quarta-feira, 13 de março de 2024

Sodoma Supplicans põe fim ao diálogo com a Igreja Copta

Na sua sessão plenária, a Igreja Ortodoxa Copta decidiu suspender o diálogo com a Igreja Católica. Os coptas são a principal igreja ortodoxa do Egipto. Historicamente, o cisma veio da negação da natureza humana de Cristo.

A reunião contou com a participação de 110 dos seus 133 bispos. Foi liderada pelo Papa Tawadros II, a quem foi permitido celebrar uma liturgia na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma, no ano de 2018.

Citando as Escrituras, os coptas reafirmam a sua firme oposição à homossexualidade. Explicam que "qualquer bênção de tais relações, seja de que tipo for" é "uma bênção para o pecado" e "isto é inaceitável".

Frase-chave: "Foi decidido suspender o diálogo teológico com a Igreja Católica, reavaliar os resultados do diálogo alcançado desde o seu início, há vinte anos, e estabelecer novas normas e mecanismos para a continuação do diálogo".

adaptado de gloria.tv


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terça-feira, 12 de março de 2024

A Missa Tridentina não é Tridentina

O Missal de São Pio V (N.T.: por vezes chamada Missa Tridentina) é essencialmente o Sacramentário Gregoriano (N.T.: do Papa São Gregório Magno +604 d.C.), que tomou como modelo o livro gelasiano (N.T.: do Papa Gelásio +496 d.C.), que por sua vez depende da colecção leonina (N.T.: do Papa São Leão Magno +461 d.C.).

Podemos encontrar as orações do nosso Cânone (Romano) no tratado 'De Sacramentis' e referências ao mesmo Cânone no séc. IV. Sendo assim, a nossa Missa remonta, sem mudanças essenciais, à epoca na qual se desenvolveu a Liturgia mais antiga de todas.

Padre Adrien Fortescue in 'The Mass: A study of the roman liturgy' 


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São Gregório Magno, Papa

Gregório Magno, Papa e Doutor da Igreja, nasceu em Roma, no ano 540. O pai, Gordiano, era Senador e, como a mãe, Sílvia, era uma pessoa muito religiosa. De mútuo acordo, Gordiano e Sílvia dedicaram-se ao serviço de Deus, ele abraçando o estado eclesiástico e ela, retirando-se à solidão, para servir unicamente a Deus. Gordiano recebeu o diaconato e prestou grandes serviços como Cardeal-Diácono.

Gregório recebeu uma educação esmerada e distinguia-se entre os companheiros pelo seu saber e pela virtude. Aos 34 anos de idade, o Imperador Justino II nomeou-o Pretor (Primeiro Ministro) de Roma. Nesta elevada posição, deu altas provas de amor à justiça, de humildade e de piedade.

Depois da morte do pai, renunciou o cargo e fundou sete conventos: seis na Sicília e um em Roma. O seu palácio no Monte Célio foi transformado num mosteiro beneditino. Em 575 tomou o hábito da mesma Ordem.

Como religioso, foi modelo para todos nas virtudes da vida monástica. Em certa ocasião, viu Gregório alguns escravos que tinham vindo da Inglaterra. A triste sorte desses infelizes o comoveu profundamente e, sabendo que a Inglaterra estava ainda mergulhada nas trevas do Paganismo, pediu e obteve licença para dedicar-se à obra da missão na Inglaterra.

Não chegara ao termo da viagem, quando uma ordem do Papa Pelágio II o chamou para Roma, onde foi incorporado ao Colégio dos Sete Diáconos da Igreja. Pouco tempo depois, em missão extraordinária, foi mandado a Constantinopla, de onde voltou para atender à vontade dos companheiros de Ordem que o tinham eleito Abade.

Deus, porém, tinha-lhe reservado dignidade maior, Pelágio II morreu em 590. A voz unânime do povo e do clero, na eleição de um sucessor, indicou Gregório; eleição que foi confirmada pelo império. Se bem que tudo fizesse para fugir da grande responsabilidade de Supremo Pastor, Gregório, vendo a inutilidade dos seus esforços, afinal aceitou a nova dignidade, curvando-se perante a evidência da vontade divina.

O pontificado de Gregório traz o estigma da caridade. Caridoso para com todos, era amado como um pai. Ao lado de uma caridade sem par, vemos no caráter deste grande Papa uma firmeza admirável, na defesa da Fé e dos bons costumes cristãos. Assim se opôs energicamente às indevidas imposições do Patriarca de Constantinopla; conseguiu do imperador a revogação de um decreto que excluía funcionários públicos do estado eclesiástico e proibia aos soldados a entrada em uma Ordem religiosa.

Embora de atividade pouco comum, no meio dos negócios da Igreja não perdia de vista a santificação de sua alma.

“Eu estou pronto – assim se exprimia numa carta – para ouvir todos aqueles que me quiserem fazer a caridade de uma repreensão salutar; considero como amigos só aqueles que possuírem a generosidade de indicar-me os meios de purificar minha alma das manchas que possui”.

Amigo das ciências, procurou despertar, principalmente entre o clero, interesse pelo estudo das mesmas. Na ignorância reconhecia a fonte de muitas desordens. O nome de Gregório está intimamente ligado à reforma do Cantochão(1), a música litúrgica da Igreja, que é conhecida também sob o nome de Canto Gregoriano.

