sábado, 12 de agosto de 2023

A grande Santa Clara de Assis

Santa Clara, nasceu em Assis, na Itália, filha de pais ricos e piedosos. O nome de Clara foi-lhe dado em virtude de uma voz misteriosa que a mãe Hortulana ouviu, quando, antes de dar à luz a filha, fazia fervorosas orações diante de um crucifixo. “Nada temas! – disse aquela voz – o fruto de teu ventre será um grande lume, que iluminará o mundo todo”. 

Desde pequena, Clara era em tudo bem diferente das companheiras. Quando meninas dessa idade costumam achar agrado nos brinquedos e bem cedo revelam também qualidades pouco apreciáveis, Clara era a excepção à regra. O seu prazer era rezar, fazer caridade e penitência. Aborrecia a vaidade e as exibições e tinha aversão declarada aos divertimentos profanos. 

Vivia naquele tempo o grande Patriarca de Assis, São Francisco. A este se dirigiu Santa Clara, comunicando-lhe o grande desejo que tinha de abandonar o mundo, fazer o voto de castidade e levar uma vida da mais perfeita pobreza. São Francisco reconheceu em Clara uma eleita de Deus e animou-a a persistir nas piedosas aspirações. Depois de ter examinado e sujeitado a duras provas o espírito da jovem, aconselhou-lhe abandonar a casa paterna e tomar o hábito de religiosa. Foi num Domingo de Ramos, que Clara executou este plano, dirigindo-se à Igreja de Porciúncula, onde São Francisco lhe cortou os cabelos e lhe deu o hábito de penitência. Clara contava apenas 18 anos, quando disse adeus ao mundo e entrou para o convento das Beneditinas de Assis.

O procedimento estranho de Clara, provocou os mais veementes protestos dos pais e parentes, que tudo tentaram para tirar a jovem do convento. Clara opôs-lhes firme resistência. Indo à igreja, segurou-se ao altar e com a outra mão, mostrou aos pais a cabeleira cortada e disse-lhes: “Deveis saber que não quero outro esposo, senão a Jesus Cristo. A este escolhi e não mais o deixarei.” Clara tinha uma irmã mais nova, de quatorze anos, chamada Inês. Esta, não suportando a separação e animada por Clara, poucos dias depois, abandonou também a casa e entrou para o convento onde Clara estava. Com este gesto não se conformaram os parentes. Foram ao convento com o intuito de obrigar a jovem a voltar trazê-la à viva força para casa, fosse qual fosse a resistência que encontrariam.

A resistência realmente foi tão resoluta da parte de Inês que tiveram de desistir das suas tentativas. Também a ela São Francisco deu o hábito religioso. Apenas provisória podia ser a estada das duas irmãs no convento das Beneditinas. Francisco havia de dar providências para colocá-la em outro lugar.

Adquiriu a igreja de São Damião e uma casa contígua para as novas religiosas, às quais logo se associaram outras companheiras. Sob a direcção de Clara, formaram estas a primeira comunidade que, desenvolvendo-se cada vez mais, tomou a forma de nova Ordem religiosa. Esta Ordem, de origem tão humilde, tornou-se celebérrima na Igreja Católica, a que deu muitas santas e muito trabalhou e trabalha pelo engrandecimento do Reino de Cristo sobre a Terra. 

Obedecendo à Ordem de São Francisco, Clara aceitou o cargo de superiora, e exerceu-o durante quarenta e dois anos. Deu à Ordem regras severas sobre a observância da pobreza. Clara respeitosamente a recusou uma oferta de bens imóveis feita pelo Papa. Não só na observância da pobreza, como também na prática de outras virtudes, Clara era modelo exemplaríssimo para as suas filhas espirituais. Grande foi a satisfação quando recebeu o pedido de admissão na Ordem da própria Mãe e de outras parentes . Além destas, entraram três fidalgas da casa Ubaldini na nova Ordem das Clarissas. Julgaram maior honra associar-se à pobreza de Clara do que viver no meio dos prazeres dum mundo enganador.

Na prática da penitência e mortificação, Clara era de tanto rigor, que o seu exemplo podia servir mais de admiração do que de imitação. O próprio São Francisco aconselhou que usasse de moderação, porque do modo de que vivia e martirizava o corpo, era de recear que não pudesse ter longa vida.

Severíssima para consigo, era inexcedível na caridade para com o próximo. O seu maior prazer era servir aos enfermos. Uma das virtudes que se lhe observava, era o grande amor ao Santíssimo Sacramento. Horas inteiras do dia e da noite passava nos degraus do altar. O SS. Sacramento era o seu refúgio, em todos os perigos e dificuldades.

Clara contava sessenta anos, dos quais passara 28 anos sofrendo grandes enfermidades. Por maiores que lhe fossem as dores, nenhuma queixa lhe saía da boca. Na meditação da sagrada Paixão e Morte de Nosso Senhor achava o maior alívio. “Como passa bem depressa a noite, dizia, ocupando-me com a Paixão de Nosso Senhor”. Em outra ocasião, disse: “Homem haverá que se queixe, vendo a Jesus derramar todo o seu sangue na Cruz? 

Sentindo a proximidade da morte, recebeu os Santos Sacramentos e teve a satisfação de receber a visita do Papa Inocêncio IV, que lhe concedeu uma indulgência plenária. Quase agonizante, disse ainda estas palavras: “Nada temas, minha alma; tens boa companhia na tua passagem para a eternidade. Vai em paz, porque Aquele que te criou, te santificou, te guardou como a mãe ao filho, e te amou com grande ternura. Vós, porém, meu Senhor e meu Criador, sede louvado e bendito.” 

Santa Clara morreu em 12 de Agosto de 1253, mais em consequência do amor divino, do que da doença que a martirizava. Foi em atenção aos grandes e numerosos milagres que se lhe observaram no túmulo, que o Papa Alexandre IX, dois anos depois, a canonizou.

in 'Página do Oriente'


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sexta-feira, 11 de agosto de 2023

A incrível história de Santa Filomena

Santa Filomena foi uma mártir do séc. III, conhecida mundialmente pelos seus muitos milagres. Muitos santos tinham-lhe grande devoção, como São Pio X, São João Maria Vianney, São Bartolomeu Longo ou São Pio de Pietrelcina, o Padre Pio.

Segue-se a descrição da vida de Santa Filomena extraída do relato oficial do Padre Francesco di Lucia, intitulado 'Relazione Istorici di Santa Filomena', e subsequentes actualizações, a partir das locuções recebidas pela irmã Luísa de Jesus em Agosto de 1833; relatos estes que receberam autorização oficial do então Santo Ofício (hoje a Congregação para a Doutrina da Fé) a 21 de Dezembro de 1833:

«Minha querida irmã, sou a filha de um Príncipe que governava uma pequena cidade-estado na Grécia. A minha mãe era também de sangue real. Os meus pais não tinham filhos. Eles eram idólatras; continuamente ofereciam sacrifícios e orações aos falsos deuses. Um doutor proveniente de Roma, chamado Publius, vivia no palácio ao serviço de meu pai. Este doutor professava o Cristianismo. Vendo a aflição dos meus pais, pelo impulso do Espírito Santo, falou-lhes do Cristianismo, e prometeu rezar por eles se eles consentissem em receber o Baptismo.

