quarta-feira, 17 de março de 2010

É preciso desconhecê-lo completamente - Pe. Nuno S.Pereira

Ele há pessoas com psicopatias e outros distúrbios mentais e espirituais dotadas de imensa inteligência, de habilidades invulgares e de aptidões excepcionais capazes de enganar durante muito tempo quase toda a gente. É o caso por exemplo do P. Maciel, “fundador” dos Legionários de Cristo, cujo comportamento sexual era tão depravado que não só fornicou com várias mulheres como sodomizou alguns dos filhos que teve delas. Este monstro hipócrita, que também abusou de alguns seminaristas, depois de ter enganado um ror de gente só foi parado, com toda a prontidão e determinação, pelo então Cardeal Ratzinger, mesmo contra a vontade do então Secretário de Estado do Vaticano, o Cardeal Sodano, que, iludido, acreditava na inocência do sequaz de Satanás.

Josef Ratzinger, o actual Papa Bento XVI, nunca pactuou com encobrimentos e silêncios hipócritas em nome do bem da Igreja. Muito pelo contrário, sempre entendeu que a justa crítica pública dos pecados e dos males que a assediam é um serviço eminente que se presta a Jesus Cristo, cooperando com Ele na purificação da mesma. Isto aprendeu-o dos Profetas, dos Apóstolos, dos Padres da Igreja e de muitos outros grandes Santos. Não foi por acaso que há alguns anos, já como Sumo Pontífice, elogiou num encontro com o clero as críticas feitas por duas Santas aos Bispos e mesmo ao Papa.

A consciência de Deus, da Divindade de Cristo e da Igreja como obra Sua é nele tão firme, tão certa, tão amorosa que não suporta, para usar uma expressão sua, a “porcaria” e a perversão que querem degradar e deformar a beleza da Verdade e do Amor que da Igreja irradia.

Insinuar, como a comunicação social tem feito repetidamente, que este Santo Papa esteja implicado ou envolvido em manobras indecorosas compactuando com os servos do diabo só se pode explicar por ela mesma estar dominada por aquele Lúcifer maquiavélico que procura em vão destruir a Igreja e a sua credibilidade. Não o conseguirão porque “as portas do Inferno não prevalecerão contra ela” e a garantia visível de que isso não sucederá está e continuará a estar no Sucessor de Pedro e Vigário de Cristo na Terra.


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Hominem non habeo - S. Josemaria Escrivá

Parecem-me muito lógicas as tuas ânsias de que a humanidade inteira conheça a Cristo. Mas começa pela responsabilidade de salvar as almas dos que convivem contigo, de santificar cada um dos teus companheiros de trabalho ou de estudo... Esta é a principal missão de que o Senhor te encarregou.. (Sulco, 953)

Comporta-te como se de ti, exclusivamente de ti, dependesse o ambiente do lugar onde trabalhas: ambiente de laboriosidade, de alegria, de presença de Deus e de visão sobrenatural.

Não entendo a tua debilidade. Se tropeças com um grupo de colegas um pouco difícil (que talvez tenha chegado a ser difícil por desleixo teu...), esqueces-te deles, pões-te de parte, e pensas que são um peso morto, um lastro que se opõe aos teus ideais apostólicos; que nunca te entenderão...

Como queres que te ouçam, se (dando por descontado que os ames e sirvas com a tua oração e a tua mortificação) não falas com eles?...

Quantas surpresas apanharás no dia em que te decidas a criar amizade com um, com outro e com outro! Além disso, se não mudas, poderão exclamar com razão, apontando-te a dedo: "Hominem non habeo!", não tenho quem me ajude! (Sulco, 954)


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Frase do dia

"Também peca quem não peca só por medo." 

St. Agostinho


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Cardeal Newman a caminho dos altares




John Henry Newman, nasceu em 1801 e foi universitário, fundador do “Movimento de Oxford”, pastor anglicano, escritor e viajante. O conhecimento profundo dos escritos dos Padres da Igreja, no quadro das controvérsias dos primeiros séculos do cristianismo, tornou-se chave para a sua busca da verdade e para a estrutura o seu pensamento. Converteu-se ao catolicismo em 1845. Foi feito cardeal em 1879. Tomou seu lema da Ilíada: “Saberão agora a diferença”. Foi para o Céu em 1890.

Sobre ele escreveu Joseph Ratzinger:

“Quando em 1947 continuei em Munique os meus estudos, encontrei no professor de teologia fundamental um culto e apaixonado seguidor de Newman. Ele apresentou-nos a Gramática do Assentimento e com ela a modalidade específica e a forma de certeza própria do conhecimento religioso. […] Com isto ele pôs nas nossas mãos a chave para inserir na teologia um pensamento histórico, ou melhor: ele ensinou-nos a pensar historicamente a teologia, e precisamente desta forma, a reconhecer a identidade da fé em todas as mutações.
Parece-me que o contributo de Newman ainda não foi completamente utilizado nas teologias modernas. Ele contém em si ainda possibilidades frutuosas, que aguardam ser desenvolvidas.
Newman expôs na ideia do desenvolvimento a própria experiência pessoal de uma conversão jamais concluída, e assim ofereceu-nos a interpretação não só do caminho da doutrina cristã, mas também da vida cristã. […] Newman pertence deveras aos grandes doutores da Igreja, porque ele toca ao mesmo tempo o nosso coração e ilumina o nosso pensamento.”