A situação geral da Igreja não era lisonjeira e requeria um papa da têmpera de Gregório. Quando tomou as rédeas do governo, a Igreja Oriental estava dividida pelos erros de Nestório e de Eutiques. Gregório reconduziu muitos hereges à Igreja-mãe. A Inglaterra estava nas trevas do Paganismo; Gregório para lá enviou os primeiros missionários. Em Espanha, o Arianismo conseguia implantar-se na alma da nação, graças ao governo dos Visigodos; Gregório restabeleceu lá a Fé Católica em toda a sua pureza. A Igreja da África foi libertada do mal dos Donatistas, e a França deve a Gregório Magno a extirpação do grande pecado da simonia.

Gregório Magno teve ainda tempo para escrever numerosos livros, cheios de sabedoria e santidade. Após um pontificado abençoado de 13 anos, Gregório morreu em 604, aos 64 anos. É um dos quatro doutores latinos, juntamente com Santo Ambrósio, Santo Agostinho e São Jerónimo.

O Diácono Pedro, em quem São Gregório tinha total confiança, afirma ter visto muitas vezes o divino Espírito Santo, em forma de uma pomba branca, descer sobre o Santo Papa. É por este motivo que a arte cristã apresenta São Gregório Magno com uma pomba branca, pairando sobre a sua cabeça.

REFLEXÕES

1. De todos os cargos, os mais penosos são os de superior. O superior que possui, como São Gregório, humildade e caridade, considera-se o último de todos. Não tem orgulho que se impõe imperiosamente, extorquindo o tributo da obediência. Um bom superior prefere pedir a mandar; se o dever lhe impõe usar da autoridade, é com prudência que a ela recorre. Dos seus direitos só faz uso quando o requer a glória de Deus e o bem das almas. Se for necessário infligir castigo a um súdito, humilha-se em espírito, tomando o último lugar entre os seus semelhantes, imitando o exemplo dos Apóstolos, na direção daqueles que lhe são confiados. Se lhe dão o direito de mandar, com São Paulo prefere dizer: “Pela amizade que me tens, pelo coração e a mansidão de Jesus Cristo, eu te peço e conjuro, se me tens amor, que faças isso”. 

Se as circunstâncias exigirem uma repreensão ou um castigo, o superior nada fará sem meditar as palavras do Apóstolo: “Se alguém cair em erro, vós que estais iluminados, procurai instruí-lo no espírito de mansidão; levai antes de tudo em consideração vossa própria fraqueza, para que não vos venham tentações”. Superiores, pais e mães de família, que procederem sempre assim, deixando-se guiar pelo espírito de humildade e caridade, conquistarão os corações, destruirão o pecado e confirmarão a virtude. Os superiores, pais e mães de família que se queixam de desobediência, de falta de respeito e desregramentos dos súditos, devem antes levantar acusações contra si mesmos e examinar a si próprios. 

Quem não aprendeu a ganhar os corações, como Jesus Cristo os ganhava, pela bondade e caridade, e pelo contrário os repele pelo modo áspero com os trata, não deve acusar se não a si próprio. A caridade concilia, agrada, cativa; o rigor, a aspereza e arrogância vexam e irritam, indispõem. “É este o meu mandamento, diz Nosso Senhor, que vos amei”. A caridade de Cristo tinha três qualidades preciosíssimas: era meiga, benevolente e universal.

2. O nome de Gregório Magno se acha intimamente ligado ao canto sacro. Nada nos obriga a ver nele um grande compositor de músicas litúrgicas; certo é, porém, que pôs em ordem os numerosos cânticos litúrgicos então existentes: antífonas, responsórios, ofertórios, aleluias, tractus etc. É bem possível, senão muito provável, que tenha enriquecido com composições de sua lavra o grande tesouro musical que encontrara. Ao canto litúrgico foi dado subsequentemente a denominação de Canto Gregoriano, nome que lhe ficou, sendo-lhe próprio até os nossos dias.

Notas:
1. Cantochão é a denominação aplicada à prática monofônica de canto utilizada nas liturgias cristãs, originalmente desacompanhada. Historicamente, diversas formas de rito cristãos — como a Moçárabe; Ambrosiana ou Gregoriana – organizaram a música utilizada em repertórios, a partir daí intitulados a partir do rito do qual fizessem parte: Canto Gregoriano; Canto Moçárabe e Canto Ambrosiano, por exemplo. Formadas principalmente por intervalos próximos como segundas e terças, melodias do cantochão se desenvolvem suavemente, sendo o ritmo baseado na prosódia dos textos em latim. O cantochão é o principal fundamento da chamada música ocidental, sobre o qual toda a teoria posterior se desenvolve, ao contrário de outras artes que apontam para a época clássica da civilização greco-romana, ou até mesmo fontes anteriores. O cantochão é também a música mais antiga ainda utilizada, sendo cantada não só em Mosteiros mas também por coros de leigos no mundo inteiro.

in Página do Oriente


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Estas são palavras de Jesus, não de fariseus



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segunda-feira, 11 de março de 2024

Março é o mês dedicado a São José

O exemplo de Jesus Cristo, que nesta Terra quis honrar tão grandemente a São José, era bastante para inspirar a todos uma grande devoção a este preclaro Santo. Desde que o Pai Eterno designou São José para fazer as suas vezes juntos de Jesus, Jesus sempre o considerou e o respeitou como pai, obedecendo-lhe pelo espaço de vinte e cinco ou trinta anos: Et erat subditus illis(1) — E estava-lhes sujeito. O que quer dizer que em toda aquela série de anos a única ocupação do Redentor foi obedecer a Maria e a José.

A José competia em todo aquele tempo exercer o ofício de governar, como cabeça que era da pequena família; a Jesus, como súbdito, o ofício de obedecer. De sorte que Jesus não dava um passo, não praticava coisa alguma, não tomava alimento, não ia repousar, senão segundo as ordens de São José. Punha a mais atenciosa diligência em escutar e executar tudo o que lhe era imposto. — “O meu Filho”, assim revelou o Senhor a Santa Brígida, “era tão obediente, que quando José dizia: Faze isto, ou faze aquilo, logo o executava.” E acrescenta que em Nazaré “Jesus muitas vezes preparava a comida, buscava água, lavava as vasilhas e varria a casa”.

Esta humilde obediência de Jesus ensina-nos que a dignidade de São José é superior à de todos os Santos, excepção feita da divina Mãe. Pelo que um douto autor escreve com razão: “É justíssimo que seja muito honrado pelos homens aquele que de tal maneira foi elevado pelo Rei dos reis.” (2) — O próprio Jesus recomendou a Santa Margarida de Cortona que fosse particularmente devota de São José, por ser ele quem o alimentou durante a sua vida: “Eu quero”, disse-lhe (e imaginemos que nos diz o mesmo), “que cada dia pratiques algum obséquio especial a meu amantíssimo pai nutrício, São José.

Para compreendermos as grandes mercês que São José faz aos seus devotos, basta referir o que a este respeito diz Santa Teresa:

“Não me lembro (é a Santa quem fala) de lhe ter pedido alguma coisa sem que ma tenha obtido. Causaria assombro se eu enumerasse todas as graças que o Senhor me concedeu por intermédio deste Santo, e todos os perigos, tanto para o corpo como para a alma, dos quais me livrou. Aos demais Santos parece que o Senhor lhes deu o serem protectores numa só necessidade particular; a experiência, porém, faz ver que São José é protector universal. Parece que Jesus nos quer dar a entender que, assim como ele na Terra se submeteu voluntariamente a São José, também no Céu faz tudo que o Santo lhe pede. O mesmo experimentaram também outras pessoas, às quais aconselhei que se lhe recomendassem.

“Quisera persuadir a todos (continua a Santa) a serem devotos deste Santo, pela experiência adquirida dos grandes favores que ele obtém de Deus. Não conheço pessoa que honrando-o de uma maneira particular, não se visse progredir muito na virtude. Desde há muitos anos lhe peço, no dia da sua festa, uma graça especial e sempre a tenho conseguido. A quem não me quiser crer, peço pelo amor de Deus que faça a experiência.”

Tomemos São José por nosso especial protector e poderoso intercessor, e não deixemos de nos recomendar-lhe cada dia e várias vezes por dia. Multipliquemos as nossas orações nestes dias de sua festa, pratiquemos em sua honra alguma mortificação e digamos muitas vezes:

† “Lembrai-vos, ó puríssimo Esposo de Maria Virgem, ó doce Protector meu São José, que jamais se ouviu dizer que alguém tivesse invocado a vossa protecção, e implorado o vosso socorro, e não fosse por vós consolado. Com esta confiança, venho à vossa presença, a vós fervorosamente me recomendo. Ah! Não desprezeis a minha súplica, pai putativo do Redentor, mas dignai-vos de a acolher piedosamente. Assim seja.” (3) 

(1) Luc. 2, 51;
(2) Card. Camer;
(3) Indulgência de 300 dias.

Santo Afonso Maria de Ligório in 'Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano' - Tomo II


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domingo, 10 de março de 2024

Cardeal Burke fala sobre a importância da Família na Fé Católica



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O Domingo das Rosas

Na antiguidade Cristã, o dia de hoje era o “Dia das Rosas”, no qual os cristãos se presenteavam mutuamente com as primeiras rosas do Verão. Ainda hoje o Santo Padre benze, neste dia, uma rosa de ouro e a oferece a uma pessoa, ou instituição em sinal de particular atenção. 

A flôr doirada que brilha reflecte a majestade de Cristo, com uma simbologia muito apropriada porque os profetas O chamaram "flôr do campo e o lírio dos vales". A fragrância da rosa, de acordo com o Papa Leão XIII, "mostra o odor doce de Cristo que deve ser difundido extensamente pelos seus seguidores fiéis” (Acta, vol. VI, 104), e os espinhos e o matiz vermelho relembram a Sua paixão". 
A Santa Igreja, como o faz no Advento, interrompe também na Quaresma a sua penitência. Demonstra alegria pelo toque do órgão, pelo enfeite dos altares e pelo rosa dos paramentos. Esta alegria é expressa de igual modo pela própria denominação deste Domingo, chamado de 'Laetare', que significa 'Alegra-te', e que corresponde ao início da antífona deste IV Domingo da Quaresma:

"Alegra-te, Jerusalém! Reuni-vos todos os que amais; entregai-vos à alegria, vós que estivestes na tristeza para que exulteis e vos sacieis na abundância de vossa consolação. Ps. Alegrei-me com o que me foi dito: iremos à casa do Senhor."

