quarta-feira, 19 de outubro de 2016

A luta da Igreja contra a heresia para conservar a doutrina

A Igreja, fundada nos seus princípios e com consciência do seu dever, em nada tem tido maior zelo e procurado com maior esforço do que conservar de maneira mais perfeita a integridade da Fé. Foi por isso que sempre considerou como rebeldes declarados, e tem expulso para longe de si, todos aqueles que não pensavam como ela, fosse sobre que ponto fosse da sua doutrina. 

Os Arianos, os Montanistas, os Novacianos, os Quartodecimanos, os Eutiquianos não tinham abandonado toda a doutrina católica, mas apenas esta ou aquela parte: e no entanto quem é que não sabe que eles foram declarados hereges e rejeitados do seio da Igreja? E julgamento semelhante tem condenado todos os fautores de doutrinas erróneas que têm aparecido depois, nas diferentes épocas da História. 

'Nada poderia ser mais perigoso do que esses hereges que, conservando em tudo o mais a integridade da doutrina, por uma só palavra, como que por uma gota de veneno, corrompem a pureza e a simplicidade da fé que recebemos da tradição dominical, e depois apostólica' (Auctor Tractatus de Fide Orthodoxa contra Arianos). 

Tal foi sempre o costume da Igreja, apoiada pelo juízo unânime dos santos Padres, os quais sempre consideraram como excluído da comunhão católica e fora da Igreja quem quer que se separe o menos possível da doutrina ensinada pelo magistério autêntico. 

Epifânio, Agostinho, Teodoreto mencionaram um grande número de heresias do seu tempo. Santo Agostinho observa que outras espécies de heresias poderiam desenvolver-se, e que se alguém aderisse a uma só delas, separar-se-ia, por esse motivo, da unidade católica. 

Papa Leão XIII in Encíclica 'Satis Cognitum' (29.VI. 1896)


blogger

Sem comentários: