quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Porta Santa da Basílica de S. Pedro foi reconhecida

Realizou-se a cerimónia de Reconhecimento da Porta Santa da Basílica de São Pedro, afirma um comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Após uma oração feita pelo arcipreste da Basílica vaticana, Cardeal Angelo Comastri, que conduziu a procissão do Cabido da Basílica, e a monição de um membro do cerimonial. Funcionários da Fábrica de São Pedro perfuraram com uma picareta a parede que vedava a Porta Santa dentro da Basílica, extraindo a caixa metálica nela colocada desde o momento da conclusão do Grande Jubileu do Ano 2000. O objecto continha os “documentos” do último Ano Santo, a chave que permitirá abrir a Porta Santa, as manilhas, além do pergaminho notarial, tijolos e medalhas comemorativas.

Após ter rezado no altar da confissão – lê-se na nota –, a procissão chegou à Sala capitular, onde a caixa metálica extraída da porta foi aberta com um maçarico.

Além do Mestre das cerimónias litúrgicas do Santo Padre, Mons. Guido Marini, que recebeu “os documentos e os objectos do Reconhecimento", estava presente o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, conclui a nota.

in news.va



blogger

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Um leigo pode abrir e fechar o Sacrário?

O ministro ordenado (o Padre), que é ministro ordinário da comunhão, é a única pessoa que normalmente pode e deve abrir o Sacrário para verificar as hóstias sagradas, para trazer ou levar a reserva, fazer a exposição do Santíssimo etc...

No final do rito da comunhão, durante a Missa, “as hóstias consagradas que tenham sobrado sejam consumidas pelo sacerdote no altar ou sejam levadas ao lugar destinado para a conservação da Eucaristia” (Redemptionis Sacramentum, 107).

Portanto, os acólitos instituídos e/ou chamados ministros extraordinários da comunhão não podem ter acesso ao Sacrário, menos ainda na presença do sacerdote e em plena Missa.

Se isso acontece, é um abuso que infelizmente é consentido por alguns sacerdotes. “O acólito é instituído para o serviço do altar e para ajudar o sacerdote e o diácono. Compete-lhe, como função principal, preparar o altar e os vasos sagrados e, se for necessário, distribuir aos fiéis a Eucaristia, de que é ministro extraordinário” (Instrução Geral do Missal Romano, 98).

Então, que fique claro: normalmente, os acólitos e/ou ministros extraordinários da comunhão ajudam a distribuir a Eucaristia em casos excepcionais; mas não podem, quando há um Padre presente, abrir ou fechar o Sacrário, nem ir buscar ou deixar as hóstias no final da comunhão.

“Sem dúvida, aonde a necessidade da Igreja assim o aconselhe, faltando os ministros sagrados, podem os fiéis leigos suprir algumas tarefas litúrgicas, conforme às normas do direito” (Redemptionis Sacramentum, 147).

Portanto, somente em casos muito extraordinário e extremamente necessários, um acólito (que é um ministro extraordinário da comunhão) pode ter acesso ao Sacrário – por exemplo, quando um padre idoso já não consegue caminhar e não há outros padres, ou também em terra de missão, quando não há nenhum Padre numa comunidade e é preciso levar a comunhão a um doente, fazer a exposição do Santíssimo (mas com a píxide e sem dar a bênção) etc.

“O ministro da exposição do Santíssimo Sacramento e da bênção eucarística é o sacerdote ou o diácono; em circunstâncias especiais, exclusivamente para a exposição e a reposição, mas sem a bênção, é o acólito, o ministro extraordinário da Sagrada Comunhão, ou outrem designado pelo Ordinário do lugar, observadas as prescrições do Bispo diocesano” (Código de Direito Canónico - 943). Isso implica que, nestas circunstâncias especiais, uma pessoa que não é ministro ordenado pode abrir e fechar o Sacrário.

De qualquer maneira, é preciso estar muito atentos, pois há muitas situações nas quais pode haver abuso e que se justificam por supostas “necessidades pastorais”. É importante vigiar, pois é preciso redobrar o respeito e a solenidade na liturgia.

“Onde as necessidades da Igreja o aconselharem, por falta de ministros, os leigos, mesmo que não sejam leitores ou acólitos, podem exercer alguns ofícios, como o de ministério da palavra, presidir às orações litúrgicas, conferir o baptismo e distribuir a Sagrada Comunhão, segundo as prescrições do direito” (Código de Direito Canónico - 230, 3).

É claro que estes ministros extraordinários ou leigos devem cumprir com certos requisitos, começando pelo facto de terem sido nomeados pelo Ordinário do local.

in Aleteia


blogger

D. Athanasius Schneider em Portugal: 21 e 22 de Novembro




blogger

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

O aborto explicado para não crentes

Uma das grandes dificuldades quando se discutem temas fracturantes (e, na verdade, qualquer tema) com pessoas de opinião diferente da nossa está em estabelecer, à partida, os pontos em que estamos de acordo, e tentar construir uma argumentação lógica partindo daí. Esta questão é essencial para uma conversa produtiva que nos faça crescer espiritual e intelectualmente.

No tema do aborto, em particular, temos de ter a noção que, quando falamos com pessoas a favor do mesmo, estas não são, na maioria das vezes, mal intencionadas... acreditam mesmo que estão a defender a posição mais justa... encontram-se profundamente enganadas... mas não por malícia.
Assim, devemos evitar sobresaltos e ter sempre grande amabilidade, honestidade e humildade quando falamos com os outros.

Queria assim começar a abordar o tema partindo de permissas que penso serem globalmente aceites, tentando ser o mais claro possível.

Penso que todos concordamos que é moralmente errado matar seres humanos inocentes... não só é errado como é absolutamente reprovável... e isto acho que é mais ou menos universal...

A conclusão lógica que se tira daí é que, se o bebé que está no interior da mulher for um ser humano, então o aborto é, logicamente, reprovável.

A grande questão que se coloca aqui será, por isso, a partir de que ponto é que se pode considerar que se trata de um humano?

Para responder a isto temos primeiro que definir este conceito. À partida pode parecer difícil, mas vi há uns dias uma definição que penso ser a mais clara já encontrei.

Um ser humano é um ser vivo da espécie Homo Sapiens.

Pode parecer uma afirmação evidente, uma verdade de La Palisse, tão óbvia que dificilmente alguém a nega, mas tem um sentido bastante profundo... o sentido que basta um ser estar vivo e ser da espécie Homo Sapiens para ter dignidade como qualquer outro Humano.

Vamos, por isso, investigar algumas pistas sobre o que é um ser vivo.
Actualmente ainda há alguma dificuldade em definir exactamente o que é um ser vivo... há, contudo, algumas certezas.

Sabemos, por exemplo, que basta uma célula para se ser considerado um ser vivo, mas temos de fazer uma distinção importante.

Existem organismos unicelulares, que apenas têm uma célula, e, neste caso, essa célula é a totalidade do ser vivo, e organismos pluricelulares, que contêm várias células, mesmo milhões, caso em que uma célula é apenas uma parte, e o ser vivo corresponde ao conjunto de todas as suas células activas.

Com esta distinção é óbvio que, quando eu mato uma bactéria (unicelular) estou a destruir a totalidade deste organismo, mas quando um organismo pluricelular (como um humano) toma banho, eliminando células mortas da superfície da pele, ou mesmo, por questões de saúde, tira, por exemplo, o apêndice, está, regra geral, a destruir apenas parte das suas células, não pondo em risco a sua existência enquanto ser vivo. Obviamente, se eu destruir a maior parte das células de um ser pluricelular, ou impossibilitar que este realize as suas actividades vitais, estou a colocar em sério risco a vida deste ser, podendo mesmo levar à sua destruição.

Como o ser com que estamos a lidar tem, desde a sua concepção pelo menos uma célula, é um ser vivo.

Outra questão que podemos levantar é como destinguir os seres vivos entre si?

Na maior parte dos casos é óbvio, existe, regra geral, uma separação física evidente entre eles, mas no caso que estamos a considerar essa separação não é tão óbvia, pelo menos nas fases iniciais da gravidez. Temos então que recorrer a métodos mais sofisticados.

Graças ao desenvolvimento no campo da Biologia, sabemos hoje que uma característica identificativa essencial de cada ser vivo é o seu ADN. O ADN é, no fundo, uma cadeia de nucleótidos que existe no núcleo das células e que tem as instruções biológicas para o desenvolvimento e funcionamento do ser a vivo a que pertence.

Outra característica do ADN é a sua capacidade de fazer cópias exactas de si mesmo, de forma que todas as células de um organismo têm o mesmo ADN nos núcleos.

Ora, esta é uma característica identificativa do ser vivo. À excepção dos gémeos verdadeiros, só existe uma pessoa com um determinado código genético, sendo possível identificar diferentes indivíduos através deste (à semelhança das impressões digitais, mas mais sofisticado).

Quando se dá a fecundação, ou seja, a concepção, uma parte do ADN, que vem do pai, combina-se com outra parte, que vem da mãe, e forma-se um novo código, distinto dos que lhe deram origem. Este código genético é o que identifica o novo indivíduo, mostrando assim que ele é um ser distinto dos seus progenitores, obviamente dependente da sua mãe, mas ainda assim distinto.

Concordamos então que, desde a concepção, temos um ser vivo distinto dos seus progenitores, mas será humano?

Se à primeira vista não é tão óbvio que a espécie a que este ser pertence é Homo Sapiens, espreitar o ADN pode dar-nos a resposta.

Embora o genoma de cada indivíduo seja diferente, existe sempre uma parte que é comum a todos os indivíduos da mesma espécie. É, actualmente, uma das formas mais sofisticadas de conhecer e identificar uma espécie, a análise do ADN. Este está presente em todas as células do ser, e mantém-se o mesmo desde a sua concepção.

Assim, logo no primeiro momento de vida, temos o material que permite dizer com certeza que o óvulo fecundado pertence à espécie Homo Sapiens. E mais, nesse momento o ser vivo tem apenas uma célula, mas esta rapidamente se multiplica e, embora na fase inicial ainda não sejam perceptíveis as outras características identificativas do ser humano, elas estão todas lá codificadas no genoma. Temos um ser pluricelular cujo ADN permite claramente dizer que é da espécie Homo Sapiens.

Concluindo então, se está vivo, é distinto da mãe e é da espécie Homo Sapiens, o pequeno ser é humano desde a sua concepção e, obviamente, está ainda inocente de toda e qualquer culpa que lhe possam querer atribuir.
O aborto está então a tirar a vida a um ser humano inocente e é, como tal, algo absolutamente reprovável.


Gostaria apenas de terminar fazendo notar que o que aqui escrevi poderia perfeitamente ter sido escrito por um ateu, não faz qualquer referência à Fé ou a Deus, estes dão-nos ainda mais argumentos, mas mostrei aqui que é possível, e até bastante razoável, que um não crente defenda a vida humana desde a concepção.

Gonçalo Andrade,
finalista do Mestrado de Física no Instituto Superior Técnico


blogger

O santo de todos os dias

O santo de todos os dias, ao acautelar-se em relação a esta tendência, recebe novos estímulos para encontrar Deus ainda com mais força, nos seus afazeres diários. Não O procura apenas nos livros ascéticos, mas principalmente na vida prática. Neste sentido, compreende a relação harmoniosa que deve manter com o trabalho. 

Por isso, o seu amor ao trabalho terá as mesmas qualidades que o seu amor a Deus: será magnânimo, permanente e afectivo. O santo de todos os dias entrega-se ao trabalho com todo o seu coração. Foi Deus quem lhe confiou esse trabalho e quer atraí-lo a Si por meio dele. Por isso não o realiza simplesmente segundo o seu próprio gosto ou capricho, nem o abandona ou executa mal. Na medida em que o trabalho está subordinado à santa vontade de Deus, reclama em alto grau toda a sua atenção e toda a sua energia. 

Por isso deve executá-lo interior e exteriormente da forma mais perfeita possível, quer dizer, deve realizá-lo com amor fervoroso por Deus e fazê-lo com Deus, de modo que resulte em louvor e glória do Pai Celestial. O santo de todos os dias questiona-se a si mesmo frequentemente: “Como gostaria Deus que eu fizesse este trabalho?Tal como o Senhor, também ele gostaria de fazer sempre o que é do agrado do Pai. Por isso, também conquista em todo o lado a confiança e o apreço dos outros.

Pe. Kentenich in Santidade da vida diária


blogger

domingo, 15 de novembro de 2015

Horóscopo não, Jesus sim

"Quando tiveres vontade de ler o horóscopo, lembra-te de Jesus, que está sempre contigo. É melhor. Faz-te melhor."

Papa Francisco - Angelus (15.XI.2015)


blogger

sábado, 14 de novembro de 2015

Orai sem cessar

«Orai sem cessar» (1Tess 5,17) pelos outros homens. Podemos esperar que eles se arrependam e que venham até Deus. Mas pelo menos que o vosso exemplo lhes indique o caminho. À sua cólera oponde a vossa doçura; à sua arrogância, a vossa humildade; às suas blasfémias, as vossas orações; aos seus erros, a firmeza da vossa fé; à sua violência, a vossa serenidade, sem procurar fazer nada como eles. Mostremos-lhes pela nossa bondade que somos seus irmãos. 

Tentemos «imitar o Senhor» (1Tess 1,6); pois quem sofreu maiores injustiças do que Ele, que foi despojado e rejeitado? Que não se encontre entre vós a erva do diabo (cf Mt 13,25). Numa pureza e temperança perfeitas, permanecei em Jesus Cristo.

Santo Inácio de Antioquia in Carta aos Efésios, 10-14 


blogger

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Jesus, vítima na Eucaristia

Considera que Jesus Cristo renova na Eucaristia, o sacrifício do Calvário. - Recorda esta divina tragédia… O Filho de Deus agoniza num patíbulo de infâmia; o seu Sangue precioso corre de inumeráveis feridas… Jesus morre… Jesus morreu!… O sacrifício está consumado… Jesus é ao mesmo tempo, vítima e sacerdote… A justiça divina está satisfeita…, e o mundo está remido…

O mundo está remido, mas o amor de Jesus não está ainda satisfeito… Para mostrar que esse sacrifício foi obra do seu Coração, quer perpétua-lo e renová-lo todos os dias e em todas as partes do mundo… - Tudo o que se passou no Calvário, repete-se no altar, que é também a sagrada montanha da dôr, do sacrifício, da redenção… Como no Calvário, Jesus está no altar como vítima, quando, pelas palavra da consagração, o seu Corpo é separado do seu Sangue… Como no Calvário, Jesus morre no altar, quando, na sagrada Comunhão, termina a sua vida sacramental!…

A vítima divina não sofre aqui realmente, não é lacerada pelos flagelos, não goteja sangue das suas veias; mas que abatimento!… quantas humilhações… Jesus está ali, vivo e imortal, como no Céu, e todavia as funções da sua vida sensitiva estão naturalmente suspensas!… É omnipotente, e ali é fraco…, é imenso, e ali está limitado a um ponto…; é o Deus da glória, e no altar está aniquilado e insultado, - mais aniquilado que no seio da Virgem, mais insultado que no Calvário!… E tudo isto por amor dos homens, pecadores e ingratos.

Ó Jesus sêde sempre bendito!… A nossa ingratidão, longe de fatigar o vosso amor, excita-o e robustece-o, se o infinito é capaz de aumento!… Aceitais as nossa humilhações, porque produzem a nossa glorificação… Abraçais os tormentos, porque são a causa da nossa felicidade… Morreste uma vez no Calvário, e morreis todos os dias no altar, porque a vossa morte é, para nós, princípio de vida imortal.. Oh, sede sempre bendito e amado, ó meu amabilíssimo e amantíssimo Jesus

D. Thiago Sinibaldi in A alma aos pés de Jesus


blogger

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Divina Liturgia no altar de S. Josafá (Basílica de S. Pedro)

Celebrou o Arcebispo Cyril Vasiľ SJ, Secretário da Congregação para as Igrejas Orientais 



blogger

O sonho missionário de chegar a todos - S. Josemaria Escrivá

Missionário. - Sonhas em ser missionário. Vibras com Xavier, e queres conquistar para Cristo um império. - O Japão, a China, a Índia, a Rússia...? Os povos frios do norte da Europa, ou a América, ou a África, ou a Austrália ?

- Fomenta esses incêndios no teu coração, essa fome de almas. Mas não te esqueças de que és mais missionário "obedecendo". Geograficamente longe desses campos de apostolado, trabalhas "aqui e ali". Não sentes - como Xavier! - o braço cansado, depois de administrares a tantos o baptismo?

S. Josemaria, Caminho, 315.


blogger

terça-feira, 10 de novembro de 2015

O Triunfo dos Porcos

O facebook fez o favor de me lembrar que há 2 anos atrás publiquei esta fotografia, duma mulher que se "casou" com uma ponte, no sul de França, com o sugestivo nome de "Ponte do Diabo". Ao que consta foi uma cerimónia muito bonita, ao ar-livre (por razões logísticas) e com direito a convidados e tudo (embora apenas estivesse presente a família da noiva).

Hoje, em Portugal, aconteceu um "casamento" ainda pior, entre o Partido Socialista, o maior partido da oposição, e as forças de extrema-esquerda presentes no Parlamento. Em plena lua-de-mel derrubaram o Governo legitimamente eleito pela maioria dos portugueses há menos de 1 mês.

Este golpe de Estado foi feito com toda a tranquilidade pelos campeões da democracia. Que os comunistas e a extrema esquerda tomem o poder pela força é a coisa mais normal do mundo, é a única forma que eles têm de "defenderem o povo"...contra a vontade o povo. Ao menos tenham a dignidade de se afirmarem anti-democráticos. Bem sabemos que hoje em dia quem não se diz democrático é tido como um louco e totalmente desacreditado, e isso ninguém quer, mas um mínimo de coerência é exigível.

No meio disto tudo nenhum eleitor ficou satisfeito:
- Quem votou na Coligação, que ganhou as eleições, sente que o seu voto foi inútil;
- Quem votou no PS não queria ver a extrema-esquerda no poder, caso contrário teria votado na extrema-esquerda;
- Quem votou na extrema-esquerda não queria o PS no Governo, caso contrário teria votado no PS.

Enquanto tentamos sair da grave crise económica na qual o anterior (des)governo PS nos meteu, graças à corrupção e incompetência do Sr. Sócrates, poderemos aguentar outro (des)governo socialista? Depois de tantos sacrifícios para controlar a despesa monstruosa, com que eles nos deixaram, vão voltar para acabar o que tinham começado? É que entretanto conseguiram levar o próprio Partido Socialista à falência técnica, e parece que só se conseguem salvar se chegarem ao poder e o Partido começar a receber uns subsídios e umas ajudas de custo.

O socialismo é o melhor sistema do mundo a fazer com que todos sejam iguais...na pobreza. Ao mesmo tempo que ataca e destrói os mecanismos que geram riqueza e emprego, gasta o dinheiro dos trabalhadores honestos a subsidiar a corrupção, burocracia e preguiça.

Um romance de George Orwell, ao qual chamou "Animal Farm", tem a feliz tradução para português de "O Triunfo dos Porcos". Basicamente a história trata duma revolta dos animais contra os humanos, que dirigiam a quinta onde todos viviam. Os porcos dirigem essa revolta, garantindo o apoio dos outros animais enquanto lhes prometem igualdade entre todos. No fim de contas os porcos quando chegam ao poder são bem piores do que os humanos, e há uma frase desse livro que é emblemática: "Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros".

Em Portugal estamos a assistir ao vivo e a cores ao Triunfo dos Porcos. Os socialistas chegam ao poder através duma revolução, que eles dizem ser deveras democrática, com promessas de igualdade e prosperidade. Mas no fim de contas essa igualdade e prosperidade só vai acontecer para eles próprios, como a História se encarregou de o demonstrar vezes sem conta.

Vamos atravessar uma crise profunda. Ouvimos dizer, de quando em vez, que a palavra 'crise' em chinês é composta por dois caracteres: um quer dizer 'perigo' e outro 'oportunidade'. Este é daqueles casos em que podemos confiar numa coisa feita na China. O que está a acontecer é tão escandaloso que tem que ser uma oportunidade de mudar, e mudar profundamente.

A Constituição Portuguesa, de cariz socialista, deve ser mudada. E isto já era urgente ontem! Esta Constituição não representa o que é Portugal desde que nasceu, há quase 9 séculos atrás. Foi escrita com um perfume misto entre ideais da revolução francesa e ditadura do proletariado.  

A maçonaria tem que ser corrida do poder político, de uma vez por todas. Aliás, tem que ser corrida do País. O povo português tem sido escravo dessa gente com promessas de liberdade, igualdade e fraternidade, mas já não podemos cair mais nessa cantiga do bandido.

O que nos trouxeram esses que expulsaram Deus da vida pública? Leis imorais, como o homicídio legal de bebés inocentes? Como é que uma geração que, com mais ou menos consciência, está a matar a geração que está para vir pode ser saudável? O nosso futuro está a ser exterminado com o dinheiro dos nossos impostos. Divórcios expresso? Famílias destruídas? Pessoas sozinhas? Que tentam procurar o amor onde ele não existe ou o conforto em bens materiais?

A sociedade deveria ser guiada pela busca da virtude, não pela satisfação do desejo momentâneo, pela busca desenfreada do prazer ou pela irresponsabilidade. Não nos deixemos iludir mais com o "pão e circo" que eles nos garantem nem com as fantasias utópicas que eles nos prometem. 

Nas últimas eleições a abstenção foi de 43%, a mais alta de sempre, desde que foi implementada esta República. Só isso seria suficiente para nos fazer perceber que a democracia que nos vendem não é assim tão democrática. E depois do que se passou hoje já não há margem para dúvidas.

Este regime está podre. Esta República está podre. Os ideais que regem a nossa sociedade não nos convêm, são um engano. Não podemos deixar passar esta oportunidade de fazer mudanças de estruturais de fundo e expulsar todos os que se andam a aproveitar da boa-fé dos portugueses há, pelo menos, 40 anos. Os porcos não hão-de triunfar!

João Silveira


blogger

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Letra ou Espírito da Lei?

Moisés insistiu quer na fidelidade à Lei quer na vontade de entrar no seu espírito
Por vezes ouve-se dizer que os “verdadeiros defensores da Doutrina”, transmitida pela Igreja, isto é, do pensamento de Cristo, da Verdade que Ele é, não são os que “defendem a letra, mas sim o espírito”. Isto pode ser, e não poucas vezes o é, verdade, mas outras tantas, ou ainda mais, é falso.

Para dar um exemplo simples e compreensível por todos: quando o código da estrada detrmina que é proibido, mesmo considerado uma manobra perigosa, pisar ou atravessar o risco contínuo na estrada, isso não significa que para impedir um choque frontal com outro veículo, ou para evitar um atropelamento de uma pessoa eu não tenha o dever de respeitar o espírito da lei, atravessando o traço continuou, para salvaguardar o perigo e a vida das pessoas -  temos aqui um caso típico, na linguagem moral, de “epicheia”. A lei, ou a proibição não é absoluta, mas tão só conveniente, dadas as circunstâncias, por isso o espírito sobrepõe-se à letra da lei, ou seja, cumpre-se esta quando se entende o seu verdadeiro objectivo, neste caso a salvaguarda da vida humana, e se actua em conformidade.

