domingo, 14 de outubro de 2018

10 motivos para ir à Missa Tradicional

1. Sereis como santos

Levando em consideração que a Missa celebrada até 1970 era, praticamente, a de São Gregório Magno (codificada em torno do ano 600), estamos a falar de 1400 anos da vida da Igreja, ou seja, a maior parte da história dos seus santos. As orações, os hinos, as leituras que alimentaram a fé dos santos são as mesmas que alimentam a nossa. 

É a missa de São Tomás de Aquino, quem compôs o próprio da festa de Corpus Christi; é a missa que assistia São Luis, Rei de França até três vezes por dia; é a Missa na qual São Felipe Neri caía em êxtases durante os quais era preciso ampará-lo; é a Missa que se celebrava clandestinamente em Inglaterra e na Irlanda na época das perseguições; é a Missa que rezava São Damião de Molokai na capela construída com as suas mãos leprosas… 

2. O que é verdadeiro para nós é ainda mais para nossos filhos 

A liturgia tradicional forma a mente e o coração dos nossos filhos nos louvores divinos, por meio do exercício das virtudes da humildade, obediência e adoração silenciosa. Preenche os seus sentidos e sua imaginação com os sinais e os símbolos sagrados, com “cerimónias místicas” como as chamava o Concílio de Trento. Os pedagogos sabem que as crianças são mais sensíveis às ilustrações visuais do que a longos discursos. A solenidade da liturgia tradicional abrirá às crianças catequizadas a transcendência, e fará nascer em muitos meninos varões o desejo do serviço ao altar. 

3. A Missa Universal

A liturgia tradicional não só estabelece um vínculo de unidade temporal entre a nossa geração e as que nos precederam, mas também um vínculo de unidade especial entre todos os fiéis do Mundo. Antes da reforma litúrgica era um grande consolo para os viajantes descobrir que além das culturas e das línguas, a Missa era sempre a mesma em todas as partes, a mesma que celebrava o sacerdote da sua paróquia. Era também a mais evidente confirmação da autêntica catolicidade do seu catolicismo. Que contraste com certas paróquias actuais onde a Missa muda de um sacerdote para o outro e de um Domingo para o outro. 

4. Sabemos o que esperar

Uma cerimónia centrada no sacrifício de Nosso Senhor no Calvário. O silêncio, antes, durante e depois. Apenas meninos a fazer acólitos. Apenas mãos consagradas para tocar o Corpo de Cristo. Nada de extravagâncias nos ornamentos ou na música. Por outras palavras, a única actividade que o homem, quando não se se celebra de maneira inadequada, não pode desviar do seu único propósito: o culto ao verdadeiro Deus. 

O Pe. Johathan Robinson, do Oratório de São Felipe Néri, no seu livro 'The Mass and Modernity' (Ignatius Press, 2005), escrito antes de que se familiarizasse com a liturgia tradicional, assinala que a atracção principal e perene do que ainda era o rito antigo é que ele oferece “um propósito transcendente”, ainda que seja mal celebrado.[1] Enquanto a Missa Nova, nada garante a “centralidade do mistério pascal”.[2] 

5. É original

O rito romano tradicional tem uma orientação teo e cristocêntrica patente, manifesta tanto na posição ad Orientem do celebrante como nos ricos textos do missal que destacam o mistério trinitário, a divindade de Nosso Senhor e o Seu sacrifício na Cruz. Como bem documentado pelo professor Lauren Pristas,[3] as orações do novo missal carecem de clareza na expressão do dogma e ascetismo católicos; no entanto, as orações do velho missal não têm nenhuma ambiguidade ou equívoco. É cada vez maior o número de católicos que não tem conhecimento de até que ponto a reforma litúrgica foi precipitada e de como leva a uma confusão por causa de suas opções quase ilimitadas e da sua descontinuidade com os catorze séculos anteriores de oração da Igreja. 

6. Um santoral superior

Nos debates litúrgicos, uma grande parte dos intercâmbios centra-se, não surpreendentemente, na defesa ou crítica das mudanças feitas no Ordinário da Missa. Mas não devemos esquecer que uma das diferenças mais importantes introduzidas no missal de 1970 é o seu calendário, começando pelo santoral. O calendário de 1962 é uma maravilhosa introdução à história da Igreja primitiva, hoje tantas vezes esquecida. Está tão providencialmente ordenado que a sucessão de certas festividades forma conjuntos que ilustram uma faceta particular da santidade. 

Por seu lado, os criadores do calendário reformado eliminaram ou degradaram 200 santos, começando por São Valentino. São Cristóvão, o padroeiro dos viajantes, desapareceu, com a desculpa de que não teria existido, apesar das inúmeras vidas que salvou. Privilegiou-se de forma sistemática a ciência histórica moderna em relação as tradições orais da Igreja. Esta preferência científica faz pensar nas seguintes palavras de Chesterton na sua obra Ortodoxia: “É muito fácil compreender por que uma lenda é considerada e deve ser considerada com maior respeito que uma obra histórica. A lenda é, geralmente, obra da maioria dos membros da aldeia, uma maioria de homens de espírito são. O livro, geralmente, é escrito pelo único homem louco da aldeia.”

7. Um temporal superior

O temporal também sofreu alterações. O ciclo litúrgico é muito mais rico no calendário de 1962. Cada Domingo do ano tem o seu conteúdo próprio, que é uma espécie de marcador para os fiéis graças ao qual podem medir, ano após ano, seu progresso ou retrocesso espiritual. O calendário tradicional observa antigas circunstâncias recorrentes, como as Quatro Têmporas ou as Rogativas que manifestam, além de nossa gratidão para com o Criador, a nossa submissão alegre ao ciclo natural das estações e das colheitas. 

O calendário tradicional não tem um “tempo ordinário”, expressão muito infeliz, considerando que depois da Encarnação já nada pode ser “ordinário”; em contraste, tem um tempo depois da Epifania e um tempo depois de Pentecostes, o que prolonga o eco dessas festas. Como Natal e Páscoa, Pentecostes, festa não menor, tem a sua oitava na qual a Igreja conta com tempo suficiente para renovar o seu ardor sob o influxo do fogo celestial. Sem deixar de mencionar o tempo da Septuagésima que ajuda o povo de Deus a passar com suavidade da alegria do Natal para a dor da Quaresma. Todos estes tesouros preciosamente conservados ligam-nos com a Igreja dos primeiros séculos… 

8. Uma melhor introdução à Bíblia

A opinião corrente pretende que um dos principais progressos do Novus Ordo é o seu ciclo trienal e as leituras mais numerosas que supostamente ajudam a um melhor conhecimento da Bíblia. Mas com isso se ignora que, embora seja verdade que a nova disposição tenha multiplicado as leituras, também foi destruído o vínculo que as unia no Vetus Ordo e que constituía a trama da Missa, Domingo a Domingo. 

Em termos de leituras bíblicas, o Ordo tradicional responde a dois princípios admiráveis: – em primeiro lugar, as passagens não são escolhidas pelos seus interesses (a fim de cobrir a maior extensão possível da Escritura) mas para iluminar a festividade particular celebrada; – em segundo lugar, o acento, ao invés de uma alfabetização bíblica dos fiéis, está posto na “mistagogia”. Por outras palavras, as leituras da missa não são concebidas como um curso bíblico dominical, mas como uma iniciação progressiva aos mistérios da fé através da liturgia. O seu número limitado, a sua concisão, a sua pertinência litúrgica e sua repetição anual torna-as em um agente muito eficaz de formação espiritual e numa perfeita preparação para o sacrifício eucarístico. 

9. A devoção à Sagrada Eucaristia

Naturalmente, a forma ordinária pode ser celebrada com reverência e devoção no momento da comunhão, pode acontecer que só a distribuam os ministros ordenados aos fiéis na boca. Mas todos os domingos, na maioria das paróquias ordinárias, recorre-se aos ministros extraordinários para dar a sagrada comunhão aos fiéis presentes, que, em grande medida, a recebem na mão. Estas duas atitudes minam profundamente o sacrossanto respeito devido ao Santíssimo Sacramento e, portanto, a compreensão do mistério eucarístico. E mesmo quando se comunga na boca, em pé na fila do sacerdote em vez da do ministro extraordinário, corre-se o risco de se aproximar de Jesus-Hóstia com a alma distraída, atormentada ou mesmo indiferente, o que não é melhor. 

Momento de grande solenidade, tradicionalmente muito edificante para as crianças, a comunhão acaba, deste modo, por converter-se num momento de agitação e confusão. O esquecimento da presença real de Nosso Senhor na Sagrada Eucaristia conduz inexoravelmente na “protestantização” de nossa relação com Deus. Enquanto o indulto da comunhão na mão não for abolido, a liturgia tradicional é a única forma segura para preservar e alimentar nossa compreensão do mistério da presença real de Nosso Senhor Jesus Cristo tanto na Sagrada Eucaristia como na Igreja e nas nossas vidas de cristãos. 

10. O mistério da Fé

Se fôssemos ficar apenas com uma razão que justificasse a escolha Missa Tradicional seria simplesmente porque esta é a expressão mais perfeita do Mistério da Fé. O que São Paulo chamou musterion e que a tradição latina designa com os termos de mysterium e sacramentum é tudo menos um conceito marginal na Cristandade. A incrível revelação de Deus aos homens, ao longo de toda história e em particular na pessoa de Cristo, é um mistério no sentido mais elevado do termo: é a revelação de uma realidade perfeitamente inteligível mas sempre inevitável, sempre luminosa mas que nos cega com a sua mesma luminosidade. As cerimónias litúrgicas que nos colocam em contacto com Deus deveriam levar o selo da Sua presença misteriosa e infinita. Pela sua língua sagrada, pelo seu ordenamento, pela sua música e a postura do sacerdote a Missa Tradicional tem, sem dúvida alguma, esse selo. Ao favorecer o sentido do sagrado, a Missa Tradicional conserva intacto o mistério da fé.[4] 

Peter Kwasniewski in Life Site News
Tradução: sensusfidei.com.br

Notas: 

[1] Jonathan Robinson, The Mass and Modernity, Ignatius Press, 2005, p. 307.
[2] Ibid., p. 311.
[3] Collects of the Roman Missal: A Comparative Study of the Sundays in Proper Seasons Before and After the Second Vatican Council, London, T&T Clark, 2013.
[4] Por muitos séculos – e até mesmo, de acordo com St. Thomas de Aquino, a partir dos Apóstolos – o sacerdote diz “Mysterium fidei” no momento da consagração do cálice.



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Procissão com imagem de Nossa Senhora de Fátima na Sardenha

No dia de Nossa Senhora do Rosário, dia 8 de Outubro, foi feita uma procissão por terra e mar com a imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima na Sardenha (Itália). Esta é uma procissão que acontece todos os anos na cidade de Portoscuso.












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sábado, 13 de outubro de 2018

Vigília no Santuário de Fátima: Procissão das velas



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A vida da mística Beata Alexandrina de Balasar

ALEXANDRINA MARIA DA COSTA nasceu em Balasar, Póvoa de Varzim, Arquidiocese de Braga, no dia 30 de Março de 1904, e foi baptizada no dia 2 de Abril, Sábado Santo. Foi educada cristãmente pela mãe, junto com a irmã Deolinda. Alexandrina viveu em casa até aos 7 anos. Depois foi para uma pensão dum marceneiro na Póvoa de Varzim a fim de frequentar a escola primária que não existia em Balasar. Fez a primeira comunhão na sua terra natal em 1911 e no ano seguinte recebeu o sacramento da Crisma pelo Bispo do Porto.

Passados 18 meses, voltou a Balasar e foi morar com a mãe e a irmã na localidade do “Calvário”, onde irá permanecer até à morte.

Robusta de constituição física, começou a trabalhar nos campos, equiparando-se aos homens e a ganhar o mesmo que eles. A sua infância foi muito viva: dotada de temperamento feliz e comunicativo, era muito querida pelas colegas. Aos 12 anos, porém, adoeceu: uma grave infecção (uma febre tifóide, talvez) colocou-a quase à morte. Superou a doença, mas a sua saúde ficou abalada para sempre.

Aos 14 anos aconteceu um facto que seria decisivo para a sua vida.

Era Sábado Santo de 1918. Nesse dia, ela, a irmã Deolinda e mais uma mocinha aprendiz, estavam a trabalhar de costura, quando perceberam que três homens tentavam a entrar na sala onde se encontravam. Embora estivessem fechadas, os três homens forçaram as portas e conseguiram entrar. Alexandrina, para salvar a sua pureza ameaçada, não hesitou em atirar-se pela janela, de uma altura de quatro metros. As consequências foram terríveis, embora não imediatas. De facto, as várias visitas médicas a que foi sucessivamente submetida diagnosticaram, cada vez com maior clareza, um facto irreversível.