D. B. Keckeisen, OSB in Missal Quotidiano, 1947



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sábado, 9 de março de 2024

Nossa Senhora, Medianeira de todas as Graças




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Bispo Strickland pede ao Papa que não deixe os 'homossexuais' vaguear pelo pecado

O Bispo confessor Joseph Strickland escreveu uma carta dirigida a todos os bispos, "incluindo o Papa Francisco, bispo de Roma", exortando-os a regressar a Cristo: "Irmãos, sejamos fortes e claros em todos os ensinamentos da nossa fé Católica".

Monsenhor Strickland proclama a verdade de que Deus nos criou homem e mulher, e que o casamento é um vínculo sagrado entre um homem e uma mulher, comprometidos para a vida e abertos a filhos.

"Comprometamo-nos a nunca deixar aqueles que foram apanhados em pecado sexual de qualquer tipo a vaguear na escuridão de um estilo de vida pecaminoso".

"Sejamos a Igreja que acolhe todos, mas que não abandona ninguém ao pecado e aos caminhos obscuros do mundo".

O Bispo reconhece que "estamos à beira de uma devastação como o mundo nunca viu".

Ele abre os olhos para as forças do mal que pretendem oferecer um novo caminho para a humanidade, que procuram destronar Deus e instalar um governo global no Seu lugar.

A conclusão de Mons. Strickland: "Não é demasiado tarde, mas o tempo é curto para fazermos o nosso trabalho".

in gloria.tv


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sexta-feira, 8 de março de 2024

A separação dos escolhidos dos réprobos no Juízo Final

Exibunt angeli, et separabunt malos de medio iustorum — “Sairão os anjos e separarão os maus do meio dos justos.” (Mat 13, 49)

Sumário. Quando todos os homens estiverem reunidos no vale de Josafá, virão os anjos separar os réprobos dos escolhidos. Estes ficarão à direita e aqueles serão, para sua confusão, impelidos para a esquerda. Oh, que triste separação! Meu irmão, de que lado nos acharemos nesse dia? À direita com os escolhidos, ou à esquerda com os condenados? Se quisermos estar à direita, deixemos o caminho que conduz à esquerda.

Assim que os homens tiverem ressuscitado, ser-lhes-á intimado que se dirijam todos ao vale de Josafá, para serem julgados. Quando todos estiverem ali reunidos, virão os anjos e separarão os réprobos dos escolhidos: Exibunt angeli, et separabunt malos de medio iustorum. Os justos ficarão à direita, e os condenados serão impelidos para a esquerda. — Que mágoa não sentiria quem fosse banido da sociedade ou da Igreja! Mas que dor muito maior não sentirá, quando se vir expulso da companhia dos Santos! Unus assumetur, et alter relinquetur (1) — “Um será tomado, e outro será desprezado”. Diz São Crisóstomo que, se os réprobos não tivessem outra pena a sofrer, esta confusão já seria para eles um suplício infernal.

Actualmente no mundo são julgados felizes os príncipes e os ricos; e são desprezados os santos que vivem na pobreza e humildade. Ó cristãos fiéis, vós que amais a Deus, não vos aflijais porque neste mundo viveis desprezados e em tribulações: Tristitia vestra vertetur in gaudium (2) “A vossa tristeza se há de converter em alegria”. Então se dirá que vós sois os verdadeiros felizes, e tereis a honra de ser proclamados os cortesãos da corte de Jesus Cristo.

Que brilhante figura não fará então um São Pedro de Alcântara, que foi vilipendiado como apóstata! Um São João de Deus, que foi tratado como insensato! Um São Pedro Celestino, que morreu numa prisão depois de ter abdicado o papado! Que honra receberão então tantos mártires, cruciados aqui pelos algozes! Tunc laus erit unicuique a Deo (3) — “Então cada um terá de Deus o louvor”. Que horrível figura, pelo contrário, não fará um Herodes, um Pilatos, um Nero, e tantos outros grandes da terra, agora condenados! — Ó partidários do mundo, espero-vos no vale de Josafá. Aí mudareis sem dúvida de sentimentos; aí deplorareis a vossa loucura. Infelizes! Por uma curta aparição no teatro deste mundo, tendes de fazer depois o papel de condenados na tragédia do juízo final.

Os escolhidos serão colocados à direita, ou antes, segundo o que diz o Apóstolo, para sua maior glória, serão elevados aos ares sobre as nuvens, para irem com os anjos ao encontro de Jesus Cristo, que deve vir do céu: Rapiemur cum illis in nubibus, obviam Christo in aera (4) — “Seremos arrebatados com eles nas nuvens ao encontro de Cristo”. E os condenados, como um rebanho de cabritos destinados ao matadouro, serão impelidos para a esquerda, esperando pelo Juiz, que virá pronunciar publicamente a condenação de todos os seus inimigos. — Meu irmão, de que lado nos acharemos nós nesse dia? À direita com os escolhidos, ou à esquerda com os réprobos?

