quarta-feira, 31 de julho de 2019

Dia de Santo Inácio de Loyola, fundador dos jesuítas

Santo Inácio foi uma conversão tardia, como acontece hoje a tantas pessoas, mas entregou o resto da sua vida pela Igreja. Podemos ver algumas das exortações que fazia frequentemente aos outros jesuítas nesta carta de 1555:

Parece-me que deveríeis decidir-vos a fazer calmamente o que podeis. Não vos inquieteis com o resto, mas deixai nas mãos da divina Providência o que não podeis cumprir por vós mesmos. São agradáveis a Deus a solicitude e o cuidado que, com razoabilidade, pomos nas tarefas que nos competem, para conseguirmos concretizá-las da melhor maneira. 

Não Lhe são agradáveis a ansiedade e a inquietação do espírito: o Senhor quer que os nossos limites e fraquezas encontrem apoio na sua fortaleza e omnipotência, quer que tenhamos confiança em que a sua bondade suprirá a imperfeição dos nossos meios. 

Os que se ocupam com muitos assuntos, mesmo que o façam com boas intenções, devem resolver-se a fazer apenas o que está ao seu alcance. Se tivermos de deixar de lado certas coisas, há que ter paciência, e não pensar que Deus espera de nós o que não podemos fazer. 

Ele não quer que o homem se atormente com as próprias limitações; não é preciso cansarmo-nos excessivamente. Quando de facto nos esforçámos por dar o melhor de nós, podemos deixar o resto nas mãos daquele que tem o poder de realizar tudo o que quer. 

Que a bondade divina nos comunique sempre a luz da sabedoria, para que possamos ver com clareza e realizar a sua vontade com profunda convicção, em nós e nos outros […], para que das suas mãos aceitemos o que nos envia, considerando o que é de maior importância: a paciência, a humildade, a obediência e a caridade.

Carta de 17/11/1555


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terça-feira, 30 de julho de 2019

Princípio e Fundamento dos Exercícios Espirituais


O homem foi criado para louvar, prestar reverência e servir a Deus nosso Senhor e, mediante isto, salvar a sua alma;

E as outras coisas sobre a face da terra foram criadas para o homem, para que o ajudem a conseguir o fim para o qual foi criado.

Donde se segue que o homem tanto há-de usar delas quanto o ajudam para o seu fim, e tanto deve deixar-se delas, quanto disso o impedem;


Por isso, é necessário fazer-nos indiferentes a todas as coisas criadas, em tudo o que é concedido à liberdade do nosso livre arbítrio, e não lhe está proibido; de tal maneira que, da nossa parte, não queiramos mais saúde que doença, riqueza que pobreza, honra que desonra, vida longa que vida curta, e consequentemente em tudo o mais; mas somente desejemos e escolhamos o que mais nos conduz para o fim para que somos criados.
Homo creatus est, ut laudet Deum Dominum nostrum, ei reverentiam axhibeat eique serviat, et per haec salvet animam suam;

Et reliqua super faciem terrae creata sunt propter hominem, et ut eum juvent in prosecutione finis, ob quem creatus est.

Unde sequitur homini tantum utendum illis esse, quantum ipsum juvent ad finem suum, et tantum debere eum experdire se ab illis, quantum ipsum ad eum impediunt;

Quapropter necesse est facere nos indifferentes erga res creatas omnes, quantum permissum est libertati nostri liberi arbitrii et non est ei prohibitum adeo ut non velimus ex parte nostra magis sanitatem quam infirmitatem, divitias quam paupertatem, honorem quam ignominiam, vitam longam quam brevem, et consequenter in ceteris omnibus, unice desiderando et eligendo ea, quae magis nobis conducant ad finem, ob quem creati sumus.

in Exercícios Espirituais de Sto. Inácio de Loyola, 23


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Uma Igreja que mude o Mundo

"Ao contrário do que dizem os jornais, nós não queremos uma Igreja que mude com o mundo, queremos uma Igreja que mude o mundo."

G.K. Chesterton in 'The Catholic Church and Conversion' (1926)


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O que significa ser Agnóstico?

Agnóstico é aquele que, sem negar a existência de Deus, afirma que não podemos provar que Deus existe. O agnóstico afirma um erro. Nós sabemos com certeza que Deus existe, porque sem Deus não se explica nada do que existe, visto como as coisas não existem por si mesmas, e porque Deus revelou ou manifestou a sua existência a pessoas que tal nos afirmam e que são dignas de crédito. 

Com efeito, desde a primeira geração humana as pessoas mais dignas de fé afirmam que Deus se revelou aos homens, provando com milagres que era Deus que se lhes revelava. A existência de Deus é afirmada na história de todos os povos e em todos os tempos. Tal afirmação não seria universal se não houvesse a certeza da existência de Deus.  

Padre José Lourenço in Dicionário da Doutrina Católica (1945)


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segunda-feira, 29 de julho de 2019

880 anos do Milagre da Batalha de Ourique contra os Sarracenos

No dia 25 de Julho de 1139 deu-se a Batalha de Ourique, entre os cristãos, liderados por D. Afonso Henriques e os muçulmanos, muitos mais numerosos, liderados pelo rei Esmar. No dia antes do combate, D. Afonso teve uma visão de Jesus Cristo, rodeado anjos incluindo o Anjo Custódio de Portugal. O combate deu-se no dia de São Tiago, também chamado de "Matamouros":

A 25 de Julho na festa de S. Tiago Apóstolo, no undécimo ano do seu reinado, o mesmo rei D. Afonso travou uma grande batalha com o rei dos Sarracenos, de nome Esmar, num lugar que se chama Ourique. Efectivamente aquele rei dos Sarracenos, conhecendo a coragem e a audácia do rei D. Afonso, e vendo que ele frequentemente entrava na terra dos Sarracenos fazendo grandes depredações e vexava grandemente os seus domínios, quis; se fazê-lo pudesse, travar batalha com ele e encontrá-lo incauto e despercebido em qualquer parte. 