Até aos 19 anos pôde ainda arrastar-se até a igreja, onde gostava de ficar recolhida, com grande admiração das pessoas. A paralisia foi avançando cada vez mais, até que as dores se tornaram insuportáveis; as articulações perderam qualquer movimento; e ela ficou completamente paralisada. Era o dia 14 de abril de 1925 quando Alexandrina ficou definitivamente de cama. Ali haveria de passar os restantes 30 anos de sua vida.

Até 1928 não deixou de pedir a Deus, por intercessão de Nossa Senhora, a graça da cura, prometendo que se sarasse partiria para as missões. Depois compreendeu que a sua vocação era o sofrimento. Abraçou-a prontamente. Dizia: “Nossa Senhora concedeu-me uma graça ainda maior. Depois da resignação deu-me a conformidade completa à vontade de Deus e, por fim, o desejo de sofrer”.

São desse período os primeiros fenómenos místicos: Alexandrina iniciou uma vida de grande união com Cristo nos Tabernáculos, por meio de Nossa Senhora. 

Um dia em que estava só, veio-lhe improvisamente este pensamento: “Jesus, tu és prisioneiro no Tabernáculo. E eu por tua vontade prisioneira na minha cama. Far-nos-emos companhia”. Desde então começou a primeira missão: ser como a lâmpada do Tabernáculo. Passava as noites como em peregrinação de Tabernáculo em Tabernáculo. Em cada Missa oferecia-se ao Eterno Pai como vítima pelos pecadores, junto com Jesus e segundo as suas intenções.

Quanto mais clara se tornava a sua vocação de vítima tanto mais crescia nela o amor ao sofrimento. Comprometeu-se com voto a fazer sempre o que fosse mais perfeito.

De sexta-feira, 3 de Outubro de 1938 a 24 de Março de 1942, ou seja por 182 vezes, viveu, em todas as sextas-feiras, os sofrimentos da Paixão: Alexandrina, superando o estado habitual de paralisia, descia da cama e com movimentos e gestos, acompanhados de angustiantes dores, repetia, por três horas e meia, os diversos momentos da Via Crucis.

“Amar, sofrer, reparar” foi o programa que o Senhor lhe indicou. Desde 1934, a convite do padre jesuíta Mariano Pinho, que a dirigiu espiritualmente até 1941, Alexandrina punha por escrito tudo quanto, vez por vez, lhe dizia Jesus.

Em 1936, por ordem de Jesus, pediu ao Santo Padre, através do P. Pinho, a consagração do mundo ao Coração Imaculado de Maria. Este pedido foi renovado várias vezes até 1941, pelo que a Santa Sé interrogou três vezes o Arcebispo de Braga a respeito de Alexandrina. No dia 31 de Outubro de 1942, Pio XII consagrou o mundo ao Coração Imaculado de Maria com uma mensagem transmitida de Fátima em língua portuguesa. Este acto foi repetido em Roma na Basílica de São Pedro no dia 8 de Dezembro do mesmo ano de 1942.

Depois de 27 de Março de 1942, Alexandrina deixou de se alimentar, vivendo exclusivamente da Eucaristia. Em 1943, por quarenta dias e quarenta noites, foram rigorosamente controlados por médicos o jejum absoluto e a anúria, no hospital da Foz do Douro, no Porto.

Em 1944, o novo director espiritual, P. Umberto Pasquale, salesiano, após constatar a profundidade espiritual a que tinha chegado, animou Alexandrina a continuar a ditar o seu diário; fê-lo com espírito de obediência até à morte. No mesmo ano de 1944 Alexandrina inscreveu-se na União dos Cooperadores Salesianos. E quis pôr o seu diploma de Cooperadora «em lugar bem visível a fim de o ter sempre debaixo dos olhos» e colaborar com o seu sofrimento e as suas orações para a salvação das almas, sobretudo juvenis. Rezou e sofreu pela santificação dos Cooperadores Salesianos de todo o mundo.

Apesar dos sofrimentos, continuava a dedicar-se aos problemas dos pobres, do bem espiritual dos paroquianos e de muitas outras pessoas que a ela recorriam. Promoveu em sua paróquia tríduos e horas de adoração.

Especialmente nos últimos anos de vida, muitas pessoas, vindas de longe, atraídas pela fama de santidade, visitavam-na; muitas atribuíam a própria conversão aos seus conselhos.

Em 1950, Alexandrina festejou o 25º ano de sua imobilidade. E em 7 de Janeiro de 1955 foi-lhe preanunciado que aquele seria o ano da sua morte. De facto, dia 12 de Outubro quis receber a unção dos enfermos. E dia 13, aniversário da última aparição de N. Sra. de Fátima, ouviram-na exclamar: “Sou feliz porque vou para o céu”. Às 19h30 expirou.

Sobre a sua campa podem ler-se estas palavras por ela tão desejadas:
“Pecadores, se as cinzas do meu corpo puderem ser úteis para a vossa salvação, aproximai-vos: passai todos por cima delas, pisai-as até desaparecerem, mas não pequeis mais! Não ofendais mais o nosso Jesus! Pecadores, queria dizer-vos tantas coisas. Não bastaria este grande cemitério para escrevê-las todas! Convertei-vos! Não queirais perder a Jesus por toda a eternidade! Ele é tão bom!... Amai-O! Amai-O! Basta de pecar!”.

É a síntese da sua vida gasta exclusivamente para salvar as almas.
No Porto, na tarde do dia 15 de Outubro, os vendedores de flores viram-se sem nenhuma flor branca: todas tinham sido vendidas para a homenagem floral a Alexandrina, que tinha sido a rosa branca de Jesus. 

in vatican.va


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sexta-feira, 12 de outubro de 2018

5 coisas surpreendentes sobre a Beata que viveu 13 anos só da Comunhão

A Beata Alexandrina de Balasar foi uma grande mística do séc. XX:

1) Luta pela castidade

Ficou tetraplégica por preservar a sua castidade ao saltar de uma varanda, quando três homens invadiram o lugar onde ela e as amigas estavam para tentar abusar sexualmente delas.

2) Experiências místicas

Mesmo tetraplégica o Senhor concedeu-lhe, de 1938 a 1942, levantar-se da cama nas Sextas-Feiras para sofrer passo a passo a Paixão de Cristo.

3) Jesus era o seu único sustento

De 1942 a 1955 (até à sua morte) não colocou mais nenhum alimento em sua boca excepto a Sagrada Comunhão.

4) Testemunho de superação

Foi grande devota da Eucaristia e um grande testemunho de Santidade no meio as limitações da vida.

