terça-feira, 14 de março de 2017

Família de D. Athanasius Schneider ficou perplexa quando ouviu falar da comunhão na mão

Quando, em 1973, a minha família deixou a União Soviética e nós dissemos adeus ao Pe. Janis Pawlowski, ele deu-nos esta advertência: "Quando forem para a Alemanha, por favor não vão às igrejas onde a Sagrada Comunhão é dada na mão." Quando ouvimos estas palavras, todos nós tivemos um choque profundo. Não poderiamos imaginar que este Sacramento Divino e Santíssimo poderia ser recebido de uma forma tão banal. 

Hoje em dia, uma parte considerável dos que recebem a Santa Comunhão habitualmente na mão, especialmente a geração mais jovem que não conheceu a maneira de receber a Comunhão ajoelhado e na língua, já não tem a fé católica plena na real Presença, porque tratam a Hóstia consagrada quase da mesma forma exterior como tomam alimentação normal. O gesto exterior minimalista tem uma ligação causal com o enfraquecimento, ou mesmo a perda, da fé na Presença Real de Jesus Cristo na Hóstia consagrada.

D. Athanasius Schneider em entrevista a 'Adelante la Fe', 10/08/2015


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7 comentários:

francisco disse...

O trigo continuará sempre a crescer mesmo no meio do joio. É uma alegria saber que haverá sempre trigo para Deus.

Rodrigo Macedo disse...

Eu tenho 62 anos, tenho fé católica plena e real, e recebo a Santa Comunhão na mão.

Onde é que os Evangelhos dizem que, na Última Ceia, Jesus deu os bocados do pão consagrado nas línguas dos discípulos?

Rodrigo Macedo

Anónimo disse...

Senhor Ricardo Macedo, Salve Maria!
O que o texto acima afirmou foi em relação aos leigos. Eram os Apóstolos leigos ou clérigos?
Apenas aqueles que receberam a Ordem e tem o poder de consagrar a hóstia transubstancializando-a em Eucaristia tem a licença para tocá-la.

Reginaldo disse...

Independente de ser na boca ou na mão... Fato é que a banalização com Ssmo. Sacramento é total. Que Deus tenha piedade da Igreja.

francisco disse...

Senhor Rodrigo Macedo o problema da comunhão na boca ou na mão está no perigo de banalização da Eucaristia e de perda da fé na Presença Real de Cristo na Hóstia Sagrada.
A Igreja Católica tem como base da sua doutrina a Biblía e a Tradição Apostólica. Se cada um de nós for ver apenas por si o que está nas Escrituras sem ligar à Tradição e ao que a Igreja ensinou ao longo dos séculos vamos cair no erro dos protestantes e dividirmo-nos em diversas seitas. É necessário ver sempre nos dois lados, Biblía e Tradição.
No Evangelho não diz os pormenores todos de como foi realizada a Última Ceia, mas a Tradição da Igreja foi sempre de tratar a Eucaristia com a máxima reverência e amor possíveis. Logo nos primeiros séculos se encontra este ensinamento e depressa se encontra a prática da comunhão na boca.

Na Santa Missa participamos do Sacrificio de Nosso Senhor na Cruz, foi este o testamento deixado por Nosso Senhor e dado aos discípulos na Última Ceia para que o realizassem em Sua memória. É Cristo Cordeiro de Deus que vamos comungar na Hóstia Sagrada, por isso tudo o que possamos fazer com adoração e amor nunca é demais.
Na comunhão recebemos o alimento para a nossa alma e ao longo da vida com esta comunhão vamos tentando imitar Nosso Senhor, amando com espírito e verdade.
O gesto de com a mão tomar a Hóstia Sagrada acaba por tornar-se muito semelhante ao tomar um alimento normal, por isso tendo duas práticas em que uma tem mais reverência a Igreja ao longo dos séculos indicou para usar essa.
A forma como fazemos as coisas acabam também por deixar na alma a respectiva impressão. Somos seres humanos em que os sentidos são veículos muito importantes para a alma e por isso o gesto e a forma também são importantes.

Também podemos ver a importância da comunhão na boca que apesar das alterações de prática que existiram continua a ser a forma oficial da Igreja de se comungar. A comunhão na mão é uma possibilidade dada pelo Papa para as conferências episcopais decidirem se devem ou não permitir.

Se quiser saber mais pode ver por exemplo a encíclica MYSTERIUM FIDEI do Papa Paulo VI sobre a Sagrada Eucaristia, nela o proprio Papa indica após falar das práticas dos primeiros fieis em tempo de perseguição: «64. Isto não o dizemos para que se altere, seja no que for, o modo de conservar a Eucaristia ou de receber a sagrada comunhão, segundo foi estabelecido mais tarde pelas leis eclesiásticas ainda em vigor, mas somente para todos juntos nos alegrarmos por ser sempre a mesma a fé da Igreja.». Pode consultar em:
http://w2.vatican.va/content/paul-vi/pt/encyclicals/documents/hf_p-vi_enc_03091965_mysterium.html



Basto disse...

Quatro graves consequências da comunhão na mão.
https://www.youtube.com/watch?v=rJxPztC-mw8

Anónimo disse...

Anónimo de 15 março, 2017 17:51 onde é que se baseou para tal afirmação? Não é o que está instituído na Igreja.