Há, no entanto, um outro tipo de leis, os Mandamentos negativos (aqueles que começam por um Não) da Lei de Deus, que, porque salvaguardam a nossa verdadeira identidade como pessoas, criadas à Sua imagem e semelhança, não admitem excepções, mas obrigam sempre e em todas as circunstâncias, sem excepção alguma. Importa muito entender que estes Mandatos Divinos não são uma lei exterior exercida coactivamente sobre nós, mas, pelo contrário, estão inscritos no nosso coração, são em nós uma participação da Sabedoria eterna de Deus, são um dom que nos protege, nos promove, nos aperfeiçoa e nos santifica. Sem eles não é possível alcançar a felicidade, participar da Vida Eterna. Nestes preceitos o Espírito e a letra são totalmente inseparáveis, são, num certo sentido, creio que o podemos dizer, uma “antecipação”, uma figura, da Incarnação do Verbo de Deus, isto é, do Deus humanado.

Nos Evangelhos encontram-se muitas passagens cuja leitura segundo o Espírito coincide inteiramente com a letra. Os exemplos são muitos, mas detenhamo-nos tão só em um ou outro:

a) No prólogo do Evangelho segundo S. João não é possível separar o Espírito da letra; se esse fora o caso, seria como a tentativa alucinada e delirante de separar a Divindade da humanidade de Jesus Cristo.

b) Quando na última Ceia, Jesus declara que aquele pão é o Seu Corpo e que aquele Cálice é o do Seu Sangue, é impossível estremar a letra do Espírito.

c) Também quando Jesus afirma, contra tudo e contra todos, que o homem não pode separar o que Deus uniu, e que aquele ou aquela que deixa mulher ou marido para se casar com outra ou com outro comete adultério, seria uma infâmia herética desdenhar da letra onde o Espírito Se dá e comunica para inventar, em nome de uma “subjectivista” suposta “surpresa do Espírito Santo” uma leitura contraposta à Verdade Eterna ali tão claramente expressa.

De modo que podemos concluir que frequentemente quem defende a letra fá-lo em nome do Espírito Santo e é o verdadeiro defensor da Doutrina.

Pe. Nuno Serras Pereira


blogger

sábado, 7 de novembro de 2015

Banho de bebés gémeos: Viva a Vida!



blogger

Co-adopção por pessoas do mesmo sexo: Salomão precisa-se!

Uma falsa solução para um problema que não existe

A co-adopção, mais do que uma questão psicológica ou antropológica, é ética e jurídica. A psicologia e a antropologia são ciências descritivas, que observam as tendências sociais dominantes, mas a ética e o direito são saberes normativos, ou seja, estabelecem os valores e princípios por que se deve reger a vida social. 

O que está em causa é o reconhecimento social e jurídico de uma filiação não-natural que, de algum modo, viria a consagrar as uniões de pessoas do mesmo sexo ao nível das dos casais naturais. Em termos estritamente conjugais, essa equiparação já existe na lei, desde que se permitiu o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Mas não no que respeita à filiação, porque o parceiro do progenitor não pode co-adoptar, nem duas pessoas do mesmo sexo podem ser adoptantes.

Paradoxalmente, os defensores desta reforma legislativa afirmam, por um lado, a necessidade da criança, filha de um progenitor unido a uma outra pessoa do mesmo sexo, poder ser por esta co-adoptada. Mas, por outro, dizem que, de facto, já há menores que vivem com a mãe, ou com o pai, e o respectivo companheiro do mesmo sexo, numa situação da mais absoluta normalidade e felicidade. Ou seja, querem solucionar um problema que, na prática, reconhecem não existir. Se assim é, porque pretendem então alterar o estatuto legal do parceiro do progenitor se, mesmo sem ser legalmente segundo pai, ou segunda mãe, já pode proporcionar e, segundo eles, de facto proporciona, um tão efectivo bem-estar ao menor?! Ao que parece, a criança é apenas um pretexto para uma conquista ideológica que, na realidade, interessa mais aos ditos companheiros dos pais, do que aos filhos destes.

Dir-se-á que, se o parceiro da mãe, ou do pai, for também reconhecido legalmente como segunda mãe, ou pai, terá responsabilidades parentais que beneficiarão o menor em causa. Mas, para ir buscar uma criança à escola, ou para, na ausência de um progenitor, tomar alguma decisão urgente em relação à sua saúde, não é preciso dar-lhe o estatuto de pai, ou de mãe, que, obviamente, seria falso e, até, potenciador de futuros conflitos familiares. 

Com efeito, se já é problemática a regulação do poder paternal em casais desavindos, como será entre um progenitor verdadeiro e o seu duplo?! Uma mãe, ou pai, tem alguns direitos em relação a um seu filho, não por força da sua relação com o pai, ou mãe, mas em virtude da sua própria, pessoal e intransferível parentalidade. Que direito assistiria ao ex-parceiro do pai, ou da mãe, se não fosse progenitor?! O filho tem direitos e deveres em relação aos seus pais, não porque ambos estão casados, ou juntos, mas porque os dois são seus pais, naturais ou adoptivos. Mas, se o menor tiver dois pais, ou duas mães, e estes se desentenderem, será razoável que o direito considere, em pé de igualdade, o verdadeiro pai e o falso pai, a verdadeira mãe e a falsa mãe?! Se, portanto, não são, nem nunca poderão ser, iguais, a que título lhes poderá ser dado o mesmo estatuto legal?! Que legitimidade teria o juiz para favorecer o falso pai, ou a falsa mãe, em detrimento do verdadeiro progenitor? Quer isto dizer que o «pai» ou «mãe», que não é progenitor, é pai e mãe de segunda?! Ou, então, que a relação genética, onde a houver, é absolutamente irrelevante em termos jurídicos?!