5) Beatificação

Conhecida como a “Santinha de Balasar”, Alexandrina foi beatificada pelo Papa João Paulo II, no dia 25 de Abril de 2004.

in pt.churchpop


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Curso Conhecimento da Virgem Maria

9 SESSÕES, 9 ORADORES, 1 DEVOÇÃO


O Curso de Conhecimento da Virgem Maria serácomposto por 9 lições, dadas por diferentes sacerdotes convidados, baseadas no livro Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria de São Luís Maria Grignion de Montfort.


Quartas-feiras, entre 10 Outubro e 8 de Dezembro, às 21h30, na Igreja da Madalena, na Baixa. 

No final, aqueles que quiserem poderão consagrar-se a Nossa Senhora segundo o método de São Luís.

As inscrições estão abertas! Basta enviar e-mail para:  conhecimentodavirgemmaria@gmail.com 

"Foi pela Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por ela que deve reinar no mundo." - São Luís Maria Grignion de Montfort


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Maria é o melhor caminho para ir até Jesus

“Maria é o caminho mais seguro, mais curto e mais perfeito para ir a Jesus.” 
São Luís Maria Grignion de Montfort


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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Maternidade da Santíssima Virgem Maria

A Festa da Maternidade da Santíssima Virgem Maria é uma festa de segunda classe que se celebra hoje. Apesar da estranheza de se celebrar a festa tão longe do Natal, há motivações históricas para isso. Foi no dia 11 de Outubro de 431, durante o I Concílio de Éfeso, que foi definido o primeiro dos quatro Dogmas Marianos: o Dogma da Divina Maternidade de Maria. O Papa Pio XI, em 1931, por causa do 15º Centenário do Concílio, instituiu a Festa litúrgica. 

O título de Mãe de Deus, entre todos os que são atribuídos à Virgem, é o mais glorioso. Ser a Mãe de Deus é, para Maria, a sua razão de ser, o motivo de todos os seus privilégios e das suas graças. 

Para nós, esse título encerra todo o Mistério da Encarnação, e nada mais vemos que seja, mais do que este, uma fonte de louvores para Maria e de alegria para nós.  

Santo Efrém pensava justamente que crer e afirmar que a Santíssima Virgem Maria é Mãe de Deus, é dar uma prova segura de nossa Fé. A Igreja, por isso, não celebra nenhuma festa de Maria sem louvá-la por esse privilégio. E, assim, saúda a Beata Mãe de Deus na Imaculada Concepção, na Natividade, na Assunção; e nós, na reza frequentíssima da Avé Maria, fazemos o mesmo.  

A heresia nestoriana 

Theotókos, Mãe de Deus, é o nome com o qual, nos séculos, tem sido designada Maria Santíssima. Fazer a história do Dogma da Maternidade Divina é fazer a história de todo o Cristianismo, porque o Nome havia entrado tão profundamente no coração dos fiéis que, quando Nestório, Patriarca de Constantinopla, ousou afirmar que Maria era apenas a mãe de um homem porque era impossível que Deus nascesse de uma mulher, o povo protestou escandalizado. 

Nestório defendia que Cristo não seria uma pessoa única, mas que Nele haveria uma natureza humana e outra divina, distintas uma da outra, e, por consequência, negava o ensinamento tradicional de que a Virgem Maria pudesse ser a "Mãe de Deus" (em grego, Theotokos), portanto Ela seria somente a "Mãe de Cristo" (em grego Cristokos), para restringir o Seu papel como mãe apenas da natureza humana de Cristo e não da sua natureza divina. 

Era Patriarca de Alexandria, à época, São Cirilo, o homem suscitado por Deus para defender a honra da Mãe do Seu Filho. Cirilo dizia estupefacto: "Espanta-me saber que há pessoas que pensam que a Santa Virgem não deva ser chamada Mãe de Deus. Se Nosso Senhor é Deus, Maria, que o pôs no mundo, não é a Mãe de Deus? Mas esta é a Fé que nos transmitiram os Apóstolos, mesmo que não tenham usado estes termos; e é a Doutrina que aprendemos dos Santos Padres".  

O Concílio de Éfeso 

Nestório, contudo, não mudou o seu pensamento, e o Imperador Teodósio II convocou a pedido dele um Concílio, que foi aberto em Éfeso no dia 24 de Junho de 431, sob a direção de São Cirilo, legado do Papa Celestino I, que já o havia autorizado a depor e excomungar Nestório. Estavam presentes cerca de 200 Bispos. 

O Concílio denunciou logo no começo os ensinamentos Nestório como errados, e decretou que Jesus é uma só Pessoa, e não duas pessoas distintas, Deus completo e homem completo, e declarou como Dogma que a Virgem Maria devia ser chamada de Theotokos, porque Ela concebeu e deu à luz Deus como um homem. Os Bispos proclamaram que "a Pessoa de Cristo é Una e Divina, e que a Santíssima Virgem deve ser reconhecida e venerada por todos na qualidade de Verdadeira Mãe de Deus", condenando o nestorianismo como heresia. E a condenação de suas heresias foi reafirmada novamente no Concílio de Calcedónia em 451 d.C. 

O Cânon 1-5 condenou Nestório e os seus seguidores como hereges: "Quem não confessar que o Emanuel é Deus e que a Santa Virgem é Mãe de Deus por essa razão seja anátema!"

Diante da decisão do Concílio, os cristãos em Éfeso entoaram cantos de triunfo, iluminaram a cidade e reconduziram a suas casas, com tochas acesas, os Bispos "vindos" - gritavam eles - "para nos devolver a Mãe de Deus e ratificar com a sua santa autoridade o que estava escrito em todos os corações".  

Os esforços de Satanás tinham conseguido, como sempre, o único resultado de preparar o Triunfo à Virgem, e os Padres do Concílio, para perpetuar a lembrança do acontecido, acrescentaram ao Ave Maria, segundo nos diz a Tradição, as palavras: "Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte". Milhões de pessoas recitam todos os dias esta oração, e reconhecem a Maria a glória de Mãe de Deus, que um herético pretendera negar.   

Maria, Verdadeira Mãe de Deus

Reconhecer que Maria é Verdadeira Mãe de Deus é coisa fácil. "Se o Filho da Santa Virgem é Deus", escreve Papa Pio XI na Encíclica Lux Veritatis, "Aquela que O gerou merece ser chamada Mãe de Deus; se a Pessoa de Jesus Cristo é Una e Divina, todos, sem dúvida, devem chamar Maria de Mãe de Deus, e não somente de Cristo Homem. Como as outras mulheres são chamadas, e são realmente mães, porque formaram nos seus ventres a nossa substância mortal, e não porque criaram a Alma humana, assim Maria adquiriu a Maternidade Divina por ter gerado a Única Pessoa do Seu Filho".   

