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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Aparição de São Miguel no Monte Gargano

Hoje é a festa litúrgica da aparição de São Miguel Arcanjo no Monte Gargano. Nos fins do século V (490), sendo Papa São Gelásio, um pastor que apascentava uma manada de vacas no alto do Monte Gargano, província da Apúlia (Itália), querendo obrigar um novilho a sair de uma caverna onde se refugiara, desferiu lá dentro uma flecha, a qual voltou com a mesma velocidade, ferindo quem a lançara. Isto causou admiração nos que presenciaram o acontecimento, e a notícia correu longe e chegou também aos ouvidos do Bispo de Siponto, cidade que ficava no sopé da montanha.

O Bispo, julgando tratar-se de algum misterioso sinal da parte de Deus, ordenou um jejum de três dias em toda a Diocese, pedindo ao Senhor se dignasse revelar do que se tratava. Deus escutou as orações do Prelado e, passados três dias, apareceu-lhe o Arcanjo São Miguel, Anjo tutelar da Igreja, revelando-lhe o que Senhor queria que se edificasse naquela caverna, onde se manifestou o prodígio, uma igreja em sua honra, para reavivar a fé e a devoção dos fiéis no seu amor e protecção, como Anjo custódio da Igreja Católica. O Arcanjo apareceu-lhe diversas vezes. Estas foram as primeiras aparições do Arcanjo Miguel na Europa Ocidental. 

Tendo o Bispo comunicado ao povo a visão que tivera e o que lhe fora pedido, foi ele próprio, com muita gente, observar o local. Encontraram uma caverna espaçosa em forma de templo, cavada na rocha, com uma fenda natural na abóbada, de onde jorrava a luz que a iluminava. Nada mais era preciso que pôr um altar-mor para celebrar os Divinos Mistérios. Levantado o altar, o Bispo consagrou-o. Todos os povos vizinhos acudiram para a cerimónia cheios de alegria e a festa durou vários dias. 

Nunca mais até hoje se deixou de celebrar ali a Santa Missa, como também os outros ofícios litúrgicos. Deus consagra este lugar através dos séculos, com graças e milagres de toda a espécie, em favor dos que lá acorrem, doentes de corpo e alma, mostrando quanto Lhe é grata a devoção em honra do glorioso Arcanjo São Miguel, o qual defendeu, quando da revolta de Lúcifer, a fidelidade ao Deus Uno e Trino, soltando este grito: "QUEM É COMO DEUS?" De onde vem o seu nome: Miguel. 

O Santuário do glorioso São Miguel Arcanjo na gruta do Monte Gargano é considerado um dos mais antigos, célebres e devotos de todo o mundo. A Igreja, para atestar este acontecimento, marcou no Calendário Litúrgico Universal a festa comemorativa desta Aparição no dia 8 de Maio. 

O Monte Gargano fica perto do convento de Nossa Senhora da Graça, onde viveu e morreu o célebre estigmatizado Padre Pio de Pietrelcina.

in Pale ideas


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domingo, 19 de outubro de 2025

D. Athanasius Schneider: "O politicamente correcto alimenta a islamização da Europa"

Nos últimos dez anos, alguns países da Europa Ocidental, nomeadamente a Alemanha e o Reino Unido, têm incentivado um afluxo desproporcionado de pessoas provenientes de países de maioria muçulmana, classificadas sobretudo como refugiados, afirmou o Bispo Athanasius Schneider numa entrevista ao LaNuovaBq.it.

Descreve este processo como «a instalação de cidadãos muçulmanos em países europeus cristãos, orquestrada por altas autoridades políticas em colaboração com certas organizações internacionais».

Monsenhor Schneider acrescenta que, sob o pretexto da integração, estão a ser introduzidas nas escolas e na vida pública práticas religiosas islâmicas, como a comida halal, jantares públicos para quebrar o jejum durante o Ramadão e publicidade com temas do Ramadão.

Afirma que, em muitos países tradicionalmente cristãos, a população islâmica está prestes a superar em número a população autóctone num futuro próximo e que já há figuras muçulmanas a ocupar cargos de influência política.

O Bispo Schneider descreve esta abordagem como um enorme erro, declarando: «Em vez de promoverem a imigração, os governos europeus deveriam investir em projectos humanitários e económicos que permitissem aos refugiados e imigrantes permanecer nos seus próprios países, melhorando as suas condições de vida e, assim, contribuindo para a prosperidade e o progresso da sua pátria.»

Adverte que «muitos representantes da Igreja hoje são guiados pelo politicamente correcto»: «O diálogo inter‑religioso é um método ambíguo. Exige uma harmonia entre as religiões que não existe nem na doutrina nem na moral e que muitas vezes também falta na prática.»

E acrescenta: «O Corão e a lei da Sharia contêm afirmações claras que discriminam os não‑muçulmanos, mas estas nunca são abordadas. Este tipo de “diálogo” carece de sinceridade. O problema do Islão politizado e da crescente perseguição dos cristãos, particularmente nos países islâmicos ou pelas mãos de grupos extremistas islâmicos, raramente é discutido.»

in gloria.tv



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sábado, 16 de março de 2024

O Islão na Europa

Qual é a raiz ideológica da atitude que hoje (na Europa) temos em relação ao Islão? É a ideia de que não existe um dualismo lógico entre verdade e erro nem um dualismo moral entre bem e mal, mas que tudo é relativo às necessidades e interesses do indivíduo no momento presente.

Relativismo moral e pragmatismo político são duas faces desta abordagem à realidade que não se alimenta da realidade mas da utopia, porque crê num mundo fictício e irreal que o desejo de poder, mascarado de debilidade, do indivíduo pós-moderno é incapaz de conquistar.

Se a Europa quer sobreviver deve modificar esta atitude psicológica e cultural. Mas como é que podemos contribuir para esta mudança? Começando por reavivar a ideia de que existe o bem e o mal, em sentido objectivo e absoluto, e que a verdade e os princípios, sobre os quais está fundada a nossa civilização, não são para arquivar como ideias do passado ou preconceitos ideológicos.

Roberto di Mattei (historiador) in Corrispondenza Romana


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sexta-feira, 31 de março de 2023

Mapa das Aparições de Nossa Senhora na Europa

As cruzes mostram onde a Virgem Maria apareceu a um futuro santo.

Os pontos amarelos indicam aparições relatadas pela tradição (mas não confirmadas pelo Vaticano).

Os pontos azuis mostram mais recentes e visões ainda não confirmadas. aparições mais recentes, mas ainda não confirmadas.

Os pontos verdes indicam visões aprovadas como "dignas de fé", mas não sobrenaturais.

Os pontos vermelhos significam que o Bispo local "aprovou" a aparição como genuína.

O pontos vermelhos maiores marcam aquelas aparições que foram reconhecidos pelo Vaticano.


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terça-feira, 22 de outubro de 2019

A visão assustadora do Papa João Paulo II sobre o Islão

Mons. Mauro Longhi, quando ainda era estudante, acompanhou o Papa João Paulo II em algumas viagens. O sacerdote italiano contou que, em 1992, o Papa João Paulo II lhe relevou que tinha tido uma visão inquietante sobre o futuro da Europa: 

O Papa disse-me: "Diga isto àqueles que vai encontrar na Igreja do terceiro milénio. Vejo a Igreja afligida por uma ferida mortal. Mais profunda, mais dolorosa do que as deste milénio", referindo-se ao comunismo e ao nazismo. "Chama-se islamismo. Eles vão invadir a Europa. Eu vi as hordas vindo de Ocidente ao Oriente, e disseram-me o país de cada um: Marrocos, Líbia, Egipto, e assim por diante para o Oriente".

