quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Educar no pudor (2): A infância e a adolescência

(A primeira parte do artigo, referente aos primeiros anos, pode ser encontrada aqui)

A adolescência é uma etapa fundamental na vida de cada pessoa. É necessário sentir a liberdade e ao mesmo tempo é preciso sentir-se ligado aos outros. A educação nesta etapa é diferente. 

O período que vai, aproximadamente, entre os sete e os doze anos – quando já começam a aparecer algumas características da adolescência –corresponde à época mais suave do crescimento para pais e filhos, sobretudo se a educação foi previamente bem conduzida. O filho ou a filha já é capaz de tratar por si só dos seus assuntos, mas conta muito com os pais e costuma confiar-lhe todas as suas coisas. Há um verdadeiro interesse de saber, de apagar qualquer incógnita. E, quando se utilizam as palavras adequadas, compreendem muito bem o que se lhes transmite. 

Essa relativa tranquilidade não deve ser desculpa para descuidar a tarefa educativa, pensando, talvez, que as coisas vão bem por si próprias. Deve ser, pelo contrário, a época em que se consolidam na cabeça as ideias e os critérios que configurarão a sua vida no futuro. Poderia dizer-se que é o momento de explicar tudo, adiantando-se mesmo àquilo com que se enfrentarão mais tarde. 

Os anos suaves 

Chegaram os anos já adequados para explicar aos filhos não somente as manifestações do pudor, mas o seu próprio sentido. Entenderão, por exemplo, que a roupa não só tapa o corpo, mas também que veste a pessoa, que mostra como nos queremos dar a conhecer, que representa o respeito que pedimos e que damos. 

Simultaneamente, os filhos devem aprender a administrar a sua intimidade, de forma que só a descubram na medida adequada e diante das pessoas adequadas. A prudência – é a virtude aqui em jogo – adquire-se com a retidão, a experiência e o bom conselho e nesta aprendizagem os pais têm muito a dizer. Os filhos esperam deles uma relação de confiança, um interesse e uma orientação que os faça sentir mais seguros neste incipiente desenvolvimento da personalidade. Ratificando ou corrigindo, conforme os casos, aprendem o que é que se deve confiar, a quem e porquê.

O risco que existe nestas idades é que o interesse em aprender derive para uma curiosidade indiscriminada, por vezes indiscreta; e num desejo de experimentar novidades, também com o próprio corpo. Daí a importância de que os pais dêem importância a todas as perguntas que lhes possam formular, sem se escapulir ou deixá-las para um futuro incerto, e lhes dêem resposta de modo adequado à sensibilidade dos filhos. Por exemplo, estas idades são o momento certo para a educação afetiva bem entendida. No lhes mintais: eu matei todas as cegonhas. Dizei-lhes que Deus se serviu de vós para que eles viessem à terra, que são o fruto do vosso amor, da vossa entrega, dos vossos sacrifícios... Para isso tendes de ser amigos dos filhos, dar-lhes pé para que falem das suas coisas confiadamente [1]. Neste contexto transmite-se o valor do corpo humano e a necessidade de o tratar com respeito, evitando tudo o que leve a considerá-lo como um objecto, seja de prazer, de curiosidade ou de brincadeira.

Convém também antecipar-se aos acontecimentos, explicando as mudanças corporais e psicológicas que lhes aparecerão com a adolescência, que saberão, assim, aceitar com naturalidade quando chegar o momento. Tem de se evitar que rodeiem esta matéria de malícia, que aprendam algo – que é em si mesmo nobre e santo – de uma má confidência de um amigo ou de uma amiga [2]. Também aqui deve imperar o sentido positivo. Sem omitir a referência aos perigos de um ambiente permissivo, de que de resto as crianças costumam aperceber-se logo em idades precoces, trata-se de encarar a questão como uma oportunidade de crescimento para as suas almas e os seus corpos, se sabem esforçar-se por reagir positivamente perante estímulos negativos. O pudor constituirá – já o constitui – uma efectiva defesa e ajuda para guardar a pureza do coração.

Os anos difíceis 

Os anos correspondentes ao início da adolescência, e à própria adolescência, são, no tema que nos ocupa, mais difíceis para os pais. Em primeiro lugar, porque os filhos se tornam mais defensores da sua intimidade. Às vezes adotam também atitudes contestatárias, que podem parecer não ter outro motivo que não seja o de ser do contra. Isto pode causar um certo desconcerto nos pais, que intuem – com razão – que parte da sua intimidade já não a partilham com eles, mas com os amigos ou amigas. São também desconcertantes as alterações do humor; os filhos passam de momentos em que exigem que ninguém entre no seu mundo, para outros em que reclamam uma atenção talvez desproporcionada. É importante saber detectar estes últimos e fazer o possível por escutá-los, pois não se pode saber quando se apresentará a oportunidade seguinte. 

Estes desejos de independência e intimidade não são apenas necessários; são também uma nova oportunidade para fomentar o crescimento da sua personalidade. Os adolescentes têm especialmente a necessidade de cultivar espaços de intimidade e devem aprender a mostrá-la ou a reservá-la de acordo com as circunstâncias. A ajuda que os pais lhes podem dar neste campo consiste, em grande parte, em saber ganhar a sua confiança e saber esperar. Estar disponíveis e interessar-se pelas suas coisas, e saber aproveitar esses momentos – sempre os há – em que os filhos os procuram ou em que as circunstâncias exigem una conversa. 

A confiança ganha-se, não se impõe. Menos ainda se consegue espiando os filhos, lendo as suas agendas ou diários, escutando o que falam com os amigos, ou entrando em contacto com eles – usando uma identidade falsa – através das redes sociais. Embora alguns pais pensem que o fazem para seu bem, intrometer-se desse modo na intimidade dos filhos é o melhor modo de arruinar a confiança mútua e, em condições normais, é objectivamente injusto. 

As características enumeradas anteriormente têm como efeito que os adolescentes se olhem muito a si próprios, de todos os pontos de vista, entre os quais ocupa um lugar relevante o físico. Daí tem de se deduzir que o primeiro pudor que convém ajudá-los a cuidar se refere a eles próprios. Isto sucede tanto com as raparigas como com os rapazes, ainda que, em cada caso, com matizes diferentes. Nelas, a tendência é de se compararem com modelos estéticos que apreciam e sentirem-se atraentes para o outro sexo. Neles, domina mais o desejo de serem vistos como desenvolvidos e bem constituídos diante dos seus companheiros, sem que também não falte o desejo de serem admirados pelas raparigas. Grande parte deste narcisismo juvenil pratica-se sem testemunhas, mas se se observar com atenção será fácil ver algum sintoma desta atitude, como por exemplo quando eles não são capazes de resistir a contemplarem-se diante de algo que reflicta a sua imagem, mesmo que seja ao ir pela rua; ou, nas raparigas, a obsessiva pergunta acerca de como lhes fica o que vestem. 

