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terça-feira, 17 de março de 2026

Processo contra Cardeal Becciu declarado nulo por erros processuais no Vaticano

O tribunal de apelo do Vaticano declarou nulo o julgamento do Cardeal Angelo Becciu, anulando a condenação de 2023 e ordenando um novo julgamento completo, a iniciar‑se a 22 de Junho.

Num acórdão de 16 páginas, o tribunal manifestou erros processuais cometidos tanto pelos promotores como pelo Papa Francisco. Não se pronunciou sobre a culpa ou inocência do cardeal Becciu, mas concluiu que o processo original estava viciado.

A acusação foi anulada por duas razões principais. Em primeiro lugar, Francisco expediu quatro decretos secretos concedendo aos promotores poderes alargados, incluindo vigilância. Esses decretos nunca foram publicados e só foram comunicados à defesa pouco antes do julgamento. O tribunal considerou que pelo menos um desses decretos funcionava na prática como lei e, por não ter sido tornado público, era juridicamente nulo.

Em segundo lugar, verificou‑se que os promotores ocultaram e ocultaram partes de provas essenciais, incluindo registos telefónicos e mensagens. O tribunal afirmou que isso violou o direito dos réus a um julgamento justo.

A decisão é histórica, porque levanta questões sobre o exercício da autoridade papal dentro do sistema jurídico do Vaticano.

O caso centra‑se num negócio imobiliário de 350 milhões de euros em Londres que resultou em perdas significativas para o Vaticano, bem como no desvio de fundos por parte de Becciu a favor de amigos e familiares. O Cardeal Becciu foi condenado a cinco anos e meio de prisão, mas tem negado insistentemente qualquer irregularidade.

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Em carta ao Cardeal Fernandez, FSSPX confirma que serão sagrados novos Bispos:

Eminência Reverendíssima,

Em primeiro lugar, agradeço-Vos por me terdes recebido no passado dia 12 de Fevereiro, e também por terdes tornado público o conteúdo do nosso encontro, o que favorece uma perfeita transparência na comunicação.

Não posso senão acolher favoravelmente a abertura a uma discussão doutrinal, manifestada hoje pela Santa Sé, pela simples razão de que fui eu mesmo quem a propôs exactamente há sete anos, numa carta datada de 17 de Janeiro de 2019(1). Na época, o Dicastério não havia expressado interesse por tal discussão, com a motivação – exposta oralmente – de que um acordo doutrinal entre a Santa Sé e a Fraternidade São Pio X era impossível(2).

Da parte da Fraternidade, a discussão doutrinal era – e continua a ser – desejável e útil. Com efeito, mesmo que não se consiga encontrar um acordo, os intercâmbios fraternais favorecem o conhecimento recíproco, permitem afinar e aprofundar os próprios argumentos, compreender melhor o espírito e as intenções que animam as posições do interlocutor, sobretudo o seu real amor pela Verdade, pelas almas e pela Igreja. Isso vale, em toda a circunstância, para ambas as partes.

Tal era precisamente a minha intenção, em 2019, quando sugeri uma discussão num momento sereno e pacífico, sem a pressão ou a ameaça de uma eventual excomunhão que tornaria o diálogo um pouco menos livre – coisa que, infelizmente, se verifica hoje.

Dito isto, se me regozijo, obviamente, de uma nova abertura ao diálogo e de uma resposta positiva à proposta de 2019, não posso aceitar, por honestidade intelectual e fidelidade sacerdotal, diante de Deus e das almas, a perspectiva e as finalidades em nome das quais o Dicastério propõe a retoma do diálogo no presente momento; nem, consequentemente, a protelação da data de 1 de Julho.

Exponho-Vos respeitosamente os motivos, aos quais acrescento algumas considerações complementares.

1. Sabemos ambos antecipadamente que não nos podemos pôr de acordo no plano doutrinal, com particular referência aos orientamentos fundamentais adoptados após o Concílio Vaticano II. Este desacordo, da parte da Fraternidade, não provém de uma simples divergência de visões, mas de um verdadeiro caso de consciência, provocado pelo que se revela ser uma ruptura com a Tradição da Igreja.

Este nó complexo tornou-se, infelizmente, ainda mais inextricável com os desenvolvimentos doutrinais e pastorais ocorridos ao longo dos recentes pontificados.