A Graça que acompanhava as suas palavras iluminou-lhes a razão e triunfou sobre as suas vontades. Eles tornaram-se cristãos e obtiveram a tão desejada felicidade que Publius lhes havia assegurado, como recompensa da sua conversão. No momento de meu nascimento, eles deram-me o nome de 'Lumena', uma alusão à luz da Fé da qual eu tinha sido. No dia de meu Baptismo, eles chamaram-me 'Filomena', ou 'Filha da Luz', porque naquele dia eu nascera para a Fé.

A afeição que os meus pais tinham por mim era tanta que eles me tinham sempre consigo. Foi por conta disto que me levaram a Roma numa viagem que meu pai foi obrigado a fazer por ocasião de uma guerra injusta com a qual ele foi ameaçado pelo arrogante Imperador Diocleciano. Eu tinha então 13 anos. Fomos conduzimos ao palácio do Imperador e recebidos numa audiência.

Tão logo Diocleciano me viu, os seus olhos fixaram-se sobre mim. Ele aparentava estar perturbado a este respeito durante todo o tempo em que meu pai estava a falar com sentimentos animados tudo o que pudesse servir para sua defesa. Tão logo o meu pai cessou de falar, o Imperador disse-lhe que não mais ficasse preocupado, que banisse todo o medo, que pensasse apenas em viver em felicidade.

Estas foram as palavras do Imperador, “Eu colocarei à sua disposição toda a força do Império. Eu peço apenas uma coisa, que é a mão da sua filha”.

Meu pai, ofuscado com uma honra que lhe era distante de ser esperada, livre e instantaneamente aderiu à proposta do imperador. Quando retornamos a nossa casa, os meus pais fizeram de tudo que podiam para induzir-me a sucumbir às vontades de Diocleciano e deles mesmos.

Eu chorei, e disse: “Desejam que, pelo amor de um homem, eu quebre a promessa que fiz a Jesus Cristo? A minha virgindade pertence-Lhe. Eu não mais posso dispor dela.”

“Mas tu eras jovem, demasiadamente jovem para ter formado tal compromisso”, respondeu o meu pai. Ele juntou as mais terríveis ameaças à ordem que havia me dado de aceitar a mão de Diocleciano. A Graça do meu Deus tornou-me invencível, e o meu pai, não sendo capaz de dissuadir o Imperador, de forma a libertar-se da promessa que fizera, foi obrigado por Diocleciano a levar-me à presença do Imperador.

Tive que resistir por algum tempo diante da fúria do meu pai. A minha mãe, unindo os seus esforços aos dele, decidiu fazer qualquer coisa de forma a conquistar minha determinação. Carinhos, ameaças, tudo foi empregue de forma a reduzir-me à submissão. Cheguei a vê-los ambos caírem aos meus joelhos e dizer-me com lágrimas nos olhos: “Minha criança, tem piedade do teu pai, da tua mãe, do teu país, do nosso país, das nossas pessoas.”
“Não! Não”, respondi. “A minha virgindade, que eu consagrei a Deus, vem antes de tudo, antes de vocês, antes do meu país. O meu reino é o Céu.”

As minhas palavras mergulharam-nos em desespero, e eles levaram-me diante do Imperador, que da sua parte fez de tudo para me vencer. Contudo, as suas promessas, as suas seduções, as suas ameaças foram igualmente inúteis. Foi tomado por uma súbita ira e, influenciado pelo Demónio, lançou-me numa das prisões do palácio, onde me manteve aprisionada com correntes. 

Pensando que a dor e a vergonha me iriam enfraquecer a coragem com que o meu Divino Esposo me tinha inspirado, ele vinha ver-me todos os dias. Depois de vários dias, o Imperador deu ordem para que as minhas correntes fossem afrouxadas, para que eu pudesse tomar uma pequena porção de pão e água.

Ele renovou os seus ataques, alguns dos quais teriam sido fatais à pureza não fosse pela Graça de Deus. As derrotas que ele experimentava eram também prelúdio de novas torturas para mim. A oração era o meu sustento. Eu não cessava de me recomendar a Jesus e à sua mais pura Mãe. O meu cárcere havia já durado 37 dias, quando, no meio de uma luz celestial, eu vi Maria que segurava o Divino Filho nos seus braços.

“Minha filha”, disse, “mais três dias de prisão e depois de 40 dias deixarás este estado de dor.” Esta boa notícia fez com que o meu coração pulasse de alegria. Mas a Rainha dos Anjos acrescentou que eu iria sair da minha prisão, para sustentar, em tormentos amedrontadores, um combate muito mais terrível que aqueles precedentes. Caí instantaneamente da alegria para a mais cruel angústia; pensei que isto iria matar-me.

“Tenha coragem, minha criança”, disse Nossa Senhora, “não estás ciente do predilecto amor que guardo por ti? O nome que recebeste no baptismo é a tua segurança, pela semelhança com o nome do meu Filho e com o meu. Chamas-te 'Lumena', como o teu Esposo é chamado por Luz, Estrela, Sol, como eu mesma sou chamada por Aurora, Estrela, a Lua no esplendor do seu brilho, e Sol. Não tenhas medo, ajudar-te-ei. A natureza, que agora te humilha, assevera as suas leis. No momento do combate, a Graça virá emprestar-te a sua força. O teu Anjo, que também foi meu, Gabriel, cujo nome expressa fortaleza, virá em teu auxílio. Eu recomendar-te-ei especialmente ao seu cuidado, como a bem amada dos meus filhinhos.”

Estas palavras da Rainha das Virgens deu-me coragem novamente, e a visão desapareceu, deixando a prisão repleta de um perfume celestial. Experimentei uma alegria fora deste mundo. Algo indefinível. Aquilo para o qual a Rainha dos Anjos me preparou foi logo experimentado. Diocleciano, desesperado em dobrar-me, decidiu pôr um castigo público que ofendesse a minha virtude. Ele condenou-me a ser despida e açoitada como o Esposo que eu preferi. Estas foram as suas horrificantes palavras: 

“Dado que ela não está envergonhada de preferir a um Imperador como eu um malfeitor condenado a uma morte infame pela sua própria gente, ela merece que a minha justiça a trate como ele foi tratado”.

Os guardas da prisão hesitaram em despir-me inteiramente, mas eles ataram-me a uma coluna na presença de um grande homem da corte. Chicotearam-me com violência, até que eu estivesse banhada em sangue.O meu corpo inteiro parecia uma única ferida aberta, mas não sucumbi. O tirano arrastou-me de volta ao cárcere, aguardando que eu morresse. Eu esperava juntar-me ao meu Divino Esposo. Dois anjos, resplandecentes de luz, apareceram na escuridão. Eles vertiam um confortante bálsamo nas minhas feridas, garantindo-me um vigor que eu não possuía antes da tortura. Quando o imperador foi informado da mudança que se operou em mim, mandou chamar-me

Ele olhou para mim e ficou estupefacto. Tentou persuadir-me de que eu devesse a minha cura e vigor renovado a Júpiter, um outro deus, que ele, o Imperador, me tinha enviado. Ele tentou impressionar-me com a sua crença de que Júpiter me desejava para ser a Imperatriz de Roma. Juntando a estas palavras sedutoras promessas de grandes honrarias, incluindo as mais bajuladoras palavras, Diocleciano tentou acariciar-me. Amigavelmente, tentou completar o trabalho do Inferno que ele havia iniciado. O Divino Espírito, a Quem eu sou devedora pela constância em preservar minha pureza, parecia encher-me com luz e conhecimento. A nenhuma das provas que lhes dei a respeito da solidez da nossa Fé, nem Diocleciano nem os seus cortesãos puderam encontrar qualquer resposta. 

Então, a sua insanidade de Imperador voltou, ordenando a um guarda que me prendesse a uma âncora em volta de meu pescoço e enterrar-me nas águas do rio Tibre. A ordem foi executada. Fui lançada dentro d’água, mas Deus enviou-me dois anjos que me desamarraram da âncora. Os anjos transportaram-me gentilmente à vista da multidão até o leito do rio. Voltei ilesa, depois de ser imersa juntamente com a pesada âncora. Este milagre felizmente produziu efeitos sobre uma grande número dos espectadores, e eles converteram-se à fé. Mas Diocleciano atribuiu a minha preservação a uma mágica secreta.

Então, o Imperador fez com que eu fosse arrastada pelas ruas de Roma e que fosse alvejada por uma saraivada de flechas. O meu sangue verteu, mas não desanimei. Diocleciano pensou que eu estava para morrer e ordenou aos guardas que me conduzissem de volta ao cárcere. 

Novamente ali, o Céu honrou-me com mais um novo favor. Caí num doce sono, e encontrei-me perfeitamente curada quando acordei. Diocleciano sabendo disto: “Bem, então,” ele gritou com veemência, “deixemo-la ser transpassada com flechas pontiagudas uma segunda vez, e deixemo-la morrer durante a tortura.” 

Novamente, os arqueiros curvaram os seus arcos. Eles acumularam toda a sua força, mas as flechas recusaram-se a seguir as suas intenções. O Imperador estava presente. Transtornado, chamou-me de bruxa. Pensando que a acção do fogo pudesse destruir o encanto, ordenou que as flechas fossem tornadas incandescentes numa fornalha e apontados para o meu coração.

Foi obedecido mas estas flechas, depois de terem percorrido uma parte da distância devida para me atingir, tomaram a direcção contrária e retornaram para atingir aqueles pelos quais haviam sido arremessadas. Seis dos arqueiros foram mortos por elas. Muitos deles renunciaram ao paganismo, e o povo começou a render testemunho público ao poder de Deus que me protegera. 

Estes murmúrios e aclamações enfureceram o tirano. Ele determinou que apressassem a minha morte ordenando que eu fosse decapitada. A minha alma alçou vôo em direcção de meu celestial Esposo, que me colocou, com a coroa da virgindade e a palma do martírio, num lugar distinto entre os eleitos.

O dia que foi tão feliz para mim e me viu entrar na glória foi uma Sexta-Feira, e a hora da minha morte foi a terceira hora depois do meio dia, ou seja, a mesma hora que viu o meu Divino Mestre expirar.»


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Oração para o Triunfo da Fé Católica - D. Athanasius Schneider

Deus omnipotente e eterno, Pai, Filho e Espírito Santo, prostrados diante da Vossa Majestade agradecemos do fundo da nossa alma pelo dom inestimável da fé católica, que Vos dignastes revelar-nos por meio de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Recebemos esta luz divina no santo baptismo e Vos prometemos manter esta fé inviolada até a morte.

Aumentai em nós o Vosso dom da fé católica. Que por Vossa graça ela se fortaleça e se torne inabalável. Aumentai diariamente em nós a compreensão da beleza e profundidade da fé católica, para que possamos viver na profunda alegria de Vossa verdade divina e estar prontos para antes sacrificar tudo, do que fazer compromissos nesta fé ou traí-la. Concedei-nos a graça de estarmos decididos a sofrer mil mortes por um único artigo do Credo.

Recebei de bom grado o nosso acto de humilde reparação por todos os pecados cometidos contra a fé católica pelos leigos e clérigos, especialmente pelos altos clérigos que, contrariando a promessa solene que fizeram na sua ordenação de serem mestres e defensores da integridade da fé católica, se tornaram campeões da heresia, envenenando o rebanho a eles confiado e ofendendo gravemente a Divina Majestade de Jesus Cristo, a Verdade encarnada.

Concedei-nos a graça de ver todos os acontecimentos da nossa vida, e as imensas provações que a nossa santa Mãe Igreja está agora a passar, na luz sobrenatural da fé. Fazei-nos acreditar que Vós fareis surgir do vasto deserto espiritual de hoje um renovado florescimento da fé, que adornará o jardim da Igreja com novas obras de fé e dará origem a uma nova era de fé.

Cremos firmemente que a fé católica é a única verdadeira fé e religião, que Vós convidais cada pessoa a abraçar livremente. Pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, a destruidora de todas as heresias, e dos grandes mártires e confessores da fé, possa a fé santa, católica e apostólica triunfar novamente na Igreja e no mundo, para que nenhuma alma se perca, mas antes, chegue ao conhecimento de Jesus Cristo, o único Salvador da Humanidade, e, através de uma fé reta e uma vida justa, alcance a bem-aventurança eterna em Vós, ó Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo. A Vós seja dada toda honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém

+ Dom Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Santa Maria em Astana


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quinta-feira, 10 de agosto de 2023

Igreja de São Lourenço em Almancil (Loulé)












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São Lourenço, Diácono e Mártir

Dia de São Lourenço, martirizado numa grelha. A meio desse processo dirigiu-se aos seus algozes nestes termos: "Podem virar-me porque deste lado já estou bem passado". De homem, sem dúvida. Santo Agostinho conta-nos mais pormenores:

«São Lourenço era diácono em Roma e os perseguidores da Igreja pediram-lhe que entregasse os tesouros da Igreja. Para obter um verdadeiro tesouro no Céu, ele sofreu tormentos cujo relato causa horror: foi deitado numa grelha sobre as chamas.
No entanto, triunfou de todas as dores físicas, pela extraordinária força que extraía da sua caridade e do auxílio daquele que o tornava inquebrável: "Pois nós somos obra sua, criados em Jesus Cristo em vista das boas ações que Deus de antemão preparou para as praticarmos" (Ef 2,10)

Lourenço provocara a cólera dos perseguidores dizendo-lhes: "Tragam-me várias carroças onde eu possa levar-vos os tesouros da Igreja" Trouxeram-lhas; ele encheu-as de pobres e enviou-lhos, dizendo: "Eis os tesouros da Igreja".

