terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O Prós e Contras tem futuro?

O infeliz tema do infeliz programa Prós e Contras de ontem era: Deus tem futuro?

Lá se encontrava o inevitável Pe. Anselmo Borges, que tem lugar cativo onde houver uma câmara de filmar. Qualquer semelhança entre o que defende o Pe. Anselmo e a doutrina católica é pura coincidência, no entanto continua a ser o único representante que temos nestas coisas. Na prática não temos representante, mais valia assumirem que não querem saber dos católicos e deixavam a cadeira vazia.

Joshua Ruah, judeu, falou duma ética comum a todos, sem conseguir explicar do que consta. Disse que a ética evolui (para melhor), quando apenas há 70 anos o seu povo foi massacrado, como nunca antes, em plena Europa. Seria de esperar um séc.XX um pouco mais ético, depois de toda essa “evolução”. Não fez o mínimo esforço para defender a fé judaica, falou como teria falado qualquer ateu.

Sheik Munir, muçulmano, tentou convencer-nos que o Corão não induz à violência e que todas as violações da dignidade humana nos estados islâmicos acontecem por causa do próprio Estado e não do Islão. 

Pedro Cabrita Reis, artista, o mais proeminente porta-voz dos ateus não trouxe qualquer valor acrescentado ao programa. Estava claramente a jogar numa divisão acima da sua e a sua presença apenas serviu para ficarmos a saber que existe alguém extremamente parecido com o Daniel Sampaio. 

A apresentadora, Fátima Campos Ferreira, teve uma performance muito fraquinha. Não conseguiu gerir as conversas de modo a que tivessem princípio meio e fim, fez comentários completamente despropositados e mostrou-se mais como uma interveniente, apesar de pouco saber do assunto, do que uma moderadora.

Quem perdeu tempo a ver o programa fez apenas isso: perder tempo. Não se aprendeu nada durante aquele tempo, o que é uma pena porque o nosso tempo aqui é limitado.

Não deixa de ser irónico que no dia da Imaculada Conceiçao se tenha feito todo um programa, a começar pelo tema, que foi um hino ao pecado original: o Homem que se tenta pôr no lugar de Deus.

Pessoas que falam de Deus como se Ele não existisse ou como se nunca Se tivesse revelado. Pessoas que falam do Homem como se fosse todo-poderoso, o Senhor do universo.

Tudo isto é um puro engano. Deus existe, usando a razão percebemos isto. Contemplando a criação percebemos isto. Deus é o único Senhor. Deus é criador. Deus criou-nos. Deus falou-nos. Deus escolheu um homem para começar um povo. Deus escolheu uma mulher no meio do seu povo para poder Ele próprio vir até nós, a isso chamamos Natal. 

Deus viveu como um de nós, oculto durante 30 anos. Sendo inocente foi condenado por nós. Sofreu e morrer na cruz para salvar os próprios assassinos. Para salvar a todos! Ressuscitou, mostrando que a morte tinha sido vencida. O amor venceu! A misericórdia triunfou! 

Deus já nos falou e continua a falar. Em vez de nos fazermos deuses por que é que não nos calamos para O ouvir?

João Silveira



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4 comentários:

Anónimo disse...

Quem nunca teve, nem vai ter futuro, sei eu quem é...

Pedro Froes disse...

A mim faz-me muita impressão a Fátima Campos Ferreira. Uma ignorante que para fazer quatro miseráveis programas mensais ganha 15 mil euros ou coisa que o valha. Pago por quem? Pelos contribuintes. Este foi mais um exemplo de um fraquíssimo Prós e Contras, bem sintetizado por ti. Um abraço

Helena Atalaia disse...

Penso que o que mais sobressaiu foi o fundamentalismo dos ateus.À falta do Dom da Fé, sobrou o pecado da soberba.

Vasco Conde disse...

Como disse Olavo de Carvalho recentemente:

"As provas experimentais da ação divina no mundo são tão abundantes, que qualquer um que se meta a discutir a existência de Deus sem tê-las estudado deve ser considerado um charlatão incurável. Que é um santo da Igreja Católica? É um cidadão que através de uma vida de orações, jejuns, concentração moral e sacrifícios removeu os obstáculos que impediam que Deus se manifestasse nele. Então ele começa a atravessar o fogo sem se queimar, curar as doenças mais temíveis por meio daoração, ou, como S. Vicente Ferrer, pregar o Evangelho durante quarenta dias e quarenta noites sem dormir, comer ou ir ao banheiro. Quando ele morre, seu corpo se conserva intacto por mais de um milênio, e sua intercessão, desde o outro mundo, continua a operar milagres. Tudo isso testado e documentado com os critérios científicos mais exigentes por uma instituição que se empenha mais em afastar os falsos milagres do que em apregoar os verdadeiros. Você conhece algum Karl Marx, Bertrand Russell ou Richard Dawkins que tenha estudado essa documentação antes de começar a dar palpites? Que nada! Eles fogem disso como baratas fogem da luz. São de uma covardia intelectual a toda prova, micos-leões fazendo-se de leões."