Não vejo, pois, como um caminho de diálogo comum poderia chegar a determinar juntos o que constituiria «o mínimo necessário para a plena comunhão com a Igreja Católica», pois – como Vós mesmos recordastes com franqueza – os textos do Concílio não podem ser corrigidos, nem a legitimidade da Reforma litúrgica posta em discussão.

2. Este diálogo deveria permitir esclarecer a interpretação do Concílio Vaticano II. Mas ela já está claramente fornecida no pós-Concílio e nos documentos subsequentes da Santa Sé. O Concílio não constitui um conjunto de textos livremente interpretáveis: ele foi recebido, desenvolvido e aplicado há sessenta anos, pelos Papas que se sucederam, segundo orientações doutrinais e pastorais precisas.

Esta leitura oficial exprime-se, por exemplo, em textos de relevo como Redemptor hominis, Ut unum sint, Evangelii gaudium ou Amoris lætitia. Ela manifesta-se também na Reforma litúrgica, compreendida à luz dos princípios reafirmados em Traditionis custodes. Todos estes documentos mostram que o quadro doutrinal e pastoral no qual a Santa Sé pretende colocar toda a discussão já está determinado.

3. O diálogo proposto apresenta-se hoje em circunstâncias das quais não se pode abstrair. Com efeito, esperávamos há sete anos uma acolhida favorável à proposta de discussão doutrinal formulada em 2019. Mais recentemente, escrevemos por duas vezes ao Santo Padre: para pedir primeiramente uma audiência, depois para expor com clareza e respeito as nossas necessidades e a situação concreta da Fraternidade.


Agora, após um longo silêncio, é só no momento em que se evocam consagrações episcopais que se propõe a retoma de um diálogo, o qual aparece assim dilatório e condicionado. Com efeito, a mão estendida da abertura ao diálogo é acompanhada, infelizmente, por outra mão já pronta a conferir sanções. Fala-se de ruptura de comunhão, de cisma(2) e de «graves consequências». Além disso, esta ameaça é já pública, o que cria uma pressão dificilmente compatível com um autêntico desejo de intercâmbios fraternais e de diálogo constructivo.

4. Por outro lado, não nos parece possível empreender um diálogo para definir quais seriam os mínimos necessários à comunhão eclesial, simplesmente porque essa tarefa não nos pertence. Ao longo dos séculos, os critérios de pertença à Igreja foram estabelecidos e definidos pelo Magistério. O que devia ser crido obrigatoriamente para ser católico foi sempre ensinado com autoridade, na fidelidade constante à Tradição.


Consequentemente, não se vê como esses critérios poderiam ser objecto de um discernimento comum mediante um diálogo, nem como poderiam ser reavaliados hoje a ponto de não corresponderem mais ao que a Tradição da Igreja sempre ensinou, e que nós desejamos observar fielmente, no nosso lugar.

5. Finalmente, se se prevê um diálogo com vista a chegar a uma declaração doutrinal que a Fraternidade possa aceitar, relativamente ao Concílio Vaticano II, não podemos ignorar os precedentes históricos dos esforços cumpridos nesse sentido. Chamo a Vossa atenção em particular para o mais recente: a Santa Sé e a Fraternidade tiveram um longo caminho de diálogo, iniciado em 2009, particularmente intenso por dois anos, depois prosseguido de modo mais esporádico até 6 de Junho de 2017. Durante todos esses anos procurou-se alcançar o que o Dicastério propõe agora.


Ora, tudo acabou por concluir-se de modo drástico com uma decisão unilateral do Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o Cardeal Müller, que, em Junho de 2017, estabeleceu solenemente, à sua maneira, «os mínimos necessários para a plena comunhão com a Igreja Católica», incluindo explicitamente todo o Concílio e o pós-Concílio(3). Isso mostra que, se se obstina num diálogo doutrinal demasiado forçado e sem suficiente serenidade, a longo prazo, em vez de obter um resultado satisfatório, não se faz senão agravar a situação.

Por estas razões, na consciência partilhada de que não podemos encontrar um acordo sobre a doutrina, parece-me que o único ponto sobre o qual nos podemos encontrar é o da caridade para com as almas e para com a Igreja.

Como Cardeal e Bispo, Vós sois primeiramente um pastor: permiti que me dirija a Vós nesse título. A Fraternidade é uma realidade objectiva: ela existe. Por isso, ao longo dos anos, os Sumos Pontífices tomaram acto dessa existência e, com actos concretos e significativos, reconheceram o valor do bem que ela pode realizar, apesar da sua situação canónica. É por isso que hoje nos falamos.

Esta mesma Fraternidade pede-Vos unicamente poder continuar a realizar o mesmo bem para as almas às quais administra os santos sacramentos. Não Vos pede nada mais, nenhum privilégio, nem tampouco uma regularização canónica que, no estado actual das coisas, se revela impraticável por causa das divergências doutrinais. A Fraternidade não pode abandonar as almas. A necessidade das consagrações é uma necessidade concreta a breve termo para a sobrevivência da Tradição, ao serviço da santa Igreja Católica.

Podemos estar de acordo num ponto: nenhum de nós deseja reabrir feridas. Não repetirei aqui tudo o que já exprimimos na carta dirigida a Papa Leão XIV, da qual Vós tendes conhecimento directo. Sublinho apenas que, na situação presente, o único caminho realmente praticável é o da caridade.

Ao longo da última década, o Papa Francisco e Vós mesmo tendes amplamente promovido «a escuta» e a compreensão de situações particulares, complexas, excepcionais, estranhas aos esquemas ordinários. Tendes também auspiciado um uso do direito canónico que seja sempre pastoral, flexível e razoável, sem pretender resolver tudo mediante automatismos jurídicos e esquemas pré-constituídos. A Fraternidade não Vos pede nada mais no presente momento – e sobretudo não o pede para si mesma: pede-o para aquelas almas sobre as quais, como já prometido ao Santo Padre, não tem outra intenção senão a de fazer delas verdadeiros filhos da Igreja Romana.

Finalmente, há outro ponto no qual estamos também de acordo, e que nos deve encorajar: o tempo que nos separa de 1 de Julho é o tempo da oração. É um momento em que imploramos do Céu uma graça especial e, da parte da Santa Sé, compreensão. Rezo em particular por Vós o Espírito Santo e – não o tomeis como uma provocação – a sua Santíssima Esposa, a Mediadora de todas as Graças.

É meu desejo agradecer-Vos sinceramente pela atenção que me dispensastes, e pelo interesse que quisereis dar à presente questão.

Peço-Vos que aceiteis, Eminência Reverendíssima, a expressão dos meus mais distintos obséquios; aproveito a ocasião para me confirmar ainda uma vez devotíssimo no Senhor.

Davide Pagliarani, Superior Geral
+ Alfonso de Galarreta, Primeiro Assistente Geral
Christian Bouchacourt, Segundo Assistente Geral
+ Bernard Fellay, Primeiro Conselheiro Geral, Ex-Superior Geral
Franz Schmidberger, Segundo Conselheiro Geral, Ex-Superior Geral



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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Vários Cardeais comentam o Consistório

O 'The Catholic Herald' cita vários Cardeais, a maioria falando sob anonimato, que se pronunciaram sobre o Consistório extraordinário de 7 e 8 de Janeiro, em Roma:

Cardeal Pierbattista Pizzaballa, Jerusalém: “Reforma não é uma linguagem da Igreja. Na Igreja não há reformas. Devemos reflectir sobre a nossa missão e vocação segundo os tempos, mas fiéis às raízes e à missão da Igreja.”

Cardeal Frank Leo, Toronto: “Não creio que o Colégio Cardinalício esteja dividido de forma alguma.”

Arcebispo Anders Arborelius, Estocolmo, sobre a liturgia: “Espero que possamos encontrar um compromisso.”

Outro Cardeal: “Alguns amigos do Papa Francisco falaram de uma nova Igreja e de uma mudança absoluta.”

Cardeal conservador, anónimo: “Todo este estilo sinodal não faz sentido para mim. Não compreendo os homens inteligentes que escrevem incessantemente sobre o assunto.”

Cardeal progressista, anónimo: “Estar sentados em torno de mesas, em vez de voltados para líderes à frente, é um sinal brilhante de colegialidade.”

Um Cardeal conservador sugeriu, acerca dos consistórios, “fazê-los por Zoom ou algo do género para poupar dinheiro”.