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Vamos mudar tudo para fazer a vontade aos meninos



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O Zapatero não vai gostar disto



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terça-feira, 16 de março de 2010

Não percam, é diferente de tudo o que já ouviram



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Contemplação - Thomas Merton

A contemplação é também a resposta a um chamado. Um chamado d´Aquele que não tem voz e no entanto Se faz ouvir em tudo que existe, e que, sobretudo, fala nas profundezas do nosso próprio ser, pois nós somos palavras d´Ele. Mas somos palavras que existem para responder a Ele, atendê-Lo, fazer-Lhe eco e mesmo, de certo modo, para estarem repletas d´Ele, contê-Lo e significá-Lo. A contemplação é esse eco. É uma profunda ressonância no mais íntimo centro do nosso espírito, onde a nossa própria vida perde a sua voz específica e ecoa a majestade e a misericórdia d´Aquele que é oculto mas Vivo.

É um despertar, uma iluminação, e a apreensão intuitiva, espantosa, com que o amor se certifica da intervenção criadora e dinâmica de Deus na nossa vida quotidiana. A contemplação, portanto, não “encontra” simplesmente uma ideia clara sobre Deus, confinando-O dentro dos limites dessa ideia, retendo-O como um prisioneiro a quem Se pode sempre voltar. Pelo contrário, a contemplação é que é por Ele arrebatada e transportada ao Seu próprio domínio, ao Seu mistério, à Sua liberdade.


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Tá tudo doido!

Austrália reconhece pessoa sem sexo pela primeira vez. “Norrie, de 48 anos, nasceu na Escócia e foi registrado como homem. Aos 23 anos, ele passou por um tratamento hormonal e cirurgias para mudar de sexo, e foi registrado na Austrália como mulher. No entanto, Norrie ficou insatisfeito com a mudança e interrompeu seu tratamento, preferindo denominar-se ‘neutro’”.


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domingo, 14 de março de 2010

Domingo Laetare


A história do amor entre Deus e o homem consiste precisamente no facto de esta comunhão de vontade crescer em comunhão de pensamento e de sentimento, de maneira que o nosso querer e a vontade de Deus coincidem cada vez mais: a vontade de Deus deixa de ser para mim uma vontade estranha, que os mandamentos me impõem de fora, mas é a minha própria vontade, baseada na experiência de que realmente Deus é mais íntimo a mim mesmo do que eu próprio (Santo Agostinho) Cresce então o abandono em Deus, e Deus torna-Se a nossa alegria (cf. Sl 73/72, 23-28).

Revela-se assim como possível o amor ao próximo no sentido enunciado por Jesus na Bíblia. Amor que consiste precisamente no facto de que eu amo, em Deus e com Deus, a pessoa que não me agrada ou que nem sequer conheço. Isto só é possível a partir do encontro íntimo com Deus, um encontro que se tornou comunhão de vontade, chegando mesmo a tocar o sentimento. Então aprendo a ver aquela pessoa, já não somente com os meus olhos e sentimentos, mas segundo a perspectiva de Jesus Cristo. O Seu amigo é meu amigo. [...] Vejo com os olhos de Cristo e posso dar ao outro muito mais do que as coisas externamente necessárias: posso dar-lhe o olhar de amor de que ele precisa.
Papa Bento XVI - Deus Caritas Est


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quinta-feira, 11 de março de 2010

35 anos depois do 11 de Março de 1975



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Centenário do nascimento da B. Jacinta Marto



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Amen Sisters!!

Estas irmãs são incríveis, nos seus sorrisos vê-se a felicidade de quem não tem o que a maior parte das outras mulheres têm, mas têm Algo que muitas destas não têm. Confusos? Toca a ver os quatro videos. A melhor frase é esta: "God is the toughest guy to have a relationship with. If something goes wrong, i know it's me."


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Mais uma notícia nojenta



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(Santa) Ignorância!

Eles foram para a rua fazer perguntas sobre geografia aos brasileiros, o resultado está à vista.


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quarta-feira, 10 de março de 2010

Por falar em grupos do Facebook

Acabei de ver dois dos grupos mais estúpidos de sempre:

- Não se percebe porque é que a Cerelac tem 12% de IVA e o Nestum tem 21%;
- Eu deito-me com duas meias e acordo só com uma!


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Censura

"Os grupos "Plataforma Cidadania e Casamento" e "Veto Presidencial à Proposta de Lei do Casamento Homossexual" foram apagados pelo Facebook. A causa: denúncias massivas provenientes do lobby gay."


