quinta-feira, 31 de maio de 2018

Santa Missa e procissão Corpus Christi em Paris

Igreja de Santo Eugénio


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Médicos Católicos têm de dar a voz pela Vida disse o Papa

Os Médicos Católicos têm de levantar a voz para o direito pela vida, pediu o Papa Francisco.

Ao dirigir-se na Segunda-Feira a um grupo de médicos, o Papa pediu-lhes para resistir às ideologias que atentam contra a dignidade da vida humana.

"A Igreja está pela vida, e a sua preocupação é que nada esteja contra a vida no caso de uma existência concreta, independentemente do quão fraca ou indefesa possa ser, mesmo se não desenvolvida ou avançada", disse o Papa.

Ele reconheceu que os médicos encontram "dificuldades e obstáculos" quando são fiéis aos ensinamentos da Igreja. No entanto, os médicos não se podem esquecer que devem "afirmar a centralidade do paciente como uma pessoa e da sua dignidade com os seus direitos inalienáveis, em primeiro lugar o direito à vida".

"A tendencia para denegrir a pessoa doente como uma máquina que tem de ser arranjada, sem respeito por princípios morais, e para explorar os mais fracos descartando o que não encaixa numa ideologia de eficiência e lucro tem de ser resistida", acrescentou o Papa.

No seu discurso à delegação da Federação Mundial das Associações de Médicos Católicos, o Papa Francisco disse-lhes que "não é aceitável que o vosso papel seja reduzido ao de um simples cumpridor da vontade do paciente ou das necessidades do sistema de saúde onde trabalham".

Pelo contrário, os médicos devem resistir ao "paradigma cultural tecnocrático" que tomou conta da profissão ao trabalhar com médicos de outras religiões que também partilham a crença Católica na dignidade da vida humana.

"Sejam ministros não só dos cuidados de saúde mas também da caridade fraterna, transmitindo àqueles com quem lidam, além do vosso conhecimento, a riqueza da compaixão humana e evangélica" disse o Papa.



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quarta-feira, 30 de maio de 2018

Polícia salvou homem que se queria suicidar

Este homem queria suicidar-se. Estava decidido a saltar da Golden Gate Bridge, em São Francisco. Depois de uma conversa de mais de uma hora, o polícia conseguiu convencê-lo que tinha motivos para viver. 

Oito anos depois, o homem que se queria suicidar está casado, tem dois filhos e é muito feliz. Encontrou-se com o polícia que lhe salvou a vida para agradecer o que fez por ele.

Que isto nos sirva de lição para estarmos atentos aos outros e ajudarmos quem anda mais triste e desanimado.

João Silveira


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Novena ao Sagrado Coração de Jesus

Rezar cada dia, durante 9 dias seguidos, estas orações:

Ó divino Jesus, que dissestes: Pedi e recebereis; procurai e achareis; batei e abrir-se-vos-á; eis-me prostrado a vossos pés, cheio de viva fé e confiança nessas sagradas promessas, ditadas pelo vosso Sacratíssimo Coração e pronunciadas pelos vossos lábios adoráveis. Venho pedir-vos... (fazer o pedido). 

A quem pedirei, ó doce Jesus, senão a Vós, cujo coração é inesgotável manancial de todas as graças e merecimentos? Onde o procurarei a não ser no tesouro que contém todas as riquezas de vossa clemência e bondade? Onde baterei a não ser à porta do vosso Sagrado Coração, pelo qual o próprio Deus vem a nós e nós vamos a Ele?

A vós, pois recorro, ó Coração de Jesus. Em vós encontro consolação quando aflito, protecção quando perseguido, força quando oprimido pela tristeza, e luz quando envolto nas trevas da dúvida. 

Creio firmemente que podeis conceder-me as graças que vos imploro ainda que fosse por milagre. 

Sim, ó meu Jesus, se quiserdes, a minha súplica será atendida. Confesso que não sou digno dos vossos favores, mas isso não é razão para eu desanimar. Vós sois o Deus de Misericórdia e nada sabereis recusar a um coração humilde e contrito. Lançai-me um olhar de piedade eu vo-lo peço. Vosso compassivo coração achará, nas minhas misérias e fraquezas, um motivo imperioso para atender à minha petição. Mas, ó Sacratíssimo Coração de Jesus, seja qual for a vossa decisão no tocante ao meu pedido, nunca vos deixarei de amar, adorar, louvar e servir. 

Dignai-vos, ó meu Jesus, receber no vosso adorável Coração este meu acto de perfeita submissão, que sinceramente desejo ser satisfeito, tanto por mim como por todas as criaturas, agora e por todo o sempre. Ámen.

Pai nosso...
Avé Maria...
Glória ao Pai...

“Doce Coração de Jesus, que tanto nos amais, fazei que eu vos ame sempre e cada vez mais”

Se possível, comungar em cada dia da Novena, ou, pelo menos, no último dia. 

Com aprovação eclesiástica. Autor: Frei Salvador do Coração da Jesus (Terciário dos Menores Capuchinhos)


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Chesterton destrói o Marxismo com a 'História de vacas'

Penso que a maioria dos seguidores de Karl Marx acredita numa doutrina chamada a teoria materialista da História. A teoria é, grosso modo, a seguinte: todas os acontecimentos da História encontram-se radicados numa causa económica. Em resumo, a História é uma ciência, a ciência da busca pela comida.

