domingo, 18 de agosto de 2013

As consequências da celebração versus populum - Cardeal Ratzinger

O que se passou foi um clericalismo sem precedentes que apareceu em cena. Agora o sacerdote - "o que preside", como agora lhe preferem chamar - tornou-se o ponto real de referência para toda a liturgia. Tudo depende dele. Temos que o ver, responder-lhe, estar envolvidos no que ele está a fazer. A sua creatividade sustém a coisa toda. Sem surpresa, as pessoas tentam reduzir esta nova função criada, atribuindo todo o tipo de funções litúrgicas a indivíduos diferentes e confiando o planeamento "criativo" da liturgia a grupos de pessoas que gostam, e deviam, "dar a sua própria contribuição." Deus está cada vez menos em campo.

O sacerdote ao voltar-se para o povo transformou a comunidade num círculo fechado em si próprio. Na sua forma aberta, já não se abre ao que jaz à frente e em cima, mas está fechado em si mesmo. O voltar-se para 'Este' habitual não era "uma celebração para a parede"; não significava que o sacerdote "tinha as suas costas para o povo"; o sacerdote não era visto como tão importante. 


in Introdução ao Espírito da Liturgia

Papa Francisco celebra ad orientem no altar de S. João Paulo II


blogger

Sem comentários: