segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Católicos pedem aos Anjos que expulsem os Demónios do Sínodo da Amazónia

Flanqueada por estandartes dos quatro evangelistas, e reunida sob o patrocínio da Bem-aventurada Virgem Maria, uma coligação internacional de 200 leigos católicos reuniu-se em silêncio, perto da Praça de São Pedro, para orar "como um exército unido contra os inimigos de Deus e da Igreja".

Aos pés do Castel Sant'Angelo, na véspera da festa litúrgica de São Miguel Arcanjo, a coligação internacional de leigos lançou um “apelo aos anjos contra os maus espíritos”, antes do Sínodo Amazónico, que terá lugar no Vaticano entre 6 e 27 de Outubro.

Outro acto de guerra espiritual estava ocorrendo em Roma, simultaneamente à Acies Ordinata. Às 15h30, os Padres rezavam em particular a Oração do Exorcismo do Papa Leão XIII (a oração mais longa a São Miguel) numa igreja perto do Castel Sant'Angelo, com a intenção de expulsar a “influência diabólica do Vaticano, especialmente em vista do Sínodo da Amazónia."


Acies Ordinata


A coligação internacional chama-se Acies Ordinata. Seu nome, que a tradição católica reserva para Maria Santíssima, que reúne um exército de fiéis para derrotar os seus inimigos - ordenada terribilis ut castrorum acies - é retirada do cântico do Antigo Testamento, o Cântico dos Cânticos (6, 3 ; 6, 10) 

A coligação, organizada pela Fundação Lepanto, com sede em Roma, foi composta por alguns dos movimentos católicos mais influentes e incluía homens e mulheres, jovens e idosos, silenciosamente posicionados na Praça João XXIII, ordenados em fileiras de 20 x 10.

Durante uma hora, ficaram em silêncio, recitando o Rosário e lendo textos clássicos da tradição católica, como os Evangelhos, o Catecismo e os escritos dos santos. Na conclusão do evento Acies Ordinata, os participantes cantaram o Credo.

O evento foi realizado uma semana antes da abertura do Sínodo da Amazónia. Os documentos preparatórios para o Sínodo suscitaram controvérsia e críticas de Cardeais e Bispos da Igreja Católica. O Cardeal alemão Walter Brandmüller disse abertamente que contêm "heresia" e aproxima-se da "apostasia".

O Acies Ordinata de 28 de Setembro foi o segundo encontro a ser realizado em Roma. O primeiro foi realizado antes do encontro sobre os abusos sexuais no Clero, que aconteceu no Vaticano em Fevereiro, para "se opor à política de silêncio do Vaticano sobre homossexualidade".


Participantes com laços históricos com o Papado


O valor simbólico da Acies Ordinata foi aumentado pela presença de participantes cujas famílias têm profundos laços históricos e religiosos com a Santa Sé e o Papado.

Um dos participantes foi o Conde Giovanni Piccolomini, cujos antepassados incluem dois Papas - Pio II e Pio III - um Superior Geraldos Jesuítas, vários Bispos e Cardeais, líderes militares e cientistas. O Conde Piccolomini disse que o motivou a participar foi o seu "desejo de reiterar a minha e nossa fidelidade ao Papa, à Igreja Romana Apostólica Católica e ao seu ensino eterno".

Questionado sobre o significado simbólico de orar aos pés de Castel Sant'Angelo, ele disse que “este castelo salvou a vida de mais de um Papa no passado, e o seu nome indica nosso desejo de invocar toda a milícia celeste para defender a Igreja Católica. A nossa e a minha esperança é que as nossas orações sejam ouvidas no Céu e que muitos ao redor do Mundo demonstrem a sua firme crença e amor pela Igreja Católica".

Outro participante cuja presença deu grande peso simbólico ao evento foi Rodolphe Pfyffer von Altishofen de Luzern, da Suíça. A sua família deu origem a 11 comandantes da Guarda Suíça Pontifícia, a força armada encarregada de proteger o Papa.

"Durante os séculos XVII a XIX, apenas os Pfyffers foram comandantes da Guarda Suíça". Mas, acrescentou, “independentemente disso, sempre fomos ensinados pelos nossos pais a ter grande respeito por nossa religião sagrada. Portanto, posso garantir que a história da minha família não é essencial para o compromisso que temos com a Igreja.”

Questionado sobre o que o motivou a participar da Acies Ordinata, Pfyffer disse que "a Igreja está sendo ameaçada por todos os lados e nós, como simples leigos, temos de reagir". Este evento é excelente. Estamos desarmados e, no entanto, sentimos que é extremamente importante responder. Caso contrário, os inimigos da Igreja acreditarão que eles podem fazer tudo o que querem. Existem meios espirituais de se engajar na batalha. São Miguel é o responsável por proteger a santa Igreja e ajudará, se for solicitado. Quando os apóstolos estavam no barco sendo lançados pelas ondas, eles clamaram ao Senhor: 'Senhor, estamos perecemos'. Jesus Cristo ajudar-nos-á, não há dúvida. Mas temos de fazer nossa parte, mesmo que não seja fácil ”.

Importância de Castel Sant'Angelo

O Castel Sant'Angelo, localizado em frente à Via della Conciliazione que leva ao Vaticano, também tem um significado histórico profundo, tornando-o um local adequado para o Acies Ordinata.

O Castel Sant'Angelo foi o mausoléu pagão do imperador pagão Adriano que destruiu a cidade de Jerusalém em 135 d.C. e a substituiu pela cidade pagã de Aelia Capitolina.

Em 590 d.C., segundo a tradição, O Papa Gregório Magno carregava o ícone do Salus Populi Romani em procissão na manhã de Domingo de Páscoa, implorando a misericórdia de Deus sobre Roma, que estava sendo devastada por uma praga maciça. Quando se aproximou do mausoléu de Adriano, pisando a ponte que ainda hoje se une ao mausoléu da cidade de Roma, ele teve uma visão do Arcanjo Miguel em pé no edifício com uma espada de vingança empunhada. O Arcanjo olhou para o ícone de Nossa Senhora e exclamou: “Regina caeli, Laetare, aleluia; Quia quem meruisti portare, aleluia; Resurrexit, sicut dixit, aleluia.”E Gregório Magno gritou: “Ora pro nobis, Deum, aleluia.”O anjo embainhou a sua espada de vingança, e a praga terminou.

