quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Mulher canadiana presa por evangelizar em clínicas de aborto

Mary Wagner es una católica canadiense de 36 años que se dedica al apostolado pro-vida aun al precio de su libertad y ya no recuerda cuántas veces ha estado en prisión por defender la vida.

Esta semana, Mary –soltera, sin hijos y de escasos recursos económicos– comenzó a cumplir una nueva condena a 40 días de cárcel. Su delito es ingresar pacíficamente a un centro abortista y regalar rosas blancas con mensajes pro-vida a las mujeres que buscan abortar.

Según informa el sitio web ReligionenLibertad.com (ReL), Mary Wagner es "interna asidua de las cárceles de mujeres de Toronto y Columbia Británica", "devota del Rosario y la Madre Teresa, pequeña y frágil, dulce, nada amenazadora". "Su crimen es ofrecer apoyo y alternativas a las mujeres que se acercan a centros abortistas. Cuando la encierran, aprovecha para evangelizar a las internas", explica la nota.
Mary "ya ha perdido la cuenta de las veces que ha sido arrestada desde la primera, el 1 de febrero de 1999. Pero a ella no le importa: en la cárcel de mujeres ya la conocen, y aprovecha esas estancias para evangelizar. Y para consolar a las presas que han abortado".

Esta tenaz mujer creció en el seno de una familia numerosa y católica, sus padres fueron activistas pro-vida. Sin embargo, fue en la Jornada Mundial de la Juventud 1993 de Denver (EEUU), donde experimentó un despertar espiritual.

"En Denver pasó algo. Vio aquellos jóvenes incontables y su alegría especial. Con 19 años, Mary entendió ‘cómo Dios nos mira y nos ama a cada uno de nosotros de una forma cercana y personal’. Siempre había sabido que Dios ama, pero ahora entendía su protección y amor inagotable. Y eso, declaraba ya en una entrevista en el año 2000, ‘me hace sentir feliz, llena de gozo y puedo vivir como Cristo nos enseñó’", recoge ReL.

"En noviembre de 1999 la arrestaron por primera vez por violar el ‘área de seguridad’ de un centro abortista. Fueron sus primeras navidades en la cárcel".

"Su crimen es entrar en clínicas abortistas, en la sala de espera, o en el jardín ante la puerta de entrada, y repartir rosas blancas con una tarjeta a las mujeres que hay allí. En ella se puede leer: ‘Fuiste hecha para amar y ser amada. Tu bondad es más grande que las dificultades. Las circunstancias en la vida cambian. Una nueva vida, aunque sea diminuta, promete un gozo irrepetible. ¡Hay esperanza!’".

Esta semana, un juez de Toronto la declaró culpable de "uso y disfrute ilegal" de las instalaciones de la clínica abortista de Bloor West, cerca de Toronto, así como de "retrasar el desarrollo del negocio".

Los testigos afirmaron que "Mary había sido amable, tranquila, pacífica en su trato con las mujeres de la clínica, pero al juez le dio igual".

Mary aprovecha su encarcelamiento para evangelizar. "En la cárcel de mujeres reparte folletos sobre la Biblia y la Iglesia. Escucha a las mujeres que han abortado (el 90% de las presas), llora con ellas, reza con ellas".

"Para cuando salgan, les recomienda centros que ayudan a la mujer a superar el trauma post-aborto. Recibe visitas y cartas. La gente pro-vida le visita, como hacían los primeros cristianos con sus presos encarcelados por el César. Mary reza mucho: ¿dónde la quiere enviar Dios la próxima vez?"
Mary Wagner puede recibir cartas de apoyo en prisión, a través de la dirección:
Vanier Centre for Women
665 Martin St
Milton, Ontario
L9T 5E6
CANADA

in aciprensa


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terça-feira, 20 de setembro de 2011

A santa vergonha - João César das Neves

Um dos fenómenos culturais mais interessantes da actualidade é a atitude de muitos católicos perante a história da sua Igreja. Numerosos fiéis, sem deixarem de ser devotos e dedicados, costumam alinhar com a sociedade num coro de censuras à própria instituição a que pertencem, o que constitui sem dúvida um facto insólito. Nenhuma comunidade é tão autocriticada quanto a eclesial.

Basta alguém referir as realizações cristãs no mundo para isso suscitar irritação da parte dos adversários da Igreja, o que é normal, mas também de muitas pessoas que fazem questão de se afirmar católicos praticantes, mas incapazes de ouvir esses elogios sem alegar críticas. O cânone da irritação é bem conhecido: Inquisição, Cruzadas, poder temporal do Papado, agora pedofilia, etc. O problema desta atitude não está na verdade do que afirma, que é indiscutível, mas que não se dê conta de como é descabida e injusta.

Imagine alguém que, ouvindo outrem admirar-se dos extraordinários avanços da Medicina em curas espantosas, discordasse referindo as atrocidades dos antigos cirurgiões-barbeiros e tropelias de curandeiros e charlatães. Ninguém disputa a veracidade desses casos, mas eles são totalmente irrelevantes para a discussão. O facto de se terem cometido múltiplos erros médicos ao longo dos séculos, aliás inevitáveis, e ainda hoje muitos abusarem da condição terapêutica, nada tem a ver com a justa admiração pelas ciências da saúde. Suponha que, falando-se do papel decisivo da Alemanha no combate à actual crise europeia, alguém se indignasse pelos horrores cometidos pelos nazis ou cavaleiros teutónicos. Essas barbaridades são indubitáveis, mas invocá-las a este propósito seria justamente considerado preconceito e xenofobia.

Ora essas atitudes, inadmissíveis na consideração da história de qualquer profissão, ciência, comunidade ou povo, acontecem a cada passo quando se fala da Igreja, sem que ninguém note o evidente despropósito. Pior que isso, uma avaliação justa e serena de tais críticas mostra-as também sumamente injustas.

A Igreja acumulou ao longo dos séculos inúmeros erros, abusos, conflitos, violências e injustiças. Isso é inaceitável, mas infelizmente comum a todas as instituições humanas. Só que, além disso, ela tem algo que é muito difícil de encontrar nos outros: uma incomparável história de santidade, caridade, fraternidade e heroicidade, junto com inúmeras realizações sociais, intelectuais e artísticas, sem par em instituições comparáveis. É impossível enumerar os contributos que a Igreja deu à civilização, educação, saúde, assistência e equilíbrio social, um pouco por todo o lado e em todos os séculos. Além disso gerou efeitos únicos, como a conservação da cultura clássica nos mosteiros, a criação das universidades e de múltiplas formas de arte sacra e profana, inúmeros campos da filosofia, ciência, junto com contributos na economia, diplomacia, progresso social e muito mais. A Igreja é realmente única em termos históricos.

Finalmente, mesmo considerando o cânone da injúria, a realidade mostra-se muito diferente da imagem. A grande maioria das pessoas que enche a boca com a Inquisição, Cruzadas e afins, pouco sabe sobre elas, para lá de vulgarizações distorcidas de autores anticatólicos. A historiografia séria, sem negar as terríveis atrocidades, aliás comuns na época, mostra por exemplo que os tribunais da Inquisição se distinguiam, face aos juízes de então, pela benevolência e absolvição e que o Papado e hierarquia frequentemente procuraram controlar os seus abusos, motivados por interesse de reis. As Cruzadas foram, não uma agressão, mas reacção ao expansionismo turco, aplaudida pelos árabes do tempo, oprimidos pelos invasores orientais.

O magno ataque dos últimos séculos contra o Cristianismo mudou a face cultural do Ocidente, mas a Igreja sobreviveu e encontrou novas formas de existir e se exprimir. Numa dimensão, no entanto, o ataque foi largamente vitorioso: conseguiu que muitos católicos se envergonhem hoje da gloriosa história da sua fé.


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Os protestantes e a Bíblia



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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Frase do dia

"A amargura da provação sempre é adocicada pelo bálsamo da divina misericórdia." 

S. Pio de Pietrelcina


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A paz no meio da guerra

A freira peregrina e os manifestantes anti-papa em Madrid


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domingo, 18 de setembro de 2011

Quatro passos a dar quando alguém nos ofende ou faz mal

Em Castelgandolfo, o Papa dirigiu algumas palavras
muito práticas sobre: a correcção fraterna.

Bento XVI recorda que "os dez mandamentos
e todos os outros preceitos se resumem neste:
Amarás ao próximo como a ti mesmo'", e que
por sua vez "o amor fraterno implica um
sentido de responsabilidade mútua".

Esta é a base da correcção fraterna: "Se um irmão
cometer uma falta contra mim, devo usar de
caridade para com ele".

Mas como? Bento XVI, seguindo os Evangelhos
e S. Paulo, descobre quatro passos.

"Primeiro, falar-lhe pessoalmente, fazendo-lhe
ver que o que disse ou fez não é bom.
Esta forma de agir chama-se correcção fraterna
e não é uma reacção à ofensa sofrida, antes se
deve ao amor pelo irmão", diz o Papa Ratzinger,
e cita Santo Agostinho: "Quem te ofendeu, ao ofender-te 
casou a si mesmo uma grave ferida. Como é que te
poderias despreocupar com a ferida de um teu irmão?
Deves esquecer a ofensa que recebeste,
mas não a ferida do teu irmão".

Segundo passo: e se o meu irmão não me ouvir?
"Voltar a falar com ele diante de duas ou três
pessoas, para o ajudar melhor a tomar consciência
do que fez".

Se, apesar disso, "ele rejeitar a observação"...
o terceiro passo é: "Dizê-lo à comunidade".

Em quarto e último lugar, "se nem sequer escutar 
a comunidade, deverá ser advertido do afastamento
que ele mesmo causou, separando-se da comunhão da Igreja".

Tudo isto, conclui o Papa depois de relembrar a importância
da oração comum, porque "existe uma corresponsabilidade
no caminho da vida cristã, e todos, conscientes dos próprios
limites e defeitos, estão chamados a aceitar a correcção fraterna
e a ajudar os outros com este singular serviço", que exige
"muita humildade e simplicidade de coração".


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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Capelão militar ostenta insólita coleção de solidéus papais

O jornal Catholic Herald difundiu a curiosa história do sacerdote Kevin Peek, um capelão militar que ostenta uma colecção de solidéus papais obtidas graças a uma pouco conhecida tradição eclesiástica.

"Há uma tradição muito antiga segundo a qual, se você compra um solidéu branco na alfaiataria do Papa e o sustenta durante uma audiência papal, a Guarda a Suíça se encarregará de o trocar por aquele que o Papa leva nesse momento", relatou o sacerdote.

O solidéu é o barretinho liso e em forma de calota com que o Papa, os bispos e outros dignitários eclesiásticos cobrem a parte superior da cabeça.

A alfaiataria Gammarelli, estabelecida em 1798, já serviu a cinco Papas. Ela conta com uma ampla variedade de vestes religiosas, entre elas casulas e mitras, além disso do solidéu papal que vale 50 dólares. O Padre Peek, sacerdote da Arquidiocese de Atlanta e que recentemente iniciou o serviço de capelão do exército no Afeganistão, pôde obter nos últimos 16 anos obteve três solidéus usados por três Papas diferentes, os quais conserva em uma urna de cristal.

O primeiro obteve-o sendo ainda seminarista em Dezembro de 1996. Sua classe viajou a Roma e pôde estar numa Missa com o Beato João Paulo II. Enquanto seus companheiros passeavam por Roma, o Padre Peek comprou um solidéu na Gammarelli. Durante a Missa na capela privada do Papa, esteve sentado na parte de trás para ser um dos últimos em sair da capela e terminar na parte dianteira da linha dos seminaristas à espera de reunir-se com o Papa. Depois que o Papa o saudou e lhe deu um terço, o Padre Kevin tirou o solidéu e o mostrou ao secretário do agora Beato.

O secretário pensou por momentos que todos os seminaristas tinham levado um solidéu, mas lembrou-se da tradição e realizou-se o intercâmbio. No final da audiência, o secretário pediu que devolvesse o solidéu e entregou-lhe o que tinha comprado. Para o Padre Kevin é um tesouro ter um solidéu que o Beato João Paulo II usou por 40 minutos.

Dez anos mais tarde, o Padre quis repetir a façanha com o Papa Bento XVI. Esta vez durante uma audiência geral das quartas-feiras no Vaticano. O sacerdote fez todo o possível para que a Guarda Suíça percebesse que levava um solidéu novo, mas não perceberam. Vendo que estava a perder a sua oportunidade, o sacerdote ousou saltar as grades que separam o público da área onde o Papa Bento XVI se reunia com um pequeno grupo e conseguiu chamar a atenção do Pontífice. O próprio Papa Bento XVI, que "ama este tipo de tradições", aproximou-se do Padre Peek, tomou o solidéu novo e entregou-lhe o que estava usando. A multidão que o rodeava ficou atónita, e todos queriam saber o que tinha acontecido.