Maria e Jesus

A Maternidade Divina une Maria ao Filho com um legame mais forte do que aquele que há entre as outras mães e os seus filhos. Estas não obram por si só a geração, e a Santa Virgem ao contrário, gerou o Filho, o Homem-Deus, com a Sua substância; e Jesus é prémio da Sua virgindade e pertence a Maria pela geração e pelo nascimento no tempo, pela amamentação com a qual O nutriu, pela educação que Lhe deu, pela autoridade materna exercitada sobre Ele. 

Maria e o Pai

A Maternidade Divina une de modo inefável Maria ao Pai. Maria tem por Filho o próprio Filho de Deus. Imita e reproduz no tempo a geração misteriosa com a qual o Pai gerou o Filho na Eternidade, restando assim associada ao Pai na Sua paternidade. "Se o Pai nos manifestou uma afeição tão sincera, dando-nos o Seu FIlho como Mestre e Redentor", dizia Bossuet, "o Amor que tinha por Vós, ó Maria, fez-Lhe conceber bem outros desígnios a Vosso respeito, e estabeleceu que Jesus fosse Vosso como é d'Ele, e para realizar conVosco uma Sociedade Eterna, quis que Vós fósseis a Mãe do Seu único Filho, e quis ser o Pai do Vosso Filho" (Discurso acerca da Devoção à Santa Virgem). 

Maria e o Espírito Santo
  
A Maternidade Divina une Maria ao Espírito Santo, porque, por obra do Espírito Santo, concebeu no Seu ventre o Verbo. Nesse sentido, Papa Leão XIII chama a Maria de Esposa do Espírito Santo (Enc. Divinum Munus, in fine; 9 de Maio de 1897), e Maria é do Espírito  Santo o Santuário Privilegiado, pelas inauditas maravilhas que operou n'Ela:

"Se Deus está com todos os santos", afirma São Bernardo, "está com Maria de um modo todo especial porque entre Deus e Maria o acordo é assim total que Deus não só se  uniu a Sua vontade, mas a Sua Carne, e com a Sua substância e aquela da Virgem fez um só Cristo; e Cristo, se não deriva todo inteiro de Deus e todo inteiro de Maria, todavia é todo inteiro Deus e todo inteiro de Maria, porque não há dois Filhos, mas um só Filho, que é Filho de Deus e da Virgem. O Anjo diz: 'Saúdo-te, o cheia de graça, o Senhor é contigo. É contigo não apenas o Senhor Filho, que revestiste da tua carne, mas o Senhor Espírito Santo do qual concebeste, e o Senhor Pai, que gera Aquele que tu concebeste. Está contigo o Pai que faz com que o Filho seja teu Filho; está contigo o Filho que, para realizar o Adorável Mistério, abre o teu seio miraculosamente e respeita o Sigilo da tua Virgindade; está contigo o Espírito Santo, que, com o Pai e o com o Filho, santifica o teu seio. Sim, o Senhor está contigo"  (3ª Homilia Super Missus Est).  

Maria Nossa Mãe

Saudando-Vos, hoje, com o belo título de Mãe de Deus, não esquecemos que "tendo dado a vida ao Redentor do Género Humano, por isso mesmo Vos tornastes Mãe Nossa Dulcíssima, e que Cristo nos quis por irmãos. Escolhendo-Vos por Mãe do Seu Filho, Deus Vos inculcou sentimentos completamente maternos, que respiram apenas Amor e Perdão" (Pio XI, Enc. Lux Veritatis).  

Desde a Glória do Céu, onde estais, lembrai-Vos de nós que Vos rogamos com tanta alegria e confiança. "O Omnipotente está em Vós, e Vós sois omnipotente com Ele, Omnipotente por causa d'Ele, Omnipotente depois d'Ele", como diz São Boaventura. Vós podeis Vos apresentar diante de Deus, não tanto para rogar, quanto para comandar, Vós sabeis que Deus atende infalivelmente a Vossos desejos. Nós somos, sem dúvida, pecadores, mas Vós Vos tornais Mãe de Deus por nossa causa, e "nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm recorrido à Vossa protecção, implorado a Vossa assistência e reclamado o Vosso socorro fosse por Vós desamparado. Assim, animados com igual confiança, a Vós ó Virgem entre todas singular, como a Mãe recorremos, de Vós nos valemos, gemendo sob o peso de nossos pecados nos prostramos a Vossos pés. Não desprezeis as nossas súplicas, ó Mãe do Verbo de Deus humanado, mas dignai-vos de ouvi-las propícia e de nos alcançar o que Vos rogamos" (São Bernardo). 

A festa do dia onze de Outubro
  
Em 1931 celebrava-se o 15° Centenário do Concílio de Éfeso, e Papa Pio XI pensou que seria "coisa útil e agradável aos fiéis meditar e reflectir sobre um Dogma tão importante" como o da Maternidade Divina, e, para deixar um testemunho perpétuo de sua devoção à Virgem, escreveu a Encíclica "Lux Veritatis", restaurou a Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, e instituiu uma Festa Litúrgica que "iria contribuir para desenvolver no Clero e nos fiéis a devoção para com a Grande Mãe de Deus, apresentando às famílias, como modelos, Maria e a Sagrada Família de Nazaré", para que sejam sempre mais respeitadas a santidade do matrimónio e a educação da juventude.  

Giulia d'Amore in Pale Ideas


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quarta-feira, 10 de outubro de 2018

O impressionante funeral do Pastor Angélico, Papa Pio XII

No dia 10 de Outubro de 1958 foi a enterrar o Papa Pacelli, na presença de muitos milhares de fiéis.


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Carta de Santo Inácio a São Francisco de Borja sobre mortificação

São Francisco foi o 3º Superior Geral da Companhia de Jesus. Uns anos antes disso, Santo Inácio de Loyola  escreveu uma carta a São Francisco de Borja, IV Duque de Gândia, a propósito das mortificações que ele andava a fazer:

«A vossa maneira de proceder relativamente às coisas espirituais e corporais para o progresso da vossa alma deu-me uma boa razão para me regozijar em Nosso Senhor e dar-Lhe graças para sempre… Mas sentindo-me como me sinto no mesmo Senhor que os exercícios espirituais e corporais, bons para a nossa salvação em algumas circunstâncias e nem por isso noutras, devo dizer a vossa Senhoria as minhas opiniões sobre a matéria, visto que me pediu.

