segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Mãe recebe nos seus braços o filho prematuro

Ward Miles nasceu prematuro, tinha então 5 meses e meio. Com uma saúde bastante frágil, ficou imediatamente ao cuidado dos médicos. A Mãe, Lindsey, apenas pôde pegar o seu filho ao colo 4 dias depois deste ter nascido. É esse momento indescritível que vemos no vídeo, assim como algumas imagens do primeiro ano de vida deste bebé lutador.


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O maior grupo de peregrinos durante o Centenário de Fátima

Nos dias 19 e 20 de Agosto a Fraternidade Sacerdotal São Pio X esteve em Fátima numa peregrinação internacional. É o grupo de peregrinos mais numeroso, neste ano do Centenário das Aparições, com cerca de 10 mil fiéis de todo o Mundo.
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Sábado, dia 19 de Agosto, cumpriram-se 100 anos da aparição de Nossa Senhora aos Três Pastorinhos nos Valinhos. Nessa tarde foi celebrada Missa Solene pelo Pe. Franz Schmidberger nas imediações do Santuário; seguiu-se a procissão até aos Valinhos (sítio da aparição de Nossa Senhora) onde foram rezados o Terço do Rosário e a Ladainha a Nossa Senhora.

A Santa Missa:
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A Procissão até aos Valinhos:


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O Terço nos Valinhos:
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domingo, 20 de agosto de 2017

São Bernardo aconselha: Em caso de dificuldade invoca Maria

E o nome da Virgem era Maria (Lc. 1, 27). Falemos um pouco deste nome que significa, segundo se diz, Estrela do Mar, e que convém maravilhosamente à Virgem Mãe. .... Ela é verdadeiramente esta esplêndida estrela que devia se levantar sobre a imensidade do mar, toda brilhante por seus méritos, radiante por seus exemplos.

Ó tu, quem quer que sejas, que te sentes longe da terra firme, arrastado pelas ondas deste mundo, no meio das borrascas e tempestades, se não queres soçobrar, não tires os olhos da luz desta estrela.

Se o vento das tentações se levanta, se o escolho das tribulações se interpõe em teu caminho, olha a estrela, invoca Maria.

Se és balouçado pelas vagas do orgulho, da ambição, da maledicência, da inveja, olha a estrela, invoca Maria.

Se a cólera, a avareza, os desejos impuros sacodem a frágil embarcação de tua alma, levanta os olhos para Maria.

Se, perturbado pela lembrança da enormidade de teus crimes, confuso à vista das torpezas de tua consciência, aterrorizado pelo medo do Juízo, começas a te deixar arrastar pelo turbilhão da tristeza, a despenhar no abismo do desespero, pensa em Maria.

Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria.

Que seu nome nunca se afaste de teus lábios, jamais abandone teu coração; e para alcançar o socorro da intercessão dEla, não negligencies os exemplos de sua vida.

Seguindo-A, não te transviarás; rezando a Ela, não desesperarás; pensando nEla, evitarás todo erro.

Se Ela te sustenta, não cairás; se Ela te protege, nada terás a temer; se Ela te conduz, não te cansarás; se Ela te é favorável, alcançarás o fim.

E assim verificarás, por tua própria experiência, com quanta razão foi dito: "E o nome da Virgem era Maria."

São Bernardo de Claraval in 'Louvores da Virgem Maria', Super missus, 2ª homilia


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sábado, 19 de agosto de 2017

A aparição de Nossa Senhora de Fátima no dia 19 de Agosto

Nas aparições de Nossa Senhora em Fátima, o mês de Agosto foi diferente dos outros porque no dia 13 os Pastorinhos foram feitos prisioneiros. Mas a Mãe de Deus não se deixou intimidar pelos políticos anti-clericais e apareceu mesmo, uns dias depois de dia 13. A data mais provável é o dia 19 de Agosto, que foi o primeiro Domingo depois do dia 13. O local também mudou, desta feita a aparição deu-se nos Valinhos. Eis a descrição feita pela Irmã Lúcia nas suas Memórias:

Andando com as ovelhas, na companhia de Francisco e seu irmão João, num lugar chamado Valinhos, e sentindo que alguma coisa de sobrenatural se aproximava e nos envolvia, suspeitando que Nossa Senhora nos viesse a aparecer e tendo pena que a Jacinta ficasse sem A ver, pedimos a seu irmão João que a fosse a chamar. Como ele não queria ir, ofereci-lhe, para isso, dois vinténs e lá foi a correr. 

Entretanto, vi, com o Francisco, o reflexo da luz a que chamávamos relâmpago; e chegada a Jacinta, um instante depois, vimos Nossa Senhora sobre uma carrasqueira.

 – Que é que Vossemecê me quer? 
– Quero que continueis a ir à Cova de Iria no dia 13, que continueis a rezar o terço todos os dias. No último mês, farei o milagre, para que todos acreditem. 
– Que é que Vossemecê quer que se faça ao dinheiro que o povo deixa na Cova de Iria? 
– Façam dois andores: um, leva-o tu com a Jacinta e mais duas meninas vestidas de branco; o outro, que o leve o Francisco com mais três meninos. O dinheiro dos andores é para a festa de Nossa Senhora do Rosário e o que sobrar é para a ajuda duma capela que hão-de mandar fazer. 
– Queria pedir-Lhe a cura dalguns doentes. – Sim; alguns curarei durante o ano. E tomando um aspecto mais triste:

– Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios por os pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas. E, como de costume, começou a elevar-se em direcção ao nascente. 


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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Irmãs contemplativas com síndrome de Down

'Irmãzinhas Discípulas do Cordeiro' é uma congregação fundada em 1985 pelo Abade de Fontgombault e reconhecida em 1990 pelo Cardeal Jean Honoré, de Tours. 

Na vocação contemplativa estas raparigas portadoras de síndrome de Down podem consagrar-se inteiramente a Deus. O objectivo da fundação é permitir que as pequenas irmãs atendam a uma vocação religiosa contemplativa seguindo o carisma de São Bento (Ora et labora) e de Santa Teresinha do Menino Jesus (o pequeno caminho). 

Para isso, as irmãs escorreitas vivem com as irmãs com Síndrome na mesma comunidade, sob as mesmas regras. É um claro sinal das mãos do Senhor que chama a todos para santidade. 

"Na realidade, porém, a própria coragem e serenidade com que muitos irmãos nossos, afectados por graves deficiências, conduzem a sua existência quando são aceites e amados por nós, constituem um testemunho particularmente eficaz dos valores autênticos que qualificam a vida e a tornam, mesmo em condições difíceis, preciosa para o próprio e para os outros." Papa João Paulo II Encíclica Evangelium Vitae


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Cristãos europeus: Acordem!



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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Cardeal Burke explica a essência da "correcção" ao Papa

Uma vez que o Papa Francisco optou por não responder às 5 questões sobre se a exortação apostólica 'Amoris Laetitia' está em conformidade com os ensinamentos católicos, torna-se “necessária” uma “correcção” das orientações em que o seu ensinamento se afasta da fé católica, disse o Cardeal Raymond Burke numa nova entrevista.

O Cardeal, que é um dos quatro que, há quase um ano, assinaram os Dubia para pedirem ao Papa a clarificação dos seus ensinamentos, explicou, em entrevista ao The Wanderer, como prosseguiria o processo para a realização de uma “correcção formal”.

“Parece-me que a essência da correcção é bastante simples”, explicou Burke. “Por um lado, define-se o ensino claro da Igreja; por outro lado, é apresentado o que é realmente ensinado pelo Pontífice Romano. Se houver uma contradição, o Pontífice Romano é chamado a corrigir o seu próprio ensinamento em obediência a Cristo e ao Magistério da Igreja”, afirmou.

“Levanta-se a questão: Como seria isso feito? É feito muito simplesmente por uma declaração formal à qual o Santo Padre seria obrigado a responder. Os cardeais Brandmüller, Caffarra, Meisner e eu usamos uma antiga prática da Igreja para propor os Dubia ao Papa”, continuou o Cardeal.

“Isso foi feito de uma forma muito respeitosa e não de modo agressivo, a fim de dar-lhe a oportunidade de afirmar o ensino imutável da Igreja. O Papa Francisco escolheu não responder aos cinco Dubia, portanto agora é necessário simplesmente afirmar o que a Igreja ensina sobre o casamento, a família, actos intrinsecamente maus e assim por diante. Estes são os pontos que não são claros nos actuais ensinamentos do Pontífice Romano; portanto, esta situação deve ser corrigida. A correcção incidiria então principalmente sobre esses pontos doutrinários”, acrescentou.

No ano passado, os quatro cardeais trouxeram a público as suas perguntas (Dubia) depois que o Papa não lhes ter dado uma resposta. Eles esperavam que, respondendo às suas cinco perguntas de sim-ou-não, o Papa dissiparia o que eles chamavam de “incerteza, confusão e desorientação entre muitos fiéis” decorrentes da controversa exortação.

Em Junho, os 4 cardeais publicaram uma carta dirigida ao Papa na qual pediram, sem sucesso, uma audiência privada para discutir “a confusão e a desorientação” existente dentro da Igreja devido à exortação.

A exortação tem sido usada por vários bispos e grupos de bispos, incluindo os da Argentina, Malta, Alemanha e Bélgica, para emitir directrizes pastorais que autorizam que a Comunhão seja dada a católicos divorciados-civilmente-recasados a viver em adultério. Mas os bispos do Canadá e da Polónia emitiram declarações, com base na leitura do mesmo documento, proibindo tais casais de receber a Comunhão.

O Papa Francisco não entrou ainda em diálogo com os três restantes cardeais.

Burke afirmou na entrevista ao The Wanderer que o Papa é o “princípio da unidade dos bispos e de todos os fiéis”. “No entanto, a Igreja está a despedaçar-se neste momento com confusão e divisão”, disse ele. “O Santo Padre deve ser chamado a exercer o seu ofício para pôr fim a isto”, acrescentou.

Se o Papa mantiver a sua recusa em responder aos Dubia, o “próximo passo seria uma declaração formal reafirmando os ensinamentos claros da Igreja, conforme o estabelecido nos Dubia“, disse Burke.

“Para além disso, seria declarado que essas verdades da Fé não estão a ser afirmadas com clareza pelo Pontífice Romano. Por outras palavras, em vez de colocar as perguntas conforme foi feito nos Dubia, a correcção formal daria as respostas de forma clara, em conformidade com o que os ensinamentos Igreja”, acrescentou.