O terceiro solidéu papal do Padre Peek chegou por uma rota diferente. Um sacerdote já ancião da arquidiocese de Atlanta tinha um solidéu usado pelo Papa Pio XII e se preocupava de que, uma vez morto, ninguém gostaria o suficiente da sua valiosa posse para cuidar dela. Quando ouviu a história do Padre Peek, o sacerdote enviou-lhe o solidéu por correio. in ACI


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Visão do Inferno - Santa Faustina Kowalska

Hoje, conduzida por um Anjo, fui levada às profundezas do Inferno um lugar de grande castigo, e como é grande a sua extensão. Tipos de tormentos que vi:

1. Primeiro tormento que constitui o Inferno é a perda de Deus;
2. O segundo, o contínuo remorso de consciência;
3. O terceiro o de que esse destino já não mudará nunca;
4. O quarto tormento é o fogo que atravessa a alma, mas não a destrói; é um tormento terrível, é um fogo puramente espiritual, aceso pela ira de Deus;
5. O quinto é a contínua escuridão, o terrível cheiro sufocante e, embora haja escuridão, os demónios e as almas condenadas vêem-se mutuamente e vêem todo o mal dos outros e o seu;
6. O sexto é a continua companhia do demónio;
7. O sétimo tormento, o terrível desespero, ódio a Deus, maldições, blasfémias.

São tormentos que todos os condenados sofrem juntos, mas não é o fim dos tormentos. Existem tormentos especiais para as almas, os tormentos dos sentidos. Cada alma é atormentada com o que pecou, de maneira horrível e indescritível. Existem terríveis prisões subterrâneas, abismos de castigo, onde um tormento se distingue do outro. Eu teria morrido vendo esses terríveis tormentos, se não me sustentasse a omnipotência de Deus.

Que o pecador saiba que será atormentado com o sentido com que pecou, por toda a eternidade. Estou a escrever por ordem de Deus, para que nenhuma alma se escuse dizendo que não há inferno ou que ninguém esteve “lá e não sabe como é”.

Eu, Irmã Faustina, por ordem de Deus, estive nos abismos para falar às almas e testemunhar que o Inferno existe. Sobre isso não posso falar agora, tenho ordem de Deus para deixar isso por escrito. Os demónios tinham grande ódio contra mim, mas, por ordem de Deus, tinham que me obedecer. O que eu escrevi dá apenas uma pálida imagem das coisas que vi. Percebi, no entanto, uma coisa: o maior número das almas que lá estão é justamente daqueles que não acreditavam que o Inferno existisse. 

Quando voltei a mim, não me podia refazer do terror de ver como as almas sofrem terrivelmente ali e, por isso, rezo com mais fervor ainda pela conversão dos pecadores; incessantemente, peço a misericórdia de Deus para eles. “Ó, meu Jesus, prefiro agonizar até o fim do mundo nos maiores suplícios a ter que vos ofender com o menor pecado que seja.”


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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Homem cai na ilusão de "transformar as pedras em pães"

Depois de ter posto Deus de parte,
ou de o ter apenas tolerado como uma escolha privada
que não deve interferir na vida pública,
certas ideologias tentaram organizar a sociedade
com a força do poder e da economia.
A história mostra, dramaticamente,
que o objectivo de dar, a todos,
desenvolvimento, bem estar material e paz,
prescindindo de Deus e da sua revelação,
se tornou afinal num dar aos homens pedras em lugar de pão.

O pão é "fruto do trabalho do homem",
e nesta verdade está contida toda a responsabilidade
confiada às nossas mãos e ao nosso engenho;
mas o pão é também, e antes de mais nada,
"fruto da terra", que recebe do alto o sol e a chuva:
é dom para ser pedido,
que nos tira de toda a soberba e faz pedir com a confiança dos humildes:
"Pai (....) dá-nos hoje o pão de cada dia"
O homem é incapaz de dar a vida a si mesmo,
o homem só se compreende a partir de Deus:
é a relação com Ele o que dá consistência à nossa humanidade
e torna boa e justa a nossa vida.

No Pai Nosso pedimos que seja santificado o Seu nome,
que venha o Seu reino, que se cumpra a Sua vontade.
É, acima de tudo, o primado de Deus que devemos recuperar
no nosso mundo e na nossa vida,
porque é este primado que permite descobrirmos
a verdade do que somos, e é no conhecer e seguir a vontade de Deus
que encontramos o nosso verdadeiro bem.
Dar tempo e espaço a Deus, para que seja o centro vital da nossa existência. 

Papa Bento XVI - 11 de Setembro de 2011


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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Tarde te amei



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Frase do dia

"O cristão triunfa sempre a partir da Cruz, da sua própria renúncia, porque assim deixa que actue a Omnipotência divina." 

S. Josemaria Escrivá


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Exaltação da Santa Cruz


A Cruz, a Santa Cruz!, pesa.

– Por um lado, os meus pecados. Por outro, a triste realidade dos sofrimentos da nossa Mãe a Igreja; a apatia de tantos católicos que têm um "querer sem querer"; a separação – por diversos motivos – de seres amados; as doenças e tribulações, alheias e próprias...

A cruz, a Santa Cruz!, pesa: "Fiat, adimpleatur...!". Faça-se, cumpra-se, seja louvada e eternamente glorificada a justíssima e amabilíssima Vontade de Deus sobre todas as coisas! Amen. Amen. (Forja, 769)

A Cruz não é a pena, nem o desgosto, nem a amargura... É o madeiro santo onde triunfa Jesus Cristo... e onde triunfamos nós, quando recebemos com alegria e generosamente o que Ele nos envia. (Forja, 788)

Sacrifício, sacrifício!... É verdade que seguir Jesus Cristo (disse-o Ele) é levar a Cruz. Mas não gosto de ouvir as almas, que amam o Senhor, falar tanto de cruzes e de renúncias; porque, quando há Amor, o sacrifício é gostoso – ainda que custe – e a cruz é a Santa Cruz.

A alma que sabe amar e entregar-se assim, enche-se de alegria e de paz. Então, porquê insistir em "sacrifício", como buscando consolações, se a Cruz de Cristo – que é a tua vida – te torna feliz? (Forja, 249)


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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Papa Bento XVI na audiência de dia 31 de Agosto de 2011

Talvez vos tenha acontecido algumas vezes, diante de uma escultura, de um quadro, de certos versos de uma poesia ou de uma peça musical, sentir uma emoção íntima, ter uma sensação de alegria, ou seja, sentir claramente que diante de vós não havia apenas matéria, um pedaço de mármore ou de bronze, uma tela pintada, um conjunto de letras ou um cúmulo de sons, mas algo maior, algo que «fala», capaz de sensibilizar o coração, de comunicar uma mensagem e de elevar a alma. 

