terça-feira, 18 de junho de 2013
Frase do dia
A quem muito ama, muito se perdoa - Rui Corrêa d’Oliveira
O perdão é uma atitude de coração
que supera em muito a justiça,
porque reclama que ame quem perdoo.
Não há gesto mais profundamente humano.
Por isso ele é tão cristão.
Amor e perdão andam a par.
Quem ama quer o bem do outro,
quer o bem para o outro.
Como posso perdoar se antes não amar?
Quem diz perdoar sem primeiro amar,
não perdoa…tenta esquecer.
Pois é mais fácil não lembrar a ofensa
do que perdoar apesar da ofensa.
Diante do mal feito, concreto e objectivo,
perdoar pede um abraço de humanidade
que, não disfarçando o que foi feito,
nele não se detém, mas vai mais além,
em busca do bem que sobrevive no mais desalmado coração.
Se assim o fez Jesus,
assim o devo fazer eu.
que supera em muito a justiça,
porque reclama que ame quem perdoo.
Não há gesto mais profundamente humano.
Por isso ele é tão cristão.
Amor e perdão andam a par.
Quem ama quer o bem do outro,
quer o bem para o outro.
Como posso perdoar se antes não amar?
Quem diz perdoar sem primeiro amar,
não perdoa…tenta esquecer.
Pois é mais fácil não lembrar a ofensa
do que perdoar apesar da ofensa.
Diante do mal feito, concreto e objectivo,
perdoar pede um abraço de humanidade
que, não disfarçando o que foi feito,
nele não se detém, mas vai mais além,
em busca do bem que sobrevive no mais desalmado coração.
Se assim o fez Jesus,
assim o devo fazer eu.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Audrey Stevenson, uma vida de santidade - Austin Ruse
Audrey Stevenson nasceu em 1983 numa família que era católica mas na qual nem se rezava antes das refeições. Quando tinha três anos a família visitou a casa de Santa Teresa de Lisieux e depois o convento onde a Pequena Flor viveu e morreu. Aí a Audrey exclamou: “Quero entrar para o Carmelo”.
Pouco depois a família mudou-se para um apartamento novo. Audrey desenhou um crucifixo amarelo e colocou-o na parede. Tinha colocado crucifixos idênticos em cada quarto da casa, onde permaneceram durante muito tempo.
Certo dia Liliane, a sua mãe, reparou que Audrey estava a coxear. Tinha colocado lápis dentro dos sapatos para “poder resistir”, uma compreensão bastante sofisticada da mortificação, para uma criança, e algo que ninguém lhe tinha ensinado.
Um dia foi ao parque com o avô. Atravessou avenidas, pontes e grandes cruzamentos, numa zona muito movimentada de Paris. Perdeu-se. Alarmado, o avô ligou para casa e descobriu que Audrey já lá estava. Disse que tinha sido conduzida por Jesus.
Tudo isto aconteceu com uma menina de três anos numa família que não era particularmente devota.
Em casa introduziu o conceito de dar graças antes de comer. Uma vez na casa de verão, na Bretanha, insistiu nas orações. O seu tio americano, Alexander Cummings, provocou-a: “Mas Audrey, se temos de dar graças a Deus cada vez que comemos, então devíamos dar graças a toda a hora, por tudo”. Ao que a Audrey respondeu: “Sim, isso mesmo”.
As histórias da sua devoção são infindáveis. Vivia uma fé profunda, tanto interior como exteriormente, como raramente se encontra nesta vida. A sua mãe disse: “A Audrey espanta-nos. Está para além de nós”. Conhecia o catecismo sem ter sido ensinada. O padre disse-lhes que não fizessem nada, que apenas a seguissem. E assim fizeram.
Aos cinco anos a Audrey pediu autorização à Igreja para poder comungar. Tipicamente, uma criança em França fazia a primeira comunhão aos nove ou dez anos. Questionaram-na exaustivamente, primeiro pelo seu prior, depois por outro e depois por outro ainda. Determinaram que a menina estava pronta e por isso a família viajou até Lourdes, onde ela comungou pela primeira vez.
O que se nota da sua vida é que não só estava próxima de Cristo, como também aproximava Cristo dos outros. Primeiro da sua família, depois de um grupo cada vez maior.
Pouco depois a família mudou-se para um apartamento novo. Audrey desenhou um crucifixo amarelo e colocou-o na parede. Tinha colocado crucifixos idênticos em cada quarto da casa, onde permaneceram durante muito tempo.
Certo dia Liliane, a sua mãe, reparou que Audrey estava a coxear. Tinha colocado lápis dentro dos sapatos para “poder resistir”, uma compreensão bastante sofisticada da mortificação, para uma criança, e algo que ninguém lhe tinha ensinado.
Um dia foi ao parque com o avô. Atravessou avenidas, pontes e grandes cruzamentos, numa zona muito movimentada de Paris. Perdeu-se. Alarmado, o avô ligou para casa e descobriu que Audrey já lá estava. Disse que tinha sido conduzida por Jesus.
Tudo isto aconteceu com uma menina de três anos numa família que não era particularmente devota.
Em casa introduziu o conceito de dar graças antes de comer. Uma vez na casa de verão, na Bretanha, insistiu nas orações. O seu tio americano, Alexander Cummings, provocou-a: “Mas Audrey, se temos de dar graças a Deus cada vez que comemos, então devíamos dar graças a toda a hora, por tudo”. Ao que a Audrey respondeu: “Sim, isso mesmo”.
As histórias da sua devoção são infindáveis. Vivia uma fé profunda, tanto interior como exteriormente, como raramente se encontra nesta vida. A sua mãe disse: “A Audrey espanta-nos. Está para além de nós”. Conhecia o catecismo sem ter sido ensinada. O padre disse-lhes que não fizessem nada, que apenas a seguissem. E assim fizeram.
Aos cinco anos a Audrey pediu autorização à Igreja para poder comungar. Tipicamente, uma criança em França fazia a primeira comunhão aos nove ou dez anos. Questionaram-na exaustivamente, primeiro pelo seu prior, depois por outro e depois por outro ainda. Determinaram que a menina estava pronta e por isso a família viajou até Lourdes, onde ela comungou pela primeira vez.
O que se nota da sua vida é que não só estava próxima de Cristo, como também aproximava Cristo dos outros. Primeiro da sua família, depois de um grupo cada vez maior.
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| Audrey com o Papa João Paulo II |
A doença mortal surgiu aos sete. Leucemia. Foram muitos meses de tratamento, incluindo radioterapia, quimioterapia, punções lombares e transplantes de medula. E assim começou a sua missão de ensino, uma missão que atravessou as fronteiras de França e chegou a outros países.
Entre família e amigos começou-se a rezar um terço todas as terças-feiras pelas suas melhoras. Começou por ser uma coisa pequena, mas cresceu. Aconteceram milagres nesses encontros. Meninas pequenas ensinaram os seus pais a rezar o terço. Famílias inteiras regressaram à fé. Uma pagela da Audrey começou a espalhar-se pelo país.
O seu sofrimento no hospital foi intenso. A quimioterapia deixou-a sem saliva, as pálpebras colavam-se aos olhos e todos os seus ossos doíam. Dizia repetidamente: “Estou na cruz. Estou na cruz”. Durante as dolorosas punções lombares repetia: “Pelo tio Mick, pelo pai, pelas vocações”. Durante um dos tratamentos dolorosos os médicos ouviram-na a cantar músicas a Nossa Senhora.
Depois de um transplante de medula falhado soube-se que tinha apenas três semanas de vida. Os pais levaram-na a Lourdes; levaram-na também a conhecer o Papa, com quem teve uma intensa conversa privada. Perto do final vieram pessoas de todo o país, pedindo que ela rezasse pelas suas intenções, coisa que ela fez, apesar da dor, uma após outra.
Por fim morreu. O seu pai, que é padrinho da minha filha Gianna-Marie, diz que certa vez receberam a visita de um padre mexicano. O padre disse: “Devo a minha vocação a uma menina francesa que rezava pelas vocações e morreu de leucemia.” Ao que o seu pai, Jerome, respondeu: “Está sentado no quarto dela”. A causa da canonização de Audrey começou em Paris há poucos anos.
