domingo, 23 de fevereiro de 2014

"O melhor que podemos dar aos nossos filhos são irmãos", diz mãe de 18 filhos


É cada vez mais difícil ver uma família com mais de dois ou três filhos... agora, imaginar uma com dezoito é algo que supera até os contos de fadas ou os nossos avós. Pois bem, hoje, Rosa Pich está apresenta na cidade de Pamplona, na Espanha, o seu livro: “Como ser feliz com 1, 2, 3... filhos?”

“É um livro muito prático para católicos, protestantes, budistas... Está pensado para uma família com um ou dois filhos, porém escrito a partir da experiência de ter 18 e de ter vindo de uma família numerosa”, diz Pich numa entrevista concedida ao jornal Diário de Navarra.

Rosa Pich e seu marido Chema Postigo, de 48 e 53 anos, respectivamente, têm 18 filhos. Ela vem de uma família com 15 irmãos e ele de uma com 14. Casaram-se quando ela cumpriu 23 anos e ele 28. 

Como alimentar um exército tão grande? “Não comemos só frango”, já que, como afirmou a mãe, dois frangos são suficientes para toda a família. “Em primeiro lugar preparamos um quilo de arroz ou esparguete, que custa entre 0,80 e 0,90 cêntimos e enche muito. Somos de comer muita massa. Os meus filhos são desportistas e comilões. Além do mais, não faz falta comer tanta carne. E acompanhamos tudo com pão”. Uma média de 10 pães por dia, aproveitando o desconto de 0,20 cêntimos que uma padaria oferece para a família.

Recebem alguma ajuda do Estado? “A única é da Renfe. O Estado tem que se mexer. É necessário incentivar a natalidade, porque nos transformaremos num país de velhos. O problema não é a falta de comida, porque se desperdiça. O problema é que está mal distribuída”.

Rosa comentou que o pior não é ter filhos aos 40, mas ficar só nessa idade. “Ter filhos é ser muito feliz”, disse. “Parece-me que é preciso aprender que é possível viver com muito pouco. O importante –destacou Pich – e o que a cada dia como mãe tento ensinar aos filhos, é que é preciso dar-se aos demais e desde muito pequeno. Na rua vemos muita gente triste e é por não pensar nos outros”.

Obviamente que uma família tão numerosa não é um convento de monjas. Diz Rosa Pich que “Na minha casa existem momentos de caos, caos. Um precisa cortar o cabelo, com outro aconteceu algo na escola... Mas é preciso encontrar momentos para si mesmo. As vezes digo: ‘A Mãe vai sair’. Fecho a porta e dou uma volta no quarteirão. Também, depois de comer e jantar, temos um momento de conversa e depois cada um pega seu livro”.

Concluindo a entrevista ao Diario de Navarra Pich quis deixar uma palavra aos seus pais: “Obrigado, obrigado, obrigado. Ser uma família numerosa implica muitas renúncias e eles me deram tudo e sempre com alegria. Mãezinha, lembro-me que eu lhe perguntava: e quando vai descansar? E me respondia: “na outra vida”. adaptado de Zenit


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2 comentários:

Teresa Moutinho disse...

Que bons que são todos estes exemplos!

Anónimo disse...

Não encontrei referência às bolachas...