É verdade que a busca por comida é universal. Aliás, tão universal que nem é exclusivamente humana. As vacas têm um motivo económico; quase diria um motivo exclusivamente económico. A vaca preenche os requerimentos da teoria materialista da História. É por isso que a vaca não tem História. Uma História de vacas seria a coisa mais simples e mais enfadonha do mundo!

Dizer que os motivos do homem se resumem à motivação económica é como dizer que o homem só tem pernas, porque um homem suporta-se em comida como se suporta em pernas. Mas nenhuma teoria económica explica como é que debaixo de fogo, um homem se apoia nas pernas para combater enquanto que outro se apoia nas pernas para fugir.

Em suma, não existiria nenhuma História se o homem apenas se resumisse à teoria económica da História.

G.K. Chesterton in 'O Adorador do Sol'


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terça-feira, 29 de maio de 2018

Um jovem com espinha bífida contra a eutanásia de crianças

Chamo-me Giovanni Bonizio: vivo em Roma, tenho 24 anos. Há algum tempo, em vários jornais italianos, publicaram-se artigos sobre um pediatra holandês que pratica a eutanásia em crianças com distintas enfermidades ou deficiências a fim de livrar-lhes do destino de uma vida impossível e tal que não valha a pena ser vivida. Ouvi falar de um referendo, de deixar passagem para a livre pesquisa cientifica: são outros terrenos, mas próximos ao do médico holandês. Falei com algumas pessoas e dei-me conta de que é um tema actual e que é uma posição defendida por muita gente.

Entre os casos em que o médico praticou a eutanásia está o de um menino nascido com espinha bífida (mielomeningocele). Eutanásia por “sentido profissional” e por “amor” segundo o relato. Perguntava o médico, de facto, quase com horror, num jornal: “Mas viram alguma vez um menino nascido com espinha bífida?”. Queria mudar a pergunta. Viram alguma vez crescer um menino com espinha bífida e converter-se em jovem, em adulto? Haverá visto alguma vez? Acrescento outra: Quando é que uma vida vale a pena ser vivida? Parece-me que muitos falam como se a resposta fosse óbvia mas precisamente não é.

Evidentemente devo ser um sobrevivente. Não deveria existir: nasci com espinha bífida. Contudo, tenho uma vida feliz, intensa, também muitos amigos. Passei nos exames universitários e tenho o meu diploma. Desde Junho passado trabalho no Banco de Interesse Nacional. A minha vida é o que se diria ser “uma vida cheia de interesses”. O meu trabalho é bom, a minha família é a que muitos desejariam. Alguns problemas adicionais na vida criaram-me uma sensibilidade às dificuldades das outras pessoas e talvez por isso é que há anos saio ao encontro dos anciãos: a amizade também os ajuda a viver.

Leio, falo, escrevo, sei usar o computador como todos os jovens de minha idade. Quando nasci, poucos apostavam em mim. Felizmente houve quem me quis, verdadeiramente, e não se assustou. Pouco a pouco pude erguer-me, inclusive caminhar e fazê-lo bem. Movo-me por mim mesmo em uma cidade como Roma. Custou-me mais que aos demais, sou mais orgulhoso que os demais. Não calculo a minha inteligência (nem a do médico holandês), mas certamente posso falar, expressar o que penso, ainda que esse médico teorize que aqueles como eu não podem comunicar, e por isso seria melhor que desaparecessem.

A minha vida não é nem triste nem inútil. É certo que sofri várias intervenções cirúrgicas que me ajudaram a superar problemas de diferentes tipos e me permitiram viver o mais possível uma vida – como se diz – normal. Não foi sempre fácil; algumas vezes também sofri, mas nas camas próximas à minha havia sempre muitos outros jovens com o mesmo desejo de se curar, de comunicar, de fazer amigos e, sobretudo, de viver.

Existe, pelo contrário, uma incapacidade de conceber a vida quando há dificuldades a superar. O médico holandês, e os que pensam como ele, deverão questionar o seu medo da vida. Medo a uma vida que contém cansaço, conquista, lutas, derrotas, vitórias, e que não é só um simples crescimento biológico, talvez embriagado das últimas – mas satisfatórias – modas. Um postal “bonito” e “triunfante” que se dilui com as primeiras dificuldades da vida, onde todos exigem o seu grande sorriso e fazem “fitness” e “beach volley”.

Penso que nos deveríamos questionar um pouco mais sobre o que é verdadeiramente humano e o que não é, em lugar de ficarmos surpreendidos pelo facto de que, na nossa sociedade, aumenta o número de pessoas deprimidas, e que não se sabe o que importa de verdade aos jovens.

O problema é que nem sempre se faz tudo o que se poderia fazer para ajudar quem tem um problema, uma enfermidade, a viver melhor. É sobre isto que o médico holandês, que pensa que a eutanásia é um modo de dar dignidade à vida, deveria gastar mais energias e conhecimentos.

A eutanásia em crianças parece-me verdadeiramente horrível, porque elas não se sabem defender. Mata-se – porque é disso que se trata – os que têm defeitos sem esperar sequer que cresçam para ver o que ocorre, sem dar ao contrário aquilo que é necessário: mais ajuda a quem somente é mais fraco. A proposta é esta: se precisamente queremos eliminar algo, então em lugar de abolir a fragilidade é melhor começarmos por abolir o medo da fragilidade que nos faz a todos mais desumanos (e mais indefesos).