Cardeal conservador, anónimo: “Estava tudo muito controlado. Um cardeal chegou mesmo a chamá-lo de ‘escola secundária’.”

Outro Cardeal conservador: “Houve tempo para as intervenções livres, mas foram muito, muito curtas. Penso que as chamadas intervenções livres não eram livres, mas sim intervenções impostas.”

Cardeal europeu, antigo membro da Cúria, anónimo: “Falámos durante três horas, não? Mas, no fim, ninguém levou em conta a nossa opinião.”

Cardeal africano sobre a ideia do Sínodo: “Poderia tornar-se num grupo de pressão de leigos, sacerdotes, talvez até de bispos e cardeais.”

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sábado, 18 de janeiro de 2025

A Cátedra de São Pedro

Há duas festas da Cátedra de São Pedro, sendo a de hoje, dia 18 de Janeiro, dedicada à Cátedra em Roma e a de dia 22 de Fevereiro dedicada à Cátedra em Antioquia (onde São Pedro começou por ser Bispo).

Aqui está a estátua de S. Pedro, na Basílica Vaticana, devidamente preparada - com pluvial (a capa), tiara papal e o anel de pescador - neste dia da Cátedra de S. Pedro. Esta festa começou a ser celebrada no séc. III e tem como propósito relembrar o local de onde S. Pedro ensinava os cristãos de Roma e o que isso implicava. 

A cátedra (cadeira, em latim) simboliza a autoridade de um Bispo para ensinar onde tem jurisdição, ou seja onde é ele a mandar. No caso de um Bispo diocesano é a sua diocese. O Papa tem jurisdição universal, por isso quando fala a partir da cátedra não se dirige apenas à diocese de Roma mas ao mundo inteiro. 

Segundo o dogma da Infalibilidade Papal, quando o Papa ensina "ex cathedra" (a partir da cadeira) uma verdade de Fé ou de moral não pode errar, pela especial assistência que lhe é dada nesse momento pelo Espírito Santo. Infelizmente este dogma tem sido muito mal compreendido e as pessoas acham que tudo o que o Papa diz é infalível. Isso não é verdade, um Papa pode errar nas coisas que diz e faz no dia-a-dia. Aconteceu com todos os Papas, ao longo da História, basta olhar para S. Pedro, que traiu Jesus. 

"E o Senhor disse: «Simão, Simão, olha que Satanás pediu para vos joeirar como trigo. Mas Eu roguei por ti, para que a tua fé não desapareça. E tu, uma vez convertido, fortalece os teus irmãos.» Ele respondeu-lhe: «Senhor, estou pronto a ir contigo até para a prisão e para a morte.» Jesus disse-lhe: «Eu te digo, Pedro: o galo não cantará hoje sem que, por três vezes, tenhas negado conhecer-me»." Lc 22, 31-33


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quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

A abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro em Rito Antigo

O Ano Santo ou Jubileu deve a sua instituição ao Papa Bonifácio VIII, em 1300, e as augustas cerimónias da sua abertura e encerramento são fruto do amor ao sagrado e à liturgia que animava o Papa Alexandre VI, que as empregou em 1500.

De acordo com este cerimonial secular, na véspera de Natal, o Sumo Pontífice, envergando um manto branco e uma mitra de ouro, dirige-se à Capela Sistina acompanhado pelo Sacro Colégio e pelos outros membros da Capela Papal. Aqui, adora o Santíssimo Sacramento exposto e, recebendo uma vela, entoa o Veni Creator Spiritus. Em seguida, forma-se a procissão: o Papa é erguido na sede gestatória pelos prelados da Segnatura vestido com roquete e capa de asperges, endossando na cabeça a preciosa mitra e segurando na mão uma vela.

Quando o sumptuoso cortejo chega à Porta Santa, o Santo Padre toma lugar no trono aí erigido, ladeado por dois Cardeais diáconos e rodeado pelos Cardeais vestidos com as vestes brancas das respectivas ordens (capa, casula, dalmática), e pelos Patriarcas, Arcebispos, Bispos e Abades mitrados vestidos com capas brancas.

Terminado o cântico, o Pontífice desce do seu trono para se dirigir à Porta Santa, ainda emparedada desde o Jubileu anterior, e abri-la. Primeiro receba do Cardeal Penitenciário-Mor um martelo de prata com o qual dá três pancadas na parede. A cada golpe, recita um dos seguintes versos [1], ao qual respondem os cantores.

