terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Deus é o autor dos bons livros, o diabo dos maus

O autor de bons livros é, em última razão, o Espírito de Deus, ao passo que o demónio é propriamente o inspirador dos maus. Este sabe esconder a muitos o veneno de que estão impregnados esses livros, pretextando que, pela leitura deles, se apropria um bom estilo ou uma reta norma de vida ou que, pelo menos, se aproveita convenientemente o tempo. Eu afirmo, de minha parte, que não há coisa mais prejudicial que a leitura de maus livros, particularmente para aqueles que desejam levar uma vida devota.

Por maus livros entendo não só os que a Santa Sé proibiu em razão de sua matéria herética ou imoral, mas também todos os que tratam de amores profanos. Que piedade poderá ter um cristão que se ocupa com a leitura de romances ou de novelas amorosas? Que recolhimento de espírito terá ele na meditação ou na santa comunhão? Mas que mal poderão causar os romances e poesias mundanas, que nada têm de indecoroso? perguntará alguém. Causam um mal imenso: excitam a sensualidade; inflamam as paixões, que facilmente arrastam consigo a vontade ou, ao menos, a enfraquecem tanto que o demónio já encontra o coração preparado para uma queda desastrosa no abismo do pecado, quando sobrevém uma ocasião para um amor impuro.

Um douto escritor diz que a heresia se alastrou tanto e ainda se espalha cotidianamente justamente em consequência da leitura de tais livros, porque essa leitura favorece a imoralidade, que aplaina o caminho para o erro. O veneno de tais livros penetra pouco a pouco na alma, apodera-se do entendimento, corrompe e perverte a vontade e traz a morte à alma. Em verdade, o demónio não possui talvez um meio mais seguro e poderoso para perder os jovens do que a leitura de livros tão venenosos. Um só livro dessa espécie pode chegar para perder toda uma família.

Por isso, querido leitor, se chegar às tuas mãos um tal livro, lança-o imediatamente no fogo, para que não apareça mais; e, se és pai de família, faze o que estiver em tuas forças para afastar de tua casa uma tal peste, se não quiseres dar um dia rigorosas contas a Deus.

Santo Afonso de Ligório in Pe. Saint-Omer C. SS. R. "Escola da Perfeição Cristã" - Edit. Vozes, Petrópolis (RJ), 1955


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Timelapse da 'March for Life' 2019



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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Senza Pagare nas JMJ Panamá

Caríssimos Leitores, o nosso blog estará presente na Cidade do Panamá durante esta semana das Jornadas Mundiais da Juventude. Anunciamos desde já que haverá uma Missa Solene no dia 24, Quinta-Feira, às 13h. A Missa será na Paróquia Nuestra Señora del Carmen (Frailes Carmelitas Descalzos), e contará com uma pregação do Arcebispo Alexander Sample, Arcebispo de Portland.

Existirão outras Missas Tradicionais que contamos publicitar aqui assim que o horário e o local estiver definido.

Alguma pergunta basta escrever para: senzapagareblog@gmail ou enviar uma mensagem na página do facebook.


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Papa Pio VI sobre a execução de Luís XVI, Rei de França

Passam hoje 226 anos do assassinato do Rei Luís XVI na guilhotina, por parte dos revolucionários franceses. O Papa Pio VI proferiu um discurso sobre esse evento dramático no consistório secreto de 17 de Junho de 1793, do qual publicamos uma parte:

Ah França, França, tu a quem os nossos predecessores chamavam o espelho do cristianismo, e com o apoio imutável da Fé! Tu que pelo teu zelo na crença cristã, e a tua piedade filial à Sé Apostólica, não te encontras a par das outras nações, mas as precedes a todas. Como nos és contrário hoje em dia! De que espírito de hostilidade te apresentas animada contra a verdadeira religião! Quanto já supera a fúria, que manifestas aos excessos de todos aqueles que têm mostrado até agora os seus perseguidores mais implacáveis! 

E, no entanto, não podes ignorar, mesmo se o quiseres, que a religião é a guarda mais segura e a base mais sólida dos Impérios; pois também reprime os abusos de autoridade dos Príncipes, que governam, e os defeitos da licença dos súbditos, que obedecem. Oh! É por isso que todos os facciosos antagonistas das prerrogativas reais buscam o modo de aniquilá-las, esforçando-se por derrubar a Fé Católica.

Ah França, repito novamente! Tu mesmo pedias um Rei Católico. Disseste que as leis fundamentais do Rei não permitiam que reconhecer um Rei que não fosse católico. E vê agora que, tendo aquele Rei Católico, acabaste de o assassinar, presumivelmente porque ele o era. A tua raiva contra este Monarca foi tal que nem mesmo a sua própria tortura foi capaz de a satisfazer ou apaziguá-la. Mesmo depois da sua morte nos seus despojos tristes ordenaste que o seu cadáver fosse levado e enterrado sem qualquer provisão de um enterro honroso. Oh! Pelo menos a Majestade Real foi respeitado em Maria Stuart depois da sua morte. O seu corpo foi embalsamado, levado para a cidadela e depositado num lugar preparado para esse fim. Foi ordenado aos seus oficiais que ficassem, juntamente com a família, perto do caixão, com todas as insígnias de suas dignidades, até que ele destinase a esta Princesa um enterro conveniente. 

O que ganhaste tu entregando-te a um movimento de ódio e raiva, não te conseguiste satisfazer mas apenas atrair mais ignomínia e infâmia, e causar ressentimento e indignação geral dos Soberanos, muito irritados contra ti, que eles nunca o foram contra Isabel de Inglaterra.

Ó dia de triunfo de Luís XVI, a quem Deus deu paciência nas tribulações e vitória no meio da tortura! Temos a firme confiança de que ditosamente foi substituída uma Coroa Real, cujas as cores em breve iriam desaparecer, por um diadema eterno, que os Anjos teceram com lírios imortais.



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domingo, 20 de janeiro de 2019

Donald Trump promete vetar qualquer lei a favor do aborto

O ex-Presidente norte-americano, Barack Obama, sempre desprezou a Manifestação March for Life, que junta centenas de milhares de pessoas em Washington, e nunca lhe dirigiu sequer uma palavra. O actual Presidente, Donald Trump, envia todos os anos uma mensagem para a March for Life. Publicamos aqui uma parte do texto deste ano:

Este é um movimento fundado no amor e fundado na nobreza e dignidade de cada vida humana.

Quando olhamos nos olhos de um recém-nascido vemos a beleza da alma humana e a majestade da criação de Deus. Sabemos que cada vida tem sentido e que cada vida vale a pena ser protegida. Como Presidente, defenderei sempre o primeiro direito da nossa Declaração de Independência, o direito à vida. 

(...)

Hoje, assinei uma carta ao Congresso para deixar claro que se me enviarem alguma legislação que enfraqueça a protecção da vida humana vou vetar. E nós temos o apoio para defender esses vetos. Cada criança é um dom sagrado de Deus.


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"Apenas alguns milhares de pessoas na marcha contra o aborto", disseram os 'media'

Na March for Life, em Washington, manifestantes contra o aborto aguentaram temperaturas negativas e defenderam publicamente o direito à vida, sempre com boa disposição. Os meios de comunicação social disseram que a manifestação contou apenas com alguns milhares de pessoas. Esta fotografia mostra que os 'media' se enganaram ou nos queriam enganar. Já é costume.


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sábado, 19 de janeiro de 2019

A Epiclese na Divina Liturgia (Rito Bizantino)



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Roe vs. Wade: 46 anos de injustiça

Ontem foi feita uma Marcha pela Vida em Washington para assinalar os 46 anos do ‘Roe vs. Wade’. O julgamento opôs uma jovem, de seu nome Norma McCorvey, a quem foi dado o pseudónimo Jane Roe, ao Estado do Texas. Norma McCorvey dizia que tinha ficado grávida depois de ter sido violada e exigia o direito a abortar.

O julgamento foi longo e Norma acabou por ter uma filha, que deu para adopção. Depois de vários recursos o Supremo Tribunal decidiu-se pelo direito à privacidade, por conseguinte qualquer mulher poderia abortar sem ter que justificar-se, até à viabilidade do feto, ou seja até conseguir sobreviver fora do ventre materno. Esta decisão alterou todas as leis federais nos Estados Unidos e viria a influenciar a forma como o mundo começou a olhar para o "direito ao aborto".

Em 1987, Norma McConey admitiu que foi persuadida pela sua advogada a dizer que tinha sido violada e que precisava de abortar, e hoje em dia luta pelo fim do aborto no seu país. Sarah Weddington, a advogada, confirmou que tinha mentido e explicou-se desta forma: "A minha conduta pode não ter sido totalmente ética. Mas eu agi desta forma porque pensei que havia boas razões para o fazer.”

Nestes 46 anos foram feitos cerca de 61 milhões de abortos nos Estados Unidos, o que corresponde a 61 milhões de bebés mortos. Tudo com base num julgamento que foi uma mentira. 

João Silveira


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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

18 de Janeiro: Festa da Cátedra de S. Pedro em Roma

Hoje é um dia muito importante para o Rito Romano:

É o dia da Cátedra de S. Pedro em Roma. Esta festa pode encontrar-se em vários documentos dos séculos IV/V, como o martirológio de S. Jerónimo, e.g., que reza "a dedicação da cadeira de S. Pedro o Apóstolo, onde o Apóstolo Pedro primeiro se sentou, em Roma" (ou seja, onde Pedro fundou, tomou posse e pontificou na Sé de Roma), apesar de ter perdido o seu destaque para a posterior (ainda que não muito) festa da Cátedra de S. Pedro a 22 de Fevereiro (hoje dita em Antioquia), dia em que o Papa foi eleito pelo próprio Senhor Jesus.

No séc. XVI, o Papa Paulo IV, embebido pelo espírito da reforma católica (que procurava reforçar a romanidade e combater o luteranismo que dava particular ênfase a S. Paulo), restaurou esta festa, que havia sido perdida nos calendários medievos, à sua data mais antiga, mantendo também a celebração mais popular de 22 de Fevereiro. Curiosamente, ou não, neste dia também se celebra a memória duma antiquíssima mártir romana, S. Prisca (ou Priscila), que, apesar de ser incerto quem fosse (ou quando tenha vivido ou morrido), dá o nome a umas importantes catacumbas romanas onde se guardou, porque naquela zona (na Via Salaria) se usou, a "primeira sé onde Pedro se sentou e baptizou" (dum manuscrito do Abade João, circa 600), em Roma.

Esta cadeira em si, provavelmente foi destruída no século VI, restando apenas alguns documentos alusivos à sua existência e uso.

Curiosamente, de hoje a uma semana (dia 25) celebra-se a festa da Conversão de S. Paulo, pelo que temos uma semana iniciada pela festa de S. Pedro, com a comemoração de S. Paulo (como sempre), e terminada com a festa de S. Paulo, com a comemoração de S. Pedro (como sempre).

Nesta semana, celebra-se uma santa ligada a S. Pedro: S. Prisca, cuja hagiologia nos indica uma possível relação com S. Paulo também; e um santo ligado a S. Paulo: S. Timóteo, seu discípulo, bispo de Éfeso, no dia 24. Ambos mártires, uma romana, outro oriental. Algo que não deve passar despercebido é que no dia 22 de Fevereiro (o outro dia no qual se celebra a Cátedra de S. Pedro) também se celebra a dedicação da igreja de S. Prisca, onde sabemos que S. Fabiano (ver adiante) residiu e lugar do qual se dizia "o lugar de Fabiano, i.e., o lugar de Pedro".

Ainda pelo meio desta semana, celebram-se várias festas importantes: temos os mártires da Pérsia (dia 19) (um dos antigos extremos do mundo cristão), mas que foram a Roma, e S. Vicente (dia 22) - patrono do Patriarcado de Lisboa -, da Península Ibérica (outro dos extremos do mundo cristão); temos um Papa (a maior autoridade na Igreja), S. Fabiano (que curiosamente era leigo, quando foi eleito, mas essa história fica para outra ocasião), celebrado com S. Sebastião (dia 20) (soldado do império, da importante sé de Milão), ambos mártires (ambos sepultados na Basílica de S. Sebastião) e este último veneradíssimo em Roma; e temos a grande S. Inês (dia 21) (nomeada no Cânon Romano), nativa romana, e aos olhos do mundo a menor autoridade. Tínhamos também a festa de S. Emerenciana (dia 23), irmã de S. Inês e martirizada dois dias depois desta, mas esta festa foi reduzida, perante a festa de S. Raimundo de Penaforte, grande santo da Idade Média.

É uma semana que mostra a catolicidade da Igreja e sobretudo o triunfo da caridade!  E é, sobretudo, uma festa em que rezamos por toda a Igreja e pelo sucessor de Pedro. Rezemos então, com a colecta da Missa de hoje:
Deus, que dando ao Vosso Apóstolo S. Pedro as chaves do reino dos céus, lhe concedestes o poder pontifício de ligar e desligar, concedei-nos, pelo auxílio da sua intercessão, sejamos libertados dos laços dos nossos pecados.

Pedro Froes

Nota: A festa da Cátedra de S. Pedro em Roma deixou de ser celebrada em 1960, com a reforma do calendário tridentino, levada a cabo pelo Papa João XXIII.


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quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

7 semelhanças entre o Terço e a Missa Tradicional

1. Repetição útil. Como todos os seres humanos normais sabem, e como aparentemente os reformadores litúrgicos não sabiam,  a repetição é extremamente útil e importante em todo o discurso humano - como demonstrado nas linhas rítmicas dos poetas, nas conversas íntimas das pessoas que se amam, nas elevadas visões dos místicos, nas árias dos compositores de ópera, e nos frequentes pedidos das crianças para ouvir a mesma história. Nós repetimos aquilo que é amoroso para aqueles que amamos. O Terço exemplifica esta prática, mas também a liturgia tradicional, seja a Santa Missa ou o Ofício Divino. As muitas repetições aqui reforçam, amplificam e dão expressão aos pensamentos e sentimentos do coração. 

Foi um exercício cruel de racionalismo cortar as supostas "inúteis" repetições como os muitos beijos do altar, as muitas enunciações "Dominus vobiscum", o Confiteor duplo, as nove vezes do Kyrie, os sinais da Cruz, as múltiplas orações antes da comunhão, o duplo "Domine, non sum dignus" dito três vezes. Pergunto-me se os responsáveis por esta deformação tiveram o desgosto de serem crianças negligenciadas que não ouviram poesia ou histórias repetidas vezes sem conta.

O único tipo de repetição que Nosso Senhor proíbe é repetição manipulativa ou sem razão. Quando uma pessoa repete vocábulos sem intenção nenhuma, ou repete palavras como feitiços que podem exercer poder sobe um outro objecto (incluindo dirigidos aos deuses, na maneira pateta como alguns pagãos os pensam). Piedade católica tradicional usa a repetição numa maneira inteiramente diferente, para honra de Deus e benefício da alma.

2. Concentração em mistérios, não em actividade. O Terço é como o saltério de Nossa Senhora: é, por assim dizer, os 150 salmos dos pobres. Mas estes pobres somos cada um de nós, todos nós; somos pobres pedintes que se ajoelham diante do trono de Deus, procurando a Sua misericórdia e bênção às mãos da Sua Santa Mãe. As orações do Terço são em si duma riqueza sem medida, inesgotáveis, a fonte de uma vida de união orante com Jesus. 


Algum tempo após o aparecimento do Terço, a meditação nos mistérios da vida de Jesus e Maria foi adicionada como enquadramento para as dezenas. Notem como o Terço nos faz abrandar e focar a nossa atenção nos mistérios divinos, não no apostolado externo ou num activismo frenético. Aponta mais para o ser do que para o fazer. A Missa tradicional, também, é libertada da estranha preocupação dos nossos tempos com a utilidade, com os resultados instantâneos e com nova evangelização de tudo. O Terço e a Missa formam-nos, alimentam-nos e envolvem-nos nos mistérios de Nosso Senhor, através de quem somos salvos. Isto é o pré-requisito para fazer o que for pelo reino de Deus - e é o objectivo de todo o trabalho que fazemos.

3. Foco no Senhor e na Sua Mãe, não no povo. O Terço, mesmo quando recitado em grupo, é ainda uma oração "vertical": não é sobre o grupo, ou acerca do grupo, ou focado em atender às suas necessidades reais ou estimadas, ou uma tentativa de persuadir ou incentivar alguma resposta em particular. Como a Missa, faz de facto as pessoas mais unidas, responde às nossas necessidades, e extrai de facto respostas. Mas a sua atenção, o seu propósito, toda a sua orientação, é outra.

Isto é talvez o aspecto mais notável e digno de louvor da Missa tradicional: em todas as alturas, excepto a homilia, a Missa é manifestamente um acto de culto dirigido a Deus Omnipotente, Pai, Filho e Espírito Santo, um exercício do sacerdócio de Cristo e um sacrifício do Seu Corpo e Sangue. Claramente não é um get-together social no qual o celebrante e a congregação se voltam uns para os outros e são servidos refrescos.

4. Escola de disciplina. Conquanto não haja nada de errado com recitar o Terço sentado, muitas pessoas rezam-no ajoelhadas. Isto é duro para os joelhos e para as costas: não é por nada que ajoelhar é considerado uma postura penitencial nas Igrejas Orientais, e que os católicos tradicionalmente ajoelham-se no sacramento da penitência. O Terço é uma oração que convida, e de certa medida, exige, disciplina: a disciplina do corpo, e ainda mais, da alma. Quando a atenção começa a deambular, temos de gentil, mas firmemente, trazê-la de volta para a oração. É uma oração de perseverança: temos de lhe aderir, para o que der e vier. O diabo certamente não que que continuemos a rezar o Terço. Pelo menos na minha experiência de vida, o Terço não é uma oração que se compreenda automaticamente; temos de crescer para junto dela, com confiança nas promessas de Nossa Senhora.

A Missa antiga é um verdadeiro bootcamp de disciplina espiritual. Na Missa rezada, é costume, pelo menos nos Estados Unidos, ajoelhar durante quase toda a Missa, do princípio ao fim. Não consigo expressar a ajuda que isto tem sido para a minha preguiça. Na Missa solene, também, há muitos momentos de joelhos, e toda a liturgia é longa - sem pressa aqui, e sim, Deus é mais importante que tudo o resto que nós ou as nossas famílias possam estar a fazer em casa, portanto ultrapassemos a nossa impaciência. Se alguém tem um grande número de filhos, os desafios acumulam.[1] Terço e o rito antigo da Missa exigem - e recompensam - a disciplina.

5. Uso de sinais tangíveis junto com oração vocal e mental. Estou convencido que uma das simples razões pelas quais gostamos do Terço é que é um objecto físico: um conjunto de contas, agrupadas em padrões, com medalhas e um crucifixo. Os católicos tendem a gostar de coisas físicas, porque Deus as ama. Ele criou o mundo material para se tornar uma das maneiras de comunicar connosco e uma das maneiras nas quais podemos comunicar com Ele.


Portanto o Terço não é apenas um conjunto de palavras (a maldição da verbosidade), nem um Monte Evereste de oração mental (a maldição da devotio moderna levada ao extremo), mas uma tríade harmoniosa: as palavras repetidas, os mistérios ordenados e as contas. Há algo para cada um de nós - e, para ser honesto, isto significa que, por vezes, parte de nós vai saltar e liderar o resto de nós. Alguma vez notámos que há dias em que parecer que os nossos dedos estão a rezar mais que os lábios e a mente? Temos de ser suficientemente humildes para ser carregados pelas nossas próprias mãos.

A comparação com a Missa tradicional não está longe. Está mais repleta de sinais físicos do sagrado, do princípio ao fim, dando-nos mais cavilhas às quais agarramos as nossas orações. Permite uma grande latitude para a meditação: ninguém está constantemente à espera que se faça isto, diga aquilo, "todos juntos agora"! Há silêncio para descansar, canto para nos expandirmos, cerimónia para assistir, tempo e espaço para rezar, e, quando Deus nos favorece, uma conexão intemporal com Ele que nada mais pode trazer. A Missa antiga não é demasiado cerebral ou demasiado dita, como se fosse uma palestra apontada a melhorar moralmente os fiéis (diversas vezes um esforço vão, até na melhor altura). É um acto de culto ao qual nos podemos agarrar, no qual podemos encontrar Deus.

Os Missal, bem manuseado, daqueles que ouvem Missa, e os véus bem usados pelas mulheres, são como as contas do Terço, lembretes tangíveis do que estamos a fazer. É suficiente olhar de soslaio para uma antífona ou para uma página do Ordinário para levar os nossos pensamentos dispersos de volta para o mistério central.

6. É recebido como algo basicamente inalterado por séculos. O Terço existe há muito tempo - e não nos atrevamos a brincar com ele.[2] Não sugerimos um "Terço reformado" do qual todas as "repetições inúteis" foram retiradas. Não transformamos a forma recebida, do avesso, para a tornar mais aceitável ou ameno para o homem moderno. Não o desfazemos por ter desenvolvimento medieval ou como uma relíquia suplantada de crédula "Mariolatría". Não; nós mantemo-lo, valorizamo-lo, preservamo-lo, entregamo-lo intacto aos nossos filhos.

A lógica, a atitude, a espiritualidade é a mesma no que toca à Santa Missa. Na sua forma clássica, o Rito Romano em Latim foi desenvolvido organicamente por 1500 anos - com o seu desenvolvimento a abrandar nos séculos recentes, porque tinha atingido perfeição formal, perfeitamente proporcionada à glorificação do Deus Uno e Trino e às necessidades da comunidade orante. Somos humildemente privilegiados ao receber este tesouro imenso. Amamo-la e vamos entregá-la aos nossos filhos.

7. Nossa Senhora é invocada, pelo nome, muitas vezes. Isto é obviamente verdade no Terço, o que torna esta devoção num correctivo saudável ao racionalismo protestante que reduziria a oração a dirigirmo-nos a Deus apenas, ignorando a Sua Mãe e todos os Seus filhos, os santos, e desta maneira insultando-O e pecando contra as Suas disposições providenciais.


Da mesma maneira, a Missa tradicional exalta adequadamente Nossa Senhora mencionando-a várias vezes - nas orações fixas apenas, 10 ou 11 vezes, dependendo do dia.[3] Neste honrar frequente da Santa Theotokos, o Rito Romano mostra o seu parentesco com todas as outras liturgias cristãs autenticas, como a Divina liturgia de S. João Crisóstomo.

A liturgia tradicional, como o Terço, nunca se cansa de voltar a chamar a sua memória e de invocar a intercessão da toda-gloriosa Mãe do nosso Deus e Senhor, Jesus Cristo.

Talvez parte da razão para a continua popularidade do Terço seja que ele nutre a vida espiritual em várias maneiras semelhantes àquelas como a Missa tradicional fazia (e ainda faz, onde existe). Isto talvez possa explicar também o encaixe natural entre assistir a uma Missa rezada, rezando o Rosário. Enquanto rezar o Rosário durante a Missa talvez não seja a forma ideal de participar interiormente nas riquezas da sagrada liturgia, sabemos que a Igreja, ainda assim não proíbe ou desencoraja tal coisa na Missa rezada, e apenas apontamos que existe parentesco entre a oferta silenciosa da oração pública da Igreja e da reza silenciosa do terço de Nossa Senhora.

Existe consolação neste facto, Pois, se estamos correctos, a oração do Terço está a preparar um largo contingente de católicos para redescobrir e regressar à Missa antiga, tão profunda e puramente mariana na sua espiritualidade.[4]

Salve, Rainha do Santíssimo Rosário! Salve, Nossa Senhora da Victoria! Rogai por nós pecadores neste vale de lágrimas, e obtende de Vosso Filho a muito esperada restauração da grande e bela liturgia da Igreja Romana. Amen.

Peter Kwasniewski in Rorate Caeli
Notas:
[1] Ver o artigo Ex ore infantium: Children and the Traditional Latin Mass” e os links lá providenciados.
[2] Claro que os Mistérios Luminosos são uma espécie de invenção, mas a ideia de usar mistérios alternativos da vida do Senhor é muito antiga e recomendada pelo próprio apóstolo do Rosário, S. Luís Maria Grignion de Monfort. Isto não significa, no entanto, que os católicos têm de adoptar os Mistérios Luminosos; até João Paulo II os apresentou como opcionais.
[3] A variação é causada pela diferença entre a Missa rezada e a Missa solene.
[4] Algo como isto, é claro, estava a acontecer de maneira espontânea e orgânica com os Frades Franciscanos da Imaculada.


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A Confissão destrói o mau cheiro do pecado

O pecado não é vergonhoso senão quando o fazemos, mas sendo convertido em confissão e penitência é honroso e saudável. A contrição e a Confissão são tão formosas e de tal fragrância, que apagam a fealdade e desvanecem o mau cheiro do pecado.

São Francisco de Sales in Filoteia


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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Lista de livros para aprender doutrina católica e melhorar a vida espiritual

Para se obter uma visão ampla dos diversos ramos do Catolicismo o caminho mais simples é a leitura dos manuais. Para citar os mais facilmente encontráveis: Dogmática, Ludwig Ott; Moral, Del Greco, Royo Marín; Mística, Tanquerey. Também o Boulenger (Instrução Religiosa; Apologética) me foi muito útil nos proémios do Catolicismo. Alguns sites que possuem obras valiosas disponíveis na íntegra são o Mercabá, o Alexandria Católica e o Obras Raras do Catolicismo: não deixem nunca de visitar, divulgar e colaborar com eles.

Livros clássicos há-os muitos e é até difícil sistematizá-los aqui. Mais uma vez, com base unicamente na minha experiência particular, sem nenhuma sistematização mais rigorosa, sem pensar muito no assunto, os livros que tiveram maior relevância na minha formação foram: o Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem (São Luís de Montfort), A prática do amor a Jesus Cristo (Santo Afonso de Ligório), Filoteia (São Francisco de Sales), Ortodoxia (Chesterton), A Fé em Crise? (Vittorio Messori / Card. Ratzinger), A Imitação de Cristo (Tomás de Kempis), Confissões (Santo Agostinho), O Diálogo (Santa Catarina de Sena). 

Ao lado destes há um sem-número de outros cuja não-leitura até hoje perfaz talvez o aspecto mais embaraçoso da minha parca erudição, como a História de uma Alma (Santa Teresinha), o Castelo Interior (Santa Teresa), A alma de todo apostolado (Dom Chautard), As Grandes Heresias (Billoc), a Apologia Pro Vita Sua (Cardeal Newman), As três idades da vida interior (Garrigou-Lagrange) e tantos, tantos outros. Trata-se de lista que eu não tenho envergadura para elaborar.

Jorge Ferraz in Deus lo vult


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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Seminaristas da Igreja Greco-Católica Ucraniana cantam à mesa



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Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do Mundo

Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, dona nobis pacem.


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domingo, 13 de janeiro de 2019

Papa Francisco celebra (mais uma vez) Missa ad orientem

Mantendo a tradição, o Papa Francisco celebrou hoje a Santa Missa ad orientem na Capela Sistina, no Vaticano. Rezemos para que mais sacerdotes sigam este bom exemplo. O Papa baptizou ainda 27 crianças, a maioria deles filhos de funcionários do Vaticano.


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O fundo da caverna

Eu resistia a acreditar: fui mesmo ver a gravação da reportagem que passou na quinta-feira (10 de Janeiro) na TVI, depois do telejornal das 20h00, seguida de debate na TVI24.

A reportagem consistia fundamentalmente numas imagens de má qualidade, com uma cor distorcida, captadas com uma câmara instável e um som fraco, da conversa de um homossexual com uma psicóloga, com um padre (no confessionário) e ainda trechos de reuniões de entre-ajuda de homossexuais, numa paróquia de Lisboa. Nunca se via o protagonista homossexual, apenas a psicóloga e o padre. Aliás, a imagem era tão má que, muitas vezes, só se via a testa da psicóloga e o tecto da sala.