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terça-feira, 9 de março de 2010

Tudo a votar na ENTRAJUDA

Ajudem a ENTRAJUDA a ganhar um donativo do Rock in Rio na categoria da Responsabilidade Ambiental. Basta ir a esta página: http://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dEdmVDdLVmpPUVN6OENKNExMdW90VEE6MA. Depois lá em baixo é só votar! Obrigado.


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O saber não ocupa lugar

Adágio (do italiano Adagio) é um andamento musical lento, por consequência composições musicais com esse tempo são conhecidas como adágios. O termo deriva de "ad agio" (comodamente). Costuma situar-se entre 66 e 76 batidas por minuto em um metrônomo tradicional, sendo, portanto, mais rápido que o Lento e mais lento que o Adagietto e o Andante. São comumente adágios o segundo movimento de um concerto e o segundo ou terceiro movimento de uma sinfonia.


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Praia do Guincho - 05/03/2010



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Parece que as hostes andam agitadas


Já dizia St.Agostinho: "Quanto melhor é uma pessoa, mais incomoda as pessoas más."


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segunda-feira, 8 de março de 2010

1918 - A estátua da Liberdade por 18000 homens



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Hoje celebramos dois joões

S.João de Deus: "Se considerássemos como é grande a misericórdia de Deus, nunca deixaríamos de fazer o bem."

S.João de Ávila: "O sacerdote que não ora não aprendeu nada do seu ofício; se não ora, dar-me-á por conselho de Deus um conselho seu, por resposta divina uma resposta humana."


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Espanha - Da crise de valores ao suicídio

Desde que ganhou as eleições, graças ao atentado de 11 de Março, o governo espanhol, encabeçado por José Luis Rodríguez Zapatero, dirigiu uma guerra incessante aos valores cristãos. Desde o aborto a pedido dos menores, até ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, e respectiva adopção, substituindo as palavras "pai" e mãe" por "progenitor A" e "progenitor B", eles já fizeram de tudo um pouco.

Do lado positivo, estão a conseguir baixar o número de mortes na estrada. Mas como consequência disso, hoje em dia morrem mais pessoas em Espanha por suicídio do que nas estradas. Se tudo está bem e a sociedade cada vez mais "livre", porque é que as pessoas se continuam a suicidar? Será que estas "novas" ideologias correspondem ao coração do Homem?


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The american dream

Do basebol para o mosteiro.

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quinta-feira, 4 de março de 2010

Frase do dia

"Não podes ser bom amigo dos homens, se primeiro não o fores da verdade." 

St. Agostinho


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O pobre Lázaro e o homem rico

Que responderás ao soberano juiz, tu que vestes as tuas paredes e não vestes o teu semelhante? Tu que enfeitas os teus cavalos e não tens um único olhar para o teu irmão que está na miséria? [...] Tu que escondes o teu ouro e não vens em auxílio do oprimido? [...]

Diz-me, o que é que te pertence? De quem recebeste tudo aquilo que acumulas ao longo desta vida? [...] Não saíste nu do ventre da tua mãe? E não voltas à terra igualmente nu? (Jb 1, 21) De quem recebeste os teus bens presentes? Se responderes «do acaso», és um ímpio que se recusa a conhecer o seu criador e a agradecer ao seu benfeitor. Se concordares que foi de Deus, diz-me por que razão os recebeste.

Será Deus injusto ao repartir desigualmente os bens necessários à vida? Porque vives tu na abundância e aquele na miséria? Não será unicamente para que um dia recebas a recompensa pela tua bondade e gestão desinteressada, enquanto o pobre obterá a coroa prometida à paciência? [...] Ao esfomeado pertence o pão que tu guardas; ao homem despido o manto que tens nos teus cofres. [...] Deste modo, cometes tantas injustiças quantas as pessoas que poderias ajudar.
São Basílio (c. 330-379), monge e bispo de Cesareia, Doutor da Igreja


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quarta-feira, 3 de março de 2010

Já que ninguém se maniFESTA...

Grande Silveira!! Cada vez mais esbelto, este rapaz. Aqui fica uma música que sei que gostas, e a respectiva letra: PARABÉNS!

Hoje vai ser uma festa!
Bolo e laranjada muitos doces para ti...
É o teu aniversário!
Vamos festejar que os amigos estão aqui!!!
Que felicidades e amor no coração
Que a tua vida seja sempre doce e emoção!
Bate bate palmas é hora de cantar
Agora todos juntos vamos lá...
Parabéns! Parabéns!
Hoje é o teu dia, que dia mais feliz!
Parabéns! Parabéns!
Canta novamente, que nós pedimos bis!
É dia de festa! É o teu aniversário!
Chama o batatinha...Convida o companhia...
BATATOOOOOOON!


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terça-feira, 2 de março de 2010

Frase do dia

"Porque também eu próprio sou fraco, deixo-me atrair um pouco por essas palavras ociosas e começo a falar de bom grado sobre aquilo que principiara a ouvir contrariado; e acabo por ficar com gosto, onde antes me repugnava cair." 

S. Gregório Magno


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segunda-feira, 1 de março de 2010

A Demografia e o Casamento entre sexos Idênticos

A Demografia é das questões menos estudadas a nível da sociedade e aquela a que os poderes públicos e o comum dos mortais deixou de prestar a mínima atenção.

Preocupados todos, que estamos, com a crise económica; vinculados ao consumismo e à cultura do prazer; anestesiados pela segurança social; sobrevalorizados no nosso ego pelo primado do individualismo e inundados de muitos outros “ismos” com que a comunicação social nos matraqueia o coração e a cabeça, deixámo-nos possuir por perigosos mitos de fundamento néscio – mas apelativos – e somos postos à beira de precipícios cada vez mais perigosos.

Reduzida a mortalidade infantil, instituída a pílula e outros métodos contraceptivos; quebrados os laços familiares tradicionais; caídos aos pés dos arautos da libertação da mulher; instituída a quase obrigatoriedade social daquela trabalhar fora de casa; consolidada a ditadura dos direitos face aos deveres e mais uma quantidade de coisas que seria ocioso enumerar – e de que todos temos sido relapsos a reflectir nas consequências – veio a originar-se uma brutal redução no número de nascimentos. Esta redução teve especial incidência nos países da Europa Ocidental e por extensão em Portugal, países onde se verificou aquilo que é tido pelo maior (e melhor) desenvolvimento da sociedade.

Ora a redução da natalidade que a nível europeu desceu para uma média de 1,4 nascimentos por mulher (em Portugal actualmente está em 1,3) veio colocar a questão da sobrevivência destas sociedades no futuro. De facto sabe-se através de estudos sérios, que uma população para se renovar, cada mulher precisa de conceber 2,1 filhos, em vida e que a mesma população deixa de se poder manter em termos culturais quando esse número desde para os 1,9. Já se sabe isto há muito tempo, mas ninguém liga coisa nenhuma, como se governos e pessoas tivessem sido atacados por um desejo de suicídio colectivo. Faltam braços para o trabalho, jovens para os Exércitos, fecham escolas e passou a existir assimetrias etárias cada vez mais assinaláveis.

O avanço da medicina tem aumentado a esperança de vida das pessoas o que faz com que a população idosa seja cada vez maior, com o aumento de custos para a Segurança Social. E tem sido por esta via – que não é a mais crítica, mas aparenta ser a mais sensível - que alguns governantes se começaram a preocupar: falta-lhes o dinheiro!

A tudo isto é necessário juntar os fluxos emigratórios e imigratórios. Isto é, por um lado os países ocidentais vêm chegar ao seu território milhões de seres de outros continentes que estão a desfigurar as suas nações e vêm partir, por outro lado, os seus melhores cérebros, que procuram realizações pessoais em países mais avançados, ou de oportunidade.

A demografia tem sido escamoteada com os nascimentos de filhos de emigrantes o que não é propriamente a mesma coisa que nascerem nacionais. A propaganda que favorece e escamoteia tudo isto tomou o nome de “multiculturalismo”. Não estamos a defender ideias racistas, mas a tentar preservar justas aspirações de individualidade cultural (e soberana) e a tentar evitar futuras convulsões sociais graves. Acresce a isto a vontade de organizações internacionalistas em quererem acabar com as Nações...

Face a este descalabro social e nacional, os poderes públicos eleitos justamente para cuidarem do governo da cidade, em vez de colocarem travões às quatro rodas a esta tragédia que fará o holocausto parecer uma coisa menor; restaurarem o cimento familiar e promoverem a fecundidade, optam justamente por fazer o contrário. Satanás não faria melhor...

Em vez de se promover a vida, aposta-se na cultura da morte, de que as leis abortivas e a eutanásia são exemplos maiores; em vez de se organizar a educação e a estrutura da sociedade para a harmonia familiar, tudo se faz para facilitar a dissolução do casal e o afastamento de ascendentes e descendentes; em vez de se apostar nos incentivos à natalidade, preocupam-se em dar subsídios a quem não trabalha, a dar a mão (e seringas) a drogados e em melhorarem as condições a quem se porta mal e está preso (por ex.).

Em vez de haver preocupação em educar para uma natalidade consciente e para o desenvolvimento de uma sexualidade maturada, a única coisa em que se pensa é em impôr aulas de educação sexual nas escolas, de gosto mais do que duvidoso, distribuir preservativos a esmo, etc., e acham que o “vale tudo” é o que está bem, havendo apenas que limitar os estragos.