Pensar que «são coisas da idade» e que já lhes passarão, para inibir-se, suporia uma desfocagem da questão. São, evidentemente, coisas da idade mas, por isso mesmo, devem ser educadas. A adolescência é a idade em que despertam os grandes ideais e estes devem ser fomentados. Os filhos compreendem com relativa facilidade que esses ensinamentos acabam por os impedir de ver as necessidades dos outros. E a partir daí, podem apreciar que o pudor consigo próprios – cuidar do próprio corpo, mas sem excessos; evitar curiosidades malsãs, etc. – é um requisito para ter o coração generoso que desejam ter. 

Modéstia e moda

O remédio não está em isolar os filhos do grupo: necessitam dos seus amigos ou amigas, também para amadurecer. O que é preciso é ensinar a ir contracorrente. E há que saber fazê-lo. Se o filho ou a filha se escudam em que todos os seus amigos «andam assim», os pais, em primeiro lugar, devem explicar-lhes a importância de valorizar a sua própria personalidade e ajudá-los a que tenham boas amizades; e, em segundo lugar, devem procurar estabelecer, eles próprios, amizade com os pais dos amigos, para assim se porem de acordo neste e noutros assuntos.

Em todo caso, não se deve ceder. Qualquer forma de vestir que seja contrária ao pudor ou a um elementar bom gosto não deve entrar no lar. Os pais devem estar atentos e, quando chegar o momento, falar com os filhos, com serenidade, mas com firmeza, e dando-lhes as razões do seu comportamento. Se durante a infância combina que quem explicasse estes temas fosse o pai ao filho e a mãe à filha, agora – em muitas ocasiões – costuma ser oportuno que também intervenha o outro. Assim, por exemplo, diante de uma filha adolescente que não entende porque não deve utilizar uma roupa que a exibe demasiado, o seu pai pode contribuir para o que, talvez, não compreenda: que dessa maneira atrai os olhares dos rapazes, mas de modo algum o seu apreço.

Como noutros assuntos, pai e mãe podem contar aos filhos, de uma forma prudente, as lições que eles próprios aprenderam quando eram adolescentes, bem como o que verdadeiramente procuravam na pessoa com que pensavam que poderiam partilhar a sua vida. São conversas que porventura, num primeiro momento, parecem não ter muito efeito, mas que a longo prazo têm, e os filhos acabam por agradecê-las.

Quando falamos da formação no pudor, a tarefa dos pais deve também estender-se, na medida das suas possibilidades, ao ambiente em que os filhos se movem. Uma primeira manifestação é a escolha dos lugares de férias. Em muitos países, as praias no verão são pouco aconselháveis; mesmo quando se põem meios para evitar um panorama pouco edificante, o clima geral é tão descuidado que dificulta o decoro. Analogamente, se se inscreve o filho nalguma atividade recreativa ou num acampamento, seria absurdo não se informar bem dos meios que os organizadores disponibilizam para que o tom humano seja elevado.

Outro campo que é necessário ter em conta é o dos lugares de diversão dos filhos, sobretudo porque a pressão do grupo é mais forte na adolescência. É importante que os pais conheçam os locais por onde se movem os jovens, e que procurem dar alternativas pondo-se de acordo com outros pais. Um terceiro local, têm-no mais à mão: o quarto dos filhos. É normal que queiram colocar elementos decorativos a seu gosto, mas essa independência deve ter um limite marcado, sobretudo, pela dignidade do que se quer colocar.

De resto, é lógico que alguma vez os pais encontrem resistências nos filhos, pela natural tendência dos adolescentes para querer afirmar a sua independência dos pais e dos adultos em geral e pela sua falta de experiência. Muitas vezes uma desobediência – não é possível, nem desejável, controlar tudo – traz consigo uma lição e com ela um aviso que se tem de saber aproveitar. Quando acontece uma dificuldade, não há que perder a serenidade. Talvez os pais tenham assim aprendido, mais do que uma vez, quando tinham a idade dos filhos. A ação educativa requer sempre uma grande dose de paciência, especialmente em âmbitos como este, em que os critérios que se lhes quer transmitir podem parecer, num primeiro momento, exagerados aos jovens . Já chegará o tempo em que eles os entenderão melhor e os assumirão como próprios, sempre e quando não falte a insistência – com carinho, bom humor e confiança – por parte de uns pais convencidos de que vale a pena educar assim.

J. De la Vega in opusdei.pt

[1] S. Josemaria, Pregação oral, recolhida por Carlos Soria em “Maestro de buen humor”, ed. Rialp, Madrid, p. 99.

[2] Temas actuais do cristianismo, n. 100.


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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Apoio à natalidade? - D. Nuno Brás

Finalmente o país parece ter acordado para o “Inverno demográfico” dramático que está a viver. Foi necessária a crise nacional e a crise europeia e, com elas, a crise financeira que inevitavelmente conduzirá à falência a breve prazo da Segurança Social para os governantes portugueses chegarem à conclusão de que era urgente tomar medidas para o crescimento da natalidade. Que tenham algo de positivo todas estas crises, já que a voz de tantos, que há anos preanunciavam este estado de coisas, não foi escutada!

No entanto, infelizmente, tenho sérias dúvidas sobre as soluções que estão a ser apontadas. Éque não serão suficientes uns euros a mais em subsídios para acabar com a falta de natalidade. Nem o problema é sobretudo de estatística. Quero dizer: a questão não ésimplesmente o número de cidadãos que poderão daqui por 30 anos dar o seu contributo para a sustentabilidade do chamado “Estado Social”. Ou seja: a questão não é conseguirmos que, daqui por 30 anos possamos contar com mais um milhão de trabalhadores a pagar os impostos: de pouco isso importa se desse esforço resultar uma sociedade completamente desordenada, escrava do trabalho, do dinheiro e de tudo o que a isso anda habitualmente junto. Daqui por 30 anos não queremos estar na mesma situação de muitos países do chamado “3º mundo”: com biliões de habitantes a realizar trabalho escravo para que uns quantos possam viver no luxo.

A questão, com efeito, não deve ser colocada sobre quantos serão os pagadores de impostos daqui por 30 anos, mas que sociedade queremos para daqui a 30 anos. E, para esta questão, a resposta coincide com aquela que for dada a uma outra: que família queremos daqui por 30 anos? Porque não tenhamos dúvidas: a baixa dramática da natalidade encontra sobretudo as suas razões nos modelos familiares que têm sido protegidos pelos sucessivos governos nacionais e europeus, pelo pensamento “politicamente correcto” espalhado pelos programas escolares em vigor, pelos interesses de minorias que ousam sobrepor a tudo o resto os seus interesses egoístas.

Apesar dos avisos de há muito a esta parte feitos alto e bom som, só agora se procura resolver a baixa natalidade. Há muito que as questões acerca do modelo de família também têm sido levantadas alto e bom som. Esperemos que sejam tomadas a sério, sob pena de, daqui por uns anos, chegarmos à triste conclusão de que é tarde demais!

D. Nuno Brás
in Voz da Verdade


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"Livra-nos do mal": Um polícia conta a sua experiência com exorcismos


Chegou recentemente aos cinemas o filme de terror "Livrai-nos do Mal” de Scott Derrickson, também director do filme "O Exorcismo de Emily Rose". "Livrai-nos do Mal" é um filme inspirado na experiência real de um agente da polícia de Nova York, Ralph Sarchie, experiência que quis partilhar na imprensa, aproveitando o impacto do filme.

O filme custou 30 milhões de dólares, investimento que recuperou com a venda dos bilhetes nos EUA. E no estrangeiro lucrou outros 25 milhões. 

Esta história, sobre um Sacerdote Católico Latino e exorcista e seu companheiro polícia que vai perdendo o seu cepticismo de susto em susto, pareceu não desagradar o público de Países longe da Cultura Católica: lucrou 390.ooo dólares na Coreia, 470.000 em Singapura, 360.000 em Hong Kong e um milhão na Malásia muçulmana.

O país teve maior receita até agora foi a Venezuela Bolivariana (2,4 milhões de dólares), com um público atraído pelo actor Venezuelano Edgar Ramirez, no papel do sacerdote. À Venezuela segue-se quase com a mesma receita a Austrália e a Argentina com 1,4 milhões e o Reino Unido com mais de 1 milhão. 

O ex-agente Ralph Sarchie, reformado depois de cumpridos os seus 20 anos de serviço, concordou em colaborar na divulgação e promoção por motivos de evangelização e não há dúvida que as suas reflexões sobre a natureza do mal chegaram assim até aos confins da Terra.

NO MEIO DO CRIME, ENCONTROU A FÉ

Em diversas entrevistas Sarchie explica que foi educado como católico, que se afastou da fé durante a sua juventude, mas que a recuperou quando como polícia se encontrou nas zonas mais perigosas de Nova Iorque, muitas vezes como infiltrado em grupos criminosos, o que explica as suas muitas tatuagens. Ali descobriu que, além da maldade humana dos criminosos ou dos viciados desesperados havia outra maldade mais profunda. 

"Se me ia envolver numa batalha com o demónio, precisava estar forte na religião", entendeu. "Hoje rezo o terço diariamente e peço todos os dias a Deus que faça com a minha vida o que for da sua vontade”.

Sarchie explica que só um Sacerdote ordenado e com permissão do Bispo pode celebrar exorcismos sobre as pessoas. Às vezes, ele realiza orações de libertação e bênçãos em edifícios ou lugares, mas como um leigo é essencialmente ajudante e estudioso de demonologia.

Os sinais para detectar uma pessoa possuída, diz ele, são clássicos: força que não é natural, falar em idiomas que desconhece, saber coisas que não deveria saber, a voz feminina torna-se masculina e emitir sons animalescos...

Conta que nunca cobrou "um cêntimo" pela sua actividade como demonologista, e chegou a ter custos por causa de deslocamentos para atender casos.

Também lhe custou o casamento. Nunca viveu experiencias demoníacas até que enquanto policia se dedicou a esta área e algumas destas experiências o “seguiram” até casa e assustaram a sua mulher. "E por isso é a minha ex", comenta numa entrevista. Diz que as suas filhas- já adultas- assistiram a alguns casos e que assumiram que "isso é verdade" com naturalidade. 

"Recebo comentários cépticos aqui e ali, e alguns deles realmente desagradáveis. Mas eu não me preocupo com o que pensam de mim ", explica.

ACTIVIDADE MALIGNA EM ASCENÇÃO 

O que é claro é que a actividade demoníaca está a crescer, seja através da infestação, da opressão ou de maneira mais rara da possessão. "Está em ascensão, odeio dize-lo, à medida que a sociedade expulsa Deus, não se pode negar. Há uma parte da sociedade que simplesmente não 'suporta' Jesus Cristo; quando eu vejo isso, pergunto-me de onde vem esse ódio." 

Quando lhe perguntam por um momento o que é que o assusta especialmente, conta um certo exorcismo. 

"Tínhamos um par de relíquias na igreja naquele dia, e a minha estava à direita da cabeça da pessoa, perto da orelha... eu costumo estar em frente. Conseguia ver os seus olhos. O olho direito olhava para o crucifixo, mas sem virar a cabeça, era como uma estátua. Os olhos iam e vinham, foi terrível de ver ", explica, comparando-a com um "animal encurralado e assustado" e a "um predador que procura uma saída”.

"Fui polícia muitos anos, lidei com muitas pessoas emocionalmente perturbadas e ligadas a gente muito má e nunca, nunca na minha vida nas ruas vi nada assim parecido. Um olhar de um assassino é diferente, não é parecido com o do possesso” partilha.

As suas experiências mais terríveis como ajudante de exorcista (e de polícia em zonas perigosas) estão no livro aterrador "Beware the Night". 

O SEU MESTRE NOS EXORCISMOS 

O sargento Sarchie foi ajudante em exorcismos do Padre irlandês Malachi Martin, em Nova York, que publicou em 1975 o seu livro sobre experiências exorcísticas "Hostage to the Devil", centrado em cinco casos que atendeu, embora nos anos noventa o Padre Martin explicou que fez exorcismos completos centenas de vezes. 

Este sacerdote Martin merecia o seu próprio filme: foi ajudante do Cardeal Bea no Concilio Vaticano II, especialista no diálogo com os judeus e com os Ortodoxos. Abandonou a Companhia de Jesus desencantado pelo caos pós-conciliar e emigrou para os EUA, onde trabalhou como taxista e a lavar pratos ... e, finalmente, dedicou-se a escrever romances (tinha o encargo de Paulo VI para evangelizar através da comunicação social). O sargento Sarchie foi um grande discípulo seu no atendimento às vítimas de actividade demoníaca.

UM PADRE LATINO PARA O FILME 

Para o filme, o director decidiu que, em vez de um padre irlandês queria um padre latino, "as pessoas não vão ser tão duras com ele, há maior aceitação cultural", disse no National Catholic Register

O actor escolhido, Edgar Ramirez, inspirou-se num amigo, jesuíta venezuelano que esteve dependente de drogas e que sabia o que era cair, lutar e levantar-se. Edgar Ramirez acredita que o filme, mais que entreter ao despoletar medo ensina a perdoar, como é explicado no vídeo em espanhol abaixo.

Quanto aos locais de rodagem para as filmagens, incluíram zonas perigosas de Nova York, onde o polícia fez patrulhas, incluindo ruas onde fez detenções. "Quem diria, que alguma fez filmaríamos um filme ali?" Ri-se Ralph Sarchie hoje.

in Religion en Libertad



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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A penitência no dia-a-dia

Penitência é tratar sempre os outros com a maior caridade, começando pelos teus. É atender com a maior delicadeza os que sofrem, os doentes e os que padecem. É responder com paciência aos maçadores e inoportunos. É interromper ou modificar os nossos programas, quando as circunstâncias – sobretudo os interesses bons e justos dos outros – assim o requerem.

A penitência consiste em suportar com bom humor as mil pequenas contrariedades do dia; em não abandonar o trabalho, mesmo que no momento te tenha passado o entusiasmo com que o começaste; em comer com agradecimento o que nos servem, sem caprichos importunos. 

S. Josemaria in Amigos de Deus, 138


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3 min: D. Álvaro del Portillo na 1ª pessoa

Os Santos andam no meio de nós.
Estejam atentos.

(com legendas em português)



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domingo, 14 de setembro de 2014

Cardeais explicam num livro que é melhor não dar a Comunhão a "recasados"

Cinco membros do Colégio de Cardeais dão autoria em conjunto a um livro que defende a doutrina da Igreja no que toca aos Católicos divorciados e recasados, afirmando que é a aproximação mais misericordiosa possível.

O livro, que está planeado ser publicado em Inglês este Outubro, chama-se "Permanecer na Verdade de Cristo: Casamento e Comunhão na Igreja Católica" (Remaining in the Truth of Christ: Marriage and Communion in the Catholic Church). Apresenta uma resposta ao pedido do Cardeal Walter Kasper para a Igreja abrir as suas portas para permitir os Católicos divorciados e recasados receberem a Eucaristia.

De acordo com a editora Ignatius Press, o livro vai apresentar tanto argumentos bíblica em favor da doutrina da Igreja actual assim como ensinamentos e práticas da Igreja dos primeiros séculos.

No seu resumo de apresentação, a Ignatius Press explica que o livro "traça a longa história centenária, da resistência Católica" à recepção da comunhão pelos Católicos divorciados e recasados e revela "sérias dificuldades teológicas e canónicas inerentes na prática passada e actual da Igreja Ortodoxa."

"Estes académicos em nenhum destes casos, bíblicos ou patrísticos, vão encontrar apoio para o tipo de "tolerância" aos casamentos civis que seguem o divórcio defendida pelo Cardeal Kasper", disseram eles.

Durante um discurso de duas horas a um consistório sobre a família, em Fevereiro, o Cardeal Kasper, presidente emérito do Conselho Pontifício para Promover a Unidade dos Cristãos, falou sobre o casamento e a vida de família, dedicando a última secção do seu discurso ao "problema dos divorciados e recasados."

Nessa parte, ele perguntou se "não será talvez uma exploração da pessoa" quando alguém que foi divorciado e recasado é excluído de receber a Comunhão, e sugere que para "o pequeno segmento dos divorciados e recasados," talvez possa ser admitido ao "sacramento da penitência e depois à Comunhão."

Ele ecoou os mesmos sentimentos numa entrevista em Maio com a Commonweal, durante a qual ele discutiu esta proposta de que as pessoas divorciadas e recasadas podem receber a Comunhão, sugerindo que os Cristãos não são chamados a ser heróicos quando disse que viver juntos como irmão e irmã é "um acto heróico, e o heroísmo não é para um Cristão médio."

Referindo-se à conclusão tirada pelos cardeais, a Ignatius Press explicou então que os vários estudos examinados neste livro "levam à conclusão de que a fidelidade duradoura da Igreja à verdade do casamento constitui a fundação irrevocável da sua misericórdia e uma resposta de amor ao indivíduo que está civilmente divorciado e recasado."

"O livro, portanto, desafia a premissa de que a doutina Católica e a prática pastoral contemporânea estão em contradição."

Os cinco cardeais que são autores do livro são o Cardeal Gerhard Muller, prefeito da Doutrina da Fé; Raymond Leo Burke, prefeito da Assinatura Apostólica; Walter Brandmuller, presidente emérito do Comité Pontifício das Ciências Históricas; Carlo Caffarra, arcebispo de Bologna e um dos teólogos mais próximos de S. João Paulo II em questão sobre moralidade e a família; e Velasio De Paolis, presidente emértio de Prefeitura para os Casos Económicos da Santa Sé.

Para além dos cardeais, juntam-se quatro especialistas e professores especialistas que também deram contribuições ao livro. São eles: Robert Dodaro, O.S.A., o editor,  John Rist, e os jesuítas Paul Mankowski e o Arcebispo Cyril Vasil.

in Catholic News Agency



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sábado, 13 de setembro de 2014

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Papa Francisco vai falar ao Parlamento Europeu

Esta manhã, o director da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, confirmou o comunicado emitido esta manhã em Estrasburgo pelo presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, que o Papa Francisco aceitou o convite para visitar o Parlamento Europeu e discursar aos seus membros durante uma sessão solene.

A visita vai ser no dia 25 de Novembro.

in VIS news




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Imagens do Retiro Lamego 2014 - Pe. Duarte Sousa Lara



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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Fé e Ciência em conflito: ainda nisto?!

Fui a semana passada ao Encontro Internacional da European Society for the History of Science (4 a 6 de Setembro'14), que aconteceu em Lisboa, na faculdade de ciências, cidade universitária. Estiveram cá reunidos, na "pequena" cidade de Lisboa, alguns dos maiores especialistas do mundo em História da Ciência. Os muitos conferencistas vieram de países tão distantes como a Nova Zelândia ou os Estados Unidos mas também de todos os cantos da Europa, desde a Grécia à Irlanda.