℣. Aperite mihi portas justitiae.
℞. Ingressus in ea confitebor Domino.
℣. Introibo in domum tuam, Domine.
℞. Adorabo ad templum sanctum tuum in timore tuo.
℣. Aperite portas quoniam nobiscum Deus.
℞. Qui fecit virtutem in Israel.

Dado o último golpe, o Papa regressa ao seu trono e, enquanto a parede era derrubada pelos Sanpietrini, canta os seguintes versos e orações [2]:

℣. Domine exaudi orationem meam.
℞. Et clamor meus ad te veniat.
℣. Dominus vobiscum.
℞. Et cum spiritu tuo.
Oremus.
Actiones nostras, quaesumus Domine, aspirando praeveni, et adjuvando prosequere; ut cuncta nostra oratio et operatio a te semper incipiat, et per te coepta finiatur. Per Christum Dominum nostrum.
℞. Amen.

Entretanto, ao som do salmo Jubilate Deo omnis terra, os penitenciários de S. Pedro, vestidos com as suas vestes sacerdotais, lavam com água lustral e secaram as ombreiras e os umbrais da Porta Santa. Terminado este rito, retoma-se o diálogo orante entre o Sumo Pontífice e os cantores [3]:

℣. Haec dies quam fecit Dominus.
℞. Exultemus et laetemur in ea.
℣. Beatus populus tuus, Domine.
℞. Qui scit jubilationem.
℣. Haec est porta Domini
℞. Justi intrabunt in eam.
℣. Domine exaudi orationem meam.
℞. Et clamor meus ad te veniat.
℣. Dominus vobiscum.
℞. Et cum spiritu tuo.
Oremus.
Deus, qui per Moysen famulum tuum populo Israelitico Annum Jubilæi et remissionis instituisti: concede propitius nobis famulis tuis Jubilaei annum hunc tua auctoritate institutum, quo Portam hanc populo tuo ad preces tuae Majestati porrigendas ingredienti sollemniter aperiri voluisti, feliciter inchoare; ut, in eo venia atque indulgentia plenae remissionis omnium delictorum obtenta, cum dies nostrae advocationis advenerit, ad cœlestem gloriam perfruendam tuae misericordiae munere perducamur. Per Christum Dominum nostrum.
℞. Amen.

Depois de ter cantado esta última oração, o Papa ajoelha-se no limiar da Porta Santa e, segurando a cruz com a mão direita e a vela com a esquerda, entoa o Te Deum. Depois de ter cantado a primeira estrofe do hino, atravessa o limiar da Porta do Perdão como o primeiro dos romanos. 

Seguem-se-lhe, por ordem hierárquica, os Cardeais, os representantes do Episcopado, a Prelatura, os membros da Capela e todo o povo. A este rito impressionante segue-se, na Basílica, o canto das primeiras Vésperas de Natal.

[1] ℣. Abri-me as portas da justiça. ℞. E eu entrarei para glorificar o Senhor. ℣. Entrarei na tua casa, Senhor. ℞. Adorarei no teu santo templo com o teu temor. ℣. Abri as portas: Deus está connosco. ℞. Ele fez maravilhas em Israel.

[2] ℣. Ouve, Senhor, a minha oração. ℞. E que os meus gritos cheguem até ti. ℣. O Senhor esteja convosco. ℞. E com o vosso espírito. Oremos. Pedimos-te humildemente, Senhor, que ajudes as nossas acções com as tuas inspirações e que as acompanhes com a tua santa ajuda; que as nossas orações e todas as nossas obras comecem sempre por ti e por ti iniciadas cheguem ao fim. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Assim seja.