Os países “mais avançados” do que nós, que apostaram nestas modernices, andam agora a verificar que nenhuma destas avançadíssimas atitudes, melhorou a saúde pública; evitou as gravidezes indesejadas; o número de filhos sem pai; as adolescentes grávidas; o número de abortos feitos em condições clínicas ou outras e toda a parafernália de desarranjos e dramas sociais correlativos. A única coisa que se conseguiu foi a sofisticação da prostituição, o aumento da pedofilia e a prosperidade do negócio pornográfico. Não parece também haver freio na imoralidade e no deboche.

Perante este quadro o que fez o Parlamento Nacional? Pois mandou tirar os crucifixos das escolas e quer casar machos com machos e fêmeas com fêmeas! Que magnífico alforge de futuros estadistas!
Tenente-Coronel João José Brandão Ferreira


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Santo Agostinho propõe

«Deus faz que o sol se levante sobre os bons e os maus e faz cair a chuva sobre os justos e os pecadores» (Mt 5, 45). Ele mostra a sua paciência; não lamenta o Seu poder. Também tu [...], renuncia à provocação, não aumentes a tribulação dos que semeiam o tumulto. És amigo da paz? Mantém-te tranquilo dentro de ti mesmo. [...] Deixa de lado as querelas, e volta-te para a oração. Não respondas à injúria com a injúria, mas reza por esse homem.

Queres opor-te a ele: fala a Deus por ele. Não digo que te cales: escolhe o meio conveniente, e vê Aquele a quem falas, em silêncio, com um grito do coração. Onde o teu adversário não te vê, aí mesmo, sê bom para ele. A esse adversário da paz, a esse amigo da disputa, responde tu, amigo da paz: «Diz tudo o que quiseres, porque, seja qual for a tua inimizade, tu és meu irmão» [...].

«Bem me podes odiar e repelir: tu és meu irmão! Reconhece em ti o sinal do meu Pai; é esta a Palavra do meu Pai: és um irmão quezilento, mas és meu irmão, porque tu dizes tal como eu: «Pai nosso que estais nos céus». Se invocamos um único Pai, por que não somos um só? Peço-te, reconhece o que dizes comigo e reprova o que fazes contra mim. [...] Temos uma única voz diante do Pai; por que não havemos de ter juntos uma única paz?»


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Gratus in hanc domum acciperis



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A vergonha dum mundo que se diz civilizado



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O Papa vem aí



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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Hoje é a party da Cátedra de S.Pedro


"Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja." Este nome, Pedro, foi-lhe dado porque ele foi o primeiro a criar, entre as nações, os fundamentos da fé, e porque ele é a rocha indestrutível sobre a qual assentam os pilares e o conjunto do edifício de Jesus Cristo. Foi pela sua fidelidade que lhe chamaram pedra, enquanto o Senhor recebe este mesmo nome pelo Seu poder, segundo a palavra de São Paulo: "Eles bebiam a água da pedra espiritual que os seguia, e esta Pedra é Jesus Cristo" (1Cor 10, 4). Sim, ele merecia partilhar o nome com Jesus Cristo, pois foi o apóstolo escolhido para ser o colaborador da Sua obra. Em conjunto, construiram o mesmo edifício. É Pedro quem planta, é o Senhor que dá o crescimento, é o Senhor que envia aqueles que deverão regar (cf 1Cor 3, 6ss.).


Vós sabeis, irmãos muito amados, que foi a partir das suas próprias faltas, no momento em que o seu Salvador sofria, que o bem-aventurado Pedro foi educado. Foi depois de ter negado o Senhor que ele se tornou o primeiro perante Ele. Ao tornar-se mais fiel por chorar sobre a fé que tinha traído, recebeu uma graça ainda maior do que aquela que tinha perdido. Cristo confiou-lhe o Seu rebanho para que o conduzisse como o bom pastor e, ele que tinha sido tão fraco, tornou-se então o apoio de todos. Ele que, interrogado na sua fé, tinha sucumbido, precisava de confirmar os outros no fundamento inabalável da fé. E por isso que é chamado a pedra fundamental da piedade das Igrejas. Santo Agostinho


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Papa nomeado a prémio Brit de música clássica

Já era de todos sobejamente conhecida a paixão do Papa pela música, mas daí a ter a possibilidade de ganhar um Classical Brit Award, ia um graaaaaaaaannndddeeee passo.



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Para os que se interessam por política

Estou habituado a ver pessoas mudarem de opinião em relação a muitas coisas, num curto espaço de tempo, especialmente quando se convertem. Acho que este não é o caso: http://www.youtube.com/watch?v=Go1tJEg4jtU&feature=related


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Passemos a rezar

É a igreja dos tempos modernos. A partir de hoje, os fiéis podem descarregar diariamente orações para o iPod e rezar no metro ou no trânsito. O projecto, falado em português, chama-se "Passo a rezar"

Este projecto é giro, e especialmente útil para quem usa ipod/mp3 e não tem por hábito rezar a Liturgia das Horas. Ou mesmo para quem a reze, isto não faz mal nenhum: http://www.passo-a-rezar.net/


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Depois da manif a luta continua


A dona ILGA continua ao ataque, e desta vez conseguiu um apoio de peso: a Lowe. Esta empresa fez toda a campanha publicitária em regime pro bono, ou seja com uma ajudinha da Câmara de Lisboa, saiu tudo a custo zero para a dona ILGA. Este cartaz, de muito mau gosto, está espalhado por Lisboa, com a devida assinatura da Câmara Municipal.