O Santo Padre acrescentou: "Eles vão invadir a Europa; a Europa será como um sótão com velharias, sombras, teias de aranha, relíquias familiares. Vocês, a Igreja do terceiro milénio, têm de conter a invasão. Não com os exércitos, os exércitos não serão suficientes, mas com a Fé, vivendo-a com integridade”.

Aqui fica a conferência na qual o sacerdote italiano falou dessa revelação: Mons. Mauro Longhi


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quarta-feira, 10 de abril de 2019

Cardeal Sarah diz que a migração é uma nova forma de escravidão

O Cardeal guineense Robert Sarah deu uma entrevista à Valeurs Actuelles, na qual se mostrou crítico em relação ao uso da Palavra de Deus para justificar a migração descontrolada e preocupado com o futuro da sociedade ocidental:

«É uma falsa exegese aquela que usa a Palavra de Deus para valorizar a migração. Deus nunca quis estas separações. (...)

Todos os migrantes que chegam à Europa chegam amontoados, sem trabalho, sem dignidade ... É isso que a Igreja quer? A Igreja não pode cooperar com a nova forma de escravidão em que se tornou a migração em massa. 

Se o Ocidente continua por esta estrada fatal existe um grande risco - devido às baixa taxa de natalidade - de que o Ocidente desapareça, invadido por estrangeiros, como Roma foi invadida pelos bárbaros. Eu falo enquanto africano. O meu país é maioritariamente muçulmano.  Eu acho que sei do que estou a falar.»


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terça-feira, 13 de novembro de 2018

A atitude da Europa em relação ao Islão

Qual é a raiz ideológica da atitude que hoje - na Europa - temos em relação ao Islão? É a ideia de que não existe um dualismo lógico entre verdade e erro nem um dualismo moral entre bem e mal, mas que tudo é relativo às necessidades e interesses do indivíduo no momento presente.

Relativismo moral e pragmatismo político são duas faces desta abordagem à realidade que não se alimenta da realidade mas da utopia, porque crê num mundo fictício e irreal que o desejo de poder, mascarado de debilidade, do indivíduo pós-moderno é incapaz de conquistar.

Se a Europa quer sobreviver deve modificar esta atitude psicológica e cultural. Mas como é que podemos contribuir para esta mudança? Começando por reavivar a ideia de que existe o bem e o mal, em sentido objectivo e absoluto, e que a verdade e os princípios, sobre os quais está fundada a nossa civilização, não são para arquivar como ideias do passado ou preconceitos ideológicos.

Roberto di Mattei (historiador) in 'Corrispondenza Romana'


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segunda-feira, 12 de março de 2018

Declaração de Paris: Uma Europa na qual podemos crer

A declaração de Paris é um documento escrito por um grupo de verdadeiros intelectuais - entre os quais se incluem, e.g., Roger Scruton e Robert Spaemann - que se encontrou na capital francesa. Estes juntaram-se por causa da sua preocupação comum pelo futuro da Europa, que caminha para o abismo. 

A declaração é um manifesto de adesão à "verdadeira Europa". O resultado final recebe o nome de "Uma Europa na qual podemos acreditar" ou Declaração de Paris. Uma chamada de atenção para um entendimento e reconhecimento renovados do verdadeiro génio da Europa. Um convite e um apelo aos povos da Europa para recuperar o que de melhor a nossa tradição tem para oferecer e para construir em conjunto um nobre e esperançoso futuro.

Apresentamos aqui alguns excertos desse documento:

Uma falsa Europa ameaça-nos 

A Europa, em toda a sua riqueza e grandeza, está ameaçada por uma falsa visão de si própria. Esta falsa Europa imagina-se ser o apogeu da nossa civilização, mas ela, na verdade, vai confiscar-nos as nossas pátrias. Essa visão errada remete para exageros e distorções de virtudes que são autenticamente europeias, ao mesmo tempo que demonstra cegueira quanto aos seus próprios vícios. 

