quinta-feira, 29 de maio de 2014

Os burocratas da União Europeia não são "Um de nós"

Associações pró-vida de 28 países criaram um projecto comum chamado "One of us" (Um de nós). O objectivo era fazer uma petição com assinaturas recolhidas nos 28 países da União Europeia, e entregá-la para que pudesse ser votada no Parlamento Europeu. A matéria em questão era o uso em estudos científicos de embriões humanos, que são já seres humanos (Um de nós).

O Tratado de Lisboa definiu um instrumento de democracia directa ao dispor dos cidadãos da União Europeia. Sempre que fossem recolhidas mais de 1 milhão de assinaturas, a proposta seria apresentada ao Parlamento Europeu, como um projecto de lei de iniciativa popular.

Acontece que a "One of us" conseguiu o dobro, 2 milhões de assinaturas, e foi "vetada", de forma que nem chegou a ser votada em plenário. Esta decisão, que viola gravemente as regras democráticas, foi tomada pela Comissão Europeia no último dia do seu mandato.

É inacreditável como os burocratas de Bruxelas fazem vénias às poderosas empresas farmacêuticas e desprezam, de modo totalmente totalitário, uma iniciativa de 2 milhões dos seus cidadãos.

Nos últimos dias fomos alertados na comunicação social para a "invasão das forças anti-democráticas" no Parlamento Europeu, depois das eleições do passado Domingo, e dos perigos que isso representa. Mas pelos vistos as forças anti-democráticas já lá estão instaladas há muito tempo, mesmo que se digam, e sejam apresentadas na comunicação social, como baluartes da democracia.



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3 comentários:

Antónimo disse...

Incrível!! Despotismo a abrir alas às posições extremistas ou a antítese da democracia em que se está a transformar a UE. Um autêntico tiro no porta aviões da integração europeia, um retrocesso ao tempo da velha CEE pré Maastricht. Assim a Europa não vai a lado nenhum. Game over.

Catarina Cid disse...

E agora...? O que fazer quando não há mais a quem recorrer, em quem confiar? E agora? Estamos ou não sob o jugo de uma ditadura??? Que democracia será esta que tem o poder de silenciar 2 milhões de vozes???

João Silveira disse...

A partir do momento em que é legal matar bebés inocentes, ainda por cima com o patrocínio do Estado, a democracia vai desaparecendo, e a civilização também.