É  amplamente consensual que os Cardeais, seguindo as doutrinas da Igreja sobre o casamento, a confissão e a Eucaristia, responderiam às cinco perguntas de sim-ou-não deste modo:

Seguindo as afirmações da Amoris Laetitia (n. 300-305), um casal adúltero habitual pode obter a absolvição e receber a Sagrada Comunhão? NÃO

Com a publicação da Amoris Laetitia (ver n. 304), ainda se pode considerar válido o ensinamento de São João Paulo II, na Veritatis Splendor, de que existem “normas morais absolutas que proíbem actos intrinsecamente maus e que são vinculantes sem excepções”? SIM

Depois da Amoris Laetitia (n. 301), ainda se pode afirmar que o adultério habitual pode ser uma “situação objectiva de pecado grave habitual”? SIM

Após as afirmações de Amoris Laetitia (n. 302) são os ensinamentos de João Paulo II na Veritatis Splendor ainda válidos de que “circunstâncias ou intenções nunca podem transformar um ato intrinsecamente desonesto pelo seu objecto, num acto ‘subjectivamente’ honesto ou defensível como opção”? SIM

Depois da Amoris Laetitia (n. 303), ainda é necessário considerar válido o ensinamento da encíclica Veritatis Splendor de São João Paulo II “que exclui uma interpretação criativa do papel da consciência, e afirma que a consciência jamais está autorizada a legitimar excepções às normas morais absolutas que proíbem acções intrinsecamente más pelo próprio objecto”? SIM

O Cardeal Burke afirmou que os fiéis católicos que estão frustrados com a liderança do Papa Francisco na Igreja não devem considerar alguma ideia de “cisma”. “As pessoas falam de um cisma de facto. Eu sou absolutamente contrário a qualquer tipo de cisma formal – um cisma nunca pode ser correcto”, disse ele.

“As pessoas podem, no entanto, estar a viver numa situação cismática se o ensino de Cristo foi abandonado. A palavra mais apropriada seria a única que Nossa Senhora usou na sua Mensagem de Fátima: apostasia. Pode haver apostasia dentro da Igreja e, de facto, é o que está a acontecer. Relacionado com a apostasia, Nossa Senhora também se referiu à falha dos pastores em manter a Igreja unida”, acrescentou.

Peter Baklinski in LifeSiteNews 
Tradução: odogmadafe.wordpress.com


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A vida de Santa Beatriz da Silva

Santa Beatriz nasceu em 1424, na cidade portuguesa de Campo Maior. Era descendente de família real. Foi agraciada com uma surpreendente beleza física e grandes qualidades morais. Foi educada pelos franciscanos, que fizeram brotar no seu coração uma forte devoção a Nossa Senhora. Desde menina, Beatriz rezava para que a Igreja proclamasse o dogma da Imaculada Conceição de Maria. A beleza, as virtudes e a devoção a Maria serão determinantes no caminho de Santa Beatriz.

Juventude e mudança para Castela

Quando a sua prima D. Isabel, rainha de Portugal, se casou com Dom João II de Castela, Santa Beatriz acompanhou-a como dama de honra na Corte de Castela, região que hoje faz parte da Espanha. Por causa da sua beleza, simpatia e nobreza, Beatriz logo passou a ser a preferida e admirada pelos cortejos de todos. Beatriz, porém, cultivava um amor cristão pelas pessoas e não se deixava levar pelas paixões mundanas.

Santa Beatriz: perseguida por causa de sua beleza

A Rainha gostava de saber que a sua dama de honra era elogiada e querida por todos. Todos falavam da jovem Beatriz, bela e carismática, atraente e virtuosa. Depois, porém, D. Isabel começou a olhar para Beatriz como uma rival. O ciúme fez-se presente no coração da Rainha de maneira irreversível. Tanto que, depois de algum tempo, a Rainha decidiu matar Santa Beatriz por asfixia.

Foi assim que, numa noite infeliz a Rainha levou Santa Beatriz até à parte subterrânea do palácio e enterrou-a viva num cofre que ficava no local. No pensamento da Rainha, o “problema” estava resolvido.

O chamamento de Nossa Senhora a Santa Beatriz

Aparentemente a morte era certa no caminho de Santa Beatriz. No auge de sua angústia, ela encomendou a sua alma a Deus e, num ato de amor e compreensão, pediu perdão também pela Rainha. Santa Beatriz sentia muito estar prestes a morrer sem receber os sacramentos, mas aceitou a morte próxima.

Mas aquilo que parecia o fim transformou-se no grande chamamento de Santa Beatriz. Aconteceu que, de repente, uma grande luz brilhou naquele cofre escuro e Santa Beatriz viu a Virgem Imaculada com o menino Jesus nos braços. Nossa Senhora vestia hábito e escapulário brancos e nos ombros um manto de um azul celeste. Sobre a sua cabeça brilhavam doze estrelas.

Maria, então, disse: “Minha filha, vês os hábitos que trago? Pois bem. Ao fim de três dias serás livre desta prisão e fundarás uma Ordem religiosa em louvor a minha Conceição Imaculada.”

Conversão na vida de Santa Beatriz

Depois de três dias todos começaram a notar a ausência de Santa Beatriz na Corte. O seu tio D. João de Menezes, procurou a Rainha para perguntar sobre a sua sobrinha. A Rainha ficou furiosa com a pergunta do súbdito e levou-o até o cofre, esperando achar ali um corpo em decomposição.

