemitério católico ao Bispo de Tianjin, D. Stefano Li Side, falecido a 8 de Junho com 92 anos de idade. Sempre fiel ao Vaticano e ao Papa, este prelado pertencia à chamada Igreja Clandestina tendo passado quase duas décadas em campos de trabalhos forçados e encontrava-se, desde 1992, em prisão domiciliária.

Agora, após o seu falecimento, a Associação Patriótica Católica, o organismo criado pelo governo chinês para o controlo da Igreja no país e à qual o Bispo de Tianjin sempre recusou pertencer, proibiu o enterro do prelado num cemitério católico e condicionou fortemente as cerimónias fúnebres.

O Padre Ricardo Teixeira, que conheceu pessoalmente D. Esteban Li Side, afirma, em declarações à Fundação AIS, que este Bispo da Igreja Clandestina “foi um gigante na fé”, e lembra que “o seu coadjutor, que ainda está vivo, está em prisão domiciliária”.

O sacerdote português, dehoniano, de 39 anos de idade, viveu durante cerca de 4 anos na República Popular da China, entre 2013 e 2017. Durante esse período, o Padre Ricardo contactou com a chamada Igreja Clandestina, fiel ao Papa, e que tem vindo a ser alvo de uma forte política repressiva por parte das autoridades comunistas.

Entre os contactos estabelecidos, o Padre Ricardo acabou por conhecer D. Esteban Li Side, falecido a 8 de Junho. “Ele estava preso, em casa”, tal como o seu coadjutor, o que transforma esta diocese num caso evidente de perseguição por parte das autoridades chinesas. “É uma diocese com os dois bispos presos”, afirma o sacerdote português que fala da comunidade católica local como um exemplo “absolutamente extraordinário” de coragem e fidelidade.

O Padre Ricardo Teixeira esteve essencialmente em Pequim durante os quatro anos de trabalho na China, mas chegou a participar em missas na diocese de Tianjin, a que pertencia o Bispo agora falecido. “Eu cheguei a celebrar – de Tianjin a Pequim são trinta minutos de comboio – lá, era relativamente fácil ir lá para celebrar.”

A vida de D. Esteban Li Side foi exemplar pelo compromisso de lealdade para com o Santo Padre e o Vaticano. Segundo a Agência Católica de Informações, D. Esteban nasceu em 3 de Outubro de 1927, em Zunhua (Hebei), no seio de uma família tradicional católica, tendo sido ordenado sacerdote a 10 de Julho de 1955 após ter estudado em diversos seminários, entre os quais o de Wen Sheng, em Pequim.

Com a instituição em 1958 da Associação Patriótica pelo governo chinês como forma de controlar a vida da Igreja Católica, o padre Li foi preso e esteve em cativeiro até Fevereiro de 1962, retomando então o serviço na Catedral de São José, em Tianjin. “Foi preso novamente em 1963 e, até 1980, cumpriu uma sentença em campos de trabalhos forçados. Em 15 de junho de 1982, foi ordenado em segredo como Bispo de Tianjin, mas não foi reconhecido pelo governo comunista. Em 1989, foi preso pela terceira vez depois de participar da Assembleia da Conferência Episcopal Chinesa que reivindicou ao regime maior liberdade religiosa. Em 1991, foi libertado e retornou à Catedral de São José em Tianjin.”

Em 1992, as autoridades obrigaram-no a ir viver para a aldeia de Liang Zhuang Zi, numa região montanhosa, “onde permaneceu em prisão domiciliar até à sua morte”. A agência católica de informações esclarece ainda que, desde 2007, “a maioria dos sacerdotes da Igreja oficial expressou a sua obediência a D. Li Side.”

Para o Padre Ricardo Teixeira é incompreensível a proibição do funeral público do Bispo de Tianjin, até porque “já tinha morrido, já não ia falar mal, se é que ele alguma vez falou mal” do governo ou das autoridades. “Era um homem de um amor enorme à Igreja e o amor dele pelo país – não pelo governo, mas pelo país – não era menor. E também pela cultura. Posso dizer que amava muito a Igreja e amava muito a China…”

O Padre Ricardo conheceu pessoalmente D. Stefano Li Side que tinha uma saúde debilitada especialmente após ter sofrido um AVC. No entanto, nunca falou directamente com ele sobre a amargura de viver clandestinamente o mandato episcopal.

“Ele nunca falou disso, nem eu puxei a conversa já que não devia ser um tópico muito agradável”, explicou o sacerdote português. No entanto, o Padre Ricardo sabia da sua experiência de 17 anos de prisão “em campos de concentração, campos de trabalho forçado, campos de reeducação, como agora se ouve de vez em quando falar”, mas também dos tempos em que foi “bispo passando a maior parte da sua vida encarcerado, mesmo que tenha sido em prisão domiciliária”, experiência que representou igualmente um enorme sacrifício, até pela privação de contactos com os fiéis e pela impossibilidade de acesso a cuidados médicos.

Actualmente, a Diocese de Tianjin tem cerca de 100 mil fiéis que são atendidos, assegura a agência de notícias ACI, “por 40 sacerdotes oficiais e 20 não oficiais ou subterrâneos”, pertencentes, portanto, à chamada Igreja Clandestina.