Foram apresentados imensos temas de muitas áreas diferentes - da física à medicina -, e de diversas épocas distintas - desde a ciência dos Antigos (Aristóteles e outros) até aos tempos mais modernos do início da Mecânica Quântica no século XX.

O encontro funcionou como a maior parte dos bons encontros académicos dos dias de hoje: durante o dia inteiro houve painéis, de três ou quatro conferências cada, a decorrer em salas diferentes e quem ia assistir limitava-se a escolher a que conferência queria ir, em detrimento de outras.

Ora, um dos painéis que teve mais destaque foi o painel onde as conferências tinham todas a ver com ciência e religião. Digo que teve destaque por ter sido logo no primeiro dia, por ter ocupado dois buracos do horário (foi um "duplo" painel) e por ter sido colocado num auditório, enquanto a grande maioria dos painés estavam em salas normais da faculdade de ciências (que, digo já, não são nada más).

Além disso, alguns dos investigadores que apresentaram neste painel já eram seniors e com uma categoria académica superior.

Neste post não quero de todo aprofundar os conteúdos que foram falados nessa tarde nem sequer mencionar todas as conferências que houve. Vou só apresentar alguns factos que mostram como o meio académico da história das ciências trata a Fé e a Ciência e como é surpreendente que no mundo de hoje a maior parte das pessoas ainda acredite que Fé e Ciência são incompatíveis.




Mas julguem por vós mesmos:

1. A primeira conferência deste painel foi dada pelo norte-americano Ronald Numbers, professor emérito do Departamento de História das Ciências da Universidade de Wisconsin. Este é provavelmente o melhor departamento para se trabalhar em história da ciência na Idade Média e nos séculos XVI e XVII.

O tema da conferência dele tinha a ver com dinossauros, mas nem vale a pena falar sobre isso. Queria antes mostrar alguns dos trabalhos mais famosos dele. Este professor, publicamente conhecido como agnóstico, publicou pela Chicago University Press o livro Quando a Ciência e o Cristianismo se encontram (When Science and Christianity Meet) e pela universidade de Harvard o livro Galileu na prisão e outros Mitos sobre Ciência e Religião (Galileo Goes to Jail and other Myths about Science and Religion), que também está traduzido para português pela Gradiva.

Este último livro é uma participação conjunta de alguns dos melhores historiadores da ciência vivos. Cada um escreveu um artigo e o Ronald Numbers foi o organizador e escreveu um dos artigos. É, portanto, uma publicação académica e não um simples livro de divulgação. Cada artigo corresponde a um mito que é desmontado. Vou deixar aqui alguns, tirados do índice do livro:

Mito 1. A ascensão do Cristianismo foi responsável pela morte da ciência antiga;
Mito 2. A Igreja medieval impediu o desenvolvimeno da ciência;
Mito 3. Os cristãos medievais ensinaram que a Terra era plana;
Mito 7. Giordano Bruno foi o primeiro mártir da ciência moderna;
Mito 10. A revolução científica libertou a ciência da religião;
Mito 11. Os católicos não contribuíram para a produção científica;
Mito 13. A cosmologia mecanicista de Newton eliminou a necessidade de Deus;
e etc.

Notem especialmente o mito 7: basicamente significa que o primeiro episódio da nova série Cosmos do Neil deGrasse Tyson começou com uma mentira - a de que Giordano Bruno foi um mártir da ciência. Sabe-se hoje que Giordano Bruno não passou de um feiticeiro que usava a teoria de Copérnico para defender as suas magias, não havia ciência ali.

Na verdade, na introdução do livro, Ronald Numbers, que não é cristão, afirma que "nenhum cientista, tanto quanto é do nosso conhecimento, alguma vez perdeu a vida devido aos seus pontos de vista científicos".

2. A segunda conferência foi dada por Stephen Gaukroger, professor de história das ciências na universidade de Sydney, doutorado em Cambridge. O tema de que ele falou foi "O conceito "pré"-moderno de doutrina científica e as suas origens no Cristianismo" ("The Early-Modern Idea Of Scientific Doctrine And Its Origins In Christianity").

Gaukroger tem estado a publicar uma série de livros profundos sobre a ciência e a maneira que os homens têm hoje de pensar sobre as coisas. Basicamente, e muito resumido, é uma maneira de explicar como é que o desenvolvimento científico ocidental domina hoje o mundo inteiro.

O mais interessante é que o seu primeiro volume, The Emergence of a Scientific Culture, foi descrito na Revista Britânica de História das Ciência (muito conceituada) como um livro excelente por descrever tão bem o papel fundamental do Cristianismo no aparecimento da ciência moderna. O livro mostra que, ao contrário de ter criado separação, a relação entre Cristianismo e filosofia natural floresceu e foi muito positiva para desenvolver a ciência tal como hoje a conhecemos.

3. Para acabar, uma das conferências da segunda parte foi apresentada por um historiador da Bélgica, um rapaz bastante novo até. O tema da sua conferência foi "As repostas Católicas ao Evolucionismo, 1859-2009: Influências locais e padrões de média-escala", em que basicamente mostrou que a relação entre a Igreja Católica e a teoria do evolucionismo foi muito pouco problemática e hoje em dia é praticamente nula, ao contrário de muitas comunidades protestantes.

Esta apresentação foi um resumo de um paper publicado o ano passado na revista Journal of Religious History, aqui.

Ou seja, no fundo vemos que a relação entre a Fé e a Ciência é tão interessante ao ponto de ser apresentado por diferentes nomes num dos maiores congressos académicos de História da Ciência. Por outro lado vemos que aquilo que se diz sobre conflitos entre Fé e Ciência é assustador porque não passa de um grande engano, já há muito conhecido.

Nuno CB

[este texto não tem pretensão nenhuma de ser académico, mas de carácter apologético]


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Eles dizem que o Papa vai casar divorciados

Mantendo o (baixo) nível a que nos tem habituado, o jornal Público publicou uma notícia com o seguinte título: “Papa casa 20 casais no domingo, entre eles uma mãe solteira e um divorciado”.

Uma mulher solteira, seja mãe ou até avó, poderá sempre casar, simplesmente pelo facto de ser…solteira.

Quanto ao ‘divorciado’, no corpo da notícia pode ler-se que o “anterior casamento foi anulado”. Não existem casamentos anulados, na prática o seu casamento foi declarado nulo (pode sê-lo por uma série de factores), ou seja nunca existiu.

Se nunca existiu ele não é divorciado, porque nunca se casou. O que faz com ele seja…solteiro.

O Público descobriu que o Papa Francisco vai casar um homem e uma mulher solteiros, uma decisão bastante arrojada e nunca experimentada na Igreja até hoje.

João Silveira


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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Pobres fiéis que frequentam as nossas Missas - D. António Keller

Pobres dos fiéis católicos que frequentam as Santas Missas em muitas das nossas igrejas... Submetidos tantas vezes às arbitrariedades de uma pseudo liturgia pautada por distorções, abusos, ridículas inserções de palmas, agitação de folhetos, danças, símbolos e mais símbolos que não simbolizam nada. Quanto abuso! Quanta arbitrariedade! 

Quanta falta de respeito não só para com Aquele para quem deveria dirigir-se a celebração, mas também para com os pobres fiéis que são obrigados a engolir esdrúxulas situações falsamente chamadas de " inculturação liturgica", mas que na verdade revelam falta de fé ou a ignorância das mais elementares verdades da fé em relação à Eucaristia, à Presença Real e outras. 

Pobres fiéis guiados por alguns pastores que arrotam slogans fundados em um palavreado eivado de conceitos atribuídos ao malfadado "espírito do Concílio" que na verdade, de conciliar nada tem... Tal espírito passa longe daquilo que a Igreja de Cristo é e pretendeu favorecer com a reforma litúrgica. Pobres fiéis, forçados a ter de engolir o que destrói a fé, o que na prática nega a centralidade do Mistério de Cristo, poluindo-o com a tentativa de desfocar este Mistério através da inserção de conceitos ideológicos sobre Deus, o homem, a criação e tantas outras realidades. 

A "nobre simplicidade" apregoada pelo Concílio transformou-se em desculpa para um "pobretismo" litúrgico que se expressa em despojamento do elementar, em relaxo, sujidade, descaso e outros defeitos. Dá-se à Liturgia, portanto a Deus, o que há de pior: no mínimo, o que é de gosto duvidoso. Chegamos ao tempo em que quem obedece as Normas Litúrgicas é acusado de rubricista. 

Ai de quem ousar usar os paramentos prescritos pela legislação litúrgica vigente. No mínimo será caracterizado como "romano", o que na visão de muitos é considerado como uma ofensa. E quem celebrar usando com fidelidade os livros litúrgicos, "dizendo o que está em letras pretas e fazendo o que está em letras vermelhas" será execrado pelos apregoadores do "autêntico espírito do Concílio". Sinceramente, é preciso muita, mas muita fé mesmo para não deixar de acreditar que "as portas do inferno não prevalecerão", como nos ensina Nosso Senhor.


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Sacerdotes portugueses recebidos pelo Papa Bento XVI

Um grupo de jovens sacerdotes portugueses foi recebido pelo Papa Bento XVI no mosteiro Mater Ecclesiae, onde agora reside. O encontro aconteceu no passado dia 5 de Setembro e incluiu também uma troca presentes e a oração de Vésperas.








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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Dar os parabéns a Nossa Senhora! diz o Papa

Quando uma mãe faz anos, os filhos dão-lhe o seu carinho e amor, portanto certifiquem-se que fazem o mesmo na festa da Natividade de Maria, disse o Papa Francisco.

O dia 8 de Setembro da festa litúrgica "é o seu aniversário. E o que é que fazem que a vossa mãe anos? Enviam-lhe os vossos parabéns e felicidades", disse o Papa depois de rezar o Angelus com as pessoas reunidas na praça de S. Pedro no dia 7 de Setembro.
O papa pediu às pessoas para dizerem "uma Ave Maria do coração" e não se esquecerem de lhe dizer "Parabéns!"

Maria tem três lições muito importantes para os Cristãos de hoje, disse o Papa numa mensagem escrita aos bispos Cubanos, a propósito do 8 de Setembro como festa de Nossa Senhor da Caridade de El Cobra, padroeira de Cuba.

Ele disse que Maria ensina as pessoas a viver a alegria de Cristo e a partilhá-la com os outros; a nunca deixar as adversidades deitarem-nos abaixo; e a ajudar sempre os que mais precisam de amor e misericórdia, disse ele.

O Papa disse que as pessoas deviam imitar como Maria respondeu ao chamamento de Deus com a mesma alegria, pressa e perseverança.

"Sempre que leio a Sagrada Escritura, nos versos que falam sobre Nossa Senhora, três verbos chamam a minha atenção," disse o Papa.

Os três tipos de acção - ser alegre, ajudar sem hesitação e perseverar, deviam "ser postos em prática" por todos os Católicos, acrescentou.

Quem descobre Jesus ficará "cheio com uma alegria interior tão grande que nada nem ninguém lhe podem tirar," disse ele.

Com Cristo nas suas vidas, as pessoas encontram a força e a esperança "para não estarem tristes e desanimadas, a pensar que os problemas não têm solução."

Para a segunda acção, as pessoas deviam levantar-se sempre "com pressa", tal como Maria, para ajudar os necessitados, disse ele.

"A vitória é para aqueles que repetidamente se levantam sem desanimar. Se imitarmos Maria, não podemos ficar sentados de braços cruzados, sempre a queixar-nos ou talvez a evitar qualquer esforço a ponto de outros fazerem o que é a nossa responsabilidade", disse ele.

Fazer a diferença e ajudar os outros não tem que ser feito a uma grande escala, disse ele, mas implica fazer coisas do dia-a-dia "com ternura e misericórdia".

"O terceiro verbo é perseverar," disse o Papa.

Maria dependia de Deus e da sua bondade para a força e coragem necessárias para ficar do lado de Cristo, independentemente do que acontecer e para encorajar os seus discípulos a fazer o mesmo.

"Neste mundo onde os valores duradouros são rejeitados e tudo está a mudar, onde o que é despojável é que triunfa, onde as pessoas parecem ter medo dos compromissos da vida, a Santíssima Virgem encoraja-nos a ser homens e mulheres que são constantes nas suas boas obras, que mantêm a sua palavra, que são sempre fiéis", disse o Papa.

Os bispos cubanos visitaram o Vaticano no final de Agosto para a instalação do seu presente, a réplica da estátua de Nossa Senhora da Caridade de El Cobre, que foi colocada nos jardins do Vaticano.

in Catholic News Service


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Parar os jihadistas ou voltamos à pré-história - Cardeal Raï

O que está a acontecer por obra do Estado islâmico e de outros grupos fundamentalistas, reconduz-nos à pré-história, ao tempo em que ainda não havia nenhuma lei.