Quando abriram o cofre, porém, a surpresa: Santa Beatriz estava bela, sorridente e com uma aura celestial que iluminava o seu rosto. A Rainha ficou aterrorizada. Santa Beatriz ajoelhou-se aos seus pés e pediu permissão para sair da Corte e ir para um Mosteiro.

Santa Beatriz partiu, então, para o Mosteiro de São Domingos, em Toledo. A sua meta agora era preparar-se no silêncio e na oração, para a grande missão que Nossa Senhora lhe dera.

Quando Santa Beatriz chegou ao Mosteiro de S. Domingos, cobriu o seu rosto com um véu a fim de que ninguém mais se perdesse por causa da sua beleza.

Santa Beatriz e as demoras de Deus

Santa Beatriz passou mais de 30 anos no silêncio e na oração no Mosteiro de S. Domingos. Foi como certas árvores gigantescas que, antes de lançarem um broto acima da terra, aprofundam as suas raízes, que ficam escondidas sob o solo. Assim foi com Santa Beatriz.

Depois de mais de 30 anos, Nossa Senhora aparece uma segunda vez a Santa Beatriz. A Virgem Maria ordenou o início da construção da sua Ordem religiosa.

Santa Beatriz funda a Ordem das Concepcionistas

Providencialmente, Santa Beatriz recebeu ajuda da filha da sua adversária, também chamada D. Isabel, com o apelido de “a Católica”. Esta tornou-se co-fundadora e benfeitora da nova Ordem religiosa. Doou para a Ordem os Palácios de Galiana e a Igreja de Santa Fé. Ela mesma pediu e obteve a Bula de Aprovação do Papa Inocêncio VIII.

Assim, em 1484, Beatriz deixou o Mosteiro de S. Domingos e, acompanhada de 12 jovens, entrou nos palácios de Galiana adaptados à forma de Mosteiro. Ali começaram a viver a vida monástica. Vestiam hábito e escapulário brancos, manto azul e cingiam-se com o cordão seráfico, como na aparição de Nossa Senhora. Mais tarde, todas fizeram os votos perpétuos.

A morte de Santa Beatriz

Aos 67 anos Santa Beatriz recebeu uma terceira visita de Nossa Senhora. Esta disse-lhe:

“Minha filha, prepara-te que de hoje a 10 dias virás comigo para o paraíso”. Santa Beatriz pensou na Ordem nascente e nas suas filhas espirituais ainda jovens e, numa prece ardente e fervorosa, implora a protecção de Deus para a sua obra. O Espírito de Deus inspirou-a a colocar a Ordem nascente sob a protecção dos Franciscanos, pois eles eram defensores da Conceição Imaculada de Maria.

Depois disso, Santa Beatriz ficou gravemente enferma. Assim, chegou o dia predito por Nossa Senhora: 9 de Agosto de 1491. Deitada no seu leito de morte, Santa Beatriz ainda estava com o seu rosto encoberto. Então, uma das irmãs, com muita reverência, descobriu lhe o rosto. Foi uma surpresa maravilhosa para todos. O seu rosto conservava toda a beleza da juventude acrescida de uma aura celestial de paz e felicidade e uma luz sobre a sua cabeça.

Todas as suas filhas espirituais, mais seis sacerdotes Franciscanos e monjas Cistercienses que tinham vindo assistir aos últimos momentos de Santa Beatriz testemunharam o milagre. A notícia espalhou-se rapidamente pela região e o povo invadiu a clausura  para contemplar a Santa do brilho celestial ainda viva, como se já estivesse glorificada no Céu. A luz só desapareceu quando a alma de Santa Beatriz subiu para o paraíso.

Devoção à Santa Beatriz

Santa Beatriz deu ao mundo um testemunho vivo de fé no dogma da Imaculada Conceição de Maria, 400 anos antes da sua declaração oficial pela Igreja. Ela ensinou-nos a saber esperar as demoras de Deus. Santa Beatriz é a santa da decisão, da força de vontade, da paciência, do perdão, da obediência, da maturidade. Santa Beatriz, ensinai-nos a sofrer as demoras de Deus com paciência e confiança!

in 'Cruz Terra Santa'


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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Reparar os ultrajes, sacrilégios e indiferenças contra o Santíssimo Sacramento

"Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-vos profundamente e ofereço-vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores."

Anjo de Portugal aos Pastorinhos de Fátima



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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Napoleão contra Nossa Senhora: 0 a 1!

Napoleão Bonaparte tentou 'derrubar' Nossa Senhora da festa do 15 de Agosto, dia do seu aniversário, mas Maria “derrubou os poderosos dos tronos”

A minha avó costumava dizer-me: "o orgulho cega!". Lembrei-me desta frase ao pensar hoje em Napoleão Bonaparte. Este homem sempre teve Nossa Senhora como uma pessoa incómoda. A razão? O dia de seu nascimento.

Napoleão nasceu em Ajaccio no dia 15 de Agosto de 1769; no mesmo dia em que Maria entrou no Céu. Poucas pessoas sabem que este general, quando se tornou adulto, sempre que celebrava um aniversário tinha um ataque de raiva ao ter que compartilhar a sua festa com Nossa Senhora. Poderia ter ficado feliz, mas ficava zangado; a minha avó realmente tinha razão ao dizer que o orgulho cega.