Nada mais verdadeiro, meus irmãos: é nas necessidades dos pobres que está a riqueza dos cristãos, se compreendermos bem como fazer frutificar o que possuímos. Há sempre pobres entre nós; se lhes confiarmos os nossos tesouros, não os perderemos.»


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quarta-feira, 9 de agosto de 2023

Testemunho da jovem que ficou chocada quando viu o Santíssimo Sacramento dentro de caixas banais

A rapariga ajoelhada com o vestido branco? Essa sou eu. Há tantas opiniões, teorias e acusações em torno da Jornada Mundial da Juventude, que eu queria dar o meu contributo; porque estive lá e vivi em primeira mão este episódio, que agora se está a tornar viral. O que é que aconteceu?

No Sábado à noite, a Jornada Mundial da Juventude foi palco de louvor e adoração no Campo da Graça. Os meus amigos e eu estávamos a voltar da cerimónia quando vimos umas caixas cinzentas grandes em cima de uma mesa. Havia duas ou três pessoas a rezar junto delas, o que me deixou confusa. Não sabia por que estavam ali a rezar e a minha amiga também não. Aproximei-me de uma das senhoras e ela disse: "Jesus. Jesus está ali dentro." (referindo-se às caixas cinzentas)

Naquele momento, fiquei furiosa: como é que se atrevem a desrespeitar o Senhor? O que pensam que estão a fazer - a colocá-l'O numa caixa sem qualquer respeito... as pessoas passam por Ele sem saber que é Ele! Enquanto voltávamos para o nosso acampamento, eu estava furiosa, mas conversando entre nós, os meus amigos e eu decidimos que, em vez de raiva sem propósito, iríamos fazer alguma coisa. 

Não iríamos protestar, nem publicar nas nossas redes sociais aquele ultraje (embora eu acredite que há um momento e um lugar para isso). Não iríamos coscuvilhar com os outros sobre o assunto, mas sim pegar nos nossos Terços, voltar para junto de Jesus e rezar um Terço em reparação pelos pecados contra o seu Sagrado Coração. E foi isso que fizemos.

Houve tanta coisa BOA que saiu da Jornada Mundial da Juventude - vou fazer um post separado sobre isso. Penso que é importante falar disto, mas primeiro temos de rezar. Depois de rezarmos - como fizemos - podemos então abordar a atrocidade:

Na minha humilde opinião, é uma vergonha absoluta colocar a Hóstia num recipiente tão indigno para ser adorada. Além disso, é uma vergonha inacreditável que muitos dos jovens nem sequer soubessem que era o seu Jesus - que veio, sofreu e morreu por eles - que deviam estar a adorar!

Quando adorado - um privilégio e uma honra incríveis que Nosso Senhor nos dá - Jesus deve ser sempre guardado num sacrário ou exposto num ostensório. Falei com alguns sacerdotes sobre este assunto e todos concordaram comigo. Um deles disse mesmo que, nas Missas de dezenas de milhares de pessoas na Praça de São Pedro, são trazidas enormes cibórios de ouro para proteger Jesus.

O facto de 70% dos católicos nem sequer acreditarem na Presença Real de Nosso Senhor torna este caso ainda mais triste. Como é que nós - os jovens - vamos acreditar que Jesus está realmente aqui quando é assim que Ele é apresentado? Amo a nossa fé católica, amo o nosso magistério, mas quero ouvir uma coisa - quero ouvir uma declaração da parte deles: digam-nos, Bispos e Padres - digam-nos, jovens de todo o mundo: Porque é que Jesus foi exposto desta maneira?

*Aviso: dei aos Bispos, aos organizadores da Jornada Mundial da Juventude e a alguns secretários episcopais mais de um dia para responderem. Não obtive qualquer resposta sobre este assunto - por isso decidi torná-lo público. Se souberem de uma explicação melhor para o que aconteceu, digam-me!

Savannah Dudzik



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O Demónio é como um cão enorme preso pela trela

Conhecemos a história daquele padre santo que, certo dia, deparou com um cristão que vivia na apreensão de sucumbir à tentação. «Que receio é esse?», perguntou-lhe o padre. «Senhor padre», disse o homem, chorando, «receio ser tentado, sucumbir e perecer. E não terei razão para tremer, quando houve tantos milhões de anjos que sucumbiram no Céu, quando Adão e Eva foram vencidos no paraíso terreno?» 

«Meu amigo», respondeu-lhe o padre, «não sabe que o demónio é como um cão enorme preso pela trela, que ladra e faz muito barulho, mas só morde quem dele se aproxima muito? Tenha confiança em Deus, fuja das ocasiões de pecado, e não sucumbirá. Se Eva não tivesse ouvido o demónio, se tivesse fugido dele assim que começou a ouvi-lo falar de transgredir os mandamentos de Deus, não teria sucumbido. 

Quando for tentado, rejeite imediatamente a tentação e, se puder, faça o sinal da cruz com devoção, pense nos tormentos pelos quais passam os réprobos por não terem sido capazes de resistir à tentação; erga os olhos ao Céu e verá a recompensa daquele que combate; peça ajuda ao seu anjo da guarda, lance-se prontamente nos braços da Mãe de Deus, pedindo-lhe que o proteja; e vencerá os seus inimigos, que não tardarão a ficar cobertos de confusão».

Se sucumbimos, meus irmãos, é porque não recorremos aos meios que Deus nos oferece para o combate. Temos sobretudo de estar bem convencidos de que, sozinhos, não deixaremos de nos perder; porém, se tivermos confiança em Deus, tudo podemos.

São João-Maria Vianney (o Cura de Ars) in Sermão para o 2.º Domingo depois da Páscoa


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terça-feira, 8 de agosto de 2023

Procissão



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78 anos de um Crime contra a Humanidade

78 anos da bomba de Hiroshima. Crescemos a ouvir dizer que foi uma coisa boa, ou ao menos necessária. Os japoneses estavam a pedi-las, depois do ataque a Pearl Harbour. Mas quando começamos a perceber melhor o que significa uma bomba atómica largada no meio duma cidade as coisas mudam de figura.
 
60 mil pessoas mortas nesse mesmo instante. 80 mil mortos nos meses sucessivos. Crianças, mulheres, idosos. Pessoas indefesas. Uma cidade reduzida a escombros. Será moral fazer um ataque destes? Não me parece. Os fins não justificam os meios e este meio é desproporcionado e demasiado desalmado para ser, sequer, considerado.

Curiosamente, as cidades bombardeadas - Hiroshima e Nagasaki - eram, na época, as cidades mais católicas do Japão. Já o homem que decidiu largar as bombas atómicas, Harry S. Truman, 33º Presidente dos Estados Unidos, era maçom. Coincidências, certamente.