Primeiro de tudo, quanto ao tempo dedicado aos exercícios exteriores, eu cortá-los-ia em metade… Pelo que sei de vossa Senhoria, penso que seria melhor dedicar a outra metade ao estudo, ao governo das vossas terras e a conversas espirituais, sempre procurando manter a vossa alma calma, em paz, e disposta para o que quer que Nosso Senhor deseje trazer para ela. É, sem dúvida nenhuma, uma virtude e graça maior ser capaz de gozar do vosso Senhor em várias ocupações e lugares do que em apenas um.

Segundo, no que toca ao jejum e abstinência, aconselhar-lhe-ia, por amor de Deus, a cuidar e a fortificar o vosso estômago e os outros órgãos naturais, em vez de os enfraquecer. Quando um homem está de tal forma disposto [para Deus] que escolheria morrer do que cometer sequer a menor ofensa contra a Divina Majestade e quando, mais ainda, não está perturbado por nenhum ataque especial do demónio, do mundo ou da carne, como eu julgo ser o caso de vossa Senhoria, então, e este é um ponto que eu gostaria particularmente de lhe passar, visto que tanto o corpo e a alma pertencem ao seu Criador e Senhor, que vai exigir contas deles, não podeis deixar os vossos poderes naturais enfraquecerem-se. 

Se o corpo estiver doente, a alma não consegue funcionar como devia. Devemos amar e defender o corpo ao ponto de ele ser obediente e cooperador da alma, porque, com tal obediência e ajuda, a alma consegue dispor-se melhor para servir e louvar o nosso Criador e Senhor.

Terceiro, em relação ao castigo do corpo, eu evitaria de uma só vez qualquer forma de castigo que causasse o aparecimento de uma única gota de sangue. Em vez de procurar derramar o nosso sangue, é muito melhor procurar directamente o Senhor de todos nós e os Seus santos dons, tais como as lágrimas pelos nossos pecados, uma intensificação da nossa fé, esperança e caridade, a alegria em Deus e a paz espiritual, tudo com humildade e reverência à nossa santa Mãe, a Igreja, e aos seus líderes escolhidos. 

Cada um destes santos dons devia ser muito preferido a todas as acções corporais, que são boas só quando tendem a obter esses dons para nós. Não estou a dizer que eles [esses dons] deviam  ser procurados pelo contentamento que nos trazem. Mas, visto que sabemos que sem eles todos os nossos pensamentos, palavras e obras são confusos, frios e incómodos, desejamo-los para que essas coisas se tornem ardentes, lúcidas e rectas para o maior serviço de Deus.»

Esta carta foi escrita quando Santo Inácio, sempre vigilante, soube que São Francisco andava com práticas de mortificação muito austeras, que tinha aprendido com alguns amigos em Espanha, também Jesuítas. Só para termos ideia, o tipo de austeridade que São Francisco levava até receber a carta de Santo Inácio era qualquer coisa como acordar à meia-noite e ficar sete horas a rezar, querer sair um mês por ano para fazer retiro, rezar três Missas por dia, ...

Nuno CB


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60 anos da morte do Papa Pio XII

Há 60 anos, no dia 9 de Outubro de 1958, morria o Papa Pio XII, Eugenio Maria Giuseppe Giovanni Pacelli. 

O Papa Pio XII tinha uma figura imponente e apresentava-se sempre como um verdadeiro Príncipe da Igreja. Mas quem o conhecia sabia que o fazia por amor ao ofício de Papa, e que se tratava de uma pessoa extremamente humilde.

Isso mesmo foi testemunhado pelo seu sobrinho, Giulio Pacelli:

«Em público o meu Tio queria aparecer sempre perfeito, impecável. Representava a Igreja, sentia com grande responsabilidade esta suprema dignidade. O seu comportamento e as suas roupas, exteriormente, eram impecáveis como de um soberano. Mas na realidade era muito pobre.»


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terça-feira, 9 de outubro de 2018

4 portugueses entraram no Seminário da Fraternidade de São Pedro

4 rapazes do Patriarcado de Lisboa entraram este ano no Seminário da Fraternidade em Wigratzbad, no sul da Alemanha. Espera-os agora 7 anos de formação filosófica e teológica (tendo como base São Tomás de Aquino), litúrgica (segundo a Liturgia Tradicional Romana), espiritual (segundo os maiores mestres da espiritualidade cristã) e humana (para que sejam homens virtuosos).

Rezemos pelo Manuel, Miguel, Vasco e Pedro, para que sejam sempre fiéis à sua vocação e venham a ser santos sacerdotes.


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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Cardeal Sarah recusa cargo no Sínodo sobre os Jovens

O Cardeal Robert Sarah, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, foi eleito membro da Comissão de Informação, responsável pela divulgação de notícias acerca do Sínodo dos Bispos sobre os Jovens, mas declinou esse cargo por "razões pessoais".

O Sínodo dos Jovens está envolto em polémica desde antes do seu início porque o 'Instrumentum Laboris' - o texto que será usado nos trabalhos do Sínodo - refere-se aos "jovens LGBT". É a primeira vez que um documento oficial da Igreja fala de LGBT, que é uma sigla que já de si se rende à ideologia gay. Vários Bispos pediram ao Secretário do Sínodo, o Cardeal Lorenzo Baldisseri, que o texto fosse mudado, mas o Cardeal respondeu que nada mudaria.

Diversos Bispos, muitos deles americanos, pediram também que o Sínodo fosse cancelado, por não estarem reunidas as condições necessárias, visto que a Igreja se encontra numa grave crise com a divulgação de vários casos de abusos sexuais de menores. Esses Bispos recomendaram que o Sínodo fosse sobre essa crise, de modo a encontrar a melhor forma de limpar a Igreja desses abusadores e evitar que surjam novos casos no futuro.

O Sínodo dos Bispos sobre os jovens começou no passado dia de 3 e decorre no Vaticano até dia 28 de Outubro.


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A Caderneta dos Santos

Estamos habituados a ver cadernetas e cromos de tudo e mais alguma coisa, mas e uma caderneta dos Santos? Essa caderneta chegou! Uma caderneta com 80 imagens de Santos, e um pequeno resumo de cada uma das suas vidas.