Para ajudar à festa temos este anúncio a passar na televisão: clicar aqui.

Esta campanha está perfumada de mentira e demagogia, por isso já mandei um mail a dois responsáveis da dita Lowe, aqui ficam: armindo.costa@lowe.ativism.pt, joao.franca@lowe.ativism.pt

"Se a tua mãe fosse lésbica, mudava alguma coisa?". O público-alvo desta campanha são as crianças, o que ainda é mais vergonhoso. Não tenham preguiça, demoram um minuto a mandar um mail, mostrando a vossa indignação.


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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Gosto disto (da Missa de ontem)

Carta de S. Tiago 1,1-11.

Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, saúda as doze tribos da Dispersão. Meus irmãos, considerai como uma enorme alegria o estardes rodeados de provações de toda a ordem, tendo em conta que a prova a que é submetida a vossa fé produz a constância. Mas a constância tem de se exercitar até ao fim, de modo a serdes perfeitos e irrepreensíveis, sem falhar em nada. Se algum de vós tem falta de sabedoria, que a peça a Deus, que a todos dá generosamente e sem recriminações, e ser-lhe-á dada. Mas peça-a com fé e sem hesitar, porque aquele que hesita assemelha-se às ondas do mar sacudidas e agitadas pelo vento. Não pense, pois, tal homem que receberá qualquer coisa do Senhor, sendo de espírito indeciso e inconstante em tudo. Que o irmão de condição humilde se glorie na sua exaltação, e o rico na sua humilhação, pois ele passará como a flor da erva. Com efeito, ao despontar o Sol com ardor, a erva seca e a sua flor cai, perdendo toda a beleza; assim murchará também o rico nos seus empreendimentos.

Livro de Salmos 119,67.68.71.72.75.76.

Antes de me teres humilhado, eu pecava; mas, agora, cumpro a tua palavra.
Tu és bom e generoso; ensina-me as tuas leis.
Foi bom para mim ter sido castigado, pois assim aprendi os teus decretos.
Prezo mais a lei da tua boca do que milhões em ouro e prata. Yod
SENHOR, eu sei que as tuas sentenças são justas e que me castigaste para meu proveito.
Que a tua bondade me sirva de conforto, conforme o que prometeste ao teu servo.


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A satânica e o metaleiro

Duas vidas, duas histórias completamente diferentes. Em comum a conversão tardia ao cristianismo, acompanhada por uma mudança radical de vida e a consequente felicidade de se saber muito amado. Aqui tendes:




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A todos os homens de boa vontade

Carta Encíclica «Caritas in veritate» do Sumo Pontífice Bento XVI aos Bispos, aos presbíteros e diáconos às pessoas consagradas aos fiéis leigos e a todos os homens de boa vontade sobre o desenvolvimento humano integral na caridade e na verdade.

Os documentos da Igreja não são só dirigidas aos baptizados, mas também a "todos os homens de boa vontade". Por boa vontade entende-se a disposição para fazer o bem, mesmo que muitas vezes não se atinja o objectivo.

No outro dia dei por mim a ver um filme de três horas e meia na RTP Memória, nada mais nada menos que o Ghandi. A nível técnico posso dizer que o filme é de 1982, teve 11 nomeações para os óscares, e ganhou 8 deles, incluindo melhor filme e melhor actor principal. Na prática o filme é sobre um homem que andava vestido com um lençol.

Mas que tipo de homem? Sem dúvida um homem de boa vontade. Educado como hindu, definia-se como hindu, muçulmano, cristão, judeu e budista. Uma autêntica salada russa, mas nevertheless este homem desafia-me, provoca-me, serve-me de exemplo em muitas coisas. Muitas frases lhe são atribuídas, e uma delas é esta:

"Não conheço ninguém que tenha feito mais para a humanidade do que Jesus. De facto, não há nada de errado no cristianismo. O problema são vocês, cristãos. Vocês nem começaram a viver segundo os seus próprios ensinamentos."

Mesmo que a citação seja falsa, e ele não tenha dito isto, poderia ter dito. É verdade que em muitas coisas ainda não somos cristãos, e por isso mesmo podemos ser causa de escândalo para um não-cristão. Além disso, é bom termos a humildade de tentar aprender com todos os homens de boa vontade.


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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Papa fala sobre S.Francisco


Inocêncio III era um papa poderoso, de grande cultura teológica, como também de grande poder político e, no entanto, não é ele quem renova a Igreja, e sim um pequeno e insignificante religioso: é São Francisco, chamado por Deus. Por outro lado, no entanto, é importante observar que São Francisco não renova a Igreja sem ou contra o Papa, mas em comunhão com ele. 