Na Idade Média, o mausoléu, rebaptizado de Castel Sant'Angelo, tornou-se um local de refúgio preferido dos pontífices romanos diante de tumultos frequentes e invasões alemãs que irritavam os Papas medievais. O Acies Ordinata, realizado na vigília da festa litúrgica de São Miguel Arcanjo, em 29 de Setembro, combina todos esses elementos: uma procissão penitencial, uma demonstração de romanos indignados (e outros católicos de todo o mundo) e oposição a uma invasão alemã no próximo Sínodo da Amazónia.

Num comunicado divulgado hoje, os organizadores do evento disseram: “A nossa manifestação é composta por católicos leigos vindos de muitas nações diferentes, que estão acima de tudo pedindo ao Senhor para reunir todos aqueles que estão lutando por uma boa causa, com o propósito de formar um exército unido contra os inimigos de Deus e da Igreja.”

“Aqui no sopé do Castel Sant'Angelo, a fortaleza que tantas vezes defendeu o Papado ao longo da história, pedimos a ajuda dos anjos e, acima de tudo, São Miguel, o príncipe da hoste celestial, pedindo que protejam os defensores da Igreja e da civilização cristã e dispersem os seus inimigos. ”

“A confusão, que é o fumo de Satanás, envolve o campo de batalha. Para derrotar as forças do caos, o que é necessário é pureza de doutrina, clareza de palavras, firmeza de exemplo, acordo de alma e de obras ”, continuou a declaração.

“Para que isso aconteça, apelemos à Mãe Santíssima, Rainha dos Anjos, pedindo-lhe que nos transforme à sua imagem, hoje e sempre, numa Acies Ordinata, exército pronto para lutar, com aquela tranquilidade que nasce da paz de Cristo que está nos nossos corações e que desejamos estender ao Mundo inteiro.”

Diane Montagna in Life Site News


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Como ler a Bíblia: um plano em três etapas

Hoje é a festa de São Jerónimo, que uma vez disse: "A ignorância da Escritura é ignorância de Cristo."

Diz-se que se alguém quer encontrar um versículo da Bíblia deve perguntar a um protestante e não a um Católico. Os protestantes lêem a Bíblia. Os Católicos nem por isso. Mas porque é que os Católicos não lêem a Bíblia?

Eu acho que a resposta está no facto de que nós Católicos vamos à Missa. A Santa Missa tem sempre leituras da Bíblia. Se rezarem o Breviário, ou Liturgia das Horas, multiplicam isso por várias vezes.

O 'Zé Católico' diz a si mesmo, "Porque é que devo estudar a Bíblia? Eu vou à Missa. Oiço-a lá. Está feito!" 

Há algo de belo nisto. Para os Católicos, ler a Bíblia é algo litúrgico. Assim, a leitura da Bíblia mantém-se principalmente uma experiência comunitária. 

É bom ouvir as leituras da Bíblia na Santa Missa. No entanto, também precisamos de um encontro pessoal (e mesmo privado) com Deus nas páginas da Sagrada Escritura. Todos os Santos respiravam a Sagrada Escritura. A Escritura servia como a gramática das suas almas. Não conseguiam comunicar sem ela.

Aqui estão algumas necessidades espirituais que vocês têm todos os dias da vossa vida: 

Louvor – Dar voz à vossa alegria em Deus e na Sua providência para a vossa vida. A gratidão destrói o desencorajamento. 
Sabedoria – São precisos conselhos práticos para navegar pelas complexidades da vida. 
Desafio – Precisam de subir mais alto. Precisam de crescer na vossa fé. Precisam de se inspirar. Têm de ser Cristãos com intenção. 

Portanto, quando acordarem amanhã, façam o seguinte: 

1. Leiam um Salmo. Comecem com o Salmo 1. Façam dele o vosso hino de louvor para esse dia. 

2. Leiam pelo menos um Provérbio. Os provérbios são os pedaços de sabedoria do vosso dia. Há 31 capítulos. Por que não ler um capítulo todos os dias durante um mês. Out 1 é Provérbios 1. Outubro 31 é Provérbios 31. 

3. Leiam um capítulo de um dos Evangelhos. Este é o vosso desafio. O vosso Salvador desafia-vos nos quatro Evangelhos. Chama-vos a não serem apenas um Católico de nome, mas um discípulo. Não é possível ler seriamente os Evangelhos e continuar morno. Cristo fala de uma maneira que não pode ser ignorada. 

Fazer estas três leituras demora apenas 5 minutos. E vai mudar a vossa vida para melhor. Demora 21 dias a criar um hábito. Por isso dêem 21 dias às leituras e vejam lá se não vos apetece continuar. Ponham a Bíblia na vossa mesa de cabeceira e leiam-na de manhã. Se falharem recomecem.

Taylor Marshall


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domingo, 29 de setembro de 2019

Monte São Miguel

Construído na Normandia, após várias aparições de São Miguel Arcanjo naquele local. 



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Coroa Angélica de São Miguel Arcanjo

Esta devoção foi ensinada e pedida pelo próprio Arcanjo à serva Antónia de Astónaco, em Portugal A devoção passou para outros países, foi aprovada por muitos bispos e até pelo Santo Papa Pio IX, que a enriqueceu de indulgências, a 8 de Agosto de 1851. 

Método para rezar:

DEUS vinde em nosso auxílio. 
SENHOR socorrei-nos e salvai-nos. 
Glória ao Pai, ao Filhos e ao Espírito Santo,
como era no princípio, agora e sempre. 
Ámen.

Primeira Saudação
Pela intercessão de SÃO MIGUEL e do coro celeste dos SERAFINS, fazei-nos SENHOR dignos do fogo da perfeita Caridade. 
Um PAI Nosso ... Três Ave Marias ... 

Segunda Saudação
Pela intercessão de São Miguel e do coro celeste dos QUERUBINS, pedimos SENHOR a graça de trilharmos a estrada da perfeição cristã. 
Um PAI Nosso ... Três Ave Marias ...