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segunda-feira, 7 de agosto de 2023

São Caetano, Apóstolo da autêntica Reforma Católica

Suscitado pela Providência para combater os efeitos paganizantes do Renascimento, fundou a Ordem dos Teatinos para a reforma do clero

Muita coisa se poderia dizer sobre o Renascimento. Sob certo ponto de vista, foi nesse período histórico que se deram “as realizações do que é chamado espírito moderno, em oposição ao espírito que prevaleceu durante a Idade Média.”(1)

Plinio Corrêa de Oliveira esclarece como se formou e desenvolveu esse espírito: “A admiração exagerada, e não raro delirante pelo mundo antigo, serviu como meio de expressão desse desejo (de uma ordem de coisas fundamentalmente diversa da que chegara a seu apogeu nos séculos XII e XIII). Procurando muitas vezes não colidir de frente com a velha tradição medieval, o Humanismo e a Renascença tenderam a relegar a Igreja, o sobrenatural, os valores morais da Religião, a um segundo plano. O tipo humano inspirado nos moralistas pagãos que aqueles movimentos introduziram como ideal na Europa, bem como a cultura e a civilização coerentes com este tipo humano, já eram legítimos precursores do homem ganancioso, sensual, laico e pragmático de nossos dias, da cultura e da civilização materialistas em que cada vez mais vamos imergindo. Os esforços por uma Renascença cristã não lograram esmagar em seu germe os factores de que resultou o triunfo paulatino do neo-paganismo.”(2)

Muitos membros da Igreja docente infelizmente absorveram esse espírito, e tal absorção foi uma das primeiras causas da crise religiosa, com toda sua repercussão sobre os fiéis. Foi em parte para combater essa situação calamitosa que a Providência suscitou São Caetano de Tiene. 

Condes verdadeiramente católicos

São Caetano nasceu em outubro de 1480 em Vicência, cidade da então República de Veneza. Seu Pai, Gaspar, conde de Tiene, doutor em Direito e capitão de Couraceiros, possuía castelos nessa cidade. Era sobretudo um católico exemplar. Consagrado à Virgem Santíssima logo após o baptismo, Caetano foi educado num ambiente nobre e profundamente religioso.

Quando contava apenas dois anos, o seu Pai faleceu. Coube à Mãe, Maria do Porto, a árdua tarefa de educar os três filhos.

Praticamente nada se sabe da vida estudantil de Caetano. Como ele era tímido e modesto, evitando sobressair, ficamos privados dos pormenores de sua juventude. Sabemos que cursou os estudos jurídicos e teológicos na Universidade de Pádua, onde já era apontado como espelho de sabedoria em meio à libertinagem dos jovens colegas e notado por sua doçura, ingenuidade, modéstia e temperança.

Em 1504, Caetano graduou-se doutor em Direito Civil e Canônico e recebeu a tonsura clerical. Três anos depois foi para a Roma.

Na Cidade Eterna, nessa época: “Leão X [Papa renascentista] submergia inconscientemente no tumulto de sua vida faustosa e de seus gostos profanos. Enquanto o mundo oficial da Cúria romana entregava-se à arte, à política, à frivolidade ou à corrupção, um grupo de homens piedosos, honradamente persuadidos da necessidade de uma renovação social [e religiosa], organizaram uma irmandade destinada a fomentar a vida cristã em si mesmos e nos que os rodeavam.”(3) Chamaram-na Companhia, ou Oratório do Amor Divino. Os seus membros “mostraram ao mundo, com seu exemplo, que a fé e as obras não estavam mortas na Roma do Renascimento, apresentada então por Lutero como centro de todos os vícios.”(4)

Esse Oratório visava “combater a influência paganizante do Renascimento”(5), procurando “reacender o fogo do amor de Deus nos corações, e impedir que a heresia, a libertinagem, o amor aos prazeres e a paixão dos interesses não o banissem.”(6) Ou seja, almejava uma verdadeira Reforma Católica. São Caetano entregou-se de corpo e alma ao Oratório. 

Recebe nos braços o Menino Jesus

Na noite de Natal de 1517, quando São Caetano rezava junto à relíquia do presépio que se venera na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, Nossa Senhora apareceu-lhe com o Menino Jesus recém-nascido nos braços, acompanhada de São José e São Jerónimo, tendo depositado o Divino Infante nos braços de Caetano. Este acontecimento é relatado pelo próprio santo a Sóror Mignani, em carta de 28 de Janeiro de 1518. Tal aparição repetiu-se nas festas seguintes da Circuncisão e da Epifania. Por isso, São Caetano é representado sempre com o Menino Jesus nos braços(7). Que pureza virginal e que limpeza de alma deveria ter alguém para receber tal privilégio!

Caetano voltou então à sua cidade natal, Vicência, para assistir aos últimos momentos da sua piedosa mãe. Depois do falecimento desta, enquanto cuidava dos negócios domésticos, o santo ingressou no Oratório de São Jerónimo, cujos fins eram os mesmos da Confraria do Amor Divino, mas que incluía entre os seus membros também leigos pobres. Apesar do vozerio suscitado nas suas relações, por considerarem indigno alguém de grande nascimento como ele misturar-se com humildes trabalhadores, Caetano não se importou. E fez de tudo para elevar espiritual e materialmente aqueles pobres operários(8). Conseguiu incrementar entre eles a comunhão frequente e as visitas aos enfermos nos hospitais. Fundou também o Hospital dos Incuráveis, para os pobres sem esperança de cura. 

Reforma do clero e regeneração da sociedade

Ao contrário de Lutero, que usou como pretexto certos desmandos no clero para atrair as pessoas para a sua pseudo-reforma, Caetano buscou levar adiante a obra da autêntica reforma católica desejada pelos Concílios de Latrão e de Trento. Pensou em fundar uma Ordem religiosa que enaltecesse o estado sacerdotal com a profissão dos três votos religiosos, sob a obediência a um superior e a dependência imediata da Santa Sé. O seu objectivo seria trabalhar pela reforma do Clero e a regeneração da Sociedade. Caetano encontrou uma óptima aceitação entre três ilustres membros do Oratório do Amor Divino: João Pedro Carafa, bispo de Chieti, também oriundo de ilustre família condal e mais tarde Papa Paulo IV; Bonifácio Cola, hábil e virtuoso advogado, e Paulo Consiglieri, também de alta sociedade e vida ilibada.

Surgiu assim a Ordem dos Teatinos. Caetano compreendeu “que o nó do problema estava no clero, contagiado em grandes sectores pela cobiça, a frivolidade e a imoralidade do Renascimento.”(9) Esses religiosos deveriam ter tal confiança na Divina Providência que não poderiam nem mesmo pedir esmolas, mas esperar que elas fossem dadas espontaneamente. Clemente VII autorizou a nova fundação.