Para o padre dehoniano português, não há qualquer dúvida de que D. Stefano Li Side “foi um gigante na fé, ele e o seu coadjutor que ainda está vivo e que está em prisão domiciliária”. Trata-se de D. Melchor Shi Hongzhen, de 92 anos, que está detido em casa numa cidade montanhosa na região. “Com ele – explica o Padre Ricardo Teixeira – tem sido impossível o contacto.”



blogger

segunda-feira, 24 de junho de 2019

São João e as notas musicais

Nunca me tinha questionado sobre a origem do nome das notas musicais. O Dó sempre foi o Dó, e o Mi, o Mi, não tinha de haver uma razão lógica para estes nomes. Entretanto descobri uma história interessante na origem da escala musical.

Tudo começa com um monge beneditino, que viveu no Séc. XI (995-1050), de seu nome Guido d'Arezzo, que denotou uma particularidade num hino a São João Baptista, uma música bastante popular na época. Este hino era composto por 7 versos com notas diferentes; e o primeiro verso começava com uma nota a que chamaria posteriormente Ut, o segundo começava com outra a que chamaria posteriormente e aí por diante até ao último verso...

Ele teve a ideia de nomear as notas conforme o início de cada verso. Este é o hino:

Ut queant laxisPara que possam, de libertas
Resonare fibrisvozes, ressoar
Mira gestorumas maravilhas das tuas acções
Famuli tuorum,dos teus servos,
Solve pollutiapaga dos impuros
Labii reatum,lábios a culpa,
Sancte Ioannes.ó São João.

Como a sílaba Ut não era fácil de ser cantada foi substituída, por Giovanni Baptista Doni, em , por volta de 1640.


Não deixa de ser irónico que, não sendo o mundo musical em geral muito católico, seja usado um hino a São João Baptista - precursor de Jesus Cristo para compor todas as músicas. Deus é realmente Omnipresente!

João Silveira


blogger

Hoje nasceu S. João Baptista, que vem anunciar a salvação

 
Hoje a Igreja celebra a Natividade de S. João Baptista, o precursor do Messias. Neste dia lembramos o maior dos profetas, como o próprio Jesus o chama em Mt 11,11: “Em verdade vos digo que, entre os nascidos de mulher, não surgiu outro maior do que João, o Baptista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele.” Mas porque é que João Baptista foi tão importante? Neste dia a liturgia da Igreja coloca-nos frente a esta personagem que nos ensina, com a sua vida e palavras, a ser fiéis discípulos e missionários de Cristo.

João Baptista é uma voz, mas a palavra (o Verbo) é muito mais que a voz. 

Através do prefácio da Missa de hoje percebemos as principais dimensões da importância de S. João Baptista: 

"Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte: por Cristo nosso Senhor. 
Ao celebrarmos hoje a glória do Precursor, São João Baptista, proclamado o maior entre os filhos dos homens, anunciamos as vossas maravilhas: antes de nascer, ele exultou de alegria, sentindo a presença do Salvador; quando veio ao mundo, muitos se alegraram pelo seu nascimento; foi ele, entre todos os Profetas, que mostrou o Cordeiro que tira o pecado do mundo; nas águas do Jordão, ele baptizou o autor do Baptismo e desde então a água viva tem poder de santificar os crentes; por fim deu o mais belo testemunho de Cristo, derramando por Ele o seu sangue. 
Por isso, com os Anjos e os Santos no Céu, proclamamos na terra a vossa glória, cantando numa só voz..."

Explica Santo Agostinho:

"Foi para ensinar o homem a humilhar-se que João nasceu no dia a partir do qual os dias começam a decrescer; para nos mostrar que Deus deve ser exaltado, Jesus Cristo nasceu no dia em que os dias começam a aumentar. Há aqui um ensinamento profundamente misterioso. Nós celebramos a natividade de João como celebramos a de Cristo, porque essa natividade está cheia de mistério. De que mistério? Do mistério da nossa grandeza. Diminuamo-nos em nós próprios para podermos crescer em Deus; humilhemo-nos na nossa baixeza, para sermos exaltados na Sua grandeza."

Diz o Evangelista, S. João, a propósito do Senhor, Jesus Cristo, que «Era a Luz verdadeira que ilumina todo o homem que vem a este mundo» (Jo 1,9). Foi no preciso momento em que a duração da noite ultrapassava a do dia que, de repente, a vinda do Senhor projectou todo o seu esplendor; e se o seu nascimento afastou dos homens as trevas do pecado, a sua vinda pôs fim à noite e trouxe-lhes a luz do dia claro.