No rodapé, lia-se: «Grupo secreto quer “curar” homossexuais». Periodicamente, uma voz-«off» explicava que as sessões eram pseudo-psicológicas e falsas. Nos intervalos das conversas, enquanto víamos uma pessoa de costas, em contra-luz, o interlocutor homossexual fazia a síntese, sempre em voz-«off»: lavagem cerebral, tratam-nos como almas perdidas, manipulam, é mutilante, «saí de lá a sentir-me um pecador desgraçado», foi violento... imaginem que me disseram que «só uma amizade casta seria correcta», desvalorizam o amor entre duas pessoas «só porque não têm filhos».

No programa que se seguiu, no canal TVI24, ficámos a saber que as conversas tinham sido gravadas às escondidas, sem autorização da psicóloga ou do padre. Provavelmente, usaram um telemóvel, o que explica a dificuldade de estabilizar a câmara e a péssima qualidade da imagem e do som. Compreende-se também que, para a psicóloga não reparar no telemóvel, só a podiam apanhar de esguelha e, às vezes, só se lhe via a testa. Também ficámos a saber que as gravações tinham sido montadas – o que era evidente, mas se podia atribuir a deficiência técnica – para transmitir uma versão manipulada das posições da psicóloga e do padre. O pior eram os relatos do homossexual, intercalados em voz-«off», que davam a impressão de descrever outras partes da conversa, totalmente inventadas.

Quando a psicóloga informou que não tinha sido consultada acerca das gravações e denunciou a montagem tendenciosa e os relatos falsos que o homossexual tinha acrescentado em voz-«off», a jornalista Ana Leal interrompeu e fez barulho, para evitar que os espectadores ouvissem. Em face disto, a psicóloga visada na reportagem e um seu colega psicólogo abandonaram o debate. O que sobrou fez pena. A jornalista repetiu as suas convicções: «sessões violentas, nefastas», «sociedade secreta», «falsas curas», «aquilo é um crime», «noutros países é proibido, até na China!», «põe em causa o código deontológico dos psicólogos». O homossexual exibiu, em voz-«off», uma aversão fria contra aqueles que não apoiavam a sua orientação e lhe tinham «roubado o amor da sua vida», um rapaz que desistiu dos comportamentos homossexuais. Enfim, o que é preciso é aceitar, repetiam os sobreviventes do painel.

Não é só em Portugal que a aceitação levanta problemas. Em França, em 2011, um homem casado, com dois filhos, decidiu que era mulher. Em 2104, o casal decidiu conceber naturalmente o terceiro filho, mas o notário recusou-se a registá-lo como filho de duas mães. O tribunal de primeira instância de Montpellier concordou com o notário e o procurador (2016) e o caso subiu ao tribunal de apelo de Montpellier que acaba de propor uma solução diplomática: que se inscreva a criança como filha da sua mãe e de uma «parente biológica», sem especificar o sexo da progenitora. O assunto deve agora subir para o Supremo.

O Brasil também se depara com problemas de aceitação. Damares Alves, nova Ministra brasileira da Mulher, Família e Direitos Humanos, confirmou que defende a vida: «esta pasta não vai lidar com o tema aborto, vai lidar com protecção de vida e não com morte». Uma dessas medidas é apoiar as índias da Amazónia para acabar com alguns costumes. Por exemplo, quando nascem gémeos, a tradição impõe que a mãe escave uma cova e enterre os bebés vivos. Um inconveniente é que o choro dos bebés costuma durar 1 hora e nalgum caso chega a durar 7 horas, conforme a quantidade de terra que lhes põem por cima e a compactação. Como Damares não aceita esta orientação, as forças culturais habituais prometeram violência. As ameaças foram tão concretas que a filha da Ministra não pôde assistir à tomada de posse da mãe, porque teve de ser escondida pela polícia numa cidade distante.


José Maria C.S. André in Correio dos Açores, 13-I-2019


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sábado, 12 de janeiro de 2019

Padre Duarte Sousa Lara fala sobre a homossexualidade



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Para Neil Armstrong foi mais importante ir à Terra Santa do que à Lua

Neil Armstrong visitou Jerusalém em 1988, e pediu a Thomas Friedman que lhe mostrasse um lugar por onde tivesse caminhado Jesus. Quando o professor de arqueologia bíblica o levou aos restos das escadas do templo de Herodes, o astronauta disse: “Significa mais para mim ter pisado estas escadas do que ter pisado a lua.”


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sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

É possível deixar de sentir atracção por pessoas do mesmo sexo?

Richard Cohen, psicoterapeuta americano, apresentou em Espanha o seu trabalho: 'Comprender y sanar la homosexualidad' (compreender e curar a homossexualidade), no qual deixa aos homossexuais, que querem deixar de sê-lo, uma mensagem de esperança: “Nunca desista, a mudança é possível”. Baseia-se também na sua própria experiência, já que ele mesmo sentiu atracção por pessoas do mesmo sexo.

É verdade que a pessoa nasce homossexual?
- Richard Cohen: De acordo com a Associação Americana de Psicologia (APA), não se nasce necessariamente com a atracção pelo mesmo sexo: "Apesar de terem sido bastante investigadas as possíveis influências genéticas, hormonais, do crescimento, sociais e culturais sobre a orientação sexual, não há evidências que permitam os cientistas concluir que a orientação sexual esteja determinada por um ou por mais factores concretos. Muitos acreditam que tanto a natureza quanto a educação desempenham um papel complexo. A maioria das pessoas sentem que tiveram pouca capacidade de escolha na sua orientação sexual ", diz a Associação Americana de Psicologia.

Por que existem pessoas com atracção pelo mesmo sexo?
- Richard Cohen: Mais de oitenta anos de literatura científica têm encontrado muitas razões pelas quais as pessoas experimentam sentimentos homossexuais. Sei isso pela minha própria vida, pela vida de centenas de pessoas com as quais trabalhei como terapeuta, e de outras milhares através dos nossos workshops de cura e aulas através de videoconferência. Muitas pessoas não acham o modo de vida "gay" engraçado e gostariam de outro estilo de vida. Querem mudar os seus sentimentos homossexuais, ter família e filhos.

É possível a transição da homossexualidade para a heterossexualidade?
- Richard Cohen: Durante os últimos vinte e dois anos, como psicoterapeuta na International Healing Foundation, tive um sucesso notável ajudando homens e mulheres a resolverem sua atracção indesejada por pessoas do mesmo sexo e realizar os seus sonhos de heterossexualidade.

Como?
- Richard Cohen: Nosso plano consiste de quatro etapas para passar de gay para não gay, e funciona se alguém estiver realmente interessado na mudança. Através do nosso programa, explicado no meu livro, as pessoas mudam de dentro para fora. Não é apenas a mudança de comportamento. Quando alguém identifica e corrige as feridas do seu passado, e experimenta o amor numa relação saudável e não sexual com pessoas do mesmo sexo, surge naturalmente o desejo heterossexual.

Tem visto isso no seu consultório...
- Richard Cohen: Eu experimentei isso pessoalmente e tenho observado a mesma transformação na vida de milhares de homens e mulheres com quem trabalhei como conselheiro, em seminários de cura ou aulas por videoconferência. Os quatro ingredientes da mudança são: 1) motivação pessoal, 2) um tratamento eficaz, 3) o apoio dos demais, 4) o amor de Deus.

Por que é que o lobby gay não quer assumir que muitas pessoas com atracção por pessoas do mesmo sexo sofrem por causa dos seus sentimentos e querem ser livres para fazer a transição?
- Richard Cohen: Os activistas homossexuais trabalharam muito para evitar que os profissionais da saúde médica e psicológica  oferecessem a sua ajuda àqueles que experimentam atracção indesejada pelo mesmo sexo. A razão é que os homossexuais sofrem muitos preconceitos. Tudo o que eles querem é ser amados e aceites. Portanto, desenvolvem a teoria de que ser gay é algo inato e imutável e não pode ser alterado. Mas isso não é cientificamente correcto. 


No seu livro diz que, para essa transição, é preciso curar as feridas emocionais. Que feridas são essas?
- Richard Cohen: Se estudar a literatura científica, vai encontrar os diversos factores que levam alguém a sentir-se atraído por pessoas do seu próprio sexo. Se conversar e escutar os gays e as lésbicas, vai encontrar as similitudes nas suas origens. Eu explico no meu livro dez causas potenciais que levam homens e mulheres a ter sentimentos homossexuais.

Quais são?
- Richard Cohen: Ninguém nasce, essencialmente, com sentimentos homossexuais. Ninguém escolhe simplesmente ter atracção pelo mesmo sexo. Existem muitas razões para isso acontecer. Algumas causas potenciais dos sentimentos homossexuais são: 1) a carência de vínculos entre o filho e o pai, ou entre a filha e a mãe; 2) o temperamento hiper-sensível; 3) a identificação exagerada entre o filho e a mãe, ou entre a filha e o pai; 4) a falta de conexão com os companheiros do mesmo sexo, rapazes que não se sentem à vontade com outros rapazes, e meninas que não se sentem à vontade com outras meninas; 5) o abuso sexual. Estas são só algumas experiências que podem levar alguém a desenvolver a atracção pelo mesmo sexo. Nunca é apenas um factor que origina os sentimentos homossexuais.

Então existe uma causa nos pais?
- Richard Cohen: Não é a educação dos pais em si mesma que gera sentimentos homossexuais, mas a percepção que a criança tem dessa educação. Por detrás da atracção pelo mesmo sexo, encontramos dois pontos principais: 1) traumas que não foram resolvidos no passado; 2) necessidades legítimas de amor por pessoas do mesmo sexo. Esses dois pontos conduzem à atracção pelo mesmo sexo.

É possível prevenir a orientação homossexual?
- Richard Cohen: Sim. No meu livro Gay Children, Straight Parents, eu explico como a família e os amigos podem ajudar as pessoas atraídas pelo mesmo sexo a mudarem e realizarem o seu destino heterossexual. Como nós conhecemos o que produz os sentimentos homossexuais, é fácil entender a forma de ajudar os homens e as mulheres homossexuais. Por outras palavras: um menino recebe o seu senso da masculinidade em primeiro lugar do seu pai, e depois dos parentes e companheiros homens; e uma menina recebe o senso da feminilidade primeiramente da sua mãe, e depois das parentes e das companheiras mulheres. Depois, quando o rapaz atravessa a adolescência, surgem naturalmente os desejos heterossexuais. Neste último livro, eu descrevo doze princípios que a família e os amigos podem aplicar para ajudar os seus entes queridos homossexuais a conseguirem atingir a sua verdadeira identidade de género. Funciona se a pessoa seguir o programa. Nós conseguimos um grande sucesso ao longo dos anos.

Por que é que a sua fé em Deus foi tão importante e decisiva para sua transição da homossexualidade para a heterossexualidade?
- Richard Cohen: Realmente não foi a minha fé em Deus que me ajudou a curar e sair da homossexualidade. Foi a confiança de Deus em mim que me ajudou a mudar! Durante muitos anos, eu achava que era a pior pessoa do mundo porque tinha sentimentos homossexuais. Ouvi dizer que a homossexualidade era o pior "pecado". Mas finalmente percebi que Deus me amava incondicionalmente. Quando senti o seu amor, tocou-me no mais profundo da alma e comecei a ficar curado.

Passamos do ridicularizar e silenciar os homossexuais a aceitar quase todas as ideias do lobby gay. Acha que muitas organizações médicas e religiosas deveriam pedir desculpas aos homossexuais por não ajudá-los no passado, e nem fazê-lo agora por medo de serem criticados por serem politicamente incorrectos?
- Richard Cohen: Muitas organizações religiosas, médicas e psicológicas deixam que a criança escorregue pelo ralo da banheira. Abdicam das suas crenças fundamentais em nome da tolerância. Ao invés de pedir desculpas aos homossexuais por seus erros passados, mudam as suas crenças. Isso não é útil e nem agradável para a comunidade homossexual.

Então?
- Richard Cohen: Temos que pedir desculpas pelas nossas palavras e comportamentos ofensivos do passado, e oferecer-lhes o presente do nosso amor e compreensão, que ajudará verdadeiramente a que todos os homossexuais se descubram a si mesmos em toda a sua verdade e autenticidade. Quando o fizermos, surgirá em todos nós uma mudança real e duradoura.

O que diria a uma pessoa com sentimentos homossexuais que sofre e quer mudar sua orientação?

- Richard Cohen: Entendo o que sente. Passei por isso. Tenha esperança de que todos os seus sonhos serão realidade. Mudar é possível! Vivi uma vida gay e agora estou casado há trinta anos. Não desista. Se seguir as quatro etapas da cura de 'Compreender y Sanar la homosexualidad', encontrará a liberdade que tanto deseja. Nunca desista.

Richard Cohen in Zenit


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Queixa contra a TVI por causa da reportagem sobre o "grupo secreto que quer curar homossexuais"

A TVI publicou ontem uma reportagem vergonhosa na qual quebrou o sigilo entre médico/paciente, infiltrou microfones em confessionários, violou o direito à privacidade de várias pessoas e fez um ataque vil à Igreja Católica. Quem quiser fazer queixa envie um email para: 

carteira.press@ccpj.pt e info@erc.pt 

Segue um modelo de email que pode ser usado:

Exmº Sr. Presidente do Conselho Regulador
da Entidade Reguladora para a Comunicação Social
Dr. Sebastião José Coutinho Póvoas

No dia 10 de Janeiro a TVI, no Jornal das 8, transmitiu uma reportagem da autoria da jornalista Ana Leal com o título "A homossexualidade como uma doença".

A reportagem merece vários reparos, por exemplo, insiste na referência a terapias conversivas ou de reconversão, termo que nunca é referido por nenhum dos intervenientes, ou na afirmação que há um "grupo secreto" que acredita que os homossexuais podem ser curados, mais uma afirmação que nunca é referida nas imagens gravadas no suposto "grupo secreto".

Mas o que realmente é grave é que na reportagem foram captadas várias imagens e áudios, recolhidos por dispositivos ocultos e sem autorização das pessoas que nela participam.

A reportagem mostra variadas gravações de imagem e som de consultas da psicóloga Maria José Vilaça com um paciente (que terá feito a gravação de maneira dissimulada e que nunca é identificado) onde esta é claramente identificada. Estas gravações foram realizadas sem autorização da dita psicóloga, o que viola claramente o seu direito à privacidade, o seu direito à imagem e o seu direito ao livre exercício da sua profissão. Todos estes direitos estão protegidos pela Constituição da República Portuguesa.

Mais grave ainda são as gravações, feitas pelas mesma pessoa, de um grupo de acompanhamento pastoral ligado à Igreja Católica, o qual é acompanhado por Maria José Vilaça, não enquanto psicóloga, mas enquanto católica. Nessas imagens, embora não apareça o rosto de mais ninguém a não ser o de Maria José Vilaça, é claramente audível as vozes de outros participantes, assim como é identificado o local da reunião. Como é evidente estas gravações expõem os restantes participantes destes encontros, que vêm assim o anonimato que esperam no grupo em perigo.

Também na reportagem aparecem gravações da mesma pessoa a conversar com um sacerdote católico. O sacerdote aparece com o rosto distorcido, mas sem qualquer distorção da voz, o que torna possível a sua identificação.

Por considerar  que este programa, ao difundir gravações de imagem e som de pessoas sem a sua autorização, assim como a difusão de imagens de locais de culto sem autorização das respectivas autoridades, violou os direitos à privacidade, à imagem, ao livre exercício da profissão e à liberdade de religião, tendo assim violado o disposto nos número 1 e 2 do artigo 27 da lei nº 27/2007 venho pedir a Vossa Excelência a intervenção da Entidade Reguladora para a Comunicação Social.

Com respeitosos cumprimentos,


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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Como descobrir qual é a religião verdadeira? Fulton Sheen responde



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Oração a Santa Filomena para alcançar uma graça

1. Ó meu Jesus que dissestes: “Pedi e recebereis, procurei e achareis, batei e abrir-se-vos-á”, eis que bato à Porta do Vosso Coração, procuro o Vosso socorro e peço, por intercessão de Santa Filomena, a graça... (peça-se)

Pai Nosso, Avé Maria, Glória.
Gloriosa Santa Filomena, rogai por nós!
Sagrado Coração de Jesus, eu confio e espero em vós!

2. Ó meu Jesus que dissestes: “O que pedirdes ao Pai em Meu nome, ser-vos-á concedido”. Ao Pai do Céu, em Vosso nome, por intercessão de Santa Filomena, peço a graça... (peça-se)

Pai Nosso… (reza-se como anteriormente)

3. Ó meu Jesus que dissestes: “Passará o Céu e a Terra, mas as minhas Palavras jamais passarão”. Confiado na infalibilidade das vossas Santas Palavras, peço por intercessão de Santa Filomena a graça... (peça-se)

Pai Nosso… (reza-se como anteriormente)

Oração final

Ó Sagrado Coração de Jesus a quem é impossível não ter compaixão dos infelizes, tende piedade de nós pobres pecadores e concedei-nos as graças que pedimos por intercessão de Santa Filomena, refugiando-nos no Coração Imaculado da Virgem Maria.


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