Audrey Stevenson, rogai por nós.
Entre família e amigos começou-se a rezar um terço todas as terças-feiras pelas suas melhoras. Começou por ser uma coisa pequena, mas cresceu. Aconteceram milagres nesses encontros. Meninas pequenas ensinaram os seus pais a rezar o terço. Famílias inteiras regressaram à fé. Uma pagela da Audrey começou a espalhar-se pelo país.
O seu sofrimento no hospital foi intenso. A quimioterapia deixou-a sem saliva, as pálpebras colavam-se aos olhos e todos os seus ossos doíam. Dizia repetidamente: “Estou na cruz. Estou na cruz”. Durante as dolorosas punções lombares repetia: “Pelo tio Mick, pelo pai, pelas vocações”. Durante um dos tratamentos dolorosos os médicos ouviram-na a cantar músicas a Nossa Senhora.
Depois de um transplante de medula falhado soube-se que tinha apenas três semanas de vida. Os pais levaram-na a Lourdes; levaram-na também a conhecer o Papa, com quem teve uma intensa conversa privada. Perto do final vieram pessoas de todo o país, pedindo que ela rezasse pelas suas intenções, coisa que ela fez, apesar da dor, uma após outra.
Por fim morreu. O seu pai, que é padrinho da minha filha Gianna-Marie, diz que certa vez receberam a visita de um padre mexicano. O padre disse: “Devo a minha vocação a uma menina francesa que rezava pelas vocações e morreu de leucemia.” Ao que o seu pai, Jerome, respondeu: “Está sentado no quarto dela”. A causa da canonização de Audrey começou em Paris há poucos anos.
Audrey Stevenson, rogai por nós.
in Actualidade Religiosa
Frase do dia
domingo, 16 de junho de 2013
O que é e como funciona a Cúria Romana? - Rocio Lancho García
A natureza da Cúria Romana é descrita no 1º artigo da
constituição apostólica Pastor Bonus: é o conjunto de dicastérios e organismos
que ajudam o romano pontífice no exercício da sua suprema missão pastoral, para
o bem e serviço da Igreja universal e das Igrejas particulares, reforçando a unidade
da fé e a comunhão do Povo de Deus e promovendo a missão própria da Igreja no
mundo.
As
funções da Cúria Romana estão definidas no Código de Direito Canónico de
1983, com algumas precisões posteriores feitas pela constituição apostólica
Pastor Bonus, de João Paulo II, em 1988. A Cúria não é a única que presta um serviço ao romano pontífice no governo da
Igreja: o colégio cardinalício também realiza algumas funções de governo, juntamente
com o papa. A Pastor Bonus prevê ainda que o papa convoque com certa frequência
os chefes dos dicastérios, que são os departamentos ou organismos
especializados da Cúria Romana.
A Cúria é formada pela Secretaria de Estado, Congregações, Tribunais, Conselhos
Pontifícios e Ofícios. Cada um destes sectores é subdividido e tem funções
diferentes dentro do governo da Igreja. As
Congregações são nove: Doutrina da Fé, Igrejas Orientais, Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, Causas dos Santos, Bispos, Evangelização dos Povos,
Clero, Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica e Educação
Católica. A sua função é de poder executivo. Os
Tribunais têm funções judiciárias e são três: a Penitenciaria Apostólica, a
Assinatura Apostólica e a Rota Romana.
Mais
numerosos são os Conselhos Pontifícios, doze: Leigos, União dos Cristãos,
Família, Justiça e Paz, Cor Unum, Pastoral dos Agentes de Saúde, Textos
Legislativos, Diálogo Inter-Religioso, Comunicações Sociais e Nova
Evangelização, este último criado em 2010. Os Conselhos Pontifícios têm a
função promover actividades e iniciativas dentro da sua área de competência. Finalmente,
os Ofícios são três: a Câmara Apostólica, a Administração do Património da Sé
Apostólica e a Prefeitura dos Assuntos Económicos da Santa Sé. São
departamentos de natureza económica.
Para
comandar cada dicastério é nomeado um Prefeito, no caso das Congregações, ou um
Presidente, nos outros casos. Nomeiam-se, ainda, um secretário e um
subsecretário. O papa designa vários membros de cada Congregação.
Tradicionalmente, os membros eram cardeais, mas, hoje, também há bispos em cada
dicastério.
Além
dos membros, são nomeados oficiais e consultores. A função dos oficiais é
cuidar dos assuntos ordinários do dicastério, enquanto a dos consultores é a assessoria. Os
membros do dicastério reúnem-se tanto em assembleias plenárias como em sessões
ordinárias. Para as plenárias, que acontecem pelo menos uma vez por ano, são
convocados todos os membros; para as sessões ordinárias, apenas os membros
presentes em Roma. O presidente ou prefeito do dicastério decide a convocatória
e a ordem do dia.
in Zenit
sábado, 15 de junho de 2013
O Avé de Fátima em Roma
Hoje ao princípio da noite houve uma marcha pela vida pela Via della Conciliazione, até à Praça de S.Pedro. Vieram pessoas de todo o mundo e lá foi cada um com a sua velinha, em silêncio, a pensar nos milhares de bebés mortos diariamente em todo o mundo.
À frente da marcha foram imensas pessoas de cadeira de rodas e “deficientes”. Isto faz todo o sentido porque estas pessoas são as primeiras a ser mortas, quando se desconfia que a criança possa não ser perfeita. Os primeiros a incentivar o aborto são os médicos, infelizmente.
Já na Praça, enquanto não começavam os discursos, as pessoas começaram esporadicamente a cantar músicas. Num dado momento os italianos começaram a cantar o Avé de Fátima, e foi comovente ver toda aquela gente a cantar a “nossa” música. Claro que eu e mais três portuguesas cantámos a plenos pulmões. O que é que Fátima tem a ver com uma marcha pela vida em Roma? Aparentemente nada. Mas na verdade tem tudo!
João Silveira
À frente da marcha foram imensas pessoas de cadeira de rodas e “deficientes”. Isto faz todo o sentido porque estas pessoas são as primeiras a ser mortas, quando se desconfia que a criança possa não ser perfeita. Os primeiros a incentivar o aborto são os médicos, infelizmente.
Já na Praça, enquanto não começavam os discursos, as pessoas começaram esporadicamente a cantar músicas. Num dado momento os italianos começaram a cantar o Avé de Fátima, e foi comovente ver toda aquela gente a cantar a “nossa” música. Claro que eu e mais três portuguesas cantámos a plenos pulmões. O que é que Fátima tem a ver com uma marcha pela vida em Roma? Aparentemente nada. Mas na verdade tem tudo!
João Silveira
sexta-feira, 14 de junho de 2013
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Cada um de nós tem a sua febre - São Jerónimo
Se Jesus Se aproximasse de nós e nos curasse da febre com uma simples palavra!
Porque cada um de nós tem a sua febre. Quando me irrito, tenho febre – tantos
vícios, outras tantas febres. Peçamos aos apóstolos que supliquem a Jesus que
Se aproxime de nós, que nos toque com a mão. Se o fizer, a febre desaparecerá
imediatamente, porque Jesus é um excelente médico. É Ele o verdadeiro, o
grande médico, o primeiro de todos os médicos. [...] Ele descobre o segredo de
todas as doenças; e não nos toca no ouvido, nem na testa, [...] mas na mão, ou
seja, nas más obras.
Jesus aproxima-Se da doente, porque esta não podia levantar-se e correr para Aquele que entrava em sua casa. Mas é Ele, o médico cheio de misericórdia, que Se aproxima do leito, Ele que trouxera a ovelha perdida aos ombros (Lc 15,5). [...] Aproxima-Se de Sua livre vontade; é Ele que toma a iniciativa da cura. Aproxima-Se desta mulher e diz-lhe: «Tu devias ter vindo ter Comigo; devias ter vindo receber-Me à porta, para que a tua cura não resultasse apenas da Minha misericórdia, mas também da tua vontade. Mas, visto que estás prostrada pela febre e não podes levantar-te, sou Eu que venho ter contigo.»
Jesus, «aproximando-Se, tomou-a pela mão». Quando corremos perigo, como Pedro no alto mar, e o mundo parece prestes a desmoronar-se, Jesus toma-nos pela mão e levanta-nos (Mt 14,31). Jesus levanta esta mulher tomando-a pela mão: toma-lhe a mão na Sua. Bendita amizade, esplendido abraço! [...] Jesus toma esta mão como médico, apercebendo-Se da intensidade da febre, Ele que é simultaneamente médico e medicamento. Tocou nela e a febre deixou-a. Que Ele toque igualmente na nossa mão, que cure as nossas obras. [...] Levantemo-nos, permaneçamos de pé. [...] Talvez me pergunteis: «Onde está Jesus?» Está aqui, diante de nós: «No meio de vós está Quem vós não conheceis. O reino de Deus está entre vós (Jo 1,26; Lc 17,21). in Homilias sobre o evangelho de Marcos, n°2C
Jesus aproxima-Se da doente, porque esta não podia levantar-se e correr para Aquele que entrava em sua casa. Mas é Ele, o médico cheio de misericórdia, que Se aproxima do leito, Ele que trouxera a ovelha perdida aos ombros (Lc 15,5). [...] Aproxima-Se de Sua livre vontade; é Ele que toma a iniciativa da cura. Aproxima-Se desta mulher e diz-lhe: «Tu devias ter vindo ter Comigo; devias ter vindo receber-Me à porta, para que a tua cura não resultasse apenas da Minha misericórdia, mas também da tua vontade. Mas, visto que estás prostrada pela febre e não podes levantar-te, sou Eu que venho ter contigo.»
Jesus, «aproximando-Se, tomou-a pela mão». Quando corremos perigo, como Pedro no alto mar, e o mundo parece prestes a desmoronar-se, Jesus toma-nos pela mão e levanta-nos (Mt 14,31). Jesus levanta esta mulher tomando-a pela mão: toma-lhe a mão na Sua. Bendita amizade, esplendido abraço! [...] Jesus toma esta mão como médico, apercebendo-Se da intensidade da febre, Ele que é simultaneamente médico e medicamento. Tocou nela e a febre deixou-a. Que Ele toque igualmente na nossa mão, que cure as nossas obras. [...] Levantemo-nos, permaneçamos de pé. [...] Talvez me pergunteis: «Onde está Jesus?» Está aqui, diante de nós: «No meio de vós está Quem vós não conheceis. O reino de Deus está entre vós (Jo 1,26; Lc 17,21). in Homilias sobre o evangelho de Marcos, n°2C
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Frase do dia
terça-feira, 11 de junho de 2013
5 Maneiras de partilhar a Fé Católica com a família e amigos
Quando eu era um Evangélico na
universidade, íamos passar algumas horas no campus e "partilhar o
Evangelho" com pessoas ao acaso. Era assustador. Eu chegava ao pé
de alguém a beber café ou a ler o jornal e dizia, "Olá. Tudo bem? Posso
fazer-te algumas perguntas? Não demora muito."
E
depois começávamos a fazer perguntas genéricas que levavam a conversas
espirituais. Algumas vezes corria muito bem. Outra vezes nem tanto.
Eu tinha a impressão que as pessoas podiam simplesmente "ser salvas" por uma simples conversa. Claro,
isso pode acontecer. Alguém pode milagrosamente entregar a sua vida a
Cristo numa questão de minutos. A maior parte das vezes, no entanto, é
um processo demorado. Mais importante ainda, acontece no contexto de uma
relação.
Desde que me tornei Católico, a minha percepção de conversão e de discipulado aprofundou-se. Já
não vou ter mais com estranhos - mas ainda tento chegar aos outros numa
base diária. Estou sempre à procura de maneiras de partilhar a Fé.
Gostava
de vos encorajar a terem a intenção de partilhar a vossa fé. Aqui estão
cinco dicas para ter em mente enquanto tentamos, em espírito de oração,
fazer com que outros conheçam Jesus Cristo como Senhor e Rei dos Reis. E
devo realçar que a oração é a base de todas as cinco dicas:
1. Sejam verdadeiros amigos dos outros. Alguém uma vez disse que temos que "Ganhar o direito a ser ouvidos." Querem deixar uma marca? Invistam nas outras pessoas.
As pessoas sabem quando tentam manipulá-las ou usá-las. Eu sei quem são os meus amigos mais
próximos. Eles sacrificam-se por mim e eu sacrifico-me por eles. Também
sei que há pessoas na minha vida que tentam usar-me para alguma coisa.
Não conseguirão ganhar o direito a ser ouvidos se não forem verdadeiros amigos. A melhor maneira de "ser ouvido" é ouvir os outros.
2. A vossa alma deve ser atraente. Podemos
ser tentados a ser negativos e estar sempre a julgar "o mundo" ou "a
Igreja" ou "a vida". Isso apenas torna a vossa alma suja. É depressivo.
Cheira mal. É como ter mau hálito. Podem ter boas coisas para dizer, mas
ninguém aguenta estar ao pé de vocês. A vossa alma não reflecte a
realidade que estão a tentar proclamar. Se não têm alegria e paz em
Cristo não deviam tentar convencer os outros. Conveçam-se a vós mesmos
primeiro!
3. Estejam prontos para explicar. Se vivem a Fé Católica, têm muito para explicar...
Porque é que vocês Católicos têm Jesus ainda na cruz? Porque é que têm
imensos filhos? Porque é que dão tanta importância a Maria? Porque é que
todos vivem a Quaresma? Porque é que os padres não se casam? Porque é
que usam um escapulário? Porque é que vão à igreja mais do que uma vez
por semana? Porque é que o Papa é importante?
Têm que ser capazes de responder a estas questões de um modo factual e cativante. Têm
que ser menos como o Spock e mais como o Chesterton. Sim, têm que
ganhar as pessoas. Tornem a coisa interessante
4. Dêem coisas. Eu
trago comigo medalhas e dou-as. Há pouco tempo vi uma mulher a
chorar no aeroporto. Dei-lhe uma medalha. Ela ficou tão agradecida.
Parou de chorar e agradeceu-me.
Também deixo uma medalha com o empregado (acompanhada de uma grande gorjeta!). Se oiço pessoas num restaurante a falar de Cristo, posso aproximar-me e sorrir e dizer, "É bom ouvir pessoas a falar de Nosso Senhor. Deus vos abençoe." Sou muito sério no que toca à fé e quero que os outros saibam a alegria e a benção que é conhecer Cristo Jesus.
O meu melhor amigo, Jordan, é mesmo bom a dar Escapulários Castanhos às pessoas. Ficariam
surpreendidos com quantas começam a usá-los! Podem fazer e dar terços e cruzes. Pagelas. Sejam criativos. Façam uma estratégia. Sempre
que derem algo a outra pessoa, eles estarão mais abertos para ouvir o
que têm para dizer. Se vem mesmo do coração, eles senti-lo-ão. O coração fala ao coração.
Conheço
outra senhora que está sempre a dar livros e DVD's
sobre santos e outros temas católicos. Que grande testemunho! A minha
mulher deu uma vez no Natal um livro católico à sua irmã, e ela e o seu
marido tornaram-se Católicos! A informação abriu o seu apetite para
mais.
5. Sejam salgados. Cristo
diz em Mateus 5, 13: "Vós sois o sal da terra." Não percam esse "gosto"
divino. Temos que manter o gosto. Perguntem-se a vós mesmos, "Sou um católico salgado?" Se não for o caso, mudem. Vou arranjar um livro de
trabalho (mais tarde este ano) chamado Liturgia de Vida sobre
como montar um plano espiritual para a vida. Talvez devesse chamá-lo:
"Como ficar salgado e manter-se salgado." Até lá, peguem numa folha de
papel e façam um plano.
ATENÇÃO/ACHTUNG: Podemos ser demasiado salgados!!! O sal faz a comida saber bem. Mas se puserem demasiado sal na comida, estraga-a. Não
sejam demasiado salgados com a vossa Fé Católica. Não afastem as
pessoas da Igreja Católica. Eu tenho culpa nisto. Já fui demasiado
insistente, e arrependo-me verdadeiramento disso.
Temos que ser grandes chefes/cozinheiros. Temos que temperar o sabor. Não despejem o saleiro na vossa mensagem. As pessoas não vão comer a vossa comida! Taylor Marshall
segunda-feira, 10 de junho de 2013
A Princesa e o Campeão - Duarte Valle de Castro
A Martinha é a princesa do pai. Sabe-o e di-lo várias vezes. Às vezes inclui essa frase em músicas que aprende na escola. A melodia do "Joana come a papa" fica muito melhor com "a Martinha é a princesa do pai…". Basta trautear que se vê logo; e metricamente encaixa! Lindo! E é assim... por minha culpa - porque a mimo, e para meu consolo, é muito agarrada ao pai. Magoa-se, PAI! Tem um pesadelo, PAI! A mãe zanga-se, PAI! O pai zanga-se… PAI!
O Zé Maria é o campeão do pai. Mas não só não faz ideia disso, como quando eu o digo, não lhe interessa especialmente. Mas ri-se; é um simpático! Ri-se comigo e ri-se com quase tudo e com quase todos. Gosta muito de mim. Mas há um sorriso exclusivo… já lá vamos.
Quanto à Martinha, é tudo verdade: muito ligada ao pai, doida com(o) o pai. Pai… pai… pai. Mas eu que não me iluda. Entre outras coisas, quando toca a tomar banho, vestir, pentear, pôr perfume: "Quero a mãe!" Às vezes tenho de ser eu. E faço-o, claro. Mas o resultado final - uma má conjugação entre roupas que não condizem, um despenteado esquisito e um evitável berro, não me permitem competir com a minha mulher pelo gozo do programa. Mas também não quero. Ela é melhor. Além de muito mais jeito, ela tem para tudo isto a paciência que eu não tenho: a paciência de mãe.
Eu tenho para outras coisas (jeito e paciência). Para umas ela também tem. Para outras não: ainda que eles acabem sempre por cair, sou melhor a fazer cavalinho com a perna quando estou sentado no sofá. Até porque tem de se fazer bastante força, algo que os pais, naturalmente, têm mais que as mães. O nosso caso não é excepção.
É assim lá em casa: no quarto que têm para os dois, o esforço que eu tento fazer quando brinco às bonecas com a Martinha (quando chega à parte de lhes vestir a roupa dela, sou eu que chamo a mãe!), é o esforço que a minha mulher faz quando joga à bola com o Zé Maria. Os legos agradam aos 2… aos 4, na verdade! Aí o nosso esforço não é um, são dois: tentar de cada vez educá-los para que aprendam que têm de arrumar e depois de desistirmos, arrumar-mo-los nós.
Quanto ao sorriso... felizmente, nunca tive direito ao sorriso que o Zé Maria faz à mãe, e só à mãe, quando a vê pela primeira vez em cada manhã. Registe-se que gosta de ver o pai, mas a mãe...
domingo, 9 de junho de 2013
A liturgia, o fresco que foi descoberto - Cardeal Ratzinger
Podia dizer-se que, em 1918, a liturgia se assemelhava em muito a um
fresco que, apesar de intacto, estava coberto por reboco. No missal,
segundo o qual o Padre celebrava a Liturgia, a sua forma nascida das
raízes era de forte presença: para os fieis, contudo, ela estava oculta
sob formas e instruções de oração privadas. Através do movimento
litúrgico e, definitivamente, após o Concílio Vaticano II, o fresco foi
posto a descoberto e, por um instante, ficámos fascinados pela sua
beleza, pelas suas cores e formas.
Porém, entretanto, na sequência de
reconstruções e restaurações falhadas e devido a vagas de multidões
afluentes, o fresco encontra-se em grande perigo, ameaçado de ser
destruído se rapidamente não se diligenciar o necessário para pôr termo a
essas influências nocivas. Obviamente não se pode voltar a cobri-lo;
recomenda-se porém, um novo respeito ao lidar com ele, uma nova
compreensão do seu testemunho e da sua realidade, para que a nova
descoberta não se torne o primeiro degrau da definitiva perda.
in Introdução ao Espírito da Liturgia
in Introdução ao Espírito da Liturgia
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Matt Birk says no to Obama
Este senhor chama-se Matt Birk, e é um homem de coragem, recusou cumprimentar Barack Obama por causa disto:
“I would say this, I would say that I have great respect for the office of the Presidency but about five or six weeks ago, our President made a comment in a speech and he said, ‘God bless Planned Parenthood’. Planned Parenthood performs about 330,000 abortions a year. I am Catholic, I am active in the Pro-Life movement and I just felt like I couldn't deal with that. I couldn't endorse that in any way.”
Matt Birk on why he skipped the teams visit to the Whitehouse.
“I would say this, I would say that I have great respect for the office of the Presidency but about five or six weeks ago, our President made a comment in a speech and he said, ‘God bless Planned Parenthood’. Planned Parenthood performs about 330,000 abortions a year. I am Catholic, I am active in the Pro-Life movement and I just felt like I couldn't deal with that. I couldn't endorse that in any way.”
Matt Birk on why he skipped the teams visit to the Whitehouse.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
A virtude da Castidade - S. Josemaria Escrivá
Cuidai com esmero da castidade e também das virtudes que a acompanham e a
salvaguardam: a modéstia e o pudor. Não olheis com ligeireza as normas,
tão eficazes, que nos ajudam a conservarmo-nos dignos do olhar de Deus:
a guarda atenta dos sentidos e do coração; a valentia de ser cobarde
para fugir das tentações; a frequência dos sacramentos, especialmente
da Confissão sacramental; a sinceridade total na direcção espiritual
pessoal; a dor, a contrição e a reparação depois das faltas. E tudo isto
ungido com uma terna devoção a Nossa Senhora, de modo que ela nos
obtenha de Deus o dom de uma vida limpa e santa.
Amigos de Deus, 185
Amigos de Deus, 185
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Querido João
Querido João,
Cada uma das nossas famílias adoptou crianças como tu, a quem tentamos dar o melhor para que cresçam felizes. Estamos preocupados: é que há muitos casais que querem ser o pai e a mãe que tu não tens e precisas, mas agora parece que, mais que acelerar as adopções, importa poderes vir a ter dois pais ou duas mães. Dizes que não faz sentido? Pois não, mas há adultos que dizem que é um direito dos pares homossexuais. E tu perguntas onde é que está o teu superior interesse, e perguntas bem.
De facto, o legislador, que é quem decide estas coisas, deve olhar primeiro para o teu interesse e é por isso que existe a adopção: para servir crianças como tu, oferecendo um vinculo e um ambiente semelhante ao da filiação natural. Isto chama-se família, com um pai e uma mãe que se complementam. Se possível, com irmãos. Os poucos estudos que dizem o contrário são duvidosos, apesar de darem muito jeito a alguns.
Se fores adoptado por dois pais ou duas mães, iria faltar-te um dos modelos (masculino ou feminino) que tanto enriquece em tons e contrastes o teu caminho. Seria, no mínimo, uma experiência arriscada feita num laboratório social, só que desta vez o ratinho és tu. Ora, se todos podemos impedir isso e escolher o melhor para ti: porque hesitamos?
Certamente ouviste-os dizer que a tal co-adopção não tem nada a ver contigo e é "só" para regularizar alguns casos reais (por sinal, facilmente regularizáveis retocando um artigo do Código Civil), mas esse “só” já escancara as portas à adopção por pares homossexuais de crianças como tu, objectivo – frouxamente desmentido - de quem fez esta lei.
Alguns alegam que esta proposta de lei combate uma discriminação, mas na adopção já se excluem (será que temos de dizer "discriminam"?), e bem, os casais muito velhos e muito novos e outros que, por uma razão ou outra, são declarados como não tendo capacidade para adoptar. Discriminação "à séria" é a sofrida por casais nossos conhecidos a quem impediram de adoptar só porque um deles ficou desempregado durante o processo ou porque os técnicos acharam o quarto para a criança demasiado pequeno… E esta?
Mas a maior discriminação é a que alguns pretendem com isto, mesmo que o não digam tão cruamente: que não voltes a ter pai e mãe, ao contrário das outras crianças. Mesmo a adopção "mono-parental" ou singular, sendo imperfeita, não se lhe compara, porque, o pai ou a mãe ainda podem vir a casar e, mesmo que o não façam, não confundirão a representação que tens do pai ou da mãe em falta. Por falar em discriminação, será que um dia não vão deixar-nos ter filhos biológicos porque os pares homossexuais também não os podem ter entre eles sem recorrer a terceiros?
Esperamos que esta carta ajude a garantir que tenhas lugar numa família como as nossas, feita também de insuficiências, mas que é o espaço que te dá a melhor oportunidade para preencher o teu coração carregado de promessas.
Um beijinho grande.
por Adelaide e Manuel L Monteiro; Carmo e Rui Diniz; Margarida e Miguel M Guimarães; Maria e Filipe Núncio; Patricia e Pedro M Rodrigues; Rita e Henrique Garcia; Sofia e Pedro Fragoso.
Cada uma das nossas famílias adoptou crianças como tu, a quem tentamos dar o melhor para que cresçam felizes. Estamos preocupados: é que há muitos casais que querem ser o pai e a mãe que tu não tens e precisas, mas agora parece que, mais que acelerar as adopções, importa poderes vir a ter dois pais ou duas mães. Dizes que não faz sentido? Pois não, mas há adultos que dizem que é um direito dos pares homossexuais. E tu perguntas onde é que está o teu superior interesse, e perguntas bem.
De facto, o legislador, que é quem decide estas coisas, deve olhar primeiro para o teu interesse e é por isso que existe a adopção: para servir crianças como tu, oferecendo um vinculo e um ambiente semelhante ao da filiação natural. Isto chama-se família, com um pai e uma mãe que se complementam. Se possível, com irmãos. Os poucos estudos que dizem o contrário são duvidosos, apesar de darem muito jeito a alguns.
Se fores adoptado por dois pais ou duas mães, iria faltar-te um dos modelos (masculino ou feminino) que tanto enriquece em tons e contrastes o teu caminho. Seria, no mínimo, uma experiência arriscada feita num laboratório social, só que desta vez o ratinho és tu. Ora, se todos podemos impedir isso e escolher o melhor para ti: porque hesitamos?
Certamente ouviste-os dizer que a tal co-adopção não tem nada a ver contigo e é "só" para regularizar alguns casos reais (por sinal, facilmente regularizáveis retocando um artigo do Código Civil), mas esse “só” já escancara as portas à adopção por pares homossexuais de crianças como tu, objectivo – frouxamente desmentido - de quem fez esta lei.
Alguns alegam que esta proposta de lei combate uma discriminação, mas na adopção já se excluem (será que temos de dizer "discriminam"?), e bem, os casais muito velhos e muito novos e outros que, por uma razão ou outra, são declarados como não tendo capacidade para adoptar. Discriminação "à séria" é a sofrida por casais nossos conhecidos a quem impediram de adoptar só porque um deles ficou desempregado durante o processo ou porque os técnicos acharam o quarto para a criança demasiado pequeno… E esta?
Mas a maior discriminação é a que alguns pretendem com isto, mesmo que o não digam tão cruamente: que não voltes a ter pai e mãe, ao contrário das outras crianças. Mesmo a adopção "mono-parental" ou singular, sendo imperfeita, não se lhe compara, porque, o pai ou a mãe ainda podem vir a casar e, mesmo que o não façam, não confundirão a representação que tens do pai ou da mãe em falta. Por falar em discriminação, será que um dia não vão deixar-nos ter filhos biológicos porque os pares homossexuais também não os podem ter entre eles sem recorrer a terceiros?
Esperamos que esta carta ajude a garantir que tenhas lugar numa família como as nossas, feita também de insuficiências, mas que é o espaço que te dá a melhor oportunidade para preencher o teu coração carregado de promessas.
Um beijinho grande.
por Adelaide e Manuel L Monteiro; Carmo e Rui Diniz; Margarida e Miguel M Guimarães; Maria e Filipe Núncio; Patricia e Pedro M Rodrigues; Rita e Henrique Garcia; Sofia e Pedro Fragoso.
Frase do dia
"What a sensation it would cause if we were to read one day in the newspapers that the remedy for death was discovered. Ever since man has been on this earth, he has been looking for this remedy.... Yet the Church proclaims that this remedy has in fact been found. Death has been overcome - Jesus Christ has risen and will die no more.... Victory is with the Son, the living Christ. The more perfectly we follow his way, the more complete will be the victory in this world of his saving power over death."
Benedict XVI (in Benedictus, p.51)
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Frase do dia
"O confessionário não é nem uma 'lavandaria' que lava os pecados, nem um 'momento de tortura' onde se infligem pauladas. A confissão é um
encontro com Jesus, onde sentimos de perto a sua ternura. Mas é preciso
aproximar-se sem truques ou meias-verdades, com mansidão e
alegria, confiantes e armados com essa 'bendita vergonha', 'a virtude
da humildade' que nos faz reconhecer como pecadores."
Papa Francisco
Papa Francisco
Correcção Fraterna - D. Javier Echevarría
Graças
a Deus, nesta porção da Igreja que é a Prelatura do Opus Dei – não
porque nos consideremos melhores – ama-se e vive-se esta prática tão
evangélica. O nosso Fundador, com uma luz especial de Deus, que o levava
a aprofundar nalguns ensinamentos da Sagrada Escritura, praticou-a
pessoalmente e ensinou-a a outros, desde o princípio. Dizia que tem
tradição evangélica [1], e acrescentava que é sempre uma prova de afecto
sobrenatural e de confiança, que, além disso, nos faz saborear o gosto
da primitiva cristandade [2].
[1] S. Josemaria, Forja, n. 566. [2] S. Josemaria, Novembro de 1964.
sábado, 1 de junho de 2013
Prós e Contras - Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada
O “Prós e Contras” é um bom espectáculo. O último, sobre a
co-adopção, até me lembrou o circo romano, onde os cristãos eram
lançados às feras. Hoje não é possível fazê-lo, não porque a dignidade
humana ou a liberdade religiosa o impeçam, mas porque os sacrossantos
direitos dos animais o não permitem: um católico é muito indigesto para
os estômagos delicados dos bichos, que requerem alimentos mais ricos em
proteínas. Aliás, já os inimigos das touradas o são em nome dessas
bestas e não, como seria lógico, dos seres humanos que as enfrentam, às
vezes com funestos resultados.
É bizarra a ideia de que um tema
fracturante pode ser resolvido num duelo entre duas equipas, a favor e
contra, no palco, contando cada uma com a sua ululante massa de
apoiantes na plateia. Parece-se com os jogos de futebol e as respectivas
claques, tipo “diabos vermelhos” e “dragões azuis”, embora a bola seja
uma ciência reservada aos profissionais, que a exercem em catedrais,
onde são sagrados campeões. A vida, o casamento, a família, a adopção,
etc., são temas menores, meros objectos da diversão televisiva.
Seguindo
esta fórmula de sucesso, aqui ficam sugestões para novos programas: a
criminalidade, com uma plateia composta por polícias e ladrões,
separados por um cordão de guardas prisionais; a droga, dando metade dos
lugares aos toxicodependentes, cuja experiência com alucinogénios é de
grande interesse público; a democracia, a ser negada por um
nacional-socialista e por um comunista, numa sala irmãmente partilhada
por nazis e adeptos da ditadura do proletariado, de um lado, e
democratas, do outro; e muitos mais, até porque the show must go on!
Ave, Fátima, morituri te salutant!
in ionline
in ionline
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Frase do dia
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Não desprezes o pecador - Santo Isaac, o Sírio
Não desprezes o pecador, porque todos nós somos culpados. Se por amor a Deus
te insurges com ele, em vez disso chora por ele. Por que o desprezas? Despreza
os seus pecados, e reza por ele, para fazeres como Cristo, que não Se irritou
contra os pecadores, mas rezou por eles (cf. Lc 23,34). Não viste como Ele
chorou sobre Jerusalém? Porque também nós, mais do que uma vez, fomos joguetes
do demónio.