A co-adopção não é a solução para um problema, mas muitos problemas para onde não fazia falta nenhuma solução. 

Quando duas mulheres reivindicaram, como seu filho, a mesma criança, Salomão, na sua lendária sabedoria, decidiu cortar ao meio a disputada criatura, para assim conhecer a sua verdadeira mãe. Se o parlamento, num gesto de néscia prodigalidade, der a algumas crianças a infelicidade de terem legalmente duas mães, ou dois pais, em breve vão ser necessários muitos Salomões nos tribunais portugueses.

Pe. Gonçalo Portocarrero in Público


blogger

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Curso de Teologia do Corpo para rapazes | 14 e 15 de Novembro

Peguem nos telefones e convidem já os vossos amigos!

No próximo fim-de-semana (dias 14 e 15 de Novembro) será dado em Lisboa, na residência universitária Montes Claros, um curso de Teologia do Corpo para rapazes universitários (e jovens trabalhadores).

O curso é dado pelo Pe. João Paulo Pimentel, um dos maiores gurus de Teologia do Corpo em Portugal e que acabou de lançar um livro muito bom sobre o tema, já aqui referido no blog Senza:

O Pe. Pimentel explica os conceitos mais complicados da Teologia do Corpo de forma muito simples e sempre com imensos exemplos da vida real.

Além disso, haverá melhor forma de conhecer a fundo a mensagem da Igreja Católica sobre a sexualidade do que um curso?
Com a possibilidade de esclarecer todas as dúvidas, o curso é a melhor forma de se informarem sobre a mensagem da Igreja e aprenderem a maneira mais eficaz de explicar tudo aos amigos que não a percebem ou que não concordam com ela.

O curso não tem qualquer custo, mas vale a pena inscreverem-se previamente para assegurar lugar.
Podem fazê-lo para este email: mc+tob@montesclaros.pt

Se quiserem informar-se os conteúdos do curso em detalhe e os horários consultem este site: eepurl.com/bDKtBr.

Como é o fim-de-semana inteiro é possível almoçar e jantar na residência de Montes Claros por uma pequena quantia de 15€ (5€/refeição). Nestes almoços também poderão conversar e trocar ideias com os outros participantes do curso e com o próprio Pe. João Paulo Pimentel.



blogger

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Deixa-te de construir castelos com a fantasia

Deixa-te de construir castelos com a fantasia, decide-te a abrir a tua alma a Deus, pois exclusivamente no Senhor acharás o fundamento real para a tua esperança e para fazer o bem aos outros. 

Quando não lutamos connosco mesmos, quando não rechaçamos terminantemente os inimigos que estão dentro da cidadela interior – o orgulho, a inveja, a concupiscência da carne e dos olhos, a auto-suficiência, a tresloucada avidez da libertinagem – quando não existe essa peleja interior, os mais nobres ideais definham como a flor do feno; ao romper o sol ardente, a erva seca, a flor cai e acaba a sua vistosa formosura. Depois, pela menor fenda brotarão o desalento e a tristeza, como plantas daninhas e invasoras. (...)

Convencer-me-ei de que as tuas intenções de alcançar a meta são sinceras, se te vir caminhar com determinação. Faz o bem, revendo as tuas atitudes habituais quanto à ocupação de cada instante; pratica a justiça, precisamente nos ambientes que frequentas, ainda que a fadiga te vença; fomenta a felicidade dos que te rodeiam, servindo os outros com alegria no lugar do teu trabalho, com esforço para o acabar com a maior perfeição possível, com a tua compreensão, com o teu sorriso, com a tua atitude cristã. 

E tudo por Deus, com o pensamento na sua glória, com o olhar no alto, anelando a Pátria definitiva, pois só esse fim vale a pena. 

S. Josemaria Escrivá in Amigos de Deus, 211


blogger

O privilégio paulino e um recente artigo do Pe. Miguel Almeida SJ

Há pouco tempo, o Pe. Miguel Almeida sj escreveu um artigo na revista Brotéria sobre "a situação dos divorciados recasados na Igreja".

O artigo do Pe. Miguel tem a vantagem de promover uma discussão sobre o assunto. No entanto, como muitas pessoas não estudaram o assunto, poderão seguir ideias erradas com base nas conclusões do artigo (que foi divulgado num formato mais simples no jornal Observador.pt).

Um dos argumentos que o Pe. Miguel utiliza baseia-se numa citação da Primeira Carta de S. Paulo aos Coríntios.

Escreve S. Paulo:
Aos que já estão casados, ordeno, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido; se, porém, está separada, não se case de novo, ou, então, reconcilie-se com o marido; e o marido não repudie a sua mulher. 
Aos outros, digo eu, não o Senhor: Se algum irmão tem uma esposa não crente e esta consente em habitar com ele, não a repudie. E, se alguma mulher tem um marido não crente e este consente em habitar com ela, não o repudie. Pois o marido não crente é santificado pela mulher, e a mulher não crente é santificada pelo marido; de outro modo, os vossos filhos seriam impuros, quando, na realidade, são santos. Mas se o não crente quiser sepa­rar-se, que se separe, porque, em tais circunstâncias, nem o irmão nem a irmã estão vinculados. Deus chamou-vos para viverdes em paz. Com efeito, ó mulher, sabes se podes salvar o teu marido? E tu, ó marido, sabes se podes salvar a tua mulher? (1Cor 7, 10-16)
O Pe. Miguel utiliza esta passagem para concluir que na Igreja se pode terminar ("dissolver") um casamento e portanto os divorciados recasados podem receber a Sagrada Comunhão, porque já não estão casados.

Mas a visão da Igreja não é essa. A Igreja, como o próprio Jesus ensinou, não tem o poder de "dissolver" matrimónios. Como é sabido, a Igreja só ajuda a "considerar nulo" um matrimónio, isto é, dizer que ele nunca existiu. Isto é diferente de dizer que o casamento terminou, pois o matrimónio é para sempre.

Porque é que o Pe. Miguel não tem então razão nesta conclusão? É que S. Paulo não se refere àquilo a que nós chamamos Matrimónio ou Casamento entre duas pessoas Católicas (o caso que estava em discussão no Sínodo).

S. Paulo refere-se a casamentos em que uma das partes não é cristã ("aos outros"). Quando uma das partes não é cristã (ou seja, não baptizada) o vínculo natural do matrimónio pode-se dissolver em alguns casos, mas isso é algo que a Igreja já ensina há muito tempo.

Esta ideia está muito bem explicada num texto publicado no blog Ad te levavi.

O autor é o Cónego José Manuel Ferreira, Prior da Paróquia de Santa Maria de Belém, conhecida pelo Mosteiro dos Jerónimos, doutorado em Teologia na Universidade Gregoriana (a "universidade dos jesuítas").

S. Paulo adaptou os ensinamentos de Jesus sobre o matrimónio?
O "Privilégio Paulino"

“A Igreja tem vindo a adaptar os ensinamentos de Jesus ao longo da história pelo chamado «privilégio paulino» (e na sua extensão no que ficou conhecido como o «privilégio petrino»).

É o que afirma, num artigo recente, publicado na revista Brotéria, o Pe. Miguel Almeida, S.J.

Mas esta afirmação é imprecisa, porque o “privilégio paulino” não se aplica propriamente aos ensinamentos de Jesus sobre o matrimónio vivido na luz e na graça do seu Evangelho, aos quais S. Paulo se refere em 1 Coríntios 7, 10-11, mas sim ao matrimónio “natural”, instituído por Deus desde o início da Criação, e concretamente ao matrimónio entre um homem e uma mulher «pagãos», dos quais um se converte à fé cristã e é baptizado, e o outro permanece na infidelidade.

O caso é este:

Quando duas pessoas não baptizadas se casam validamente, existe entre elas o vínculo natural. Admitamos, porém, que uma delas se converte à fé e recebe o Baptismo. Se a outra parte continua não baptizada e torna insustentável a vida conjugal, a Igreja reconhece a dissolução desse vínculo natural, para que a parte baptizada possa contrair novo matrimónio, devendo este ser necessariamente sacramental.

Esta prática baseia-se no chamado Privilégio Paulino, segundo o que Apóstolo S. Paulo escreve em 1 Coríntios 7, 12-16: 
"Digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem esposa não cristã, e esta consente em habitar com ele, não a repudie. E, se alguma mulher tem marido não cristão, e este consente em habitar com ela, não o repudie. Pois o marido não cristão é santificado pela esposa, e a esposa não cristã é santificada pelo marido cristão. Se não fosse assim, os vossos filhos seriam impuros, quando na realidade são santos. Porém, se a parte não cristã quer separar-se, separe-se! Neste caso, o irmão ou a irmã não estão mais ligados; foi para viver em paz que Deus vos chamou. Porque, porventura sabes tu, ó mulher, se salvarás o teu marido? Ou sabes tu, ó marido, se salvarás a tua mulher?"
Nada nos permite afirmar, portanto, que S. Paulo adapte os ensinamentos de Jesus relativamente ao matrimónio na nova ordem do Reino de Deus, por Ele instituído, embora restrinja o alcance da indissolubilidade do matrimónio “natural”, que é relativizada em favor da fé.

Ainda menos o impropriamente chamado “privilégio petrino” se propõe adaptar quaisquer ensinamentos de Jesus relativos ao matrimónio celebrado e plenamente vivido por um homem e uma mulher no âmbito da Nova Aliança, mas apenas se aplica a diversos casos de matrimónios não sacramentais.

Assim se explica no texto seguinte:

[Carregar no link para ler uma explicação mais desenvolvida]

in adtelevavi.blogspot.com



blogger

terça-feira, 3 de novembro de 2015

"A homossexualidade é uma ferida que não se alivia fazendo sexo"


Quem dá este testemunho é Philippe Ariño, homossexual espanhol de 34 anos, que actualmente lecciona em Paris. Participante do universo activista LGBT, começou-se a falar dele em 2011, quando Phillipe Ariño revelou que havia mudado de vida.

Em 2013, ele guiou, na primeira linha, a batalha contra a legalização do “casamento para todos” francês; é autor do livro “L’homosexualité en vérité”, que em França vendeu mais de 10 mil cópias.

Foi ele quem aconselhou Frigide Barjot, ex-porta-voz da “Manif pour tous”, que não falasse de “heterossexualidade”, porque “assim se perde não só a batalha, mas também a guerra”.

Entrevistado por Tempi.it, Ariño explica que, “para salvar o ser humano, é preciso ir à origem do problema. É isso que tentamos fazer nas ruas com os veilleurs” (os “veladores”).

Conte-nos a sua história. Como cresceu?

Eu tinha uma péssima relação com o meu pai e, na adolescência, eu não conseguia fazer amizades masculinas. Depois entendi e reconheci queas  minhas tendências homossexuais eram sintoma de uma “ferida”: só assim o meu sofrimento começou a diminuir.

Ser homossexual é um sofrimento; não é uma escolha, um pecado ou algo inócuo. Conheço mais de 90 pessoas com pulsões homossexuais que foram estupradas. Agora, o mundo LGBT odeia-me porque conto isso, mas eu repito-lhes também: a homossexualidade é uma ferida que não se alivia fazendo sexo. Se não admitir isso, nunca terá paz.

Quando é que a sua forma de entender a homossexualidade mudou?

Em 2011, descobri a beleza da continência. Eu havia começado a reconhecer que alguma coisa não estava bem e voltei à Igreja. Durante uma conferência, falei da minha situação e percebi que me ajudava. E não só isso: explicando o meu drama, consegui ajudar muitas pessoas, incluindo homens e mulheres casados.