Terceira Saudação
Pela intercessão de São Miguel e do coro celeste dos TRONOS, pedimos SENHOR que nos deis o espírito da verdadeira humildade. 
Um PAI Nossa ... Três Ave Marias ... 

Quarta Saudação
Pela intercessão de São Miguel e do coro celeste das DOMINAÇÕES, pedimos ao SENHOR nos conceda a graça de dominar nossos sentidos, e de nos corrigir das nossas más paixões. 
Um PAI Nosso ... Três Ave Marias ... 

Quinta Saudação
Pela intercessão de São Miguel e do coro celeste das POTESTADES, pedimos ao SENHOR se digne de proteger nossas almas contra as ciladas e as tentações de satanás e dos demónios. 
Um PAI Nosso ... Três Ave Marias ... 

Sexta Saudação
Pela intercessão de São Miguel e do coro celeste das VIRTUDES, pedimos ao SENHOR a graça de sermos, vencedores no perigoso combate das tentações. 
Um PAI Nosso ... Três Ave Marias ... 

Sétima Saudação
Pela intercessão de São Miguel e do coro celeste dos PRINCIPADOS, pedimos ao SENHOR que nos dê o espírito de uma verdadeira e sincera obediência a Ele. 
Um PAI Nosso ... Três Ave Marias ...

Oitava Saudação
Pela intercessão de São Miguel e do coro celeste de todos os ARCANJOS, pedimos ao SENHOR nos conceder o dom da perseverança na Fé e nas boas obras, a fim de que possamos chegar a possuir a glória do Paraíso. 
UM PAI NOSSO ... Três Ave Marias ... 

Nona Saudação
Pela intercessão de São Miguel e do coro celeste de todos os ANJOS, pedimos ao SENHOR que estes espíritos bem-aventurados nos guardem sempre, e principalmente na hora da nossa morte e nos conduzam à glória do Paraíso. 
Um PAI Nosso ... Três Ave Marias ... 

No final reza-se:

Um PAI Nosso ... (em honra de São Miguel Arcanjo) 
Um PAI Nosso ... (em honra de São Gabriel) 
Um PAI Nosso ... (em honra de São Rafael) 
Um PAI Nosso ... (em honra do nosso Anjo da Guarda) 

Termina-se rezando:

Antífona: Glorioso São Miguel, chefe e príncipe dos exércitos celestes, fiel guardião das almas, vencedor dos espíritos rebeldes, amado da casa de DEUS, nosso admirável guia depois de Cristo; vós cuja excelência e virtudes são eminentíssimas, dignai-vos livrar-nos de todos os males, nós todos que recorremos a vós com confiança, e fazei pela vossa incomparável protecção que adiantemos, cada dia mais, na fidelidade em servir a DEUS. Ámen.

Rogai por nós, ó bem-aventurado São Miguel, príncipe da Igreja de CRISTO. 
Para que sejamos dignos de Suas promessas. 

Oração: DEUS, todo poderoso e eterno, que por um prodígio de bondade e misericórdia para a salvação dos homens, escolhesses para príncipe de vossa Igreja o gloriosíssimo arcanjo São Miguel, tornai-nos dignos, nós Vo-lo pedimos, de sermos preservados de todos os nossos inimigos, a fim de que na hora da nossa morte nenhum deles nos possa inquietar, mas que nos seja dado de sermos introduzidos por ele na presença da Vossa poderosa e Augusta Majestade, pelos merecimentos de JESUS CRISTO, Nosso Senhor. Ámen.


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sábado, 28 de setembro de 2019

Exorcismo de São Miguel Arcanjo escrito pelo Papa Leão XIII

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Ámen.

Ó gloriosíssimo Príncipe da milícia celeste, Arcanjo S. Miguel, defendei-nos na nossa luta e nosso combate contra os principados e as potestades, contra os governantes deste mundo tenebroso, contra a perversidade espiritual em lugares elevados.

Vinde em auxilio do homem, que Deus criou imortal, à sua imagem e semelhança, e resgatou por grande preço da tirania do diabo. Combatei neste dia a batalha do Senhor, junto com os santos anjos, como já haveis combatido o líder dos anjos orgulhosos, Lúcifer, e o seu exército apóstata, que não tinham poder para vos resistir, nem tinham mais lugar no Céu. Mas aquela antiga e cruel serpente, chamada de demónio ou Satanás, que seduz todo a orbe, foi mandada para o abismo com todos os seus anjos.

Eis que o primordial inimigo e assassino do homem se ergueu veementemente. Transformado em anjo da luz, ele vagueia com toda a multitude de espíritos malignos, invadindo a terra em ordem a extirpar dela o nome de Deus e do Seu Cristo, para, deleitando-se, matar e atirar para a perdição eterna as almas destinadas à coroa da eterna glória.

Este malvado dragão derrama, como torrente imunda, o veneno da sua malícia sobre o homem de mente depravada e coração corrompido; o espirito da mentira, da impiedade e da blasfémia; o odor pestilento da luxúria e de todo o vício e iniquidade.

Estes astutos inimigos encheram e inebriaram com ódio e amargura a Igreja, a esposa do Cordeiro Imaculado, e deitaram as suas mãos impiedosas sobre as suas posses mais sagradas. Onde se encontra a Sede do Santo Apóstolo Pedro e Cátedra da Verdade para ser luz do mundo, eles elevaram um trono da sua abominável impiedade, com o desígnio iníquo de que quando o Pastor é abatido, as ovelhas se dispersam.

Erguei-vos então, ó General invencível, auxiliai o povo de Deus contra os ataques que irrompem dos espíritos perdidos e trazei-nos a vitória.

A Santa Igreja venera-vos como protector e patrono; glorifica-vos como a sua defesa contra os poderes malignos deste mundo e do inferno; a vós Deus confiou as almas do homem para serem estabelecidas na beatitude celeste. Intercedei junto do Deus da paz para que Ele esmague Satanás sob os nossos pés, tão conquistado que não consiga mais prender os homens em cativeiro e magoar a Igreja.

Oferecei as nossas orações à vista do Altíssimo, para que elas possam rapidamente alcançar-nos as misericórdias do Senhor; e derrubando o dragão, a antiga serpente, que é o demónio e Satanás, tornai-o novamente cativo no abismo, para que ele não possa mais seduzir as gentes. Ámen


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Tesouro dos Fiéis: novo site de oração

Nasce um novo espaço de oração tradicional, Tesouro dos Fiéis: https://tesourofieis.com 

Contém um Saltério, Pequeno Ofício da Nossa Senhora, Devocionário, Ritual Romano, Missal, Missa Diária e muito mais.

O projecto nasce de uma pequena semente, da vontade de um pai dar à sua família as tradições da Igreja, a forma de rezar correcta, o rito romano, a beleza guardada num tesouro escondido.

É um projecto em desenvolvimento, aberto a colaboração através do GitHub. Tem muito texto e a intenção é crescer ainda mais. Para já a página que está em constante produção é a da Santa Missa Diária ( https://tesourofieis.com/missa ), onde os textos do dia aparecem automaticamente.

As traduções do Missal são do Monsenhor Freitas Barros, mas também do D. Crisóstomo Aguiar. O Saltério tem como base as versões do Padre António de Pereira Figueiredo e do Padre Matos Soares.

É um espaço dedicado à oração, exposição e preservação das santas tradições da Igreja.

Erratas, mas também ideias e sugestões podem ser feitas por e-mail ( info@tesourofieis.com ) ou no GitHub ( https://github.com/ofrades/tesourofieis ), onde é possível ver o texto e alterar ficheiros.


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sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Conselhos do Catecismo de São Pio X

Que deve fazer um bom cristão, pela manhã, apenas acorda? 


Um bom cristão, pela manhã, apenas acorda, deve fazer o sinal da Cruz, e oferecer o coração a Deus, dizendo estas ou outras palavras semelhantes: Meu Deus, eu vos dou o meu coração e a minha alma.

À noite, antes de deitar, que devemos fazer? 

À noite, antes de deitar, convém pôr-nos, como pela manhã, na presença de Deus, recitar devotamente as mesmas orações, fazer um breve exame de consciência, e pedir perdão a Deus dos pecados cometidos durante o dia.


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Os Mártires São Cosme e Damião

Cosme e Damião eram irmãos gémeos e cristãos. Nasceram na Arábia e viveram na Ásia Menor, Oriente. Desde muito jovens, ambos manifestaram um enorme talento para a medicina. Estudaram e diplomaram-se na Síria, exercendo a profissão de médico com muita competência e dignidade. Inspirados pelo Espírito Santo, usavam a Fé aliada aos conhecimentos científicos. Com isso, os seus tratamentos e curas a doentes, muitas vezes à beira da morte, eram vistos como verdadeiros milagres.

Deixavam pasmos os mais cépticos dos pagãos, pois não cobravam absolutamente nada por isso. A riqueza que mais os atraía era fazer de sua arte médica também o seu apostolado para a conversão dos pagãos, o que, a cada dia, conseguiam mais e mais.

Isso despertou a ira do Imperador Diocleciano, implacável perseguidor do povo cristão. Na Ásia Menor, o governador deu ordens imediatas para que os dois médicos cristãos fossem presos, acusados de feitiçaria e de usarem meios diabólicos nas suas curas.

Mandou que fossem barbaramente torturados por se negarem a aceitar os deuses pagãos. Em seguida, foram decapitados, no séc. IV. Isto aconteceu em Ciro, cidade vizinha a Antioquia, Síria, onde foram sepultados. 

Quando o Imperador Oriental Justiniano, por volta do ano 530, ficou gravemente enfermo, deu ordens para que se construísse, em Constantinopla, uma grandiosa igreja em honra dos dois irmãos. A fama dos dois correu também rapidamente pelo Ocidente. Entre os anos 526 e 530, o Papa Félix IV mandou construir uma Basílica que lhes foi dedicada.

Os nomes de São Cosme e São Damião são pronunciados inúmeras vezes, todos os dias, no Mundo inteiro, porque, a partir do século VI, foram incluídos no cânone da Santa Missa, fechando o elenco dos mártires citados. Os santos Cosme e Damião são venerados como padroeiros dos médicos, dos farmacêuticos e das faculdades de medicina.

in ofielcatolico.com.br


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quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Ordenações 2019 no Instituto Cristo Rei e Sumo Sacerdote



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Concílio de Vienna contra a invocação pública do sacrílego nome de Maomé

É um insulto ao nome santo e uma desgraça para a fé cristã que em certas partes do mundo, sob o governo de príncipes cristãos, em que vivem os sarracenos, às vezes separadamente, às vezes em união com os cristãos, os sacerdotes sarracenos, comumente chamados zabazala, nos seus templos ou mesquitas, onde os sarracenos se reúnem para adorar o infiel Maomé, com veemência invoquem e exaltem o seu nome a cada dia e em determinadas horas do alto de um lugar. 

Isto traz descrédito à nossa fé e causa grande escândalo aos fiéis. Estas práticas não podem ser toleradas sem que desagrademos à Majestade Divina. Portanto, com a aprovação do sagrado Concílio, Nós proibimos estritamente a partir de agora essas práticas em terras cristãs. 

Ordenamos aos príncipes católicos, a todos e a cada um: Devem erradicar essa ofensa de uma vez por todas dos seus territórios e assegurarem-se que os seus súbditos façam o mesmo, para que assim obtenham a recompensa da felicidade eterna. Eles devem proibir expressamente a invocação pública do sacrílego nome de Maomé. Aqueles que presumem actuar de outra maneira devem ser castigados pelos príncipes por sua irreverência, para que os outros possam sentir-se desalentados a tal atrevimento.


Papa Clemente V - Concílio de Vienna (1311-1312)


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quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Prudência com os amigos

Não abandones um velho amigo, porque o novo não será como ele.
Vinho novo, amigo novo; se o deixares envelhecer, bebê-lo-ás com prazer.
Não invejes o êxito do pecador, pois não sabes qual será a sua ruína.
Não te alegres com a satisfação dos ímpios; lembra-te de que serão punidos antes de irem para a morada dos mortos.

Afasta-te do homem que tem o poder de matar e assim não saberás o que é temer a morte.
Mas, se te aproximares dele, não cometas falta, não aconteça que ele te tire a vida.
Fica sabendo que caminhas entre armadilhas, e andas no alto das muralhas da cidade.
Tanto quanto possível, procura o teu próximo, e aconselha-te com os sábios.

A tua conversação seja com os sensatos, e todo o teu discurso seja conforme à lei do Altíssimo.
Homens virtuosos sejam os teus comensais, e a tua glória, o temor do Senhor. 
O artista é louvado pela obra das suas mãos, o príncipe do povo, pela sabedoria dos seus discursos.
É coisa terrível na cidade o homem linguareiro, e o homem precipitado no falar, torna-se odioso.

in Livro de Ben Sira 9, 10-18


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Cardeal Burke e D. Athanasius publicam texto sobre o que significa ser fiel ao Papa

Nenhuma pessoa honesta pode continuar a negar a confusão doutrinária quase geral que reina hoje em dia na vida da Igreja. Isto deve-se, em particular, às ambiguidades acerca da indissolubilidade do matrimónio, que tem vindo a ser relativizada pela prática da admissão à Santa Comunhão de pessoas que coabitam em uniões irregulares; deve-se à crescente aprovação de actos homossexuais, intrinsecamente contrários à natureza e à vontade revelada de Deus; deve-se a erros a respeito do carácter único de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Sua obra redentora, que vem sendo relativizado através de afirmações errada sobre a diversidade das religiões; e, em especial, deve-se ao reconhecimento de diversas formas de paganismo e das respectivas práticas rituais em virtude do Instrumentum Laboris para a próxima Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região Pan-Amazónica.


Tendo em conta esta realidade, a nossa consciência não nos permite ficarmos em silêncio. Nós, como irmãos no Colégio dos Bispos, falamos com respeito e amor, a fim de que o Santo Padre possa rejeitar inequivocamente os evidentes erros doutrinários do Instrumentum Laboris para a próxima Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região Pan-Amazónica e não consinta a abolição na prática do celibato sacerdotal na Igreja Latina, mediante a aprovação da ordenação dos - assim chamados - “viri probati”.

Com a nossa intervenção, como pastores do rebanho, expressamos o nosso grande amor pelas almas, pela pessoa do próprio Papa Francisco e pelo dom divino do Ofício Petrino. Se não o fizéssemos, cometeríamos um grande pecado de omissão e de egoísmo. Pois, se ficássemos calados, teríamos uma vida mais tranquila e, quiçá, receberíamos até honras e reconhecimentos. No entanto, se ficássemos calados, violaríamos a nossa consciência. 

Neste contexto, vêm-nos à mente as palavras sobejamente conhecidas do futuro santo, o Cardeal John Henry Newman (que será canonizado no dia 13 de Outubro de 2019): «Brindarei – ao Papa, com a sua licença –, mas, ainda assim, brindarei primeiro à Consciência, e só depois ao Papa» (Uma carta endereçada ao duque de Norfolk por ocasião da recente repreensão do Sr. Gladstone). Vêm-nos outrossim à mente estas outras palavras memoráveis e pertinentes de Melchior Cano, um dos bispos mais doutos do Concílio de Trento: “Pedro não precisa da nossa adulação. Aqueles que defendem cega e indiscriminadamente cada decisão do Sumo Pontífice são os que mais prejudicam a autoridade da Santa Sé: em vez de fortalecerem, eles destroem os seus fundamentos”.

Nos últimos tempos, criou-se uma atmosfera de quase total infalibilização das declarações do Romano Pontífice, ou seja, de cada uma das palavras do Papa, de cada um dos seus pronunciamentos e de documentos meramente pastorais da Santa Sé. Na prática, já não se observa a regra tradicional de distinguir os diferentes níveis dos pronunciamentos do Papa e dos seus serviços com as respectivas notas teológicas e o correspondente grau da obrigação de adesão por parte dos fiéis.

Apesar do diálogo e dos debates teológicos terem sido incentivados e promovidos na vida da Igreja nas últimas décadas após o Concílio Vaticano II, em nossos dias, parece não haver mais qualquer possibilidade de um debate intelectual e teológico honesto ou da expressão de dúvidas sobre afirmações e práticas que ofuscam e prejudicam seriamente a integridade do Depósito da Fé e da Tradição Apostólica. Uma tal situação conduz à desconsideração da razão e, portanto, da própria verdade.

Aqueles que criticam as nossas expressões de preocupação recorrem apenas a argumentos sentimentais ou de poder. Tudo indica que eles não querem entrar numa discussão teológica séria sobre o assunto. A respeito disto, parece que, muitas vezes, a razão é simplesmente ignorada e o raciocínio suprimido.

Uma expressão sincera e respeitosa de preocupação em relação a assuntos de grande importância teológica e pastoral na vida actual da Igreja, dirigida também ao Sumo Pontífice, é imediatamente esmagada e vista sob uma luz negativa com reprovações difamatórias dizendo que “semeia dúvidas”, que é “contra o Papa”, ou até que é “cismática”.

A Palavra de Deus ensina-nos, por meio dos Apóstolos, a mantermos a certeza, a sermos firmes e inabaláveis acerca das verdades universais e imutáveis da nossa Fé e a guardarmos e protegermos a Fé diante dos erros, na senda do que escreveu São Pedro, o primeiro Papa: «Tomai cuidado para que não caiais da vossa firmeza, levados pelo erro de homens ímpios» (2Pd 3, 17). São Paulo, por seu lado, também escreveu: «Não continuemos crianças ao sabor das ondas, agitados por qualquer sopro de doutrina, ao capricho da malignidade dos homens e dos seus artifícios enganadores. Mas, pela prática sincera da caridade, cresçamos em todos os sentidos, naquele que é a Cabeça, Cristo» (Ef 4, 14-15).