Queremos dizer ao mundo inteiro que nós, cristãos do Médio Oriente, não somos uma minoria: o estatuto de minoria não se aplica aos cristãos, aplica-se aos grupos étnicos, aos grupos políticos, aos grupos culturais. Somos a Igreja de Cristo presente no Médio Oriente. Portanto, não somos uma minoria! Há dois mil anos somos cidadãos de todos estes países do Médio Oriente, 600 anos antes dos muçulmanos. 

Vivemos com os muçulmanos 1400 anos e transmitimos-lhes os valores do Evangelho, os valores e a dignidade da pessoa humana, a sacralidade da vida humana. Mas também recebemos das tradições e dos valores dos muçulmanos: construímos uma cultura juntos, uma civilização juntos. Devo dizer ao mundo inteiro que a Síria, o Egipto, a Jordânia, a Palestina, o Iraque são culturas cristãs, com um fundamento inteiramente cristão. Não podem vir aqui e demolir tudo aquilo que construímos no arco de 2000 anos e no arco de 1400 anos!"

Cardeal Béchara Raï, Patriarca de Antioquia dos Maronitas in radiovaticana.va


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sábado, 6 de setembro de 2014

O juramento de Hipócrates que todos os médicos fazem

Juramento de Hipócrates é um juramento solene efectuado pelos médicos, no qual juram praticar a medicina honestamente.

A versão de 1983 é usada actualmente em Portugal no momento em que o clínico é admitido como Membro da Profissão Médica.

"Prometo solenemente consagrar a minha vida ao serviço da Humanidade.
Darei aos meus Mestres o respeito e o reconhecimento que lhes são devidos.
Exercerei a minha arte com consciência e dignidade.
A Saúde do meu Doente será a minha primeira preocupação.
Mesmo após a morte do doente respeitarei os segredos que me tiver confiado.
Manterei por todos os meios ao meu alcance, a honra e as nobres tradições da profissão médica.
Os meus Colegas serão meus irmãos.
Não permitirei que considerações de religião, nacionalidade, raça, partido político, ou posição social se interponham entre o meu dever e o meu Doente.
Guardarei respeito absoluto pela Vida Humana desde o seu início, mesmo sob ameaça e não farei uso dos meus conhecimentos Médicos contra as leis da Humanidade.
Faço estas promessas solenemente, livremente e sob a minha honra."

in Wikipedia.pt


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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Wedding season




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Uma hora de adoração diária - Beata Teresa de Calcutá

Onde seremos nós capazes de encontrar a alegria do amor? Na Eucaristia e na Sagrada Comunhão. Jesus fez-Se «pão da vida» para nos dar a vida. Ali está Ele, dia e noite. Se realmente quereis progredir no amor, voltai-vos para a Eucaristia, voltai-vos para essa adoração. Na nossa congregação havia o costume de fazer adoração [ao Santíssimo Sacramento] durante uma hora, uma vez por semana; mais tarde, em 1973, decidimos fazer adoração durante uma hora, todos os dias. 

Andávamos cheias de trabalho: as nossas casas destinadas aos doentes e aos moribundos desvalidos estavam lotadas. Mas, depois que começámos a adoração diária, o nosso amor por Jesus ficou mais íntimo, o nosso amor pelas irmãs mais solícito, o nosso amor pelos pobres mais compassivo.

Olhai para o sacrário e vede o que significa esse amor. Terei inteira consciência dele? Será o meu coração assaz puro para poder ver ali Jesus? A fim de que fosse mais fácil para cada um de nós ver Jesus e assim pudéssemos receber a vida, uma vida de paz e de alegria, Ele fez-Se a Si próprio «pão da vida». Se encontrardes Jesus encontrareis a paz.

in «A Palavra», cap. 6 


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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Quando o Prelado do Opus Dei foi ao Meeting do CL


O Prelado do Opus Dei participou no “Meeting de Rimini” (Itália), um festival de encontros culturais, exposições e concertos, promovido no início por Msgr. Luigi Giusiani, fundador do Movimento Comunhão e Libertação. Acaba de regressar de uma viagem à Alemanha, onde teve alguns encontros públicos e visitou os centros da Prelatura, mas quando chega ao Meeting de Rímini e fala diante duas mil pessoas, D. Javier – 82 anos, 20 deles à frente do Opus Dei – não parece cansado.
O diálogo com as pessoas é um espaço no qual D. Javier Echevarría se move bem e, na Feira de Rimini, há muita gente, gente dessa que não pode deixar de gostar de quem, como ele, dirige uma instituição composta principalmente por leigos. São pessoas que têm no coração a procura da santidade e do apostolado na vida de todos os dias, a alegria do Evangelho, a sementeira libertadora da mensagem cristã nos diferentes âmbitos da experiência humana.
No Meeting pela primeira vez, a sua intervenção abre com elogios ao movimento Comunhão e Libertação: "Comprovei quanta força tem a formação que ofereceis, e como vos apoiais na reflexão sobre questões históricas e culturais fundamentais para o homem".
O prelado do Opus Dei, D. Javier Echevarría elogiou o pensamento do fundador de Comunhão e Libertação, o sacerdote italiano Luigi Giussani, e desejou que o processo de canonização possa chegar rapidamente a bom termo. Fê-lo na conferência que realizou esta quinta-feira no 'Meeting para a amizade entre os Povos', que se está a realizar na cidade italiana de Rímini de24 a 30 de agosto (...).
Precisou que conheceu Don Giussani e impressionou-o a sua personalidade e capacidade de se aproximar das pessoas e a sua voz áfona mas tão cálida. Recordou que sentia estar com um amigo, um homem de Igreja que explicava a atividade de Comunhão e Libertação a D. Álvaro del Portillo, que será beatificado no dia 27 de Setembro. Elogiou a sua vida de piedade, o seu apostolado, o serviço à Igreja e desejou que a sua causa de beatificação possa chegar rapidamente a bom porto.
Aos integrantes de Comunhão e Libertação presentes entre as três mil pessoas que enchiam o auditório, o prelado do Opus Dei convidou-os a “meditar muito” no que Don Giussani lhes ensinou e instou-os não somente a ler os seus escritos, mas a meditá-los, a não se conformarem com admirar, mas “a entrar na figura de Don Giussani e viver com a novidade com que ele viveu toda a sua vida”.
O Prelado, seguindo o convite do Papa Francisco, exortou a sair para o mundo, a ir às periferias existenciais, sabendo que não estamos longe de nenhuma pessoa mesmo que possa estar em países longínquos. Convidou, além disso, a “não ler os jornais sem meter a alma”, a não ver as notícias somente para estar ao corrente e sem pensar nas pessoas que lá estão, porque são pessoas e, portanto, é algo que nos afeta em pleno.
in opusdei.pt (Título adaptado)


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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Se milagres desejais, recorrei a Santo António

Atesto que tudo o que passo a descrever aconteceu exactamente desta maneira e não de outra:

Dia #1 – Preparo-me para dormir numa sala duma escola, qual quarto improvisado, juntamente com desconhecidos, mas cada um no seu quadrado. Antes de me deitar, tiro o fio de prata e ponho-o no bolso dos calções, que julgo usarei no dia seguinte.