Por isso uma vez, quando o rei D. Afonso com o seu exército entrava por terra dos Sarracenos e estava no coração das suas terras, o rei sarraceno Esmar, tendo congregado grande número de Mouros de além-mar, que trouxera consigo e daqueles que moravam aquém-mar, no termo de Sevilha, de Badajoz, de Elvas, de Évora, de Beja e de todos os castelos até Santarém, veio ao encontro dele para o atacar, confiando no seu valor e no grande número do seu exército, pois mais numerosos era ainda pela presença aí das mulheres que combatiam à laia de amazonas, como depois se provou por aquelas que no fim se encontraram mortas. 

Como o rei D. Afonso estivesse com alguns dos seus acampado num promontório foi cercado e bloqueado de todos os lados pelos Sarracenos de manhã até à noite. Como estes quisessem atacar e invadir o acampamento dos Cristãos, alguns soldados escolhidos destes investiram com eles (Sarracenos), combatendo valorosamente, expulsaram-nos do acampamento, fizeram neles grande carnificina e separaram-nos. 

Como o rei Esmar visse isto, isto é, o valor dos Cristãos, e porque estes estavam preparados mais para vencer ou morrer do que para fugir, ele próprio se pôs em fuga e todos os que estavam com ele, e toda aquela multidão de infiéis foi aniquilada e dispersa quer pela matança quer pela fuga. Também o rei deles fugiu vencido, tendo sido preso ali um seu sobrinho e neto do rei Ali, de nome Omar Atagor.

Com muitos homens mortos também da sua parte, D. Afonso, com a ajuda da graça de Deus, alcançou um grande triunfo dos seus inimigos, e, desde aquela ocasião, a força e a audácia dos Sarracenos enfraqueceu muitíssimo.

in 'Annales Portucalenses Veteres'


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domingo, 28 de julho de 2019

Marta e Maria vistas por Santa Teresinha do Menino Jesus

Uma alma abrasada de amor não pode ficar inactiva. Sem dúvida que, como Santa Maria Madalena, ela permanece aos pés de Jesus, e escuta a sua palavra doce e inflamada. Parecendo não dar nada, dá muito mais do que Marta, que se aflige com muitas coisas e que quereria que sua irmã a imitasse. Não são, de modo nenhum, os trabalhos de Marta que Jesus censura; a esses trabalhos se submeteu humildemente sua Mãe durante a vida, pois tinha de preparar as refeições da Sagrada Família. Era apenas a inquietação da sua ardente anfitriã que Ele queria corrigir. 

Todos os santos o compreenderam, e mais particularmente talvez aqueles que encheram o universo com a iluminação da doutrina evangélica. Não foi acaso na oração que os santos Paulo, Agostinho, João da Cruz, Tomás de Aquino, Francisco, Domingos e tantos outros ilustres amigos de Deus beberam esta ciência divina que arrebata os maiores génios? 

Houve um sábio que disse: «Dai-me uma alavanca, um ponto de apoio, e levantarei o mundo.» O que Arquimedes não pôde obter, porque o seu pedido não se dirigia a Deus, e por não ser feito senão sob o ponto de vista material, obtiveram-no os santos em toda a plenitude: o Todo-Poderosos deu-lhes como ponto de apoio Ele mesmo e Ele só; e como alavanca a oração, que abrasa com fogo de amor. E foi assim que levantaram o mundo; é assim que os santos que ainda militam na terra o levantam e que, até ao fim do mundo, os futuros santos o levantarão também.


Santa Teresa de Lisieux in Manuscrito autobiográfico C, 36 r° - v°


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Os 6 efeitos do pecado mortal na alma

Um pecado mortal é um acto contra qualquer dos 10 mandamentos, em matéria grave, com pleno conhecimento ou advertência (sabendo o que se está a fazer) e com consentimento da vontade (é a própria pessoa que quer, ninguém a obriga). Um pecado mortal bastante comum é faltar à Missa ao Domingo, sem justa causa para não ir e sabendo que a Igreja prescreve que se vá. Este pecado produz 6 efeitos gravíssimo na alma do pecador:

1. Perda da graça santificante, das virtudes infusas e dons do Espírito Santo; priva a alma da amizade com Deus;

2. Perda de presença amorosa da Santíssima Trindade na alma;

3. Perda dos méritos adquiridos durante toda a vida, tornando-a incapaz de adquirir novos méritos enquanto não se arrepender e se confessar a um sacerdote;

4. Feiíssima mancha na alma - macula animae - que a deixa tenebrosa e horrível à visão de Deus;

5. Torna a alma escrava de Satanás, aumento das más inclinações e remorsos de consciência;

6. Fá-la merecer o Inferno, e também os castigos desta vida.

O pecado mortal é o Inferno em potência. É um verdadeiro suicídio da alma e da vida de Deus em nós.


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sábado, 27 de julho de 2019

Cardeal Burke recebe bênção de neo-sacerdote filho de portugueses

Cardeal Burke ajoelha-se para receber a primeira bênção do Padre Michael Rocha, filho de pais portugueses, recém-ordenado sacerdote da diocese de São Francisco (Estados Unidos da América)


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Consoladora dos aflitos - Cardeal Newman

Maria foi mártir, mesmo sem sofrer a desonra violenta que, em geral, acompanha os sofrimentos dos mártires. Como bem sabemos, o próprio Senhor foi esbofeteado, despido, flagelado e, por fim, dependurado numa cruz, pregado nela e levantado para ser visto pela multidão cruel.

Mas Aquele que, pelos pecadores, carregou a vergonha do pecador, poupou à sua Mãe - que, em si mesma, não tinha nenhum pecado - este fracasso e ruína supremos: ela não sofreu no corpo mas na alma. Na agonia do Filho, sofreu uma paixão paralela; foi crucificada com Ele; a lança que lhe enterraram no peito, penetrou no espírito de sua mãe. Mas não houve sinais exteriores, pois o seu martírio foi íntimo.

Agora, todos sabemos que é nisto que consiste o segredo da verdadeira consolação: só são capazes de consolar os outros aqueles que pessoalmente já foram muito provados e encontraram conforto quando precisaram dele. Também foi dito acerca de Nosso Senhor: «É precisamente porque Ele mesmo sofreu e foi posto à prova que pode socorrer os que são postos à prova» (Hb 2,18).

É por este motivo que a Virgem Maria é a consoladora do aflitos. Todos já experimentámos como é tão bom receber conforto que se pode receber de uma mãe; ora, a partir do momento em que Cristo pregado na cruz instaurou uma relação mãe-filho entre ela e São João, já nós podemos chamar a Maria nossa mãe. E Maria pode consolar-nos de maneira muito particular porque sofreu mais do que, geralmente, sofrem as mães.

Em geral, as mulheres, pelo menos as mais sensíveis, são poupadas à rude experiência dos grandes caminhos do mundo; Maria, pelo contrário, depois da Ascensão do Senhor, foi enviada pelas terras estrangeiras quase como os apóstolos, ovelha no meio de lobos. Apesar de todas as atenções que São João lhe dedicava, semelhantes aos cuidados que por ela tinha São José nos seus anos de juventude, ela, mais que todos os santos de Deus, foi estrangeira e peregrina sobre a terra, na proporção do seu maior amor por Aquele que tinha estado na terra e agora já não estava. Quando Jesus era criança, teve de fugir para o Egipto pagão através do deserto; depois de Ele ter subido ao Céu, ela teve de ir de barco para Éfeso, onde viveu e morreu no meio dos pagãos.

Vós estais rodeados de vizinhos indelicados ou de colegas que se riem de vós ou de conhecidos hostis ou de adversários invejosos, invocai o auxílio de Maria lembrando-lhe o sofrimento entre os pagãos.

Cardeal John H. Newman in 'Meditations and Devotions' (1911)


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sexta-feira, 26 de julho de 2019

Quanto é 2+2? A ditadura dos nossos dias



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Sant'Ana, Mãe de Nossa Senhora e Avó de Jesus

Santa Ana, ou Sant'Ana - do hebraico Hannah: Graça - foi a Mãe de Maria Santíssima e pertencia à família do sacerdote Aarão. O seu marido, São Joaquim, homem pio, fora censurado pelo sacerdote Rúben por não ter filhos. Segundo narra a Tradição, Rubén parou Joaquim quando este estava para entrar no Templo para levar a sua costumeira oferenda anual em dinheiro e disse: “Tu não tens o direito de ser o primeiro, porque não geraste prole”. 

Sant’Ana já era idosa e estéril, e São Joaquim não queria tomar outra mulher para gerar filhos, segundo os costumes hebraicos, porque amava a esposa. Confiando no poder divino, São Joaquim retirou-se ao deserto para rezar e fazer penitência. Ali um anjo do Senhor apareceu-lhe e disse que Deus havia ouvido as suas preces. Tendo voltado a Jerusalém, ambos se encontraram na Porta Áurea. 

Algum tempo depois Sant’Ana, a quem também aparecera concomitantemente um anjo (“Ana, Ana, o Senhor ouviu a tua prece e tu conceberás e parirás e falar-se-á da tua prole em todo o mundo”), ficou grávida. A paciência e a resignação com que sofriam a esterilidade deu-lhes o prémio de ter por filha aquela que havia de ser a Mãe de Jesus. 

O santo casal residia em Jerusalém, perto da Porta dos Leões, ao lado da piscina de Betesda, onde hoje se ergue a Basílica de Sant'Ana, construída pelos Cruzados e cuidada pelos Padres Brancos (Sociedade dos Missionários da África). Num Sábado, 8 de Setembro do ano 20 a.C., nasceu-lhes uma filha que recebeu o nome de Miriam - do hebraico: "Senhora da Luz", passado para o latim como Maria. 

Os pais de Maria nunca foram nomeados nos textos bíblicos; a sua história foi narrada pela primeira vez nos apócrifos¹ Protoevangelho de Tiago e Evangelho do Pseudo-Mateus². Depois foi enriquecida de detalhes hagiográficos no curso dos séculos, incluindo a Legenda Aurea de Jacopo de Varazze. 

A Tradição conta que as relíquias de Sant’Ana foram salvas de serem destruídas pelo centurião Longinho. Os restos foram custodiados na Terra Santa até que, por obra de alguns monges, chegaram a França, onde permaneceram durante anos. Durante as incursões otomanas, o inteiro corpo da Santa foi guardado num caixão de cipreste e murado, por precaução, que se encontrava numa capela escavada sob a nascente catedral de Apt. Muitos anos depois, o corpo foi encontrado, graças a diversos milagres e graças também a uma inscrição em grego. De seguida, o corpo foi desmembrado e as relíquias enviadas por toda parte do Ocidente. Actualmente, o crânio está em Castelbuono, na Sicília, onde no dia 27 de Julho é levado em procissão. Entre os milagres, conta-se o do "lumezinho" que permaneceu aceso ao lado do caixão durante anos, apesar da ausência de ar.

A mãe da Virgem possui os mais diferentes patronatos, quase todos ligados a Maria; por ter levado no ventre a Esperança do Mundo (Maria), o manto de Sant'Ana é verde. Por isso na Bretanha, onde são devotíssimos, é invocada na colheita do feno. Por ter custodiado Maria como uma jóia num cofre, ela é patrona dos ourives e tanoeiros. Protege também os mineiros, os marceneiros, os carpinteiros e os oleiros. 

Por ter ensinado à Virgem a cuidar da casa, tecer e costurar, é a padroeira dos fabricantes de vassouras, dos tecelões, dos costureiros, dos fabricantes e comerciantes de tecidos. É sobretudo a padroeira das mães de família, das viúvas, e, por ter concebido a mais alta das criaturas humanas, sobretudo das parturientes; é invocada nos partos difíceis e nos casos de esterilidade conjugal.

in Pale Ideas


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quinta-feira, 25 de julho de 2019

São Tiago Maior

"De São Tiago podemos aprender muitas coisas: a abertura para aceitar a chamada do Senhor também quando nos pede que deixemos a "barca" das nossas seguranças humanas, o entusiasmo em segui-lo pelos caminhos que Ele nos indica além de qualquer presunção ilusória, a disponibilidade a testemunhá-lo com coragem, se for necessário, até ao sacrifício supremo da vida. 

Assim, Tiago o Maior, apresenta-se diante de nós como exemplo eloquente de adesão generosa a Cristo. Ele, que inicialmente tinha pedido, através de sua mãe, para se sentar com o irmão ao lado do Mestre no seu Reino, foi precisamente o primeiro a beber o cálice da paixão, a partilhar com os Apóstolos o martírio." 

Papa Bento XVI in 'Audiência Geral' (21.VI.2006)


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Latim era a língua perfeita para a Missa

A Madre Angélica foi a fundadora do canal televisivo EWTN e um poço de energia apostólica. Era também conhecida por não ter 'papas na língua'. Na biografia escrita pelo jornalista Raymond Arroyo (Mother Angelica: The Remarkable Story of a Nun, Her Nerve, and a Network of Miracles) Madre Angélica diz qual é a sua opinião sobre a Missa Tradicional:

O latim era a língua perfeita para a Missa. É a língua da Igreja, que nos permite rezar uma oração verbal sem distracções.

O propósito da Missa é rezar e associar-se à crucificação e com aquele banquete glorioso do qual participamos na Santa Comunhão. Ele está lá. Mas muito é estragado pelo vernáculo.

Durante a missa em latim, tínhamos o missal se queríamos seguir a Missa em inglês. Era quase místico. Dava uma consciência do Céu, da humildade impressionante de Deus que Se manifesta sob as espécies do pão e do vinho. O amor que Ele tem por nós. O Seu desejo de permanecer connosco é simplesmente impressionante. Podíamos meditar profundamente nesse amor porque não estávamos distraídos pela nossa própria língua.

Poderíamos ir a qualquer lugar do Mundo e sabíamos sempre o que estava a acontecer. Era contemplativo porque enquanto a Missa estava a ser celebrada podíamos fechar os olhos e ver o que realmente aconteceu. Podíamos sentí-lo. Podíamos olhar para Este e perceber que Deus veio e estava realmente presente. 

Hoje em dia, com o Padre de frente para as pessoas, é algo entre as pessoas e o Padre. Na maior parte das vezes é apenas um género de reunião na qual Jesus é esquecido.


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quarta-feira, 24 de julho de 2019

Católicos não podem defender o Estado Laico



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Deputado "católico" insiste na legalização da Eutanásia

José Manuel Pureza, deputado do Bloco de Esquerda, declarou, há poucos dias ao jornal PÚBLICO, que a legalização da eutanásia é um tema prioritário: 

“O Bloco assume esta proposta e coloca-a no seu programa, mostrando que lhe dá uma importância grande nas prioridades para os direitos das pessoas. Foi assim que a encarámos nesta legislatura, é assim que partimos para a próxima legislatura e é assim que assinalamos um ano sobre a morte de João Semedo que abraçou esta luta. É uma proposta muito importante.”

José Manuel Pureza diz-se católico, apesar de defender publicamente posições que são diametralmente opostas à doutrina da Igreja, como a liberalização do aborto, "casamento" entre pessoas do mesmo sexo, adopção de crianças por parelhas do mesmo sexo, etc. A legalização da eutanásia é mais um desses erros que esse político insiste em promover e introduzir na legislação.

A legalização da eutanásia tem tido efeitos devastadores em diversos países europeus, com a sua administração a um número cada vez maior de pessoas e pelos mais variados motivos, incluindo pessoas deprimidas e até adolescentes e crianças.

Os Estados aproveitam a lei da eutanásia para se livrarem das pessoas menos produtivas, cujas vidas apelidam de "sem dignidade". Cada vez mais há pessoas que são "eutanaziadas" contra a sua vontade e a vontade dos seus familiares. O último desses casos foi o do francês Vincent Lambert, morto à fome e à sede durante uma semana.

Apesar de defender publicamente doutrinas imorais, José Manuel Pureza foi recentemente convidado para dar uma conferência em plena igreja, na Paróquia do Campo Grande (Lisboa). Muitos fiéis escandalizados apresentaram queixas a essa paróquia e ao Patriarcado. 

Até agora não houve qualquer esclarecimento ou pedido de desculpa por parte da Paróquia do Campo Grande ou do Patriarcado de Lisboa.

João Silveira


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terça-feira, 23 de julho de 2019

Noivo reza o Terço com amigos antes do seu Casamento

Fotografia tirada em Detroit


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75 anos do atentado contra Hitler autorizado por Pio XII

No dia 20 de Julho de 1944, a 'Operação Valquíria' - autorizada pelo Papa Pio XII - levava a cabo um atentado (falhado) contra a vida de Adolf Hitler.

Há muitos anos – pelo menos desde o teatro de 1963 de Rolf Hochhuth “O Deputado" – que o mundo tem aturado a conversa de que Pio XII foi o “Papa de Hitler”. Há décadas que pessoas bem informadas suspeitam que isso se trata de uma distorção deliberada, mas agora temos a certeza, sem margem para dúvidas, de que tais acusações não só estavam erradas como são precisamente o oposto da verdade.

Quando o Cardeal Eugenio Pacelli se tornou Pio XII, em 1939, o chefe das SS, Heinrich Himmler, ordenou a Albert Hartl, um padre laicizado, que preparasse um dossier sobre o novo Papa. Hartl documentou como Pacelli tinha usado a Concordata que tinha negociado com o Governo de Hitler em 1933 de forma vantajosa para a Igreja, fazendo pelo menos 55 queixas formais por violações da mesma.

Pacelli também acusou o Estado nazi de conspirar para exterminar a Igreja e “convocou todo o mundo para lutar contra o Reich”. Pior, pregava a igualdade racial, condenava a “superstição do sangue e da raça” e rejeitou o anti-semitismo. Citando um oficial das SS, Hartl concluiu a sua análise dizendo “a questão não é saber se o novo Papa vai lutar contra Hitler, mas sim como”.

Entretanto, Pio XII estava a reunir-se com cardeais alemães e a discutir o problema de Hitler. As transcrições mostram que ele se queixou que “os Nazis tinham frustrado os ensinamentos da Igreja, banido as suas organizações, censurado a sua imprensa, fechado os seminários, confiscado as suas propriedades, despedido os professores e fechado as escolas”. Citou um oficial nazi que gabou que “depois de derrotar o bolchevismo e o judaísmo, a Igreja Católica será o único inimigo restante”.

O Cardeal Michael von Faulhaber, de Munique, retorquiu que os problemas tinham começado depois da encíclica de 1937 “Com Grande Ansiedade” (Mit Brennender Sorge, publicada em alemão e não em latim). O texto, escrito em parte por Pacelli antes de este se ter tornado Papa, enfureceu o Hitler. O Papa disse a Faulhaber, “a questão alemã é a mais importante para mim. O seu tratamento está reservado directamente para mim… Não podemos abdicar dos nossos princípios… Quando tivermos tentado tudo, e ainda assim eles quiserem absolutamente a guerra, lutaremos… Se eles recusarem, então teremos de lutar”.

Faulhaber recomendou “intercessão de bastidores”. Propôs que os bispos alemães encontrassem “uma forma de fazer chegar a Sua Santidade informação precisa e actualizada.” O Cardeal Adolf Bertram acrescentou que “é preciso fazê-lo de forma clandestina. Quando São Paulo se fez descer num cesto das muralhas de Damasco, também não contava com a autorização da polícia local”. O Papa concordou.

Assim nasceu o plano para construir uma rede de espionagem que apoiaria, entre outras coisas, planos para assassinar Hitler.

No seu interessantíssimo livro “Church of Spies: The Pope’s Secret War Against Hitler”, Mark Riebling recorre a documentos do Vaticano e actas secretas acabadas de divulgar que descrevem detalhadamente as tácticas clandestinas usadas por Pio XII para tentar derrubar o regime nazi.

Depois de Hitler ter invadido a Polónia em 1939 o Papa reagiu aos relatos de atrocidades contra judeus e católicos. A sua encíclica “Summi Pontificatus” rejeitou o racismo, dizendo que a raça humana está unificada em Deus. E condenou também os ataques ao judaísmo.

O Papa foi amplamente louvado por isto – um título do New York Times dizia “Papa condena ditadores, violações de tratados, racismo” – mas ele próprio sentia que era pouco.

Convencido de que o regime nazi cumpria os requisitos para justificar o tiranicídio, conforme os ensinamentos da Igreja, Pio XII permitiu aos jesuítas e aos dominicanos, que respondiam directamente a ele, que colaborassem com acções clandestinas. O seu principal agente – a quem os nazis se referiam como “o melhor agente dos serviços de informação do Vaticano” – era um tal Josef Muller, advogado e herói da Primeira Guerra Mundial.

Muller organizou uma rede de “amigos das forças armadas, escola e faculdade, com acesso a oficiais nazis e que trabalhavam em jornais, bancos e até mesmo nas SS”. Eles forneciam o Vaticano com informação vital, incluindo planos de batalha que eram depois passados aos aliados. Em 1942 Muller conseguiu introduzir Dietrich Bonhoeffer no Vaticano para planear uma estratégia cujo objectivo era “fazer as pontes entre grupos de diferentes religiões, para que os cristãos pudessem coordenar a sua luta contra Hitler”.

As tentativas de assassinato de Hitler falharam todas, devido ao que Muller apelidou de “sorte do diabo”. Mas em relação a estes planos, Riebling comenta: “Todos os caminhos vão de facto dar a Roma, a uma secretária com um simples crucifixo, com vista sobre as fontes da Praça de São Pedro”.

Depois do falhanço do plano Valquíria a Gestapo prendeu Muller. Descobriram uma nota escrita em papel timbrado do Vaticano por um dos assistentes de topo do Papa, o padre Leiber, que dizia que “Pio XII garante uma paz justa em troca da ‘eliminação de Hitler’”. 

Muller foi enviado para Buchenwald. No dia 4 de Abril de 1945, juntamente com Bonhoeffer, foi transferido para Flossenburg. Depois de um julgamento fantoche foram condenados à morte.

Bonhoeffer foi imediatamente executado. Mas temendo a aproximação de forças americanas, as SS transferiram Muller e outros reclusos para Dachau, depois para a Áustria e, finalmente, para o Norte de Itália. 

Foram então libertados pelo 15º Exército dos EUA. Agentes dos serviços de informação dos EUA levaram Muller para o Vaticano. Quando o viu, o Papa abraçou-o e disse que se sentia “como se o próprio filho tivesse regressado de uma situação de grande perigo”.

Riebling revela que durante a visita de Muller ao Vaticano o diplomata americano Harold Tillman perguntou porque é que Pio XII não tinha sido mais interventivo durante a guerra.

Muller disse que durante a guerra a sua organização anti-Nazi na Alemanha tinha insistido muito que o Papa evitasse fazer afirmações públicas dirigidas especificamente aos nazis e condenando-os, tendo recomendado que as afirmações públicas do Papa se confinassem a generalidades (…) Se o Papa tivesse sido específico os alemães tê-lo-iam acusado de ceder às pressões das potências estrangeiras e isso teria colocado os católicos alemães ainda mais na mira dos nazis do que já estavam, tendo restringido imensamente a sua liberdade de acção na resistência ao regime. O Dr. Muller disse que a política da resistência católica in interior da Alemanha era de que o Papa se colocasse nas margens enquanto a hierarquia alemã levasse a cabo a luta contra os nazis. Disse ainda que o Papa tinha seguido sempre este seu conselho durante a guerra.

Graças à pesquisa incansável de Riebling, agora podemos finalmente descartar as alegações absurdas sobre Pio XII. Ele não era o “Papa de Hitler”, era o seu nemesis.

George J. Marlin in 'The Catholic Thing' via 'Actualidade Religiosa'


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segunda-feira, 22 de julho de 2019

Morreu o Bispo que sempre lutou contra a comunhão na mão

Morreu hoje Mons. Juan Rodolfo Laise, O.F.M. Cap., Bispo emérito de São Luís (Argentina). Mons. Laise tinha 93 anos, nasceu em 1926. Entrou bastante jovem nos franciscanos - ordem dos frades menores capuchinhos - e foi ordenado sacerdote em 1949. Foi feito Bispo pelo Papa Paulo VI em 1971. E foi Bispo titular de São Luís desde esse ano até 2001, quando cumpriu 75 anos de idade e resignou, segundo a obrigação canónica.

Mons. Laise foi um dos poucos Bispos que durante quase 50 anos recusou a possibilidade que os fiéis recebessem a Comunhão na mão e A levassem à boca, uma prática que nunca tinha acontecido na Igreja e foi introduzida nos anos 70, depois dos terríveis abusos que decorriam na Holanda. Apesar da maioria dos Bispos nessa época se ter mostrado contra e ter dito que os fiéis também eram contra, o Papa Paulo VI resolveu permitir esse modo de receber a Sagrada Comunhão sempre que uma diocese pedisse à Santa Sé esse indulto, que é uma permissão que vai contra a Lei.

A diocese de São Luís nunca pediu esse indulto, e por tal os fiéis católicos continuaram a comungar apenas na boca. Essa prática manteve-se mesmo depois de Mons. Laise ter deixado de ser Bispo titular e ainda hoje o indulto para comungar na mão não existe nessa diocese.

Este Bispo franciscano viveu os últimos anos da sua vida no convento franciscano em San Giovanni Rotondo, casa do Padre Pio. Foi um grande defensor da doutrina católica e um lutador incansável pela salvação das almas, sempre com grande humildade. Rezemos pelo seu descanso eterno. 

João Silveira


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Nem os Demónios aguentam o pecado da Sodomia

Segundo revelação de Nosso Senhor a Santa Catarina de Sena, doutora da Igreja, nem os demónios suportam o depravado vício contrário à natureza, de tão hediondo que é:

"Desagrada-me esse último pecado, pois sou a pureza eterna. Esse pecado é-me tão abominável que por sua causa dele fiz desaparecer cinco cidades (cfr. Sab. 10, 6). A minha justiça não consegue mais suportá-lo.

Esse pecado, aliás, não desagrada somente a mim. É insuportável aos próprios demónios, que são tidos como patrões por aqueles infelizes ministros. Os demónios não toleram esse pecado. Não porque desejem a virtude; mas por causa da sua origem angélica recusam-se a ver tão hediondo vício. Eles atiram as flechas envenenadas de concupiscência, mas voltam-se no momento em que o pecado é cometido."

in 'O Diálogo' (Edições Paulinas, 1984, pp. 259-260)


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domingo, 21 de julho de 2019

Missa Tradicional dá trabalho

Na Missa Tradicional em Rito Romano:

O sacerdote persigna-se 16 vezes; 
volta-se 6 vezes para o povo; 
beija o altar 8 vezes; 
levanta os olhos para o céu 11 vezes. 

10 vezes bate no peito e 10 vezes se ajoelha; 
junta as mãos 54 vezes; 
faz 21 inclinações com a cabeça e 7 com os ombros; 
faz inclinação profunda 8 vezes; 
benze 33 vezes a oferta com o sinal da cruz; 

Põe 29 vezes as duas mãos sobre o altar; 
14 vezes reza com os braços estendidos e 36 vezes junta as mãos; 
põe as mãos juntas sobre o altar 7 vezes; 
9 vezes coloca a mão esquerda apenas; 
11 vezes põe-na sobre o peito; 
8 vezes levanta as duas mãos para o céu; 
11 vezes ora em voz baixa e 13 em voz alta; 
descobre e cobre o cálix 5 vezes e muda-o de lugar 20 vezes.

Além d'estas 350 cerimónias, o sacerdote deve observar ainda 150, ao todo são 500.  Acrescentando a estas cerimónias as 400 rubricas prescritas, verificareis que o sacerdote que celebra a Santa Missa, conforme o rito romano, está obrigado, sob pena de pecado, a 900 obrigações.

Cada uma destas obrigações tem a sua significação espiritual, cada uma para fazer cumprir digna e piedosamente o santo Sacríficio da Missa. 

Pelo que o Papa Pio V ordenou formalmente que todos, Cardeais, Arcebispos, Bispos, Prelados e simples sacerdotes dissessem a Missa desta maneira, sem nada mudar nem acrescentar ou diminuir um ponto sequer.

Venerável Martinho de Cochem in 'Explicação da Santa Missa' (1914)


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Há 50 anos o Homem pisou a Lua e há 2000 Deus pisou a Terra

Há 50 anos a missão Apolo 11 permitiu que o Homem pisasse a Lua pela primeira vez. Ficou na História a frase dita pelo astronauta Neil Armstrong quando deu esse primeiro passo lunar: "That's one small step for man, one giant leap for mankind".

Quando Neil Armstrong, um cristão devoto, visitou a Terra Santa, depois da viagem à Lua, foi levado a um passeio pela Cidade Velha de Jerusalém pelo arqueólogo israelita Meir Ben-Dov. 

Quando chegaram aos Portões de Hulda, que fica no topo das escadas que levam ao Monte do Templo, Armstrong perguntou a Ben-Dov se Jesus havia andado por ali. 

"Eu disse-lhe: Repare, Jesus era judeu", lembra Ben-Dov. "Estes são os passos que levam ao Templo, por isso Ele deve ter andado por aqui muitas vezes." 

Armstrong, então, perguntou se aqueles eram os degraus originais, e Ben-Dov confirmou eram. 

"Então Jesus pisou aqui mesmo?", Perguntou Armstrong. "Isso mesmo", respondeu Ben-Dov. 

Disse Armstrong ao arqueólogo: "Significa mais para mim ter pisado estas escadas do que ter pisado a Lua."

Thomas Friedman in 'From Beirut to Jerusalem' 


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sábado, 20 de julho de 2019

Cardeal Sarah faz 50 anos de sacerdócio

O Cardeal Robert Sarah, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos foi ordenado sacerdote há 50 anos. O Cardeal africano tem tentado esclarecer os fiéis católicos, como quando declarou que não há misericórdia sem arrependimento:

“Enganamos as pessoas quando falamos de misericórdia sem sabermos o que quer dizer essa palavra. O Senhor perdoa os pecados, mas temos que nos arrepender.”

Cardeal Robert Sarah - Conferência no Pontifício Instituto João Paulo II (21.V.2015)


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sexta-feira, 19 de julho de 2019

O amor de Tolkien ao Santíssimo Sacramento

Da escuridão da minha vida, com todas as frustrações, coloco diante de vocês a maior coisa a ser amada nesta terra: o Santíssimo Sacramento. Aí encontrarão romance, glória, honra, fidelidade e o verdadeiro caminho para todos os seus amores nesta terra.

J.R.R. Tolkien in 'Carta a Michael Tolkien' (6-9 Março 1941) 


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Quem és tu, meu Deus?

Santo Agostinho, além de um dos maiores santos de todos os tempos, foi um dos melhores escritores da História da Humanidade. As suas "Confissões" relatam - com toda a eloquência que o génio humano consegue atingir - a história de alguém apaixonado por Deus. Logo no início, no capítulo I, o santo pergunta "Quem és tu, meu Deus?", dando, em seguida, a resposta: 

Altíssimo, boníssimo, poderosíssimo, omnipotente ao extremo; 
misericordiosíssimo, mas extremamente justo; 
misteriosíssimo, mas sempre presente; 
belíssimo, mas extremamente forte; 
estável, mas incompreensível; 
imutável, mas mudando tudo; 
nunca novo, nunca velho; 
tudo renovando e envelhecendo os orgulhosos, que não se dão conta disso; 
sempre actuando, sempre em repouso; 
sempre acumulando, sem precisar de nada; 
sustentando, enchendo e sempre te espalhando; 
criando, nutrindo e amadurecendo; 
buscando, mas tendo tudo. 