É preciso ter em mente o facto de que o Apóstolo Paulo reprovou publicamente o primeiro Papa em Antioquia numa questão de menor gravidade, se comparamos com os erros que hoje em dia se espalham na vida da Igreja. São Paulo advertiu publicamente o primeiro Papa por causa do seu comportamento hipócrita e do consequente perigo de questionar a verdade que diz que as prescrições da lei mosaica não são obrigatórias para os cristãos. 

Como reagiria hoje o apóstolo Paulo se lesse a frase do documento de Abu Dhabi que diz que Deus, na sua sabedoria, quer igualmente a diversidade de sexos, nações e religiões (entre as quais existem religiões que praticam a idolatria e blasfemam Jesus Cristo)! Tal afirmação representa uma relativização do carácter único de Jesus Cristo e da sua obra redentora! O que diriam São Paulo, Santo Atanásio e as outras grandes figuras do cristianismo ao ler essa frase e os erros expressos no Instrumentum laboris para a próxima Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Pan-Amazónia? É impossível pensar que essas figuras permaneceriam em silêncio ou se deixariam intimidar com censuras e acusações de falar “contra o Papa”.

Quando, no século VII, o Papa Honório I mostrou uma atitude ambígua e perigosa em relação à propagação da heresia do monotelismo – que negava que Cristo tivesse uma vontade humana –, Santo Sofrónio, Patriarca de Jerusalém, enviou um Bispo da Palestina a Roma, pedindo-lhe que falasse, rezasse e não ficasse em silêncio até que o Papa condenasse a heresia. Se Santo Sofrónio vivesse hoje, ele certamente seria acusado de falar “contra o Papa”.

A afirmação sobre a diversidade de religiões no documento de Abu Dhabi e, especialmente, os erros no Instrumentum Laboris para a próxima Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Pan-Amazónia contribuem para uma traição da singularidade incomparável da Pessoa de Jesus Cristo e da integridade da Fé Católica. E isto acontece diante dos olhos de toda a Igreja e do mundo. 

Situação semelhante existia no século IV, quando, com o silêncio de quase todo o episcopado, a consubstancialidade do Filho de Deus foi traída em favor de afirmações doutrinárias ambíguas de semi-arianismo, uma traição na qual até o Papa Libério participou durante um breve tempo. Santo Atanásio nunca se cansou de denunciar publicamente tal ambiguidade. Foi excomungado pelo Papa Libério no ano 357 “pro bono pacis”, isto é, “para o bem da paz”, para ter paz com o imperador Constâncio e os bispos semi-arianos do Oriente. Santo Hilário de Poitiers relatou esse facto e repreendeu o Papa Libério pela sua atitude ambígua. É significativo que o Papa Libério, ao contrário de todos os seus antecessores, tenha sido o primeiro Papa cujo nome não foi incluído no Martirológio Romano.

A nossa declaração pública segue estas palavras do Santo Padre, o Papa Francisco: «Uma condição geral de base é a seguinte: falar claro. Que ninguém diga: “Isto não se pode dizer; pensará de mim assim ou assim…”. É necessário dizer tudo o que se sente com parrésia. Depois do ultimo Consistório (Fevereiro de 2014), no qual se falou sobre a família, um Cardeal escreveu-me dizendo: é uma lástima que alguns Purpurados não tenham tido a coragem de dizer certas coisas por respeito ao Papa, julgando talvez que o Papa pensasse de outra maneira. Isto não está bem, isto não é sinodalidade, porque é necessário dizer tudo aquilo que, no Senhor, sentimos que devemos dizer: sem hesitações, sem medo» (Saudação aos Padres do Sínodo durante a Primeira Congregação Geral da Terceira Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, 6 de Outubro de 2014).

Afirmamos na presença de Deus que nos julgará: somos amigos verdadeiros do Papa Francisco. Temos uma estima sobrenatural pela sua pessoa e pelo supremo múnus pastoral do Sucessor de Pedro. Rezamos muito pelo Papa Francisco e incentivamos os fiéis a fazer o mesmo. Com a graça de Deus, estamos prontos para dar a vida pela verdade da fé católica sobre o primado de São Pedro e dos seus sucessores, se os perseguidores da Igreja nos pedirem para negar essa verdade. Temos os olhos postos nos grandes exemplos de fidelidade à verdade católica do primado Petrino, como o foram São João Fisher, Bispo e Cardeal da Igreja, e São Tomás More, leigo, e muitos outros santos e confessores, e invocamos a sua intercessão.

Quanto mais os fiéis leigos, os sacerdotes e os bispos mantêm e defendem a integridade do depósito da fé, mais eles apoiam o Papa no seu ministério Petrino. Pois, na Igreja, o Papa é o primeiro a quem se aplica esta advertência da Sagrada Escritura: «Mantém a forma das sãs palavras que recebeste de mim, na fé e no amor a Jesus Cristo. Guarda o bom depósito que te foi confiado, pela virtude do Espírito Santo que habita em nós» (2Tim 1, 13-14).

24 de Setembro de 2019. Festa de Nossa Senhora das Mercês.

Raymond Leo Cardeal Burke
Dom Athanasius Schneider

in Fratres in unum


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terça-feira, 24 de setembro de 2019

Em África ainda acreditam na Presença Real de Nosso Senhor




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Nossa Senhora das Mercês, padroeira dos escravos

Nossa Senhora das Mercês é um dos títulos da Virgem Maria.

A devoção originou-se na Espanha, daí também ser conhecida por Nossa Senhora das Mercedes. A Virgem é a protectora dos cristãos cativos dos mouros (muçulmanos) em África, principalmente os marinheiros e mercadores subjugados no Mar Mediterrâneo.  

A Ordem Real e Militar de Nossa Senhora das Mercês da Redenção dos Cativos, ou simplesmente Ordem de Nossa Senhora das Mercês foi fundada por São Pedro Nolasco e São Raimundo de Peñafort, em 1223, por ocasião da libertação dos escravos cristãos, tendo generalizado-se  sua festa na Igreja em 1696.