S. João, no seu Evangelho (Jo, 1,6-7) diz-nos também: "Houve um homem enviado por Deus, cujo nome era João. Ele veio como testemunho, para dar testemunho da luz, a fim de que todos pudessem crer por seu intermédio." e ainda, "Este é aquele do qual eu disse: Após mim vem um homem que é antes de mim, porque foi primeiro do que eu." - (Jo, 1, 30)

João, foi o Precursor de Cristo. De tal maneira que celebramos hoje, por assim dizer, um segundo Natal. O nascimento do Baptista é um inseparável do nascimento do Filho do Deus Vivo. É um nascimento que participa do mistério da Encarnação que o próprio Santo anuncia. No calendário litúrgico romano é o único santo do qual celebramos o nascimento. João Baptista foi santificado desde o seu nascimento, tal como a Santíssima Virgem. Quando esta visita a sua prima Isabel, sabemos que o menino no ventre de Isabel encheu-se do Espírito Santo, nascendo portanto sem mácula do pecado original. Por esta razão é ele o maior entre os filhos dos homens.

S. João Baptista é também aquele que liga o Antigo e o Novo Testamento. O último dos profetas e aquele que mostra ao mundo o Cordeiro de Deus, o seu primo Jesus Cristo. Nosso Senhor aparece pela primeira vez em público, quando João, que pregava um baptismo de penitência, baptiza assim o Filho do Homem, que é ele mesmo o autor do Baptismo, como nos diz o prefácio. Baptismo pela água do lado de Cristo. Baptismo, também penitencial, que nos livra do pecado original.

Por fim, João configurou-se com a morte de Cristo na Cruz, e sofreu o martírio, mais uma vez prevendo a morte do Messias. O maior dos santos depois da Virgem e dos santos anjos, imola-se, para defender a verdade, diante do poder de Herodes.

Cantemos hoje, como fez Zacarias, o Benedictus, louvando a Deus pelo nascimento deste santo que veio anunciar a Salvação do mundo:

Em Latim:  

Benedictus Dominus Deus Israel; quia visitavit et fecit redemptionem plebi suaeet erexit cornu salutis nobis, in domo David pueri sui,sicut locutus est per os sanctorum, qui a saeculo sunt, prophetarum eius,salutem ex inimicis nostris, et de manu omnium, qui oderunt nos;ad faciendam misericordiam cum patribus nostris, et memorari testamenti sui sancti,iusiurandum, quod iuravit ad Abraham patrem nostrum, daturum se nobis,ut sine timore, de manu inimicorum liberati, serviamus illiin sanctitate et iustitia coram ipso omnibus diebus nostris

Et tu, puer, propheta Altissimi vocaberis: praeibis enim ante faciem Domini parare vias eius,ad dandam scientiam salutis plebi eius in remissionem peccatorum eorum,per viscera misericordiae Dei nostri, in quibus visitabit nos oriens ex alto,illuminare his, qui in tenebris et in umbra mortis sedent, ad dirigendos pedes nostros in viam pacis.


Em Português: 
Bendito o Senhor Deus de Israel que visitou e redimiu o seu povo e nos deu um Salvador poderoso na casa de David, seu servo, conforme prometeu pela boca dos seus santos, os profetas dos tempos antigos, para nos libertar dos nossos inimigos e das mãos daqueles que nos odeiam, para mostrar a sua misericórdia a favor dos nossos pais, recordando a sua sagrada aliança e o juramento que fizera a Abraão, nosso pai, que nos havia de conceder esta graça: de O servirmos um dia, sem temor, livres das mãos dos nossos inimigos, em santidade e justiça, na sua presença, todos os dias da nossa vida. 
E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque irás à sua frente a preparar os seus caminhos, para dar a conhecer ao seu povo a salvação pela remissão dos seus pecados, graças ao coração misericordioso do nosso Deus, que das alturas nos visita como sol nascente, para iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte e dirigir os nossos passos no caminho da paz.

PF


blogger

sábado, 22 de junho de 2019

140 anos de adoração eucarística ininterrupta

Em 1878 estas irmãs descobriram que eram chamadas por Deus à adoração perpétua. Comprometeram-se a ter, pelo menos, duas irmãs em oração diante da Santíssimo Sacramento durante 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano...acontecesse o que acontecesse. Decidiram passar a chamar-se Irmãs Franciscanas da Adoração Perpétua.

A adoração começou às 11 da manhã do dia 1 de Agosto de 1878...e não parou desde então.

Durante estes 140 anos já houve episódios de séria pressão para que parasse a adoração. Em 1923 um grande incêndio começou num prédio adjacente. A cidade foi inundada em 1965. Houve surtos de doenças e tempestades terríveis. Mas as irmãs continuaram sempre em adoração.

O número de vocações, infelizmente, diminuiu bastante nas últimas décadas, pelo que tiveram de procurar a ajuda da comunidade local. Agora, as irmãs e os leigos voluntários revezam-se para continuar a adoração eucarística. É muito provavelmente a oração contínua mais antiga nos Estados Unidos.

As irmãs rezem especialmente pelos doentes e pelos que sofrem. Estimam que, na última década, tenham rezado por 150000 pessoas. Quem tiver algum pedido pode fazê-lo através deste formulário: https://www.fspa.org/prayer-request.php


adaptado de churchpop.com


blogger

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Cardeal Arinze celebra Missa Tradicional no dia de Corpus Christi

O Cardeal Francis Arinze, ex-Prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramento, celebrou ontem uma Missa Pontifical na igreja de Corpus Christi, em Maiden Lane (Londres). A Missa foi celebrada em Rito Tradicional. 








blogger