[3] ℣. Este é o dia que o Senhor fez. ℞. Exultemos e alegremo-nos com ele. ℣. Abençoado é o teu povo, Senhor. ℞. Que conhece a sua verdadeira alegria. ℣. Esta é a porta do Senhor. ℞. Os justos entrarão por ela. ℣. Ouve, Senhor, a minha oração. ℞. E os meus gritos chegarão até ti. ℣. O Senhor esteja contigo. ℞. E com o vosso espírito. Oremos. Senhor Deus, que através do vosso servo Moisés instituístes e concedestes ao povo de Israel o ano do Jubileu e da remissão: Fazei que nós, vossos servos, iniciemos com alegria este ano do Jubileu, instituído pela vossa autoridade, e no qual quisestes que se abrisse solenemente para nós, vosso povo, esta porta, pela qual podemos entrar para oferecer as nossas orações à vossa divina Majestade, a fim de que, tendo alcançado nela o mais completo perdão e indulgência de todos os nossos pecados, quando chegar o dia da nossa vocação, possamos, pelo dom da vossa misericórdia, ser transferidos para a posse da vossa glória eterna. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Assim seja.

in Radio Spada


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quarta-feira, 30 de outubro de 2024

Corte Pontifícia acompanha o Papa João XXIII

A Corte Pontifícia assistiu o Sucessor de Pedro durante séculos até ter sido suprimida pelo Papa Paulo VI com o Motu Proprio 'Pontificalis domus' (28/03/1968), e substituída pela "Prefeitura da Casa Pontifícia".

A Corte Pontifícia era constituída pela Capela Pontifícia e a Família Pontifícia. A primeira auxiliava o Sumo Pontífice nas suas funções de chefe espiritual da Igreja Católica, especialmente na celebração dos sacramentos; a segunda assistia o Papa nas suas funções de chefe de Estado e estavam relacionadas com o poder temporal e nas actividades do dia-a-dia.



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segunda-feira, 9 de setembro de 2024

Mons. Georg Gänswein tomou posse como Núncio Apostólico na Lituânia




Em Vilnius, o ex-secretário do Papa Bento XVI apresentou as suas credenciais ao presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda. Mons. foi também nomeado Núncio na Letónia e na Estónia.



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quarta-feira, 10 de julho de 2024

Cardeal Müller: Alto funcionário do Vaticano diz que é melhor não haver Missa do que Missa em Latim

O Cardeal Gerhard Müller disse, em entrevista ao Life Site News, que um alto oficial do Dicastério para a Liturgia lhe disse que prefere igrejas vazias a Missas no Rito Romano Tradicional.

Müller disse ao funcionário que ficou comovido com os 20 mil jovens fiéis na Catedral de Chartres, na Peregrinação de Pentecostes. Mas o funcionário do Vaticano objectou que isso não era verdadeira alegria porque a Missa era em latim.

O Cardeal resume o que disse o tal oficial da Cúria: "É mais importante que respeitem a 'nova' forma do rito latino. Se não respeitarem, não devem vir. É melhor ter uma igreja vazia do que uma igreja cheia desses jovens'".

A posição de Müller sobre o Rito Romano é que a mesma substância da Santa Missa é expressa em diferentes formas. A Igreja tem mais de 20 ritos e quer esta variedade: "Não é pastoral se houver apenas o modo autoritário de uma forma".

Müller acrescenta que Francisco afirma sempre que a Igreja está aberta a todos, Todos. Todos. Todos.

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segunda-feira, 8 de julho de 2024

Mistério: As câmaras de segurança estavam desligadas quando o Cardeal Pell morreu

A morte do Cardeal George Pell está "envolta em mistério", disse o seu antigo colega Libero Milone, o primeiro auditor geral do Vaticano, ao TheAustralian.com.au. No caixão de Pell, prometeu chegar à verdade. Milone, um empresário italiano nascido na Holanda e antigo sócio da multinacional de contabilidade Deloitte, é o último sobrevivente do trio nomeado em 2015 para reformar o sistema financeiro do Vaticano, do qual o Cardeal Pell era o chefe. O terceiro colega, Ferruccio Panicco, morreu de cancro em junho de 2023, com 63 anos.

O Cardeal Pell morreu em Roma, em Janeiro de 2023, com 81 anos, de paragem cardíaca após uma operação à anca, embora tenha acordado após a operação e aparentasse estar bem.

O site TheAustralian.com.au escreve que pelo menos dois dos confidentes mais próximos do Cardeal Pell o tinham aconselhado a não se submeter à operação em Roma por razões de segurança, mas a regressar à Austrália para a efetuar.

No entanto, o Cardeal optou por fazer a operação no Hospital Salvator Mundi, um hospital privado em Roma, originalmente fundado por freiras, mas que actualmente faz parte do Centro Médico da Universidade de Pittsburgh (UPMC).