A irritação aumentou quando soube que, no dia da Assunção, celebrava-se o “voto de Luís XIII”: este rei da França, emitiu, no dia 15 de Agosto de 1637, um decreto solene com o qual colocava a nação sob a protecção explícita de Maria. Também isso poderia tê-lo tranquilizado um pouco. Mas não! A França tinha que contar só com ele, génio e invencível imperador!

Depois, quando chegou a conhecer a passagem evangélica que a Igreja lia em todas as igrejas francesas, naquele dia 15 de Agosto, a sua irritação transformou-se em um surto insuportável. "Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes; aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias". Em cada aniversário de Napoleão Nossa Senhora arruinava a sua festa, lembrando-lhe que “Deus dispersa os soberbos nos pensamentos dos seus corações”!

Napoleão teve então uma ideia realmente brilhante: com um decreto oficial do 19 de Fevereiro de 1806 aboliu a festa da Assunção e substituiu-a pela festa de São Napoleão! A minha avó tinha razão: "O orgulho cega!” O Papa Pio VII protestou, declarando que é “inadmissível que o poder civil substitua o culto à Nossa Senhora Assumpta ao Céu pelo culto de um santo inexistente, com uma interferência intolerável do poder temporal no espiritual". Mas Napoleão não ouviu ninguém!

Como acabou Napoleão? Todos sabemos. As palavras proféticas, que Maria tinha pronunciado no seu maravilhoso Magnificat, realizaram-se pontualmente também para ele! “O trono de Napoleão foi derrubado" precisamente por causa do seu orgulho, e Maria, após a abdicação do imperador, em Março de 1814, retomou o seu lugar na solenidade da Assunção, também em França, para indicar o caminho da verdadeira grandeza.


Maria Corvo in intemirifugio.it


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Proclamação solene do Dogma da Assunção de Nossa Senhora

No dia 1 de Novembro de 1950, o Papa Pio XII proclamou o último dogma mariano até à data: o dogma da Assunção de Nossa Senhora ao Céu em corpo e alma. Trata-se de uma proclamação infalível, com toda a autoridade petrina, com a qual a Igreja ensina que Nossa Senhora ascendeu directamente ao Céu, sem passar pela corrupção da carne. O centro do documento, a Consitutição Apostólica Munificentissimus Deus, é este:

"Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus omnipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos S.Pedro e S.Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial." 

Constituição Apostólica do Papa Pio XII - Munificentissimus Deus


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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Um Santo no campo de concentração

Recordemos um dos exemplos admiráveis de São Maximiliano Maria Kolbe, o Santo mártir polaco, "louco da Imaculada".

Quando o Santo foi preso, fecharam-no no famigerado cárcere de Varsóvia, o Pawiak. Um dia passou pelo controlo dos prisioneiros um chefe de repartição alemão mais feroz do que qualquer outro. Entrando na cela onde estavam três deportados, ao ver o hábito de frade de São Maximiliano, aquele chefe de repartição enfureceu-se cegamente. Aproximou-se imediatamente de São Maximiliano, agarrou-lhe o crucifixo que lhe pendia do Rosário à cintura e, puxando-o aos safanões, gritou com voz de ódio:

- Mas tu acreditas nisto?

- Acredito, e de que maneira! - respondeu calmo o Santo.

Imediatamente um murro brutal acertou no rosto do Santo. Depois, novamente, por mais duas vezes, a mesma pergunta, a mesma resposta, e as mesmas violentas pancadas. Os companheiros de cela ficavam horrorizados e estremeciam de raiva contra aquele oficial, mas sem poder fazer nada; e quando ele se foi embora, foi o próprio São Maximiliano que procurou acalmar a ira dos seus companheiros, dizendo-lhes: "Deixem lá! Isto não foi nada, é tudo pela Mãezinha."

Pe. Stefano Manelli in 'A Devoção a Nossa Senhora: Vida Mariana na Escola dos Santos', Cidade do Imaculado Coração de Maria, Fátima, 2015


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14 de Agosto de 1385: um Santo combate em Aljubarrota

Nun’ Álvares Pereira orando antes da batalha
Painel de azulejos de Jorge Colaço (1933), Centro Cultural Rodrigues de Faria. freguesia de Forjães, Esposende.
14 de Agosto de 1385. A Batalha de Aljubarrota é a batalha mais famosa e uma das mais importantes de toda a história de Portugal. 

O Reino de Portugal garantiu a sua independência derrotando o reino de Castela, actual Espanha, apesar de ter muito menos soldados. Castela resolveu atacar precipitadamente por volta das 18 horas, temendo o ataque nocturno, e ao pôr-do-sol a batalha já estava vencida pelos portugueses. A memória desta batalha serviu para acender o fogo em muitos corações portugueses pelos séculos que se seguiram.

Forjou grande parte da nacionalidade lusitana e deu início a uma dinastia que muita glória e honra trouxe a Portugal.

Quem venceu esta batalha contra Castela, actual Espanha, na frente do exército português, foi um dos homens mais poderosos que já viveram em Portugal. E foi também um dos portugueses mais humildes em toda a nossa história.

