quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Um pastor deve guiar-se pelo Evangelho e não por aplausos

"Há 20 anos atrás, S. João Paulo II, depois de longas e difíceis tentativas, não aceitou que os cristãos recasados pudessem comungar. Não podemos agora ignorar o seu ensinamento e mudar as coisas. Porque é que alguns pastores querem propor o que é impossível? Eu não sei. Talvez eles se rendam ao espírito do tempo, talvez se permitam guiar por aplausos humanos causados pelos meios de comunicação social… 

Ser contrário aos meios de comunicação social é, certamente, menos agradável; mas, um pastor não deve decidir com base em aplausos; a medida é o Evangelho, a Fé, a sã doutrina, a tradição."

Mons. Georg Gänswein, Prefeito da Casa Pontifícia e secretário de Bento XVI - Entrevista conduzida por Jaime Figa e Vaello para 'Sumando historias' (6.VII.2015)


blogger

2 comentários:

Nuno Melo Sampaio Soares disse...

Como recasado apraz-me dizer o seguinte:concordo em absoluto.

Há no entanto e sem dúvida casos muito difíceis.Há sem dúvida situações objectivas de pecado que não têm correspondência subjectiva.Há sem dúvida um cem número de situações que não podemos em boa verdade descrever ou imaginar.E há também e sem dúvida a Misericórdia de DEUS.

Se tudo isto é verdade, não é menos verdade que a lei mosaica permitia o divórcio.É fácil imaginar que naquela altura como hoje, os casamentos na sua relação diária marido e mulher, teriam no seu relacionamento o mesmo amor com que hoje muitos casais vivem;o mesmo sentido de família e de prole;os mesmos projectos comuns e pessoais;os mesmos "trabalhos" e complicações; os mesmos desgostos; as mesmas infidelidades;os mesmos egoísmos;os mesmos interesses egocêntricos;as mesmas injustiças;o mesmo abandono por parte de um dos cônjuges,as mesmas rupturas,as mesmas separações,o divórcio, os segundos casamentos...


Fossem quais fossem as razões, mais banais ou mais verdadeiras, há altura, Moisés "pela dureza de corações dos Homens"como dizia Jesus, permitia o divórcio conferindo ao que parece a carta de repúdio de um dos cônjuges, uma nova vida; uma separação;um novo casamento.

Foi então e só Cristo que quis impor que o casamento instituição divina(Génesis)voltasse à sua dignidade original,à sua origem,conferindo-lhe o Dom Sacramental e por isso "o que Deus uniu não o separe o Homem".Foi Cristo que sabendo,da fragilidade de muitos dos seus filhos(para utilizar uma expressão da a Amoris laetitia)ainda assim determinou que o casamento fosse indissolúvel.

Parece assim que independentemente do caso em concreto, que será sempre avaliado pela Sua Misericórdia; os casamentos católicos têm dignidade de Sacramento e fazem parte do PROJECTO DE DEUS(sempre insondável e misterioso)não susceptível de ser alterado pelos Homens, no Tempo e no Espaço.

Como poderemos então esperar que neste particular a IGREJA que é o Corpo de Cristo, na pessoa de "Pedro","Paulo" ou outro, venham alterar o que foi clara e inequivocamente IMPOSTO, pela sua Misericórdia?

Estamos no Ano Jubilar da Misericórdia e por isso devemos colocar-nos na Misericórdia de Deus,o mesmo será dizer aderir ao seu Evangelho, tendo em conta que perante as nossas fragilidades e diante do nosso pecado, devemos primeiro pedir perdão e esperar que pela sua infinita bondade nos perdoe.Se não conheço o Seu evangelho peço Misericórdia do quê?Se o conheço mas não aceito a sua Doutrina e Lei porque a entendo "dura", porque Lhe peço perdão?

A Igreja na sua pastoral e ideal evangélico não pode cair no ERRO de agradar ao mundo alterando ou aligeirando a VONTADE DE DEUS, o que não quer dizer como o Papa Francisco bem deixou claro na a Amoris laetitia, que deva fazer uma pastoral rígida tantas vezes apoiada por alguns fariseus dos nossos tempos.Mas os Bispos e Sacerdotes que no múnus do seu sacerdócio exercem a sua pastoral devem ser representantes fiéis da sua Misericórdia e não coveiros adúlteros da Sua Lei.

Que não se contribua para a vontade de muitos na destruição dos ALICERCES DA IGREJA e da DOUTRINA DE CRISTO.

Todos nós temos uma Razão, eu ficarei na Misericórdia de Cristo.





Anónimo disse...

É óbvio que não concordo com a não comunhão dos recasados e nem Jesus disse isso. O que Jesus disse foi: “Todo aquele que despede a sua mulher e se casa com outra, comete adultério. .. quem se casa com a que foi despedida também comete adultério” (Lc 16, 18 – ver também Mt 5,32 e Mc 10, 11-12). Ora ele centra-se no procedimento de um membro, não diz que os dois cometem adultério sequer. Se um membro de um casamento resolver divorcia-se litigiosamente, o outro vê-se impossibilitado de manter a união, logo não é sequer justo ou lógico que seja penalizado. Assim não faz sentido a ilação dos Bispos, (pois se fossem consultados os cristãos esse não seria o resultado) quando dizem que não se admitam aos sacramentos os divorciados recasados, porque o seu estado de vida contradiz “a união de amor entre Cristo e a Igreja realizada na Eucaristia”. Nunca Cristo impossibilitaria a comunhão.
A reconciliação sacramental não é possível enquanto o primeiro conjugue não falecer, mas se o matar e depois se for confessar já é perdoado por homicídio, mas por divorcio não!!!! for god's sake!