Por quê desprezar alguém que foi, como nós, joguete do diabo que
troça de todos nós? Porque desprezas o pecador, tu, que não passas de um
homem? Será porque ele não é justo como tu? Mas onde está a tua justiça, uma
vez que não tens amor? Por que não choraste por ele? Em vez disso,
persegue-lo. É por ignorância que alguns se irritam contra os outros, eles que
acreditam ter o discernimento das obras dos pecadores.
in Discurso ascético, 1 ª Série, n º 60
Frase do dia
terça-feira, 28 de maio de 2013
Após anos de declínio os fiéis voltam à confissão - Paolo Rodari
Homens, mulheres, sobretudo de 40 e 50 anos, voltam a ajoelhar-se
diante de um sacerdote que, como escreveu no séc. XIII o clérigo inglês Tomás
de Chobham, "se senta no confessionário como Deus e não como homem".
"Voltam a pedir perdão porque – explica o jesuíta Francesco
Occhetta – veem neste sacramento, simplesmente, a ajuda para romper com o
passado, para recomeçar tudo, para fazer nova a própria existência".
Não se trata, pois, da mera expiação das culpas. Também, mas não só.
Nem apenas de encontrar "uma nova ética" dentro do viver quotidiano.
Trata-se, acima de tudo, "de mudar de rumo uma vez por todas". Muitas
vezes, diz Occhetta, "os pecados são dores que magoam num nível profundo.
Abortos nunca confessados, por exemplo. O sacramento permite recomeçar, ainda
que a dor subsista. Mas os pecados são variados. E hoje, como há séculos,
trata-se sempre da rejeição do decálogo."
Mons. Gianfranco Girotti, durante anos o número dois da Penitenciaria
Apostólica, afirma: "Para além das culpas graves do passado – entre elas
as traições, as mentiras que prejudicam outros, os males intencionais com a
intenção de ferir e magoar – os fiéis caem principalmente em sete vícios
capitais. Desde sempre foi assim: a soberba, a avareza, a luxúria (entra aqui o
desejo ou deleite desregrado do prazer e do sexo), a inveja, a gula, a ira e a
acédia (que aqui não é a depressão, mas o deixar-se tomar pelo torpor de ânimo
ao ponto de sentir fastio pelas coisas espirituais) marcam presença na maioria
das confissões de hoje".
Ainda antes da eleição de Jorge Mário Bergoglio para a sede de Pedro,
as igrejas italianas registavam um aumento de pessoas a pedir confissão, em
cerca de vinte por cento. Números exactos não há, porque as dioceses não têm
esse dado.
No passado mês de Fevereiro, a revista Civiltà Cattolica - a histórica
revista italiana dos jesuítas – fechava uma das suas edições com um artigo
intitulado "O regresso da confissão". O ponto era o aumento dos
penitentes nas principais basílicas romanas e também nos santuários italianos.
Um aumento vinculado ao último ano, verificável a olho nu pela simples contagem
do número de horas que os confessores tiveram de ficar dentro dos
confessionários.
"A crise económica é antes de mais crise de valores",
explicam os jesuítas da Igreja del Gesù, no centro de Roma. "Vivemos numa
sociedade em que falta a figura do pai. Nos últimos meses o sofrimento causado
por este vazio agravou-se inexoravelmente. E os nossos confessionários voltaram
a encher-se. Detrás deste fenómeno está uma nova procura de espiritualidade. A
procura adensa-se até vencer as resistências e tornar-se um pedido de resposta".
"Point break" diriam os surfistas. "O ponto de rotura de uma
alma que procura Deus", define o padre Occhetta.
Diz S. Gregorio de Narek, poeta, monge, teólogo e filósofo místico
armeno que "mesmo na mais escura cisterna, brilha uma pequena chama.
Querida por Deus". É esta chama que empurra a sair de casa e entrar num
confessionário. Mas para dizer o quê? Quais os pecados recorrentes? A resposta
não é simples. Há dias o Papa Francisco lembrou que o confessionário "não
é uma lavandaria". Muitos, evidentemente, usam-na assim. Um lugar para
lavar as culpas pessoais, indicando um após outro quais dos dez mandamentos
foram desrespeitados. "Muitas vezes – diz Bergoglio – pensamos que ir
confessar-se é como ir à lavandaria para limpar a sujidade da nossa roupa. Mas
Jesus no confessionário não é uma lavandaria. Confessar-se é um encontro com
Jesus, mas este Jesus que nos espera, mas nos espera tal como somos".
Nem todos pensam que confessar-se é como lavar a roupa numa máquina de
lavar que funciona a moedas. Existe, com efeito, uma tendência oposta: a
confissão como se fosse uma marquesa de psicanálise. Escreveu muito sobre isso,
há uns anos, o monsenhor Mario Canciani, ao tempo confessor de Giulio
Andreotti, explicando que os penitentes falam sobretudo de "stress,
impaciência e depressão". Diz: "quase que tenho de lhes pedir
desculpa. Não se dão conta que essas coisas não são pecados".
Ainda é Girotti que explica que "cada vez mais o confessionário é
usado como lugar para falar de si mesmo, dos problemas pessoais, um pouco como
se fosse uma sessão de psicanálise. Mas fora estes casos, e fora dos casos daqueles
que confessam os pecados que poderíamos chamar impropriamente
"clássicos", noto que se ofende Deus também por outras vias, por
exemplo, com acções de poluição social, destruindo o meio ambiente, realizando
experiências científicas moralmente discutíveis. Já para não falar da esfera da
ética pública, onde também entram em jogo onde novos pecados como a fraude
fiscal, a evasão fiscal, a corrupção".
Mas qual é o pecado mais confessado? Girotti não tem dúvidas:
"sempre ele, o pecado contra o sexto mandamento: não cometer actos
impuros. A esfera sexual parecer ser a mais difícil de domar, ou talvez fira a
consciência mais do que as outras ofensas". Acrescenta ainda Canciani:
"em todo o caso, o pecado mais desvalorizado é o relativo ao sexto mandamento.
É um pecado que se refere à vida privada das pessoas. Neste campo,
infelizmente, nota-se um desfasamento entre aquilo que a Igreja ensina e a
desordem em que vivem muitas pessoas. Refiro-me não só à esfera sexual, mas
também aos divorciados ou a situações familiares complexas. A Igreja deve,
porém, acolher todos com amor".
Recentemente o Centro de Estudos sobre as Novas Religiões (CESNUR)
publicou uma investigação sobre o sacramento da penitência no seguimento da
eleição do Papa Francisco. A insistência do Papa sobre a palavra
"misericórdia" empurrou muitos a voltar a confessar-se, na linha da
tendência prévia ao conclave. Entre estes, diz a investigação, muitos casais,
"irregulares" para a Igreja, que alentados pelo "fogo" de
Bergoglio se decidiram por um novo caminho.
Aumentam os penitentes, mas diminuem os confessores. A crise de
vocações sacerdotais ameaça fazer com que Igreja não saiba responder à procura.
Assim, nalgumas dioceses, há quem esboce novas soluções. Uma delas,
muito discutida mas prevista no cânone 961 do código de direito canónico, é a
absolvição a vários penitentes ao mesmo tempo sem a prévia confissão
individual. O código diz que é uma absolvição que não pode ser dada se não
houver um iminente perigo de morte e se o sacerdote ou os sacerdotes ainda
tiverem tempo para ouvir as confissões dos penitentes individualmente.
Em suma, só pode ser dada quando "haja necessidade grave, isto é,
quando, dado o número de penitentes, não houver sacerdotes suficientes para,
dentro de tempo razoável, ouvirem devidamente as confissões de cada um". A
prática comunitária nasce na Bélgica, em 1947-48, numa comunidade paroquial
operária. Durante a missa os fiéis, a convite do sacerdote, recordavam os seus
pecados, arrependiam-se e eram absolvidos colectivamente. Depois o Concílio
Vaticano II reequilibrou a tendência, insistindo que a confissão auricular permanece
o único caminho para a remissão dos pecados graves. Mas entretanto o regresso à
confissão individual por parte de muitos fiéis deixa em segundo planos essas
outras quesílias.
Também porque, como escreve Civiltà Cattolica, aqueles que voltam a confessar-se fazem-no depois de ter dialogado "com a própria consciência". Diz a revista: "assiste-se a um regresso silencioso mas significativo à confissão por parte da geração dos 40 e 50 anos, que voltam a dar valor ao sacramento, às vezes após muitos anos de afastamento. Aqueles que voltam a confessar-se dizem fazê-lo depois de ter relido o Evangelho, dialogado com a voz da própria consciência, encontrado testemunhas crentes e credíveis".
