sábado, 1 de junho de 2013

A ordenação de mulheres - Papa Bento XVI

Isso é um absurdo, pois nessa altura o mundo estava cheio de sacerdotisas. Todas as religiões tinham as suas sacerdotisas, e o mais surpreendente foi o facto de não as haver na Igreja de Jesus Cristo, o que, por sua vez, está em continuidade com a fé de Israel.

A formulação por João Paulo II é muito importante: a Igreja não tem «absolutamente a faculdade» de ordenar mulheres. Não é o mesmo que dizer que não gostamos; o que se diz é que não podemos. O Senhor deu à Igreja uma configuração com os Doze – e, na sua sucessão, com os bispos e os presbíteros e os padres. Essa configuração da Igreja não foi feita por nós, mas sim constituída por Ele. Segui-lo é um acto de obediência, talvez de difícil obediência na situação actual. Mas é exactamente isso que é importante que a Igreja demonstre: nós não somos um regime despótico. Não podemos fazer o que queremos. Há uma vontade do Senhor em relação a nós à qual nos mantemos fiéis, mesmo quando isso se revela difícil e trabalhoso nesta cultura e nesta civilização.

Além disso, há tantas e tão importantes funções das mulheres na Igreja que não se pode falar em discriminação. Seria esse o caso se o sacerdócio fosse uma espécie de soberania, enquanto se supõe que ele é inteiramente serviço. Olhando para a história da Igreja, vemos que a importância das mulheres – desde Maria, passando por Mónica, até à Madre Teresa – é tão eminente que, em muitos aspectos, as mulheres moldam muito mais a Igreja do que os homens. Pensemos por um instante nos grandes feriados católicos, como o Corpo de Deus e o do Domingo da Divina Misericórdia, que remontam a mulheres. Há em Roma, por exemplo, uma igreja na qual não aprece nenhum homem em todas as pinturas do altar.

Papa Bento XVI in Luz do Mundo (págs 146/147)


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