Esta colecção é muito útil e didáctica tanto para crianças, como para adolescentes e até para adultos. Os Santos são os exemplos que a Igreja nos propõe seguir, por terem vivido as suas vidas à imagem de Cristo. Coleccionar estes cromos pode ajudar a conhecer novos Santos e a aumentar a devoção aos Santos que já se conhece. 

A caderneta tem o Nihil Obstat e o Imprimatur, que são as aprovações eclesiásticas de que a caderneta está de acordo com a moral e doutrina da Igreja. Todas as cadernetas são numeradas e por isso únicas. 

A caderneta tem o preço de 5€, e vem já com uma saqueta de cromos. 
Cada saqueta tem 5 cromos aleatórios, e tem o custo de 1€.

Encomende já as suas cadernetas e cromos enviando um email para: senzapagareblog@gmail.com 

Nesse email deve especificar as quantidades desejadas e qual é a morada onde deseja que sejam entregues.


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domingo, 7 de outubro de 2018

Batalha de Lepanto e o poder do Santo Rosário



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Lepanto: quando Nossa Senhora derrotou o Império Otomano

A 7 de Outubro de 1571, há 447 anos, a Armada Católica, composta de aproximadamente 200 galeras, concentrou-se no golfo de Lepanto, onde D. João d’Áustria mandou hastear o estandarte enviado pelo Papa e bradou: “Aqui venceremos ou morremos” e deu a ordem de batalha contra os muçulmanos, seguidores de Maomé, os quais, liderados pelo Pachá Ali, pareciam, a princípio, levar a melhor, por serem em maior número e pela estratégia adoptada. 

Após 10 horas de batalha, houve o prodigioso evento: de repente e de maneira inexplicável, tendo em vista a situação de quase vitória dos inimigos de Cristo, da Igreja e do Ocidente, os muçulmanos, apavorados, bateram em retirada... Mais tarde, alguns muçulmanos, prisioneiros de guerra, confessaram que uma brilhante e majestosa Senhora aparecera no céu, ameaçando-os e incutindo-lhes tanto medo, que entraram em pânico e começaram a fugir. Ao verem os muçulmanos em fuga, os Cristão renovaram as forças e reverteram o resultado da batalha.

Enquanto isto, a Cristandade em peso rogava o auxílio da Rainha do Santíssimo Rosário. O Papa São Pio V, em Roma, pedia aos Católicos que redobrassem as preces e foi atendido. Formaram-se Confrarias do Rosário que promoviam procissões e orações nas igrejas, suplicando a vitória da Armada Católica. O Pontífice, grande devoto do Rosário, teve, no momento em que a batalha chegava ao seu desfecho milagroso, uma visão sobrenatural, em que viu a vitória da Armada Católica e, imediatamente, exultando de alegria, voltou-se para quem estava com ele e exclamou: “Vamos agradecer a Jesus Cristo a vitória que acaba de conceder à nossa esquadra”. 

A confirmação da visão chegou apenas na noite do dia 21 de Outubro, quando o aviso escrito chegou a Roma. Em memória da estupenda intervenção de Maria Santíssima, o Papa dirigiu-se em procissão à Basílica de São Pedro, onde cantou o Te Deum e introduziu a invocação 'Auxílio dos Cristãos' na Ladainha de Nossa Senhora. E para perpetuar essa extraordinária vitória da Cristandade, foi instituída a festa de Nossa Senhora da Vitória, que, dois anos mais tarde, tomou a denominação de festa de Nossa Senhora do Rosário. 

Com o objectivo que se recordasse para sempre que a Vitória de Lepanto se deveu à intercessão da Senhora do Rosário, o Senado Veneziano mandou pintar um quadro representando a batalha naval com a seguinte inscrição: “Non virtus, non arma, non duces, sed Maria Rosarii victores nos fecit”. (Nem as tropas, nem as armas, nem os comandantes, mas a Virgem Maria do Rosário é que nos deu a vitória).

in farfalline.blogspot.pt


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sábado, 6 de outubro de 2018

Monges cartuxos cantam a Salve Regina



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São Bruno, fundador da Cartuxa

São Bruno, filho de nobre família de Colónia (Renânia), nasceu no ano de 1035. Desde a infância trazia Bruno o cunho de uma alma eleita, o que se lhe manifestava na aversão a tudo que era leviano, na prudência, modéstia e predilecção para tudo que era de Deus e do seu santo serviço.

Tendo a idade própria, frequentou a escola de São Cuniberto, na qual fez tão brilhantes progressos que o Arcebispo de Colónia, Santo Hano, não hesitou em recebê-lo entre os clérigos e mais tarde lhe oferecer um canonicato. Morto o Arcebispo, Bruno aceitou um canonicato em Rheims, e é provável que tenha lá ocupado o lugar de instrutor do clero.

Vendo-se perseguido pelo arcebispo simoníaco Manassés, e profundamente aborrecido das vaidades e prazeres do mundo, resolveu abandonar tudo que ao mundo o ligava e procurar a solidão.

Seis amigos acompanharam-no: Landuíno, Estêvam de Lonry, Estêvam de Die, cónegos de São Rufo do Dauphiné, Hugo (sacerdote já idoso) e mais dois leigos, André e Gerin. Bruno, entretanto, fez-lhes ver que pouco adiantaria meterem-se na solidão, se não tivessem um guia ilustrado, competente, mestre da oração e da santidade.

Formaram conselho e resolveram dirigir-se a Hugo, Bispo de Grenoble, homem reconhecidamente santo, em cuja vasta diocese também existiam muitos lugares próprios para se fundar uma ermida.

Hugo recebeu os sete homens, que lhe eram desconhecidos, e, vendo-os, lembrou-se de um curioso sonho que tivera na noite antecedente. Parecia-lhe ver Deus em pessoa, num lugar deserto da Diocese, erigir um templo, chamado Cartuxo; e da terra se elevarem sete estrelas que, formando um círculo, tomaram a dianteira, para lhe indicar o caminho para aquele lugar.

Bastou Bruno e os companheiros falaram-lhe do plano e neles reconheceu os mensageiros divinos, preconizados pelas sete estrelas vistas em sonho. Animou-os a executar o projecto heróico; mais: indicou-lhes o lugar da futura residência e prometeu-lhes todo o apoio. Para que não se embalassem em vãs esperanças e os pusesse ao abrigo contra duras decepções, fez-lhes uma descrição minuciosa daquele lugar, que, além de deserto, era inóspito e pavoroso. Era precisamente o que procuravam: um lugar de acesso difícil, para ficarem livres de relações com o mundo.

Hugo, encantado com o espírito de sacrifício daqueles homens, hospedou-os em casa, até que os raios do sol da primavera tornassem mais viajáveis os caminhos. Ele mesmo queria acompanhá-los e entregar-lhes o sítio da futura residência. Chegados ao lugar escolhido, Bruno e os companheiros começaram a construir uma casa, de oração e pequenas celas, uma regularmente distanciada da outra. Foi esta a origem dos Cartuxos, no ano de 1084.

Difícil tarefa é dar uma descrição minuciosa da vida daqueles santos homens naquela solidão. Obrigaram-se a observar absoluto e permanente silêncio, para tanto mais poder estar em oração com Deus. Grande parte do dia dedicavam à recitação dos salmos. O corpo parecia não ter outro destino que não sofrer mortificação. A ocupação principal e predilecta era copiar bons e piedosos livros, para assim ganhar o sustento.

Em Bruno, iniciador da obra, viam o Superior. Não só era o mais ilustrado, como também na prática das virtudes era o primeiro. Foram estes os motivos também porque Hugo o escolheu para conselheiro particular, a quem visitava diversas vezes por ano, desprezando as fadigas e sacrifícios inerentes à penosíssima viagem.

Inesperadamente recebeu Bruno ordem do Papa Urbano II para se apresentar em Roma. Bruno não era um desconhecido da Santa Sé, pois Urbano tinha sido seu discípulo, e era a veneração ao mestre, a admiração do seu saber e das suas virtudes, que inspiraram ao Papa mostrar-se grato ao benfeitor e, ao mesmo tempo lhe pedir conselhos de que necessitava.

A ordem do Papa causou tanta tristeza na pequena comunidade, que chegou ao completo desânimo. Não podiam os companheiros de Bruno conformar-se com a ida do mestre, e assim resolveram acompanhá-lo na viagem a Roma, para a qual Hugo lhe deu a bênção.

A recepção em Roma não podia ser mais cordial e fidalga. Bruno teve que ficar ao lado do Papa, e os companheiros foram hospedados na cidade, onde continuaram a sua vida de religiosos. Breve, porém, experimentaram a grande diferença entre a cidade e a solidão na Cartuxa. Não foi possível obter do Papa o regresso de Bruno. Para a obra não correr perigo de dissolver-se, nomeou Prior a Landuíno, o qual com os demais companheiros voltou para a França.

Embora separado do rebanho, conservou-se Bruno sempre em contacto com os filhos espirituais, por meio de uma correspondência ininterrupta, ficando assim sempre a par dos acontecimentos, não faltando o conselho e a assistência espiritual aos religiosos, sempre que assim o reclamavam.

A obra de Bruno e dos companheiros era muito santa, para não experimentar as ciladas do inimigo, que servindo-se de homens maus e invejosos, tudo fez para esmorecer o espírito dos santos homens, insinuando-lhes a inutilidade e contraproducência de uma vida tão austera, a inutilidade e desvantagem de tantos sacrifícios acima das forças da natureza e outras coisas mais. Não pequena foi a perplexidade dos religiosos que não cedeu enquanto Deus não lhes mostrasse numa celeste revelação, a futilidade das objecções diabólicas. Assim ficaram consolados e reanimaram-se a seguir fielmente a Regra até a morte.

À instância de muitos pedidos, obteve Bruno licença para voltar e retomar o lugar na comunidade; mas, nova complicação impossibilitou-lhe o regresso. Os habitantes de Régio, na Calábria, tendo perdido o Arcebispo, ofereceram a Bruno a Mitra, e o Papa deu-lhe a entender que seria muito de seu gosto, se a aceitasse. Bruno, porém, opôs-se às proposições do episcopado, para poder voltar à Ordem. Nesse tempo, resolveu o Papa fazer uma viagem à França e Bruno, receando ficar novamente preso com negócios da Santa Sé, desistiu do seu plano primitivo e, com outros companheiros que ganhou em Roma, fundou uma nova casa da Ordem no deserto de La Torre, na Diocese de Squillace.

Deus deu-lhe um grande amigo e benfeitor na pessoa do Duque Rogério, da Sicília e Calábria, o qual lhe doou terreno e meios para fazer um convento e uma igreja dupla, dedicada à Santíssima Virgem e a Santo Estêvão. Tendo assim garantida a subsistência da Ordem, trabalhou para sua maior organização e solidificação espiritual.

Em 1101, Bruno adoeceu gravemente. Na presença da morte, por assim dizer, diante dos Irmãos da Ordem, fez uma confissão pública de toda a vida. À confissão seguiu-se a profissão de fé, na qual frisou bem o dogma da Santíssima Eucaristia, contra as ideias erradas de Berengário de Tours e acrescentou: “Eu creio nos Santos Sacramentos da Igreja Católica; em particular creio que o pão e o vinho consagrados na santa Missa são o Corpo verdadeiro de Jesus Cristo e o Seu verdadeiro Sangue”.

No dia 6 de Outubro entregou o espírito a Deus. O corpo, enterrado no cemitério de La Torre, em 1515 foi encontrado intacto.

A Ordem dos Cartuchos, além de ser a mais austera de todas as Ordens da Igreja, tem a fama de nunca se ter afastado do espírito primitivo das suas Constituições e nunca precisou de uma reforma. Leão X aprovou, para uso da Ordem, o Ofício do Fundador, e Gregório XV estendeu-o para o uso da Igreja toda.

Reflexões 

A vida de São Bruno recomenda-nos à prática de uma virtude raras vezes encontrada no mundo, e no entanto tão necessária aos que querem salvar a alma: o amor à solidão. Bem poucos poderão, como Bruno, procurar o ermo e lá passar grande parte da vida, em completo retiro do mundo. Mas o que todos podem e devem fazer é, de vez em quando, recolher-se espiritualmente, procurar a solidão do coração, exercer uma vigilância mais rigorosa sobre os sentidos e os movimentos do espírito, “Vigiai e orai” – é a ordem que Nosso Senhor deu, não só aos Apóstolos, como a todos os fiéis. Onde não há vigilância, há dissipação; faltando a oração, seca a fonte das graças. 

Numa vida, como a nossa, tão cheia de perigos e abrolhos, a vigilância e a oração são indispensáveis. Se não conseguirmos domar as nossas paixões, elas nos escravizarão; se não fugirmos do mundo, ele nos absorverá; se não resistirmos ao demónio, ele chegará a nos subjugar. Demónio, mundo e nossa carne, estes três terríveis inimigos são reduzidos à impotência, pelo retiro espiritual, pela vigilância e pela oração.

in filhosdapaixao.org.br


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