Também porque, como escreve Civiltà Cattolica, aqueles que voltam a confessar-se fazem-no depois de ter dialogado "com a própria consciência". Diz a revista: "assiste-se a um regresso silencioso mas significativo à confissão por parte da geração dos 40 e 50 anos, que voltam a dar valor ao sacramento, às vezes após muitos anos de afastamento. Aqueles que voltam a confessar-se dizem fazê-lo depois de ter relido o Evangelho, dialogado com a voz da própria consciência, encontrado testemunhas crentes e credíveis".
Frase do dia
“Enquanto os sacerdotes pagãos ignoram os pobres, os odiosos galileus [i.e., cristãos] dedicam-se a obras de caridade e, ao exibir esta falsa compaixão estabeleceram e efectivaram os seus erros perigosos. Esta prática é comum entre eles e conduz ao desprezo pelos nossos deuses."
Juliano, o Apóstata (Epístola aos sumos sacerdotes pagãos)
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Por favor não me adoptem!
O projecto-lei apresentado pelo Partido Socialista que visava a possibilidade de Co-adopção de crianças por parte de um dos membros do par homossexual (“casais do mesmo sexo” – não lhe chamarei casal porque esse termo só o considero para a vinculação homem com mulher) foi aprovado no passado dia 17 de Maio, passando a ser um dia negro para Portugal, dado que a seguir a esta lei surgirão outras mais graves que, por algum tempo, ficarão na prateleira enquanto a sociedade vai ruminando as novidades até se tornarem aceitáveis ao comum mortal. A formatação das consciências é a principal arma dos políticos de todos os quadrantes, procurando tornar aceitáveis e dignas de crédito todas as medidas, leis e critérios que desejam instituir nas sociedades, à luz de um projecto e de uma nova ordem maquiavélica de supra-estruturas que transcendem a territorialidade nacional.
Segundo as palavras do Papa João Paulo II, na sua Encíclica Centesimus Annus (n.º46), «A Igreja encara com simpatia o sistema da democracia, enquanto assegura a participação dos cidadãos nas opções políticas e garante aos governados a possibilidade quer de escolher e controlar os próprios governantes, quer de os substituir pacificamente, quando tal se torne oportuno». Mas também acrescenta o Papa que «uma autêntica democracia só é possível num Estado de direito e sobre a base de uma recta concepção da pessoa humana». Assim sendo, qual poderá ser a legitimidade da democracia portuguesa onde os direitos inalienáveis do homem são postos em causa e onde a concepção de pessoa está à mercê de conceitos deformados sobre a pessoa humana, onde o critério é o egoísmo, o prazer e o sentimentalismo desregrado?
Na verdade, como diz o grande pensador Goethe «onde me devo abster da moral, deixo de ter poder». Neste sentido, o Parlamento Português deixou de ter jurisdição sobre o seu país desde que pôs em causa toda a moral, tentando-a substituir por uma pseudo-ética resultante dos caprichos e das vontades intestinais de políticos subordinados aos lobbies da minoria. Deste modo, temo que o ideal de democracia esteja ameaçado pelos próprios partidos que a sugam, dando razão ao polémico Vassili Rozanov, o qual afirma que «a democracia é um instrumento com o qual uma minoria bem organizada governa uma maioria desorganizada».
Também tenho noção de que a culpa não pode ser apenas imputada aos deputados, na medida em que cada um deles é resultado da vontade do povo. Muito se poderia divagar sobre esta questão da representação popular em democracia, mas pensemos no essencial: o que leva a maioria do Parlamento Português a votar favoravelmente ou a abster-se face a um projecto-lei sodomista? Será esta a vontade dos portugueses? Perguntem aos portugueses ou façam um referendo e verão como seria arrasadora a resposta de um país que não se revê em políticas que atentam contra o conceito de família, a qual progressivamente é mais mal compreendida e alvo dos maiores ataques por parte de quem deveria alicerçar o Estado naquilo que é a célula base da sociedade: a família (pai [homem], mãe [mulher] e filhos).
Parece que, na perspectiva dos partidos que têm acento na bancada parlamentar, o verdadeiro interesse nacional não está conforme com o interesse nacional dos cidadãos: os portugueses querem condições para criar os filhos e vê-los prosperar, imploram trabalho, desejam solidariedade, ambicionam justiça nas instâncias sociais e políticas, preferem uma economia que busque os interesses humanos e um progresso que respeite os valores inalienáveis da pessoa humana. Contudo, a meu ver, quase num tom provocador e irresponsável, os nossos políticos entretêm-se no Parlamento a resolver questões de lana caprina. Parece-me que o conceito de partidos de direita e esquerda desapareceu, porque os ideais com que foram fundados desapareceram…da esquerda (trotskista, marxista-leninista ou socialista) parece apenas continuar a sua política de aproveitamento da vulnerabilidade das desgraças humanas, económicas e sociais das pessoas; e da direita (neo-liberal e social-democrata) parece haver uma confusão entre os interesses soberanos da pessoa humana e os interesses de alguns grupos de pressão.
A questão que se coloca já não é apenas a dos pobres, mas sobretudo a dos inocentes. Sob a terminologia de “inocentes” podemos pensar em todos aqueles que são vítimas de anos de mentira, roubo e usurpação de poderes. Entre os inocentes estão, obviamente, as crianças: não só as que tentam sobreviver nos ventres das mães, bem como aquelas que são vítimas de um Estado que, não resolvendo os problemas das famílias, quer usurpar o papel desta instituição natural (a família) promovendo novas formas de um hipotético acolhimento. Será que o Estado tem o direito de ingerência na família? Que poder tem o Estado para legitimar aquilo que antropologicamente não está correcto? Nunca um Parlamento ou o próprio Estado poderá ser defensor e legislador da Verdade e do Justo, pois o que mais existe na história são casos de injustiça, de mentira e de morte por conta daquilo que o Estado impingiu aos seus cidadãos.
A complexidade antropológica, psicológica, física e genital do ser humano revela, sob todos os aspectos, o que é uma família, o que é um casal e quem pode ter filhos! Só um homem e uma mulher, unidos pelo amor, poderão ser e ter a responsabilidade da paternidade e da maternidade sob as crianças. É óbvio que, à luz da palavra “amor”, muitos fundamentam esta fraudulenta lei que foi votada. Todavia, quando se quer um filho a todo o custo e por capricho, desmorona-se toda a possibilidade de amor, pois o amor rivaliza com o egoísmo! Para além disto, sabemos a inconstância da maior parte das relações de pares homossexuais, o que poderá imputar às crianças a vivência de verdadeiros dramas afectivos.
A criança precisa de encontrar, nos vários estádios de crescimento, a masculinidade e a feminilidade que completam e complementam em toda a plenitude todo o seu ser, algo impossível quando as suas referências passam a ser demasiadamente contingentes face ao que o pai e a mãe podem assegurar. Por fim, resta-me lembrar que a adopção não é um direito dos pais nem um dever do Estado. A adopção é a possibilidade de encontrar para a criança uma resposta que a ajude a crescer plenamente. Um par homossexual que, à força, quer ter filhos sob a mesma jurisdição não é digno de crédito e de legitimidade para educar e criar uma criança, pois não tem em consideração o bem da criança, mas a busca de satisfações sentimentais e hedonistas.
As forças e os partidos “democráticos” das últimas décadas, em jeito irónico e crítico, acusam a ditadura salazarista de ter feito de Portugal o país dos três “F” (Fátima, Futebol e Fado). Todavia, a letra “F” deu lugar a outra letra, a letra “H”, imperando já em Portugal a nova ditadura do Homicídio (no aborto), da Homossexualidade e do Hedonismo. Lamento que a letra tenha mudado, não por convicções políticas, mas porque, ao contrário da letra “F” que unia minimamente o país, a letra “H” está a criar rupturas e chagas que minam o tecido familiar, social e cultural.
Sabemos que temos uma das mais baixas taxas de natalidade do mundo, que a política não está interessada em atribuir incentivos económicos e sociais às famílias para poderem ter mais filhos, que o aborto passou a ser normal e usado na maior parte das vezes como meio contraceptivo diante da irresponsabilidade dos casais…. Para além de tudo isto, resta saber que lugar tem a criança na nossa sociedade portuguesa? Se continuamos assim, do coração dos que são inocentes de toda esta fantochada já brota o grito de desespero: Por favor…não me adoptem!
Pe. Ricardo Cardoso
Pe. Ricardo Cardoso
Comunidade do Cordeiro
Chegam hoje a Portugal 5 Irmãs da Comunidade do Cordeiro. Uma das 5 cinco irmãs é portuguesa, a Irmã Margarida da Cunha, a primeira irmã portuguesa nesta Comunidade. Vêm para uma semana de missão na Paróquia do Montijo.
Antes de irem para o Montijo, passam em Lisboa.
Amanhã, dia 28 de Maio vai haver um encontro, em S. Nicolau, com as Irmãs do Cordeiro com o seguinte programa:
Missa: 19h15 ( As irmãs vão cantar na Missa );
Jantar e Testemunho: 20h (inscrições: secretaria@paroquiasaonicolau. pt até às 15h00 de amanhã.);
Completas: 22h15;
No Montijo:
4ª feira - Missa às 19h00 - Paróquia do Espírito Santo;
6ª feira - Missa às 19h00 - Paróquia do Espírito Santo;
- Vigília às 21h30 no SEIXAL;
Sábado - Vigília da Solenidade do Corpo de Deus às 21h30 - Paróquia do Espírito Santo.
Para uma informação mais detalhada deixo-vos o telefone da Paróquia do Montijo: 212310101.
Sobre a Comunidade do Cordeiro:
"Um novo ramo, nascido do tronco da Ordem dos Pregadores │Fundada em França a 6 de Fevereiro de 1983 por Monseigneur Jean Chabbert, Arcebispo Bispo de Perpignan, a Comunidade do Cordeiro é “um novo ramo nascido do tronco da Ordem dos Pregadores”. A 16 de Julho de 1983 foi reconhecida como “pertencente à família de São Domingos” pelo Padre Vincent de Couesnongle, então Mestre da Ordem dos Pregadores.
Actualmente a Comunidade reúne mais de cento e trinta irmãzinhas e cerca de trinta irmãozinhos, vindos de vários países. Os irmãozinhos e as irmãzinhas têm um objectivo de vida comum e podem reunir-se para a oração litúrgica. No entanto, fazem vida doméstica separada.
Desde 1996 o Cardeal Christoph Schönborn,o.p., Arcebispo de Viena (Austria) é o Bispo responsável pela Comunidade." (do site)
Aproveitem para conhecer esta nova Comunidade!
domingo, 26 de maio de 2013
Hoje em dia toda a gente se salva?
Uma vez fui a uma conferência com um senhor chamado Ralph Martin, que foi um dos peritos no Sínodo dos bispos, em Outubro de 2012, e escreveu há pouco tempo um livro sobre os 50 anos do Concílio Vaticano II.
Ele contou que a seguir ao Vaticano II as missões católicas praticamente deixaram de existir, porque o “espírito” da época era que afinal todos se salvam, por isso as missões foram abandonadas. Algumas que subsistiram, ficaram confusas em relação à sua identidade, então dedicaram-se ao que parecia necessário: justiça social, ecologia e emancipação das mulheres. Já ninguém achava necessário apregoar Cristo como o Salvador.
Ele falou num exemplo dado por um bispo indiano, que está no Sínodo. Este senhor bispo tinha um motorista, que não era cristão. Acho que em certas partes da Índia não é de bom tom andar a “converter” gente. Seja como for o bispo nunca falou sobre esses assuntos com o motorista. Passado um tempo, o motorista foi-se embora e arranjou outro emprego. Depois foi ter com o bispo e perguntou: “Porque é que nunca me falou de Jesus? Os evangélicos falaram-me de Jesus, e agora sou cristão, mas “você” nunca me falou d’Ele.”
E disse também que hoje em dia achamos que as portas do Céu são largas, e as do inferno estreitas. E perguntou o que é que está errado nesta visão? (resposta: é o contrário do evangelho).
Falou do ponto 16 da Lumen Gentium, que fala da possibilidade da salvação para alguém que (sem culpa, tentando procurar Deus, e vivendo rectamente) nunca ouviu falar do evangelho. Esta é a primeira parte desse ponto, que toda a gente invoca para dizer que todos se salvam, por isso não é preciso evangelizar. Mas disse que as pessoas se esquecem do resto desse ponto, que diz que quando se vive sem Cristo não se vive num ambiente neutro, é-se muito mais frágil e sujeito a cair sob o domínio do Maligno, a pôr a esperança toda numa pessoa e não em Deus, etc...
Por isso ele diz que é urgente evangelizar, é urgente dizer às pessoas que se continuarem naquele caminho podem não se salvar, o que pode ser muito desagradável. Daí a urgência da evangelização, por parte de todos os católicos.
Nas perguntas ao orador, um seminarista inglês disse que uma vez ia num taxi (em Londres), e perguntou ao taxista se era católico, e este respondeu que sim, e depois perguntou se ia à Missa, e ele disse que não. E o seminas perguntou: então está a preparar-se para ir para o inferno. O taxista perguntou: “O quê?? Claro que não”. O seminarista disse: “Então, recebeu todos os ensinamentos, a revelação, e por vontade própria nega o mais precioso que Deus tem para si, por isso só pode ir para o inferno, é melhor preparar-se.” E o taxista: “Já levei muitos padres e religiosos no meu taxi, nunca nenhum me perguntou se ia à Missa.”
João Silveira
Ele contou que a seguir ao Vaticano II as missões católicas praticamente deixaram de existir, porque o “espírito” da época era que afinal todos se salvam, por isso as missões foram abandonadas. Algumas que subsistiram, ficaram confusas em relação à sua identidade, então dedicaram-se ao que parecia necessário: justiça social, ecologia e emancipação das mulheres. Já ninguém achava necessário apregoar Cristo como o Salvador.
Ele falou num exemplo dado por um bispo indiano, que está no Sínodo. Este senhor bispo tinha um motorista, que não era cristão. Acho que em certas partes da Índia não é de bom tom andar a “converter” gente. Seja como for o bispo nunca falou sobre esses assuntos com o motorista. Passado um tempo, o motorista foi-se embora e arranjou outro emprego. Depois foi ter com o bispo e perguntou: “Porque é que nunca me falou de Jesus? Os evangélicos falaram-me de Jesus, e agora sou cristão, mas “você” nunca me falou d’Ele.”
E disse também que hoje em dia achamos que as portas do Céu são largas, e as do inferno estreitas. E perguntou o que é que está errado nesta visão? (resposta: é o contrário do evangelho).
Falou do ponto 16 da Lumen Gentium, que fala da possibilidade da salvação para alguém que (sem culpa, tentando procurar Deus, e vivendo rectamente) nunca ouviu falar do evangelho. Esta é a primeira parte desse ponto, que toda a gente invoca para dizer que todos se salvam, por isso não é preciso evangelizar. Mas disse que as pessoas se esquecem do resto desse ponto, que diz que quando se vive sem Cristo não se vive num ambiente neutro, é-se muito mais frágil e sujeito a cair sob o domínio do Maligno, a pôr a esperança toda numa pessoa e não em Deus, etc...
Por isso ele diz que é urgente evangelizar, é urgente dizer às pessoas que se continuarem naquele caminho podem não se salvar, o que pode ser muito desagradável. Daí a urgência da evangelização, por parte de todos os católicos.
Nas perguntas ao orador, um seminarista inglês disse que uma vez ia num taxi (em Londres), e perguntou ao taxista se era católico, e este respondeu que sim, e depois perguntou se ia à Missa, e ele disse que não. E o seminas perguntou: então está a preparar-se para ir para o inferno. O taxista perguntou: “O quê?? Claro que não”. O seminarista disse: “Então, recebeu todos os ensinamentos, a revelação, e por vontade própria nega o mais precioso que Deus tem para si, por isso só pode ir para o inferno, é melhor preparar-se.” E o taxista: “Já levei muitos padres e religiosos no meu taxi, nunca nenhum me perguntou se ia à Missa.”
João Silveira
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