É bem sabido que grande parte do que aprendemos sobre a vida espiritual vem da vida dos Santos, que são aquelas pessoas que a Igreja aponta como verdadeiros instrumentos de Deus. Olhando para as suas vidas, vemos que foram pessoas como nós, cheios de dificuldades, mas que souberam ultrapassá-las em todos os momentos pela sua confiança em Deus.
Uma das características mais comuns em todos os Santos é o facto de não terem medo de nada, porque eram verdadeiramente livres. Aliás, basta ler as actas dos martírios dos primeiros cristãos para perceber isto, mas também serve a vida de qualquer santo da actualidade, como o quase-São João Paulo II.
No entanto, tendo isto em mente, é muito curioso ler uma pequena parte de uma entrevista que fizeram a Santa Bernadette Soubirous, a menina a quem Nossa Senhora apareceu em Lourdes.
A irmã Bernardette estava no convento em Neveres, no ano de 1870, e a guerra estava prestes a começar no Norte da França, onde os soldados alemães da Prússia marchavam em direcção a Paris. A primeira versão impressa deste relato, publicada enquanto Santa Bernadette ainda estava viva, é a seguinte. Um visitante veio ter com ela e fez-lhe estas questões:- Recebeu, na gruta de Lourdes, ou depois disso, alguma revelção relacionada com o futuro e o destino da França? A Santíssima Virgem não lhe deixou nenhum aviso para a França, nenhum perigo?- Não- Os soldados da Prússia estão às nossas portas; isso não lhe causa medo?- Não.- Então não há nada para ter medo?- Eu só tenho medo dos maus Católicos.- Não tem medo de mais nada?- Não, de mais nada.
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