terça-feira, 14 de maio de 2013

França bane as palavras "Pai" e Mãe"

Em França o formulário de inscrição para a escola já vem com as palavras "Parent 1" e "Parent 2" em vez de "Père" et "Mère". Temos que banir da face da Terra essas palavras homofóbicas "Pai" e "Mãe", malditas sejam!


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12 comentários:

Antónimo disse...

Isto constitui absoluta discriminação!
Eu quero ter o direito a escolher o meu número de parent.
Vou inscrever o meu filho e eu serei o parent 7.
Aí de quem se oponha!

Pedro Aperta disse...

Triste assistir a este espectáculo deprimente.

Anónimo disse...

Compreendo a vossa indignação católica mas não partilho do mesmo sentimento.

O estado serve funções especificas e uma dela não é impôr os caprichos de uma religião. Se fosse, porquê os católicos? Porque não muçulmanos? Ou ateus (não sendo uma religião acreditam que não acreditam em nada)?

A igreja não tem nada que se imiscuir no papel do estado, como o estado não tem nada que se imiscuir no papel da igreja, seja ela qual fôr. Por isso existem matérias de direito canónico, por isso sacerdotes acusados de abusos sexuais estão sujeitos a decisão do Vaticano e um qualquer outro cidadão vai directo para a barra do tribunal civil.

Estes formulários, ao abrigo da lei, nas obrigações que o estado tem para com TODOS os seus cidadãos, legalmente identificados, independetemente de sexo ou opções sexuais, com direitos e deveres constitucionais, está perfeitamente correcto. É um minimo identificador comum que cumpre com as funções do estado. Repito e reforço: O ESTADO NÃO É OBRIGADO A CEDER A NENHUMA RELIGIÃO!

Metam isto na cabeça de uma vez: uma pessoa que não é católica, não tem que gramar com as vontades dos católicos da mesma forma que os católicos rejeitam que outra religião (ou o ateismo) imponha as suas vontades.

Não querem ser Parent 1 et Parent 2? Vão para uma escola de indole cristã e aí podem exigir o que quiserem.

Miguel disse...

Caro Anónimo,
Quando se fala antes de pensar habitualmente sai disso... Acha que são os caprichos de uma religião? Como chama à sua mãe? Progenitora? (pois sabe nem isso serviria pois seria homofóbico na mesma).
Partirei então do princípio lógico que é o resultado do ritual sexual do "Parent 1 et du Parent 2" e que poderão ser cenouras, macacos ou o que quer que seja. Será isso ou o seu pai é uma pipeta e a sua mãe é um disco (e ainda assim teria pai e mãe, pois os genes que cada "instrumento" passaria para si são únicos).
Vamos ao segundo pressuposto lógico que é o de que o povo é o Estado, e tem toda a razão não é obrigado a ceder a nenhuma religião. Mas conhece alguma sem pais e mães?
Peço desculpa se ofendi a sua não religião ou a sua vontade de defender o indefensável, mas 2+2 são mesmo 4 por mais que você queira que sejam 452.25, percebe?

Miguel Prata Roque disse...

Não percebo o espanto...
Inacreditável seria se um Estado laico mantivesse na inscrição de um serviço público de educação campos com as designações "pai" e "mãe" quando, de acordo com a lei da República Francesa, há crianças que podem ter dois "pais" e duas "mães". O que é que fazia então um dos dois "pais"?!? Escrevia o seu nome no local onde diria "mãe"?!? E a segunda mãe escreveria no local onde diz "pai"?!? Tenham juízo.
Precisamente por isso, o Estado português sempre utilizou a designação "encarregado de educação".
E os documentos fiscais para declaração de rendimentos utilizam as expressões "contribuinte A" e "contribuinte B".
Ou o subscritor deste texto também acha que lá devia figura "contribuinte mulher" e contribuinte marido"?!?
Que absurdo.

ASCENDENS ASCENDENS disse...

Ao anónimo que partilha de outro "sentimento", e diz coisa "bonitas" tais como:

1 - "O estado serve funções específicas e uma delas não é impor os caprichos de uma religião".

Como parece que está quase na linguagem poética, e já se manifestou com o sentir, tomo a liberdade de tentar objectivar a sua frase com o maior rigor, despindo-a de caprichos.

Ora bem... "o estado serve funções"...!? O Estado tem funções, organismos, tem finalidade, tem mecanismos, mas que sirva funções... na...Caro anónimo, não partilho do seu sentimento de aparente conformidade funcional! Esta crença de que o estado serve funções não é compatível com a lógica sequer. Mas, vou supor que isto não é uma coisa importante no seu discurso e que pode ser ignorada... e portanto, podemos passar a diante a coisa mais substanciais.

a - "...e uma dela não é impôr os..."

Ora aqui está uma das funções específicas que crê que o Estado tem de servir. O Estado, repare que não saio do que afirmou, tem que servir a função ESPECÍFICA de não impor (algo). Muito específico... "estado" e "não imposição" não só na sua crença se identificam como a "não imposição" é uma função específica do estado. E desculpe parecer que estou a dar a volta à questão, mas não estou e pode confirmar que não... O que o anónimo está a dizer é, claramente, indubitavelmente que o Estado tem de seguir uma ideologia segundo a qual NÃO PODE IMPOR determinada coisa (que já vamos ver qual). Está latente... o anónimo acredita que o estado serve funções que, na realidade são uma determinada ideologia ou crença ou filosofia (e já veremos qual...).

b - "...caprichos de uma religião."

Aqui está... Os "caprichos" são a parte mais poética da sua frase e por isso vamos eliminá-los por momentos, facilitando a análise.

Pois é, a tal filosofia, ideologia, crença, que o "anónimo" julga estar SOBRE o estado e de forma legítima, ordena ao estado que ser "laico". Não é!? Mas diga-me... qual o nome dessa crença, filosofia, ou ideologia!? Não pode negar que existe e que admite que o Estado se deva submeter a ela! Diga-me o nome da caprichosa senhora (Vossa Senhora) a quem nós todos tempos de dobrar o joelho e deva subjugar os Estados!? Não sabe o nome de quem serve!? Será um Senhor!? Serão muitos!? Uma legião deles!?

c - Porque se há de impor essa ideologia e nos devemos sujeitar aos seus caprichos? É falso que os ateus não tenham crença, e é verdade que quase todos eles acreditem que não acreditam em anda. É inquestionável que o "anónimo" acredita que o estado se deve organizar segundo este ou aquele critério. Mas tudo isso parte da sua crença, uma filosofia de vida, uma ideologia e, garanto-lhe, de nenhuma religião.

(talvez continue)...

RCG disse...

Isto é um bom exemplo daquilo a que chamo sensacionalismo reles e fundamentalismo barato. Tanto quanto sei, näo foram banidas quaisquer palavras. Tratou-se apenas de uma actualização de um formulário, por forma a adaptá-lo às realidades familiares actuais. Por outro lado, trata-se da França: um país que, à semelhança de Portugal, é uma república constitucionalmente laica! Só que eles levam o laicismo do Estado de uma forma séria...

Anónimo disse...

Todos têm um pai e uma mãe, quer queiram ou não, vivos ou mortos, conhecidos ou anónimos...
Se a intenção é identificar os progenitores então deve ser como está no dicionário: Pai e Mãe. Caso contrário, ponham "Encarregado de Educação" que poder ser um qualquer, até o padeiro...

Anónimo disse...

Véritablement degaulace,ça ne peut etre que les français.C'est vraimente du n'importe quoi,dieu merci ne ne suis pas Français ni résidente en France. C'est inademissible

Diogo Pacheco de Amorim disse...

- "Progenitor 1, posso ir ao cinema?"
- "Não, meu descendente 01, porque o teu progenitor 2 não deixa"

Ora vão-se lixar...

Anónimo disse...

Miguel,

Fiquei confuso. Manda recado mas parece-me que pensar não é o seu forte. Mas se de facto pensou antes de falar e chegou a essas conclusões pois então, lamento por si.

É que uma coisa é a separação entre estado e igreja (que é o que defendo na publicação), outra coisa é o histerismo de muitas pessoas que por aqui andam em fazer tudo cavalo de batalha para, lá está, defender o indefensável.

Pessoas como o Miguel fazem-me lembrar os que, por exemplo, julgaram Galileu, decretado herege ao defender uma conclusão cientifica. Quem tinha razão? O homem hoje sepultado na Basilica de Santa Croce ou aqueles de quem ninguém se lembra?

Pai e Mãe existiam muito antes do catolicismo o vir definir. Não será certamente um papel a dizer quem é Pai e Mãe. Eu certamente não preciso de um papel para me definir, o Miguel precisa?

O que o que eu disse e o que isto se trata é um estado/governo alterar os campos de um simples formulário com base na legislação em vigor. Mais nada.Não há assunto. Não há cavalo de batalha.

Aliás Miguel, para ajudar a estimular a sua capacidade de pensar, recomendo o estudo do Tratado de Latrão, que define a soberania do Vaticano e a intervenção deste no Estado Italiano e vice-versa que se rege pelo principio "Igreja livre em Estado Livre" ou seja, cada um no seu galho. Sabia que o Vaticano acordou em 1984 que o ensino católico nas escolas fosse opcional apenas a pedido dos pais?

Consegue estabelecer o paralelo ou encontra 425.25 razões para vir discordar da posição do Vaticano quanto à matéria?

Olhe...surpreenda-me! Afinal 2+2 pode ser o que qualquer um quiser, só depende dos interesses n'est pa?

Anónimo disse...

ASCENDENS ASCENDENS,

Gostava de o ver continuar como promete a tão "eloquentemente" dissecar a minha publicação.

Gostava especialmente para perceber onde quer chegar porque sinceramente parece-me que teve uma necessidade visceral em dar resposta a um não-assunto apenas porque...sei lá...comoveu-se com as minhas coisas bonitas.

Permita tomar das mesmas liberdades de remover o que não interessa e recuar nas suas trocas e baldrocas até ao essencial. Isto não é uma questão religiosa, não é uma questão de opinião politica, não tem cabimento complicar o que é simples.

O estado francês aprovou uma lei. Em consequência dessa lei alterou uns formulários. Esse formulários cumprem com a lei e servem para o que servem. Pai e Mãe não são definidos por um simples papel. Se o fossem, entãi sim estaria tudo muito errado.

O que critico e pergunto é se os Católicos exigem uma coisa e, imagine, sobre a mesma matéria os Muçulmanos exigissem o oposto, a quem devia o estado seguir? Quem determina que religão é predominante sobre outra? Voltamos às Cruzadas para livrar o mundo de quem pensa diferente de nós?

ASCENDENS ASCENDENS, deixo-lhe também um conselho mas ao contrário de si garanto não continuar: deixe de ser tão religioso e passe a ser mais cristão.