Ó meu amado Redentor, ó Cordeiro de Deus, que viestes ao mundo, não para castigar, mas para perdoar os pecados: ah! Perdoai-me sem demora, antes que chegue o dia em que deveis ser meu Juiz. Se eu então viesse a perder-me, à vossa vista, ó doce Cordeiro, que me tendes aturado com tanta paciência, a vossa vista seria o inferno do meu inferno. Ah! Perdoai-me, repito, sem demora. Com o socorro da vossa mão misericordiosa, fazei-me sair do precipício onde me fizeram cair os meus pecados. Arrependo-me, ó soberano Bem, de Vos ter ofendido tantas vezes. Amo-Vos, ó meu Juiz, que tanto me haveis amado.

Suplico-Vos pelos méritos da vossa morte, que me deis uma graça tão eficaz, que me torne de pecador em santo. Prometestes atender a quem Vos roga: Clama ad me et exaudiam te (5) — “Clama por mim e Eu te atenderei”. Não Vos peço bens terrenos; peço-Vos a vossa graça, o vosso amor e nada mais. Atendei-me, ó meu Jesus, pelo amor que me dedicastes morrendo por mim na cruz. Meu amado Juiz, sou um culpado, mas um culpado que Vos ama mais que a si próprio. Tende piedade de mim! — Maria, minha Mãe, vinde depressa em meu auxílio, agora que me podeis ainda socorrer. Não me abandonastes quando vivia esquecendo-me de vós e de Deus. Socorrei-me, já que estou resolvido a servir-vos sempre e a nunca mais ofender a meu Senhor. Ó Maria, vós sois a minha esperança. (II 114) 

Santo Afonso in Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano (Tomo I)

1. Mat 24, 40
2. Jo 16, 20
3. 1Cor 4, 5
4. 1Tes 4, 17
5. Jer 33, 3


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Renega-te a ti próprio, toma a tua cruz e segue Jesus

A muitos parece dura esta palavra : «Renega-te a ti próprio, toma a tua cruz e segue Jesus.» 

Por que temes levar a cruz, pela qual se vai ao Reino? Na cruz está a salvação; na cruz, a vida; na cruz, a protecção dos inimigos; na cruz se derrama toda a suavidade do alto; na cruz, a força do espírito; na cruz, a alegria da alma; na cruz, a suprema virtude; na cruz, a perfeição da santidade. Não há salvação da alma nem esperança da vida eterna senão na cruz. Pega, pois, na tua cruz e segue-O: caminharás para a vida eterna. Se morreres com Ele, também com Ele viverás (cf Rom 6,8). E, se fores seu companheiro no sofrimento, também o serás na glória.

Eis que tudo consiste na cruz; não há outro caminho para a vida e para a verdadeira paz interior. Anda por onde quiseres, procura o que desejares, não encontrarás mais elevado caminho no alto, nem mais seguro cá em baixo, do que o caminho da santa cruz.

Dispõe e ordena tudo segundo o que queres e vês; não encontrarás nada onde não haja que sofrer, voluntária ou necessariamente, e assim sempre encontrarás a cruz. Ou sofrerás dores no corpo, ou encontrarás tribulações na alma. Umas vezes serás abandonado por Deus, outras serás afligido pelo próximo e, pior ainda, muitas vezes pesar-te-ás a ti mesmo; e não poderás ser libertado ou aliviado com qualquer remédio ou consolação. Deus quer que aprendas a suportar o sofrimento sem consolações, que te submetas a Ele totalmente e te tornes mais humilde pela tribulação. 

E é necessário que tenhas paciência, se queres possuir a paz interior e merecer a coroa imortal.

in Imitação de Cristo, Livro II, capítulo 12


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quinta-feira, 7 de março de 2024

As minhas 3 histórias preferidas da vida de São Tomás de Aquino

S. Tomás de Aquino é um gigante teológico. As suas obras são imensas. O seu intelecto é incomparável. Era um filósofo profundo. Foi dos maiores exegetas bíblicos da Igreja. É raro o dia que passa em que eu não me refira às suas obras. No entanto, devemos lembrar que S. Tomás de Aquino foi um homem de enorme santidade. Tomás era um frade dedicado a santificar o seu trabalho diário. Para vos dar uma visão da sua vida santa, permitam-me partilhar três episódios que se destacam a este respeito.

Primeiro Episódio: O cinto angélico

Como sabem, a família de S. Tomás fechou-o na torre da família para o "dissuadir" de se tornar um frade dominicano. Eles queriam que ele se tornasse um Abade Beneditino. Deram entrada no seu quarto a uma prostituta e ele perseguiu-a com um tronco a arder (ver figura acima). O que se passou a seguir é impressionante. Com o tronco queimado ele desenhou uma cruz na parede do quarto e ajoelhou-se em veneração. Imediatamente dois anjos da pureza apareceram e colocaram um cinto angélico à volta da sua cintura. A partir deste dia ele nunca mais sofreu um pensamento ou acção de luxúria em toda a sua vida. Esta santa pureza é a chave para o enorme intelecto de S. Tomás.

Eu uso o cinto de São Tomás de Aquino. É um sacramental em que um sacerdote dominicano vos pode enrolar. É um sinal e uma oração pela santa pureza.

Segundo episódio preferido: Conversas com S. Pedro e S. Paulo

Os comentários de S. Tomás às Epístolas de S. Paulo são, provavelmente, os melhores de todos os tempos. Os seus comentários da Carta aos Romanos e Hebreus são do outro mundo. Poucos percebiam como é que S. Tomás podia ter esta visão das Epístolas.

O secretário de S. Tomás, Frei Reginaldo, ouvia-o às vezes a conversar com homens na sua cela. Quem eram estes homens misteriosos? Isto foi contado ao prior que ordenou sob santa obediência que S. Tomás revelasse a natureza destas conversas.

Muito relutantemente, S. Tomás revelou que S. Pedro e S. Paulo o visitavam na sua cela e explicavam-lhe o significado das suas palavras nas Epístolas! Não admira que S. Tomás escrevesse comentários tão brilhantes! Ele estava a ser ensinado pelos próprios santos Apóstolos em relação ao seu significado.

Terceiro Episódio Preferido: A visão do dia de S. Nicolau

Na festa de São Nicolau (6 de Dezembro) do ano antes de morrer, São Tomás teve uma visão enquanto celebrava o Santo Sacrifício da Missa. De seguida, contou a Frei Reginald que não ia continuar a escrever a sua Summa Theologiae, visto que tudo o que ele tinha escrito "parecia palha" comparado com o que tinha visto. O que é que ele viu naquele dia? Ninguém sabe. No entanto este episódio revela que São Tomás era um grande místico. Não se deixava levar pelo orgulho intelectual. Tinha um amor enorme e apaixonado por Cristo. Este tornava-se real no contexto da Sagrada Eucaristia.

Estes são apenas três dos muitos grandes episódios da vida de S. Tomás de Aquino.

Taylor Marshall


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Breve resumo da vida de S. Tomás de Aquino (1226-1274)

Filósofo e teólogo italiano. A sua obra marca uma etapa fundamental na escolástica. É ele que prossegue e conclui o trabalho de Alberto Magno. Monge dominicano ficou conhecido como o «doutor angélico». Em 1879, as suas obras foram reconhecidas como sendo a base da teologia católica. A filosofia de Tomás de Aquino é conhecida como tomismo.

Nasceu em Roccasecca, próximo de Cassino, no reino de Nápoles, a sul de Itália, na família dos condes de Aquino. Iniciou a sua educação na abadia de Montecassino. Em 1243, em Nápoles, ingressa na ordem dos dominicanos. Estuda pouco depois com o erudito alemão Alberto Magno em Paris (1243-1248) e em Colónia (1248-1252). Volta a Paris, em 1252, iniciando os seus comentários sobre a Bíblia. 

Começa a ensinar nesta cidade, sendo nomeado mestre da Universidade em 1257, dois anos depois regressa a Itália. Em 1265 é encarregado de de organizar os estudos da Ordem dos Dominicanos em Roma. Em 1269 volta a Paris ocupando a sua cátedra de mestre de teologia. Em 1272 voltará ainda a Itália para ensinar na Universidade de Nápoles. Morreu em 1274 quando se dirigia ao Concílio de leão.

Principais Domínios de Investigação

A obra de Tomás de Aquino é imensa, destacando-se as Sumas. Na Suma Contra os Gentios defende a compatibilidade entre a razão e a fé. Procurou conciliar a filosofia aristotélica com os princípios do cristianismo, em oposição à tendência que predominava na época e que adoptava um cristianismo de inspiração neoplatónica. Na Suma Teológica trata da natureza de Deus, da moralidade e da missão de Jesus. Nestas e outra obras deu corpo à visão cristã do mundo que foi ensinada nas universidades até aos meados do século XVII, e nas quais se incluíam as ideias científicas de Aristóteles.

Tomás de Aquino trabalhou as obras de Aristóteles a partir de novas traduções latinas produzidas pelo dominicano Guilherme de Moerbeke (1215-1286). A influência de Aristóteles é tão notória na sua filosofia que esta é também designada como aristotelismo cristão. Para além de Aristóteles tomou como fonte inspiração os trabalhos de Santo Agostinho, Avicena, Averróis e dos neoplatónicos.

Obras

Exposição sobre o Credo; O Ente e a Essência(1248-1252); Compêndio de Teologia (1258-1259); Suma Contra os Gentios; Comentário às Sentenças; Suma Teológica; etc.

Para ler a Suma Teológica clicar aqui

Para fazer o download da Suma Contra os Gentios (e outros livros) clicar aqui

Para ler o livro 'Thomas Aquinas in 50 pages' (inglês) clicar aqui


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terça-feira, 5 de março de 2024

Exame de consciência no final do dia

"Nunca te deites sem antes examinares a tua consciência sobre o dia que passou. Dirige todos os teus pensamentos a Deus, consagra-Lhe todo o teu ser e também todos os teus irmãos.

Oferece à glória de Deus o repouso que vai iniciar e não te esqueças do teu Anjo da Guarda que está sempre contigo."

Padre Pio


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Capela dos Ossos, Évora




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segunda-feira, 4 de março de 2024

Sugestões de Penitências para o resto da Quaresma

A Quaresma é um tempo de penitência para conversão pessoal e uma maior identificação com Jesus Cristo crucificado. Ficam aqui algumas ideias para que este importante tempo seja vivido com maiores frutos espirituais.