S. Nuno de Santa Maria, o Santo Condestável.

É ele a prova de que é possível ser guerreiro e Santo ao mesmo tempo, e grande devoto de Nossa Senhora em todo o tempo. Não é por acaso que a vitória em Aljubarrota aconteceu na Vigília da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora ao Céu.

Na homilia da canonização de S. Nuno, o Papa Bento XVI deixou bem claro que não foram apenas os anos finais da sua vida, que passou no Convento do Carmo em Lisboa enquanto monge carmelita, que contribuiram para a sua santidade. Também os anos em que foi o chefe máximo das forças portuguesas tiveram méritos.

Jaime Nogueiro Pinto, no seu livro sobre S. Nuno, descreve bem o momento em que o Santo convenceu o rei, D. João I, a agir rapidamente para enfrentar o exército de Castela em Aljubarrota:

“Nun’Álvares não quebrava. Era audácia e ímpeto mas sobretudo uma grande liberdade de falar a todos, mesmo ao mais poderoso, ao rei. (…) Era um falar e agir firme, mas também sereno, sem crispação, perante os poderosos deste mundo. E leve e alegre, com aquela segurança dos que eram ou se sabiam mensageiros de um Senhor justo e todo-poderoso.” Jaime Nogueira Pinto in 'Nuno Álvares Pereira', Esfera dos Livros
Bandeira usada por S. Nuno nas batalhas


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domingo, 13 de agosto de 2017

Procissão das Velas no Santuário de Fátima



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O dia em que Nossa Senhora não apareceu em Fátima porque os Pastorinhos foram presos

Há 100 anos Nossa Senhora ia aparecer na Cova da Iria, como tinha prometido aos Pastorinhos. No entanto, o Governo Republicano tinha sufocado a Igreja com um conjunto de leis injustas e não permitia qualquer manifestação pública da Fé católica que não tivesse sido aprovada. O Administrador de Ourém mandou aprisionar os Pastorinhos nesse dia 13 de Agosto e fez-lhes todo o tipo de ameaças cruéis. Eis como a Irmã Lúcia descreveu a situação, nas suas Memórias:

Quando, passado algum tempo, estivemos presos, a Jacinta, o que mais Ihe custava era o abandono dos pais; e dizia, com as lágrimas a correrem-lhe pelas faces: 
– Nem os teus pais nem os meus nos vieram ver. Não se importaram mais de nós! 
– Não chores – Ihe disse o Francisco.
 – Oferecemos a Jesus, pelos pecadores. 
E levantando os olhos e mãozinhas ao Céu, fez ele o oferecimento:
– Ó meu Jesus, é por Vosso amor e pela conversão dos pecadores. 
A Jacinta acrescentou: 
– É também pelo Santo Padre e em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria. 

Quando, depois de nos terem separado, voltaram a juntar-nos em uma sala da cadeia, dizendo que dentro em pouco nos vinham buscar para nos fritar, a Jacinta afastou-se para junto duma janela que dava para a feira do gado. Julguei, a princípio, que se estaria a distrair com as vistas; mas não tardei a reconhecer que chorava. Fui buscá-la para junto de mim e perguntei-Ihe por que chorava: 

– Porque – respondeu – vamos morrer sem tornar a ver nem os nossos pais, nem as nossas mães! E com as lágrimas as correr-lhe pelas faces: – Eu queria sequer, ver a minha mãe! 
– Então tu não queres oferecer este sacrifício pela conversão dos pecadores? 
– Quero, quero. E com as lágrimas a banhar-lhe as faces, as mãos e os olhos levantados ao Céu, faz o oferecimento: – Ó meu Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores, pelo Santo Padre e em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria. Os presos que presenciaram esta cena quiseram consolar-nos: 
– Mas vocês – diziam eles – digam ao Senhor Administrador lá esse segredo. Que Ihes importa que essa Senhora não queira? 
– Isso não! – respondeu a Jacinta com vivacidade. – Antes quero morrer.

Determinámos, então, rezar o nosso Terço. A Jacinta tira uma medalha que tinha ao pescoço, pede a um preso que Ihe pendure em um prego que havia na parede e, de joelhos diante dessa medalha, começamos a rezar. Os presos rezaram connosco, se é que sabiam rezar; pelo menos estiveram de joelhos. 

Terminado o Terço, a Jacinta voltou para junto da janela a chorar. 
– Jacinta, então tu não queres oferecer este sacrifício a Nosso Senhor? – Ihe perguntei. 
– Quero; mas lembro-me de minha mãe e choro sem querer. 
Então, como a Santíssima Virgem nos tinha dito que oferecêssemos também as nossas orações e sacrifícios para reparar os pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria, quisemos combinar a oferecer cada um pela sua intenção. Oferecia um pelos pecadores, outro pelo Santo Padre e outro em reparação pelos pecados contra o Imaculado Coração de Maria. Feita a combinação, disse à Jacinta que escolhesse qual a intenção por que queria oferecer. 
– Eu ofereço por todas, porque gosto muito de todas.


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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

A grande Santa Clara de Assis

Santa Clara, nasceu em Assis, na Itália, filha de pais ricos e piedosos. O nome de Clara foi-lhe dado em virtude de uma voz misteriosa que a mãe Hortulana ouviu, quando, antes de dar à luz a filha, fazia fervorosas orações diante de um crucifixo. “Nada temas! – disse aquela voz – o fruto de teu ventre será um grande lume, que iluminará o mundo todo”. 