Em 1527, deu-se o Saque de Roma, quando o Condestável de Bourbon, com um exército de 30 mil soldados composto por luteranos e assalariados sem princípios, pôs em sítio a Cidade Eterna. Durante dois meses, os luteranos – fervendo de ódio contra a Fé Católica, e seguidos pelo resto da soldadesca ávida de destruição – causaram à Cidade as maiores calamidades, não respeitando lugares sagrados nem pessoas. Caetano chegou a ser preso e torturado. Os teatinos, depois de muitos sofrimentos, tiveram que se trasladar para Veneza, onde empreenderam, a par das obras de misericórdia, a reforma do Missal e do Breviário romanos, que o Papa lhes havia encomendado.

Em todos os lugares onde esteve, São Caetano “contra o materialismo paganizante do Renascimento, desfraldou a bandeira do Sobrenaturalismo Cristão, modelando a sua vida e sua acção sacerdotal segundo aquela máxima evangélica que constituiu também o lema de sua Ordem: ‘Buscai primeiro o Reino de Deus e sua justiça, e tudo vos será dado por acréscimo’. Promoveu com extraordinário zelo a magnificência do culto litúrgico, a santidade e o decoro dos templos, e a prática da comunhão frequente, metas importantes para sua obra de reforma.”(10) Lutou contra a heresia que se infiltrava nos círculos aristocráticos e intelectuais de Nápoles, denunciou ao Santo Ofício três pregadores ganhos pela heresia luterana; fundou ou reformou vários mosteiros, estabelecendo para os operários dessa cidade um Monte de Piedade, que se tornou no actual Banco de Nápoles. 

“A primeira figura da idade moderna”

Em 1547, o vice-rei de Nápoles, D. Pedro de Toledo, decidiu estabelecer ali o Tribunal da Inquisição nos moldes do espanhol. A nobreza e o povo se amotinaram e a sedição foi afogada em sangue. Isso resultou numa verdadeira guerra civil. As súplicas e mediações de São Caetano foram em vão. Como registra a bula de sua canonização, “quebrantado pela dor ao ver Deus ofendido pelos tumultos populares, e mais ainda pela suspensão do Concílio de Trento, no qual havia posto tantas esperanças, caiu enfermo de morte”(11) e faleceu no dia 7 de Agosto de 1547. A bula diz ainda que, no mesmo dia de seu falecimento, cessaram todas as revoltas populares, segundo se crê por sua intercessão.

O seu ofício litúrgico afirma que São Caetano, por seu infatigável zelo, mereceu ser chamado Caçador das almas. O povo cristão o invoca com o título de Pai de Providência, porque sua intercessão é muito eficaz para se obter para as famílias e indivíduos os dons da Providência Divina. Um escritor, referindo-se ao santo, afirmou que, “como homem e como sacerdote, é a primeira figura da idade moderna.”(12)

Plinio Maria Solimeo

Notas:
1. William Barry, The Renaissance, The Catholic Encyclopedia, CD Rom edition.
2. Revolução e Contra Revolução, Parte I, Cap. III, 5 B, Catolicismo nº 100 (abril/199).
3. Fr. Justo Perez de Urbel, Año Cristiano, Ediciones Fax, Madri, 1945, tomo III, p. 300.
4. Edelvives, El Santo de Cada Dia, Editorial Luis Vives, S.A., Zaragoza, 1948, tomo IV, p. 385.
5. Pedro Antonio Rullán, San Cayetano de Thiene, Gran Enciclopédia Rialp, Ediciones Rialp, Madri, 1971, tomo V, p. 419.
6. Les Petits Bollandistes, Vies des Saints, Bloud et Barral, Paris, 1822, tomoIX, p. 380.
7. Cfr. Pedro Antonio Rullán, op. cit. p. 418.
8. Cfr. http://www.corazones.org/santos/cayetano.htm.
9. Pedro Antonio Rullán, op. cit. p. 418.
10. Id. Ib.
11. Id. Ib.
12. Julio Salvatori, apud Pedro Antonio Rullán, op. cit. p. 419.


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JMJ Lisboa: Santíssimo Sacramento dentro de caixas de plástico



A noite da vigília, durante a Jornada Mundial da Juventude, é normalmente dedicada à adoração do Santíssimo. Ontem, na vigília da JMJ de Lisboa, o Santíssimo Sacramento encontrava-se nestas caixas de plástico. Parecem ser caixas de ‘catering.

Hoje, durante a Missa final, com cerca de 1 milhão e meio de peregrinos, praticamente só ministros extraordinários da comunhão leigos distribuíram a Sagrada Comunhão. Os 800 Bispos e cerca de 10 mil sacerdotes presentes a concelebrar não o fizeram.


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domingo, 6 de agosto de 2023

Transfiguração de Nosso Senhor

Hoje a Igreja comemora a Festa da Transfiguração de Nosso Senhor, que corresponde ao acontecimento descrito no Evangelho de São Lucas:

Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, João e Tiago e subiu ao monte, para orar. Enquanto orava, alterou-se o aspecto do seu rosto e as suas vestes ficaram de uma brancura refulgente. Dois homens falavam com Ele: eram Moisés e Elias, que, tendo aparecido em glória, falavam da morte de Jesus, que ia consumar-se em Jerusalém.

Pedro e os companheiros estavam a cair de sono; mas, despertando, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com Ele. Quando estes se iam afastando, Pedro disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». Não sabia o que estava a dizer.

Enquanto assim falava, veio uma nuvem que os cobriu com a sua sombra; e eles ficaram cheios de medo, ao entrarem na nuvem. Da nuvem saiu uma voz, que dizia: «Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O». Quando a voz se fez ouvir, Jesus ficou sozinho. Os discípulos guardaram silêncio e, naqueles dias, a ninguém contaram nada do que tinham visto.

Comentário do Missa Quotidiano de D. Gaspar Lefebvre (1963):

Para fortalecer os seus Apóstolos na Fé, mostrou lhes Jesus, antes da Sua Paixão, os esplendores da Transfiguração. São Pedro, testemunha ocular, anima-nos a esperarmos o dia da transfiguração final. Os Cânticos põem diante de nós a imagem fulgurante do Cristo, e na Comunhão recebemos o penhor de nossa própria transfiguração. 

Também nos nossos altares vemos a sua glória, e, compreendendo o valor do Santo Sacrifício da Missa, podemos exclamar: Como são amáveis os vossos tabernáculos, Senhor!



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sábado, 5 de agosto de 2023

Católicos corajosos impediram "Missa lgbt" durante as JMJ



Um grupo de católicos entrou na igreja da Ameixoeira e começou a rezar o terço, em protesto contra a realização de uma "Missa lgbt", organizada durante as Jornadas Mundiais da Juventude, mas à margem da organização da mesma. 

Estes católicos acabaram identificados pelos agentes da autoridade, por interrupção do culto. Mas a questão é exactamente a inversa: aquela Missa era blasfema e qualquer católico tem o dever de a impedir. A perturbação do culto devido a Deus foi feito por quem tentou transformar a renovação do sacrifício da cruz numa exaltação de pecados graves.

Que este gesto heroico sirva de exemplo a tantos católicos que são cúmplices silenciosos dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que o Santíssimo Sacramento é ofendido.


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Basílica de Santa Maria Maior

Hoje é dia de Santa Maria das Neves porque foi no dia 5 de Agosto que nevou em Roma, indicando o local onde Nossa Senhora queria que fosse construída uma igreja em seu nome. O Papa obedeceu e foi construída a Basílica de Santa Maria das Neves, hoje chamada Santa Maria Maior.


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sexta-feira, 4 de agosto de 2023

São Domingos e a Devoção do Santíssimo Rosário

Celebrando a memória litúrgica de São Domingos, que recebeu de Nossa Senhora o Rosário, não nos esqueçamos do que a Santíssima Virgem lhe prometeu.

O Santo Rosário é sem dúvida uma enorme fonte de graças e de protecção. A irmã Lúcia, a quem Nossa Senhora apareceu em Fátima várias vezes, disse um dia:

"A Santíssima Virgem, nestes últimos tempos em que vivemos, deu nova eficácia à recitação do Rosário. Tanto é assim, que não existe nenhum problema, independentemente de quão difícil possa ser, temporal ou, sobretudo, espiritual, na vida pessoal de cada um de nós, das nossas famílias... que não possa ser resolvido com o Santo Rosário. Não existe nenhum problema, digo-vos, não importa quão difícil possa ser, que não possamos resolver com a oração do Rosário."

Nossa Senhora revelou estas promessas a São Domingos, o santo a quem foi explicado, pela primeira vez, o Santo Rosário, no século XII:

1. A todos os que rezarem o meu Rosário com devoção, prometo a minha protecção especial e grandíssimas graças.
2. Aquele que perseverar na oração do Meu Rosário receberá uma graça especialíssima.
3. O Rosário será uma defesa poderosíssima contra o Inferno; destruirá os vícios, libertará do pecado, dissipará as heresias.
4. O Rosário fará florescer as virtudes e as boas obras, e obterá para as almas a mais abundante misericórdia Divina; fará que, nos corações, o amor ao mundo seja substituído pelo amor a Deus, elevando-os ao desejo dos bens celestes e eternos. Quantas almas se santificarão por esse meio!
5. Quem se confiar a Mim, por meio do Rosário, não perecerá.

6. Quem rezar o meu Rosário com devoção, meditando nos seus mistérios, não será oprimido pela desgraça. O pecador se converterá; o justo crescerá em graças e se tornará digno da vida eterna.
7. Os verdadeiros devotos do meu Rosário não morrerão sem os Sacramentos da Igreja.
8. Aqueles que rezam o meu Rosário encontrarão, durante sua vida e na sua morte, a luz de Deus e a plenitude das Suas graças, e participarão dos méritos dos bem-aventurados.
9. Libertarei muito prontamente do Purgatório as almas devotas ao meu Rosário.
10. Os verdadeiros filhos do meu Rosário gozarão de uma grande glória no Céu.

11. Os que pedirem por meio do meu Rosário, obterão.
12. Aqueles que defenderem o meu Rosário serão socorridos por Mim, em todas as suas necessidades.
13. Obtive do meu Filho que todos os membros da Irmandade do Rosário tenham por irmãos, durante a vida e na hora da morte, os santos do Céu.
14. Aqueles que rezarem fielmente o meu Rosário serão todos meus filhos amantíssimos, irmãos e irmãs de Jesus Cristo.
15. A devoção ao meu Rosário é um grande sinal de Predestinação.

A Santa Madre Igreja sempre favoreceu esta bela devoção, tomemos o exemplo do Papa Pio XI, na Carta Encíclica Ingravescentibus Malis:

«Esta prática de piedade, Veneráveis Irmãos, admiravelmente difundida por S. Domingos, não sem a sugestão celestial e a inspiração da Virgem Mãe de Deus, é sem dúvida fácil para todos, até para os ignorantes e para os simples. Mas fogem do caminho da verdade aqueles que consideram esta devoção uma fórmula chata, repetida como um monótono tom de cantarolar, e a rejeitam como se fosse apenas boa para crianças e mulheres patetas.

Neste assunto, é de se notar que tanto a piedade como o amor, apesar de sempre renovados nas mesmas palavras, nem sempre repetem a mesma coisa, mas expressam algo novo, emitido pelo sentimento íntimo de piedade. Além de, este modo de oração ter o perfume de simplicidade evangélica e requer humildade de espírito; e, se desdenhamos a humildade, que nos ensina o Divino Redentor, será impossível para nós entrar no Reino dos Céus: "Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus." (Mt, 18, 3

Regressemos à recitação do Rosário, nestes tempos em que o mundo tanto precisa da nossa oração!

Sancte Dominice, ora pro nobis!

PF


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quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Bispo acaba com uma florescente comunidade de Missa Tradicional

Em 2013, a paróquia de São Barnabé, em O'Fallon, Missouri, estava para fechar dentro de 5 anos, po falta de fiéis. Mas, entretanto, o Padre Ray Hager introduziu a Missa em Latim e a congregação cresceu rapidamente. Agora, 200 pessoas, a maioria famílias jovens, frequentam a igreja.

Em 2018, em vez de fechar, a igreja foi renovada, incluindo um belo altar-mor novo que a Arquidiocese de St. Louis chamou de "extraordinário". O Arcebispo de St. Louis, D. Carlson, reformou-se no Verão de 2020 e foi nomeado o novo Arcebispo, Mitchell Rozanski.

Em Março de 2021, Rozanski afirmou subitamente que o Padre Hager não tinha conseguido as "aprovações adequadas" ou seguido "orientações" dos seus superiores. Em Abril de 2021, foi dito ao Padre Hager que se transferisse para outra paróquia ou se reformasse. Escolheu a segunda opção. A Missa continuou.

Em Maio de 2023, Rozanski anunciou uma redução maciça de paróquias, eufemisticamente chamada "Todas as coisas novas". São Barnabé estava entre as paróquias a encerrar, porque a maioria dos seus paroquianos assistia à Missa Tradicional.

Rozanski proibiu a celebração da Missa a partir de 30 de julho. Desde Março de 2023, os paroquianos rezam o terço no exterior da igreja para tentar impedir estas medidas pouco pastorais.

in gloria.tv


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quarta-feira, 2 de agosto de 2023

Da gravidade dos pecados do Padre - Santo Afonso Maria de Ligório

É extremamente grave o pecado do padre, porque peca com pleno conhecimento: sabem bem o mal que faz. Ensina São Tomás que o pecado dos fiéis é mais grave que o dos infiéis, precisamente porque os fiéis conhecem melhor a verdade; ora, as luzes dum simples fiel são bem inferiores às de um sacerdote. O padre é tão instruído na lei de Deus, que a ensina aos outros: Porque os lábios do sacerdote hão de guardar a ciência, e é da sua boca que os outros aprenderão a lei. 