Ao caucionar uma leitura enviesada e caricatural da nossa História, esta falsa Europa transporta consigo, intrinsecamente, infundados preconceitos quanto ao nosso passado. Os seus porta-estandarte são órfãos voluntários, que concebem a sua condição – de apátrida – como uma nobre proeza. Sob este ponto de vista, essa falsa Europa incensa-se a si mesma por ser a precursora de uma comunidade universal, que não é nem comunidade, nem universal.

As raízes cristãs nutrem a Europa 

A verdadeira Europa afirma a igual dignidade de cada indivíduo, qualquer que seja o seu sexo, o seu estatuto ou a sua raça. Tal advém igualmente das nossas raízes cristãs. As nossas serenas virtudes estão inegavelmente vinculadas à nossa herança cristã: imparcialidade, compaixão, misericórdia, reconciliação, luta pela manutenção da paz, caridade. 

O cristianismo revolucionou a relação entre o homem e a mulher, valorizando o amor e a fidelidade recíprocos, de uma forma jamais vista até então. Os laços do casamento permitem ao homem e à mulher florescerem, em comunhão. A maior parte dos sacrifícios que fazemos são-no em benefício do nosso cônjuge e dos nossos filhos. Este espírito de abnegação constitui igualmente uma contribuição cristã para a Europa que amamos.

O multiculturalismo não funciona

Esta falsa Europa congratula-se pelo seu empenho, sem precedente, em favor da causa da igualdade. Afirma promover a não discriminação e a inclusão de todas as raças, religiões e identidades. Neste domínio, houve um verdadeiro progresso, mas um utópico afastamento da realidade acabou por se impor. Ao longo da geração anterior, a Europa perseguiu um grande projecto multiculturalista. 

Exigir ou sequer encorajar a assimilação de muçulmanos, recém-chegados, aos nossos usos e costumes, para não falar da nossa religião, foi considerado como uma enorme injustiça. O nosso compromisso com a igualdade, dizem-nos, exige a renúncia a qualquer pretensão de que a nossa cultura seja tida como superior. Paradoxalmente, o empreendimento multiculturalista europeu, que nega as raízes cristãs da Europa, utiliza abusivamente o ideal cristão de caridade universal, de uma forma exagerada e insustentável. Exige dos europeus um grau de abnegação digno da santidade. 

Denunciamos a colonização das nossas pátrias e o desaparecimento da nossa cultura como a maior concretização do século XXI, um acto colectivo de auto-sacrifício, em favor do advento de uma suposta nova comunidade global de paz e prosperidade."

A educação necessita duma reforma 

Cremos que a Europa tem uma história e uma cultura dignas de serem conservadas e mantidas. As nossas universidades, no entanto, têm amiúde traído a nossa herança cultural. Devemos reformar os programas educativos para encorajar a transmissão da nossa cultura comum em vez de doutrinar os mais jovens para uma cultura de repúdio. Os professores e os tutores a todos os níveis têm um dever para com a memória histórica. Deveriam sentir-se orgulhosos da sua função enquanto ponte entre as gerações do passado e as gerações vindouras. 

Devemos renovar a alta-cultura da Europa, definindo o sublime e o belo como padrão, rejeitando a degeneração das artes numa forma de propaganda política. Isto requerer o surgimento de uma nova geração de mecenas. As empresas e as burocracias têm-se mostrado pobres patronos das artes.

O casamento e as famílias são essenciais

O casamento é o fundamento da sociedade civil e constitui a base da harmonia entre os homens e as mulheres. Trata-se de um vínculo íntimo organizado em torno da manutenção de um lar durável e da criação dos filhos. Afirmamos que os nossos papéis mais fundamentais em sociedade enquanto seres humanos são os de pais e de mães. 

O casamento e os filhos estão intrinsecamente ligados a toda a concepção e desenvolvimento pleno do ser humano. Os filhos exigem o sacrifício daqueles que os fazem vir ao mundo. Este sacrifício é nobre e deve ser honrado. Apoiamos políticas sociais prudentes que encorajam e reforçam o casamento, os nascimentos e a educação infantil. Uma sociedade que fracassa no acolhimento dos seus próprios filhos não tem futuro.

Devemos assumir as nossas responsabilidades 

Neste momento, pedimos que todos os europeus se unam a nós, na rejeição da utópica fantasia de um mundo multicultural sem fronteiras. Amamos, na justa medida, as nossas pátrias e procuramos transmitir aos nossos filhos todas as coisas nobres que recebemos como património nosso. 

Enquanto europeus, partilhamos também uma herança comum, uma herança que nos pede que vivamos em paz como uma Europa das nações. Renovemos a soberania nacional, recuperemos a dignidade de uma responsabilidade política partilhada para o bem e o futuro da Europa.

Para ler o resto do documento: Declaração de Paris


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domingo, 27 de agosto de 2017

A Europa aos tiros nos pés

Não me agradam nada as coisas que vejo num futuro relativamente próximo, e com as quais terei que viver durante grande parte da minha idade adulta. Temo vir a viver num país onde os valores que nos moldaram como Sociedade Ocidental deixem de existir. 

Digo isto porque penso que será natural que a presente diluição cultural da Europa nos contagie com cada vez mais força. Temo particularmente dois aspectos: a islamização da Europa e a ideologia de género.

1. É grave a tremenda falta de capacidade da Europa para lidar com um problema de movimentação massiva de povos, e que não tem qualquer retorno – pelo menos que eu vislumbre. 

Acredito que a Europa que eu herdei terminou. Pelo menos um ciclo. E isso preocupa-me. E não me satisfaz absolutamente nada a resposta de “tem que ser assim”, “as coisas mudam”, “temos que aprender a viver com a mudança”. E cada vez me convencem menos aqueles que dizem que não, que a Sociedade Ocidental não está nem vai mudar.

A primeira reacção que tenho ao ver o que se passa com a migração islâmica e a sua exagerada ostentação é que parece haver uma acção clara de confronto. Preocupar-me-ia moderadamente se a questão residisse apenas num cada vez mais elevado número de pessoas que procurassem refúgio numa Europa culturalmente rica, capazmente integradora das diferenças. A questão é que não é isto que se passa. O que se passa é um óbvio e naturalíssimo aproveitamento, por parte de uma cultura inteira, dum vácuo de ideias, de um fosso de visão de uma não-cultura encapotada numa politicamente correcta “abertura e acolhimento”, que, neste caso, já se verificou que é o mesmo que dizer: “não temos identidade nenhuma, não temos ideia nenhuma do que fazer convosco, ocupem o fosso cultural que vos deixámos”. A minha crítica não é a essa nova cultura, é a nossa falta de cultura.

Preocupa-me a incompreensível e suicida falta de interesse dos decisores do Ocidente em encontrar uma resolução para esta questão. Preocupa-me a ideia de que sejamos tão básicos que a nossa inacção se prenda apenas com interesses económicos imediatistas de grandes grupos. Não vejo resposta nenhuma para esta situação. Viveremos numa Europa em declínio, sem volta a dar?
Como cristão, preocupa-me que certos valores em que acredito venham a ser cada vez mais postos em causa. Intriga-me a ideia de que estes valores venham a ser atacados por uma cultura que, com toda a probabilidade, me virá bater à porta mais tarde ou mais cedo. 

Talvez seja exagero meu, este receio desta nova cultura, mas neste caso culpo os órgãos de comunicação social que me fazem chegar esta visão a casa. Acho que sou realista ao temer que não se trata meramente do sensacionalismo mediático. 

2. O segundo aspecto que vejo contribuir para a diluição cultural da Europa é o tentacular lobby da ideologia do género, que, como a peste negra, contamina o Ocidente. 

Obviamente ligado ao problema da migração cultural que antes referi está o facto de a Europa, ao invés de se querer afirmar como Civilização, parecer que quer enterrar a cabeça e a alma com ainda mais força, rapidez e urgência, como uma avestruz. Não pretendendo definir ideologia do género, espanta-me a eficácia dos seus tentáculos. A título nada exaustivo, refiro dois ou três:

a) a destruição da educação aliada ao endoutrinamento forçado de crianças e adultos. Hoje, todos somos coagidos por todos os meios a aceitar ideias que se opõem em absoluto aos valores com que fomos educados e à visão de matriz cristã acerca do Homem. No espaço de poucas décadas, programas de (des)educação foram feitos com o objectivo de obrigar as crianças a acreditar em ideias que, até hoje, estavam na liberdade educativa dos pais passarem aos filhos. 

O pelouro da educação no que respeita aos valores e à identidade (o cerne da educação) foi sendo sub-repticiamente retirado aos pais em prol da promoção de valores que só por fora são bons: como é que se chegou ao ponto de achar que é normal que “promover a saúde pública” se faça ensinando multidisciplinarmente “valores sobre sexualidade” a crianças até aos dez anos?

b) a opressão de valores tão básicos como a liberdade editorial de livros não obrigatórios através da censura, disfarçada de protecção de “direitos à igualdade” (o caso recente da amedrontada Porto Editora).  Como é que se pensa que é razoável “promover a igualdade” obrigando editoras particulares a repensarem os seus conteúdos, ao ousarem afirmar que a cor ‘’azul está associada aos rapazes? Como é que é possível que um médico que emita uma opinião pessoal, não pretendendo representar ninguém a não ser ele mesmo, seja publicamente linchado como um Hitler?

E o espantoso é que a óbvia contradição lógica de censurar e perseguir quem emita opiniões discordantes do que “é suposto” em prol da igualdade e da liberdade não é sequer problema para quem censura e persegue. 

c) há um quase inexplicável ódio e uma fúria quase incompreensível atrás desta onde que acena a bandeira da “igualdade e da liberdade para tudo e mais alguma coisa” contra aqueles que defendem o que a Sociedade Ocidental nos legou. Há uma urgência evidente em cortar com todas as raízes que serviram de base ao que somos hoje. Há uma escondida, actuante e sistemática excomunhão dos conceitos como Tradição, Verdade, Beleza, Bem.

Preocupa-me, claro, pensar que soluções e caminhos encontrará a minha Europa para estas questões. Se me parece realisticamente negro o cenário que as duas realidades que abordei implicarão para o mundo em que os meus filhos viverão, alegra-me por outro lado pensar que, como cristão, esta é já uma história muito antiga e que devo depositar toda a minha esperança n´Aquele que disse que O devo amar sobre todas as coisas e ao próximo como a mim mesmo.

Resta-me tentar viver isso com aqueles com quem me cruzo, rezar pelos que atacam as ideias e valores em que acredito, e pedir a Deus pela unidade cada vez maior daqueles que são d´Ele. 
A confusão destes tempos leva a um quase incompreensível radicalizar de posições mesmo dentro dos cristãos. Verifico em mim que, não podendo ceder à Verdade daquilo que Jesus ensinou, sou obrigado a uma permanente análise à minha misericórdia, em primeiro ligar com os que estão na mesma barca que eu.

Tenho para mim que estes não são tempos para sermos light nas coisas que fazemos, nas coisas que dizemos, nos comportamentos que temos. Este tempo exige que tentemos ser intrinsecamente bons, mesmo quando ninguém vê ou ouve o que pensamos. Diariamente. Deus nos ajude!

Bernardo Castro


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sábado, 8 de julho de 2017

Discurso de Donald Trump em Varsóvia: "Nós queremos Deus."

O Presidente Donald Trump esteve na Polónia, em Varsóvia, no dia 6 de Julho para reuniões bilaterais e antes de partir para Hamburgo para as reuniões do G20 proferiu um discurso sobre o que une a Europa, a Polónia em concreto, e os EUA. Apresentamos aqui um excerto desse belo discurso.
As nações da Europa nunca esqueceram. Somos a mais rápida e maior comunidade. Não há nada como a nossa comunidade de nações. O mundo nunca conheceu nada como a nossa comunidade de nações. Nós escrevemos sinfonias. Procuramos inovação. Celebramos os nossos antigos heróis, abraçamos as nossas tradições e costumes intemporais, e procuramos sempre explorar e descobrir novas fronteiras. Nós recompensamos o brilho. Nós lutamos pela excelência, e estimamos obras de arte inspiradoras que honram Deus.

[...] Nós damos poder às mulheres como pilares da nossa sociedade e do nosso sucesso. Pomos a fé e a família, não o governo e a burocracia, no centro das nossas vidas. E debatemos tudo. Desafiamos tudo. Procuramos saber tudo para que possamos conhecer-nos melhor. E acima de tudo, nós valorizamos a dignidade de toda a vida humana, protegemos os direitos de todas as pessoas, e partilhamos a esperança de todas as almas para viver em liberdade.

Isto é quem somos. Isto são os laços preciosos que nos unem como nações, como aliados, e como civilização. O que temos, o que herdamos dos nossos antepassados nunca existiu nesta extensão anteriormente. E se nós falharmos em preservá-lo, nunca mais tornará a existir. Portanto não podemos falhar.

[...] E quando chegou o dia, a 2 de Junho de 1979, um milhão de polacos reuniu-se à volta da Victory Square para a sua primeira Missa com o seu Papa polaco, nesse dia, todos os comunistas em Varsóvia souberam que o seu sistema opressivo depressa cairia. Eles souberam-no no exacto momento durante o sermão do Papa João Paulo II em que um milhão de homens, mulheres, e crianças polacas subitamente elevaram as suas vozes em oração uníssona. Aquele milhão de polacos não pediu riqueza. Eles não pediram privilégio. Em vez disso, um milhão de polacos cantou três simples palavras: "Nós queremos Deus."

Naquelas palavras, os polacos relembraram a promessa de um futuro melhor. Encontraram nova coragem para enfrentar os seus opressores, e encontraram as palavras para declarar que a Polónia seria Polónia de novo. Estando hoje aqui perante esta multidão incrível, esta nação fiel, podemos ainda ouvir aquelas vozes que ecoaram pela história. A sua mensagem é tão verdadeira hoje como sempre. O povo da Polónia, o povo da América, e o povo da Europa ainda grita "Nós queremos Deus."

Junto com o Papa João Paulo II, os polacos reafirmaram a sua identidade como uma nação devota a Deus. E com aquela declaração poderosa de quem sois, viestes a perceber o que fazer e como viver.

A nossa própria luta pelo Ocidente não começa no campo de batalha - começa nas nossas mentes, nas nossas vontades, e nas nossas almas. Hoje, os laços que unem a nossa civilização não são menos vitais, e não exigem menos defesa, que o mero pedaço de terra no qual a esperança da Polónia em tempos esteve posta. A nossa liberdade, a nossa civilização, e a nossa sobrevivência dependem destes laços de história, de cultura, e de memória.

E hoje como sempre, a Polónia está no nosso coração, e o seu povo está nessa luta. Tal como a Polónia não pode ser quebrada, eu declaro hoje para o mundo ouvir que o Ocidente nunca, mas nunca, será quebrado. Os nossos valores prevalecerão. O nosso povo prosperará. A nossa civilização triunfará.

Portanto, juntos, lutemos como os polacos - pela família, pela liberdade, pela nação, e por Deus.

Tradução Senza Pagare


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