Giovanni Bonizio - Comunidade de Santo Egídio, Roma


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São Pio X denuncia os inimigos da Igreja

Nestes últimos tempos cresceu sobremaneira o número dos inimigos da Cruz de Cristo, os quais, com artifícios de todo ardilosos, se esforçam por baldar a virtude vivificante da Igreja e solapar pelos alicerces, se dado lhes fosse, o mesmo reino de Jesus Cristo. Por isto já não Nos é lícito calar para não parecer faltarmos ao Nosso santíssimo dever, e para que se Nos não acuse de descuido de nossa obrigação, a benignidade de que, na esperança de melhores disposições, até agora usamos.

E o que exige que sem demora falemos, é antes de tudo que os fautores do erro já não devem ser procurados entre inimigos declarados; mas, o que é muito para sentir e recear, se ocultam no próprio seio da Igreja, tornando-se destarte tanto mais nocivos quanto menos percebidos.

Aludimos, Veneráveis Irmãos, a muitos membros do laicato católico e também, coisa ainda mais para lastimar, a não poucos do clero que, fingindo amor à Igreja e sem nenhum sólido conhecimento de filosofia e teologia, mas, embebidos antes das teorias envenenadas dos inimigos da Igreja, vangloriam-se, postergando todo o comedimento, de reformadores da mesma Igreja; e cerrando ousadamente fileiras se atiram sobre tudo o que há de mais santo na obra de Cristo, sem pouparem sequer a mesma pessoa do divino Redentor que, com audácia sacrílega, rebaixam à craveira de um puro e simples homem.

Pasmem, embora homens de tal casta, que Nós os ponhamos no número dos inimigos da Igreja; não poderá porém, pasmar com razão quem quer que, postas de lado as intenções de que só Deus é juiz, se aplique a examinar as doutrinas e o modo de falar e de agir de que lançam eles mão. Não se afastará, portanto, da verdade quem os tiver como os mais perigosos inimigos da Igreja. Estes, em verdade, como dissemos, não já fora, mas dentro da Igreja, tramam seus perniciosos conselhos; e por isto, é por assim dizer nas próprias veias e entranhas dela que se acha o perigo, tanto mais ruinoso quanto mais intimamente eles a conhecem. Além de que, não sobre as ramagens e os brotos, mas sobre as mesmas raízes que são a Fé e suas fibras mais vitais, é que  meneiam eles o machado.

Batida pois esta raiz da imortalidade, continuam a derramar o vírus por toda a árvore, de sorte que coisa alguma poupam da verdade católica, nenhuma verdade há que não intentem contaminar. E ainda vão mais longe; pois pondo em obra o sem número de seus maléficos ardis, não há quem os vença em manhas e astúcias:  porquanto, fazem promiscuamente o papel ora de racionalistas, ora de católicos, e isto com tal dissimulação que arrastam sem dificuldade ao erro qualquer incauto; e sendo ousados como os que mais o são, não há consequências de que se amedrontem e que não aceitem com obstinação e sem escrúpulos. 

Acrescente-se-lhes ainda, coisa aptíssima para enganar o ânimo alheio, uma operosidade incansável, uma assídua e vigorosa aplicação a todo o ramo de estudos e, o mais das vezes, a fama de uma vida austera. Finalmente, e é isto o que faz desvanecer toda esperança de cura, pelas suas mesmas doutrinas são formadas numa escola de desprezo a toda autoridade e a todo freio; e, confiados em uma consciência falsa, persuadem-se de que é amor de verdade o que não passa de soberba e obstinação. Na verdade, por algum tempo esperamos reconduzi-los a melhores sentimentos e, para este fim, a princípio os tratamos com brandura, em seguida com severidade e, finalmente, bem a contragosto, servimo-nos de penas públicas.

Papa São Pio X in Carta Encíclia 'Pascendi dominici gregis'


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segunda-feira, 28 de maio de 2018

Mais recente Arcebispo português visita o Papa Bento XVI

Mons. José Avelino Bettencourt nasceu em Velas, nos Açores. Tornou-se bastante conhecido em 2012, quando foi nomeado chefe de protocolo da Secretaria de Estado da Santa Sé pelo Papa Bento XVI. Continuou em funções durante o pontificado do Papa Francisco até que, no dia 26 de Fevereiro de 2018, foi nomeado Núncio Apostólico. Desenvolverá a sua actividade diplomática na Arménia e Geórgia. Foi sagrado Arcebispo no dia 19 de Março na Basílica de São Pedro.

Esta fotografia corresponde ao seu encontro com o Papa Bento XVI, no passado dia 26 de Maio. É bom ver que o Papa Bento continua "em forma" e sempre pronto para receber visitas.


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domingo, 27 de maio de 2018

A Doutrina da Santíssima Trindade na Liturgia

Uma coisa que pouco se sabe hoje em dia é que a Santíssima Trindade é a verdade mais importante do Cristianismo. Isto é, de tudo aquilo que podemos saber sobre Deus, o mundo e o homem e que a Fé Católica nos ensina (desde a Redenção ao conhecimento da alma), saber o que é a Santíssima Trindade é o mais importante de tudo.

Mas porque é que é assim? Bem, em primeiro lugar porque esta é daquelas coisas que nós só pela razão humana não conseguimos saber, teve que ser o próprio Deus a contar-nos isso, a revelar-nos. Foi Jesus que ensinou isto aos seus Apóstolos. (É importante dizer que apesar de a razão não nos permitir chegar sozinhos a esta verdade, de que Deus são três pessoas numa só unidade, ela não é de todo contrária à razão e é por isso que existem cadeiras de teologia só sobre este assunto, nas melhores universidades!).

Em segundo lugar, a Santíssima Trindade é também a origem e fonte de todas as coisas, pois foi Deus (que é a Santíssima Trindade) que criou tudo o que existe, "todas as coisas visíveis e invisíveis".

Por fim, e esta é a razão que me parece mais relevante para o coração do homem, é que saber o que é a Santíssima Trindade é conhecer com enorme profundidade a intimidade de Deus e isso é algo que ninguém merecia saber -- mas é um privilégio enorme que nós temos! Saber que Deus são três pessoas distintas numa só essência divina é conhecer como Deus funciona.

A Igreja, que sabe e ensina isto desde o seu início, revela muito bem esta doutrina trinitária na liturgia da solenidade de hoje, em todas as antífonas e orações da Missa.

Mas a que merece maior destaque é o Prefácio da Missa de hoje que explica com imenso rigor o que a Igreja ensina sobre a Santíssima Trindade. Este Prefácio, pelo seu conteúdo, é mesmo muito bonito e recomendo a quem ainda não foi à Missa a estar atento. Se bem que é normal notar-se que este Prefácio é especial quando o ouvimos, mesmo sem nos avisarem antes.


Vere dignum et iustum est, aequum et salutáre, nos tibi semper et ubíque grátias ágere: Dómine, sancte Pater, omnípotens aetérne Deus:



Qui cum unigénito Fílio tuo, et Spíritu Sancto, unus es Deus, unus es Dóminus: non in uníus singularitáte persónae, sed in uníus Trinitáte substántiae.

Quod énim de tua glória, revelánte te, crédimus, hoc de Fílio tuo, hoc de Spíritu Sancto, sine differéntia discretiónis sentímus.


Ut in confessióne verae sempiternaeque Deitátis, et in persónis propríetas, et in esséntia únitas, et in maiestáte adorétur aequálitas.

Quam láudant Angeli atque Archángeli, Chérubim quoque ac Séraphim: qui non céssant clamáre cotídie, una voce dicéntes:


Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte:

Com o vosso Filho Unigénito e o Espírito santo, sois um só Deus, um só Senhor, não na unidade de uma só pessoa, mas na trindade de uma só natureza.

Tudo quanto revelastes acerca da vossa glória, nós o acreditamos também, sem diferença alguma, do vosso Filho e do Espírito Santo.

Professando a nossa fé na verdadeira e sempiterna divindade, adoramos as três Pessoas distintas, a sua essência única e a sua igual majestade.

Por isso Vos louvam os Anjos e os Arcanjos, os Querubins e os Serafins, que Vos aclamam sem cessar, cantando numa só voz:

Na Liturgia Tradicional do Rito Romano, é este o Prefácio que se reza na maioria dos Domingos durante o ano.

Nuno CB


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sábado, 26 de maio de 2018

São Filipe Néri levitava durante a Missa

São Filipe Néri ficou conhecido como "o santo da alegria" pelo seu constante bom-humor e por pregar 'partidas' aos jovens que o seguiam pelas ruas de Roma e nos seus oratórios.

Ao mesmo tempo era um homem de oração profundíssima, de tal maneira que muitas vezes entrava em êxtase e levitava, a dois palmos do chão, enquanto celebrava a Missa. De tal forma isto era frequente que as pessoas se habituaram a abandonar a Missa depois do "Cordeiro de Deus". 

O acólito, que servia à Missa, apagava as velas, acendia uma lamparina, deixava na porta um letreiro no qual se dizia que Filipe estava celebrando Missa e ia também embora. Voltava cerca de duas horas depois, acendia as velas e a Missa continuava.

Livro sobre a vida deste grande santo: "São Filipe Néri, o sorriso de Deus" (clicar no título do livro)


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Confessar em primeiro lugar os piores pecados

"Quando vamos à confissão devemos acusar em primeiro lugar os nossos piores pecados, e das coisas que mais nos envergonhamos. Deste modo confundimos o demónio e recebemos mais frutos da nossa confissão."

São Filipe Néri


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sexta-feira, 25 de maio de 2018

Épica homilia do Cardeal Sarah na peregrinação Paris-Chartres



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7 razões contra a legalização da Eutanásia

1. A «justificação» da eutanásia voluntária pressupõe a rejeição de um princípio que é fundamental para um justo enquadramento das leis numa sociedade.

A eutanásia voluntária consiste em matar um paciente a seu pedido, na convicção de que a morte constitui um benefício para esse paciente e de que, por essa razão, se justifica matá-lo. Mas o simples facto de uma pessoa afirmar, de sua livre vontade, que deseja ser morta não constitui, em si mesmo, razão para um médico achar que a morte será um benefício para essa pessoa. Nenhum médico acederia a satisfazer uma solicitação deste género, por muito que lhe parecesse que o paciente a fazia de livre vontade, se achasse que este tinha perspectivas de uma vida com valor.


Ora, afirmar que a vida de uma pessoa é desprovida de valor é o mesmo que negar valor a essa pessoa, dado que a realidade de uma pessoa de maneira nenhuma se distingue da sua vida. Assim, pois, na base das mortes por eutanásia está um juízo quanto ao valor de determinadas vidas humanas.

Uma legalização da morte cuja justificação assenta na convicção de que há certas vidas que não têm valor é contrária a qualquer sistema legal que afirme proteger e promover uma ordem social justa. Porquê? Porque, para que a justiça vigore numa sociedade, é necessário encontrar uma forma não arbitrária e não discriminatória de identificar os sujeitos dessa mesma justiça. Mas a única maneira de evitar a arbitrariedade na identificação dos sujeitos da justiça é presumir que todos os seres humanos, pelo simples facto de serem humanos, têm direito a ser tratados de forma justa e são sujeitos de determinados direitos humanos básicos. Por outras palavras, a dignidade e o valor que se reconhecem aos seres humanos resultam directamente da sua humanidade. Pelo contrário, esta dignidade e este valor não podem constituir um título para a reclamação de um tratamento justo por parte de terceiros se se considera que os seres humanos podem ser privados deles. A dignidade e o valor são, por assim dizer, características não elimináveis da nossa humanidade.
A morte por eutanásia, mesmo quando é feita a pedido, pressupõe a negação do valor da vida das pessoas que são consideradas possíveis candidatos à eutanásia. Trata-se, pois, de um tipo de morte que não pode ser integrada num sistema legal que tem como um dos seus fundamentos o valor e a dignidade de todos os seres humanos.
É de importância crucial para todos os estados manter um corpo de leis consistente com o respeito pela dignidade e pelo valor de todos os seres humanos. É nomeadamente importante não legalizar a morte dos inocentes, porque uma das tarefas fundamentais das autoridades civis é proteger os inocentes. Ora, quando recorre à tese segundo a qual a vida de determinada pessoa é desprovida de valor para tornar legal a morte dessa pessoa, o Estado deixou de reconhecer que os inocentes têm o direito de ser protegidos. Mas, se o Estado considera que estes direitos são nulos, como pode então reclamar para si aquela autoridade que deriva justamente da necessidade que os cidadãos têm de ser protegidos de ataques injustos?
2. A legalização do suicídio assistido também é inconsistente com o mesmo princípio fundamental de um sistema legal justo.
A descriminalização do suicídio (e, portanto, das tentativas de suicídio) faz sentido quando temos em consideração as dificuldades por que teriam de passar as pessoas que fossem sujeitas a um processo judicial depois de terem tentado suicidar-se. Mas esta descriminalização – motivada pelo desejo de não dificultar ainda mais a vida destas pessoas – não implica que a lei tinha uma visão neutral da opção pelo suicídio. As pessoas que tentam suicidar-se são manifestamente motivadas por uma convicção (pelo menos passageira) de que a sua vida deixou de ter sentido. Ora, dado que as disposições legais justas assentam na convicção de que toda a vida humana tem um valor que não é possível eliminar, a lei tem de rejeitar a razoabilidade de uma opção que tem como base a motivação inversa.
Assim, a lei tem igualmente de se recusar a aceitar o comportamento das pessoas que sancionam com os seus actos a opção pelo suicídio, porque os referidos actos assentam na tese segundo a qual a vida daquele que estão a ajudar deixou de ter valor. Dizer que estas pessoas agem «movidas pela amizade», ou «movidas pela compaixão», não explica suficientemente o seu comportamento. Com efeito, como é possível descrever como «amizade» ou «compaixão» as motivações de uma pessoa que colabora num suicídio, quando tais motivações têm por base a convicção de que aquele que estão ajudar está melhor morto? Se achassem que esta pessoa podia continuar a ter uma vida com valor, ajudá-la a morrer dificilmente poderia ser considerado um acto de amizade.
Há, pois, boas razões para resistir à legalização do suicídio assistido, razões que são tão fundamentais como a primeira razão atrás apresentada para resistir à legalização da eutanásia.
3. Se a eutanásia voluntária for legalizada, terá sido abandonada a razão mais premente para resistir à legalização da eutanásia não voluntária.
Muitas das pessoas que apoiam a legalização da eutanásia voluntária opõem-se à legalização da eutanásia não voluntária. Contudo, se a única maneira de justificar a tese segundo a qual a eutanásia é um benefício para a pessoa que vai morrer é recorrer à tese de que a vida da referida pessoa deixou de ter valor, então os que apoiam a eutanásia voluntária estão, sem disso se aperceberem, a comprar um pacote bastante maior do que pensavam. Porque, se é possível beneficiar uma pessoa matando-a, será razoável privar as pessoas desse benefício pelo simples facto de elas não terem a capacidade de solicitar que as matem? E, se nos espanta (e é muito razoável que nos espante) a tese de que alguém pode beneficiar com a própria morte, podemos pelo menos aceitar a tese de que, quando a vida de uma pessoa deixou de ter valor, não estamos a prejudicá-la privando-a dessa mesma vida.
Na realidade, os defensores mais activos e mais lúcidos da legalização da eutanásia voluntária também são defensores da legalização da eutanásia não voluntária. Do ponto de vista destas pessoas, os seres humanos não têm uma «categoria moral» (que é o equivalente àquilo a que, neste artigo, se designa por «dignidade básica») em virtude do qual gozem de direitos humanos básicos; por este motivo, não se está a cometer nenhuma injustiça contra eles quando a motivação para os matar é, muito simplesmente, a conveniência dos seres humanos que têm «categoria moral». O exercício que consiste em distinguir os seres humanos que têm «categoria moral» daqueles que a não têm é totalmente arbitrário. Os defensores da legalização da eutanásia, como os filósofos Peter Singer e Helga Kuhse, que aderem a esta arbitrariedade, fazem-no sem uma preocupação evidente pela subversão dos fundamentos da justiça que a referida arbitrariedade pressupõe.
4. A legalização da eutanásia voluntária ajudaria a promover a prática da eutanásia não voluntária, sem os benefícios da legalização.
O processo dar-se-ia por duas vias: em primeiro lugar, tem-se verificado que as pessoas que começam por afirmar que desejam limitar a prática da eutanásia à eutanásia voluntária acabam por chegar à conclusão de que, quando esta é permitida, deixa de haver razões válidas para proibir a eutanásia não voluntária, pelo que começam imediatamente a planear a prática sistemática da eutanásia não voluntária. Trata-se de um fenómeno facilmente detectável, por exemplo, no comportamento da Real Associação de Médicos Holandeses ao longo dos últimos quinze anos. Depois de terem promovido a aceitação daquilo que afirmavam ser a «prática controlada» apenas da eutanásia voluntária, promovem actualmente a aceitação da prática da eutanásia não voluntária.
Em segundo lugar, porque os critérios para a delimitação da prática da eutanásia a pedido do cliente são irremediavelmente imprecisos. A experiência holandesa demonstrou a verdade daquilo que os críticos afirmavam acerca da aprovação legal da eutanásia voluntária (fosse por decreto legal ou por decisão judicial), a saber, que ela conduziria à prática alargada da eutanásia não voluntária. Os dados disponíveis mostram, com base em estimativas feitas por baixo, que, em 1990, cerca de uma em cada doze mortes ocorridas na Holanda o foram por eutanásia (10.558 casos), e mais de metade destas sem solicitação explícita.
5. A eutanásia debilita das disposições que exigimos aos médicos, sendo por isso destrutiva da prática da medicina.
A prática da medicina só pode florescer quando os médicos têm uma disposição tal, que inspiram confiança nos doentes, muitos dos quais se encontram em situações extremamente vulneráveis. Mas os médicos só inspiram confiança quando os doentes têm a certeza de que eles não estão dispostos a matá-los, de que não sentem inclinação para considerar se vale a pena cuidar de um doente, mas se dispõem imediatamente a considerar que tipo de tratamento poderá ser preferível para cada caso.
Ora, a prática da eutanásia debilita sistematicamente ambas as disposições, porque dispõe os médicos a matar alguns dos seus doentes, ao mesmo tempo que inculca neles a ideia de que há doentes cujas vidas não têm valor. Mas, visto que não há critérios não arbitrários para determinar quais são as vidas que têm valor e as que não têm, uma pessoa que não renuncie por princípio a esse género de considerações discriminatórias cairá facilmente na tentação de categorizar as pessoas mais difíceis ou mais desinteressantes como pessoas cuja vida não tem valor.
Um dos mais importantes deveres do Estado é manter um quadro legal tal, que uma profissão tão essencial como a medicina funcione bem, e no interesse dos cidadãos. O Estado não estaria a cumprir esse dever se permitisse que os médicos tivessem comportamentos corrosivos da relação médico-doente.
6. A legalização da eutanásia debilita o ímpeto destinado a desenvolver atitudes verdadeiramente compassivas para com os doentes e os moribundos. A expressão mais adequada da compaixão são os cuidados de saúde, motivados por um sentimento mais ou menos intenso de simpatia para com as pessoas que sofrem. Não se pode cuidar das pessoas matando-as.
É muito importante ter em consideração que um dos elementos fundamentais dos debates contemporâneos relativos à legalização da eutanásia é a necessidade de reduzir os custos com os cuidados de saúde. E um dos perigos mais óbvios resultantes da sua legalização é que, dentro em breve, a eutanásia passe a ser vista como uma «solução» conveniente para as enormes necessidades de certo tipo de pacientes. Se tal acontecesse, a medicina ficaria privada do incentivo para a procura de soluções genuinamente compassivas para as dificuldades suscitadas pelos referidos pacientes. Os impulsos humanitários que sustentaram o desenvolvimento dos hospitais seriam postos em causa, porque a eutanásia passaria a ser considerada por muitos uma solução mais barata e menos exigente em termos pessoais.
7. Três comissões criadas por legislaturas anglófonas com a missão de analisarem propostas de legalização da eutanásia recomendaram que não fosse legalizada.
No decurso de 1994-95, foram publicados os relatórios das comissões criadas pela Câmara dos Lordes do parlamento britânico, pela Comissão de Análise à Vida e à Lei do estado de Nova Iorque e pelo Senado do parlamento canadiano, todas elas constituídas por pessoas com pontos de vista muito diferentes acerca da moralidade intrínseca da eutanásia; contudo, todas elas se mostraram claramente contrárias à sua legalização. Por exemplo, a comissão da Câmara dos Lordes contava entre os seus membros com várias pessoas que tinham defendido publicamente a eutanásia; no entanto, depois de terem passado um ano a ouvir testemunhos, a ler um conjunto muito alargado de dados e a discutir internamente as questões, os membros desta comissão decidiram por unanimidade recomendar que a eutanásia não fosse legalizada.
Há nos três relatórios muito material digno da atenção da Comissão Legislativa Legal e Constitucional do Senado do parlamento federal australiano. Baste a seguinte citação do relatório da Comissão da Câmara dos Lordes como epítome da sensatez das três comissões: «A proibição da morte intencional […] é a pedra angular das relações legais e sociais. Trata-se de uma proibição que nos protege de forma imparcial, encarnando a convicção de que somos todos iguais. Não queremos que tal protecção seja fragilizada, pelo que recomendamos que não se proceda a qualquer alteração na lei, com o fim de permitir a eutanásia. […] A morte de uma pessoa afecta a vida de outras pessoas, muitas vezes de maneiras imprevisíveis. É nossa convicção que a questão da eutanásia é uma daquelas em que os interesses do indivíduo não podem ser separado dos interesses da sociedade como um todo.»
O autor deste artigo tem a esperança de que, após a devida consideração dos factos, os membros da Comissão Legislativa Legal e Constitucional partilhem da sensatez moral e política que esta citação exemplifica.
Luke Gormally in Logos