1) Penitências alimentares:

– Trocar a carne por peixe, ovos ou queijo;
– Comer menos arroz, feijão, pão, massa, para sair da mesa com um pouco de fome;
– Eliminar todos doces, refrigerantes, chocolate e demais guloseimas;
– Nas refeições, acrescentar algo que seja desagradável, como diminuir a quantidade de sal ou colocar um condimento que diminua um pouco o sabor da comida;
– Comer algum legume ou verdura que não se goste muito;
– Diminuir ou mesmo tirar as refeições intermediárias (como o lanche da tarde);
– Tomar café sem açúcar, ou água a uma temperatura menos agradável;
– Reservar algum dia para o jejum total ou parcial.

2) Penitências corporais:

(Apenas para ajudarem a não perdermos o sentido do sacrifício ao longo do dia, a não sermos relaxados, devendo ser pequenas e discretas)

– Dormir sem travesseiro;
– Sentar-se apenas em cadeiras duras;
– Rezar alguma oração mais prolongada de joelhos;
– Não usar elevadores ou escadas rolantes;
– Trabalhar sem se encostar na cadeira;
– Cuidar da postura corporal;
– Sair um pouco antes dos transportes públicos e fazer uma parte do caminho à pé;
– Deixar de usar o carro e usar um transporte público;

3) Penitências Morais

(São as mais importantes)

– Não reclamar das contrariedades do dia, mas agradecer e louvar a Deus;
– Sorrir, mesmo quando existe mau ambiente;
– Moderar a frequência às redes sociais, telefone e computador (reduzir a poucas vezes ao dia);
– Desligar as notificações do telefone;
– Fazer os serviços mais incómodos em casa e no trabalho, ajudando os outros;
– Acordar mais cedo para fazer oração;
– Não ouvir música no carro;
– Não ver televisão, mas dedicar este tempo à leitura;
– Não usar jogos de vídeo, caso seja viciado;
– Fazer algum trabalho voluntário;
– Rezar mais pelos outros do que por si mesmo;
– Reservar dinheiro para dar esmolas, mas sobretudo atenção aos mendigos;
– Falar bem das pessoas que se gostaria de criticar;
– Ouvir as pessoas incómodas sem as interromper;
– Dormir no horário previsto, mesmo sem vontade.

Padre José Eduardo


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domingo, 3 de março de 2024

A Igreja é intransigente porque crê mas tolerante porque ama

"A Igreja é intransigente em relação aos princípios porque crê, mas é tolerante na prática porque ama. Os inimigos da Igreja são tolerantes em relação aos princípios porque não crêem, mas intransigentes na prática porque não amam."

Pe. Reginald Garrigou-Lagrange, O.P.


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Missa, Exorcismo e Sacramentos em Latim esmagam a cabeça do Diabo

Os antigos Missais Católicos mostram-nos que o Cânone da Santa Missa em Latim se mantém praticamente inalterados desde o pontificado do Papa Gregório Magno (560-604). O Papa Pio V (1504-1572), modificou apenas ligeiramente este ancestral Missal Gregoriano, em conjunto com algumas das suas rubricas, mantendo no entanto inalterado o Cânone Romano. 

Após isto promulgou esta antiquíssima Missa Romana por todo o mundo cristão (exceptuando locais em que fosse feito uso de outro Rito com pelo menos 200 anos). Isto não incluiu os locais em que se fizesse uso do Rito Bizantino. Importa não esquecermos que a vastíssima maioria dos Católicos eram e são Católicos do Rito Romano.

Desde então foram feitas pequenas alterações, como a introdução de festas de novos Santos, mas em traços gerais o Missal Tridentino, ou Missal de de Pio V, tem sido usado por toda a Igreja do Rito Romano há mais de 400 anos.

Entretanto, em 1965, o Missal Tridentino foi traduzido para o vernáculo (no nosso caso, em Inglês) e desapareceu a obrigatoriedade de se celebrar a Missa apenas em latim. A Novus Ordo (nova missa), do Papa Paulo VI, foi promulgada em Dezembro de 1969 e passou a ser celebrada por todo o mundo Católico de Rito Romano. A partir desse momento a Missa Tridentina foi practicamente suprimida na Igreja (com a excepção de alguns locais específicos ou em paroquias em que os padres, já idosos, não a queriam celebrar ou não conseguiram aprender a nova Missa).

Exactamente na mesma altura em que o latim era erradicado dos Sacramentos da Igreja Católica, os portões do inferno abriram-se para o mundo. Muitos atribuem a desintegração da Fé e civilização Católica à revolução, caracterizada pelo trio “sexo, drogas e rock’n’roll”, ocorrida nos anos 60. Eu argumento que foi o diabo, e a sua companhia (os demónios) que despoletaram essa revolução.

Relembro que o diabo detesta o latim e em particular os antigos Sacramentos, Ritos e Orações da Igreja Católica em latim. Podemos constatar que foi precisamente na altura em que foi removido o latim da vida da Igreja (de 1965-1969), que os portões do infernos se abriram para o mundo.