Desde pequena, Clara era em tudo bem diferente das companheiras. Quando meninas dessa idade costumam achar agrado nos brinquedos e bem cedo revelam também qualidades pouco apreciáveis, Clara era a excepção à regra. O seu prazer era rezar, fazer caridade e penitência. Aborrecia a vaidade e as exibições e tinha aversão declarada aos divertimentos profanos. 

Vivia naquele tempo o grande Patriarca de Assis, São Francisco. A este se dirigiu Santa Clara, comunicando-lhe o grande desejo que tinha de abandonar o mundo, fazer o voto de castidade e levar uma vida da mais perfeita pobreza. São Francisco reconheceu em Clara uma eleita de Deus e animou-a a persistir nas piedosas aspirações. Depois de ter examinado e sujeitado a duras provas o espírito da jovem, aconselhou-lhe abandonar a casa paterna e tomar o hábito de religiosa. Foi num Domingo de Ramos, que Clara executou este plano, dirigindo-se à Igreja de Porciúncula, onde São Francisco lhe cortou os cabelos e lhe deu o hábito de penitência. Clara contava apenas 18 anos, quando disse adeus ao mundo e entrou para o convento das Beneditinas de Assis.

O procedimento estranho de Clara, provocou os mais veementes protestos dos pais e parentes, que tudo tentaram para tirar a jovem do convento. Clara opôs-lhes firme resistência. Indo à igreja, segurou-se ao altar e com a outra mão, mostrou aos pais a cabeleira cortada e disse-lhes: “Deveis saber que não quero outro esposo, senão a Jesus Cristo. A este escolhi e não mais o deixarei.” Clara tinha uma irmã mais nova, de quatorze anos, chamada Inês. Esta, não suportando a separação e animada por Clara, poucos dias depois, abandonou também a casa e entrou para o convento onde Clara estava. Com este gesto não se conformaram os parentes. Foram ao convento com o intuito de obrigar a jovem a voltar trazê-la à viva força para casa, fosse qual fosse a resistência que encontrariam.

A resistência realmente foi tão resoluta da parte de Inês que tiveram de desistir das suas tentativas. Também a ela São Francisco deu o hábito religioso. Apenas provisória podia ser a estada das duas irmãs no convento das Beneditinas. Francisco havia de dar providências para colocá-la em outro lugar.

Adquiriu a igreja de São Damião e uma casa contígua para as novas religiosas, às quais logo se associaram outras companheiras. Sob a direcção de Clara, formaram estas a primeira comunidade que, desenvolvendo-se cada vez mais, tomou a forma de nova Ordem religiosa. Esta Ordem, de origem tão humilde, tornou-se celebérrima na Igreja Católica, a que deu muitas santas e muito trabalhou e trabalha pelo engrandecimento do Reino de Cristo sobre a Terra. 

Obedecendo à Ordem de São Francisco, Clara aceitou o cargo de superiora, e exerceu-o durante quarenta e dois anos. Deu à Ordem regras severas sobre a observância da pobreza. Clara respeitosamente a recusou uma oferta de bens imóveis feita pelo Papa. Não só na observância da pobreza, como também na prática de outras virtudes, Clara era modelo exemplaríssimo para as suas filhas espirituais. Grande foi a satisfação quando recebeu o pedido de admissão na Ordem da própria Mãe e de outras parentes . Além destas, entraram três fidalgas da casa Ubaldini na nova Ordem das Clarissas. Julgaram maior honra associar-se à pobreza de Clara do que viver no meio dos prazeres dum mundo enganador.

Na prática da penitência e mortificação, Clara era de tanto rigor, que o seu exemplo podia servir mais de admiração do que de imitação. O próprio São Francisco aconselhou que usasse de moderação, porque do modo de que vivia e martirizava o corpo, era de recear que não pudesse ter longa vida.

Severíssima para consigo, era inexcedível na caridade para com o próximo. O seu maior prazer era servir aos enfermos. Uma das virtudes que se lhe observava, era o grande amor ao Santíssimo Sacramento. Horas inteiras do dia e da noite passava nos degraus do altar. O SS. Sacramento era o seu refúgio, em todos os perigos e dificuldades.

Clara contava sessenta anos, dos quais passara 28 anos sofrendo grandes enfermidades. Por maiores que lhe fossem as dores, nenhuma queixa lhe saía da boca. Na meditação da sagrada Paixão e Morte de Nosso Senhor achava o maior alívio. “Como passa bem depressa a noite, dizia, ocupando-me com a Paixão de Nosso Senhor”. Em outra ocasião, disse: “Homem haverá que se queixe, vendo a Jesus derramar todo o seu sangue na Cruz? 

Sentindo a proximidade da morte, recebeu os Santos Sacramentos e teve a satisfação de receber a visita do Papa Inocêncio IV, que lhe concedeu uma indulgência plenária. Quase agonizante, disse ainda estas palavras: “Nada temas, minha alma; tens boa companhia na tua passagem para a eternidade. Vai em paz, porque Aquele que te criou, te santificou, te guardou como a mãe ao filho, e te amou com grande ternura. Vós, porém, meu Senhor e meu Criador, sede louvado e bendito.” 

Santa Clara morreu em 12 de Agosto de 1253, mais em consequência do amor divino, do que da doença que a martirizava. Foi em atenção aos grandes e numerosos milagres que se lhe observaram no túmulo, que o Papa Alexandre IX, dois anos depois, a canonizou.

in 'Página do Oriente'


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A filmagem mais antiga de um Papa

Este vídeo do Papa Leão XIII foi filmado em 1896. O som é do mesmo Papa, mas em 1903, enquanto canta a Avé Maria em latim.



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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

São Josemaria Escrivá resume o que é a Santa Missa

Toda a Trindade está presente no sacrifício do Altar. Por vontade do Pai, com a cooperação do Espírito Santo, o Filho oferece-Se em oblação redentora. Aprendamos a conhecer e a relacionar-nos com a Santíssima Trindade, Deus Uno e Trino, três pessoas divinas na unidade da sua substância, do seu amor e da sua acção eficaz e santificadora.

Logo a seguir ao lavabo, o sacerdote invoca: Recebei, ó Santíssima Trindade, esta oblação que Vos oferecemos em memória da Paixão, Ressurreição e Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo. E, no final da Santa Missa, há outra oração de inflamada reverência ao Deus Uno e Trino: Placeat tibi, Sancta Trinitas, obsequium servitutis meae... agradável Vos, seja, ó Trindade Santíssima, o obséquio da minha vassalagem: fazei que por misericórdia este Sacrifício oferecido por mim, posto que indigno aos olhos da vossa Majestade, Vos seja aceitável, e que para mim e para todos aqueles por quem o ofereci, seja um sacrifício de perdão.

A Santa Missa – insisto – é acção divina, trinitária, não humana. O sacerdote que celebra serve o desígnio divino do Senhor pondo à sua disposição o seu corpo e a sua voz. Não age, porém, em nome próprio, mas in persona et in nomine Christi, na Pessoa de Cristo e em nome de Cristo.

O amor da Trindade pelos homens faz com que, da presença de Cristo na Eucaristia, nasçam para a Igreja e para a humanidade todas as graças. Este é o sacrifício que profetizou Malaquias: desde o nascer do sol até ao poente, o meu nome é grande entre as nações, e em todo o lugar se sacrifica e se oferece ao meu nome uma oblação pura. É o Sacrifício de Cristo, oferecido ao Pai com a cooperação do Espírito Santo, oblação de valor infinito, que eterniza em nós a Redenção, que os sacrifícios da Antiga Lei não conseguiam alcançar. 

in Cristo que passa, 86


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São Lourenço, o príncipes dos mártires

São Lourenço nasceu em Huesca (Espanha) por volta do ano 225. Segundo Santo Agostinho, o desejo que Lourenço tinha de unir-se a Jesus era tanto que esqueceu dor da tortura quando foi martirizado.

No ano 257, o imperador romano Valeriano ordenou uma perseguição contra os cristãos. No início, parecia mais branda do que a imposta por Décio. Proibia as reuniões dos cristãos, fechava os acessos às catacumbas, exilava os bispos e exigia respeito aos ritos pagãos. Mas não obrigava a renegar a fé publicamente. Entretanto, no ano seguinte, Valeriano ordenou que os bispos e padres fossem todos mortos. 

Lourenço era o arcediácono do Papa Xisto II, isto é, o primeiro dos sete diáconos ao serviço da Igreja de Roma. Depois do Papa, era Lourenço o responsável pela Igreja. Isto quer dizer que era o assistente do Papa nas celebrações. Mas, além disso, administrava os bens da Igreja, cuidando das construções dos cemitérios, igrejas e da manutenção das obras assistenciais destinadas ao amparo dos pobres, órfãos, viúvas e doentes.

A partir do decreto de Valeriano, os bispos começaram a ser executados e um dos primeiros foi Cipriano de Cartago, que morreu em 258. Logo em seguida foi à vez do Papa Xisto II ser executado, juntamente com os outros seis diáconos.

O diácono Lourenço foi preso e levado à presença do Prefeito Romano para entregar todos os bens que a Igreja possuía. Lourenço pediu um prazo de três dias, pois, como confessou, a riqueza era grande e tinha de fazer o balanço completo. Obteve o consentimento.

Tratou de reunir um grupo de cegos, órfãos, mendigos e doentes, colocou-os à frente do Prefeito, e disse: "Pronto, aqui estão os tesouros da Igreja". Irado, o governador mandou que o amarrassem sobre uma grelha, para ser assado vivo, e lentamente. O suplício cruel não demoveu Lourenço da sua Fé. Segundo uma narrativa de Santo Ambrósio, Lourenço teria ainda encontrado disposição e muita coragem para dizer ao seu carrasco: "Podes virar-me...já estou bem assado deste lado".

Lourenço morreu no dia 10 de Agosto de 258, rezando pela cidade de Roma. A população mostrou-se muito grata a São Lourenço, que, pelo seu feito, é chamado de "príncipe dos mártires". Os romanos ergueram, ao longo do tempo, tantas igrejas em sua homenagem que nem mesmo São Pedro e São Paulo, os padroeiros de Roma, possuem igual devoção.

Oração a São Lourenço: Ó Deus, o vosso diácono Lourenço, inflamado de amor por Vós, brilhou pela fidelidade no vosso serviço e pela glória do martírio; concedei-nos amar o que ele amou e praticar o que ensinou. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

adaptado de 'Catequese Cristã Católica'


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