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quinta-feira, 24 de maio de 2018

Peregrinação Paris-Chartres

Todos os anos milhares e milhares de católicos percorrem a pé o caminho entre Paris e a Catedral de Chartres, nos dias que precedem o Pentecostes. Há peregrinos de muitos países, embora muitos sejam franceses, a grande maioria jovens. Todos os dias é celebrada a Missa Tradicional, e, este ano, a Missa final foi celebrada pelo Cardeal Robert Sarah.













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Dom Bosco e Nossa Senhora Auxílio dos Cristãos

No ano de 1862, as aparições de Maria Auxiliadora na cidade de Spoleto a uma criança de cinco anos marcam um despertar mariano na piedade popular italiana. Nesse mesmo ano, Dom Bosco iniciou a construção, em Turim, de uma grande Basílica, que foi dedicada a Nossa Senhora, Auxílio dos Cristãos. Até então não se percebia em Dom Bosco uma atenção especial por esse título.

A partir dessa data, Dom Bosco, que desde pequeno aprendeu com Margarida, sua mãe, a ter grande confiança em Nossa Senhora, ao falar da Mãe de Deus, lhe unirá sempre o título Auxiliadora dos Cristãos. Para perpetuar o seu amor e a sua gratidão para com Nossa Senhora e para que ficasse conhecido por todos e para sempre que foi “Ela (Maria) quem tudo fez”, Dom Bosco quis que as Filhas de Maria Auxiliadora, congregação por ele fundada juntamente com Santa Maria Domingas Mazzarello, fossem um monumento vivo dessa sua gratidão.

“Nossa Senhora deseja que a veneremos com o título de Auxiliadora: vivemos em tempos difíceis e necessitamos que a Santíssima Virgem nos ajude a conservar e defender a fé cristã”, disse Dom Bosco ao Padre Cagliero.

A devoção a Nossa Senhora Auxiliadora foi crescendo cada vez mais e mais. No dia 17 de maio de 1903, por decreto do Papa Leão XIII, foi solenemente coroada a imagem de Maria Auxiliadora, que se venera no Santuário de Turim.

Grande devoção a Nossa Senhora: a construção do Santuário de Maria Auxiliadora em Turim

Dom Bosco confiou aos Salesianos a propagação dessa devoção, que é, ao mesmo tempo, devoção à Mãe de Deus, à Igreja e ao Papa.

Foi uma obra marcada por acontecimentos extraordinários e dificuldades enormes. Dom Bosco não se cansava de dizer que era Nossa Senhora que queria a igreja e que Ela mesma, depois de lhe ter indicado o local onde devia ser feita, lhe teria feito encontrar os meios necessários.

Mas ouçamos do próprio Dom Bosco o relato de um "sonho", tido em 1844, quando andava ainda à procura de uma sede estável para o seu oratório.

A Senhora que lhe apareceu, diz-lhe:

"Observa'. - E eu vi uma igreja pequena e baixa, um pequeno pátio e jovens em grande número. Recomecei o meu trabalho. Mas tendo-se esta igreja tornado pequena, recorri a Ela outra vez e Ela fez-me ver uma outra igreja bastante maior com uma casa ao lado. Depois, conduzindo-me a um lado, a um pedaço de terreno cultivado, quase em frente da fachada da segunda igreja, acrescentou:

'Neste lugar onde os gloriosos Mártires de Turim Aventor, Solutor e Octávio ofereceram o seu martírio, construirás a minha igreja."


in aveluz.com it.donbosco-torino.org


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quarta-feira, 23 de maio de 2018

Casamento do Beato Carlos, último Imperador do Império Áustro-Húngaro


Casou com a Arquiduquesa Zita de Bourbon-Parma, no dia 21 de Outubro de 1911.



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Tradicional Peregrinação de Pentecostes a Dornes

No passado Domingo de Pentecostes um grupo de peregrinos rumou, como é tradição naquela zona de Portugal, até ao Santuário de Nossa Senhora do Pranto em Dornes.

O primeiro registo conhecido que atribui um milagre a Nossa Senhora do Pranto, data de finais do século XVII (1697). Reza a Lenda, replicada por vários historiadores, que foi graças a um milagre da Rainha Santa, que teve início o culto a Nossa Senhora do Pranto, em Dornes. Aquando do seu casamento com D. Dinis, D. Isabel teria recebido como dote estas terras de Dornes. Aqui seria seu feitor Guilherme de Pavia, homem tão crente e bondoso que era tido como santo. Vivia perto da ermida de S. Guilherme, junto à ribeira com esse nome, já perto da vila.

Durante a noite, o feitor começou a ouvir um choro e gemidos dolorosos que vinham do outro lado do rio. De dia, por mais que buscasse entre os matos da Serra Vermelha, de onde parecia chegar aquele pranto nocturno, nada encontrava. Intrigado, resolveu dar conta à rainha do estranho acontecimento e pôs-se a caminho de Coimbra. Porém, assim que chegou e antes de falar, já D. Isabel sabia a razão que ali o levara. Indicou-lhe o local exacto onde devia procurar e logo lhe disse que iria encontrar uma imagem da Virgem com o Filho morto nos braços.

Guilherme voltou a Dornes e logo partiu para o outro lado do rio (Vila Gaia, freguesia de Cernache do Bonjardim), indo encontrar a imagem, exactamente no local indicado pela rainha. Veio depois a rainha admirar o achado e foi quem mandou erguer uma capela. À terra chamou Vila das Dores, a actual Dornes.

O círio teve início na igreja de Paio Mendes, a poucos quilómetros do destino, donde saiu em procissão o andor da Virgem do Pranto. Durante o caminho cantou-se o terço do Rosário, com a meditação dos mistérios e também cânticos tradicionais portugueses. Cantou-se ainda a Ladainha do Espírito Santo, e as de Todos-os-Santos e do Loreto. À chegada ao santuário, o grupo foi recebido pelo Reitor, o Rev.do Padre Manuel Vaz Patto.

A peregrinação teve o seu cume na Missa Tradicional do dia de Pentecostes, rezada no Santuário da Senhora do Pranto. Deixamos aqui algumas fotografias desta reportagem exclusiva Senza Pagare:
















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A devoção perdida ao Santíssimo Sacramento

Quebec (Canadá), 1942. Sacerdote leva a Sagrada Comunhão a um doente e toda a Família se ajoelha para receber Nosso Senhor em sua casa. 


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segunda-feira, 21 de maio de 2018

A Oitava de Pentecostes acabou e Paulo VI chorou

Eu contei esta história da 'Segunda-feira de Pentecostes' há uns anos e ela tem estado a circular. Circulou por todos os lados, mas sou eu a origem da história, que publiquei há uns anos atrás. Imensas pessoas apanharam-na. Merece uma repetição. Isto serve como uma lição pelo que acontece quando perdemos de vista a continuidade. 

Esta história foi-me contada há uns atrás...já décadas, agora...por um Ceremoniere (Mestre de Cerimónias) do Papa, já reformado que, segundo o próprio, esteve presente no acontecimento que vai ser agora contado.

No calendário Romano litúrgico tradicional [NT: antes da reforma feita pelo Papa Paulo VI] a enorme festa do Pentecostes tinha a sua própria Oitava. Liturgicamente falando, o Pentecostes era/é uma coisa muito importante, de facto. Tem um Communicantes e um Hanc igitur próprios, uma Oitava, uma Sequência, etc. Em alguns sítios do mundo, como a Alemanha e a Áustria, a Segunda-feira de Pentecostes, Whit Monday como lhe chamam os ingleses, era razão para ser um feriado civil, bem como observância religiosa [NT: dia de Missa obrigatória]. [NT: Em Portugal há uma grande tradição no Santuário de Nossa Senhora do Pranto, em Dornes, de fazer romarias e festejar o Pentecostes nestes dias.]

Novus Ordo [NT: a forma da Missa mais comum actualmente, que segue o Missal do Papa Paulo VI] entrou em vigor no Advento de 1969.

Em 1970, na Segunda-Feira depois de Pentecostes, Sua Santidade o Papa Paulo VI foi para a capela, para celebrar a Santa Missa. Em vez dos paramentos encarnados, para a Oitava que todos sabiam seguir-se ao Pentecostes, estavam lá preparados para ele paramentos verdes.

Paulo VI perguntou ao Ceremoniere designado para aquele dia, "Mas que é isto? É a Oitava de Pentecostes! Onde estão os paramentos encarnados?"

"Santità," respondeu o Ceremoniere, "agora é o Tempus per annum [NT: Tempo comum]. Agora é verde. A Oitava de Pentecostes foi abolida."

"Verde? Não pode ser!", disse o Papa, "Quem é que fez isso?"

"Santidade, fostes vós."

E Paulo VI chorou.

Fr. John Zuhlsdorf in Fr. Z's Blog


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As pétalas no dia de Pentecostes em Roma

A Missa de Pentecostes no Panteão - Basílica de Santa Maria dos Mártires - é marcada por uma chuva de pétalas que simboliza as línguas de fogo derramadas sobre Nossa Senhora e os Apóstolos reunidos no Cenáculo no dia de Pentecostes. Deixamos aqui o vídeo deste ano 2018.




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domingo, 20 de maio de 2018

Oração ao Espírito Santo escrita pelo Cardeal Newman

Querido Senhor,
Ajudai-me a espalhar a Vossa fragância onde quer que eu vá.
Inundai a minha alma com o Vosso Espírito e com a Vossa vida.
Penetrai e possuí todo o meu ser, tão completamente, que toda a minha alma seja uma irradiação de Vós.

Brilhai através do meu ser e mostrai-Vos de tal forma em mim, que cada alma que eu encontre possa sentir a Vossa presença.
Que elas ergam o olhar e não me vejam, mas apenas a Vós Senhor.
Ficai comigo para que eu começe a brilhar como Vós e brilhe de tal forma que seja a luz dos outros.

A luz, ó Senhor, virá toda de Vós, nenhuma será minha, sereis Vós a brilhar diante dos outros através de mim.
Permiti pois que Vos louve da forma que Vós mais amais, brilhando sobre aqueles que Vos rodeiam.
Deixai que Vos pregue sem pregar, não por palavras mas pelo meu exemplo, pela força do entendimento, pela influência simpática daquilo que faço, como prova do amor que o meu coração sente por Vós. Ámen

Beato Henry Newman


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