terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Os namorados devem viver juntos? Não é boa ideia, dizem os especialistas

Devem ir morar com o vosso namorado? Parece uma boa ideia porque querem conhecer mesmo bem a pessoa antes de lhe entregar a vossa vida. A maior parte dos namorados que vivem juntos e pensam casar vêem este esquema como uma boa maneira de experimentar, uma forma de terem a certeza de que são compatíveis antes de darem o nó. Afinal de contas, quem é que quer passar por um divórcio?

Pondo de parte todos os factores espirituais relacionados com o sexo antes do casamento, devíamos dar uma olhadela ao que os investigadores descobriram sobre viver juntos antes do casamento. Dois investigadores resumiram os seus resultados de muitos estudos ao dizer que "a expectativa de uma relação positiva entre a união de facto e a estabilidade do matrimónio foi destruída nos últimos anos por estudos feitos em vários países do Ocidente."[1] O que os estudos descobriram é isto: se não se querem divorciar, não vivam juntos até se casarem.

Porque é que é assim? Pensem nos seguintes factos sobre viver juntos antes do casamento: a maior parte dos casais que vivem juntos acabam por nunca se casar, mas os que realmente se casam têm uma taxa de divórcio de quase 80% mais alta do que os que esperaram até ao casamento para viverem juntos.[2] 

Os casais que viveram juntos antes do casamento também têm mais conflitos no matrimónio e pior comunicação, e vão mais frequentemente aos conselheiros de matrimónios.[3] 

As mulheres que viveram com outra pessoa antes do casamento têm uma probabilidade três vezes maior para enganar os seus maridos dentro do casamento.[4] O Departamento de Justiça dos EUA descobriu que as mulheres que vivem com o namorado antes do casamento têm sessenta e duas vezes mais probabilidade de serem agredidas pelo namorado-lá-de-casa do que por um marido.[5] 

Além disso têm três vezes mais probabilidade de ficarem deprimidas do que as mulheres casadas,[6] e os casais têm menor satisfação sexual do que os que esperaram por casar.[7]

Do ponto de vista da duração do matrimónio, paz no matrimónio, fidelidade no matrimónio, segurança física, bem-estar emocional e satisfação sexual, a união de facto não é bem a receita para a felicidade. Até o USA Today diz: "Poderá isto ser verdadeiro amor? Façam o teste no namoro, não a viver juntos antes do casamento."[8] Mesmo que não pensem que o vosso namorado vai ser um abusador ou que vão ficar deprimidas, as taxas de divórcio falam por si mesmas.

Como todos nós, vocês sonham com um amor que dura. Se querem mesmo fazer essa relação durar, salvem o vosso casamento antes dele começar e não vão viver com o vosso namorado antes do casamento.

in ChastityProject.com

[1]. William G. Axinn and Arland Thornton, “The Relation Between Cohabitation and Divorce: Selectivity or Casual Influence?” Demography 29 (1992), 357–374.
[2]. Cf. Bennett, et al., “Commitment and the Modern Union: Assessing the Link Between Premarital Cohabitation and Subsequent Marital Stability,” American Sociological Review 53:1 (February 1988), 127–138.
[3]. Elizabeth Thompson and Ugo Colella, “Cohabitation and Marital Stability: Quality or Commitment?” Journal of Marriage and the Family 54 (1992), 263; John D. Cunningham and John K. Antill, “Cohabitation and Marriage: Retrospective and Predictive Consequences,” Journal of Social and Personal Relationships 11 (1994), 90.
[4]. Koray Tanfer and Renata Forste, “Sexual Exclusivity Among Dating, Cohabiting, and Married Women,” Journal of Marriage and Family (February 1996), 33–47.
[5]. Chuck Colson, “Trial Marriages on Trial: Why They Don’t Work,” Breakpoint, March 20, 1995.
[6]. Lee Robins and Darrell Regier, Psychiatric Disorders in America: The Epidemiologic Catchment Area Study (New York: Free Press, 1991), 64.
[7]. Marianne K. Hering, “Believe Well, Live Well,” Focus on the Family, September 1994, 4.
[8]. William Mattox, Jr., “Could This be True Love? Test It with Courtship, Not Cohabitation,” USA Today, February 10, 2000, 15A (usatoday.com).


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3 comentários:

Anónimo disse...

Increasing confusion inside the Catholic Church:

https://agendaeurope.wordpress.com/2017/02/21/increasing-confusion-inside-the-catholic-church/#more-6509

francisco disse...

Mesmo ficando pela lógica humana, não considerando a doutrina católica e a dimensão divina vêmos que viver juntos no namoro vai contra a dignidade humana. O ser Humano não é um objecto que possa ser exprimentado para ver se serve e se não servir ser substituido por outro.
A fase do namoro deverá servir para avaliar a compatibilidade do projecto de vida, a dimensão do amor, aspirações e desejos.
No matrimónio a dimensão de vida vai muito para além da satisfação de necessidades, vai muito para além do eu. É uma partilha e entrega de amor com ligação a Deus.
É claro que esta dimensão é dificil de compreender quando é apenas considerada a poucas semanas do casamento, é algo que deve ser ensinado desde a adolescência.
Cristo chama-nos para um dignidade maior do que a do Homens, não nos deixemos ficar pela lógica deste mundo e presos ao pecado. Cristo pede que nos levantemos, elevai-vos à dignidade de filhos de Deus, sede perfeitos como o vosso Pai é perfeito, diz-nos. A nossa alma, todo o nosso ser tem uma dimensão maior do que este mundo. Tenhamos amor por nós próprios e caminhemos para sermos filhos de Deus.
Mesmo no maior mandamento da lei de Deus Cristo refere a importância do amor a nós mesmos «amar o próximo como a ti mesmo».
Elevemo-nos e aspiremos a mais, não tenhamos medo.

OpusV disse...

Gostaria de saber qual a veracidade do texto, que duvido que tenha alguma. Isto é muito bonito, mas para casar é necessário haver certas condições, e ninguém pensa nisso. O matrimónio pela Igreja siginifica que os noivos querem assumir o compromisso com Deus, não para seguir doutrinas obsoletas, viver juntos num prisma de amor e facilitar a vida em termos financeiros não é pecado em lado nenhum. É pena haver setores escondidos da igreja que sigam doutrinas ultrapassadas e que foram modificadas. Dou um exemplo, S. José Maria Escrivá nunca ensinou a politica do capitalismo, mas hoje em dia os seus "seguidores" fazem culto aos euros.
Digo uma coisa muito importante às pessoas que pensam assim, Cristo viveu na pobreza e simplicidade.