Uma obra de arte é fruto da capacidade criativa do ser humano, que se interroga diante da realidade visível, procura descobrir o seu sentido profundo e comunicá-lo através da linguagem, das formas, das cores e dos sons. A arte é capaz de expressar e de tornar visível a necessidade que o homem tem de ir além daquilo que se vê, pois manifesta a sede e a busca do infinito. Aliás, é como uma porta aberta para o infinito, para uma beleza e para uma verdade que vão mais além da vida quotidiana. E uma obra de arte pode abrir os olhos da mente e do coração, impelindo-nos rumo ao alto.

Esperemos que o Senhor nos ajude a contemplar a sua beleza, tanto na natureza como nas obras de arte, assim como a sermos sensibilizados pela luz da sua face, a fim de que também nós possamos ser luzes para o nosso próximo."


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A maior injustiça da nossa sociedade




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Curso sobre "Ciência e Fé" - Bernardo Motta

No próximo semestre, vou leccionar um Curso "Ciência e Fé", para a Escola de Leigos do Instituto Diocesano da Formação Cristã. O curso terá quinze sessões, e decorrerá todas as segundas-feiras das 21h30 às 23h na Igreja de Miraflores (Algés), a partir de 17 de Outubro inclusive, até 6 de Fevereiro. Só não haverá curso nas segundas-feiras de 26 de Dezembro e 2 de Janeiro. A inscrição no curso custa 35€.

I- Introdução: o alegado "conflito" entre a Igreja Católica e a Ciência
II- Filosofia grega e cosmologia grega
III- Filosofia medieval e ciência medieval
IV- Inquisição e Ciência
V e VI - O caso Galileu
VII- A revolução científica
VIII- Darwin e a Igreja Católica
IX- Os Argumentos Cosmológico e Teleológico para a existência de Deus
X- Filosofia da Mente e Inteligência Artificial
XI- Milagres e Ciência
XII- Desafios ao diálogo entre Fé e Ciência


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domingo, 11 de setembro de 2011

A vantagem do casamento é um facto

Now, we all come across married families here there is conflict between the parents, where there is poor parenting, where the children are not thriving. Not all married families are healthy. And it may be that the advantage enjoyed by married families on average is due in part to the kinds of people who marry (selection effects). That there is a marriage advantage, however, is beyond dispute. Wilcox and Cherlin note:

“The fact is that children born and raised in intact, married homes typically enjoy higher quality relationships with their parents, are more likely to steer clear of trouble with the law, to graduate from high school and college, to be gainfully employed as adults, and to enjoy stable marriages of their own in adulthood. Women and men who get and stay married are more likely to accrue substantial financial assets and to enjoy good physical and mental health. In fact, married men enjoy a wage premium compared to their single peers that may exceed 10 percent.”

These claims are borne out by data from 250 peer-reviewed journal articles on marriage and family life in the US and around the world which are the basis of the second report mentioned above: Why Marriage Matters: Thirty Conclusions from the Social Sciences. Released this week and updating two earlier reports of the same name, Why Marriage Matters is co-authored by 18 family scholars from leading institutions and chaired by Professor Wilcox. Among its statistics: 66 per cent of 16-year-olds were living with both parents in the early 1980s, compared to just 55 per cent in the early 2000s. Assuming that no responsible or humane person would say that this trend, bringing insecurity and misery to millions of children, does not matter, we have to ask: Why is this happening? And what can be done to change it? in catholicexchange


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Visita do Papa ao Ground Zero 7 anos depois do 11 de Setembro



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sábado, 10 de setembro de 2011

A injustiça da não discriminação - P.Gonçalo Portocarrero de Almada

É injusto discriminar o que é igual, mas não o que é diferente.

É como a gripe, esta recorrente mania: todos os anos, mais dia menos dia, lá aparece o vírus da não discriminação, a propagar a epidemia do igualitarismo e a exigir, em consequência, a reestruturação de algum órgão ostensivamente discriminatório, ou a aprovação de leis que combatam a exclusão dos grupos sociais mais desfavorecidos.
Exagero? De modo algum! Em plena silly season, dois artigos do Público, de 10 de Agosto passado, pugnam pela não discriminação.

No primeiro, o autor insurge-se contra a composição alfacinha do Conselho de Estado. Segundo o dito ensaísta, este órgão só tem duas mulheres; não tem ninguém mais à esquerda do que os conselheiros de esquerda que já lá estão; não tem membros que não sejam de Lisboa, excepto os que o não são, como o autarca de Gaia e os líderes insulares; não tem nenhum representante da Igreja Católica, nem das artes, nem das letras, nem da sociologia (?!), nem da história, etc. Tudo, claro, por culpa do Presidente da República que, apesar de algarvio confesso, «lisboetizou», segundo a escrita do mesmo autor, o supostamente nacional Conselho de Estado.

Não me compete, como é óbvio, comentar a sua opinião política que, ao exigir a representatividade institucional dos vários grémios profissionais e sociais, parece eivada de um certo saudosismo corporativista. Não posso, contudo, deixar de registar a sua curiosa tese de que a justiça decorre da igual, ou proporcional, representação, nesse órgão consultivo do chefe de Estado, das mais expressivas condições ideológicas, regionais, religiosas, etc.

A bem dizer, com a mesma razão, ou falta dela, também se deveria exigir que o sexo feminino, o norte transmontano, o barlavento algarvio, os evangélicos, os fadistas e os mais exímios pensadores pátrios estivessem representados na nossa selecção de futebol, cuja composição também parece muito politicamente incorrecta, sobretudo se se pensar que essa equipa deveria ser, de algum modo, representativa da nação.

O outro texto versa sobre a Moldávia que, não obstante o assédio da libertina Comunidade Europeia, ainda resiste à política da total permissividade em relação à orientação sexual. Segundo «um estudo de percepções da população» – vá-se lá saber o que isto seja! – «os moldavos, afinal, discriminam. Discriminam, sobretudo, deficientes físicos ou mentais, pobres, portadores de VIH, homossexuais, ciganos, mulheres». Pelos vistos, segundo a abalizada opinião da autora do artigo, em que não falta o coitadinho do costume, este é o principal crime dos moldavos: «discriminam»! E, claro, uma nação que discrimina, não pode fazer parte da nossa moderna e decadente Europa.