Foi no dia primeiro de agosto de 1223 que São Pedro Nolasco foi agraciado com uma Aparição de Nossa Senhora, a qual lhe indicou os meios para libertar os cristãos das mãos dos mouros. A França, na época, era palco de graves desordens devido aos abusos dos albigenses, que infestavam todo o sul do país. Achava-se Pedro associado ao conde Simão de Monfort, comandante do exército católico e com ele lhe chegou à Espanha, onde lhe foi confiada a educação do príncipe Jaime de Aragão. Investiu toda a sua fortuna e arrecadou somas avultadas com pessoas caridosas, a fim de resgatar cristãos escravos que tiveram a infelicidade de cair em poder dos muçulmanos.

Maria Santíssima, mostrando grande satisfação pelo bem que fizera aos cristãos, deu-lhe a ordem de fundar uma congregação como fim determinado da Redenção dos cativos. Pedro comunicou isso a São Raimundo de Peñafort, seu confessor e ao Rei Jaime, e grande surpresa teve, quando deles soube, que ambos, na mesma noite, haviam tido a mesma aparição. foi criada a Ordem de Nossa Senhora das Mercês, e Pedro foi nomeado o grão-mestre da Ordem, sendo depois canonizado com o nome de São Pedro Nolasco. Foi elaborada a constituição da regra da nova Ordem, que teve gratíssimo acolhimento do povo e dos nobres. Já em 1235, uma nova regra obteve aprovação da Santa Sé. Deste modo, a devoção à Virgem das Mercês foi-se espalhando por toda a Europa.  

A devoção chegou a Portugal, onde se difundiu de Alenquer para Santarém e para Lisboa, e foi levada pelos frades mercedários para o Brasil, onde floresceram diversas confrarias, formadas principalmente por escravos, os quais consideravam Nossa Senhora das Mercês padroeira da sua libertação.

in Pale Ideas 


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A última Missa do Padre Pio



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segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Satanás no confessionário do Padre Pio

Hoje é dia de São Pio de Pietrelcina, mais conhecido por Padre Pio. Este grande santo do século XX tinha multidões à sua procura, mas apesar disso foi sempre muito humilde. Foi incompreendido e injustamente perseguido pelos próprios superiores, mas apesar disso foi sempre muito obediente. 

Era um grande místico, foi muitas vezes atacado pelo demónio. Tinha os estigmas (as chagas do crucificado), que sangravam constantemente. Tinha também o dom da ubiquidade (ou bilocação), sendo visto por testemunhas em sítios diferentes à mesma hora. Além disso tinha o dom de saber os pecados das pessoas, alertando quando se esqueciam de confessar algum pecado e tendo confessado o próprio Pai no leito de morte dizendo os seus pecados quando este já não o conseguia fazer.

Passava horas a fio no confessionário e vinham pessoas de muito longe para se confessarem ao Santo, cuja fama ultrapassara há muito as fronteiras italianas. Um dia foi lá o próprio demónio, e eis como o Padre Pio conta o episódio:

«Um dia, estava eu a ouvir confissões, um homem veio para o confessionário onde eu estava. Ele era alto, esbelto, vestido com refinamento, era cortês e amável. Começou a confessar os seus pecados, que eram de todo tipo: contra Deus, contra os homens e contra a moral. Todos os pecados eram aberrantes!

Por cada acusação, depois da minha correcção fazendo uso da Palavra de Deus, o Magistério da Igreja e a moral dos santos, este enigmático penitente opunha-se às minhas palavras justificando, com habilidade extrema e cortesia, todo o tipo de pecado. E isto não só para os pecados contra Deus, Nossa Senhora e os santos, que indicava de forma irreverente sem nunca dizer os seus nomes, mas também para os pecados que eram os mais sujos que é possível imaginar.

As respostas que este desconhecido dava à minha argumentação, com hábil subtileza e fina malícia impressionaram-me. Comecei a perguntar-me “Quem é este? De que mundo vem? Quem será? E tentei olhar bem para ele, ler alguma coisa na sua face; ao mesmo tempo concentrei-me em cada palavra para dar-lhe o juízo correcto que merecia.

Mas de repente através de uma luz interna vívida e brilhante eu reconheci claramente quem ali estava. Com voz forte e imperiosa ordenei-lhe: "Diga Viva Jesus, Viva Maria" Assim que pronunciei estes doces e poderosos nomes, Satanás desapareceu imediatamente numa nuvem de fogo, deixando um fedor insuportável.»

João Silveira


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domingo, 22 de setembro de 2019

Quando a Fraternidade de São Pedro visitou a Cartuxa

Sacerdotes e seminaristas do Seminário da Fraternidade Sacerdotal de São Pedro na Alemanha (Wigratzbad) visitam a Cartuxa de Buxheim, em Memmingen.











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O Pastor Protestante, o Bispo Católico e a Missa

Uma vez, o meu Bispo contou-me a conversa que teve com um pastor Protestante:

- Acredita realmente que a Eucaristia é mesmo Jesus e não apenas um símbolo?, perguntou o pastor.

- É isso mesmo!, respondeu o meu Bispo. Em que é que acredita?

- Eu acho que é só um símbolo. Mas digo-lhe uma coisa: se eu acreditasse que é mesmo Jesus que está ali, estaria disposto a rastejar sobre vidros para O receber.

Matt Fradd


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sábado, 21 de setembro de 2019

A incompatibilidade entre homens e mulheres - Fulton Sheen



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São Mateus, Apóstolo e Evangelista

Banhada pelas águas do lago Genesaré, cortada pelas principais estradas do país, sede das casas comerciais as mais importantes, assim era Cafarnaum,  uma das cidades mais florescentes da Palestina. No tempo de Jesus Cristo a Palestina era uma província romana, e onerosos eram os impostos e direitos aduaneiros que pesavam sobre os judeus.  A cobrança destas contribuições obrigatórias era feita geralmente por rendeiros públicos, homens especuladores, verdadeiros esfoladores e sanguessugas do povo, e por isto mal vistos e odiados. Já o nome de Publicano, isto é, pecador público, excomungado, que se lhes dava, não deixava dúvida sobre a má fama de que tais homens gozavam.

Vivia em Cafarnaum Levi, filho de Alfeu, que mais tarde mudou o nome em Mateus, dom de Deus. Cafarnaum era a cidade pela qual Jesus Cristo mostrava grande simpatia, tanto que os santos Evangelhos chamam-na a Sua cidade. Na sinagoga ou na praia do lago, doutrinou frequentemente e curou muitos doentes.

Foi numa dessas ocasiões que Jesus, tendo pregado na praia, passou perto do telónio de Levi, parou e disse: "Segue-me". Levi levantou-se imediatamente, abandonou o rendoso negócio, mudou de nome e de vida. Não é provável que esta mudança tão radical tenha sido fruto de um entusiasmo espontâneo. É antes, de se supor, que Levi tenha tomado essa resolução devido ao que vira e ouvira, de modo que o convite positivo do divino Mestre lhe tenha pôsto têrmo às últimas dúvidas sobre a orientação da sua vida futura. Diz São Jerónimo que Levi,  vendo Nosso Senhor, ficou atraído pela divina majestade que fulgurava nos olhos de Jesus Cristo. Converteu-se Levi, diz Beda o Venerável,  porque Aquele que o chamou pela palavra, lhe dispôs o coração pela graça divina.

Mateus deu em seguida um grande banquete de despedida aos amigos e colegas, e convidou também Jesus e os discípulos. Os fariseus e escribas que, com olhos de lince observavam todos os gestos do Mestre, vendo que este aceitara o convite, acusaram-no dizendo: "Este homem anda com publicanos e pecadores e banqueteia-se com eles!". Também os discípulos de Jesus tiveram de ouvir repreensões: "Como é que o vosso Mestre se senta à mesa com os pecadores?".  Jesus, porém, respondeu-lhes:  "Não são os sãos, mas sim os doentes, que necessitam do médico. Não vim para chamar os justos, senão os pecadores".  Daí em diante Mateus foi um dos discípulos mais dedicados ao divino Mestre, e seguiu-o por toda a parte. 

Logo depois da Ascensão de Jesus Cristo e da vinda do Espírito Santo, Mateus, junto com os outros Apóstolos, pregou o Santo Evangelho nas províncias da Palestina e, com os demais Apóstolos, julgou-se feliz em poder sofrer injúria por amor de Jesus. Foi São Mateus, de entre os Apóstolos, o primeiro que escreveu um relatório da vida e morte de Jesus Cristo, dando a este livro o título de "Evangelho", que significa: "boa nova". Este Evangelho foi escrito em sírio-caldaico, para o uso dos primeiros cristãos da Palestina. São Bartolomeu levou consigo uma cópia para as Índias.

Quando os Apóstolos se espalharam por todo o mundo, São Mateus dirigiu-se para a Arábia e Pérsia, onde sofreu cruéis perseguições pelos sacerdotes indígenas. São Clemente de Alexandria diz que São Mateus era homem de mortificação e penitência, e alimentava-se só de ervas, raízes e frutas. Sofreu maus tratos na cidade de Mirmene.

Os pagãos arrancaram-lhe os olhos e, preso com algemas, esperou no cárcere o dia em que devia ser sacrificado aos deuses, por ocasião da grande festa idólatra. Deus, porém,  não abandonou o seu servo;  mandou-lhe um Anjo que lhe curou a vista e o libertou da prisão. São Mateus seguiu então para a Etiópia. Também lá o demónio quis tolher-lhe os passos.  Dois feiticeiros de grande fama opuseram-se-lhe,  mas São Mateus venceu-os pela força esmagadora dos argumentos e pelos milagres que fazia, em nome de Jesus Cristo.  Removido este obstáculo,  o povo aceitou a religião de Deus humanado.

Foi por intermédio do eunuco da rainha Candace, o mesmo que São Filipe baptizou, que São Mateus obteve entrada no palácio real. Lá havia grande luto pela morte do jovem príncipe herdeiro Eufranon. São Mateus, tendo sido chamado ao palácio, fez o defunto ressurgir, milagre este que encheu a todos de admiração.  O Rei, em sinal de alegria e gratidão, mandou arautos por todo o país deitarem pregão da seguinte ordem: "Súbditos! Vinde todos à capital ver um deus, que apareceu entre nós, em forma humana!"

Afluíram aos milhares os súbditos de todas as partes do reino, trazendo perfumes e incenso, para serem oferecidos ao deus que tinha aparecido. Mateus, porém, esclareceu-os dizendo:"Eu não sou Deus, como julgais que seja, mas servo de Jesus Cristo, Filho de Deus vivo;  foi em Seu Nome que fiz o filho do vosso Rei ressuscitar; foi Ele que me enviou a vós, para vos pregar a Sua doutrina e vos trazer a Sua graça e salvação".  Essas palavras tiveram bom acolhimento e a maior parte do povo converteu-se à religião de Jesus Cristo.  A Igreja da Etiópia chegou a ser uma das mais florescentes dos tempos apostólicos. O rei Egipto e família eram cristãos fervorosíssimos, tanto que Efigénia, a filha mais velha, fez voto de castidade perpétua e a seu exemplo, muitas filhas das famílias mais ilustres consagraram-se a Deus, numa vida de perfeição cristã.

Com a morte do Rei subiu ao trono o seu sobrinho Hírtaco, o qual, para estabelecer o governo sobre bases mais sólidas, pediu Efigénia em casamento. Esta recusou, alegando o voto feito a Deus. Hírtaco, não se conformando com esta resposta, exigiu que São Mateus fizesse valer a autoridade de Bispo, para que se realizasse o enlace desejado. São Mateus declarou ao Príncipe não ter competência Para envolver-se no caso. 

Vendo-se assim profundamente contrariado nos seus planos, Hírtaco deu ordem aos soldados de fazer desaparecer o Apóstolo. Esta ordem foi executada na igreja onde São Mateus celebrava a Missa. Pondo de lado o respeito devido ao lugar e à pessoa do santo Apóstolo, os sicários do Rei mataram-no no próprio altar. 

O corpo do Santo Mártir foi durante muito tempo objecto de grata veneração do povo cristão da capital. No ano de 930, foi transportado para Salerno (Itália) onde São Mateus até hoje é festejado como padroeiro da cidade.      

in Página do Oriente


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