Para perseverar na vida da oração, é preciso evitar que, logo à partida, se entre por falsas pistas. Por isso, é indispensável compreender o que é específico da prece cristã e distingui-la de outras buscas e outros caminhos espirituais. Isto é tanto mais necessário quanto o materialismo da nossa cultura suscita, como reacção, uma sede - que é boa - de absoluto, de mística, de comunicação com o Invisível, mas que, frequentemente, acaba por se perder em experiências decepcionantes ou, até, destruidoras.
A primeira verdade fundamental que precisamos de entender e sem a qual não poderemos ir muito longe é que a vida de oração - ou, por outras palavras, a prece contemplativa - não é fruto de uma técnica, mas um dom que devemos acolher. (...) Não há método de oração, quer diz, não há um conjunto receitas ou de procedimentos cuja aplicação seja suficiente para orar bem. A verdadeira prece contemplativa é um dom que Deus faz gratuitamente, mas é preciso saber como acolhê-lo.
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Errada porque a pessoa se agarra a métodos em que, afinal, é o esforço do homem que é determinante, quando no cristianismo tudo é graça, tudo é dom gratuito de Deus.
Jacques Philippe in Tempo para Deus: Guia para a vida de Oração
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