Segundo o site TheAustralian.com.au, as câmaras de vigilância do hospital não estavam a funcionar na altura da morte do Cardeal Pell. O jornal afirma também que não havia nenhum médico de serviço para assistir o Cardeal Pell na noite da sua morte.

E continua: "Há meses que circulam rumores na Santa Sé de que o corpo de Pell foi deixado em desordem após a autópsia e não foi vestido adequadamente, levantando mais preocupações sobre as suas últimas horas".

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terça-feira, 9 de janeiro de 2024

Descoberto livro pornográfico escrito pelo agora Cardeal Fernandez

Mais um escândalo a envolver o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (CDF), Cardeal 'Tucho' Fernandez. Soube-se agora que, em 1998, escreveu um livro com conteúdo pornográfico.

Fernandez era já conhecido como o "Teólogo do beijo", porque em 1995, já sacerdote (há 9 anos), escreveu um livro sobre a arte de beijar, um livro de teor erótico. Isto só por si já teria sido razão para ser expulso da CDF (ou nunca ter sido nomeado). Mas o livro agora revelado, chamado "La Pasíon Mística" é ainda mais imoral e especialmente grave por ter sido escrito por um sacerdote.

A obra debruça-se com bastante detalhe sobre "a estrada para o orgasmo" (masculino e feminino), não se eximindo de falar de pornografia violenta. 

A dada altura, o autor descreve uma cena em que uma jovem (menor de idade) se envolve com Nosso Senhor, quando O encontra à beira de um lago, O beija (na boca), acaricia, etc.

Alguém acha que um homem destes tem condições para continuar a ser o Prefeita da CDF? 


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sábado, 26 de agosto de 2023

45 anos da eleição do Papa João Paulo I

No dia 26 de Agosto de 1978 os Cardeais escolheram Albino Luciano como próximo Papa. O Sumo Pontífice adoptou o nome de João Paulo I. O seu Pontificado durou apenas 33 dias.


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quarta-feira, 19 de outubro de 2022

sábado, 28 de dezembro de 2019

Concerto de Natal Vaticano inclui "catequese" sobre Pachamama

A Congregação para a Educação Católica organizou um concerto de Natal na Sala Paulo VI (Vaticano) no dia 14 de Dezembro. O concerto foi antecedido por um breve vídeo com uma mensagem do Papa Francisco para aquele evento.


Estavam presentes cerca de 5 mil pessoas e quase 2 milhões de telespectadores, através da televisão. 

Durante o evento, uma mulher latino-americana fez uma catequese sobre a Pachamama. A senhora pediu à plateia que cruzasse os braços sobre o peito e sentisse uma forte vibração, explicando que essa vibração vem "do vosso coração", mas também "do coração da Mãe Terra".

Onde há silêncio, explicou, existe o "espírito" que permite "ouvir a mensagem da Mãe Terra". Acrescentou ainda que "para nós, os povos indígenas, a Mãe Terra, o Hicha Guaia, é tudo" porque Guaia - um sinónimo de Pachamama - "dá-nos comida, água sagrada, plantas medicinais" e, portanto, recebe sacrifícios como "a placenta dos bebés e os primeiros cabelos que são cortados ao homem". 

Os Cardeais e Bispos presentes nesta "catequese" seguiram animadamente as instruções daquela senhora.

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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Cronologia de acontecimentos até à condenação do Cardeal Pell

Em Março de 2019 o Cardeal George Pell foi preso por supostos abusos sexuais de menores, num processo que tem sido acusado de ser uma farsa e uma autêntica caça ao homem. O Cardeal de 78 anos ficou confinado a uma cela em isolamento, durante 23 horas por dia, impedido de rezar Missa e rezar o Breviário. 

Há poucos dias soube-se que o apelo contra a sentença foi negado. Apresentamos aqui uma cronologia das acusações, juntamente com algumas descobertas "estranhas" feitas pelo Cardeal Pell enquanto chefe das finanças do Vaticano:

Março de 2013 - A polícia de Victoria organizou a “Operação Tethering”, uma investigação que atacou o Cardeal Pell antes de quaisquer alegações formais de delitos sexuais históricos terem sido feitas. A investigação transformou-se em “operação” em Abril de 2015 com base em alegações de “comportamento inadequado” por Pell, mas sem acusações de conduta criminosa.