Muitos perguntam o porquê do diabo odiar o latim e o porquê dessa língua ser aplicada nos exorcismos e exercer poder sobre o diabo. A resposta é que o Latim Eclesiástico foi reservado exclusivamente para o serviço da Igreja de Deus, nas suas orações e Sacramentos. (Paralelamente existe também o Latim Romano clássico, de Cícero, que ainda é estudado nos dias de hoje. Este tipo de latim difere significativamente do Latim Eclesiástico Sagrado)

A nossa língua profana é o inglês. A ela recorremos para insultar, praguejar, intrigar, mentir, enganar e corromper almas, a par com  as outras utilidades comuns de comunicação para as quais dela nos servimos.

Por sua vez, o Latim Eclesiástico é utilizado apenas para o sagrado, é uma língua morta que permanecerá inalterada e está consagrada, há séculos, em exclusivo para a oração (e em especial para a celebração da Missa em  Latim). E é por este motivo que o diabo odeia o latim.

É uma tristeza profunda quando um católico afirma odiar a Missa em Latim. Exprimem literalmente que não gostam ou, em alguns casos, até afirmam que a odeiam, única e exclusivamente por ser em latim. Afirmam  também não querer assistir por não entenderem o que é dito. Eu digo-lhes: Por favor, Deus sustenta-vos a semana inteira, 24 horas por dia 7 dias por semana, e não conseguem oferecer a Deus uma hora de oração sagrada, da maneira que Lhe aprouver? Porque odeiam o mesmo que o diabo odeia? Porque não amar o que Deus ama?

Perguntam, a prova do amor de Deus pela Missa em Latim, é o facto de ter sido por Sua vontade Sua que a Igreja, no mundo do Rito Romano, a tenha celebrado nessa língua durante os últimos 1800 anos? E a única resposta que conseguem encontrar é a de que Deus e a Sua Igreja andaram em erro todos estes anos mas agora, finalmente, nós conseguimos acertar? Que absurdo!

Proponho a teoria de que no momento em que os papas removeram o Latim da Igreja Católica Romana e suprimirem o Rito Tridentino, permitiram a abertura dos portões do inferno sobre a terra. Compete-nos voltar à Missa Tridentina ou a outros Ritos e Orações em Latim para combater o diabo.

Falei apenas do Rito Romano e da Igreja Católica Romana porque o Latim é a nossa língua sagrada. Outros ritos usam outras línguas sagradas como o Grego, Russo e Aramaico. A Maioria desses Ritos não viram alterações Às suas Divinas Liturgias com o advento do Concilio Vaticano II, e mantêm quase intacta a sua forma original.

Cumpramos todos o nosso papel na erradicação das manchas infernais sobre este mundo através do regresso à missa em latim, bem como todos os Sacramentos e Exorcismos em Latim. É uma enormíssima bênção ser defensor da Tradição e poder ter ao nosso alcance estas verdadeiras armas nucleares no combate contra o maligno.

Father Carota in http://www.traditionalcatholicpriest.com
Tradução: Miguel Sottomayor


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sábado, 2 de março de 2024

85 anos da eleição de Pio XII

No dia 2 de Março de 1939, o Cardeal Eugenio Maria Giuseppe Giovanni Pacelli foi eleito Papa: Pio XII.

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22 documentos da Igreja que todos os católicos deveriam ler

Os católicos, em geral, ignoram a grande maioria dos textos do Magistério que foram escritos antes do Concílio Vaticano II. Como a verdade é perene, e por isso não muda, estes textos mantêm-se actuais em tudo o que se relaciona com a Fé e Moral. Deixamos aqui uma lista, não exaustiva, de textos que nos podem ajudar a amar mais a Deus e aos outros. Para abrir o texto, em português, basta clicar no nome de cada um dos documentos:

1. Unam sanctam - Bula do Papa Bonifácio VIII;

2. Mirari vos - Carta encíclica do Papa Gregório XVI;

3. Quanta cura - Carta encíclica do Papa Pio IX;

4. Syllabus errorum - Apêndice da encíclica Quanta cura do Papa Pio IX; 

5. Dei Filius - Constituição Dogmática do Concílio Vaticano I;

6. Pastor aeternus - Constituição Dogmática do Concílio Vaticano I;

7. Satis cognitum - Carta encíclica do Papa Leão XIII; 

8. Testem benevolentiae nostrae - Carta do Papa Leão XIII; 

9. Humanum genus - Carta encíclica do Papa Leão XIII;

10. Libertas praestantissimum - Carta encíclica do Papa Leão XIII;

11. Aeterni patris - Carta encíclica do Papa Leão XIII; 

12. Pascendi Dominici gregis - Carta encíclica do Papa Pio X; 

13. Lamentabili - Decreto do Papa Pio X; 

14. Juramento contra o modernismo - Incluído no Motu proprio Sacrorum antistitum do Papa Pio X;

15. Haerent animo - Exortação ao clero do Papa Pio X; 

16. Doctoris angelici - Motu proprio do Papa Pio X; 

17. Quas primas - Carta encíclica do Papa Pio XI; 

18. Casti connubii - Carta encíclica do Papa Pio XI;

19. Sacra virginitas - Carta encíclica do Papa Pio XII; 

20. Humani generis - Carta encíclica do Papa Pio XII;

21. Mediator Dei - Carta encíclica do Papa Pio XII; 

22. Veritatis splendor - Carta encíclica do Papa João Paulo II.


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