Mas, afinal, discriminar é mau? Por exemplo, quando se impede uma senhora corcunda de ser top-model, está-se a cometer uma injustiça? E quando se proíbe que um invisual seja árbitro de futebol, pode-se afirmar que se está a ser iníquo? A não-aceitação de um paralítico, como membro da equipa nacional de atletismo, é um acto punível, por arbitrário e contrário às convenções internacionais dos direitos humanos e de defesa dos deficientes? A norma que impede os cidadãos originariamente estrangeiros, mas naturalizados portugueses, de concorrerem à presidência da República, é ilegal por ser xenófoba? Uma escola que não aceita, para seu professor, um analfabeto, está a cometer um crime contra a igualdade de direitos que a Constituição consagra? A atribuição do Prémio Nobel da Química, a um determinado cidadão, tipifica um delito de injúrias aos restantes químicos? E se um encenador recusar a uma qualquer Julieta o papel de Romeu, ou a um qualquer Romeu o papel de Julieta, está também a incorrer num comportamento ilícito, neste caso por razão do respectivo sexo?

Discriminar é, apenas, distinguir. Será injusto quando distingue o que é igual, mas não quando diferencia o que é diverso. Os corcundas, os cegos, os paralíticos, os cidadãos nacionais de origem estrangeira, os analfabetos, os cientistas, os homens todos e todas as mulheres são iguais quanto à sua comum e inviolável dignidade humana. Mas não quanto às suas capacidades físicas e intelectuais, nem às correspondentes aptidões sociais, políticas e profissionais.

Aliás, a justiça não é, por definição, igualitária, mas discriminatória. Não trata a todos por igual, mas procura atribuir a cada qual o que lhe compete, não apenas em função da sua dignidade humana, mas também das suas características pessoais objectivas que, obviamente, não podem ser ignoradas, sobretudo quando se trata de lhes reconhecer uma específica função social. Não deixa de ser curioso que os grupos que antes mais apelavam à igualdade na diferença, sejam também agora os que mais reivindicam a indiferença na desigualdade, na medida em que não toleram a discriminação do que é, logicamente, diferente.

Todos iguais? Com certeza, no que respeita à comum natureza e dignidade do ser humano, bem como a todos os direitos e liberdades fundamentais. Mas todos diferentes também. A ditadura do igualitarismo, ou da não discriminação, não serve a causa da justiça: só seremos efectivamente todos iguais quando se reconhecer, também a nível social e jurídico, que somos todos diferentes.


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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Jovem religiosa defende o uso público do hábito

A Irmã Ana Verónica, oblata de São Francisco de Sales em Paris, foi convocada juntamente com vários outros professores de Filosofia ao Liceu Carnot, da capital francesa. O objectivo da reunião era combinar a corrceção de muitas provas da matéria que tinham ficado sem corrigir no fim do ano escolar. Ela apresentou-se como de costume: com o hábito completo do instituto religioso a que pertence. A sua presença foi pretexto para um rebuliço. Professores laicistas e socialistas exigiram das autoridades do Liceu a expulsão da religiosa. Pretextavam que ela ofendia a laicidade e, de forma caricata e ofensiva, compararam o seu hábito com o véu islâmico. As autoridades nada fizeram, pois sabiam que o procedimento da religiosa era irrepreensível do ponto de vista legal.

Os professores laicistas exigiram que ela tirasse o hábito. “V. poderia ser mais discreta!”, desabafou uma professora laicista. “Eu não posso fazer melhor nem pior. Eu devo levá-lo”, respondeu a jovem religiosa.

Os jornais fizeram estardalhaço com o facto e o secretariado geral do ensino católico exigiu que a irmã Ana Verônica desse prova de “juízo” e comparecesse usando roupas civis. Com tom sereno e respeitoso, mas firme, a freira respondeu a seus detratores em carta publicada pelo jornal parisiense “La Croix”, de 13-07-2011:

“Nós repetimos claramente que jamais tiraremos o nosso hábito."
“Um hábito religioso é o sinal da resposta a um chamado para se consagrar a Deus, que nem todos os baptizados recebem."
“Desde 8 de setembro de 2004, data de minha entrada na vida religiosa, minha vida mudou muito e o hábito não é mais que a expressão visível disso."
“Comparecer agora de outra maneira, sem o hábito religioso, é uma coisa impossível para mim, pois eu não uso mais outros vestidos que não sejam os de minha consagração religiosa."
“Eu não sou religiosa por horas."
“Fazemos a profissão para viver seguindo Cristo até a morte."
“Esta consagração religiosa inclui todas as dimensões de nosso ser: corpo, coração, alma e espírito."
“O jovem homem rico do Evangelho recuou diante do apelo de Jesus para segui-Lo, quando Ele posou o seu olhar sobre ele."
“Isso significa que a decisão de se consagrar a Deus não é fácil de tomar. Ela pressupõe certas renúncias."
“O hábito religioso é sinal desse facto. Ele pode, portanto, ser um sinal de contradição. Nós sabemos que nosso hábito não deixa indiferentes as pessoas. Ele é um testemunho da presença de Deus."
“Por meio dele nós relembramos, de modo silencioso mas eloquente, que Deus existe neste mundo que se obstina a não querer pensar nem sequer na possibilidade da transcendência divina."
“Mas, Jesus nós diz no Evangelho que o servidor não é maior que seu mestre. Vós conheceis a continuação? “Se eles me perseguiram, eles vos perseguirão também” (Jn 15, 20)."
“E Jesus acrescentou: “As pessoas vos tratarão assim por causa de Mim, porque eles não conhecem Aquele que me enviou” (Jn 15, 21)." in lumenrationis


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Frase do dia

"Observe com atenção: sempre que a tentação lhe desagradar, não há o que temer. Se a tentação lhe desagrada é porque você não quer senti- la." 

S. Pio de Pietrelcina


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Mas qual é o objectivo desta gente?



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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Parabéns a Nossa Senhora!



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Ao que já chegámos: O aborto explicado às crianças

Apresento-vos aqui uma notícia que saiu há dias no site de uma revista polaca católica. É chocante aquilo ao que já chegámos.

«Uma tarde de sábado, início do ano lectivo. Centro de Varsóvia, loja de três andares da Empik* no centro comercial Zlote Tarasy. No último andar da livraria. Numa das secções, várias estantes, "literatura científica e popular para crianças". Livros sobre o cosmos, sobre experiências científicas, sobre dinossauros e castelos medievais. Capas duras, ilustrações coloridas, paginações modernas. Só falta comprar. Imensos livros. Tantos, que a maioria se encontra com a lombada virada para o cliente. Uma das poucas excepções é... o "Grande livro sobre o aborto".

O director da loja, visivelmente incomodado com a minha pergunta ("O senhor não acha que os livros sobre o aborto deviam não estar nas estantes com livros para crianças?"), prometeu tratar do assunto ("Tem razão, este livro não devia estar aqui"). Porém, uma hora depois, o livro sobre o aborto continuava no mesmo lugar. A gerente da loja, entretanto chamada, explicou que possivelmente o livro estava desnecessariamente destacado ("Por favor, dêem-nos um pouco de tempo"), mas à partida pode estar naquele lugar, pois trata-se de um livro destinado a crianças.

Na contracapa lê-se: "Este livro quebra o tabu do silêncio à volta do aborto, dissipa os mitos que cresceram em redor do tratamento de interrupção da gravidez. [...] Esta publicação tem como objectivo aproximar o pequeno leitor das situações nas quais as mulheres decidem tomar a difícil decisão de interromper a gravidez e das possívieis consequências sociais desta decisão, entre as quais, a exclusão social, rebaixamento, violência (psíquica e física), isolamento."

Síndrome pós-aborto? É uma invenção. Sobre a mutilação do corpo e da alma, sobre as consequências psíquicas (nos pais que não chegaram a sê-lo) e físicas (nas mulheres) que muitas vezes duram a vida toda, nem uma palavra. As autoras (Kazimiera Szczuka i Katarzyna Bratkowska) referem ao de leve a opinião da Igreja sobre a interrupção da gravidez, mas imediatamente a consideram hipócrita, pois as mortes durante as guerras nunca incomodaram a Igreja.

Na segunda-feira, o livro (ainda na secção de literatura infantil) já estava só com a lombada virada. A relações públicas da Empik, Monika Marianowicz, não concordou com a publicação da gravação da nossa conversa (compreendo-a totalmente) e disse que a empresa irá emitir um comunicado oficial (publicá-lo-emos posteriormente). Durante a conversa, afirmou que não se pode esperar que a empresa Empik seja censora. Assinalou também que foi o editor que definiu o livro como sendo para crianças e adolescentes, e a Empik não verifica estas avaliações. Sendo um livro para crianças, acaba nas estantes para crianças. Referiu ainda que se houver protestos de clientes, a empresa fará algo. Protestos houve, mas infrutíferos.

Capa dura, papel brilhante e letras grandes. Para que as crianças possam ler com facilidade, por exemplo, sobre a pílula do dia seguinte. É assim que a Empik educa os seus futuros clientes. Hoje crianças e amanhã cidadãos do mundo moderno abertos ao mundo. Pais, estejam alerta.

PS - A minha revolta provém do facto de esta firma de renome decidir primeiro distribuir e depois colocar na secção das crianças um livro sobre o aborto. Ao contrário do sugerido pela senhora relações públicas, não concordo que a Empik tenha de aceitar tudo o que circula legalmente na Polónia. A Empik deveria preocupar-se não só com o dinheiro, mas também com a boa imagem. Aos meus olhos, a imagem da Empik está minada. E o facto do livro ter sido retirado da secção para crianças não vai alterar isso. Para mim, ele nem sequer devia ter aparecido na Empik.
Tomasz Rożek»

* A Empik é mais ou menos o equivalente à Fnac.


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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

3 homens, 44 dias, 11 países, 18 vôos, 38 mil quilómetros



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‘Bíblia Comigo’: A Bíblia em qualquer lugar

Ler gratuitamente a Bíblia no telemóvel, no computador ou no tablet. Esta é a proposta dos Franciscanos Capuchinhos de Portugal através do projecto ‘Bíblia Comigo’.

É uma iniciativa que pretende mostrar como é que, independentemente do lugar em que as pessoas estão, “a Palavra de Deus pode ser fonte de oração e alimento diário de fé”. Os Franciscanos Capuchinhos de Portugal criaram um site (www.bibliacomigo.com) que disponibiliza a Bíblia em formato digital e acessível em várias plataformas de comunicação: no telemóvel (para sistemas JAVA, iPhone e iPod ou Android), no computador (para Windows, Linux e Mac) ou na internet (www.capuchinhos.org/biblia).

“Entre a vida donde brotou e a escrita em que foi fixada, passando pela tradição oral, a Bíblia foi vestindo as formas de expressão e comunicação das várias épocas e gerações. As novas tecnologias abriram potencialidades quase ilimitadas para levarmos a sua Boa Nova até aos confins da terra, no seguimento do mandato de Jesus”, salienta um comunicado.

O ‘Bíblia Comigo’ é um projecto desenvolvido ao longo de vários meses pelos Capuchinhos que além de permitir aceder à Bíblia (tradução da Difusora Bíblica) possibilita ainda sublinhar e adicionar notas pessoais.

“A Bíblia é um livro universal; comigo junta as dimensões de proximidade (está onde eu estou), mobilidade (vai para onde eu vou) e intimidade-individualidade (está em mim, faz parte de mim); se quiser, o go final pode sugerir tudo isto em movimento em dinâmica de comunicação e anúncio: vai com ela, vai levá-la junto aos outros”, acrescenta o comunicado, publicado no site www.bibliacomigo.com. 

in vozdaverdade


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terça-feira, 6 de setembro de 2011

"Prefiro morrer cristã a fazer-me muçulmana para sair da prisão"

Em Junho de 2009 mandaram a camponesa Asia Bibi, mãe de 5 filhos, buscar água enquanto trabalhava no campo. Outras mulheres protestaram pois, não sendo ela muçulmana, contaminaria o recipiente tornando-o impuro. Exigiram-lhe que abandonasse a fé cristã e se convertesse ao Islão, e ela opôs-se.

Em sua defesa respondeu às companheiras que "Cristo morreu na cruz pelos pecados da humanidade", e perguntou às mulheres que tinha feito Maomé por elas. Ao ouvir estas palavras, recorreram ao Iiã do lugar, marido de uma delas, que denunciou Asia Bibi à polícia pelo delito de blasfémia. O artº 295 do Código Penal do Paquistão pune com a morte a blasfémia contra o profeta do Islão.

«Não sou criminosa, não fiz nenhum mal. Fui julgada por ser cristã. Creio em Deus e no seu enorme amor. Se o juiz me condenou à morte por amar a Deus, terei orgulho em sacrificar a minha vida por ele» conta o advogado desta paquistanesa, que cita textualmente as declarações de Asia Bibi gravadas no telemóvel.