Foi difícil?

Eu encontrei um caminho, mas há muitos. Outros também conseguem superar estas pulsões; eu descobri que, reconhecendo a minha ferida e oferecendo-a a Cristo e à Igreja,a  minha condição dolorosa se transforma numa festa. Ao não praticar a homossexualidade, não estou dizendo “não” às minhas pulsões, mas “sim” a Deus: é um sacrifício para ter o melhor, o máximo, algo que antes eu não tinha. Podemos pensar que o Senhor só nos ama se estivermos bem, mas acontece o contrário: Ele ajuda quem precisa d'Ele e, se lhe oferece os seus limites, Ele faz grandes coisas.

Por que as relações homossexuais não o faziam feliz?

Ao relacionar-me com outros homens ou olhar para eles de maneira possessiva, eu sentia satisfação no momento. Mas estava sozinho e nunca me sentia completo. É então que caímos na ilusão de achar que podemos viver a sexualidade como os outros, mas, na verdade, a sexualidade só pode ser vivida na diferença sexual.

O que mudou concretamente na sua vida?

Antes, eu sentia-me sempre inferior aos homens, porque a​ ​ homossexualidade é invejosa. Agora, após descobrir que Deus me ama e que sou Seu filho, querido e amado, não me sinto inferior a nenhum homem. Assim, depois de muitos anos, descobri a beleza da amizade masculina, que eu não trocaria pelas relações do passado – quando eu fingia estar a realizar-me.

Pessoas assim, que abandonam o seu passado, não são muito queridas pela comunidade LGBT. Como é que se relaciona com o universo que frequentava?

Eles puseram-me na lista negra. Ameaçam-me a toda a hora e chamam-me homofóbico, mas eu não teria sobrevivido junto deles: é um mundo de mentiras, que exteriormente se mostra alegre, mas dentro está cheio de raiva e tristeza. A maioria dos actos homofóbicos e dos insultos contra as pessoas com tendências como as minhas provêm de pessoas que têm feridas como as minhas, que gritam e vociferam porque são frágeis.

Os activistas podem aplaudir quando falas, mas serás apenas visto na tua​ ​sexualidade, como se fosses um animal ou um indivíduo de série B que precisa de ter direitos especiais. É por isso que eu digo que somos os piores inimigos de nós mesmos. Na Igreja, no entanto, encontrei pela primeira vez alguém que me acolheu como pessoa, levando em consideração tudo o que o Philippe é.

Costuma afirmar que a homossexualidade está a propagar-se. Porquê?

A identidade é cada vez mais frágil. Propaga-se porque o homem e a mulher, também os que moram juntos, muitas vezes não reconhecem a beleza da diferença e já não se encontram. Não sabem por que se casam, estão juntos mas ao mesmo tempo sozinhos, vivem a relação de maneira egoísta e não entram em comunhão. Só sobra o sentimento, enquanto este durar.

Porque é que os dois sexos se sentem tão distantes e alheios um do outro?

Penso que, quando se corta o vínculo com Deus, tudo se torna nosso inimigo, e então também surge a desconfiança entre o homem e a mulher. No entanto, as pessoas deveriam casar-se para ajudar-se mutuamente a voltar Àquele que as criou: onde o homem não chega, chega a mulher. De contrário, resta apenas a possessão que divide. E tudo isso prejudica os filhos. Se não partimos dessa consciência, nunca resolveremos o problema. Se jogamos a partida noutros campos, já a perdemos.

A que se refere?

A ministra francesa de Justiça, Christiane Taubira, mãe da lei sobre o casamento gay, começou por dizer que era preciso distinguir entre casamento heterossexual e homossexual. Isso é uma mentira terminológica que não se ajusta à realidade e que não podemos aceitar. É preciso dizer que a heterossexualidade não existe: existem apenas o homem e a mulher, diferentes e complementares.

Além disso, não se deve excluir do debate a questão homossexual em si mesma. Se ela está se propagando, é responsabilidade de cada um de nós entender o que é e de onde vem, fazendo compreender o que estamos enfrentando. Pelo mesmo motivo, sempre digo que não é suficiente fazer um discurso cujo ponto de partida seja o direito das crianças, mas no qual se omite e tolera com indiferença as relações homossexuais. Só entendendo o sofrimento que deriva disso, e o fato de que se trata de uma amizade ambígua, incapaz de amor, se compreende que o único leito de crescimento para uma criança é a família com pai e mãe.

Inclusivamente nos ‘casais’do mesmo sexo mais estáveis, nos quais se procura o respeito, não há felicidade. Conheço alguns e muitas vezes são precisamente eles que me entendem. Durante uma conferência, um homem que vivia uma união estável há mais de 20 anos, disse-me: “Como você tem razão!”. Outros perguntam-se: “Mas que vida estamos vivendo?”. Quando a pessoa entende isso, já não pode dizer: “Coitados; vamos deixar que vivam como quiserem” e fazer o papel de “caridosos”, como ocorre hoje.

O que acontecerá com as crianças que crescem nesse novo modelo de 'família'?

Se a criança não aprende a beleza da diferença, não será capaz de amar. Uma sociedade que finge exaltar as diferenças, mas depois as trata como uma ameaça, está a educar uma geração que não saberá acolher o outro. Vivemos num mundo que se recusa a encarar a realidade, com as suas contradições e limites, como os da sexualidade – vista hoje como um perigo. Esta deformação da realidade humana está conduzindo a um colapso antropológico. E quanto mais avançarmos neste sentido, mais crescerão as formas de solidão, neurose e violência.

O que se pode fazer?

Respeitar a realidade e tentar voltar a entender a sua finalidade. No que diz respeito a mim, eu digo que Jesus, a Sua verdade e a Igreja são o caminho para amar, ser amado e servir.

​in Aleteia (originalmente em 'Religión en Libertad')


blogger