Tu amas, mas sem paixão; 
és zeloso, sem ansiedade; 
arrependes-te mas não te afliges; ficas irado, mas sereno; 
mudas as tuas obras, mas o teu propósito não muda; 
recebes de volta o que encontras, sem nunca tê-lo perdido; 
nunca estás necessitado, mas os lucros de alegram; 
jamais cobiças, mas cobras juros. 

Tu recebes mais do que o devido, para que possas dever; 
e quem tem o que quer que seja que não seja teu? 

Tu pagas dívidas, sem nada dever; 
perdoas dívidas, sem nada perder! 

E o que acabei de dizer, meu Deus, minha vida, minha alegria?

Santo Agostinho de Hipona in 'Confissões' (I, 4)


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quinta-feira, 18 de julho de 2019

Ordenações sacerdotais nos Institutos Tradicionais em 2019

Não param de crescer as vocações sacerdotais para celebrar a Liturgia Romana Tradicional. Até agora, em 2019, foram ordenados 38 novos sacerdotes nos seguintes Institutos:

Fraternidade Sacerdotal de São Pedro (FSSP) - 11 novos sacerdotes

Fraternidade Sacerdotal de São Pio X (FSSPX) - 13 novos sacerdotes

Fraternidade Sacerdotal de São Vicente Ferrer (FSVF) - 1 novo sacerdote (dominicano)

Instituto do Bom Pastor (IBP) - 1 novo sacerdote 

Instituto de Cristo Rei Sumo Sacerdote (ICRSS) - 7 novos sacerdotes

Abadia Beneditina de Santa Madalena de Barroux (OSB) - 1 novo sacerdote (beneditino)  

Frades Franciscanos (diocese de Portsmouth) - 4 novos sacerdotes
Fotografias: Messa in Latino


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O humilde São Camilo de Lellis, padroeiro dos doentes

São Camilo de Lellis foi um religioso italiano. Fundou a Ordem São Camilo. É o padroeiro dos enfermos e dos hospitais. Foi declarado santo no dia 29 de Junho de 1746, pelo Papa Bento XIV. 

São Camilo, nasceu em Bacchianico, cidade do Reino de Nápoles, Itália, no dia 25 de Maio de 1550. Com 6 anos de idade perdeu o pai, oficial do exército. Mal sabia ler e escrever, alistou-se no exército e, com apenas 18 anos, tomou parte numa campanha contra os turcos.

Gravemente doente, voltou a Roma, onde foi internado no hospital dos incuráveis. A paixão pelo jogo fez com que o demitissem daquele estabelecimento. Posto na rua, doente, pobre, procurou serviço como servente de pedreiro, trabalhando em seguida numa casa que os capuchinhos estavam construindo. Uma conversa que teve com o guardião do convento abriu-lhe os olhos. Largou do jogo, fez penitência e invocou a misericórdia divina. Camilo tinha então 25 anos.

Entrou na Ordem dos Capuchinhos, onde fez o noviciado e passou depois para os Franciscanos. Estes, não lhe consentiram a permanência na Ordem, por causa de uma úlcera que tinha no pé, e que pelos médicos fora declarada incurável. Dirigiu-se ao Hospital Santiago, em Roma, onde foi internado e como não tinha dinheiro ofereceu-se para trabalhar como servente e enfermeiro. Dedicou-se exclusivamente ao serviço dos enfermos.

Observando que os pobres doentes sofriam muitas privações, em 1582 Camilo começou a procurar pessoas que aceitassem socorrer os pobres e doentes e criou uma Irmandade que teve o apoio do Papa Sisto V. Os primeiros irmãos eram leigos, mas em seguida alguns sacerdotes se juntaram à Irmandade. Adquiriram uma casa, onde moravam em comunidade. A Irmandade cresceu tanto que, em pouco tempo, Camilo teve que abrir novos Institutos na Itália, Sicília e outras partes da Europa. Seguindo ainda o conselho de São Filipe Néri e o exemplo de Santo Inácio, apesar dos seus 32 anos, voltou ao estudo e foi ordenado Sacerdote.

Por causa da peste em Roma, embora doente e sofrendo dores horríveis no pé, ia de casa em casa, procurando, socorrendo e consolando os pobres doentes. Numerosos foram os casos, em que foi visto levando nas costas os doentes ao hospital, onde os tratava com a maior dedicação. Quando a peste chegou a Milão e Nola, Camilo acompanhou-a levando consigo a caridade e o zelo apostólico. Muitos doentes recuperaram a saúde só pela palavra e oração do Sacerdote. 

Em 1591, o Papa Gregório XIV reconheceu a Irmandade como uma Ordem Religiosa.

Camilo era humilde e, por causa da humildade era muito querido em Roma. Chorando sempre os pecados da mocidade, dizia-se indigno de morar entre os homens e ser merecedor do Inferno. Palavras de elogios entristeciam e irritavam o sacerdote. Não permitia que o chamassem fundador de uma Ordem. Camilo era caridoso para com os outros e severo para consigo.

Muito doente e desenganado pelos médicos, Camilo recebeu o Santo Viático das mãos do Cardeal Ginnasi, protector da Irmandade. Vendo a sagrada Hóstia disse, com as lágrimas nos olhos: "Alegro-me por me terem dito que entrarei na casa do Senhor. Reconheço, Senhor, que sou dos pecadores o mais indigno de receber a vossa graça".

Camilo de Lellis faleceu em Roma no dia 14 de Julho de 1614 no Convento da Madalena. Enquanto os médicos preparavam o seu corpo para ser sepultado, perceberam que a úlcera de seu pé havia desaparecido. O seu coração foi trasladado para Bacchianico. 

in ebiografia.com


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