É muito grave o pecado de quem conhece a lei, porque de nenhum modo pode desculpar-se com a ignorância. Pecam os pobres seculares, mas no meio das trevas do mundo, afastados dos sacramentos, pouco instruídos nas coisas espirituais, envolvidos nos negócios do século. Como apenas têm um fraco conhecimento de Deus, não vêem bem o mal que fazem, pecando: sagittant in obscuro, — arremessam as suas frechas na obscuridade como diz David. Os padres ao contrário estão cheios de luz, pois eles mesmo são os luzeiros destinados a alumiar os outros: Vós sois o luz do mundo.

Sem dúvida, devem os padres estar muito instruídos, depois de terem lido tantos livros, ouvido tantos sermões, feito tantas meditações e recebido dos seus superiores tantos avisos! Numa palavra, foi-lhes dado conhecer a fundo os divinos mistérios.

Sabem pois perfeitamente quanto Deus merece ser servido e amado, conhecem a malícia do pecado mortal, que é um inimigo tão contrário a Deus que, se Deus pudesse ser aniquilado, o seria por um só pecado mortal, como ensina São Bernardo: “O pecado tende a destruir a divina bondade”; e noutro lugar: “O pecado, quanto lhe é possível, aniquila a Deus”. Diz o autor da Obra imperfeita que o pecador, tanto quanto depende da sua vontade, faz morrer Deus. 

De facto, ajunta o Pe. Medina, o pecado mortal tanto desonra e desagrada a Deus que, se Deus fosse susceptível de tristeza, o pecado o faria morrer de pura dor. Tudo isso sabe o padre muito bem, e conhece por igual a obrigação em que está, como padre, cumulado de benefícios de Deus, de o servir e amar. Assim, diz São Gregório, quanto melhor vê a enormidade da injúria que faz a Deus, pecando, mais grave é o seu pecado.

Todo o pecado da parte do padre é um pecado de malícia, semelhante ao dos anjos, que pecaram na presença da luz. É ele o anjo do Senhor, diz São Bernardo, falando do padre, e de certo modo peca no Céu, pecando no estado eclesiástico. Peca no meio da luz, o que faz que o seu pecado, como fica dito, seja um pecado de malícia: não pode pois alegar ignorância, porque sabe que mal é o pecado mortal; também não pode alegar fraqueza, porque conhece os recursos para se tornar forte, se quiser valer-se deles. Se o não quer, a culpa é sua: Não quis entender para praticar o bem. 

Pecado de malícia, diz Santa Teresa, é aquele a que o pecador se decide cientemente; e afirma noutro lugar que todo o pecado de malícia é pecado contra o Espírito Santo. Ora, da boca do Senhor sabemos que o pecado contra o Espírito Santo não será perdoado, nem na vida presente, nem na futura; quer dizer, um tal pecado será de mui difícil perdão, por causa da cegueira que o pecado de malícia traz consigo.

Pregado na cruz, rogou o nosso Salvador pelos seus perseguidores: Pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem. Mas esta oração não aproveitou para os maus padres; foi antes a sua sentença de condenação, porque os padres sabem o que fazem. Nas suas lamentações, exclamava Jeremias: Como se embaciou o ouro, como perdeu o seu brilho? Esse ouro embaciado é precisamente, diz o cardeal Hugues, o sacerdote pecador, que devia luzir com todo o brilho do amor divino, mas pelo pecado se tornou escuro, horrível, objecto de horror para o próprio inferno, e mais odioso aos olhos de Deus que todos os outros pecadores. Diz São João Crisóstomo que nunca Deus é tão ofendido como quando os que o ultrajam estão revestidos da dignidade sacerdotal.

O que agrava a malícia do pecado no padre é a ingratidão de que se torna culpado para com Deus, que o elevou a funções tão sublimes. São Tomás ensina que a enormidade do pecado aumenta à medida da ingratidão de quem o comete. Nenhumas ofensas, diz São Basílio, nos ferem tanto, como as que nos são feitas por nossos amigos e parentes.

Os padres são chamados por S. Cirilo — Dei intimi familiares. A que dignidade mais alta poderia Deus erguer a um homem, do que fazê-lo sacerdote?Passai revista a todas as honras e dignidades, diz Santo Efrém, e vereis que não há nenhuma que não seja eclipsada pelo sacerdócio. Que honra maior, que nobreza mais assinalada, que ser constituído vigário de Jesus Cristo, seu coadjutor, santificador das almas e ministro dos sacramentos?Dispensadores regiae domus: é assim que São Próspero chama aos padres. 

Escolheu o Senhor o padre do meio de tantos outros homens, para ser ministro seu, e para lhe oferecer em sacrifício o seu próprio Filho. Escolheu-o entre todos os homens viadores para oferecer o sacrifício a Deus. Deu-lhe poder sobre o corpo de Jesus Cristo; depôs nas suas mãos as chaves do Paraíso; elevou-o acima de todos os reis da terra e de todos os anjos do Céu; numa palavra, fê-lo um Deus na terra.

Que mais poderia eu fazer à minha vinha que não tenha feito? Não parece que estas palavras são dirigidas unicamente ao padre? Depois disso, que monstruosa ingratidão, quando esse padre, tão amado de Deus, o ofende na sua própria casa, como o mesmo Deus se lamenta pela boca de Jeremias. A este pensamento, exclama São Bernardo com gemidos: Ai, Senhor, os que têm a vanguarda na vossa Igreja são os primeiros a perseguir-vos!Ao que parece, é ainda dos maus padres que se queixa o Senhor, quando convida o Céu e a terra para testemunhas da ingratidão, que os seus filhos usam com ele: Ó céus, escutai, ó terra, presta ouvidos... criei filhos, cumulei-os de honras, e eles desprezaram-me! 

De facto, que filhos poderiam ser esses senão os padres, que Deus elevou a tão alta dignidade, e com a sua carne alimentou à sua mesa, e que depois ousaram desprezar o seu amor e a sua graça? É ainda desta ingratidão que se lamenta quando diz pela boca de David: Se o meu inimigo tivesse falado mal de mim, eu o teria sofrido... mas tu que eras como que metade da minha alma, tu, um dos chefes do meu povo, meu amigo íntimo, que partilhavas das delícias da minha mesa! Sim, o Salvador parece dizer: se um inimigo, quer dizer um idólatra, um herege, um mundano, me ofendesse, eu o suportaria, mas como poder sofrer que me ultrajes tu, sacerdote, meu amigo, meu comensal?

É o que Jeremias deplora igualmente, exclamando: Os que se alimentavam delicadamente... que se tinham nutrido na púrpura, abraçaram a podridão. Que miséria, que horror, diz o Profeta! O que se alimentava duma iguaria celeste e se revestia de púrpura, ei-lo coberto com os andrajos do pecado, a nutrir-se de lodo e estrume!

Santo Afonso Maria de Ligório in 'A Selva'


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