Dia #2 – Dia seguinte, tempo agreste, decido não usar calções, uso calças. Depois do banho, um hábito meu, vou ao bolso dos calções buscar o fio, e não há fio para ninguém. Reviro todos os bolsos, nada. Conclusão lógica: Fui furtado! Fiquei a pensar nisso, um pouco surpreendido, e a meio do dia decidi voltar ao “quarto” para revistar outra vez os calções, desfazer a mala, procurar no chão e esgotar todas as possibilidades de o ter perdido algures por ali: nada!

Dia #3 – Finalmente uso os calções. Mais uma vistoria aos bolsos, apenas para descobrir que se encontram vazios, como antes. Num deles ponho algum dinheiro, porque depois do que aconteceu com o fio não quero arriscar. A meio do dia falo do fio e dão-me o Responso a Santo António para rezar, com a garantia que o fio iria aparecer. Assim o fiz. Antes de me deitar guardo os calções, onde tinha o dinheiro, no fundo da minha mala, debaixo de toda a roupa, não vá o diabo tecê-las.

Dia #4 – A roupa está exactamente como a tinha deixado na noite anterior, ninguém mexeu em nada. Ponho a mão no bolso dos calções, para tirar o dinheiro, e o que é que lá está? O fio.

Fiquei muito impressionado e sem qualquer tipo de explicação para o que se passou. Foi a primeira vez que rezei o Responso a Santo António, e desconfio que terá sido a primeira de muitas.

João Silveira


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Campo de canto gregoriano para crianças



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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Para o Diogo a vida era infinita.





DIOGO EMPIS DE ANDRADE E SOUSA



Para o Diogo a vida era infinita.

A vida era para viver, o melhor que conseguíssemos, o melhor que soubéssemos, e por isso nunca parou quieto.

Desde o externato do Parque, passando pelos Salesianos, depois pelo Maria Amália, ou pelo ISCTE. Nunca se dedicou demasiado aos estudos, porque estava demasiado ocupado a viver, a estar com amigos, a passear, a jogar rugby, a dançar, a festejar. Apesar disso, tudo lhe saía com a maior facilidade. Fazia umas directas no final de cada semestre, e lá resolvia todas as cadeiras. Era demasiado esperto e demasiado rápido para perder tempo a mais a estudar… preferia viver a vida.

Passou um ano em Florença, onde fez ainda mais amigos, e onde aprendeu a falar italiano, há quem diga, melhor que os próprios italianos. Aproveitava a vida com alegria e chegava a sair às ruas de Florença descalço e com um copo de vinho na mão. Passou anos nas Equipas de Jovens, onde ao longo de todas as peregrinações que fez, ajudava sempre os que ficavam para trás.

Passava Verões na Praia Grande, entre família e amigos. Era difícil alguém não ficar cativado pelo Diogo. A sua presença era demasiado intensa e demasiado alegre. Tinha mais histórias do que tempo para contá-las. 

São inesquecíveis as suas peripécias e esquemas para conseguir chegar onde queria. O Diogo conseguia convencer qualquer pessoa do que quisesse. E fazia-o sempre com a maior naturalidade.

A forma do Diogo andar, destemida e de olhar confiante, mostrava como encarava a vida: com todo o entusiasmo e com toda a força.

O Diogo deu a volta ao mundo. Passou por mais de 60 países sempre com vontade de conhecer mais, de ver novas pessoas, de explorar novos mundos. Sempre com um desejo que nada nem ninguém conseguia completar. Não se conformava com nenhuma experiência e desejava sempre mais.

O Diogo tinha um coração grande. Não deixava ninguém indiferente. Nem deixava ninguém sem ajuda. A sua presença era uma força contagiante e generosa.

Só o Diogo para ir ser arquitecto a fazer um resort de luxo nas Caraíbas… Passou os últimos anos longe, mas perto do coração. Bastava 1 segundo com ele para acender-se de novo aquela alegria de tê-lo por perto, tão cheio de vida e de intensidade. Toda a gente sentia que era especial para o Diogo. Ele conseguia fazer que qualquer pessoa se sentisse única. Cada pessoa tem uma história com o Diogo que mais ninguém tem. O Diogo marcou cada pessoa – quem o conhece há muito ou pouco tempo – porque a sua generosidade fazia com que se entregasse inteiro a cada momento e a cada pessoa. 

Parece que tanto fica por viver e fazer, e o muito que tivémos com o Diogo sabe-nos a pouco. Fazem já falta as coisas que íamos viver. Os jantares por combinar, as viagens por fazer, os passeios prometidos, as piadas por inventar, as conversas que adiámos. Tudo o que vemos nos parece faltar.

Ficamos cheios de tristeza e cheios de saudades, de ver o nosso querido Diogo partir assim tão cedo. Depois disto, nenhum de nós voltará a ser o mesmo. Não podemos voltar ao que éramos, porque o Diogo abriu o nosso olhar para novos sítios e abriu o nosso coração até onde não achávamos possível. O Diogo foi e sempre será um enorme dom de Deus para as nossas vidas.

Fica muito por dizer. As palavras não são nem nunca serão suficientes para uma pessoa tão brilhante como o Diogo. Demasiado brilhante para este mundo. 

O Diogo descrevia a chegada ao Céu como ver Deus de braços abertos e com um sorriso na cara. E que esse abraço era irresistível. Confiamos assim que Deus o recebe, e que o fará tão feliz como ele sempre quis ser.

E que para quem desejava uma vida infinita, vai agora começar a melhor parte.

27 de Agosto 2014



Texto escrito pelo João Andrade e Sousa Valentim


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