Há três meses, numa visita à prisão onde esperava julgamento, Bibi contou que o juiz Muhamed Naveed Iqbal «entrou na cela e deu-lhe a oportunidade de se converter ao Islão para ser libertada. Asia respondeu ao juiz que preferia morrer cristã do que fazer-se muçulmana para sair da prisão». in AIS




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O aborto gratuito é ofensivo - Henrique Raposo

I. "O aborto não pode ter isenção como tem a gravidez (...)". José Manuel Silva, bastonário da ordem dos médicos (Expresso de sábado).

II. O Estado não deve considerar que o aborto é crime até x semanas, sim senhora, mas também não deve instituir o aborto gratuito no seu serviço de saúde. O aborto não é um direito, meus caros. Se uma pessoa quer fazer um aborto, tem bom remédio: pagar do seu bolso. A irresponsabilidade não pode ser recompensada. A irresponsabilidade não pode ser subsidiada. A irresponsabilidade não pode ser transformada num direito. E, acima de tudo, a irresponsabilidade não pode ser colocada no mesmo patamar da responsabilidade que é assumir uma gravidez e ter um filho.

Em qualquer cenário financeiro, este aborto gratuito seria sempre uma política imoral. Ora, no nosso contexto de crise, esta política sobe vários níveis de imoralidade. É uma daquelas coisas realmente ofensivas. Os cortes da saúde chegaram e as taxas moderadoras têm de subir, mas o aborto é gratuito. Faz todo o sentido, sim senhora. As maternidades debatem-se com problemas sérios para suportar a sua atividade principal (recorde-se: trazer crianças a este mundo), mas o aborto é gratuito. Faz sentido, sim senhora. Num contexto de crise demográfica, o tratamento de fertilidade deixou de ser uma prioridade, mas o aborto é gratuito . Faz sentido, sim senhora. Mas sabem o que é ainda pior? Num país onde o aborto é completamente gratuito (até acho que a mulher recebe um subsídio de - pasme-se - maternidade), é quase impossível encontrar um especialista em saúde materna nos centros de saúde. Portanto, no Portugal progressista de 2011, uma mulher que dá à luz é menos protegida do que uma mulher que escolhe abortar. Meus caros, tudo isto é uma imoralidade tremenda, para usar um eufemismo publicável.


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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O grau do nosso amor - Santo Afonso Maria de Ligório

Para poder amar muito a Deus no céu, é preciso, em primeiro lugar, amá-Lo muito na terra. O grau do nosso amor a Deus no fim da nossa vida será a medida do nosso amor a Deus durante a eternidade. Queremos adquirir a certeza de nunca nos separarmos desse Bem soberano na vida presente? Estreitemo-Lo cada vez mais nos laços do nosso amor, dizendo-Lhe com a Esposa do Cântico dos Cânticos: «En-con¬trei Aquele que o meu coração ama. Abracei-O e não O largarei» (Ct 3,4). Como é que a Esposa sagrada abraçou o seu Bem-Amado? «Com os braços da caridade», responde Guillaume.

«É com os braços da caridade que abraçamos a Deus», retoma Santo Ambrósio. Feliz daquele que puder gritar como São Paulino: «Que os ricos possuam as suas riquezas, que os reis possuam os seus reinos: a nossa glória, a nossa riqueza e o nosso reino, são Cristo!» E com Santo Inácio: «Dá-me apenas o Teu amor e a Tua graça, que isso me basta». Faz com que Te ame e que seja amado por Ti; não desejo nem tenho mais nada a desejar senão isso.


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domingo, 4 de setembro de 2011

Sexo antes do casamento



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Frase do dia

"É urgente recuperar a consciência que impele aos sacerdotes a estarem presentes, identificáveis e reconhecíveis, tanto pela sua fé, pelas virtudes pessoais como pelos hábitos, cultura e caridade que foi sempre o centro da missão da Igreja." 

Papa Bento XVI


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sábado, 3 de setembro de 2011

Depois de Madrid: Como Bento XVI renovou as JMJ

Pelo menos são 3 as novidades que caracterizam as Jornadas Mundiais da Juventude com este Papa:
os espaço de silêncio, os participantes muito jovens, a paixão de testemunhar a fé no mundo.

Para quem olha de fora, estas reuniões mundiais presididas por Bento XVI têm características diferenciadoras, que em Madrid apareceram com particular notoriedade.

A primeira é o silêncio. Um silêncio prolongado, intensíssimo, que irrompe nos momentos chave, no meio de um oceano de jovens que até esse momento estavam em grande festa.

A Via Sacra é um desses momentos. Outro, mais impressionante, é o da adoração da Hóstia santa durante a vigília nocturna. Outro ainda é o da comunhão na missa de encerramento.

Uma segunda característica diferenciadora desta última JMJ é a média de idades dos participantes muito baixa: 22 anos. Isto significa que muitos deles participaram pela primeira vez. O Papa deles é Bento XVI, não é João Paulo II, que aliás só conheceram quando eram muito novos.

Eles são de uma geração muito exposta a uma cultura secularizada. Mas são ao mesmo tempo o sinal de que as perguntas sobre Deus e o destino último estão vivas e presentes também nesta geração.

Uma terceira característica diferenciadora é a projecção "ad extra" destes jovens. A eles não lhes interessam as batalhas internas da Igreja à procura de se modernizar ao ritmo dos tempos.

Estão a anos-luz do caderno reivindicativo de certos irmãos mais velhos na fé: exigir padres casados, mulheres sacerdotes, comunhão aos divorciados recasados, escolha dos bispos pelo povo, democracia na Igreja, etc., etc. Para eles, isso é tudo irrelevante.

A eles basta-lhes ser católicos como o Papa Bento XVI propõe e faz ver e perceber. Sem evasivas, sem descontos. Se foi alto o preço que nos salvou, o sangue de Cristo, alta deve ser também a oferta de vida dos cristãos verdadeiros.

O que mobiliza estes jovens não é a reorganização interna da Igreja, mas a paixão de testemunhar a fé no mundo. O Papa previa usar estas palavras, mas foi impedido pelo temporal:

"Caros amigos, não tenhais medo do mundo, nem do futuro, nem da vossa fragilidade. O Senhor concedeu-vos viver este momento da história, para que graças à vossa fé o seu Nome continue a ressoar por toda a terra." in Zenit


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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Igualdade de género ou falsa identidade - P.Gonçalo Portocarrero

Se se permite, tão facilmente e totalmente grátis, a mudança de género, por que não também a de espécie?

Quem viveu conscientemente o 25 de Abril, talvez ainda conserve, entre outras recordações, a lembrança de uma canção revolucionária em que, a páginas tantas, se badalava: "Uma gaivota, voava, voava, asas de vento, coração de mar. Como ela, somos livres, somos livres de voar".

Como nunca mais ouvi aquela melodiosa voz, temi que, embalada por um tão sugestivo texto, a dita cançonetista tivesse mesmo voado para parte incerta. Ou que, tendo desafiado as leis da gravidade, a experiência lhe tivesse sido fatal. Felizmente nenhuma destas aziagas hipóteses se confirmou, pelo que é de supor que ainda esteja disponível para ser de novo a voz do PREC, ou seja, do processo revolucionário em curso. A sua histórica balada é, com efeito, um magnífico hino à nova e subversiva política da identidade de género em que o anterior Governo, à falta de mais urgente e necessária reforma social, tão entusiasticamente se empenhou, depois de ter empenhado, com indiscutível êxito, o país.

Entende-se modernamente que a identidade pessoal não deve ser aferida por circunstâncias objectivas, como eram antigamente o sexo, a idade, a altura e o peso, mas sim por um acto libérrimo da vontade de cada qual. Assim, se um macho quer ser oficialmente fêmea, o Estado obedece ao capricho do cidadão e falsifica, a seu bel-prazer, o respectivo registo de identidade. Portanto, pela mesma razão, se uma septuagenária, de um metro de estatura e pesando cinco arrobas, quiser ser oficialmente uma menina de vinte anos, de um metro e setenta e quarenta quilos, também deveria poder sê-lo, se de facto se sente tão jovem, alta e leve quanto o dito sujeito se acha feminino. Ou será que o faz-de-conta é válido para o sexo, mas já não para a idade, a altura e o peso?

Mas, se se permite, tão facilmente e totalmente grátis, a mudança de género, por que não também a de espécie?! Se o sexo já não é algo objectivo e predeterminado geneticamente, por que o há-de ser a natureza? Se a mulher pode "virar" homem e vice-versa, por uma simples declaração de vontade, por que não pode ser alguém, como Fernão Capelo, gaivota?!

Quem não gostaria de obter, oficialmente, o estatuto jurídico de ave protegida?! Não passarinho, que releva alguma inferioridade, nem passarão, que sugere algum governante ou administrador de empresa pública, mas pássaro, como a gaivota da canção, para ser livre, livre de voar! Para além da isenção de impostos e a inimputabilidade penal, a condição aviária tem grandes vantagens também ao nível da viação que, neste caso, passa a ser, muito propriamente, aviação.

A estas e outras razões gerais tenho a acrescentar uma gratificante experiência pessoal quase-aviária. No ano passado, ao sofrer um acidente, tive que esperar pela ambulância, no lugar do sinistro, cerca de uma hora. Porém, quando na urgência do hospital me colocaram uma pulseira colorida, fui logo objecto dos mais extremosos e diligentes cuidados médicos. Enquanto ser humano, mereci pouca atenção, mas assim que, graças à bendita anilha, me confundiram com uma ave, beneficiei de imediato da principesca protecção dispensada às espécies em vias de extinção. Uma pessoa pode ser negligenciada e até impunemente morta antes de nascer, mas um animal protegido não pode ser maltratado. Moral da história: humano nunca mais! Ser ave é que está a dar!

Um slogan revolucionário exigia: 25 de Abril sempre! Não chegámos a tanto, mas, de certo modo, pode-se dizer que agora, graças à famigerada igualdade de género, todos os dias são dias de 1 de Abril, porque são dias de mentiras. Talvez não fosse despropositado criar um dia anual da verdade, em que cada qual, mais por via de excepção do que por regra, seja, muito originalmente, o que de facto é.


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Frase do dia

Não é verdade que haja oposição entre ser bom católico e servir fielmente a sociedade civil. Como não há razão para que a Igreja e o Estado choquem no exercício legítimo das respectivas autoridades, em cumprimento da missão que Deus lhes confiou. Mentem (isso mesmo: mentem!) os que afirmam o contrário. São os mesmos que, em aras de uma falsa liberdade, quereriam "amavelmente" que os católicos voltassem às catacumbas. 

S. Josemaria Escrivá


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O mal do orgulho - Doroteu de Gaza (monge na Palestina)

A bondade de Deus, como refiro frequentemente, não abandonou os que Ele criou, mas continua a voltar-se para eles e a lembrar-lhes: «Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e aliviar-vos-ei» (Mt 11,28). Isso é: estais cansados, estais infelizes, tivestes a experiência do mal da vossa desobediência. Vinde, convertei-vos; vivei pela humildade, vós que estáveis mortos devido ao orgulho.

Oh, meus irmãos, o que não faz o orgulho, e que poder é o da humildade! Que necessidade havia de todos esses desvios? Se desde o início o homem tivesse permanecido humilde e tivesse obedecido a Deus [...], não teria caído. Mesmo após a queda, Deus ofereceu-lhe uma ocasião de se arrepender e de obter misericórdia; mas ele manteve-se orgulhoso. Com efeito, Deus veio dizer-lhe: «Adão, onde estás» (Gn 3,9), ou seja: «De que glória caíste?» [...] Depois perguntou-lhe: «Porque pecaste? Porque desobedeceste?», querendo com isto que ele respondesse: «Perdoa-me». 

Mas [...] não encontrou nem humildade nem arrependimento, mas sim o contrário. O homem respondeu: «A mulher que me deste escarneceu de mim» (v. 12); não disse «a minha mulher» mas «a mulher que me deste», como quem diz: «o fardo que colocaste sobre a minha cabeça». E é assim, meus irmãos: quando um homem não aceita reconhecer que pecou, não receia acusar o próprio Deus.

Deus dirige-se em seguida à mulher e pergunta-lhe: «Porque foi que, também tu, desobedeceste ao mandamento?», como se dissesse: «Tu, pelo menos, diz: Desculpa-me, para que a tua alma se humilhe e obtenha misericórdia». Mas [...] a mulher responde: «A serpente enganou-me» (v. 13), como que a dizer: «Se ele pecou, que culpa tenho eu?» Que dizeis, infelizes? [...] Reconhecei o vosso erro; tende piedade da vossa nudez! Mas nem um nem outro se dignou reconhecer que pecara.


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