As duas realidades estão juntas: o Sucessor de Pedro, os bispos, a Igreja fundada sobre a sucessão dos apóstolos e o carisma novo que o Espírito Santo cria nesse momento para renovar a Igreja. Na comunhão se dá a verdadeira renovação. (O resto do texto está aqui)


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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Cristo visível - Beata Teresa de Calcutá


Estando Cristo invisível, não Lhe podemos mostrar o nosso amor; mas os nossos vizinhos estão sempre visíveis, e podemos fazer por eles aquilo que, se Cristo fosse visível, gostaríamos de fazer a Ele.

Hoje, é o mesmo Cristo que está presente naqueles de que ninguém precisa, que ninguém emprega, de que ninguém cuida, que têm fome, que estão nus, que não têm lar. Esses parecem inúteis ao Estado e à sociedade; ninguém tem tempo para lhes dar. Compete-nos a nós, cristãos, a vós e a mim, dignos do amor Cristo se o nosso é verdadeiro, compete-nos a nós procurá-los, ajudá-los; eles estão lá para que os encontremos.

Trabalhar por trabalhar, tal é o perigo que nos ameaça permanentemente. É aí que o respeito, o amor e a devoção intervêm, para que dirijamos o nosso trabalho a Deus, a Cristo. Eis o motivo porque tentamos fazê-lo da maneira mais bonita possível.


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A verdadeira emancipação da mulher - S. Josemaria Escrivá


Desenvol­vimento, maturidade, emancipação da mulher, não devem significar uma pretensão de igualdade – uniformidade – com o homem, uma imitação da maneira de ser masculina. Isso não seria uma aquisição, seria uma perda para a mulher, não porque ela seja mais ou menos que o homem, mas porque é diferente.


Num plano essencial – que deve ser objecto de reconhecimento jurídico, tanto no direito civil como no eclesiástico – pode falar-se de igualdade de direitos, porque a mulher tem, exactamente como o homem, a dignidade de pessoa e de filha de Deus. Mas para além desta igualdade fundamental, cada um deve alcançar o que lhe é próprio.

E, neste plano, emancipação é o mesmo que possibilidade real de desenvolver plenamente as próprias virtualidades: as que tem na sua singularidade e as que tem como mulher. A igualdade em face do direito, a igualdade de oportunidades perante a lei, não suprime, antes pressupõe e promove essa diversidade, que é riqueza para todos. 


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Quem é? Não conheço. - Pe.Gonçalo Portocarrero de Almada

"Vem a talho de foice recordar um cerimonial ainda em uso na Casa Real austríaca, sempre que um membro desta família imperial é sepultado no panteão real, na vienense Igreja dos Capuchinhos.
À chegada do féretro e do seu acompanhamento, a entrada do templo encontra-se fechada, pelo que um dignitário do cortejo percute na respectiva porta. A esse toque, alguém responde de dentro:
- Quem é?
Nos termos protocolares, enunciam-se então todos os títulos nobiliárquicos e os tratamentos honoríficos a que esse membro da família imperial tivesse direito.
Mas a essa apresentação do defunto, segue-se uma lapidar negativa:
- Não conheço.
Repete-se o acto de bater à porta e, inquirida por segunda vez a identidade de quem deseja entrar, dizem-se de novo, mas de forma mais abreviada, as honrarias inerentes ao falecido. Então, de dentro da igreja fechada, ouve-se mais uma vez uma voz anónima que diz laconicamente:
– Não conheço.
À terceira vez, já não se referem altezas nem títulos, não se citam honras, nem nobiliárquicas prerrogativas, e o corpo insepulto é apresentado apenas como o de um pobre pecador.
E é só então que a porta, que não cedeu ante pergaminhos de imemorial nobreza, que não se rendeu ante séculos de gloriosa história familiar, atestada pela infindável ladainha das honras herdadas, se abre de par em par, dir-se-ia que comovida pela grandeza da humildade de um pobre de Cristo, que suplica a graça de um lugar de descanso para o seu corpo, enquanto não chegar a hora, tremenda e gloriosa, da ressurreição final.
Assim é também a entrada no reino dos Céus, majestoso pórtico que permanece indiferente às mais sublimes dignidades terrenas, sejam elas de natureza política, histórica, intelectual, económica, artística ou outra. Para a salvação eterna, pouco importa o poder, a fidalguia, a beleza, a inteligência ou a riqueza material do cristão. Não é por esses seus atributos que se lhe franqueará a porta do paraíso que, no entanto, se escancará ante a singela grandeza de quem tiver a dita de se reconhecer a si mesmo o que afinal todos somos nesta vida: pobres pecadores em demanda da pátria celestial, que só pela infinita misericórdia de Deus poderemos alcançar." 

A homilia completa está aqui


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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Politicamente correcto sucks!

"Os imigrantes não-australianos devem adaptar-se. É pegar ou largar! Estou cansado de saber que esta nação se inquieta ao ofendermos certos indivíduos ou a sua cultura. Desde os ataques terroristas em Bali, assistimos a uma subida de patriotismo na maioria do australianos. A nossa cultura está desenvolvida desde há mais de dois séculos de lutas, de habilidade e de vitórias de milhões de homens e mulheres que procuraram a liberdade.

A nossa língua oficial é o inglês; não é o espanhol, o libanês, o árabe, o chinês, o japonês ou qualquer outra língua. Por conseguinte, se desejam fazer parte da nossa sociedade, aprendam a nossa língua!A maior parte do australianos crê em Deus. Não se trata de uma obrigação cristã, de influência da direita ou pressão política, mas é um facto, porque homens e mulheres fundaram esta nação sobre princípios cristãos, e isso é ensinado oficialmente. É perfeitamente adequado afixá-lo sobre os muros das nossas escolas. Se Deus vos ofende, sugiro-vos então que encarem outra parte do mundo como o vosso país de acolhimento, porque Deus faz parte da nossa cultura.

Nós aceitaremos as vossas crenças sem fazer perguntas. Tudo o que vos pedimos é que aceitem as nossas e vivam em harmonia e em paz connosco. Este é o nosso país, a nossa terra e o nosso estilo de vida. E oferecemos-vos a oportunidade de aproveitar tudo isto. Mas se vocês têm muitas razões de queixa, se estão fartos da nossa bandeira, do nosso compromisso, das nossas crenças cristãs, ou do nosso estilo de vida, incentivo-os fortemente a tirarem partido de uma outra grande liberdade australiana: O direito de partir. Se não são felizes aqui, então partam. Não vos forçamos a vir para aqui. Vocês pediram para vir para cá. Então, aceitem o país que vos aceitou".
Discurso do Primeiro-Ministro australiano à comunidade muçulmana


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As razões da nossa Fé

Lembro-vos, irmãos, o evangelho que vos anunciei, que vós recebestes, no qual permaneceis firmes e pelo qual sereis salvos, se o guardardes tal como eu vo-lo anunciei; de outro modo, teríeis acreditado em vão. Transmiti-vos, em primeiro lugar, o que eu próprio recebi: Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras; apareceu a Cefas e depois aos Doze. 

Em seguida, apareceu a mais de quinhentos irmãos, de uma só vez, a maior parte dos quais ainda vive, enquanto alguns já morreram. Depois apareceu a Tiago e, a seguir, a todos os Apóstolos. Em último lugar, apareceu-me também a mim, como a um aborto.
1.ª carta de S. Paulo aos Coríntios, 15:1


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Momento poético

D. DUARTE, REI DE PORTUGAL (Fernando Pessoa in Mensagem)

Meu dever fez-me, como Deus ao mundo.
A regra de ser Rei almou meu ser,
Em dia e letra escrupuloso e fundo.

Firme em minha tristeza, tal vivi.
Cumpri contra o Destino o meu dever.
Inutilmente? Não, porque o cumpri.


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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Frase do dia

"Com o amor ao próximo, o pobre é rico; sem este amor, o rico é pobre." 

St. Agostinho


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A minha esperança

“A minha esperança está no que os olhos nunca viram. Portanto, não me deixes confiar nas recompensas visíveis. A minha esperança está naquilo que o coração não pode sentir. Não permitais, portanto, que eu confie nos sentimentos do meu coração. A minha esperança está naquilo em que a mão do homem jamais tocou. Não permitais que eu confie naquilo que posso segurar entre os dedos. (...) Deixa que a minha confiança se apoie na Tua misericórdia, e não em mim. Deixa-me colocar a minha esperança no Teu amor, não na fortaleza ou na saúde ou na habilidade ou nos recursos dos homens.”

Thoughts in Solitude, de Thomas Merton
(Farrar, Straus and Giroux Publishers, New York), 1958. p. 29-30


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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Actos das virtudes teologais

Acto de Fé

Senhor Deus, creio firmemente e confesso todas e cada uma das coisas que a Santa Igreja Católica propõe, porque Vós, ó Deus, revelastes todas essas coisas, Vós, que sois a eterna verdade e sabedoria que não pode enganar nem ser enganada. Nesta fé, é a minha determinação viver e morrer. Amén.


Acto de Esperança


Espero, Senhor Deus, que, pela vossa graça, hei de conseguir a remissão de todos os pecados e depois desta vida a felicidade eterna, porque Vós prometestes, Vós que sois infinitamente poderoso, fiel e misericordioso. Nesta esperança, é a minha determinação viver e morrer. Amém.

Acto de Caridade

Senhor Deus, amo-Vos sobre todas as coisas e ao meu próximo por causa de Ti, porque Vós sois o sumo bem, infinito e perfeitíssimo, digno de todo amor. Nesta caridade, é a minha determinação viver e morrer. Amém.


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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O fim da linha - Mário Crespo

Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder.

Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre.

Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.


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JMJ 2011



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