Fevereiro de 2014 - O Papa Francisco nomeia o Cardeal Pell Prefeito da Secretaria da Economia, tornando-o chefe das finanças do Vaticano e a terceira figura mais importante da hierarquia da Igreja.

Março de 2014 - Pell compareceu perante a comissão real em Sydney, que afirmou que ele deveria ter exercido maior supervisão sobre a luta contra uma reivindicação legal da vítima de abuso, John Ellis. O litígio "foi muito disputado, talvez muito bem combatido pelos nossos representantes legais", disse ele.

Agosto de 2014 - Pell comparece diante da comissão real em Melbourne e defende o seu programa de resposta em Melbourne para vítimas de abuso sexual.

Dezembro de 2014 - O cardeal Pell diz que o seu departamento encontrou milhões de euros "escondidos" em Dicastérios vaticanos, fora dos balanços patrimoniais. O montante consistia em 94 milhões de euros na Secretaria de Estado, mais tarde seguido pela descoberta de quase mil milhões de euros em vários outros Dicastérios.

Junho de 2015 - A comissão real anuncia que o Cardeal Pell comparecerá num segundo conjunto de audiências na arquidiocese de Ballarat. O Cardeal diz que está preparado para voltar à Austrália para prestar depoimento, mas razões de saúde impedem-no de fazê-lo, e por isso ele testemunha por vídeo a partir de Roma.

Abril de 2016 - A Secretaria de Estado do Vaticano anuncia a suspensão da primeira auditoria externa do Vaticano sem consultar o Cardeal Pell. "Eles temem que a auditoria descubra informações que não querem descobrir e estão preocupados em perder o controle soberano sobre as finanças do Vaticano", disse uma fonte ao National Catholic Register. "O que eles querem é livrar-se do Cardeal Pell."

Julho de 2016 - O Papa Francisco emite um motu proprio, devolvendo a administração dos bens da Santa Sé à APSA, contrariando o processo de remoção de poderes que havia sido entregue à Secretaria da Economia quando foi criado, em 2014.

Outubro de 2016 - Detectives australianos voam para Roma para entrevistar Pell sobre alegações de abuso sexual infantil, incluindo abuso de dois coristas na catedral de Melbourne. Durante a entrevista, Pell rejeita as alegações como "uma carga de lixo absoluto e vergonhoso". 

10 de Maio de 2017 - A APSA instrui, unilateralmente, os departamentos do Vaticano a fornecer informações a um auditor externo, uma medida rejeitada pelo Cardeal Pell e pelo auditor geral do Vaticano, Libero Milone. Numa carta ao Papa obtida pelo National Catholic Register, o Cardeal Pell diz acreditar que "graves irregularidades" na APSA indicam que o Vaticano poderia estar a aproximar-se do "momento da verdade" nas reformas económicas.

29 de Junho de 2017 - O cardeal Pell é acusado de múltiplas ofensas sexuais e e intimado a comparecer na corte de magistrados de Melbourne a 26 de Julho. Ele protesta vigorosamente a sua inocência mas voluntaria-se para voar para a Austrália para limpar o seu nome, embora pudesse invocar imunidade diplomática.

1 de Maio de 2018 - A magistrada Belinda Wallington ordena que o Cardeal Pell seja julgado por um júri por alegações de múltiplas ofensas sexuais, embora muitas das alegações mais sérias sejam rejeitadas. O primeiro julgamento está relacionado a alegações de que Pell abusou sexualmente de dois meninos do coro na Catedral de St. Patrick, em 1996 e 1997, quando era Arcebispo de Melbourne. O segundo julgamento está relacionado a alegações de que o Padre Pell molestou meninos na piscina de Ballarat nos anos 70.

20 de Setembro de 2018 - O julgamento é declarado nulo, porque os jurados não conseguiram chegar a um veredicto de maioria. Alguns relatos dizem que o veredicto foi de 10 a 2 a favor de Pell, mas isso não foi totalmente provado.

11 de Dezembro de 2018 - Outro júri emite um veredicto unânime de culpa em todas as cinco acusações de abusar de dois rapazes na Catedral de St. Patrick, depois de menos de quatro dias de deliberação. 

Edward Pentin in National Catholic Register 


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