quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Sexo casual: um veneno para a alma


A Igreja Católica é frequentemente acusada de ser machista e castradora devido à sua posição firme em assuntos sexuais. Para os detractores da fé, a realidade do mundo moderno não comporta mais o radicalismo cristão, por isso, a pregação sobre a castidade não é somente antiquada, mas inoportuna. Percebe-se, assim, um aumento progressivo no estímulo à sexualidade precoce, que já não poupa nem adolescentes nem crianças.

Conforme denunciou o arcebispo de La Plata (Argentina), Dom Héctor Aguer, o sexo casual é uma fonte de stress, sentimento de culpa, arrependimento e tristeza. As declarações foram feitas durante o seu programa televisivo semanal, "Chaves para um mundo melhor", e têm por base vários estudos de universidades americanas.

Uma pesquisa da Universidade do Estado da Califórnia, por exemplo, indica que os jovens adultos adeptos do sexo casual estão mais propensos a sofrer de depressão e/ou ansiedade, e ainda aponta que as consequências de tal comportamento são mais prejudiciais às mulheres. De acordo com a co-autora da pesquisa, Melina Bersamin, pessoas deprimidas e com baixa auto-estima tendem a envolver-se mais em relacionamentos frívolos e pouco duradouros.

"Desgraçadamente - lamentou Dom Aguer - parece que esta conduta é frequente entre os jovens em todo mundo". E isso verifica-se na qualidade das músicas, filmes e programas televisivos que são regularmente oferecidos a esse público. "Então, aqui - ratificou o arcebispo de La Plata - a conclusão é que temos que voltar a considerar as virtudes humanas e cristãs e, entre elas, no lugar que corresponde, também a virtude da castidade que faz com que as forças que Deus pôs no homem e na mulher estejam orientadas àquilo para o qual o pensou o Criador: o casal estável, consagrado no matrimónio, que é um bem social e o âmbito adequado para a comunicação da vida humana".

O homem está naturalmente ordenado para a comunhão, seja na vocação ao matrimónio, seja no celibato. Com efeito, o casal de namorados que se prontifica a ter relacionamentos abertos e fora do casamento tem apenas uma única certeza: que tanto um quanto o outro tem uma facilidade imensa para relacionar-se fora do casamento. É a dolorosa certeza da traição, não do amor. Por conseguinte, quando a única certeza é a da traição, não é difícil de imaginar o porquê da promiscuidade estar associada a doenças mentais como a depressão.

Os meios de comunicação social que exaltam a sexualidade liberal e a incentivam de maneira leviana são os principais promotores do sofrimento desses jovens. Neste sentido, vale a pena recordar as sábias palavras de Bento XVI, na sua homilia da Missa de canonização de Frei Galvão: "É preciso dizer não àqueles meios de comunicação social que ridicularizam a santidade do matrimónio e a virgindade antes do casamento". 

No actual contexto em que se vive, "o mundo precisa de vidas limpas, de almas claras, de inteligências simples que rejeitem ser consideradas criaturas objecto de prazer". Desse modo, as fortes palavras que aparecem na Cédula de consagração de Frei Galvão - tirai-me antes a vida que ofender o vosso bendito Filho, meu Senhor - "deveriam fazer parte da vida normal de cada cristão, seja ele consagrado ou não, e que despertam desejos de fidelidade a Deus dentro ou fora do matrimónio".

Ora, a vocação do ser humano ultrapassa as fronteiras da sexualidade barata e oportunista que o modernismo oferece. É preciso desenvolver a virtude da fortaleza. in Zenit


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1 comentário:

Adri Katy disse...

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